Exchanged Sex 2.

2 Capítulo 2 - Crise de Ciúmes


Notas iniciais
Hm.... Então, né? Caham...
*Ajoelhando e juntando as mãos em frente ao rosto*
ME DESCULPEM! PERDÃO! SOU TERRÍVEL! UMA PESSOA HORROROSA E DESPREZÍVEL! SIMPLESMENTE HORRÍVEL! MEREÇO UMA SURRA!
Eu demorei, pessoal. Demais, muito mesmo. Me desculpem.
Bom! Deixando a minha depressão de lado...
Quero agradecer à vocês! São incríveis! Eu recebi tantos elogios no primeiro capítulo! T.T Quero agradecer também pela compaixão de vocês em relação à morte do meu amigo. Sou eternamente grata!
Bom, agradeço à GothDoll, à AhoBaka, à Kahzinhaaa, à Winher chan, à Orihime, à Aysawa Misaki Love Takumi Usui, à Niviachan, ao Tiago AKA DeuzSantos, à Norachan, à Yuuka, à AndreaChan, à Mya chan, à Roxell, à Natyy, à Fionna The Human, à JkUchiha, à Yuki Date, à winter, à Wendy C, à Mokomo, à GhostPrincess, à JúliaSan e à Panda.
E à: EroCook, Ghost e Titania (Gente, a Erza tá lendo a fic! *---*), sejam Bem Vindas!

Muito obrigada pela segunda chance! Todos os leitores e leitoras, vocês são a luz da minha vida! *----*

Bom, boa leitura!

Capítulo 2

POV Sanji

Deito na cama, exausto. Mas... Que merda foi essa que aconteceu comigo? Eu virei mulher... Não acredito. Isso é bom ou ruim?

Sinto os músculos das minhas pernas gritarem. Minhas costas doem um pouco, assim como meus braços. Os braços eu entendo, porque cozinhei a primeira vez com este corpo hoje, mas... E a dor nas costas? Será o peso dos seios?

Ah, é mesmo! Eu tenho peitos! Lembrar disso é tão bom!

Me viro no colchão, tentando achar uma posição certa. O Marimo dorme na cama debaixo do beliche, roncando igual a um porco. Eu estou com sono... Tanto fisicamente, quanto mentalmente.

– Ei, Zoro! – chamo. Não ouço resposta. Me inclino para o lado, olhando para baixo. – Oi! Marimo, eu quero dormir!

– Hm... – resmunga, mudando de posição. O cobertor escorrega de seu corpo desnudo para fora da cama.

– Oi! Marimo maldito! – resmungo. Desço da cama e pego o cobertor do cão. Quando estendo-o para cobri-lo, ele me abraça.

– Hm... Chopper... – murmura, babando no travesseiro.

– Não! Eu não sou o Chopper! Me larga! – mando. Nada acontece. – Zoro!

Tiro seu braço de mim, tentando sair de seu aperto. Depois de muito esforço, consigo.

Subo para a cama, deitando e dormindo em seguida.

Não sei por quanto tempo dormi, mas minha mente começa produzir um sonho.

Estou cozinhando o almoço. Uma montanha de carne, para ser mais exato. Hm... Isto é o que aconteceu hoje de manhã.

Anuncio que o almoço está pronto, e depois de dar uma bandeja para a Nami-san e outra para a Robin-chan, decido ir tomar um banho. Estou suado por conta do calor. Passo pelo convés. Estranhamente, sinto minhas roupas um pouco mais largas.

– Não vai almoçar, Sanji-kun? – pergunta Nami-san. Ah! Uma esperança!!

– Isso é um convite, Nami-swaaaan?? – pergunto, feliz. Ela suspira.

– Não. Só quero saber o que você vai fazer. – responde. Que mulher direta, Nami-san...

– Vou tomar um banho primeiro. – respondo. Ela assente.

