Evil Instincts
4 No One Is Better Than Me.
Notas iniciais
— Até nunca mais?— Kurt riu brevemente sem vontade — Você pode até ser bom, como eu mesmo disse, mas a questão é: Será que o incrível Blaine Anderson conseguirá achar alguém tão bom quanto eu? E outra, será que você vai conseguir ficar tanto tempo longe?
— Até onde eu sei foi você quem voltou para o meu caminho…
— Mas não foi eu quem te procurou primeiro. Eu vim até aqui com o objetivo de tomar o seu território, não reviver um relacionamento conturbado do passado.— Kurt também se vestiu num piscar de olhos — Veremos quanto tempo você vai aguentar.
— Você diz como se fosse me resistir, aposto que vai me procurar primeiro.
— É aí que você se engana, querido…
Kurt saiu correndo da casa deixando Blaine reclamando algo para trás. O moreno estava certo em cortar qualquer tipo de relação com Kurt, aquilo não iria acabar bem para ele e o castanho acabaria vencedor da sua tão antiga disputa.
(…)
Kurt só parou de correr quando chegou a uma boate já à noite. Toda aquela correria e raiva que sentia por Blaine ser um completo idiota haviam dado sede e como a boate parecia bastante cheia seria um ótimo passatempo.
Ele entrou no lugar que tocava uma música alta e todos pulavam alegres contagiados pela bebida e as luzes que piscavam no ritmo da música. Hummel mal conseguia andar naquela confusão, mas a sua sede era maior que sua impaciência.
Antes de se enfiar no meio daquelas pessoas amontoadas, o castanho deu um jeito de bloquear as portas sem que ninguém visse para não ter o risco do seu grande "banquete" fugir.
O Hummel pacientemente andou pelo lugar, examinou alguém que ele poderia guardar para algo mais antes de ter o coração arrancado. Depois de algum tempo apenas observando, Kurt abriu um sorriso animado, já que acabara de achar um alvo para a noite.
Praticamente em um piscar de olhos, o tal garoto já estava preso dentro de uma das cabines do banheiro sem entender exatamente como havia parado ali já que segundos atrás no meio da pista de dança. Ele saiu da cabine e tentou abrir a porta do banheiro para sair, mas não conseguiu porque a porta estava trancada.
— Que merda está acontecendo a-…
Antes que o garoto preso pudesse terminar sua frase, Kurt reapareceu no banheiro com um sorriso estranho o encarando, fazendo o outro dar quase um pulo para trás com o susto.
— Eu não sei quem é você e muito menos como chegou aqui tão de repente, então se afasta…
A cada passo que o garoto dava para trás, era um passo que Kurt dava para frente até que ele decidiu parar.
— Porque você está fugindo de mim?
— Porque eu não sei como eu cheguei nesse banheiro que estava trancado por sinal quando eu tentei sair e do nada você aparece com esse olhar pra cima de mim que… Droga.
— O que tem de errado com meu olhar? Quer dizer, eu posso ir embora e…— Kurt disse se virando para ir embora.
— Espera! Já que estamos aqui, porque vamos desperdiçar uma oportunidade como essa, não é mesmo?
— Pensei que nunca ia pedir…
Kurt logo colocou o garoto bruscamente sobre a pia pegando o lindo garoto moreno de surpresa.
— Você é forte…
— Você não imagina o quanto.— Kurt o beijou avidamente — Mas antes… Qual seu nome mesmo, querido?
— Jake.
— Tenho outros planos pra você, o que acha de terminarmos isso na minha casa?
— Ótimo, não tenho compromissos e nem ninguém me esperando em casa mesmo…
Jake sorriu fraco e Kurt o colocou sobre o ombro deixando-o confuso e assustado. Dentro de instantes, os dois já estavam na casa do castanho. Se agarrando por todos os cantos.
(…)
No dia seguinte, Jake acordou um pouco tonto e quando tentou levar suas mãos ao rosto percebeu que estava acorrentado a cama.
— Mas que porra!
— Humanos dormem tanto, é muito cansativo!
— O que está acontecendo?! Porque eu estou amarrado!
— Serei bem simples… Você será meu bichinho de estimação.
— O que?!
— Quando eu sentir fome ou desejo, ou os dois juntos, irei usa-lo...
— Fome? Você vai querer que eu cozinhe para você?!
— Não... Aliás, toda essa conversa me deu uma sede…
Kurt sorriu com seus caninos já crescidos o que fez Jake ficar pálido vendo aquilo e urrou de dor e desespero quando sentiu o castanho cravar seus dentes em seu pulso.
(…)
Blaine saiu de casa para se alimentar deixando Sebastian sozinho em casa como sempre fazia afinal o moreno não gostava de companhia na hora em que ele estava caçando.
Smythe foi até a cozinha pegar um pouco de whisky e ouviu um barulho da sala.
— O que você está fazendo aqui? Blaine não está em casa.
— Eu não vim atrás de Blaine.
— Então…?
