Notas iniciais
EU NÃO ACREDITO! MAIS UMA RECOMENDAÇÃO!! MUUUITO OBRIGADA A BERRYANDFIBLE PELA RECOMENDAÇÃO INCRÍVEL, EU REALMENTE ADOREI. Gente, eu sei que tinha dito que faria uma mini maratona/postaria uma one shot, por conta da recomendação que eu tinha recebido da Dreamer. Acontece que, ela não me avisou nos reviews o que preferia, e eu acabei sem fazer nenhum dos dois. Mas, aqui estou eu com o capítulo novo. OBRIGADA DE NOVO A BERRY, VOCÊ ME DEIXOU MUUITO FELIZ, SÉRIO

Pov Annabeth

"E assim, da forma mais inesperada possível, eu encontrei a minha própria identidade, descobri quem eu sou. No Brasil, meu pai costumava dizer: 'não importa o que os outros digam, a sua identidade é você quem faz'. Agora, eu tenho de descordar do seu ponto de vista, porque eu não me encontrei sozinha. Cada uma das pessoas que passaram pela minha vida, seja a causa boa ruim, se partiram ou se ficaram, elas me ajudaram a encontrar quem eu sou. Elas deixaram a sua marca, que é como uma tatuagem, estará aqui para sempre, e mesmo que eu tente apagar, nunca será removida por completo."

Suspiro, dobrando as folhas de papel cor creme, a tinta da caneta azul borrada, devido as minhas lágrimas.

– Annabeth... — Silena diz, enxugando o próprio choro com um lenço de seda cor de rosa — Esse foi o texto mais bonito que eu já li.

– Sem essa, abre logo esse envelope. — Thalia, bruta como sempre, resmunga — É como retirar um curativo, quanto mais rápido, menos dor.

– Thalia! — Silena ralha, olhando feio para ela — Não fale assim. Annabeth, eu quero que saiba que não importa o que esteja escrito nessa carta, nós sempre estaremos do seu lado. Se não for nessa, você pode tentar em outra e então, nós ainda estaremos do seu lado.

– Eu sei. — suspiro, girando o envelope endereçado a mim, a caligrafia torta e bem feita — Vamos logo com isso.

"É com muito prazer e satisfação que nós, membro docente da Universidade de Stanford, informamos que a Srta. Chase, Annabeth, foi selecionada para participar de um processo seletivo para bolsistas na categoria Arquitetura e Engenharia. O reitor Archibald a convida para um fim de semana no nosso campus, a fim de conhecer melhor todos os selecionados, e escolher aqueles que melhor se enquadram no perfil da nossa entidade. Dia 26 de fevereiro, as nove da manhã, esperamos a sua presença.

Corpo docente, Universidade de Stanford."

– Aí. Meu. Deus. — Silena, animada como sempre, grita, batendo palmas e dando pulinhos de entusiasmo — Annabeth isso é demais! Eu nem sei o que dizer, mas isso só pode ser um bom sinal, não é?

– Isso... Significa que você conseguiu? Que está dentro? -Thalia pergunta, os olhos azuis meio confusos

Suspiro, os dedos passeando pela caligrafia perfeita, a textura do papel cor creme e do carimbo oficial deixando marcas na fina camada de pele da minha mão. Finalmente, depois de tanto medo e ansiedade, uma confirmação. Eu só não sabia se era boa, ou ruim.

– Eu não sei. — digo — Tenho uma reunião com o reitor, isso quer dizer que ao menos eles leram a minha carta, procuraram o meu histórico. Deve ser um bom sinal.

– Um bom sinal? Este é um ótimo sinal! — Silena tagarela, andando de um lado para o outro, falando sem parar — Se eles realmente se interessaram por você, as chances de você estar dentro são muito maiores! Você só precisa ser você mesma, passar uma boa impressão, usar a roupa certa e um perfume de lavanda, esses velhos adoram perfume de lavanda. Annabeth, você vai conseguir! Vai continuar nos USA!

Solto uma risada nervosa. Aquele seria mesmo um bom sinal? Eu não sabia se estava pronta, preparada, para ter uma conversa com o cara que podia mudar a minha vida, para melhor ou para pior.

– Certo, só me resta esperar e não morrer de nervosismo. -digo, guardando a carta dentro do envelope e colocando-o na gaveta da minha escrivaninha — Eu acho.

Bem, eu tinha pouco menos de um mês para me preparar, fisionomicamente e psicologicamente. Eu pretendia entrar para aquela universidade, e não ia desistir, de jeito nenhum.

♡

– Ele quer... Conversar com você? — Percy pergunta, a sobrancelha grossa e morena arqueada e a testa franzida

– Não sei... Eu, acho que na verdade foi o corpo docente que me selecionou. — suspiro, colocando mais uma colherada de sorvete na boca — De qualquer forma, essa é a minha única chance de continuar aqui, e eu não vou desperdiçar.