Entro no quarto e depois no banheiro. Tiro a camisa e a calça, em seguida os sapatos e as meias. Ah, que calor. Colocando a roupa para lavar, vou até a pia e jogo água no rosto. Levanto a cabeça, olhando no espelho. A primeira coisa que reparo, é a barba.

Estranho. Eu não me lembro de ter feito a barba ontem.

Ponho a mão no rosto e sinto-o estranhamente macio. Corro os olhos por todo o espelho. Isso... É sério? Meus olhos estão maiores que o normal. Meu cílios cresceram, e meu rosto está arredondado. Este... É o rosto de uma mulher!!

Olho para baixo e vejo um par de lindo seios. Minha primeira reação é ter um sangramento nasal que, por sorte, consigo conter com a mão e lavo-a em seguida, secando-a. Levo as duas mãos e os aperto.

Isso não é uma miragem! Passo as mãos pela barriga, sentindo a pele macia e lisa. Dou alguns passos, parando na frente do espelho de corpo inteiro.

Meu rosto está arredondado, rosado e feminino. Meu olhos estão maiores, dando grande visão das minhas pupilas azuis. Agora eu tenho ombros mais estreitos, além de braços mais finos. Um par de seios arredondados e uma barriga lisa, além da cintura fina. Um quadril não mais estreito, coberto pela cueca, coxas redondas e pernas também lisas. Nunca vi um corpo tão belo na minha vida. Tudo no lugar certo, e na medida certa.

– Meu Deus... – murmuro. – Eu virei mulher...

Solto uma risada feliz. Ah, eu vou poder fazer tantas coisas comigo mesmo! Vou poder dormir coladinho com a Nami-san e a Robin-chan, vê-las tomando banho... Pegar nas calcinhas delas! Que paraíso!

Saio do banheiro, abrindo a porta do quarto para o convés. Fico parado alguns segundos.

– Quem é você? – ouço Nami-san perguntar.

– Nami-san... – respondo, contendo um grande sorriso. Minha voz nova e suave e doce. Modéstia parte, agradável.

Saio para o sol, tampando os seios com as mãos. Sinto o vento nos cabelo um pouco mais compridos e no resto do corpo, e sinto áreas bem mais sensíveis do que antes. Rodopio pelo convés. Meu corpo é tão leve!

– Nami-swaaaaaaaan! Robin-chwaaaaan! – falo, chamando a atenção das duas mais ainda, parando em frente ela.

– Sanji? – pergunta Robin-chan. Eu assinto, sorrindo.

– Sim, esse sou eu! – falo. Levanto os seios nas mãos, sentindo o peso deles e soltando-os, cobrindo-os logo em seguida. – Ou melhor: somos nós!!

– HEEEEEEEEEIIIINNNN?? É O SANJI!! – grita Luffy, às minhas costas.

Acordo com o som da cama rangendo. Suspiro, abrindo os olhos. Vejo Zoro se levantando e alongando a coluna, coçando a cabeça em seguida. Solta um grade bocejo.

– Será que já é de manhã...? – pergunta. Anda até a janela do quarto e vê o céu. – Não... É noite...

Então ele volta, colocando uma camiseta branca. Quando estica o corpo para se endireitar, olha para mim.

– Acordado? – pergunta. Eu assinto. Em seguida ele olha e volta. – O que você está fazendo aqui?

– Como assim? Aqui é minha cama, meu quarto... – murmuro, tentando não acordar os outros.

– Errado. Você está num corpo de mulher, num quarto cheio de homens! Tá maluco? – pergunta. Eu me viro.

– Deixa de ser besta. Não vai acontecer nada. – falo. De repente, mãos seguram meu corpo e ele me pega no colo. – Ei! Me larga!

– Nossa. Você é leve. – fala. Me coloca em seu ombro, e eu apoio as mãos nas suas costas.

– Me larga, Zoro! – mando. Ele nem se mexe. Me leva para fora do quarto, indo em direção ao quarto feminino. Chegando lá, abre a porta sem nem pedir licença e entra, me jogando na cama, ao lado de Robin-chan.

