Exchanged Sex 2.
11 Capítulo 10 - Decisões.
Notas iniciais
Bom, vamos começar agradecendo: Kawashy D Amy, Yuki Date, Yuno chan, Panda, Luluca200, MissFantasy, Natyy, Undertaker, WendyDracule, misaki mei, Amai Miho, Kuina chan, Kahzinhaaa, Kathrwem, Lady Rukia, Sawako Chan, EroCook, JkUchiha e Swan. Muito obrigada pelos lindos reviews de vocês! Amei todos! >w<
À nanocaspuig, MUITO OBRIGADA PELA RECOMENDAÇÃO À EXCHANGED SEX! Amei, amei, amei! T_T
À Kuina chan, MUITO OBRIGADA PELA RECOMENDAÇÃO À EXCHANGED SEX 2! EU ADORE, FICOU MUITO LINDA!
Eu já disse que tenho as melhores leitoras do mundo? Vocês são lindas, amo vocês! T---T
Bom, enfim! Este capítulo é muito importante para o enredo da fic.
Boa leitura!
P.S.: Uma visitinha básica! hihi
Capítulo 10
Ele já tinha dito que me amava, mas... Não desta forma tão intensa.
Meu coração se acelera tanto que sinto como se fosse sair pela boca. Sanji olha em meus olhos, chorando silenciosamente. Eu o abraço e cheiro seus cabelos. Em seguida, beijo sua testa.
– Aishiteru mo*. Tanto, tanto... Aishiteru. Aishiteru. Aishiteru. Aishiteru. – respondo, colando nossas testas – Obrigado por existir.
Lhe dou um selinho longo.
– Não me agradeça, idiota. – xinga, se aconchegando em meu pescoço. – Agradeça aos meus pais.
Solto uma risada. Ficamos ali, acompanhando um ao outro. Me pergunto o que vai acontecer quando ele voltar à sua forma original... E se ele voltar.
– Está bem. Mas agora... Nós temos que tomar um banho. – falo, me levantando. Lhe entrego sua calcinha, e visto minha cueca e minhas calças, em seguida da camiseta. Pego sua calcinha e o ajudo a vestir.
– Pronto. Continua completamente sensual. – provoco, sorrindo um pouco. Sanjo cora e cobre os seios.
– Cadê a parte de cima? – pergunta ele, vasculhando o lugar.
– É... Então... Eu tirei enquanto nós ainda estávamos ali fora... – falo, envergonhado.
De repente, ouço um som esquisito vindo do convés. Sanji fica pálido.
– Sanji? – pergunto. – Tudo bem?
Ele sacode a cabeça e suspira.
– Eu devo estar maluco. Não foi nada. – responde, indo em direção à porta. Ouço o mesmo som novamente.
– Ihaaa! – faz a voz. Parece um cowboy maluco, com uma voz meio... Okama?
– Que diabos é isso? – pergunto, e vejo quando um arrepio corre seu corpo inteiro.
– Merda. Eu seria capaz de reconhecer esse gritinho de qualquer lugar. – murmura, e sai do depósito. Saio atrás dele e amarro o biquíni em suas costas.
– Quem é? – pergunto.
Saímos dali e vamos até o convés. Lá embaixo, vejo algo estranho, e desço as escadas para ver mais de perto. Luffy está conversando animadamente com alguém.
– O que é este ser? – pergunto, meio confuso.
– Ivan. – fala Sanji, com uma cara amarrada e amarga.
– Sanji-boy! – responde a criatura, colocando a mão na cintura larga.
A pessoa usa uma roupa apertada escura, o que acredito ser um macacão de lycra. Botas de salto fino, e seu cabelo é um belo e volumoso afro roxo. Além de usar muita maquiagem e ter um cheiro doce, usa uma coroa de rainha.
– O que você está fazendo aqui? – pergunta Sanji, suspirando. Parece cansado, o que é normal, pelo que acabamos de fazer.
– Na verdade, eu vim para saber quem tinha enfurecido ainda mais o guardião da Ilha. – esclarece a criatura, que percebo ser um homem.