Kurt se levantou do sofá e rapidamente colocou Sebastian debaixo de si no sofá.
— O que você está fazendo?!
— Você é o melhor amigo de Blaine, não é?
— Não, eu só moro com ele. Sou como um aprendiz dele.
— Oh, aposto que ele não te ensinou algumas coisinhas…
Kurt se aproximou de Sebastian e o beijou. No início, o maior não correspondeu ao beijo, mas logo ele não resistiu e respondeu ao ato.
— Não! Eu não posso!
— Então porque não me empurrou e correspondeu ao beijo?
— N-não sei. Eu não posso fazer isso com Blaine. Seria uma traição!
— Cale essa boca, Sebastian.
Kurt tornou a beijar o castanho que dessa vez decidiu se entregar. Hummel desceu seus beijos até o pescoço do castanho já arrancando sua camisa levando o Smythe a fazer o mesmo.
O mais baixo levou Sebastian até a mesa da cozinha e o inclinou ali ficando de pé atrás dele. Em seguida, tirou suas calças e boxers, o penetrando sem qualquer aviso ou cuidado arrancando um suspiro pesado de Sebastian que mordeu seu próprio lábio inferior com o rosto contra a mesa. Gemidos e mais gemidos ecoavam pela sala junto com o barulho das peles se chocando.
— Você agora é meu, Sebastian...— Kurt disse no ouvido do Smythe mordendo em seguida sua orelha – Eu quero que você grite meu nome...
— K...
Kurt aumentou sua velocidade fazendo a mesa se mexer ainda mais e Sebastian ter mais dificuldade em dizer seu nome por conta do intenso prazer que estava sentindo.
— K... Kurt...
O castanho praticamente gritou o nome do Hummel chegando ao seu ápice. Kurt sorriu satisfeito e saiu de dentro de Sebastian, se vestindo em seguida e indo embora deixando o mais novo no mesmo estado.
(...)
Horas mais tarde, já à noite, Blaine voltou para casa encontrando algumas coisas que ficavam sobre a mesa espalhadas pelo chão e a própria mesa fora do lugar.
Estava um silêncio absoluto na casa e o moreno estranhou aquilo. Onde estaria Sebastian? E porque tudo estava fora do lugar?
Blaine subiu as escadas e de lá já ouviu alguns gemidos e murmúrios. Anderson terminou de subir as escadas e se aproximou do quarto de Sebastian que era de onde vinham os sons.
— K-kurt...
Quando Blaine ouviu aquele nome, nem pensou duas vezes e abriu a porta flagrando Sebastian que com o susto puxou o lençol se escondendo.
— Blaine! O que você quer aqui?!
— Porque você estava gemendo o nome do Kurt?
— Eu? Você ouviu errado...
— Não seja idiota, Sebastian! Nós somos vampiros, temos nossos sentidos aguçados. Estou esperando uma explicação, Smythe!
— Quer saber, Blaine? Você só me trata como se eu fosse um nada, um capacho. Kurt veio aqui e me tratou bem melhor, bem até demais, coisa que você mesmo depois de tanto tempo comigo me oferecendo, nunca fez.
— E por isso você agora tá apaixonado por ele e gemendo feito uma puta o nome dele enquanto bate uma?— Blaine entrou no quarto por inteiro e bateu a porta com força atrás de si – É isso então que você quer, Sebastian? Ser tratado como uma puta? Então é isso que você vai ter.
Blaine tirou sua própria calça e boxer junto com seus sapatos e subiu na cama ao lado de Sebastian que o olhou confuso. O moreno começou a se estimular e olhou para o castanho agora sentado ao seu lado.
— Está esperando o que? Faça seu trabalho!
Sebastian se posicionou entre as pernas do moreno e colocou o membro já ereto em sua boca aos poucos querendo proporcionar o máximo de prazer para o moreno e parecia que estava funcionando já que o Anderson estava com sua cabeça jogada para trás, olhos fechados e suas mãos conduzindo os movimentos do Smythe segurando seus cabelos.
— Está s-se saindo muito b-bem, Smythe...— Blaine arfou – Se continuar assim vai receber uma ótima recompensa.
Com isso, Sebastian se empenhou ainda mais e acelerou seus movimentos enquanto usava sua mão o auxiliando arrancando ainda mais gemidos e xingamentos de Blaine.
Em seguida, o moreno puxou Sebastian e o fez se sentar em seu colo o penetrando enquanto o beijava avidamente conduzindo o castanho com as mãos firmes em sua cintura. Ora rápido, ora lento, ambos pareciam a beira da loucura entre beijos desajeitados.
Alguns instantes mais tarde, os dois chegaram aos seus ápices com Sebastian agora gemendo o nome de Blaine.
— Ele nunca será melhor que eu, ouviu? Quando você resolver bater uma outra vez, pensa em mim, não nele.
E com isso, o moreno foi até o banheiro tomar um longo banho e pôs roupas limpas já que as outras estavam sujas de sangue e tornou a sair de casa.
(...)