– Boa noite. – resmunga e sai do quarto. Que merda foi essa?

Viro de lado, vendo as costas da Robin-chan e seu cabelo espalhado pelo travesseiro. Aproveitando a chance, abraço seu corpo bem feito com as mãos e as pernas, dormindo novamente em seguida.

POV Zoro

– Uma ilha! – ouço um grito. Levanto de supetão e bato a testa na cama de cima.

– Quem foi que soltou esse grito? – pergunto, irritado. Olho para a porta, que se encontra escancarada e Usopp parado no meio do convés, olhando para dentro. – Foi você, Usopp?

– N-Não... – fala. Chopper leva várias balas de canhão, de um lado para o outro. – F-Foi... Foi o Chopper!

– O QUÊ? – grita Chopper – Mentiroso!

– Eu? Eu não preciso mentir, meu caro... – responde Usopp. Chopper pega uma das bolas de canhão e joga em sua direção, mas ele desvia no último segundo.

Me levanto devagar, saindo do quarto descalço.

– Ah, Chopper-san! Você quebrou os balaústres do Lion-chan! – exclama Brook. Olho pra a esquerda e vejo um grande buraco na madeira.

– Que força... – murmura Robin, encostada na parede à minha direita.

– Isso me lembra o meu avô! – fala Luffy, rindo. – Você é tão legal, Chopper!

– Não me elogie, seu idiota! Eu não gosto! – fala Chopper, fazendo a dancinha. Devo acrescentar que com seu corpo grande, não foi nada legal ver aquilo.

– Você falou em ilha, Usopp? – pergunto.

– É. Naquela direção. – aponta. Vejo uma ilha pequena.

– Franky, nós vamos para aquela ilha! – manda Nami, saindo de seu quarto com um mapa em mãos.

– Como quiser, Nami! – fala ele, virando o navio na direção da ilha.

– Eu estou... Sentindo cheiro de fontes termais. – fala Chopper.

– Sério? Termas? – pergunta Luffy, descendo da proa. – Eu quero ver!

– Mas também tem outros cheiros misturados. – fala o médico. – Sinto cheiro de água com cloro.

– Piscinas? – murmura Brook.

– Hm... Tem cheiro de ervas medicinais, também. – fala ele.

– É normal ter, né? – pergunta Robin. – Aquela é uma ilha de SPA. Certo, Nami?

– Certíssimo, Robin. Vários piratas param naquela ilha para restabelecer forças e relaxar. É uma das únicas ilhas de SPA do Novo Mundo. Dizem que lá tem vários tipos de massagem diferentes! – diz Nami, empolgada.

Hm... Até que receber uma massagem não seria tão ruim. E meditar também seria ótimo.

– Se quiser, eu posso te fazer uma massagem ótima, Nami-san! – fala Sanji, saindo da cozinha. Olho em sua direção, e vejo-o descendo as escadas com uma cigarro na mão e um isqueiro dourado na outra.

– Ah, que bom! Eu aceito! – responde.

– Sério? – pergunta ele, sem acreditar.

– É claro!

– Nami... Você está em seu juízo perfeito? – murmuro.

– QUEM É VOCÊ E O QUE FEZ COM A MINHA NAVEGADORA? – grita Luffy, apontando para ela.

– NÃO GRITA COMIGO, IDIOTA! – grita ela de volta.

– É ela, mesmo. Sem dúvidas. – falo.

– Okay! Vamos relaxar! – fala Usopp.

Com mais alguns minutos nós ancoramos na ilha no meio de dois navios maiores, descendo em seguida. O porto é moderno, e vários funcionários do SPA nos recebem com hospitalidade.

– Sejam bem vindos, senhores piratas! – diz um homem. – Aqui todos são bem tratados!

– Maravilha! – diz Luffy.

– Para as mulheres, nós temos lojas de biquínis e roupas de banho. – fala uma mulher.