Estávamos em um dos milhares de morros presentes em Carmel, sentados na beira de um pequeno abismo, o mar a poucos metros abaixo de nós. Aquele era como um calmante, tanto para mim, como para ele. O mar me acalmava, me fazia ter a sensação de estar em casa. Nossos pés balançavam precipício abaixo, um pouco mais para frente e cairíamos no mar.

O sol se punha no horizonte, o céu colorido em todos os tons possíveis de roxo, o mar azul e laranja. Era o lugar perfeito, com a pessoa perfeita.

Eu havia cometido um enorme deslize, uma semana atrás, mas Percy havia entendido. Acho que, ele estava bêbado demais para lembrar disso no dia seguinte, porque agiu normalmente, como se nada tivesse acontecido. Eu fiquei feliz, não queria que tivesse acontecido daquela forma, e então pude fazer tudo de novo, do jeito certo.

Claro, no início ele havia pirado, enlouquecido, socado paredes, e amassado a porta do carro, quase chorado, mas depois ele pareceu notar que eu também não queria partir, que não queria deixá-lo.

– Eu só queria poder parar o tempo, sabe? — ele diz, apoiando os braços atrás do corpo — Agora, com você. Fazer esse momento durar pra sempre.

Desvio os olhos do horizonte, olhando no fundo de seus olhos, tão verdes quanto o mar em um dia ensolarado, tão brilhantes como uma esmeralda.

– Eu também. — suspiro — É tão... difícil. Por si só, entrar para a faculdade já é complicado, mas no meu caso, no nosso caso, parece que é um milhão de vezes mais confuso.

– Tudo que tem a ver com você é mais confuso. — ele diz, um sorriso mínimo aparecendo no canto de seus lábios — Sabe, antes de você chegar era tudo muito mais simples. Haviam os jogadores de futebol americano e as líderes de torcida, os jogadores de basquete e os skatistas, os nerds e os que faziam parte de algum clube. E então... Você chegou e mudou tudo. É líder de torcida, mas também é do clube de matemática, as vezes da uma de querer aprender a andar de skate, e as vezes faz parte do clube de teatro. Tudo e todos, antes de você, tinham o seu devido lugar, e agora que você está aqui... Tudo está embaralhado, confuso, mas de um jeito bom.

– O que você quer dizer com isso? — pergunto

– Eu quero dizer que você, com esse seu jeito, fez com que todo mundo pudesse ser eles mesmos. Você não liga se a pessoa veste Abercrombie ou H&M, se surfa no seu tempo livre, ou se trabalha em uma cafeteira, e isso é parte do que te torna tão especial. Sabe, antes de você, nós éramos um grupo isolado, ninguém... se misturava. Todos deviam pensar que nós éramos uns idiotas sem cérebro que só pensavam em festas e Touch Downs.

– Bem, você não tem tanto cérebro assim... — brinco, o que o faz soltar uma gargalhada

– Você me entendeu. — ele ri um pouco mais — Eu só quero dizer que, você chegou e fez todos descobrirem que podem ser eles mesmos, e se você for embora... Eu não sei o vai ser de Carmel, o que vai ser de mim.

Apoio a cabeça em seu ombro, sentindo a batida sincronizada de seu coração, seu peito subindo e descendo lentamente.

– Seria simplesmente muito estranho acordar e ir atrás de você, até lembrar que você não está mais lá. Passar o dia pensando em você, e então se tocar que eu não posso te ver, não posso te encontrar e te beijar. Sonhar todas as noites contigo e entender que não vai passar disso, apenas sonhos. Você coloriu a minha vida, e se você se for... Tudo vai voltar a ser preto e branco.

Ele completa, me olhando de lado, os olhos ainda mais intensos do que costumavam ser. Ele levanta um dedo, para enxugar as minhas lágrimas, e acaricia o meu rosto.

– Certo, agora pode falar de que site tirou esse discurso de colorido e preto e branco... — falo, rindo um pouco em meio as lágrimas

Percy ri alto, balançando a cabeça de forma negativa.

– O que? Eu não posso dizer algumas palavras bonitas, me abrir, que você vai pensar que eu procurei na internet?! — reclama, o sorriso brincalhão ainda no rosto

– Ué, foi você que disse "não podemos ficar juntos, eu não sou bom o bastante para você e blá blá blá" alguns meses atrás, não lembra? — arqueio a sobrancelha, sorrindo de lado

– O que? — ele ri mais ainda — Eu só podia estar louco! Fala sério, quem poderia ser melhor pra você do que eu? Eu sou o cara perfeito, a sua alma gêmea!

Rio muito, abraçando o seu corpo contra o meu, o seu calor humano aquecendo a minha alma.

