Even Love
7 Capítulo VI - É errado, mas me parece tão certo.
Notas iniciais
Obrigada pelos reviews, minhas lindas. Mas onde estão os outros leitores? .o. Cadê o povo que sempre comentava?
Esse capítulo, bem... Não vou falar dele, é surpresa. u-u
E só para avisar, o que a Nora sentia na vida passada ela meio que sente em dobro agora. Então se antes ela sentia atração, agora era sente uma super mega atração. Entendem? -q
Boa leitura e tenham orgasmos duplos com o Eric. q
Eram 21:30 e Brian ainda não tinha chegado.
Eu já tinha vestido um cardigã por cima do corpete curto que estava usando e estava preste a colocar um tênis comum quando a campainha tocou.
— Eu atendo. Vou dar uns bons socos nesse garoto. – Vic, inconformada, levantou-se do sofá e foi até a porta.
Como previsto, Brian estava do outro lado com suas roupas de sempre, calça jeans preta, camisa preta e tênis preto. Nada muito exagerado. Pensei.
— Prontas? – Ele disse com um sorriso e Victoria deu um soco em seu braço.
— Estamos esperando você á mais de uma hora! – Ela gritou e saiu da casa batendo o pé, fui logo atrás dela, mas parei para trancar a porta da casa. Brian ficou ao meu lado enquanto minha amiga andava rapidamente pela rua, sem nos esperar.
— Você está bonita. – Disse me olhando dos pés a cabeça, demorando-se em minhas pernas. Revirei os olhos e segui para a calçada.
— Obrigada. – Murmurei. Brian pegou minha mão discretamente, sem que Victoria visse, e andamos em silêncio por um tempo.
A noite estava quieta e calma. Um vento frio passava zunindo por meus ouvidos, fazendo com que minha pele se arrepiasse, as folhas das árvores balançavam quase se forma sinistra me dando uma vontade enorme de sair correndo dali. Os únicos sons eram os passos exageradamente pesados e arrastados que Vic dava para demonstrar sua raiva.
— Victoria! – Brian gritou e soltou minha mão para correr uma pouca distância até ela. – Vai ficar emburrada á noite inteira?
— Por que se atrasou? – Ela foi direto ao ponto, e aquilo já estava parecendo uma briga de casais.
Brian parou de andar um pouco e coçou a cabeça.
— Hum... Minha mãe pediu para que eu... – Vic também parou de andar e levantou uma sobrancelha, logo cheguei até eles. – Arrumasse meu quarto antes de sair. – Ele disse baixinho.
Explodi numa risada.
— Sério, Brian? Você arrumando seu quarto? Pode arrumar uma desculpa melhor. – Passei por eles, mas parei quando vi uma sombra descendo á rua.
Observei por um momento antes de saber exatamente quem era. Jared andava com passos largos até nós, com seu cabelo moicano recém pintado de vermelho, colete de couro com tachinhas e botas de motoqueiro.
— Olha quem está vindo. – Anunciei, olhando para trás para chamar a atenção dos dois que continuavam na briga ridícula sobre o atraso.
— Jared! – Brian exclamou passando por mim e indo ao encontro do amigo. Segui um pouco mais atrás com Victoria em meus calcanhares.
— Eai. – Jared murmurou e deu uma boa olhada em mim e em minha amiga. – Está linda, Vic. – Deu uma piscadela para a mesma, que corou.
— É bom saber que eu sou notada. – Ri, e fui andando para que Brian entendesse a deixa e deixasse os dois sozinhos, mas Jared me surpreendeu jogando um saquinho para o mesmo.
Fitei o saquinho com uma pequena quantidade de pó branco dentro, dei um longo suspiro quando soube o que era.
— É do melhor. – Jared deu os ombros, parecendo orgulhoso.
— Eu não quero me meter com isso. – Levantei ás mãos, num gesto de indiferença, mas por dentro eu estava pirando. O que diabos ele está fazendo com aquilo? Ele já fora preso por causa de drogas antes e agora estava tentando nos jogar numa cela com ele?
— Vamos, Nora. – Brian passou o braço por minha cintura e me puxou, para que eu começasse a andar. – Não estávamos com pressa? – Disse para Victoria e todos andamos rua a cima num silêncio absoluto.