– Olha, Sanji-kun! Nossa chance de comprar biquínis para você! — fala Nami.

– Eu vou ter que usar biquínis, Nami-san? – pergunta, desanimado.

Nami não responde, e sim puxa Sanji com ela. Robin vai atrás. Ah, que dó dele.

– Onde ficam as cachoeiras para meditação? – pergunto. Uma mulher de cabelos escuros e pele branca dá um passo na minha direção.

– Eu lhe acompanho, senhor. Meu nome é Asuka. – se apresenta. Eu assinto. – Pode me dizer o seu?

– Roronoa Zoro. – respondo. Ela sorri.

– Entendo. Então é por isso que quer meditar. – fala. – Vamos?

– Melhor amarrar uma corda nele, moça! Ele vai se perder! – fala Usopp.

– Ei! – repreendo. Ele ri.

– Mas como alguém que acerta o inimigo com um olho fechado pode se perder? – pergunta.

– Eu nunca me perco. Eles que somem. – justifico.

– Entendo. Bom... Vamos? – pergunta. Deixo os outros, seguindo a tal Asuka.

Caminhamos por um caminho longo, passando por vários banhistas e na beirada de várias piscinas. O chão é impecavelmente branco e o azulejo das piscinas, azul.

Passando pelas piscinas, entramos num caminho mais calmo, onde dá para ouvir o som de um riacho. Ele me leva até uma casa de madeira.

– Aqui é a entrada para as termas. É uma entrada masculina, uma feminina e uma entrada para a cachoeira. Antes de entrar, por favor se lave e coloque o roupão. – pede. Eu assinto. – Boa meditação.

– Arigatou. – agradeço. – Ah, sim. Tem algum lugar para deixar minhas katanas?

– O guarda-volumes é suficientemente grande. – responde. Eu assinto e entro, sentindo o vapor quente. Escolho uma das portinhas do guarda-volumes, deixando minhas katanas e minhas roupas. De cueca, vou até o armário de toalhas limpas e amarro uma na cintura, entrando no banheiro.

Depois de me lavar, volto ao armário das roupas e coloco o roupão. À caminho da cachoeira, vejo três portas com placas em cima. Em uma delas dizia “Termas Masculinas”, na outra “Termas Femininas”, e na terceira, “Cachoeira para Meditação”.

Entro na terceira porta, e caminhando um pouco, encontro uma pequena cachoeira quente, formando um pequena lago cercado por pedras lisas e escuras. Ando até lá, sentando embaixo da cachoeira, em posição de meditação. Sinto a água batendo nas costas, e aquilo me dá um arrepio forte.

Isolando todos os sons a não ser o da água, começo a me concentrar apenas em minha mente – e no que preenche ela.

Duas horas depois...

Saio da casa de banho, encontrando a mulher me esperando.

– Você ficou todo este tempo me esperando? – pergunto. Ela me dá um sorriso simpático.

– Claro. Você é um precioso hóspede! – fala. Eu dou de ombros.

– Já que você diz... – falo, suspirando. Minha barriga ronca. – Asuka, estou com fome.

– Então vamos até um dos restaurantes. Gosta de qual comida, Zoro-sama? – pergunta.

– Zoro-sama? – pergunto, estranhando. Ninguém nunca me chamou assim. – Hm... Carne de Rei dos Mares.

– Sei o lugar perfeito para te levar, então. Por favor, me siga. – fala. Eu assinto e ela anda à minha frente.

Voltamos por todo o caminho, e quando chegamos à área da piscinas, ao invés de entrar, tomamos a direita e entramos num corredor largo a céu aberto. Entramos num restaurante simples, mas bastante familiar.

– Mesa para um, né? – pergunta. Eu respondo com um aceno de cabeça.

Me guia até uma mesa de madeira, onde eu me sento.

– Boa refeição, Zoro-sama. – diz ela, sorrindo mais uma vez. Eu resmungo um “Hm” como resposta, dispensando-a.

