Evil Instincts
9 Together
Notas iniciais
— Eu não quero saber! – Sebastian gritou, vendo Jake até se assustar com a reação do quase namorado. – Você estava beijando outro cara naquela festa e vem me dizer que gosta mesmo de mim? O quão idiota pensa que eu sou?
— Seb, não te acho nenhum idiota. Para com isso. Eu estava bêbado. – Justificou-se o rapaz.
— SOME DAQUI! Some logo antes que eu drene seu sangue. – O Smythe voltou a gritar.
— Você não teria coragem de fazer isso... – Jake tentou.
— Mas eu teria! – E, de repente, Jake estava caído no chão e Blaine estava segurando um coração, do qual até bebeu o sangue. – Isso é por ter feito o que fez com o meu amigo!
— Preciso beber. Vou até algum bar. – Anunciou Sebastian, andando alguns passos, porém voltando e indo até Blaine, o abraçando em seguida. – Obrigado. Você é um bom amigo.
— Disponha. – Sorriu o moreno.
Sebastian sorriu novamente e foi em direção ao centro da cidade, pronto para beber até cansar – algo um pouco impossível para um vampiro. Ele estava tão repentinamente desolado, que sentou ao bar e pedi o que eles tivessem de mais forte. Sentiu-se frustrado e forçou um suspiro. Começou a beber, até que uma pessoa sentou ao seu lado e abriu um sorriso.
— Por que esse sorriso para mim? – O Smythe perguntou desconfiado. – Te conheço?
— Infelizmente ainda não nos conhecemos, mas podemos mudar isso agora e o sorriso é simplesmente porque dentro desse bar você é o cara mais lindo que tem. Por que está sozinho? Alguém como você não deveria beber sem companhia. Podem acabar sendo abusados com você. – Aquele sorriso era um tanto quanto perverso, o que encantou Sebastian no mesmo instante. – Elliot Gilbert. E você, é?
— ESPERA. ELLIOT? – Sebastian perguntou, surpreendido com aquela situação. – Você não deve mesmo lembrar de mim, já faz uns dezesseis anos...
— Sebastian? – O moreno perguntou, não entendendo como aquilo era possível. – Você não mudou nada, enquanto eu envelheci tanto... como isso é possível?
— Se você me ajudar a me distrair, prometo que te conto! – Sebastian sorriu maliciosamente e, entendendo o recado, Elliot assentiu também sorrindo e se encaminhou para fora do estabelecimento com Sebastian.
De início ele não tinha reconhecido Sebastian, talvez pela quantidade de álcool em seu sangue, mas então se lembro do amor que ele tinha quando estava no ensino médio. Sebastian era seu vizinho, cinco anos mais velho, lindo e que nunca o olharia.
O problema é que Sebastian ainda está igual, enquanto Elliot está com seus trinta e dois anos e bem diferente de como era quando adolescente, exceto pelo cabelo ainda arrumado do mesmo jeito e a mania de passar lápis preto nos olhos.
*FLASHBACK ON*
Elliot beijava Sebastian como se fosse morrer caso não fizesse aquilo. O garoto de dezesseis anos desejava o mais velho de uma maneira sem igual, mas, ao mesmo tempo, tinha medo de dar passos muito apressados, ainda que quisesse se entregar por completo ao castanho. Seu receio era desesperador, mas ele não conseguia se afastar de Sebastian, não conseguia entender como seria possível fazer isso, se fosse possível, claro.
Sebastian tirou fora a camiseta de Elliot e sorriu o olhando, o empurrando para trás na cama e beijando seu peito e abdômen enquanto tirava habilidosamente sua calça. Ao deixar o moreno quase nu e perceber seu leve desconforto, levantou metade de seu corpo e tirou a própria camisa, aproveitando e também tirando a calça e a boxer, voltando e terminando de despir o moreno.
— Você é muito lindo, Elli. – Sebastian sussurrou, juntando seus lábios aos do moreno. – Eu quero te beijar inteirinho... te tocar sem parar, te ouvir pedir por mais... quero tanto isso... Posso?
— Pode o que? – Elliot perguntou ainda receoso, vendo Sebastian abrir aquele sorriso lindo que só ele tinha. – Seb, você não acha melhor...
Ele não conseguiu finalizar sua frase, pois sentiu a mão do maior em seu membro, o masturbando lentamente, de uma maneira provocante e deliciosa, de causar arrepios e arrancar suspiros e gemidos. Sebastian, com a mão livre, pegou a mão de Elliot e levou até o próprio membro. Óbvio que Elliot entendeu o que aquilo significava e, mesmo com certo medo, fez com Sebastian a mesma coisa que o castanho fazia consigo.
E aqueles toques de um para o outro eram tão prazerosos que eles gemiam juntos e tentavam se calar com beijos.
Mas óbvio que era impossível para ambos se calarem.
*FLASHBACK OFF*
— Sabe, Sebastian, naquela época eu era um garotinho inocente que apenas seguia os seus passos e não sabia o que fazer, mas agora... agora eu posso mesmo te surpreender. – Elliot deu um sorriso muito pervertido para o Smythe, o empurrando para cima de sua cama em seguida. – E você vai gostar... muito.
— Aposto que vou. – Sebastian o encorajou, o puxando para cima de si e já praticamente atacando seus lábios em um voraz beijo, que poderia tirar de si até o ar que ele nem necessitava para sobreviver.
Se fosse avaliar, Elliot tinha se tornado um homem tão lindo e galanteador, que nem parecia ser a evolução daquele adolescente envergonhado e cheio de medos que Sebastian conhecera anos atrás. Ele estava muito melhor agora, sem dúvidas.
