Exchanged Sex 2.

1 Capítulo 1 - Outro Começo


Notas iniciais
Olá! Voltei! Desta vez com a Segunda Temporada!
Quero agradecer a todo mundo que comentou na primeira temporada, assim como os que leram, favoritaram e recomendaram! Caso tenha entrado aqui pelo link que eu deixei nos agradecimentos da Primeira Temporada, agradeço também!

Parabéns para a AhoBaka, que está fazendo aniversário hoje!! ^.^ Muitos anos de vida, yaoi, hentai, homens bonitos, e espero que você se dê muito bem na sua vida! Dedico este capítulo à você, viu? Parabéns, feliz aniversário! Quantos anos você está fazendo?

Muito obrigada à Wendy C, pela recomendação à Exchanged Sex 1. Amei, viu? Foi de última hora, mas consegui te agradecer, kkkkk Muito obrigada mesmo!!
Enfim, espero que gostem deste primeiro capítulo!
Boa Leitura!

Capítulo 1

Sanji ainda está irritado comigo. Qual é o problema? Não vejo nenhum! Ele ama as mulheres, e vai se transformar em uma! Deveria me agradecer!

– Sanji, talvez demore dois dias para a transformação, já que você recebeu a maldição de outra pessoa. – fala Chopper, sentado na grama, ao meu lado.

– Ero-Cook, se eu fosse você, aproveitava enquanto posso. – provoco. Ele se vira na minha direção, muito irritado.

– CALA A BOCA!! – grita. Em seguida, põe o pé em meu peito. – Para começo de conversa, a culpa disso tudo é sua, Marimo!

– Minha?? – pergunto. – A culpa é daquele velho gordo que estava no meio da floresta e me deu comida! E eu estava morrendo de fome, porque você não cozinhou nada!

– O quê? Eu não cozinhei nada por que o Luffy comeu toda a comida! – grita de volta. Eu viro a cara, soltando um grande “Hunf” e encerrando a discussão. – Merda! O pior é que eu não posso fazer nada para mudar isso!

– Não mesmo. Já era. – responde Chopper, e eu dou risada. – Ninguém mandou vocês dois serem tão estranhos.

– Até você, Chopper? – pergunta Sanji, quase arrancando os cabelos.

– Sanji, comida!! – grita Luffy, do ninho do corvo.

– Carne, para ser mais exato. – completa o Cook. Luffy sorri e concorda. — Bom, isso pode pelo menos esfriar um pouco a minha mente.

E os dois entram na cozinha. Eu subo até o ninho do corvo e pego meus halteres, levando-os para o convés. Que calor...

Desparafuso um dos lados, jogando todo o peso para o outro e prendendo novamente. Tiro a camiseta, ficando só de bermuda. Seguro o haltere com firmeza, levantando-o.

Binkusu no sake wo... – começa Brook, do nada. – Todoke ni yuku yo...

– Umikaze kimakase namimakase... – continua Usopp, descendo da proa. — Shio no mukou de... Yuuhi mo sawagu

– Sora nya wa wo kaku, Tori no uta... – continua Nami. Brook puxa o violino, e ouço quando ele começa a tocar. Eu já ouvi essa música, mas me lembro dela vagamente. É como se... Eu estivesse ouvindo enquanto dormia.

Sayonara minato, Tsumugi no sato yo... – Brook continua, fazendo Luffy e Usopp começarem uma dança estranha, assim como Franky e Chopper.

DON to icchou utao, Funade no uta... – continuam, todos juntos. Eu continuo ouvindo minha tripulação cantando a música, e estranhamente, percebo que me ajuda no treinamento.

Minutos depois, já estou levantando 500 quilos. Finalmente estou conseguindo voltar ao ritmo de antes. Ah, que sede. Preciso de água. Saio do convés, subindo as escadas até a cozinha. Todos dançam com outra música animada do Brook.

Abro a porta e vejo Sanji terminando de fazer o almoço. Na verdade, tem muito mais carne do que todo o resto. Leva a manga da camisa até a testa, secando o pouco suor que tem no rosto. Ando silenciosamente até a geladeira.

– Ero-Cook, estou com sede. – falo. Ele me olha, como quem está assustado.

– Virou um gato, por acaso? – pergunta.

– Hein? Isso foi um elogio? – pergunto. Ele revira os olhos.