Parando para observar o restaurante, percebo que se trata de um lugar rústico. As paredes são amareladas e as mesas são posicionadas nas laterais do ambiente, nunca no meio. Todos os móveis são de madeira pura.

Apoio os cotovelos na mesa, encostando a cabeça nas mãos.

– O que vai querer? – pergunta uma voz masculina.

– O maior combo de carne de Rei dos Mares que tiver. – respondo.

– Alguma bebida?

– Sakê.

Quando o garçom vai embora, percebo que aqui os homens só servem para anotar os pedidos. Quem serve são as garçonetes.

Impaciente, espero minha comida. Depois de alguns minutos de olhos fechados, tentando controlar minha fome, ouço uma voz feminina.

– Quando vi um pedido de carne de Rei dos Mares e sakê, sabia que era seu. – fala. Abro os olhos imediatamente.

– O que você está fazendo aqui? – pergunto. Ele está com uma roupa muito curta. Uma camisa azul clara justa no corpo e aberta até o segundo botão dá destaque aos seus seios, e uma saia cintura alta preta mostra suas pernas, cobertas até as coxas por uma meia fina, também preta. E usa sapatos de salto. Tem belas pernas, por sinal.

– Sou estagiário aqui. – responde, colocando três pratos cheios de comida na minha frente.

– Que papo é esse? – pergunto. – Deixa de besteira. Você é o cozinheiro do nosso navio.

– O capitão deixou, Zoro. – fala. — E é por pouco tempo. Nós vamos embora amanhã.

– Eu sei. Mas porque essa roupa curta? – pergunto. Ele olha para o próprio corpo.

– Meu uniforme. Por que? Está com ciúmes? – pergunta. Eu me levanto e seguro seu queixo entre os dedos.

– Ciúmes é uma palavra meio fraca para expressar o que eu sinto neste exato minuto, Sanji. – falo. Vejo seu rosto corar. – Na verdade, quero sumir com você daqui, agora.

– O quê? Nem pensar! Eu não sou sua propriedade! – se defende. Ponho minha mão em sua cintura, puxando-o para mim e chocando nossos corpos.

– Ah, não? – pergunto.

Olho para frente e vejo um cara fitando as costas de Sanji sem vergonha alguma.

– Ei, você aí! Perdeu alguma coisa na bunda da minha mulher? – pergunto, irritado. Que cara safado!

– Você me chamou do quê? – pergunta Sanji.

– Hãn?

– Oi! Estagiária! Tá querendo ser demitida no primeiro dia de trabalho? – pergunta um homem, da cozinha. Isso foi meio rude de se gritar no meio de um restaurante.

Hai! Já estou indo! – fala Sanji, de volta.

– Espera! Você não me disse o motivo disso.

– Eu não sou obrigado a responder suas perguntas, Marimo. – responde. Sinto uma veia pular na minha testa.

– Quer apostar? – pergunto. Ele se debate em meus braços. – Você vai ser despedido, Ero-Cook.

– Ok! Eu respondo! – se rende, e eu o solto. Suspirando, ele coça a nuca. – Eu não estava aguentando ficar trocando de roupas o tempo inteiro. Pronto, falei.

– Então deixou a sua Nami-swan e a Robin-chwan fazendo compras sozinhas? – pergunto, provocando-o. – Belo acompanhante, você é.

– Cale a boca! – grita. – Você não tem o direito de falar assim comigo, Kuso Kenshi*!

– Tenho sim! Olha a roupa que você está usando! É muito curta! Você está num lugar público!

– E você, que usa uma porcaria de um kinagashi aberto, mostrando o corpo inteiro por aí? A única coisa que e cobre é esse haramaki surrado! – grita – E quem é que estava seguindo uma morena? Não fui eu! Idiota!

– Morena? – pergunto. – Tá falando da Asuka?

– Sabe até o nome dela!? – pergunta. – Imbecil! Inútil! Aho Marimo!