Quando finalmente chegamos á calçada da casa que estava dando a festa, comecei a cogitar a idéia de que talvez não tenha sido muito bom ir até lá. O som alto quase automaticamente pareceu me dar dor de cabeça, as pessoas, como Victoria disse, eram todos um bando de góticos e metaleiros – como se nós fossemos muito diferentes -, mas a música era eletrônica. A festa era á fantasia, mas ninguém ali estava fantasiado, estava mais para baile de roupas pretas ou coisa assim. Todos ali tinham pareciam ter mais de dezoito anos. A bebida rolava solta assim como cigarros e drogas, as pessoas praticamente se comiam no gramado da casa.
— Uau. – Eu disse enquanto íamos para dentro da casa. O interior fora transformado totalmente, agora sem móveis, tinha um bar do lado esquerdo e uma pista de dança cheia de iluminação do lado direito. A batida da música parecia martelar em minha cabeça.
— Fiquei sabendo que o cara que ia patrocinar as bebidas foi preso ontem, tiveram que encontrar alguém em cima da hora. – Jared explicou, fomos até o bar e eu me sentei em um dos bancos altos que tinham á frente do balcão.
— E quem foi? – Perguntei, não por interesse, mas apenas para que não ficássemos em silêncio.
— É novo na cidade, um tal de... – Antes que ele completasse um homem apareceu atrás dele, o que nos fez ficar quietos, só olhando-o.
Ele era alto, muito alto. Devia ter no mínimo 1,95 de altura, cabelos loiros penteados perfeitamente para trás, olhos de um azul incrível e sua pele era branca, pálida. Ele sorriu e algo dentro de mim se revirou, inquieto. Uma onda de calor me invadiu, eu não conseguia tirar os olhos dele.
Era o único ali com roupas comuns, camisa branca de gola V, calça jeans escura, blazer escuro e sapatos lustrosos. Devia ter uns vinte e cinco anos, mas era incrivelmente sexy.
— Um tal de Eric Northman. – O homem completou e estendeu a mão para Jared. – Sou eu.
Assim que Jared o cumprimentou, Eric estendeu a mão para Brian e Victoria com a mesma intenção, mas quando chegou em mim, ele puxou minha mão e depositou um beijo nos nós de meus dedos. Os lábios dele eram gelados e o toque era tão prazeroso que quase pedi para que ele beijasse em outros lugares.
Corei com meu pensamento e quando vi que Eric estava olhando, me remexi inquieta no banco.
— Talvez vocês queiram dançar. – Disse para meus três amigos com uma voz tão confiante, tão sugestiva e ao mesmo tempo tão mandona que até mesmo eu tive vontade de levantar e ir até a pista. – Vou cuidar da sua amiga. – Seus olhos foram para mim de novo.
O trio se levantou e começou a andar até a pista, tentei chamar a atenção deles, mas seus olhos pareciam vidrados nas luzes azuis e vermelhas, andaram até lá murmurando coisas como “precisamos dançar” ou “claro que vamos dançar”.
Agora eu estava sozinha com um cara desconhecido e incrivelmente gostoso ao meu lado. Vire-me para ele, cruzando as pernas e levando os dedos ao piercing que eu tinha nos lábios. Eric ainda me comia com os olhos demorando-se em minha barriga um pouco exposta.
— Gostei da blusa. – Gesticulou para minhas roupas, e eu sorri, boba.
Quando se tratava de flertes e conquistas, eu não era boa. Quando não ficava vermelha como um pimentão, ou com uma cara de babaca, acabava dizendo a coisa errada no momento errado e isso sempre acabava com o clima.
— Eu deveria agradecer ou correr em pânico? Porque do jeito que você está me olhando... – Aquilo saiu pela minha boca, mas não parecia ser exatamente eu falando. Pigarreei.
Eric deu uma risada rouca que eu me arrepiei. Deu os ombros e foi se sentar em um banco bem ao lado do meu, o que nos fez ficar colados.
— Você é nova. Tem quantos anos? Dezenove? – Dobrou as mangas de seu blazer até um pouco abaixo do cotovelo o deixando com um ar mais selvagem ainda.