– Gatos são silenciosos. Como você não fez barulho nenhum ao entrar na cozinha, te comparei a um gato. Entendeu, ou quer que eu desenhe? – pergunta. Eu suspiro, contendo a vontade de brigar.

– Dá para colocar a senha nesse troço, ou não? – pergunto. Ele resmunga alguma coisa, e com uma cara bem emburrada, põe a senha na porta da geladeira.

– Da próxima vez, anote os números. Consegue fazer isso, certo? Kuso Marimo. – resmunga. Sinto uma veia pulsar insistente na minha bochecha.

Abro a porta da geladeira e pego a garrafa d’água, bebendo tudo de uma vez. Ele me encara, e mantém os olhos sobre mim por mais alguns segundos.

– Que foi? Vai reclamar que eu estou bebendo água demais? – pergunto. Ele vira o rosto. – Sobrancelha de Bigode.

Ao invés de me xingar, ele fica quieto. Saio da cozinha, voltando para o convés. A música continua, e eu sento na grama, pegando minhas katanas e limpando as lâminas.

– A comida está na mesa! – grita ele, de dentro. Aparece com duas bandejas montadas, e entrega-as para a Nami e a Robin. – Vai lavar as mãos para comer, Marimo.

– Você não manda em mim, e eu não estou com fome. – respondo.

– Sanji, eu vou comer aqui fora! – avisa Franky, saindo da cozinha com uma badeja lotada de comida.

– Então vamos todos almoçar no convés! – fala Luffy. Todos sobem para pegar o almoço, descendo em seguida.

– Não vai comer, Zoro? – pergunta Chopper. Eu nego.

– Ainda não. – respondo. Ele se senta ao meu lado novamente. – Que foi?

– Nada. – responde. – É só que... Amanhã o Sanji pode aparecer em um corpo diferente. Estou preocupado.

– Com o que?

– Com o que vocês dois vão fazer juntos. – sinto meu rosto quente. – Não quero que vocês se machuquem.

– D-Do que você está falando, Chopper? – pergunto.

– Não é nada. Eu só preciso saber... Se ele é capaz de engravidar, mesmo não sendo um corpo constante. – fala. Engravidar!? É sério?

– E em quanto tempo... Você acha que pode acontecer? – pergunto.

– Talvez amanhã. – responde.

Eu assinto e continuo limpando a lâmina da katana.

Ouço passos e Sanji desce as escadas, chegando ao convés.

– Ah, que calor... – murmura. Anda tranquilamente até o quarto masculino.

– Não vai almoçar, Sanji-kun? – pergunta Nami.

– Isso é um convite, Nami-swaaaan?? – pergunta, todo feliz. Ela suspira.

– Não. Só quero saber o que você vai fazer. – pergunta. Sinto uma aura depressiva vinda dele.

– Vou tomar um banho primeiro. – fala. Ela assente e ele entra no quarto. Olho uma última vez antes dele fechar a porta. Suas calças estão um pouco mais compridas que a normal, e seu tamanho parece anormal. Impossível. Deve ser a minha imaginação.

– Vocês perceberam? – pergunta Franky. Todos o olham. – O Sanji está mais baixo.

– Sério? – pergunta Usopp. – Nem vi.

– Afinal de contas... Zoro, porque o Sanji-kun estava com dor nos quadris? – pergunta Nami. Engulo em seco.

– E-Ele caiu numa armadilha de ursos polares... E é só isso. – respondo. Ela parece bastante desconfiada.

– Hmmm... O Zoro-kun está corado? O que está acontecendo com o espadachim do nosso navio, Luffy? – pergunta Usopp, bancando o esperto.

– Q-Quem está corado, Narigudo? – xingo. Ele ri.

– Ei! Quem você está chamando de Narigudo, seu Cabeça de Alga? – pergunta, irritado. Me levanto e embainho a Shuusui, encostando-a na parede. Quando vou começar a xingar, sinto um cheiro que me faz cambalear. Encosto na parede do navio, segurando a cabeça.

Minha respiração fica desregulada, pois não consigo sentir ar puro. Minha visão fica embaçada, e meus pensamentos estranhos. É... Aquele cheiro... O cheiro do Sanji... Mas como?

– Zoro, você está bem? – perguntam Usopp e Chopper, ao mesmo tempo. Eu assinto. Um arrepio quente sobe meu corpo. – Zoro!

– Eu estou bem... – falo, me ajeitando sobre os pés. Quando mexo as pernas, percebo que tenho uma grande ereção. Hein? É sério? Meu pau ficou duro só por causa do cheiro!? Está acontecendo de novo! – Chopper...

