Notas iniciais
Oii, gente! OneMoreKlainer aqui... tudo bem com vocês? Eu espero que o capítulo tenha ficado bom, embora eu não estivesse na vibe certa para ele. Ainda assim, tenho um bom pressentimento de que ficou algo decente... Tem lemon, apenas pra avisar *-*

O leve farfalhar das folhas era o que mais se podia escutar naquela noite gélida. Blaine andava de volta ao encontro de Sebastian, como sempre fazia. Estava, como sempre nos últimos tempos, pensando sobre Kurt e sobre o rumo que as coisas estavam levando.

Era estranho e, ao mesmo tempo, misterioso de um jeito que despertava a curiosidade do vampiro. Quando passou pela frente de uma movimentada boate teve quase que a certa impressão de ter escutado a voz de Kurt. Ele era vampiro, era óbvio que ele escutava sons com muitos metros de distância. Só não tinha entendido o motivo de ter escutado justamente a voz de Kurt, mas pouco se importou com aquilo.

Blaine entrou no lugar à procura de Kurt, mas logo entendeu sobre o que aquilo poderia se tratar. Kurt iria matar todos ali, então era melhor o moreno fazer isso antes que perdesse mais pessoas para o Hummel.

Kurt se encontrava no banheiro da boate aos beijos com um outro rapaz, o qual não se preocupava em saber o nome. Viu o garoto simplesmente cair sem vida no chão e encontrou em sua frente Blaine se alimentando do coração do rapaz morto, com aquele sorriso quase sádico que sem carregava consigo.

— Seu ciúme já está passando dos limites, não acha, Anderson? – Indagou o castanho, vendo o outro rir e jogar os restos do coração em cima do corpo de seu dono.

— Isso não foi por ciúmes, eu disse que você não iria se dar bem por aqui. Esse é o meu local. Divirta-se na sua festa.

Blaine grudou Kurt contra a parede suja daquele local e lhe deu um rápido beijo, onde Kurt sentiu o gosto de sangue e um cero desejo desesperado por parte do moreno e queria não ter admitido para si mesmo que queria mais, mas quando abriu seus olhos Blaine não estava mais lá.

Saiu do banheiro e tomou o maior do susto: todas as pessoas de dentro da boate estavam mortas. Apenas o som alto continuava a ecoar pelo local, que agora era o túmulo de quase duzentas pessoas com os corações arrancados.

Sem nem pensar duas vezes, Kurt foi atrás de Blaine, o encontrando em um parque vazio e escuro. O moreno estava deitado no chão, provavelmente olhando para as belas estrelas.

— Veio chorar o leite derramado? Ou devo dizer... os corações arrancados? – Riu Blaine, sentando-se para observar Kurt melhor.

— Por que fez aquilo? – Perguntou Kurt, sentando-se na frente de Blaine.

— Foi apenas um aviso, um lembrete de que você não deve se envolver em uma batalha com alguém que é mais forte que você.

— Você se acha tão mais forte e tão melhor que eu, mas sei que não preciso de muito para te levar para o paraíso. – Falou Kurt de maneira convencida.

— Só se for o paraíso do inferno. – Blaine disse irônico, ainda que soubesse que era verdade. – O que você quer, Kurt?

— O que acha de uma trégua?

Aquela ideia era péssima, horrível. Blaine não podia aceitar, porque isso significaria que ele e Kurt não teriam mais uma disputa, muito menos teriam motivos para se envolverem da maneira que se envolviam.

Não entenda errado. Blaine não é apaixonado por Kurt e não está nem aí se o castanho é ou não apaixonado por ele, mas a questão é que ele sente sim um desejo enorme por Kurt e, por mais que ele não admita isso em voz alta sob nenhuma hipótese, ele não quer perder o contato, entende?

— Não. – Falou o moreno após certos minutos.

— Ótimo, então! – Kurt disse e se levantou. – Se é guerra que você tanto quer, vou te dar a mais incrível das batalhas.

Blaine revirou os olhos quando perdeu Kurt de vista e resolveu voltar para casa, encontrando lá Sebastian atirado de qualquer jeito no sofá. Sentou-se com ele e aceitou o whisky que lhe foi oferecido, tomando todo o líquido de uma vez só.

