Evil Instincts
8 We Are Done?
Notas iniciais
— Eu quero que você fique, comigo, para sempre...
— Fico feliz que tenha sido sincero comigo, eu também quero ficar com você.
— Então quer dizer que...
— Sim, somos... Namorados.
— Que tal comemorarmos isso em uma boate?
— Ótima ideia, eu estou morrendo de sede.
Antes que eles pudessem ir, Blaine puxou Kurt pela cintura mais uma vez murmurando um ‘eu te amo’ em meio a um sorriso e depois deu um beijo demorado no castanho.
[...]
Sebastian estava entediado em casa e por isso resolveu que seria legal passar na casa de Kurt para atormentá-lo outra vez com qualquer coisa e talvez conseguisse até algo a mais.
O Smythe passou pela janela do quarto de Kurt, que estava fechada e ouviu um murmúrio bem baixinho, mais parecia um choro. Aquilo atiça a curiosidade do castanho que vai até a porta da frente da casa e encontra a mesma destrancada.
Ele vai entrando sem se importar se o dono da casa estaria ali ou não. Na sala, ele continuou ouvindo um choro bem distante e foi seguindo aquele som.
Quando Sebastian estava perto da entrada do quarto, acabou tropeçando fazendo um barulho.
— Q-quem está aí?! Por favor, se for alguém do bem, me ajude.
O vampiro estranhou aquilo e entrou no quarto um pouco incerto achando um garoto moreno amarrado e de aparência abatida, parecia estar ali a dias.
— Quem é você?
— Jake. Eu fui sequestrado, será que você poderia me tirar daqui? Estou faminto e sem forças.
— Primeiro preciso saber o porquê você está amarrado, não quero ter uma surpresa.
— E-eu não vou te atacar, não sou um vampiro ou algo do tipo, sou apenas um humano que aquele vampiro maldito sequestrou para, segundo ele, ser o alimento e brinquedo sexual dele. Eu só quero sair daqui...— Jake começou a chorar – Aliás, qual o seu nome?
— Sebastian.
— Obrigado Sebastian, fico aliviado que tenha me ouvido! Vai me tirar daqui?
Sebastian ficou encarando o moreno. Ele não estava mentindo quando disse ser um humano, pois daquela distância ele conseguia ouvir o coração de Jake bater. O castanho ainda estava parado analisando se tiraria o garoto dali e o deixaria ir ou se o pegaria como seu escravo assim como Kurt fez.
— Espera... Você também não é...
— Um vampiro? Sou.
— Por favor, não me machuque, eu juro que não vou falar nada para ninguém ou só me mate de uma vez. Eu imploro.
Algo naquela súplica e desespero de Jake atraiu Sebastian de uma forma estranha. Ao contrário de antes, ele não sentiu mais vontade de beber todo o sangue do moreno ou de fazê-lo seu escravo, o castanho sentiu vontade de cuidar dele.
O Smythe, com a ideia formada em sua mente, se aproximou do garoto que ficou ainda mais nervoso.
— Acabe logo com isso... Mate-me de uma vez. Por favor...
Jake começou a ficar mais inquieto a cada passo que Sebastian dava em sua direção. Quando o vampiro estava próximo o suficiente, o moreno fechou seus olhos para não ver sua morte, mas se surpreendeu quando sentiu seus pulsos sendo desatados. Ele abriu seus olhos e viu Sebastian o encarando numa distância segura.
— O que você está fazendo?
— Te libertando, não era isso que queria?
— Você deve ser do tipo que gosta de brincar com a presa. Claro! Eu vou embora e você vai me pegar pelas costas, é óbvio! Olha, por favor, só termina logo com isso.— Jake disse mostrando seu pescoço para Sebastian que revirou seus olhos.
— Por mais que seu pescoço esteja convidativo, eu não vou te morder. Eu estou bem alimentado.— Sebastian abriu um sorriso malicioso – Aliás, para provar que não vou te atacar assim que sair daqui, você quer jantar comigo na minha casa? Pode tomar um banho lá também, te empresto uma roupa que eu tenho certeza que ficará linda em você já que é mais baixo que eu...
— E q-quem me garante que eu não serei o seu jantar?
— Olha, quer saber, eu estou tentando ser legal, mas você está me dando nos nervos com tanta desconfiança. Se fosse para te atacar, você já estaria no chão sem uma gota de sangue no corpo e sem nenhum coração no peito. Se quiser sair tudo bem, mas se não quiser também, dane-se.
Sebastian disse já saindo do quarto quando Jake segurou seu braço soltando logo em seguida com o choque da diferença de suas temperaturas.
— Espera... D-desculpa, mas é que eu já perdi a noção de quanto tempo estou aqui amarrado. E-eu aceito ir até sua casa com você e jantar.