– O que houve? – pergunta, preocupado.

– O Sanji... Está acontecendo. – murmuro, e só ele ouve.

– O QUÊ? – grita. Suspiro. – MAS NÃO FAZ NEM 18 HORAS!! EU ACHEI QUE DEMORARIA DOIS DIAS! SANTO DEUS!!

De repente a porta do quarto masculino é aberta, e de lá sai alguém seminu.

– Eu... – murmura uma voz feminina e suave. Completamente agradável aos meus ouvidos. – Eu...

Não posso ver nada além de seus pés, por causa da sombra.

– Quem é você? – pergunta Nami.

– Nami-san... – fala a linda voz. No mesmo momento, sai para o sol, e o que vejo quase me faz ter um sangramento nasal.

Uma mulher – deve ter uns 21 anos, mais ou menos – entra no convés, de cueca boxer e tampando os peitos com as mãos. É a criatura mais linda da humanidade, sem sombra de dúvidas.

– Nami-swaaaaaaaan! Robin-cwaaaaan! – chama ela, rodopiando algumas vezes pelo convés. Para na frente das duas.

– Sanji? – pergunta Robin. A moça assente.

– Sim, esse sou eu! – fala. Em seguida, levanta os peitos e os solta, sem destampá-los. – Ou melhor: somos nós!!

– HEEEEEEEEEIIIINNNN?? É O SANJI!! – grita Luffy, arregalando os olhos. Sanji sorri e começa a rodopiar mais um pouco pelo convés. Parece feliz. Sinto meu queixo cair.

– Com licença, Sanji-san... – fala Brook. Lá vem. – Poderia me mostrar sua calcinha?

– Ah, mais é cla... – começa, mas para no meio. – Eu uso cuecas, Brook.

– Ih, é mesmo! Yohohohohohoho! – ri ele. Todos estão paralisados. Já eu não posso me mexer mesmo.

Ele ficou... Simplesmente o ser mais lindo do universo. Seu corpo se encheu de curvas, que estão colocadas em seus devidos lugares. Tem belas coxas, uma cintura fina e... Caramba, um lindo par de seios. Sua pele é branca e um pouco queimada do sol, como antes. O cabelo é curto, chegando até o pescoço. Sem nenhuma cicatriz. Nenhuma marca.

O vento vira na minha direção, carregando seu cheiro.

– S-Sanji... – murmura Chopper. – Termine de tomar banho, ok? A Nami e a Robin vão te ajudar.

– A Nami-san e a Robin-san vão tomar banho com o Sanji-san? – pergunta Brook. – Zoro-san, eu quero essa maldição também!!

– Você é um esqueleto, cara. Não mudaria de forma. – fala Usopp. Brook cai de quatro, totalmente depressivo.

– Isso foi cruel, Usopp-san...

– Vamos, então? – pergunta Robin, se levantando de seu lugar. Toca o ombro de Sanji, e seus olhos viram corações.

– Eu estou no paraíso... – murmura ele, entrando em seu mundo particular. – As duas mulheres mais lindas do mundo vão me dar banho... Nem acredito...

Entram no quarto feminino, e depois no banheiro. Eu me levanto rapidamente e corro para o banheiro masculino, trancando a porta em seguida. Mas o que foi aquilo!? Eu estou tão excitado! Só pode ser por causa do cheiro! É afrodisíaco, por acaso? Merda!!

Olho para baixo e vejo uma montanha na bermuda. Um banho gelado deve resolver isso! Me recuso a me masturbar! Tiro todas as roupas e ligo o chuveiro, entrando embaixo da água fria. Quase levo um choque térmico, mas além de acabar com a ereção, consegui diminuir o calor.

Quando termino, me seco e coloco minha roupa de sempre. Saio para o convés e vou em direção à cozinha. Assim que abro a porta, trombo em uma coisa frágil e pequena. Sem nem pensar, seguro-a em meus braços, para que não caia de costas.

Olho para baixo e vejo aquele tão familiar cabelo louro. Seus seios pressionam meu peito, e suas mãos descansam em meus braços. E o cheiro está ali, presente. Sem resistir, passo a mão direita em seu cabelo.

– Obrigado por me... Segurar. – fala, com as bochechas vermelhas. Eu o solto.

– Pensei que estivesse com raiva de mim. – falo.

