Notas iniciais
Gente, eu queria pedir milhões de milhões de desculpas, sério. São exatamente 1:05 da madrugada agora (no momento em que eu estou escrevendo isso, mas provavelmente só vou postar o capítulo mais tarde pra poder revisar direitinho sem parecer uma zumbi morrendo de sono, mas ok, esqueçam esse parêntese), e eu acabei de escrever o capítulo à mais ou menos meia hora atrás. Vocês devem estar se perguntando "ué, então porque você só postou agora?" (ou não né), mas a resposta é bem simples, eu decidi que como era tarde e eu estava cansada, provavelmente teria alguma merda que eu precisaria ajeitar depois, então era melhor revisar de manhã quando eu estivesse mais fofinha e descansada. E ai, depois disso eu fui reler alguns comentários e ver os favoritos (e sim, eu entrei no perfil da maioria de vocês porque sou stalker mesmo) e me senti simplesmente a pior pessoa do mundo. Porque eu tenho os melhores e mais maravilhosos leitores do universo, que mesmo que eu seja uma puta de uma vaca continuam aqui por mim, e que mesmo depois de eu demorar eras pra voltar, ainda são tão incríveis que comentam e etc. Gente, eu não tenho nem palavras pra agradecer vocês por serem tão incríveis, de verdade. Obrigada por todo o apoio e pelas broncas, pelas puxadas de orelha e pelos "volta, por favor". Vocês não sabem como isso me incentivou a voltar, e me deixou me sentindo um lixo. Eu queria pedir desculpas pela demora mais uma vez, e agradecer de novo por vocês continuarem aqui. Eu não vou abandonar a fic de jeito nenhum, mesmo que demore, eu juro que eu sempre vou voltar. Não sei se vocês leram isso né, mas tudo bem kkkk. E sim, eu estou de tpm. Então é isso. Aproveitem o capítulo!

Pov. Annabeth

– Uou, vai com calma ai Rapunzel! — Brandon reclama quando eu quase o atropelo, tropeço em um vaso de cerâmica caríssimo e derrubo o seu copo de leite — Pra que tanta pressa?

Reviro os olhos diante do apelido, ele havia começado a me chamar assim a algum tempo, alegando que o meu cabelo estava tão grande que eu poderia tropeçar nele. Era exagero, obviamente, ele só passava alguns centímetros da minha cintura.

– Hoje é domingo! Faz tipo assim, um milhão de domingos que eu não vou na praia. — falo, abrindo a geladeira só para tirar uma garrafa de suco de laranja — Você tem noção de como isso é tipo assim horrível?

– Você tem noção de como você é tipo assim exagerada? — fala, revirando os olhos — Só faz umas duas ou três semanas, Annabeth.

– Como eu disse, muito tempo. — mordo um pedaço do seu sanduíche — Olha a minha pele!

Esfrego o meu braço em seu rosto.

– Ta vendo isso?! Eu acho que não sou branca assim desde que saí do útero da minha mãe!

– Exagerada. — Brandon cantarola, tirando o sanduíche do meu alcance e se jogando no sofá da sala de estar

Mando língua para ele, colocando o copo de suco na máquina de lavar louças e subindo a escada pulando os degraus de dois em dois. Bato a porta do quarto de Lizzie e grito um "estou indo para a praia, quer ir?" pelo outro lado, mas ela ainda devia estar dormindo pois não respondeu. Passo um pouco de filtro solar no rosto, pois a minha dermatologista tinha feito o maior drama e dito que se eu não começasse a usar protetor solar eu ia ter câncer de pele, ou pior, ela ia arranjar um mandato que me proibisse de ir a praia.

Pego os meus óculos de sol, visto uma camiseta que praticamente só cobre a parte superior do meu biquíni, coloco a prancha debaixo do braço e desço as escadas novamente. Ligo para Thalia no caminho, e dou um beijo na bochecha rosada de Mason, o irmão mais novo mais fofo que existe.

– Você vai pra praia?! — pergunta, me observando pegar as chaves e abrir a porta

Thalia atendeu o telefone.

– Onde você está, sua gorda?! Com essa demora até eu pego mais bronze que você. — ela diz — Vai ver, quando chegar aqui a minha pele vai estar muito mais dourada do que a sua.

– Ha ha ha. — finjo rir — Sonha Alice.

– Desculpa mas o meu nome é Thalia. — fala

– Annie! Eu quero ir pra praia! — Mason estava atrás de mim agora

– Ai, espera, Percy! Me da esse telefone! — escuto Thalia reclamar do outro lado da linha — Percy me da isso aqui!