Dentro de mim, alguma coisa parecia se acender só de estar perto dele. Coragem, adrenalina, uma sensação de perigo, era bom, eu queria mais daquilo.
— Dezessete. – Respondi depois de um minuto, meus olhos mirando sua boca. – E você?
— Mil cento e dezessete. – Eric disse, sério, mas fui obrigada a soltar uma risada.
Quero dizer, não é como se ele fosse realmente ter aquela idade.
— Ah, claro! E meu sobrenome é Somerhalder. – Brinquei com ele, mas o mesmo continuo com o ar sério, tudo o que fazia era fitar meu rosto parecendo absorver cada centímetro dele.
— Por que não? Pode ser o que você quiser. Até mesmo um vampiro. – Piscou para mim e o clima tenso desapareceu automaticamente. Ele olhou para a pista de dança e todas aquelas pessoas dançando e pulando, movendo os corpos de maneira sexy e lenta como a música empunha.
— Eles parecem estar se divertindo. – Murmurei, pegando uma garrafa de Heiniken e tomando até mais ou menos a metade.
— Então por que não está lá? – Eric estendeu a mão em minha direção. Sem pensar muito, aceitei sua oferta e coloquei minha mão sobre a sua. O toque de sua pele era tão prazeroso que o pensamento pervertido veio de volta. Eu o queria, ali, naquele momento. Eu queria mais daqueles toques.
Paramos num dos cantos da pista, afastado e mais escuro, suas mãos grandes foram para minha cintura me puxando mais para perto. Prendi a respiração por um segundo e mordi o lábio inferior, a palma de sua mão era extremamente gelada.
Levei minhas mãos ao seu pescoço puxando seu rosto para mais perto do meu, uma de suas pernas estava entre as minhas. E em nossa dança, nos movíamos com sensualidade e com um pouco mais de rapidez que os outros casais que estavam por perto. Numa velocidade incrível, Eric me virou para que eu ficasse de costas para ele, assim ele colou minhas costas em seu peitoral e muitas outras partes de nosso corpo, mostrando o quanto estava “entretido” com a dança.
Seus lábios foram até meu pescoço, depositando um beijo casto ali. Mas seria o único, porque seus lábios se entreabriram e a ponta de sua língua fez todo o percurso de minha clavícula para parar no lóbulo de minha orelha, onde mordiscou de leve.
Meu coração pulava dentro de meu peito. Aquilo era errado, totalmente errado. Eu nem o conhecia, não podia sair beijando o cara assim, mas do mesmo jeito... Aquilo era tão bom ao mesmo tempo. Essa idéia de mexer com o perigo era tão atrativa.
Virei-me para ele, levando minhas mãos a sua nuca, puxei-o para mim com a intenção de beijá-lo, mas tudo foi por água a baixo quando a porta da sala da casa fez um baque e foi aberta violentamente.
— O que foi isso? – Perguntei separando-me dele.
Uma multidão de jovens corria para todo o lado, a música parou e agora tudo o que se ouvia era a sirene dos carros de policia enquanto alguns oficias entravam na festa com as armas em mãos. Recuei contra Eric, e acabei esbarrando com ele, suas mãos foram de novo para minha cintura, mas dessa vez escorregaram um pouco e passaram lentamente por minha bunda.
— Melhor irmos. Pelo o que vi, o pessoal daqui não gosta de uma boa festa á moda antiga.
— A moda antiga? – Indaguei me soltando de suas mãos e olhando-o.
— Drogas, bebidas alcoólicas. Aquele seu amigo estava com um pouco de cocaína não...- Tapei a boca dele e vendo que mais alguns policiais tinham entrado na casa desligando a iluminação e acendendo as luzes. Eu estava entrando em desespero, se eu fosse presa minha mãe ia ficar doida.
Eric notou minha expressão assustada e me puxou para um dos corredores da casa. Os oficiais estavam tão distraídos bloqueando as saídas que nem nos viram entrar em um quarto, fiquei meio receosa de segui-lo, mas o mesmo estendeu a mão de novo, erguendo uma sobrancelha.
— Venha comigo, Nora. – Disse e eu aceitei, colocando minha mão sobre a sua.
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