Notas iniciais
Oii, gente! OneMoreKlainer aqui *-* Espero muito que gostem do capítulo ♥

Eu me odeio por te querer tanto. – Confessou Blaine, esperando uma reação de Kurt.

Uma reação boa. Esperava que o castanho pelo menos dissesse que o desejo é recíproco, isso se o sentimento de paixão também não fosse, mas nada do que ele esperava veio. Pelo contrário do que Blaine imaginava, Kurt não se aproximou amigavelmente dele ou abriu um pequeno sorriso.

Ele chegou como um animal feroz, como uma cobra pronta para dar o bote. Blaine sentia que sua infinita vida, ou nesse caso morte, acabaria naquele momento. Tamanha era a raiva estampada naqueles olhos vermelhos escuros que outrora foram azuis como o céu.

O Anderson não sabia como reagir. As feições do Hummel eram feitas de pura raiva, puro ódio e sede por sangue e morte. Era isso o que ele queria e, mais que isso, a morte que ele queria era a final de Blaine. Sua morte final, afinal morto ele já estava.

Kurt, ainda com seus olhos em um tom escuro de vermelho e com seus dentes bem crescidos e pontudos, puxou Blaine para perto de si, abrindo um sorriso sombrio e, em seguida, o tirou da floresta. Acabou que os dois foram até a casa de Kurt e sentaram-se na sala.

O Hummel serviu para si uma dose de uma bebida que Blaine não conseguiu enxergar e seguiu em seguida outra dose para o moreno, lhe entregando em seguida. Confusão era o que definia a mente de Blaine agora, não entendia o que estava se passando na cabeça de Kurt e, dependendo o que fosse, talvez nem quisesse realmente saber do que se tratava.

— O que está tramando? – Indagou Blaine, olhando diretamente nos olhos de Kurt, que se encontravam novamente normais agora. – Está muito estranho. Sabe disso, não sabe?

— A vida é estranha, Blaine. Entenda isso.

Blaine simplesmente odiava quando não conseguia decifrar as entrelinhas ditas por Kurt e essas eram muitas, quase que o tempo inteiro. Kurt tinha uma forma diferente de pensar e normalmente Blaine não entendia seu raciocínio e ficava apenas imaginando o que faria com as informações do castanho se as captasse imediatamente. No entanto, o imediatamente se tornou o mais belo “nunca”.

— Sei que a vida é estranha, mas você está agindo ainda mais estranhamente. – Refletiu Blaine, vendo Kurt dar de ombros. – Não pode simplesmente ser mais direto?

— Por que? Precisa mesmo de uma resposta para o que disse? Pensei que estivesse bem óbvio o que eu sinto. – Kurt continuou tomando sua bebida, encarando Blaine muito sugestivamente.

— E o que você sente por mim, afinal? Apenas um desejo louco ou há mais algo envolvido?

— Eu nunca vou saber se há algo a mais envolvido, pois não vou me permitir sentir. Prometi a mim mesmo que não me envolveria com você, nada além de sexo. Você é apenas diversão e prazer para mim, nada mais que isso, Blaine. Sabe disso, sempre soube. Sempre foi assim e sempre vai ser. – Kurt foi o mais claro e direto que conseguiu. Se magoou os sentimentos de Blaine ou não, não fez questão de ligar.

— Melhor assim. – Blaine disse quando finalmente conseguiu reagir. – Seus dias na cidade, os dias que me prometeu, estão se esgotando. Pode ir embora se quiser, eu não ligo mais.

O Anderson levantou-se com raiva, largando bruscamente o copo sobre a mesa de centro e saindo dali em seguida como um furacão. Recém havia se alimentado, mas sua raiva era tanta que alimentou-se novamente e só então foi para casa, encontrando Sebastian atirado com um outro homem no sofá, pela falta de roupas de ambos Blaine nem precisou perguntar o que estava acontecendo, apenas os ignorou e foi para o seu quarto, onde atirou-se sobre a cama desejando mais do que nunca poder dormir ou novamente morrer.

— Você está bem? – Sebastian perguntou, entrando no quarto de Blaine com apenas uma calça de moletom. Blaine nem se prestou a olhar para ele. – Falei com você.

— Eu sou um idiota. – Murmurou o moreno.