– A Hidra? Foi tudo culpa do Zoro. – explica, apontando para mim.
– O QUÊ!? É VOCÊ QUEM ESTAVA TENTANDO MATAR O DINOSSAURO, MENTIROSO! PINÓQUIO! USOPP! – xingo, irritado.
– Ei, não me mete na conversa! – grita o narigudo, perto das plantas.
– Não, espera um pouquinho aí. – fala Nami, andando até nós. Em alguns segundos, todos os tripulantes prestam atenção na conversa.
– Nami-san?
– Tem uma coisa que eu ainda não entendi. – fala ela, colocando a mão no queixo e olhando para a figura maquiada à minha frente.
– Mugiwara-boy, você tem lindas mulheres em sua tripulação! – fala o cara, e Luffy solta uma risada. – Diga o que quer saber, Navegadora.
– Você mora naquela Ilha? — pergunta ela, e Ivan faz um movimento estranho.
– Ihaa! Não, não moro! Aqui é... Um dos meus lugares de descanso. E tenho certeza que o Sanji-boy sabia disso, não é? – pergunta, se dirigindo ao cozinheiro. Em minha mente, brota um ponto de interrogação gigantesco. Como assim? Não estou entendendo bulhufas da conversa.
– EU NÃO SABIA DE NADA! SEU TRANSFORMISTA! – grita Sanji, fazendo uma careta bem feia.
– Sanji-kun, você tem que ser mais gentil com as visitas... – fala Robin, descendo para o convés. Ainda está de roupa de banho.
– Haaai, Robin-chwan! – responde Sanji, com corações no lugar dos olhos.
– Muito prazer. Sou Nico Robin, Emporio Ivankov-san. – se apresenta. Ivankov a olha para ela.
– Então você é a famosa Nico Robin... Dragon me falou coisas interessantes sobre você. – diz o Okama. Robin apenas sorri, e Luffy parece confuso.
– Meu pai? – pergunta ele.
– Enfim! – fala Ivankov, um pouco mais alto que o normal. – Então você é mesmo um amante de mulheres, Sanji-boy...
De repente, ele faz outro movimento extravagante e da ponta dos seus dedos, surgem pontas finas, parecidas com agulhas. Ele enfia essas agulhas na lateral do tórax, e depois de alguns segundos, o Okama não está mais na minha frente, e sim, um mulher de mais de quase três metros de altura com um belo corpo.
– Você pode, por favor, me mostrar sua calcinha? – pergunta Brook, e leva um chute no meio da cara.
– Não, não pode! – grita Nami.
– Ihaa! Me sinto bem melhor assim! – grita ele, e Sanji começa a sangrar um pouco pelo nariz.
– Iva-chan, cadê o Caranguejo-san? – pergunta Luffy.
– O Inazuma continua no exército rebelde, Mugiwara-boy. – responde a mulher/homem/Okama.
– Então... Já agradeceu. Pode cair fora. Xô, xô. – fala Sanji, tentando expulsá-lo. Ao balançar as mãos para frente, ele baixa a guarda, e Ivankov pega seu pulso, erguendo seu corpo no ar.
– Ei! Larga ele já, sua mulher esquisita e fedida! – grito, xingando a visita. Coloco a mão no cabo da katana, já pronto para fatiar a mulher/homem/Okama.
– Ei! Calma, Roronoa Zoro-boy. – fala ele, e volta a olhar para Sanji. – Bom, que eu me lembre, os boatos era que o Zoro tinha virado Okama também. Você voltou às antigas, Sanji-boy?
– V-V-Voltou às antigas!? – Chopper se assusta – Só pode ser mentira!
– Super! O Sanji era Okama! – ri Franky, bebendo mais uma garrafa de Cola.
– Não, é mentira! Não acreditem neste ser! – grita ele, tentando chutar o Okama.
– Sanji-boy! Não seja tão rebelde e me explique o motivo de você ter virado mulher! A única coisa masculina que sinto em você é o cheiro do Zoro-boy! – fala, colocando Sanji de volta na grama. Ih, merda. Ah, mas eu não tenho culpa se sou cheiroso.