– E estou. Mas agora, eu... – ele faz uma pausa, e quando levanta o rosto, no lugar de seus olhos, há corações. Suas mãos deslizam por seu corpo, e param na cintura. – Posso fazer o que quiser comigo mesmo! É tão legal!

– Sanji? – pergunto. Ele está dizendo... Que pretende fazer coisas sozinho? – Eu sabia que você ia gostar, mas...

– Que foi? – pergunta. Eu seguro seu corpo e fecho a porta da cozinha, prendendo-o na parede. Inclino meu rosto para frente, e roço os lábios na sua orelha.

– Você acha mesmo que precisará fazer alguma coisa sozinho? – pergunto. Olho em seu rosto e passo o polegar em seu lábio inferior, sentindo a maciez de sua nova boca. Ele cora visivelmente, e tenta se soltar de mim.

Seguro seus braços com a mão direita, e desço a esquerda por seu corpo, chegando na cintura e passando para as suas costas. Vejo-o prender o lábio inferior com os dentes, numa tentativa falha de prender um gemido. Ele fecha os olhos, tentando se controlar. Sorrio com isso.

– Você está usando um vestido, Ero-Cook. Isso facilita muito a minha situação. – falo.

– Cala a boca! E quem é o pervertido aqui? Aho Marimo! – fala. Deslizo minha mão até sua perna, onde aperto com firmeza. Ele abre um pouco a boca e levanta o rosto, fechando os olhos. Sem me controlar, dou-lhe uma mordida no pescoço e subo beijos até sua boca, juntando nossos lábios.

O beijo se torna mais profundo rapidamente, e ele segura meu pescoço e meus cabelos com uma mão, correspondendo. Aperto sua cintura fina, e pressiono seu corpo contra o meu. Juro que vou joga-lo em cima dessa mesa e possuir seu corpo, se isso continuar.

Ouço o barulho da porta, mas nem ligo.

– Vocês são apressados, né? – pergunta Robin. Imediatamente solto Sanji e olho para trás. Ela sorri, do mesmo jeito de sempre.

– Robin-chan! – exclama Sanji, arrumando o vestido colorido no corpo. – Quer um café?

– Hm... Talvez depois. – diz ela, sorrindo. – Eu vim aqui a pedido do Chopper. Ele te chamou para fazer os exames.

– Exames... – falo, e engulo em seco. – Aqueles exames?

– Os exames que você também já fez, Zoro. – responde ela, confusa. Você está me dizendo que ele também vai fazer aquele exame para saber se é virgem ou não?

– Entendi... Então vamos? – pergunta ele. Eu seguro seu braço.

– Eu vou junto. – falo. Ele puxa o braço.

– Mas é claro que não! – responde. Eu levanto uma sobrancelha.

– Isso não foi um pedido, Ero-Cook. – respondo. Ele suspira e sai da cozinha, comigo em seu encalço.

Descemos até o convés e entramos na sala do médico.

– Cheguei, Chopper.

– Ah, Sanji! Você pode se deitar naquela cama? – pergunta ele, anotando algumas coisas num caderninho sobre sua mesa.

Sanji se deita na cama. Robin se senta aos seus pés, e eu fico em pé. Chopper desce de sua cadeira e pega as escadinhas, ficando na altura da cama.

– É possível que os exames doam, e se isso acontecer, você me avisa. Não quero que sinta nenhuma dor. – fala ele. Sanji assente.

– Robin, pode levantar o vestido dele até a altura dos seios, por favor? – pede ele, mexendo na máquina de ultrassonografia.

Robin faz o que ele pede, revelando uma calcinha de ursinhos. Isso me diverte.

– Imagino que a Nami te obrigou a usar isso, certo? – pergunto.

– Na verdade, a Nami queria que ele usasse uma mini calcinha fio dental. Convenci ela a deixa-lo usar essa, que é um pouco maior. Depois eu compro algumas calcinhas boxer, certo? – pergunta ela. Sanji assente e sorri.

Enquanto arruma a máquina, Chopper me dá uma bisnaga de gel.

– Pode passar na barriga dele, Zoro? – ah, mas é claro que eu posso! É tudo o que eu mais quero, doutor!

– Claro. – respondo, pegando a bisnaga de sua mão. Espremo um pouco na mão, e jogo bastante sobre sua pele. – Posso?