— Só percebeu isso agora? – Riu Sebastian, deitando-se ao lado do amigo. – O que houve?

— Briguei com Kurt e agora ele provavelmente vai embora. Eu não consigo nem ligar para isso, eu sou um idiota.

— É claro que você liga, parece até que a pessoa que você mais ama no mundo está indo embora. – Blaine apenas encarou seu amigo, palavras não foram necessárias naquele momento vindas do moreno. – Bom, não é como se ele nunca mais fosse voltar. Além do mais, ele estava pensando em ir embora, não estava já pegando as malas e indo.

— É praticamente a mesma coisa, Seb. Eu agi errado, desde o início.

— E não dá mais tempo de consertar?

— Não. – Negou o moreno, revirando seus olhos em seguida. – Se desde o começo eu tivesse agido diferente, talvez agora eu não estivesse aqui reclamando.

— Você nunca me contou como vocês se conheceram...

— Me alimentei da pessoa que ele tinha escolhido para ser sua refeição. – Blaine deu de ombros. – Isso já nem faz mais sentido. Eu só quero esquecer ele, só isso.

[...]

Dois dias passaram praticamente se arrastando. Sebastian teve que levar três pessoas até a casa dele e de Blaine para o moreno se alimentar, caso contrário ele iria secar, já que não saía do quarto para absolutamente nada.

No terceiro dia, após os outros dois terem se arrastado para ir embora, Blaine levantou e tomou um banho, mas voltou para a cama logo depois. Sebastian, mesmo preocupado com o estado do amigo, saiu à noite, pois tinha um encontro marcado.

Blaine estava atirado em sua cama, pensando seriamente sobre onde deveria ter errado para sentir o aperto que estava sentindo mesmo sem poder sentir dor. Viu uma sombra e olhou em direção à porta, vendo Kurt parado e escorado na porta de braços cruzados.

— Pensei que já tivesse ido embora. – O moreno disse depois de um tempo.

O que o surpreendeu não foi o fato de Kurt estar ali e sim o fato de ele estar com a feição tranquila que estava. Seus olhos pareciam até mais doces e seu pequeno sorriso era sincero. Ele parecia até um humano normal, algo que nem de longe ele era.

— Não é tão fácil assim. – Kurt sentou-se ao lado de Blaine na cama, bem próximo a ele. – Eu precisava falar com você antes de simplesmente ir.

— Falar sobre o que?

— Quando você me pediu para esperar uma semana, planejava me convencer que eu deveria ficar? – Kurt perguntou sem fazer rodeios, vendo o Anderson olhar em outra direção. – Esse é o momento de sermos honestos, Blaine, por favor. Você pretendia me convencer a ficar?

— Por que quer saber?

— Porque se você quer que eu fique, é só me dizer! – Kurt se alterou, levantando em seguida e vendo Blaine fazer o mesmo.

Blaine, sem nem mesmo parar para pensar, avançou na direção de Kurt, grudando-o contra a parede e o beijando ferozmente, apertando sua cintura e sentindo seu pescoço também ser apertado.

— Blaine, espera. – Pediu Kurt, separando seu rosto do de Blaine e o encarando. – Posso te pedir uma coisa?

— Pode. – Respondeu o Anderson, desconfiando do que poderia ser.

— Você bem que podia... É... Fazer mais... Carinhosamente?! – Kurt não pensou que pudesse sentir vergonha perto de Blaine, mas por algum motivo sentiu, ainda mais quando o moreno lhe deu seu melhor sorriso e fez um sinal positivo com a cabeça.

O Anderson puxou Kurt para a cama, empurrando-o e logo subindo sobre ele. Calou o castanho que tentara falar algo com um beijo desesperado e ao mesmo tempo carinhoso. Beijou-lhe por uma trilha entre seus lábios e seu pescoço, preferindo dar leves ao invés de profundas mordidas.

Desceu seus beijos e abriu os botões da camisa de Kurt, beijando cada pedaço de seu corpo que conseguia alcançar com a boca. Quando pensou em abrir a calça alheia, Kurt trocou de lado com ele e repetiu os mesmos processos, tirando de vez a camiseta preta que Blaine usava e também lhe beijando como podia; não estava acostumado com carinho e romance, mas estava gostando da nova experiência e aprendizado.