— Alguém não está bem. Quer conversar? – Perguntou o Smythe.

— Você não vai ficar quieto até que eu falei mesmo... – Blaine deu de ombros. – Kurt está me irritando, só isso... ele pediu uma trégua e eu neguei, então ele disse que vai me dar a guerra que eu tanto procuro.

— Você não quer guerra, só quer ele. – Concluiu Sebastian.

— Quem disse isso? – Perguntou o moreno.

— Não sou tão burro quanto pareço, Blaine. Está bem óbvio que você gosta dele.

— Eu não gosto dele. – Blaine disse e aquilo parecia ser apenas uma tentativa de convencer a si mesmo, Sebastian percebeu e revirou os olhos. – O que eu e ele temos ou sentimos um pelo outro é apenas desejo, que acaba assim que transamos. Só isso.

— Se fosse apenas isso, já teria acabado há muito tempo. Ou vai me dizer que não aconteceu nada desde que ele voltou.

— E desde quando eu te devo satisfações? – Blaine perguntou rude, levantando-se em seguida e o encarando. – Ele não significa nada para mim, Sebastian. Assim como você!

Blaine saiu dali e foi andar pela cidade. Algumas vezes Blaine queria apenas arrancar a própria cabeça fora ou botar fogo em seu corpo, apenas para toda a frustração que sente consigo mesmo ir embora. O que Sebastian falou não era verdade. Blaine não gosta de Kurt, é tudo desejo.

Mas, pensando nele, Blaine estava indo a seu encontro, sem nem saber onde ele se encontrava no momento. Blaine descobriria. Andou pela cidade na esperança de ouvir o mínimo sussurro que fosse do castanho, coisa que ele reconheceria de longe. Mas o que escutou não foram sussurros foram quase... gemidos?

Blaine olhou em direção a uma casa muito bonita, que tinha uma luz no segundo lugar que se encontrava acesa e, por mais que enxergasse pouco ali debaixo, conseguia distinguir claramente que Kurt estava com alguém.

Antes que pudesse entender o que estava fazendo, um corpo foi arremessado para fora da janela e um coração jazia em sua mão. Kurt o olhava atônito, se perguntando o motivo de tudo aquilo. O castanho encarou Blaine por alguns segundos e saiu do quarto, se livrando tanto daquele coração quanto do corpo atirado ao chão na rua. Voltou para o cômodo com um copo que continha uma bebida e entregou a Blaine, que, assim como fez mais cedo, tomou tudo de uma vez só.

— Como me encontrou? – Perguntou Kurt, sentando ao lado de Blaine em sua cama.

— Estava andando pela cidade e ouvi sua voz. – Falou o moreno, largando o copo no criado-mudo. – Pensei sobre sua proposta.

— Resolveu aceitar? – Kurt tinha uma certa ponta de esperança.

O castanho estava cansado dessa briga com Blaine, a qual ele nem lembra como exatamente começou, apenas lembra que sempre tentou pará-la e nunca obteve sucesso algum. Vejamos bem onde isso acabou os levando, não?

— Na verdade, continuo com o mesmo pensamento de hoje mais cedo. Vim com outra proposta para você.

— Que seria? – Perguntou o castanho.

— Não podemos ficar na mesma cidade sem matar todos os habitantes, então sugiro que um de nós vá embora e estou, inclusive, disposto a ser eu.

Aquilo, de certa forma, chegou a machucar o coração sem vida de Kurt, que certamente não esperava ouvir aquilo. Esperava algo mais agradável, até mesmo um chá das cinco seria menos estranho do que aquela proposta vinda do moreno. Blaine não era do tipo de pessoa que desistia, então para Kurt aquilo só poderia ser um plano diabólico disfarçado de trégua.

— Ou você aceita a minha proposta, porque assim não precisaríamos nos afastar. – Sugeriu o castanho.

— Só se você não quer se afastar, porque para mim tanto faz. – Blaine disse, dando de ombros.

— Você está certo. Além do mais, o que eu tenho com você eu arranjo com qualquer um.

Kurt sabia que aquilo iria ferir o orgulho de Blaine, por esse motivo fez aquilo propositalmente. Ele queria provocar o moreno e isso estava bem óbvio.

