Evil Instincts
6 I Hate To Want You.
Notas iniciais
A semana que Blaine pediu para Kurt ficar havia começado e logo o castanho percebeu certa diferença no comportamento do moreno. Começando pelas visitas do Anderson que toda hora estava na casa onde o Hummel estava hospedado por esses dias todos.
Blaine primeiro ficava "escondido" dentro de uma árvore que havia na frente dessa casa do e depois tocava sua campainha. Kurt não sabia se Blaine fazia aquilo para ser percebido ou não, mas ele sempre via esse ritual do moreno.
— Porque você vem me visitar todo dia agora?— Kurt perguntou entregando uma dose de whisky para Blaine e se sentando na poltrona — E sempre fica me espiando antes de tocar a campainha.
— Estou apenas observando meu inimigo de perto…
— Agora somos inimigos? Eu estou aqui na sua "área" há um bom tempo, porque não fez isso antes?
— Isso agora é um interrogatório?
— Não precisava ser se me respondesse a primeira pergunta.
Blaine bebeu o último gole da sua bebida de uma vez só e jogou o copo contra a parede o quebrando em diversos pedaços. Depois fez o mesmo com o copo de Kurt sem se importar se ainda tinha alguma coisa dentro e se sentou no colo do castanho o beijando fervorosamente deixando o clima entre os dois aumentarem até que ele saiu do colo do Hummel que fez uma cara feia.
— Vejo que minhas visitas não te incomodam tanto, então não precisa ficar questionando.
— Eu ainda acho que você está apaixonado por mim…
— Vai sonhando, Hummel.
Blaine foi embora deixando um Kurt irritado para trás.
(…)
Aquilo continuou se repetindo por mais alguns dias, porém agora Blaine apenas o espionava da árvore sem tocar sua campainha e sabendo daquilo, Kurt ainda o provocava andando sem camisa pela casa ou até sem calça, apenas com uma boxer.
O moreno estava cada vez mais irritado com aquela sua obsessão pelo castanho. Não conseguia passar um dia sem ir vê-lo mesmo de longe. Aquilo não poderia ser paixão.
Não que Blaine não acreditasse que um dia pudesse se apaixonar por alguém, apenas imaginava que aquilo acontecer seria muito difícil e que se acontecesse, ele não iria cometer a erro de se apaixonar justamente pelo seu inimigo.
Antigamente, sua relação com Kurt era apenas sexo e estava muito boa assim até eles brigarem e começar essa rixa de quem era o melhor vampiro com mais mortes na conta.
Se Blaine tivesse de ter um relacionamento sério com Kurt, tinha que ser na época em que eles eram amantes, não agora que eram praticamente inimigos a tantos anos. Bem, pelo menos era o que Blaine tinha em mente.
(…)
Kurt resolveu sair de casa atrás de algumas vítimas e depois de vinte pessoas, ele encontrou alguém se alimentando entre as árvores. Primeiro o castanho pensou ser Sebastian, porém quando ouviu o barulho de algum osso se quebrando, ele se escondeu para checar de quem se tratava antes de chegar mais perto.
Quando conseguiu uma visão melhor, ele reconheceu os cachos bagunçados do moreno que bebia o sangue da vítima pelo pescoço que agora estava quebrado com a força dele. Kurt estranhou aquilo e esperou Blaine terminar.
O moreno, depois de breves minutos, terminou arrancando o coração do garoto que parecia ter sua idade, bebendo o sangue também dali e só então Kurt resolveu aparecer.
— Vejo que estava mesmo com sede… Resolveu voltar para os pescoços?
— Eu só estava irritado.— Blaine disse largando o coração de lado e se olhando — Droga, eu vou ter que voltar em casa.
— Para quê?
— Eu estou todo sujo, não está vendo?
— Sabe…— Kurt se aproximou mais de Blaine e foi o empurrando até uma grande pedra o fazendo Kurtse encostar ali — Você assim, todo sujo de sangue…— o castanho lambeu sua bochecha — Fresco ainda… Me deixa surpreendentemente excitado.
Kurt disse a última frase bem no ouvido do moreno que o empurrou contra a pedra e o beijou vorazmente, porém no mesmo pé, o Hummel tomou o controle novamente e o prensou contra a pedra segurando seus pulsos acima da cabeça aproveitando para lamber mais um pouco de sangue e descer seus beijos até o pescoço do mesmo, o mordendo ali.
Voltou a sua boca e o beijou ainda com seus caninos crescidos não se importando se estava ou não machucando o moreno, tanto que até puxou o lábio inferior dele com seus dentes.
— Você nunca esteve esteve tão gostoso como agora…
— Você já se esqueceu daquela vez em que nós acabamos com todos naquele hotel e depois transamos por todos os quartos ainda cobertos de sangue?
— Foi um dos melhores dias da minha eternidade. Por isso eu quero mais uma dose.
Blaine tornou a beijar Kurt e o colocou no seu colo, mas antes praticamente arrancou sua calça com apenas uma mão enquanto beijava e mordia o pescoço do castanho que já gemia sem pudor.
O Anderson aproveitou que Kurt se segurou em si e abriu sua própria calça, revelando sua ereção. Quando sentiu Blaine "pedindo passagem", Kurt olhou o moreno nos olhos mordendo o próprio lábio inferior sentindo o Anderson o penetrar aos poucos. Blaine continuou com um ritmo lento, porém igualmente prazeroso, puxou Kurt para um beijo calmo combinando com seu ritmo e ao mesmo tempo apertava o bumbum do castanho com suas mãos firmes provocando no Hummel uma involuntária respiração pesada entre o beijo.
Blaine optou por fazer daquele jeito, pois por algum motivo ainda desconhecido, ele não queria fazer daquele, um momento agressivo como sempre foi entre eles. Queria calma, tranquilidade, paciência e talvez até carinho. E Kurt estava percebendo aquilo, mas ele não quis de forma alguma interromper aquilo.
Quando os dois estavam quase em seus ápices, Blaine aumentou um pouco seu ritmo o suficiente para fazer Kurt arranhar toda as suas costas e morder seu ombro enquanto sentia como se uma corrente elétrica percorresse seu corpo acompanhado de um orgasmo.
Kurt desceu do colo de Blaine, mas continuou abraçado nele, recuperando suas forças.
— Todas as nossas transas são deliciosas, mas dessa vez eu acho que você se superou…— Kurt comentou e Blaine lhe deu um sorriso sacana que logo se desmanchou com a frase seguinte do castanho — O que a paixão não faz com uma pessoa, huh?
Blaine terminou de fechar sua calça e se virou para ir embora deixando Kurt falando sozinho como sempre, porém parou no meio do caminho e se virou.
— Quer saber? É isso mesmo. Eu acho que estou me apaixonando por você, mas não quero aceitar esse sentimento de forma alguma porque nós somos inimigos há anos e nossa relação além de competitividade, sempre foi baseada em sexo, nada além disso. Por isso tenho quase a certeza de que nunca daríamos certo! Você me tira do sério! Faz questão de me irritar! Como eu poderia me apaixonar por alguém assim? É simplesmente impossível!— Blaine despejou tudo de uma vez enquanto Kurt ouvia a tudo perplexo — Tudo que eu quero é esquecer desse sentimento estúpido, tentei usar Sebastian para isso, mas não consigo, não adianta. Eu sempre estou indo até você. Desejando você. Pensando em você. Apenas quero me livrar disso. Eu não quero esse sentimento, mas está cada vez mais forte…
Eu me odeio por te querer tanto.
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