– Então você liga pra Thalia, mas pro namorado que é bom nada né? — sorrio automaticamente ao escutar a sua voz — Estou começando a ficar com ciúmes disso, não ta nem ai pra mim agora. Só quer usar o meu corpo.

Gargalho.

– Percy, não é isso! — falo — Eu não sabia que você já tinha chegado ai, entendeu?

– O Percy está na praia?! Eu quero ir! — Mason puxa o meu short

– Uhum, sei. — ele diz — Vem logo, a areia está quentinha e a água está gelada. Eu queria falar contigo antes de entrar no mar, mas com essa sua demora...

– Você está querendo me fazer inveja? — pergunto

– Se isso te fizer vir mais rápido, sim.

– Estarei aí em dez minutos. — digo, rindo e escutando o seu "vou contar"

– Eu quero ir! — Mason reclama

– Mason, você sabe que eu não posso te levar sozinha. — digo — Quando o John se acordar você pede pra ele, ok? Quando a Lizzie for ela te leva.

– Você vai me ensinar a surfar? Melhor, o Percy!

– Veremos. — digo, dando uma piscadinha e fechando a porta

Desço os degraus de pedra que levavam a rua nada movimentada em que ficava a casa. Eu adorava a mansão dos Howard, ela não era grande, mas era simplesmente linda e aconchegante com o seu ar vitoriano.

A prancha pesava debaixo do meu braço, mas a sensação de caminhar no calçadão, o mar a poucos metros de distância, a maresia no ar... Era simplesmente tão bom, confortável e familiar, que nem notei que os dez minutos de caminhada passaram voando. Antes que pudesse me dar conta, já estava caminhando em direção ao guarda sol em que todos estavam. Silena, como sempre, estava com uma camisa de mangas compridas, escondida na sombra. Thalia parecia um camarão de tão vermelha.

– Você está dois minutos atrasada. — sinto Percy me abraçar por trás

– O que são dois minutos quando nós temos a tarde inteira? — digo, minha sobrancelha estava arqueada mesmo que ele não pudesse ver

– Proposta tentadora. — ele ri — A tarde inteira mesmo?

– Se você desconsiderar o fato de que provavelmente daqui a algum tempo o Mason chegará aqui e te fará passar o dia o ensinando a surfar, sim a tarde toda.

Percy ri, me observando tirar o short jeans, jogar os óculos de sol na canga que estava estendida na areia e tirar os chinelos. Tiro ao camiseta e jogo no rosto de Thalia, que diz um sonoro "vaca" e sorrio, observando a imensidão verde a minha frente.

– Eu não ganho nenhum beijo? — Percy pergunta, os seus olhos tinham a mesma tonalidade do oceano

– Se você conseguir me alcançar. — falo, colocando a prancha debaixo do braço e disparando em direção ao mar

Posso ouvir Percy pegar a própria prancha e me seguir de perto.

Rio alto quando já estou na água, sentindo o contraste do calor que está fazendo com a água extremamente fria. Meu corpo está deitado sobre a textura lisa da prancha, e eu remo com o braços o mais rápido que posso, apreciando a sensação. Percy era mais forte e mais rápido do que eu, e antes que eu pudesse me dar conta, já estava a minha frente, pegando a onda que deveria ser minha.

Quando sinto a maré puxando, me preparo para ficar de pé, e fecho os olhos enquanto movimento o corpo em direção à onda. Deixo a água me levar, e no fim acabo caindo, Percy também estava lá.

Abraço o seu pescoço, deixando os seus braços fortes me apertarem. Rio quando o cordão que prende a prancha ao seu tornozelo engancha na minha perna. Percy me encarava sorrindo.

– O que foi? — pergunto

– Você é tão linda. — ele diz — Eu já disse que te amo hoje?

Sorrio.

– Hoje não.

– Eu te amo. — ele diz, antes de tomar os meus lábios com os seus

Sua boca estava salgada por conta da água, mas apesar do mar estar gelado, seu corpo ainda era quente contra o meu. Eu o amava. Adorava cada detalhe daquele homem.

– Annabeth!! Larga o Percy pra ele poder me ensinar a surfar! — Mason grita da parte rasa

Percy e eu nos separamos rindo. Ele acaricia o meu cabelos beija a minha clavícula, antes de me dar as costas e remar para o raso.

– Ainda não terminamos isso. — ele se vira pra falar — A noite você vai ser só minha.

♡

– É igual a menos raiz de B sobre quatro delta. — Malcom completa, jogando os giz de cera na mesa e contemplando a sua obra de arte no quadro negro

Havia mais números ali do que eu provavelmente viria em toda a minha vida. Estávamos a cerca de três dias tentando completar a inequação, e Malcom tomara isso como uma espécie de desafio pessoal. Provavelmente passou a semana inteira tentando resolver o problema, conhecendo-o como eu o conhecia.