Não que Kurt estivesse completamente apaixonado e querendo casar e viver para sempre com Blaine, não mudaria tão rápido seu pensamento. No entanto, queria saber como era essa sensação e, se gostasse, seguiria em frente.

Aproveitou um momento em que Blaine se distraiu e tirou sua calça de moletom fora, revelando que o moreno estava sem nada por baixo. Kurt deu um sorriso malicioso e logo juntou seus lábios nos de Blaine mais uma vez.

Os dois novamente trocaram de posição e Kurt foi despido sem cerimônias por um Blaine um pouco afoito. O moreno desceu seus beijos até chegar no membro de Kurt, passeando com sua língua pela extensão e logo o colocando na boca, auxiliando seu trabalho com a mão.

Os gemidos vindos de Kurt encheram o quarto silencioso, fazendo Blaine se sentir mais motivado com o que fazia, além de se excitar ainda mais. Não aguentava mais tantos joguinhos, precisava ir em frente. Porém, mesmo que estivesse quase explodindo, não conseguia seguir em frente. Kurt lhe pediu carinho e teria carinho.

Quando viu que o castanho estava quase chegando ao seu ápice, subiu com seus beijos pelo corpo dele até mais uma vez beijar sua boca, deliciando-se com seu maravilhoso beijo. O moreno sentou novamente na cama e puxou Kurt para seu colo, encaixando assim seu membro nele e o penetrando lentamente, era uma boa maneira de provocar. Kurt ficou apenas sobre o moreno por uns instantes, botando seus braços na volta dos ombros de Blaine e o beijando, mas logo começou a se mover com o auxílio das mãos do outro em sua cintura.

Kurt arranhava as costas de Blaine e o beijava, estava se perdendo em meio ao prazer que sentia. Algo que normalmente acontecia, não aconteceu. Kurt e Blaine permaneceram com seus rostos normais, sem dentes pontudos e sem olhos escuros e quebradiços. Eram como dois humanos normais, tirando o fato de não se cansarem e de não estarem respirando. Resumindo: Pareciam humanos, tirando o fato de não serem humanos.

Blaine segurava firmemente a cintura de Kurt enquanto o auxiliava em seus movimentos, aproveitando e beijando seu pescoço enquanto Kurt arranhava suas costas. Quando estava perto de seu ápice, Blaine levou sua mão ao membro de Kurt, arrancando ainda mais gemidos vindos dele. Blaine amava a sensação de estar no poder sobre o corpo de Kurt, era maravilhoso tal poder.

Os dois alcançaram seus ápices e permaneceram se encarando, beijando-se em seguida. Kurt empurrou Blaine para trás na cama e ficou por cima dele, ainda o beijando, porém com ainda mais intensidade. Por não se sentirem cansados, sempre tinham energia para o que fosse, mesmo que suas vontades fossem justamente transar a noite inteira e pela casa toda. Mas, como nem sempre queriam ser repetitivos, o que aconteceu foi que Kurt se encaixou por entre as pernas de Blaine e encaixou seu membro nele, entrando devagar.

Os dois permaneciam trocando beijos, gemidos e toques enquanto se moviam em busca de ainda mais prazer. Queriam que aquele momento nunca acabasse.

Mas mais uma vez acabou quando novamente chegaram aos seus ápices e deitaram-se lado a lado na cama. Se fossem humanos, estariam ofegantes e fatigados, mas como os bons vampiros que eram apenas pensaram quando poderiam repetir a dose.

Então Blaine se lembrou que Kurt iria embora e, por mais que quisesse pedir que ele ficasse, não tinha coragem o suficiente para tal pedido. Surpreendeu a si mesmo com o que disse, mas ao contrário do que imaginou, não se arrependeu.

— Você não me respondeu. – Kurt disse, quebrando o silêncio. – Eu preciso saber, Blaine. Você quer que eu fique? É só dizer.

Eu quero que você fique, comigo, para sempre.

Notas finais
Aeeee o/ Agora vai... ou não (MUAHAHA), vamos torcer para a nossa querida (com nossa quero dizer MINHA U_U) KlaineManiac seja boazinha, não? Beijão ♥