Ele assente, e eu espalho o gel em sua barriga. Vejo-o se arrepiar. Entrego ao doutor, que passa mais gel na ponta do aparelhinho. Encosta a ponta com gel na barriga de Sanji, e seu interior aparece no monitor da máquina. O doutor desliza o parelho para ao lados.

– É. Isso é um útero. – fala, apontando na tela. Sanji assente. Dá uma toalha para Robin, que limpa todo o gel do corpo de Sanji. – Agora é o exame dos seios. O Zoro pode continuar na sala?

– Pode, mas eu não quero que ele veja. – responde. Ah, que sacanagem!!

– Então, é só puxar cortina. – fala Robin. Eu suspiro, mas puxo a cortina. Posso ver só as sombras, através do pano.

Vejo quando Chopper se transforma no Heavy Point, puxando o vestido mais para cima ainda. Merda! Eu quero ver! Vejo quando suas mãos grandes cobrem os seios de Sanji, e seus dedos apertam os lados, em cima e em baixo.

– Certo. Nenhum nódulo. – Chopper diz, puxando o vestido para baixo. Ele puxa a cortina, me dando a visão novamente.

– Agora... É o pior exame. – diz Robin. – Espero que você não sinta dores.

– Nossa, você é tão otimista... – resmungo. Chopper pega duas hastes de ferro, com os lugares para colocar as pernas.

– Bom, como você está de vestido, e o Zoro está na sua lateral... Ele não verá nada. Posso? – pergunta ele.

– O que? – pergunta Sanji.

– O Chopper tem que saber se você é virgem ou não. – diz Robin. – Para isso, ele tem que usar os dedos.

– O QUÊ? NEM PENSAR! – fala Sanji. Ele tampa o meio das pernas com as mãos.

– A Robin pode fazer? – pergunta o médico. Ele hesita, mas assente devagar.

Ele desliza na cama. Com o rosto rosado de vergonha, adentra as mãos na saia de vestido e tira a calcinha até os joelhos, onde Robin tira até os pés. Para minha surpresa, joga a peça de roupa na minha direção, e eu pego.

– Robin-chan! – repreende Sanji. Eu seguro a calcinha, sentindo o pano entre os dedos.

– Então, vamos começar? – pergunta ela. Pega os apoios de perna e levanta as pernas de Sanji, colocando uma em cada. Não vejo nada, além do vestido.

– Robin, você não precisa colocar o dedo inteiro dentro. Só a ponta já está bom para sentir o hímen. Se não sentir, é porque este corpo não é virgem. – fala ele. Robin assente, colocando a mão para dentro do vestido.

Vejo quando Sanji cerra os dentes.

– Isso é... Muito estranho... – murmura. De repente, solta um arquejo. – Isso doeu um pouco.

– Achei. Você é virgem, Sanji-kun. – fala ela.

Ela tira o dedo e Chopper lhe dá um lenço umedecido.

– Então, o exame está acabado. – fala Chopper, e anota mais algumas coisas no caderno. Assume sua forma normal.

Robin sorri para mim e se levanta, saindo da sala.

Sanji se senta na cama, e mais corado ainda, me olha.

– Minha roupa, Ero-Marimo. – fala. Eu sorrio um pouco.

– Bem que eu poderia ficar com ela, não acha? – provoco.

– Nem pense nisso! Me devolve! – manda, se levantando e estendo a mão para pegar. Eu afasto o braço, e ele agarra o ar.

– Não mesmo. – respondo. Com raiva, ele levanta a perna e me acerta um chute certeiro no rosto. Por incrível que pareça, sinto mais dor que o normal. E ainda perdi a chance de ver em baixo do vestido. Porcaria.

Com o impacto do chute, dou um passo para trás e ele pega a calcinha, vestindo-a.

– Melhor tomar cuidado, Zoro. As pernas de uma mulher são duas vezes mais forte do que as pernas de um homem. – diz o doutor. Puta, merda. Me fodi, então. – Ah, sim. Antes de vocês saírem quero dar um aviso.

– Hm? – pergunto.

Chopper abre uma gaveta e pega uma caixa de comprimidos, entregando-a à Sanji.

– Quê isso? – pergunta.

– Anticoncepcional. – responde. – Eu não sei como, mas você conseguiram fazer com que o Zoro não engravidasse, apesar de nem mesmo eu saber da possibilidade.

– Você está dizendo que eu poderia estar grávido? – pergunto, horrorizado.

– Poderia.

O silêncio reina na sala.