Kurt chegou em casa e depois de um bom banho e troca de roupas, assim como Blaine, ele foi até a cozinha e depois até o seu quarto onde deixou Jake trancado. O garoto estava sentado na cama e se encolheu de medo quando viu a porta sendo destrancada e Kurt entrando equilibrando uma bandeja na mão.
— Aqui, coma. Precisa se alimentar para repor suas forças, não é mesmo? Eu ainda me lembro como era ser um humano.
Kurt sorriu fraco e entregou a bandeja para Jake que não teve coragem de se aproximar já que o castanho sentou ao lado da bandeja.
— Não está com fome?
— E-eu não quero nada de você, eu quero sair daqui!
— Ah Jake, por favor! Quem não ia querer me ter todo dia na cama, huh? Nós dois saímos ganhando, não acha? Você me alimenta e eu te dou prazer, me parece bem justo.
— Não é.— Jake começou a chorar – Me deixa ir embora...
— Relaxa, em breve você vai gostar de mim...
— E-eu não quero me tornar um monstro feito você.
— Assim você me magoa, Jake... E você não vai se transformar, pode ficar tranquilo. A não ser que...
— Que...?
— Você morra. Meu veneno está em você, correndo pelas suas veias, misturado em seu delicioso sangue...— Só de pensar no sangue quente de Jake, a cor dos olhos de Kurt mudou assustando ainda mais o outro – E esse veneno tem um poder curativo, então se você morrer... Ele ativa e te traz “de volta a vida”! Não é incrível?! Além de prazer, eu ainda estou te dando à imortalidade.
— Eu não quero isso. Quero minha vida de volta.
— Eu estou tentando ser legal, mas você está me cansando...— Kurt rolou os olhos e se aproximou de Jake – Ou você come ou eu vou arrancar seu coração!
— Você acabou de dizer que eu não posso morrer...
— Se eu arrancar seu coração, você morre.
Kurt sorriu com seus caninos já crescidos e arrastou a bandeja para Jake que logo começou a comer e nesse instante a porta do quarto foi aberta.
— Ora, ora, ora... Vejo que arrumou mais um bichinho de estimação...
— O que você quer, Anderson?
— E-ele...
— Sim Jake, ele é também um vampiro...— Kurt disse levantando da cama – Termine de comer enquanto eu converso com esse cavalheiro.
— Que graça, está tratando o humano com tanto zelo. Comovente...
Kurt puxou Blaine para fora do quarto o trancando em seguida.
— Ciúmes, Anderson?
— Ah, por favor, Hummel...
— O que veio fazer aqui? Não disse para nunca mais procurá-lo? Vejo não é um homem de palavra...
— Eu vim até aqui apenas para saber o porquê você foi até minha casa para transar com Sebastian.
— Oh, então isso te atingiu?— Kurt riu – O que foi? Ele é o seu bichinho de estimação? Deu sorte, pois meu plano era matá-lo e deixar o coração dele seco de presente para você em um prato. Mas reparei que ele não era de se jogar fora... Aposto que ele ainda estava tendo delírios comigo quando você chegou.
— Fique sabendo que eu já o fiz te esquecer...
— Admita, Anderson. Eu ainda mexo com você. Você não veio aqui saber por que transei com Sebastian, você quer é tirar satisfação do porque eu já estou transando com outros. Se eu já te superei.
— Você só pode estar maluco...
— Então você pode ir embora, já que lhe dei a resposta do porque transei com Sebastian.
Kurt cruzou os braços encarando Blaine que deu meia volta e já ia embora quando voltou rapidamente e prensou Kurt contra a parede mais próxima o beijando vorazmente. O castanho não deixou barato e logo trocou de posição com o moreno o prensando contra a parede dessa vez descendo seus beijos até o pescoço dele o mordendo ali e arrancando um pequeno gemido de Blaine.
— Você não me resiste, Anderson...
Kurt disse e passou sua língua nos próprios lábios sujos de sangue. Rasgou a camisa de Blaine e começou a lamber e sugar a pele gélida do tronco do moreno que apenas conseguia proferir xingamentos e murmúrios.
Em seguida, as calças dos dois foram parar pelo corredor enquanto Kurt carregava Blaine em seu colo até o que deveria ser o escritório da casa, pois ali tinha uma enorme e resistente mesa de madeira de lei da qual o Hummel praticamente lançou o Anderson que mesmo com o impacto de suas costas contra a mesa, não lhe causou nem mesmo cócegas.
O castanho se debruçou sobre o moreno que com as pernas abraçou a sua cintura e o penetrou com força arrancando um alto gemido de Blaine. Com beijos atrapalhados, Kurt também masturbava habilidosamente o membro de Blaine que a essa hora já gemia loucamente o nome do castanho o fazendo aumentar ainda mais sua velocidade de uma forma sobre-humana. E assim os dois atingiram aos seus orgasmos com Blaine arqueando suas costas e arranhando a mesa.
— Você nunca irá conseguir alguém melhor que eu. Nunca.
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