– Vocês estavam fazendo outra vez? Que inveja, Zoro-san... – murmura Brook, suspirando.
– Deixa de ser sem vergonha, esqueleto. – resmungo. É, mas ele tem que sentir inveja mesmo. Não é todo mundo que tem um corpo lindo como o do Sanji para fazer o que bem quiser.
– Ah... Isso é uma longa história. – fala Sanji, relaxando. — Podemos fala à sós?
– Hm... Podemos. – responde o Okama.
Os dois se dirigem para a cozinha, onde entram e Sanji fecha a porta.
– Olha, tem caroço nesse angu. – observa Nami, pensativa.
Suspiro e desço até o quarto, tomando um banho rápido. Quando termino e subo ao convés, todos já estão de volta às suas atividades.
Sem conter minha curiosidade, subo as escadas e, lentamente e silenciosamente, me aproximo da porta da cozinha. Ouço os murmúrios dos dois.
– Agora você entende? Eu não estou nesta forma porque quero ou porque gosto dela. – explica Sanji, e estico o pescoço para enxergar a cozinha pela janela na porta. Eles estão sentados um de frente para o outro, com as mesa entre eles.
– Mas você fica muito bem de mulher, Sanji-boy. Apesar de achar que assim fica melhor: – fala Ivankov, e tira um papel dobrado em várias partes de dentro da roupa. – Eu que fiz.
Ele mostra o papel à Sanji, e ele fica aterrorizado.
– O quê...
– Você lembra eu você era modelo delas, não lembra? – pergunto o Okama. Quando Sanji se debruça sobre a mesa para tentar pegar o papel, Ivankov desvia, o que me permite ver o conteúdo. É um cartaz de procurado do “Kuro Ashi no Sanji”, porém... A imagem é outra.
– Ivan! Nem pense em publicar uma coisa dessas! – manda ele, apavorado.
– Sanji-boy! A gente conviveu por dois anos! Você acha mesmo que eu publicaria esta sua linda imagem para mais alguém ver? – pergunta ele, e Sani se alivia um pouco.
– Então por que você tem isso? – pergunta ele.
– Eu deixei uma coisa minha lá no convés. Já volto. Ihaa! – diz ele, e solta o gritinho. Entro em pânico quando ele se levanta e saio correndo para me esconder atrás da parede.
Ivankov passa direto e não me vê. Dou alguns passos e entro na cozinha.
Puxo uma cadeira e me sento ao lado do Ero-Cook.
– Alguém deu permissão para você entrar na cozinha? – pergunta, irritado.
– Eu tenho a permissão. Para entrar na cozinha, no quarto, no banheiro, na oficina, na piscina, em tudo. – falo, e seguro seu queixo, mantendo-o a centímetros do meu. – Inclusive, tenho permissão para entrar até em você.
– Ah, é mesmo? – pergunta o Okama, atrás de mim.
– Nossa, você é rápido. – observo. Acho que deve ter levado no máximo cinco segundos. – Então... Tem como explicar que negócio é esse de modelo e me dizer o que você foi buscar no convés?
– Sanji-boy... Você andou aprontando. Né? – pergunta, colocando as duas mãos na cintura fina.
– Eu? Ah, você não tem nada com a minha vida! Quer satisfações? Virou minha mãe? – pergunta, virando a cara.
– Se eu fosse sua mãe, você estaria vivendo comigo, aprimorando seu New Kama Kenpo*. – fala. Isso não é o mesmo que o Mr. Two diz ser sua técnica?
– Então você sabe usar esse New Kama Kenpo, Ero-Cook? – pergunto, sorrindo maliciosamente. – Posso concluir que você tem motivos para isso, certo?
– N-Não é n-nada disso que v-você está pensando, Zoro... – diz ele, na defensiva.
– Ah, eu acho que é sim. – respondo.