– Essa foi por pouco... – falo, lembrando dos momentos na cozinha, em que eu quase perdi o controle.

– Qual é o problema de vocês? – pergunta Chopper, irado. – Têm que estar pensando besteira o tempo inteiro, é?

– É. – respondo, tranquilamente.

– Ei! – fala Sanji.

– O quê? Pensa que eu esqueci o que você fez comigo, Aho Cook? – pergunto. Ele cora.

– Como se você não tivesse gostado! – grita.

– Gente, essa conversa é vergonhosa... – diz Chopper, meio deprimido.

– Obrigado pelos exames, Doutor. – falo. Pego o pulso de Sanji, e saio da sala a tempo de ver Chopper fazendo a dancinha dos elogios.

Puxo-o até a parte de trás do navio, onde normalmente, quase ninguém vai. Encosto-o na parede e ponho uma mão ao lado da sua cabeça.

– Eu não gostei daquilo que você disse. – falo. Ele vira o rosto. – Mas é a verdade. Por isso...

Seguro seu queixo e viro na minha direção.

– ...Vou te retribuir por todas as vezes que você me fez sentir bem. – falo. Ele arfa visivelmente. – Sabe, é muito bom saber as reações que eu causo em você. É o meu cheiro?

– Não quero responder. – murmura. Chego mais perto.

– Minha voz? – pergunto. Vejo seu corpo estremecer. – O que você quer?

Chego ainda mais perto de seu rosto, roçando nossos lábios.

– Para com isso... – sussurra.

– Você não parece querer que eu realmente pare. – falo. Olho em seu rosto, e vejo bochechas rosadas.

Ponho a mão em sua bochecha.

– Gosto disso. – murmuro, me referindo à sua vergonha.

– Você é um pervertido! – fala, me empurrando.

– Essa força não é suficiente para me tirar de perto de você. – falo, segurando a mão que empurra meu peito.

– Ah, então... – começa. Solta um sorriso irônico. – QUE TAL ESSA?

E então, sinto uma dor terrível por toda a barriga, e no meio das pernas. Caio de joelhos no chão, fechando a pernas e dobrando-as. Seguro minhas partes baixas.

– Doeu, né? – pergunta. Nem respondo. – É bom que tenha doído, mesmo! Pervertido de Merda!!

E sai andando. E fico gemendo de dor, pelo belo chute que ganhei, bem do meio das pernas. Acho que fiquei estéreo. Sério, será que eu vou poder ter filhos um dia? Eu quase vomitei as minhas próprias bolas! Que dor!

– Pelo jeito, vai ser difícil conseguir alguma coisa, né? – pergunta, me levantando aos poucos. Ando em sua direção e seguro seu braço com delicadeza. – Mas eu não vou desistir tão fácil, Sanji. Você vai pedir por mais.

– Não vou, não!

Ele cora mais ainda e tira o braço de mim, andando com mais pressa.

Um rosto tão fofo, e uma personalidade tão difícil... Acho que me meti em porcaria.

Mas é dele que eu gosto, fazer o quê.

Notas finais
Então? Espero que tenham gostado!! Eu não achei imagem para este capítulo :/ Mas no próximo eu vou procurar e com certeza vou achar, viu? kkkkk
Enfim, é isso. Agradeço a todos que estão lendo a segunda temporada, e espero que gostem tanto desta quanto gostaram da primeira!

Antes de encerrar, eu gostaria de fazer aqui, meu protesto. Quem mora no Estado de São Paulo e assiste o SPTV na Globo, sabe do que eu estou falando. Segunda-Feira (dia 15/04/13), aconteceu uma acidente na Avenida dos Metalúrgicos, Cidade Tiradentes. Com um carro roubado, três bandidos fugiam da polícia. Num desses cruzamentos, o motorista perdeu o controle do carro e bateu num ponto de ônibus, matando duas pessoas. Dessas duas pessoas, uma é uma mulher, e a outra era meu colega de classe, Kaio Henrique. O carro amassou toda a parte inferior de seu corpo, da cintura para baixo. Ele morreu na hora. Pô, gente. Ele tinha 16 anos de vida. Dezesseis! Estava indo para a escola, procurando um rumo na vida, pra vim um bandido filho da puta e acabar com tudo. Kaio, que Deus esteja com você. ♥

Me desculpem pelo desabafo, mas perder um amigo é terrível.
Beijos, pessoal! Espero que tenham gostado do capítulo! ^.^