Evariny
15 - "Saúdem o novo rei!" -
Notas iniciais
Em Tronjhein, as coisas não poderiam ser piores. Após a reunião feita no dia seguinte, os clãs indecisos optaram por Vermûnd, e um dos aliados de Orik também. Estavam agora igualdos, exceto por Az Sweldn rek Anûin, que fora banido, mas era tratado por muitos como um clã.
O Rei pediu que tivessem um recesso de três dias. Nesses dias, falou com cada um dos líderes, aliados ou não, mas nada conseguiu além da garantia de que os aliados não mudariam de posição, e uma calorosa discussão com Vermûnd, que acabou quando um guarda bateu na porta, e perguntou o que devia fazer com a multidão de anõs parados lá fora, escutando os gritos e pragas vindos da sala.
Eragon entrou em contato com Nasuada pouco antes do início da reunião, e soube que os outros ainda não voltaram, mas que ele seria avisado. Durante as preleções, um pequeno mensageiro entrou na sal, dizendo que mais uma cidade havia sido saqueada. Tão logo essa afirmação foi feita, Vermund levantou-se e falou aos outros:
-Meus amigos! Não há mais tempo. O momento das palavras paçõu, e devemos agir com urgência!
-E o que sugere? — perguntou Orik, áspero.
-Que um novo rei seja escolhido!
O mais absoluto silêncio tomou conta da sala, por alguns instantes. Todos estavam momentaneamente paralizados pelo choque, mal escolheram um rei, e o posto desse já foi contestado!
O primeiro a falar foi Gannel:
-Mas Gûntera aprovou a liderança de Orik.
-Não, ele aprovou a eleição de Orik. — disse Vermûnd — Mas o governo tem se mostrado inapropriado, um hospede do próprio rei profanou a mente de um sacerdote! Sugiro que uma nov eleição seja feita, rapidamente. Aqueles que concordam, ergam o braço!
Sete dos treze líderes concordaram, para horror de Eragon, que percebia que algo de errado estava acontecendo. Vermûnd estava usando de velocidade, para confundi-los, como um artifício desleal. Mas, antes que se levantasse e falasse algo, Orik segurou-o, fazendo com que se mantesse sentado.
Foi decidido que no dia seguinte seriam apresentadososcandidatos, para que a votação se sucedesse dali a três dias. Saíram da sala, com ar de derrota.
As coisas só pioraram, pois o Cavaleiro recebeu uma mensagem de Nasuada, avisando-o sobre o que sucedera a Evariny. Contou também que o ovo rachara para Arya, que ainda não escolhera um nome para o dragão.
Três nomes foram apresentados para a eleição: Orik, Vermûnd e Gannel.
Passaram os dois dias antes da votaçao colhendo votos, e fazendo alianças. E então chegou a hora da decisão.
-Caros irmãos! — disse Orik, iniciando a seção — Hoje será decidido todo o futuro de uma raça! Minha liderança foi contestada, e os costumes desrespeitados, ao permitir o retorno de um anão banido! Mas deverá ser feita uma escolha. Peço que votem com sabedoria, iniciando por Durgrmist Quan.
- Eu indico Gannel, grimsborith do Durgrmist Quan, para novo rei! — disse o próprio Gannel.
Um a um, todos votaram. Faltando apenas um voto, estavam em um impasse entre Orik e Vermûnd, cada um com cinco votos. Edarbak decidiria a disputa.
— Eu indico...
Todos os presentes prenderam a respiração, nenhum sussurro sequer era ouvido...
-... Vermûnd, grimsborith do Dûrgrmist Az Sweldn rek Anûin.
Orik congelou, Eragon ficou atônito. Como eles poderiam querer que os anões se unissem ao Rei? Seria o fim. O fim dos Varden, o fim dos elfos, dos urgals e dos próprios anões.
O novo rei estampava um sorriso de triunfo, ao serem levados para um grande salão, aonde seria pedida a benção de Gûntera.
Ao chegarem, muitos anões, confusos, se uniram a eles, e os tambores foram tocados. Gannel invocou o deus, que fez o mesmo de quando Orik foi coroado. Mas, diferentemente da ocasião, a gigantesca aparição não sorriu, e viu-se um clarão surgir de sua mão. Ele saiu, sumindo no ar, sem abençoar o novo reinado.
E quem sorriu foi Orik.
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