– Não se engane, Zoro-boy. – interrompe o Okama. – Sanji-boy viveu conosco por dois anos, porém, nunca fez nada com as nossas companheiras, apesar de ter sido hipnotizado pela magia da Ilha Momoiro de início, como qualquer outro homem que chega lá. A diferença é que ele é o único homem que já conheci que conseguiu voltar às suas origens enquanto ainda estava na ilha.
– Hm... – resmungo, e é estranho, mas sinto um grande orgulho dele. – Então você realmente já foi um Okama, Ero-Cook... Por pouco tempo, mas foi.
– Não me faça lembrar. Só de pensar naquele inferno eu fico arrepiado. Na verdade, o único que me tratava com um pouco mais de respeito era o Ivan, e foi ele quem aprimorou minhas técnicas. – fala, mas eu particularmente não ouço.
Quer dizer... Essa foi uma descoberta maravilhosa! O cara que odeia os homens, ter sido um Okama? Posso usufruir bastante dessa afirmação, hehe... Droga, não consigo tirar a merda do sorriso malicioso da minha cara.
– Então, você ainda não disse. O que era essa coisa importante? – pergunto, tentando ficar sério novamente.
– Ah, claro! Bom, como prova da minha bondade, eu decidi tirar aquele quadro lindo que ficava na minha parede e dar para você, Sanji-boy. Aqui, pegue! Ihaa! – exclama, estendendo um cubo na direção de Sanji, que pega de sua mão.
– De que quadro você está falando? – pergunta ele, confuso.
– Você se lembra que a Odette é artista plástica, certo? – pergunta Ivankov. Vejo uma gota de suor escorrer pelo rosto do Sanji, e um arrepio exagerado. E tudo isso por causa do nome da pessoa? Isso que eu chamo de repulsa!
– Lembro. Ela é a que mais corria trás de mim, como eu poderia esquecer? – pergunta-se.
– Ela vai ficar feliz em saber disso. – fala Ivankov, e Sanji se desespera.
– Não! Nem pense em abrir essa boca, Ivan! Se você fizer isso, eles virão atrás de mim novamente, e eu não quero voltar para o inferno, sendo que estou no céu com a Nami-san e a Robin-chan! – explica. Ivankov ri.
– Ihaa! Eu não resisto à esses seus olhos pidões de garota! – exclama, dando o gritinho.
– Bom, voltando ao assunto... – fala Sanji, corando e pigarreando. – A qual quadro você se refere?
– Aquele que você serviu de modelo, alguns dias depois que você chegou na Ilha. – explica, e ele engole em seco.
– Eu... Não me lembro. – confessa, e vira o cubo nas mãos. Em seguida, aperta o botão embaixo. O objeto começa a tremer e vária engrenagens se movem, aumentando a coisa de tamanho. – A Odette fez o mecanismo do quadro também, certo? Afinal, ele também foi ferreiro antes de chegar na Ilha e aprender as Artes Plásticas.
– Exatamente.
A coisa faz um som metálico enquanto aumenta de tamanho, como quando o Franky se transforma em “Franky Shogun”.
E alguns segundo depois, o negócio está completo. Sanji segura um quadro de 60cm x 45cm, feito com um tipo de madeira refinada. A parte da frente, o que sustenta a pintura, é uma tela grossa e branca.
– Me pergunto como ele conseguiu fazer isso com madeira. – fala Sanji, se referindo aos mecanismos que fizeram o quadro virar um cubo.
– Eu também não entendi direito, mas o quadro não pode mais voltar à ser um cubo. Aquele mecanismo não pode ser restaurado, justamente por ser madeira e não aço ou ferro puro. – explica Ivankov. – As parte de dentro da madeira é feita de ferro. Se você tentar fazê-lo voltar ao cubo, a madeira vai arrebentar.
Estou sem palavras. Não pelo fato de as engrenagens serem tão perfeitas que dariam inveja ao nosso mecânico, e sim... Pela pintura feita. É tão linda e sexy que eu seria capaz de me masturbar olhando para ela.
Nela, Sanji está usando um tipo de vestido rosa claro de seda, o que o fez escorregar e mostrar as pernas – e que pernas.