— Ótimo! Prometo deixar meus dentes longe do seu pescoço.— Sebastian sorriu simpático e estendeu os braços para Jake – Vamos, te dou uma carona. Mas terá que segurar firme.
— O-okay...
Sebastian pegou Jake nos braços e o mesmo abraçou firme seu pescoço. Logo em seguida, os dois já estavam na casa que Sebastian dividia com Blaine.
— Já chegamos.
— Incrível esse poder de vocês. São praticamente super heróis.
— Tirando a parte que não salvamos pessoas, nós as matamos.— Sebastian riu com aquela frase, mas parou quando reparou na feição assustada de Jake – Desculpa, força do hábito. Pode entrar.
Sebastian abriu a porta e deixou que Jake passasse na sua frente.
— Bonita sua casa...
— Sim, eu divido com Blaine, mas não se preocupe que ele fica mais fora do que em casa. Bem, o banheiro é ali em cima e eu vou pegar suas roupas. Leve o tempo que precisar no banho.
— Obrigado.
Jake subiu as escadas e logo encontrou o banheiro. Sebastian também subiu logo em seguida e pegou em seu quarto um de seus moletons e deixou na porta do banheiro avisando ao moreno antes de descer para a cozinha e preparar o jantar de seu convidado.
Depois de aproximadamente vinte minutos, Jake desceu as escadas com o moletom um pouco largo como Sebastian imaginou. Na mesa já estava todo o jantar preparado, nada muito incrementado.
— Desculpa se não está tão bom, eu fui transformado antes de poder aprender a cozinhar, então...
— Eu estou a alguns dias sem comer, qualquer coisa está bom, não se preocupe...
Jake sorriu simpático e se sentou a mesa com o castanho se sentando em seguida para observar o moreno comendo avidamente. Ele realmente devia estar com fome.
— Sinto muito por Kurt...
— Você o conhece?
— Sim, ele tem um relacionamento complicado com o cara que eu divido a casa... Coisa de anos, literalmente.
— Entendo...— Jake comeu mais uma colherada da sopa – E você, não tem ninguém?
— Não, até tentei ficar com Blaine, mas ele não tinha olhos para outra coisa a não ser Kurt e sangue.
— É estranho...
— O que?
— Você é bonito, não deveria estar sozinho por tanto tempo...
— Isso foi uma cantada?
— Ah não, quer dizer... Droga.
— Tudo bem... Você também é muito bonito, imagino que o seu namorado está preocupado com o seu sumiço.
— Não, eu não tenho um namorado, inclusive, Kurt me sequestrou no banheiro da boate. Vergonhoso, eu sei...
— Bem o estilo dele...— os dois riram.
— Estava delicioso! Obrigado, Sebastian.
— Disponha.— Sebastian ficou um tempo encarando Jake tentando pensar em algo para mantê-lo mais tempo ali – Você... Quer assistir a um filme comigo? S-se quiser ir embora...
— Não, tudo bem... Eu vejo um filme sim, depois você me leva para casa, eu duvido que alguém me faça mal na companhia de um vampiro com super velocidade.
Os dois riram e foram para o sofá assistir um filme.
Poucos minutos depois do início do filme, Sebastian e Jake já estavam aos beijos e nem mesmo prestavam atenção na televisão.
[...]
Mais tarde, Blaine chegou sorridente e cantarolando em casa encontrando Sebastian com Jake escorado em seu ombro.
— Essa não é a criança que o Kurt estava aprisionando?
— É...— Sebastian respondeu e Jake se retraiu em seus braços – Está tudo bem, Jake, fique calmo...
— Sebastian Smythe cuidando de um humano?
— Ele é meu namorado, algum problema?
— E o encontro daquele dia?
— O cara era chato, transei com ele e depois o matei. E não será assim com você, Jake, fique tranquilo.
— Tanto faz, eu tenho mais o que fazer do que prestar atenção no seu jantar.
— Chegou cantarolando e sorrindo, o que houve?
— Eu e Kurt estamos namorando finalmente.
— Olha, parabéns aos pombinhos!
— Tanto faz...
Blaine foi para o seu quarto e Sebastian passou o resto da noite acompanhado de Jake e o observou dormir quando o levou para o seu quarto.
No dia seguinte, Kurt foi visitar Blaine e foi entrando direto na casa indo para o quarto do namorado.
— Blaine, tenho uma proposta para te fazer...
— Já vai me pedir em casamento?
— Não... Queria saber o que você acha de sairmos pelo mundo juntos. Podemos conquistar mais territórios agora que acabamos com a nossa pequena guerra particular. Quer dizer... Acabamos não é?
Blaine ficou pensativo encarando Kurt.
Eles estavam namorando, mas será que isso seria motivo para o fim da disputa deles?
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