Elliot beijava Sebastian como uma vontade imensa, como se desde a adolescência tivesse reprimido o sentimento que costumava sentir pelo castanho. Não era surpresa alguma para o Smythe saber que Elliot fora apaixonado por si, a única pergunta era: Elliot ainda era apaixonado por ele?
— Elli, espera um pouquinho. – Pediu o castanho, sentando-se de frente para Elliot. – Você ainda... gosta de mim?
— Como se eu fosse capaz de esquecer. – Riu o Gilbert. – É óbvio que sim, eu apenas não pensei que fosse te ver de novo. Algum problema com isso?
— Eu não quero te magoar e eu estava no bar porque eu fui magoado por uma pessoa, entende? Não quero fazer o mesmo com você...
— Você não vai me magoar, Sebastian. Não de novo. Já aprendi a lidar com o coração que você partiu.
— Eu parti seu coração? Ah, Elliot, não foi de propósito.
— Quer que eu seja honesto? Isso não importa agora. Você está aqui e vou te dar bons motivos para que queira continuar aqui. – Elliot piscou para o castanho, posicionando sua mão na nuca dele e o puxando para mais perto. – Porque agora eu não tenho mais vergonha de nada.
Sebastian logo estava tratando de despir Elliot, sentindo o calor do corpo do moreno aquecê-lo de certa forma e fazendo seu desejo por ele apenas aumentar a cada instante mais. Ele tentava ao máximo se controlar para não deixar algum vestígio de sua atual condição surgir, pois não queria assustar Elliot.
O moreno também despia Sebastian, lembrando-se do quão inexperiente era na primeira vez em que transou com o Smythe. Havia se dado por inteiro ao castanho sem medo e agora o queria novamente. Sebastian deixou Elliot no controle, preocupando-se em apreciar aquilo e tentar dar as carícias de volta para o moreno.
E que moreno lindo, diga-se de passagem.
Ambos trocavam palavras vulgares enquanto se tocavam e se despiam. Sebastian se perdeu completamente quando sentiu os lábios de Elliot envolverem seu membro e seus dedos o “prepararem”. Queria dizer ao moreno que não sentiria dor de forma alguma, mas achou melhor apenas mostrar o quanto estava gostando daquela sensação que lhe era proporcionada.
Sebastian puxou Elliot e tirou a única peça do moreno que ainda estava em seu corpo, o apalpando diretamente na pele agora, ouvindo o mesmo murmurar um gemido quase que sem fôlego. Elliot seria um bom vampiro aos olhos de Sebastian.
O castanho mais uma vez puxou Elliot, porém agora com as pernas e pela cintura, fazendo o moreno se encaixar nele com certa agressividade – algo que Sebastian não se importou, até gostou. Ele segurava os ombros e braços de Elliot enquanto o moreno se movimentava dentro de si. Ambos gemiam, se beijavam tentando se calar, mas não conseguiam abafar seus sons.
Ambos alcançaram seus ápices praticamente juntos, ficando deitados lado a lado na cama enquanto Elliot tentava voltar a respirar normalmente. Os dois tinham um sorriso bobo no rosto, aquele reencontro só poderia ser coisa do destino.
— O que te fez ir falar comigo no bar? – Perguntou o Smythe.
— Seus olhos...
— Então você ainda é o garoto apaixonado pelos meus olhos, uh? Isso é coisa do destino, Elli, só pode ser. Não é possível que tenhamos ficado um no caminho do outro desse jeito, ainda mais em cidades totalmente diferentes. – Sebastian estava ainda com aquele sorriso bobo em seus lábios.
— Nesse caso agradeço ao destino.
E os dois riram, sem saber exatamente o motivo de tanta alegria. Algo diferente crescia dentro de ambos e sabiam que aquele encontro não tinha sido por acaso, muito menos tinha sido seu último encontro.
[...]
— Blaine, tenho uma proposta para te fazer...
— Já vai me pedir em casamento?
— Não... Queria saber o que você acha de sairmos pelo mundo juntos. Podemos conquistar mais territórios agora que acabamos com a nossa pequena guerra particular. Quer dizer, acabamos, não é?
Blaine ficou pensativo, encarando Kurt por alguns segundos e pensando. O namoro deles era motivo o suficiente para acabarem com sua pequena guerra?
Mas claro que era. Estavam juntos, se gostavam de verdade e finalmente tinham admitido aquilo não só um para o outro, mas o mais difícil que foi admitir para si mesmos. Algo além disso importava? Óbvio que não, agora poderiam levar essa vida maléfica juntos. Beber sangue juntos, matar juntos, viver essa eternidade que lhes aguarda juntos.
— Eu acho que você não poderia ter tido ideia melhor. – Sorriu o moreno, aproximando-se do namorado e lhe beijando suavemente. – Para onde iremos primeiro?
— Que tal para o início de tudo isso? Vamos para o Canadá!
E os dois decidiram que iriam, sem levar nada consigo além de um ao outro. Se despediram de Sebastian, dizendo ainda que de repente, um dia, podiam se juntar a ele e Elliot e ter uma diversão à quatro, já que a três tinha sido uma grande e maravilhosa experiência. Ficaram felizes por seu amigo ter finalmente encontrado alguém que gostasse de verdade de si e foram finalmente embora.
Não tinham planos para o futuro, queriam passar um dia de cada vez.
Afinal, tinham a eternidade um para o outro. Nada mais importava.
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