– Ah... Essa pintura. – fala, nervoso. – Não quero isso. Pode pegar para você.
– Deixe-me ver. – falo, tentando pegar o quadro. Sanji afasta-o para longe de mim.
– Não! Você não vai ver nada! Saia daqui! – manda.
Ivankov pega o quadro, e eu ando até ele.
– Ivankov. Dê o quadro para mim. Vou pendurá-lo na parede do nosso quarto. — falo.
– Por quê?
– E você ainda pergunta? – falo, indignado. – O Kuso Cook é meu, então, tudo o que vem dele ou que retrata ele, é meu também. Por isso, me dê o quadro.
– Ihaa! Sanji-boy, ele tem toda a razão! Zoro-boy, o quadro é seu. – fala, e me estende o quadro, que eu pego.
– Como assim!? Por que você está do lado dele, Ivan? – pergunta Sanji, indignado.
– Você sempre foi muito amargo, Sanji-boy. Percebe que desde que eu cheguei aqui, você não tentou me chutar nenhuma vez? – pergunta. – Está mais calmo, e parece mais feliz também. Aposto que isso é culpa do Espadachim.
Há um silêncio constrangedor por alguns segundos. Afinal, não pode ser verdade. Eu já o fiz sofrer inúmeras vezes. De repente, Sanji dá um soco na mesa.
– É isso! – exclama, enquanto eu me pergunto o que ele quer dizer. – Ivan, você pode...?
– Hã?
– Você pode usar seus hormônios em mim? – pergunta, e seus olhos brilham.
O Okama pensa por alguns segundos.
– Acho que entendi o que você quer dizer. – fala, e suspira, se sentando. – Sim, eu posso.
– Então faça! – grita Sanji, com um sorriso no rosto.
– Fazer o quê? – pergunto, mas sou ignorado.
– Sanji-boy, você pode morrer. – afirma, sério. Porra! Morrer? Do que eles estão falando!? Eu não quero que o Ero-Cook morra, de jeito nenhum! – Na verdade, tem no máximo 30% de chance de sobrevivência.
– Do que diabos vocês estão falando, droga!? – pergunto, frustrado por não poder ler pensamentos.
Olho para os dois, e Sanji está parado – espantado, surpreso.
– Eu comi a Horu Horu no Mi*, Zoro-boy. – explica. – Com os meus poderes, eu posso virar mulher, você viu. Eu injeto hormônios femininos em mim mesmo, e me transformo. Faço isso com outras pessoas também, e já fiz com o seu Capitão, com o Hormônio da Cura. E sabendo disso... Sanji-boy pensa que eu posso fazê-lo voltar à ser um homem, o que é verdade, mas tem muitos riscos. A quantidade exagerada de hormônios mata. Como o corpo dele está transbordando Progesterona, se eu injetar a Testosterona o organismo vai virar de cabeça para baixo.
– Mas e se você ficasse no navio por alguns dias, injetando um pouco de cada vez? – pergunta ele.
– Poderia funcionar, com uma pessoa normal. O problema, Sanji-boy, é que o que sustenta seu corpo de mulher é a tal Maldição da Troca dos Sexos, e ela é tão persistente que conseguiu continuar viva, passando do corpo do Espadachim para o seu. Com toda essa persistência... Você acha que ela cederia aos meus hormônios pouco à pouco? – explica, terminando com a pergunta. Sanji se senta e põe as mãos no rosto.
– Resumindo, tem que ser de uma vez. – conclui Sanji. – Eu quero muito voltar ao meu corpo, mas não quero morrer.
– E eu também quero te ajudar, mas você tem que ter ciência da sua escolha. Não quero me sentir culpado ou arrependido por ter tentado. – confessa o Okama. Minha mente está confusa. Não posso imaginar um mundo sem o Ero-Cook por uma simples escolha errada.
– Ivan... – murmura. – Você vai ficar até quando?
– Posso ficar mais alguns dias. O suficiente para você fazer sua escolha e eu poder resolver tudo, se optar por receber os hormônios.