– Senhor cliente, peço perdão. Ela começou hoje, nossa nova garçonete. – diz o mordomo, colocando a mão no ombro dele.

– Aceito suas desculpas, mas tire sua mão de cima. – falo. Ele assente e tira a mão do ombro de Sanji.

– Me desculpe, Ken. Perdi a paciência. – diz ele. O mordomo sorri para ele, mostrando uma fileira de dentes perfeitos.

– Já chega. Perdi a fome. – falo. Aperto Sanji em meus braços, arrancando-o de perto do garçom tarado. – E também não vou pagar!

– Como assim, não vai pagar?

– Não pagando, ué. – respondo. – E não encoste suas mãos nojentas nela de novo, Garçom.

– Qual é a sua relação com ela, Senhor?

– Não sou obrigado a responder, mas já que você quer tanto saber... – falo. Viro o rosto de Sanji e colo nossas bocas, pegando-o no susto. – Esta é a nossa relação. E eu demito ela.

Pego seu corpo, colocando-o no ombro.

– Me larga, Zoro! Você é muito folgado! – fala, batendo em minhas costas. Dando alguns passos para longe do lugar, coloco-o no chão.

– Sou muito folgado, eu admito. – respondo. – Mas não vou deixar ninguém roubar quem eu amo novamente. Nem mesmo a morte.

Ele se cala.

– Eu não consigo te manter distante de mim, e hoje foi a prova disso. Qual é a dificuldade em entender que eu não posso ver qualquer homem te olhando daquele jeito? Você já se olhou no espelho? – pergunto.

– Já...

– Então sabe o quanto seu corpo é tentador. Eu estou me queimando de ciúmes. – rosno. Sim, estou muito irritado. Não gosto de ver outros homens olhando pra ele desse jeito.

Ele se cala por alguns segundos, olhando para o chão. Quando olha para cima, vejo seu rosto vermelho.

– Saber que você sente ciúmes me deixa um pouco feliz. – admite. – Mas eu juro... Que a próxima vez que você me fizer passar por uma vergonha daquelas, te chuto até desmaiar.

– Então pare de usar essas roupas. – falo. Sua cara se fecha.

– Não.

– Ok, você decide. – falo, andando até a área das piscinas. Meu corpo é possuído por uma irritação fora do comum, e eu procuro o capitão pela voz.

– Oi, Zoro! Vem nadar! – grita ele, de uma piscina rasa.

– Luffy, eu não estou com cabeça para isso... Vou voltar para o Sunny. – falo – Algum problema?

– Não, nenhum! Itterasshai*! – responde, acenando junto com Chopper e Usopp.

Ando até as cercas de ferro que impõem os limites da área das piscinas, avistando o navio a menos de 10 metros. Dou um impulso e caio no chão, perto do porto. Ando até a marina e entro pela lateral do navio, indo até meu quarto. Deixo minhas katanas sobre minha cama e vou para o convés, deitando na grama. Tiro o kinagashi e viro de lado, dando início a mais um cochilo.

Merda, não consigo dormir. Minha barriga está vazia, e eu sinto um cheiro de comida muito tentador.

Me sento e percebo que já é fim de tarde. Eu não me lembro de ter dormido tanto.

Pego minha roupa e levanto, indo em direção à escada. Dou mais alguns passos e abro a porta da cozinha. Um cheiro delicioso de comida invade meu nariz. Começo a babar e imaginar um banquete.

– ...ro? ...oro!? Zoro!! – ouço, e saio de meu transe. – Finalmente!

– Sanji? O que está fazendo aqui? – pergunto, e em seguida, quase engulo a língua.

– Comida. – responde, jogando um ovo no frigideira. – Você não almoçou, certo?

Assinto.

– Você... Está cheirando cloro. – falo. Ele sorri, imerso em pensamentos.