Em um rápido movimento, Blaine prensou Kurt contra o colchão da cama, ficando por cima dele e segurando seus braços acima de sua cabeça.

— E será que qualquer um consegue ser melhor que eu? – O moreno perguntou de maneira provocante, com a boca próxima ao ouvido de Kurt.

— Prove que estou errado... – Kurt disse no mesmo tom provocativo, arrancando de Blaine um sorriso perverso, que o levou a também sorrir.

Blaine ficou com seu rosto próximo do de Kurt e o beijou, mordendo seu lábio inferior com tanta força que sentiu o gosto do sangue dele, sabendo que logo se cicatrizaria o local. Passou a beijar o pescoço dele, arrastando sua língua por ali até sua orelha, voltando para o pescoço e o mordendo, sim mordendo, com um pouco de força também.

Seus olhos, repletos de luxúria, encararam os olhos azuis de Kurt, o fazendo abrir um rápido – e safado – sorriso antes de ele simplesmente rasgar a blusa do Hummel e tirar os restos dela fora dele.

Abriu a calça dele com a mesma força que a blusa, porém não a rasgou para tirar fora, foi um pouco mais sutil nessa parte, logo o deixando completamente nu. Fez uma trilha de beijos por seu peito, descendo seus beijos e leves – ou nem tanto – mordidas até chegar em sua cintura, começando a distribuir beijos nem um pouco doces ou calmos no membro dele. Voltou para o pescoço de Kurt enquanto, com sua mão, fazia movimentos de vem e vai no membro do mesmo, arrancando deles gemidos delirantes.

— Ainda acha que pode encontrar alguém como eu em qualquer lugar? – Blaine perguntou enquanto continuava com os movimentos de sua mão.

Quando viu que Kurt estava quase chegando ao seu ápice, parou os movimentos e saiu do quarto, deixando um Kurt frustrado para trás. Blaine realmente sabia como provocá-lo. Kurt saiu do quarto e foi atrás de Blaine, encontrando o moreno totalmente sem roupa no sofá, deitado de uma maneira tão aparentemente confortável e em uma pose tão sexy, que fez um calor atingir o corpo frio de Kurt.

— Estou esperando... – Blaine disse naquele tom provocante que ele sabia que tinha poder em Kurt e sentiu o castanho se atirando de qualquer jeito em seu colo.

Blaine se sentou com Kurt em seus braços e o segurou firme. No segundo seguinte Kurt estava com as costas coladas em uma parede que agora estava trincada e estava quase perdendo seu raciocínio com os toques provocantes de Blaine, que o segurava pela cintura.

— Continuo esperando... – Blaine reforçou suas palavras, vendo uma confusão transparecer no rosto de Kurt. – Vai encontrar alguém como eu em qualquer lugar?

Kurt permaneceu em silêncio, até que sentiu o membro de Blaine invadi-lo com certa violência – coisa que ele adorou, é claro.

— N-não, não vou... – Afirmou o castanho, sentindo o moreno se movimentar dentro de si.

E ele realmente não encontraria alguém tão maravilhoso quanto Blaine, isso era óbvio para ele.

Blaine se movimentava com força e rapidez, de uma maneira humanamente impossível de se acontecer. Era nesses momentos que ele amava o que era, além da parte de arrancar corações e beber sangue, óbvio.

Kurt gemia loucamente no ouvido de Blaine enquanto puxava fortemente os cabelos do mesmo. Blaine aperava com tanta força a cintura de Kurt que os hematomas se formavam automaticamente e demoravam um bom tempo até desaparecerem e era justamente esse um dos motivos de Kurt gostar tanto desses momentos íntimos com Blaine. Era tudo com tanta violência, que chegava a ser romântico para eles.

Quando atingiram seus devidos ápices, Kurt se sentia cansado e olha que nem era possível isso acontecer. Esse era o efeito de Blaine sobre ele.

Blaine se vestiu rapidamente e viu Kurt se aproximar, então se levantou e encarou ele diretamente nos olhos.

— Acho ótimo que me ache tão bom, sabe? Pena que isso nunca mais irá se repetir! Até nunca mais, Kurt!

Notas finais
Agora está nas mãos da nossa psicopata preferida ♥ Nos deixem saber o que vocês estão achando, gente... bjo ♥