– Entendi. Muito obrigado pela chance. – responde Sanji, se levantando da cadeira. – Vou tomar banho.
Sigo-o, enquanto ele vai em direção ao nosso quarto.
Ele entra e, sem falar nada, toma seu banho, saindo do banheiro já trocado e com uma toalha, esfregando o cabelo.
– Vou dormir. – avisa, e pula na cama, se enfiando embaixo da cobertas.
Bom, ele não quer conversar.
– Bons sonhos. – respondo e vou até a oficina, onde Usopp prepara um das suas substâncias.
– Ah, Zoro! – exclama, sorrindo. – Agora que eu te vi, lembrei de uma coisa. Eu fiz uma substância para você polir suas espadas. Sabe, um tipo de cera para deixa-las brilhando.
– Hm... Vai ser bastante útil. Obrigado, Usopp. – falo, e coloco o quadro na frente do corpo. – Tem como colocar um quadro na parede para mim?
Ele me olha com a pior cara de paisagem existente na face da Terra.
– Não me diga que você não sabe pregar uma parede. – fala, e a veia na minha testa começa a latejar.
– É só que eu uso muita força para bater o martelo, o que pode acarretar a quebra da parede. – explico, e ele suspira.
– Tudo bem. Vamos lá, Senhor Que Não Sabe Bater Um Prego. – provoca.
– Você está querendo levar uma surra, né? Narigudo! – xingo, já irritado.
– Eu não tenho culpa se você não sabe pregar um quadro, Cacto! – grita.
– Eu já disse que o certo é Marimo. Ma-ri-mo. – corrijo, e ele sorri.
– Então você está admitindo?
– Não! – falo, com vergonha. – Quer saber? Vamos logo pregar esse quadro e para de me encher a paciência.
Entro no corredor que dá acesso ao quarto, e abro a porta, esperando ele entrar.
– Não faça muito barulho, o Ero-Cook está dormindo. – peço. Ele assente e entra no quarto na ponta dos pés. – Eu disse para não fazer muito barulho, mas não é para tanto.
– Então, onde que vai o quadro? – pergunta, e eu indico a parede livre ao lado da penteadeira. Indico também a altura.
Ele põe alguns pregos na boca e tira um martelo de sua bolsa.
– O seu quarto ficou bem arrumado, né... – murmura, dando as primeiras batidas no prego. – Tem cheiro de perfume masculino.
– É o meu. Sanji não usa perfume. – explico.
– Falando nisso, quem um dia imaginaria que isso tudo ia acontecer, né? – pergunta, arrumando o outro prego na parede. – Vocês dois, que viviam brigando, acabaram nisso. A vida é cheia de reviravoltas... Ou será que o ditado em que diz que “Os opostos se atraem” é certo?
– Acho que não é bem esse o caso... Bom, se fôssemos considerar que somos pessoas normais, essa frase com certeza estaria com a razão. Porém, tudo isso aconteceu por que eu recebi a Maldição. – falo, me escorando na parede. – Não é como se várias pessoas recebessem essa macumba toda.
– É, tem razão.
Alguns segundos depois, ele termina.
– Me dê o quadro. – pede, e eu entrego. Usopp coloca-o na parede, e quando se afasta, repara na pintura. Ele fica vários segundos de boca aberta.
– Sabe... Eu sou completamente hetero, mas... Uau. – admira. – Essa pintura ficou bem legal.
– Nem pense em olhar nem mais um momento para isso, tarado. É minha. Só eu posso admirar. – falo.
– Nossa, isso que é gratidão. De nada, por ter colocado seu precioso quadro na parede.
– Foi mal. Obrigado. – agradeço, e ele sorri. Ouço a respiração de Sanji um pouco desregulada. É, ele está acordado.
– Daqui a pouco eu vou lá ficar de guarda. Até lá, você cuida das coisas. – peço. Ele assente e sai do quarto.
Ando até a porta e encosto-a.