– A Robin-chan me levou na piscina, junto com a Nami-san. – responde. Vejo quando seus olhos se tornam corações. – E eu descobri que meus peitos ficam suspensos na água! E ver as duas de biquíni foi tão...

– Já entendi, já entendi. – falo, cortando suas perversões. Ando e me sento na cadeira da ponta, encostando o queixo na mesa.

Sanji colocou um short curto e a parte de cima do biquíni, preta. Além de uma bracelete azul claro, também usa uma pulseira vermelha e um avental rosa. É uma visão muito linda para a minha mente assimilar totalmente.

– Agora eu já não sei se você está babando só pela comida. – ouço. Ele ainda tem um sorriso divertido no rosto. Eu suspiro, arrumando minha postura na cadeira.

– Talvez os dois. – respondo. Encaro seu corpo de cima a baixo.

– Você é um sem vergonha.

– O sujo falando do mal lavado. – falo.

Ele termina minha comida e coloca o prato na minha frente, pegando uma garrafa de sakê e sentando na cadeira ao meu lado.

– Antes de começar... Eu quero pedir desculpas. – falo. Ele se assusta, e sinto meu rosto esquentar. – Eu estava nervoso. Não ligo se você usar roupas daquele tipo.

– Aquele era o meu uniforme, Marimo. E sim, você se importa. — rebate.

– Não me importo se você usar coisas mais curtas dentro do navio, mas não suporto que pessoas estranhas te olhem daquele jeito. – falo, já sentindo uma veia pulsar na testa.

– Te ver com raiva me diverte, se você quer saber. – solta. Eu o olho. – Quer dizer... Depende da ocasião.

– Hm... – resmungo. – Itadakimasu*.

– Douitashimashite*. – responde. Eu sorrio em pensamentos e começo a comer.

– Não gosto desse cheiro.

– Do que você está falando? – pergunta.

– Esse cheiro de cloro. – respondo. – Prefiro seu perfume natural.

– Bom saber. – murmura e se levanta, pegando um cigarro do bolso, junto com o isqueiro dourado. Põe o cigarro na boca e leva o isqueiro até o cigarro.

Na primeira tragada, tem um acesso de tosse. Me levanto rapidamente, pegando a garrafa de sakê e fazendo-o beber.

– O que aconteceu!? – pergunto, eufórico e segurando seu corpo com os braços. – Respira!

Ele tosse mais, e bebe mais um pouco.

– Me solta... – pede, e só aí percebo que espremo seu corpo.

– O que foi isso, Ero-Cook? – pergunto.

– Merda... – murmura. – Eu não estou conseguindo fumar. Parece que meu corpo não aceita.

– Hm... – resmungo e dou de ombros. – Eu não gosto de cheiro de cigarro, mesmo.

Ando um pouco para trás. Espera um pouco... É o que eu estou pensando que é?

– Será que... Ele está tão conectado comigo assim? – pergunto a mim mesmo, num sussurro.

– Hã? Falou alguma coisa, Marimo? – pergunta. Eu nego.

É isso. Só pode ser. Ou eu que penso merda demais?

– Acho que vou tomar um banho. Minhas costas estão ardendo. – fala. Eu o olho.

– Deixa eu ver. – mando. Ele suspiro e quase retruca, mas eu o viro antes. Suas costas estão vermelhas. – Você passou protetor para tomar sol?

– Não.

– Tinha que ser você, mesmo. – suspiro. – Você foi para debaixo do sol sem passar protetor, Ero-Cook?

– O quê!? Eu nunca te vi passando protetor, mesmo com a maldição! – fala, emburrado.

– Só que eu sou mais moreno que você, caso não tenha percebido. – falo.

– Claro que eu percebi... – murmura, mas eu ouço.

– Se eu fosse você, tomava um banho. – falo, dando um passo para frente. Com a ponta dos dedos, tento desamarrar o nó de seu avental, na nuca. – Quem amarrou isso?

– Não consegue desfazer, Ero-Marimo? – pergunta, me provocando.