– Uau. — digo — Imagino quantos episódios de How I Met Your Mother você deixou de assistir pra fazer isso.

Malcom revira os olhos, sentando novamente ao meu lado. Ele começara a série algumas semanas atrás e desde então não parava de falar sobre isso um segundo sequer. A cada cinco palavras que saiam de sua boca, nove provavelmente eram "Tem um episódio de How I Met Your Mother que...".

O professor Blofis estava analisando a equação e depois, quando finalmente chegou à conclusão de que não havia nenhum erro, parabenizou Malcom.

– Prosseguindo, alguém conseguiu concluir a equação número 323 do nosso livro para análise?

Megan, uma garota com traços asiáticos e cabelos com mechas californianas verdes, se pronunciou e levantou para ir ao quadro resolver a equação. Ela era uma das garotas do clube de matemática que eu tinha certeza de que ainda não ia com a minha cara.

Roubei um Mentos de uma menina que estava ao meu lado, e depois me distrai olhando a paisagem pela janela. Por mais que eu fosse boa em matemática, isso não significa que eu preferia estar ali do que em qualquer outro lugar. Megan se sentou novamente em sua bancada e o professor corrigiu a equação.

– Muito bom Megan, parabéns.

Franzi o cenho ao ler distraidamente os cálculos.

– Deveria ser dezesseis sobre pi. — sussurrei

– O que disse? — senhor Blofis perguntou, seus olhos eram de um tom de castanho opaco

– Hm... A equação, deveria ser dezesseis sobre pi.

– Dezesseis sobre pi? — perguntou, alcançando uma calculadora em sua mesa — Impossível.

– Principalmente vindo da popular líder de torcida. — ouvi Megan sussurrando com suas amigas — Até um rato deve ter mais neurônios do que ela.

Revirei os olhos, ajeitando a minha postura e sentindo o azedo da bala descer pela minha garganta. Qual o problema daquela garota comigo?

– Muito bem senhorita Chase, ótima... — o professor foi interrompido justo na hora em que ele ia dizer que eu estava certa

– É, com licença professor Blofis, é... — Percy tinha apenas a cabeça dentro da sala. Seus cabelos estavam espetados para todos os lados, seus olhos me procuravam pela sala e quando finalmente pararam em mim, ele deu um leve sorriso antes de voltar a atenção ao professor — Eu infelizmente vou precisar roubar a Annabeth.

Geralmente os professores não gostavam muito de ser interrompidos, principalmente por adolescentes do time de futebol, mas ultimamente todo o colégio estava simplesmente tão animado com a nossa chegada à final do campeonato nacional que até os professores haviam sido contagiados. Por isso o professor se limitou a sorrir e fazer um gesto com a mão indicando que eu devia ir.

– Vá logo, e trate de treinar para trazer um troféu nacional para nós.

Sorri e juntei as minhas coisas, agradeci e pedi licença para sair. Eu não gostava muito de ser má, nem nada do tipo, mas sorri completamente vencedora e provocativa a figura de Megan quando fechei e porta. Aquela garota me odiava, e eu nem sequer havia feito nada para ela!

– Então... — digo, colocando a bolsa sobre os ombros e encarando Percy

– Então... — ele apoia a mão na porta de madeira atrás de mim, me deixando presa entre ele e a parede

– Por que você veio me tirar da aula...? A treinadora Megan disse alguma coisa?

– Na verdade, não. Eu só senti que você precisava de alguém pra te salvar dessa droga de álgebra, e ainda faltam quinze minutos pro meu treino começar... — ele sorri malicioso, e os seus olhos se estreitam parecendo sorrir junto

Rio, entrelaçando as mãos em seu pescoço e o deixando se apossar da minha cintura.

– Você é o melhor salvador de todos!

– Então isso quer dizer que eu mereço uma recompensa? — ele pergunta, beijando o meu queixo

– Bom, eu não estava pensando nisso. Mas como você foi um garoto muito bonzinho... — dou um beijo estralado em sua bochecha

Percy sorri, e me beija. Era incrível como mesmo depois de tanto tempo os seus beijos ainda me faziam ter um arrepio na espinha, e os seus toques e seus sorrisos me deixavam simplesmente boba.

Minha mochila já havia caído no chão a algum tempo, mas foi quando Percy sem querer me pressionou um pouco mais forte contra a parede que realmente deu merda.

Porque, bem, não era uma parede.

Era a porta do clube de matemática. E havia aberto.

A porta estava escancarada e todos na sala olhavam para nós. Eu provavelmente estava vermelha feito uma pimenta. Malcom segurava o riso. A maioria das pessoas tinha sorrisinhos maliciosos no rosto. Megan e algumas de suas amigas os olhavam com uma expressão impassível, e uma delas encarava descaradamente Percy.