– Os opostos se atraem...? – pergunto, à mim mesmo. – Interessante, não acha, Ero-Cook?
– Sim. E se aplica completamente ao nosso caso, não é? – pergunta, se sentando na cama. – Não acredito que eu terei que me ver daquele jeito todos os dias.
– Ah, o quadro? – pergunto, andando até a tela. Encosto os lábios de leve na parte exposta de seu peito. Em seguida, solto um sorriso malicioso. – Particularmente, eu gosto muito dele. Eu pagaria para ter te visto deste jeito, naquela época.
– Idiota. – murmura ele, corando de um jeito bem fofo.
– Isso é muito sexy. – elogio, olhando para a imagem. – Pode não parecer, mas seu corpo masculino me dá muito tesão. Acho que até mais que a sua forma feminina.
– Você é estranho. – fala, corando mais ainda. Eu sorrio e corro até a cama, pulando sobre ele. Prendo seus braços no colchão e seu corpo entre as minhas pernas.
– O quê? Vai me dizer que gosta mais da minha forma feminina do que agora? – pergunto. Ele vira o rosto pro lado.
– C-Claro que eu não vou responder uma coisa dessas, Marimo. – fala, com um biquinho muito fofo.
– Você é lindo. – sussurro, e beijo-o carinhosamente. – De mulher, homem, Okama, travesti, pintado de ouro ou mergulhado na merda.
– Mergulhado na merda? Que nojeira é essa? – pergunta, e eu solto uma risada.
– Só quis dizer que, mesmo que eu goste muito de você deste jeito, não me preocuparia se você voltasse a ser homem. – esclareço, soltando-o e sentando-o na sua frente. – Porque ainda é você. Ainda é a pessoa por quem me apaixonei, ainda é a pessoa que eu amo.
Ele olha no fundo dos meus olhos, e quando eu menos espero, começa a chorar desesperadamente, como uma criança abandonada. Inclina o corpo para frente e passa os braços ao redor do meus pescoço, enfiando o rosto na curva do meu pescoço.
– Sanji? O que aconteceu? Tudo bem? – pergunto, preocupado. Ele balança a cabeça, afirmando que sim.
– É só que... Você faz questão de me deixar sempre tão seguro das coisas! – fala, derramando suas lágrimas.
– Eu só quero fazer uma pergunta. – falo, e ele olha em meus olhos. – Você quer voltar à ser homem?
– Eu gosto muito deste corpo, de verdade. – fala, e eu assinto, aceitando sua decisão. – Mas eu não aguento mais essas oscilações de humor! E eu quero meu pênis de volta!
– Então...?
– Quero voltar, Zoro. – confessa, e eu sorrio. – Mas eu não quero morrer.
– Também não quero que você morra. – falo, abraçando-o. – De jeito nenhum. Mas se você quer...
– Hã?
– Sanji. Tente. Você é forte. Eu não vou deixar você morrer, mesmo que tenha que trocar minha vida pela sua. – falo, segurando seu rosto em minhas mãos. – Está tudo bem. Você ainda tem que encontrar o All Blue, lembra? Algum dia, a Nami ainda vai te dar mole, e você não pode estar num corpo de mulher neste momento.
De repente, sou empurrado, e caio de costa no colchão, com Sanji sobre mim.
– Você é um idiota. – fala, e eu assinto. – Mas é meu idiota.
– Sim. Concordo plenamente.
– Vou tentar. E depois, tirar esse quadro da parede. – fala.
– Como se eu fosse deixar. – falo, e ele ri.
Sanji voltará a ser homem, pois foi uma escolha dele. E eu não vou deixar o destino ir contra isso.
Mulher ou homem... Ainda é o meu Ero-Cook.
Notas finais
*Horu Horu no Mi - Fruta do Hormônio.
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Então? Gostaram? Espero que sim! O Sanji vai voltar às suas origens, e eu vou, mais do qualquer um, sentir falta da forma feminina dele, mas a gente precisa voltar, né? kkkkkkk
Beijos, muito obrigada por ter lido!
Mais uma vez, amo vocês! ♥
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