– Meus dedos são muito grossos e minha mão é grande para esse nozinho. – explico, colocando os dentes no nó.

– Que inútil. – fala, provocando mais ainda.

– Meus dedos são inúteis?

– Sim. — responde, sorrindo contidamente.

Viro seu corpo e pressiono minha boca na sua, subindo as mão por suas costas nuas.

– Isso ardeu...

– Que tal eu te mostrar a utilidade dos meus dedos? – pergunto. Vejo seu rosto corar imediatamente. – Sabe, você vai começar a amá-los. E posso te garantir que vai querer muito sentir a inutilidade deles.

– Baka! – fala, resistindo ao meu abraço. – Me solta!

– Claro. – respondo, soltando-o. Seu rosto mostra uma feição decepcionada. – Então... Você não vai tomar banho?

Ainda desfazendo seu nó, solto o avental, que cai no chão. Olho bem para seu corpo, absorvendo cada detalhe daquela perfeição. Sem me conter, passo os dedos levemente por sua barriga, que se contrai.

– Zoro... Seus olhos... Estão negros. – murmura, e se segura em meus braços. Sinto sua temperatura.

– Ah, é...? – pergunto, em transe. Minha voz sai mais rouca e baixa que o normal. – Deve ser de desejo.

– Aah... – arfa. Suspiro, e seu cheiro natural me inebria.

Encosto meu nariz em seu pescoço, respirando todo o seu cheiro. Minha calça se aperta imediatamente, e a sensação percorre todo o meu corpo. Levanto o rosto, subindo até sua orelha. Mordo seu lóbulo de leve.

Abraço seu corpo, juntando-nos. Olho no fundo de seus olhos azuis. Ele levanta o rosto, silenciosamente pedindo por contato. Lhe dou um selinho demorado. Quando estou soltando, Sanji segura minha nuca e sua língua acaricia meus lábios devagar. Sem deixar a oportunidade fugir, sorrio e entreabro a boca, tocando sua língua com a minha. Sinto seus lábios se mexerem em sincronia com os meus, e nossas línguas roçam deliciosamente.

Aperto seu corpo ao meu. Tiro as mãos de sua cintura e desfaço o laço de seu biquíni.

– Zoro... – fala, no meio do beijo. Acho que isso foi um sinal vermelho.

Desço as mãos, apertando sua bunda. Ele solta um gemido e seu corpo fica fraco.

– Haa... – suspira, quando paramos o beijo. – Seu cheiro... É bom...

– Ótimo. – respondo – Porque o seu é um afrodisíaco, para mim. Melhor do que sakê.

Ele cora. Que lindo.

– Melhor que cigarro. – sussurra e me dá um beijo na bochecha.

– Sanji-kun! Estou com fome! – ouço, do convés. Merda. É a Nami.

– Hai, Nami-swan! – responde. Sorri para mim e vai até a porta da cozinha, segurando a parte de cima do biquíni. Eu coro, pensando em seu sorriso.

Ando até ele e amarro seu biquíni novamente. Dou um beijo em seu pescoço e alcanço sua orelha com os lábios.

– Você não me escapa mais... – sussurro e volto para a mesa, tampando minha grande ereção.

Porque nós sempre somos interrompidos?

Que bosta!

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Notas finais
*Itterasshai - Tradução: Se diz à pessoa que está saindo de casa, ou algum outro lugar.
*Itadakimasu - Tradução: Obrigado pela comida.
*Douitashimashite - Tradução: De nada, não tem de quê.
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Sobre a imagem: *o* Zoro pira!
Então, espero que tenham gostado! Mais uma vez, agradeço por tudo e peço desculpas pela demora. Eu revisei o capítulo, mas se existir algum erro ou alguém tiver alguma dúvida, por falem!
É, acho que é isso! Esse capítulo serviu para mostrar o quanto o Zoro é ciumento e louco pelo Sanji. Hehe *¬*

Beijos!