– Também é o cara mais convencido que eu conheço. -completo

Ele arqueia a sobrancelha, me encarando.

– Não tem mais alguma coisa que você queira me dizer? Confirmar algo que eu disse anteriormente?

– An? — pergunto, o cenho franzido — Sobre o que você está...?

– Eu não sou o cara perfeito pra você? — pergunta — Eu não sou a sua alma gêmea? Pode falar... É o tal do Justin Biba, de novo?

Não posso deixar de gargalhar com essa, rio tanto que os meus olhos começam a lacrimejar.

– Você não pode estar falando sério... — digo — O Justin pode ser o cara mais incrivelmente gato que eu conheço, mas sim, você é o cara perfeito para mim. Você é a minha alma gêmea.

– Mais incrivelmente gato que você conhece? — pergunta, fingindo estar magoado — Eu pensei que eu fosse o cara mais incrivelmente gato que você conhece.

Finjo o examinar, olhando-o de cima abaixo, tocando o seu queixo, barriga e bíceps.

– É, da pro gasto. — digo — Se você fizer um esforçinho que for, eu posso reconsiderar os meus padrões...

– Uhm... Que tipo de esforçinho? — ele pergunta

Coloco a mão no queixo, fingindo pensar um pouco.

– Não sei... — digo por fim — Você vai ter que descobrir.

– O que? Mas como...?

– Se vira. — dou de ombros — Me surpreenda.

Percy suspira, sorrindo de lado para mim e me abraçando.

– Já tenho uma ideia do que posso fazer... — diz, colando os lábios no meu

– É mesmo? O que é?

Ele sorri, misterioso.

– Surpresa. Mas eu realmente acho que você vai gostar...

Mordo os lábios, os olhos provavelmente brilhando de curiosidade. Ele havia me pegado, aquele era o meu ponto fraco.

– Tudo bem então, mister surprise. — brinco — Mas eu vou acabar descobrindo mesmo, você sabe.

– Eu não sei de nada. — fala, me beijando novamente

Certo, eu podia aguentar. Uma hora ou duas, o seja lá o tempo que for até que ele resolvesse "me surpreender".

♡

– Certo, certo. -Thalia fala- Qual o clima de lá mesmo?

Estávamos em meu quarto, o meu closet revirado, malas no chão, revistas e biquínis espalhados.

– Já falei, basicamente o mesmo da Califórnia, talvez um pouco mais quente. — repito, revirando entediada a gaveta de camisetas e regatas

– Uh lá lá –Silena diz- Clima quente, caras quentes...

– Silena, vê se toma jeito! — Thalia reclama — Você tem o Beckendorf, deixe os gatinhos para mim.

Reviro os olhos, imaginando os "gatinhos" que Thalia esperava.

– Tudo bem, quantos biquínis você está levando, Annabeth? -Silena questiona, abaixando a revista Travel que estava lendo e me encarando

– Seis, um para cada dia. — dou de ombros — Levem roupas leves, shorts e camisetas, uma fantasia se tiverem...

– Fantasia? — Thalia segura a risada — Pra que vamos precisar fantasia no festival da carne?

Solto uma gargalhada.

– Já disse que se chama carnaval, e é como o Mardi Grass de New Orleans, só que nos estilo brasileiro da coisa... — digo

– Tudo bem, só quero deixar bem claro que eu não vou mostrar os meus peitos pra qualquer um que me der um colar não viu... -Thalia reclama, fazendo menção ao carnaval de lá

– Relaxa, o máximo que pode acontecer é você ver alguém usando uma fantasia que quase mostra os peitos, mas sem essa de levantar a blusa e.... — digo, rindo do seu cenho franzido

– Aí, olha só! Aqui na Travel diz que o maior parque aquático da América Latina fica lá por perto! Não seria demais? Tipo uma Disney na água? -Silena me interrompe, os olhos azuis brilhando de animação

– Menos Silena, bem menos — digo, em menção ao parque aquático — Mas sim, nós podemos ir, ouvi dizer que houve uma expansão e que pode até ser bem divertido...

– Eles aceitam dólar no Brasil? — Thalia pergunta

– Uhm... depende de pra onde você for. Mas não, a moeda lá é o real, mas se você tiver cartão internacional serve...

– Tudo bem, vou ligar para Katie para saber como andam as coisas lá, da pra acreditar que viajamos amanhã?! -Silena diz, animada

– É, com certeza não. — falo

O fato era que eu não estava preparada psicologicamente para voltar, nem que fosse por uma semana. Não estava pronta para rever todas aquelas pessoas, ser examinada por todas elas, e virar motivo de fofoca pelo resto do mês pra elas. Conhecia bem as minhas "amigas" para saber que dariam uma de bffs, por interesse, mas que na verdade a esfaqueariam pelas costas

Já haviam feito isso uma vez, poderiam fazer facilmente de novo.