Mas o professor Blofis. Bom. O professor Blofis...

– Annabeth, Percy, acho melhor vocês irem conversar com o coordenador. — ele disse, e sua expressão estava dura — Gazear aula, mesmo que dos clubes, da suspensão, e dar uns amassos no corredor é estritamente proibido.

Annabeth olhou pra Percy, que mordia os lábios pra não rir. Idiota, Annabeth pensou. Não sabia mais com que cara voltaria aquela aula, e ainda, provavelmente, seria suspensa, e o idiota do seu namorado se segurava pra não rir.

– Mil desculpas senhor Blofis, Percy e eu só estávamos trocando umas ideias antes de...

– Eu sei muito bem que tipo de ideia vocês estavam trocando. — o professor disse, ainda sério. Annabeth ferveu de ódio quando ouviu a gargalhada debochada de Malcom e o encarou irritada — Agora, coordenação, por favor.

Annabeth se separou de Percy, que ainda tinha uma das mãos em sua cintura e ainda se segurava para não rir, e apanhou a sua mochila no chão, se virando para fechar a porta.

– Eu não me incomodaria nada de ser suspensa se fosse pra dar uns amassos com um gato desses. — ela ouviu, antes de sair pisando duro e sendo seguida de perto por Percy, que gargalhava.

Isso, gargalhava. Ela estava prestes a ter o seu histórico escolar destruído, e Percy estava gargalhando.

Tirou o braço de Percy de ao redor da sua cintura e ajeitou a blusinha de malha que usava que estava toda abarrotada, bufando. Que ideia genial, Annabeth! Por que não gazear aula pra ficar com Percy?! Aquela ideia idiota só podia ter vindo de alguém mais idiota ainda: o seu namorado.

– Por que você ainda está rindo? — pergunta irritada, sentando nas poltronas da sala de espera do diretor

– "Só estávamos trocando umas ideias."– ele caiu na risada novo — Com certeza, ele ia acreditar nisso. É óbvio que era isso que estávamos fazendo.

– O que você esperava? Que eu dissesse "Desculpe professor, é só que a sua aula estava insuportavelmente insuportável e eu decidi sair pra dar uns amassos com o meu namorado gostoso"?

– Eu sou gostoso? — Percy sorri, uma de suas sobrancelhas estava arqueada

– Arg.– Annabeth suspira — Isso é tudo culpa sua.

– Percy Jackson e Annabeth Chase. — o diretor os encarava da porta de sua sala, sua camisa social estava suja de farelo de biscoito — Fui informado que os senhores foram pegos trocando uma ideia bem... Salivar.

Percy riu enquanto entrava na sala do diretor e se acomodava em uma das cadeiras, colocando os braços atrás da cabeça em uma pose bem relaxada. Annabeth o seguiu, sentando na cadeira ao seu lado e bufando.

– Isso tudo é culpa dele. — repete

Percy a encarou sorrindo, pegou alguns papéis da mesa do diretor e começou a ler como se fosse habituado a fazer isso e estivesse ali sempre.

O diretor suspirou e disse:

– Sempre é senhorita Chase, sempre é.

Notas finais
Mil desculpas novamente gente, sério, eu não sei nem como me remedir pela demora! Espero que vocês pelo menos tenham gostado do capítulo, porque como deve ter dado pra notar, eu perdi algumas horas de descanso e sono pra escrever e acho que apesar de tudo mereço reviews, né? Eu finalmente estou de férias e provavelmente vou poder começar a escrever com um pouco mais de frequência. Porém, vou viajar agora terça da próxima semana e só volto depois de duas semanas, então esses quinze dias vão ser basicamente perdidos. Mas, vou tentar pelo menos adiantar alguma coisa ou escrever nem que seja um parágrafo no avião, pra não demorar tanto a voltar. Eu juro que pelo menos mais um capítulo ainda sai nessas minhas férias, e quem sabe (um quem sabe beeeeem quem sabe mesmo) eu volte a ter um ritmo mais constante de postagem. Tudo o que eu mais quero é poder voltar a postar toda semana, mas ta difícil. Muita merda rolou na minha vida durante esse tempo todo então tenham paciência por favor, que eu juro que não vou abandonar a fic de jeito nenhum! Palavra de escoteiro. E, aliás, pra quem lê Insanity também já estou começando a escrever o próximo capítulo então acho que sai ainda antes de eu viajar. Ta meio difícil conciliar as duas histórias mas eu tenho fé que vai dar tudo certo. Enfim, por hoje eu acho que é só isso mesmo. Beijinhos e até o próximo! I love you