Além de que, havia Percy, que não estava nada contente com a minha ida para o Brasil. Ele havia traduzido alguns dos comentários das minhas fotos do Instagram, e isso havia resultado em uma pequena discussão. Mas, eu também não queria deixá-lo, e não queria perder aula, afinal, não havia carnaval na Califórnia e não seria feriado.

– Você vai levar a sua prancha? — Thalia pergunta, apoiada na porta do closet

– Uhm... Não. Posso pegar a do Bruno emprestada, e tenho uma reserva e antiga em casa, além de que, não estou muito afim de pagar para levá-la como item frágil... — dou de ombros, dobrando um vestido de estampa haviana

– Certo... — ela sorri, maliciosa — E Percy, como está lidando com isso?

Reviro os olhos, sabia que ela iria perguntar.

– O que quer dizer?

– Você sabe... Gatinhos latinos, ele não está com ciúmes?

– Bem, se você quiser definir a perseguição e o fato de ele ter tirado a ficha do facebook, um por um, de todos os meus colegas do Brasil como ciúmes. Sim, ele está com ciúmes.

Thalia ri e Silena solta um muxoxo, o olhar sonhador.

– Charles disse que vai morrer de saudades, mas que confia em mim. — ela diz, por fim, sorrindo como uma boba — Ele não é um fofo?

– Acho bem provável ele morrer no sentido literal, você sabe, ele respira por você. — Thalia diz sarcástica, revirando os olhos

– Você acha?! — Silena interpreta o sarcasmo de Thalia como uma coisa boa, talvez ela só tenha escutado a parte do "ele respira por você"

– E o Nico, Thalia? — pergunto, a curiosidade me corroendo aos poucos

Os olhos de Thalia se arregalam, a boca se entreabre, até que ela retoma a pose, me dirigindo um olhar de indiferença.

– O que há com o Nico? — pergunta

– Ele não está com raiva? — Silena pergunta, sorrindo maliciosamente

– Com raiva? — Thalia pergunta, se fazendo de inocente — Por que ele estaria com raiva?

– Ora, não se faça de tonta, Thalia. — reviro os olhos — Nós três sabemos que você e ele estão escondendo alguma coisa...

– Ora, não se façam de tontas vocês! Não há nada, absolutamente nada, entre mim e o Di Angelo. — diz

Silena e eu damos de ombros, decidindo esperar para ver até onde esse papo ia chegar.

– Acho que vou passar no shopping, comprar uma sandália rasteira Jimmy Choo que combina perfeitamente bem com a minha saída de praia Vera Wang. — Silena diz, simplesmente — Vocês vem?

– Por mim tudo bem — digo, pegando a pequena bolsa de mão em cima da minha penteadeira — Preciso comprar um hidratante da Victoria's Secrets para minha mãe mesmo.

– Bleh. — Thalia finge vomitar — Mc Donald's sempre estará a minha disposição, então... Vamos logo, preciso me dopar doze horas antes de entrar no avião, e a maratona começa exatamente... — ela olha as horas no telefone — daqui a sete minutos.

Descemos escada abaixo, rindo das histórias sobre medo de altura de Thalia. Thalia estava certa, faltavam pouco mais de doze horas para eu pegar um avião rumo ao Brasil, rumo a minha antiga família, antigos amigos, antiga vida.

É, quem sabe não fosse eu quem tivesse de me dopar?

Notas finais
E aí? O que acharam desse capítulo? Sim, o próximo será no Brasil! E sabem o que isso significa? Festival da carne, Bruno (quem mais além de mim morreu de saudades?!) e amigos do Bruno na parada meus amores! Quem sentiu falta deles? haha. Eu sei, muita gente ficou morrendo de curiosidade pra saber a reação do Percy, mas eu só má e não escrevi! A verdade é que, não achei necessário, e acabei dando a entender que ele havia esquecido. Qualquer outra dúvida me perguntem nos reviews, ok? Gente, eu resolvi fazer tipo uma meta. Funciona desse jeito, eu aó vou postar se atingir uma meta. A meta pode ser a seguinte, 1ª: ou eu atinjo a minha meta de comentários por capítulo (que agora vai ser vinte); 2ª ou eu atinjo minha meta de favoritos (eu quero que o número de favoritos acompanhe o de capítulos, por exemplo, se eu tiver postado 40 capítulos, quero ter 40 ou mais favoritos); 3ª ou eu recebo uma recomendação. Simples assim. Mas, como eu recebi uma recomendação diva ontem, essa meta só vai começar a funcionar depois dela. Então, BerryandFible, você pode escolher entre a one shot ou a mini maratona, me informe da decisão nos reviews! Lembrando que a meta já vai começar a funcionar apartir do próximo capítulo! You know you love me. XoXo One Less Lonely Girl