Eu sempre vou estar aqui.
4 Capitulo 4
Notas iniciais
– Onde é o Palazza?
– Um pouco longe. — Ele segurou a mão dela. — Seu pai está em casa?
– Não. — Ela agarrou o braço dele e encostou a cabeça em seu ombro.
– Melhor. Eu vou pegar a moto e se ele soubesse não deixaria você ir comigo.
– Sabe pilotar? – Ela olhou nos olhos dele.
– Vem comigo. – Ele puxou a mão dela. Maison caminhou segurando a mão de Zoey até a sua casa que ficava praticamente ao lado. – Me espera aqui que eu vou pegar a chave dentro.
Zoey encostou-se em um carro e ficou a espera de Maison, dez minutos depois e cansada de esperar ela caminhou até a porta de entrada e a empurrou, escutou Maison conversando com uma mulher na qual ela pensou ser a mãe dele.
– Eu não quero você dentro daquela casa, já falei não me sinto segura com você lá dentro. – Uma voz feminina falou.
– Não tem nada de mais, não vai acontecer nada comigo e mesmo assim eu fico lá dentro porque gosto dela. – Zoey ficou boquiaberta e pensou “Ele gosta de mim.”. – Você tem que parar com isso.
– Eu não tenho boas lembranças daquele lugar. – “Do que ela está falando.” Zoey pensou. – Você sabe que vai acontecer a mesma coisa com eles dois se não saírem daquela casa.
– Só por que meu irmão morreu lá não quer dizer que o espírito dele vive lá dentro. – Zoey se cansou de ouvir e voltou para fora correndo. A porta bateu com força. – Merda! – Ele exclamou.
Maison saiu da casa e correu atrás de Zoey que estava voltando para casa. Parou na frente dela, mas ela desviou-se e continuou caminhando.
– Zoey espera, o que você ouviu lá dentro não é nada de mais, — Ele colocou a mão na cabeça. – A minha mãe só.
– Me diz à verdade. O que aconteceu dentro daquela casa Maison? – Ela cruzou os braços e ele ficou em silêncio. – Maison, anda diz.
– Nada de mais.
– Puta merda Maison, nada de mais. – Ela deu ênfase no nada de mais. – Desde quando eu me mudei coisas estranhas acontecem, eu senti alguém no corredor, o copo caiu da mesa sem mais nem menos, meu pai disse que foi empurrado por alguém quando caiu da escada e agora eu escuto que seu irmão morreu lá dentro e mais não sei quem e você me diz que não é nada de mais? – Ele parou e pensou por um tempo.
– Há cinco anos meu irmão e sua esposa se mudou para aquela casa e eles tiveram um casal de gêmeos, Bryan e Mandy e eles andavam dizendo que havia alguma coisa que os assombrava naquela casa. – Ele se sentou no gramado e ela fez o mesmo. – Dois anos após a mudança os quatro morreram lá dentro. — Zoey se levantou e caminhou em direção a sua casa. – Vai almoçar comigo não? – Ela deu de ombro e continuou andando.
Zoey entrou em casa, subiu até seu quarto, jogou a mochila no canto e pulou em cima da cama, ela conseguia ouvir Maison gritar seu nome do quintal, então, abriu a janela. Maison apoiou a escada no pedestal e começou a subir.
– Ficou chateada comigo?
– Não, só perdi a fome. – Ela colocou um lado do fone. – Você não prefere que eu faça alguma coisa para agente comer e depois assistimos a um filme?
– Que horas seu pai chega? – Ele sentou na cama.
– De noite. – Ela jogou o outro lado do fone para ele colocar no ouvido.
– Qual filme?
– Você escolhe. – Ela se levantou da cama. – O que quer para comer? Eu sei fazer massa, massa e... massa. – Ele soltou uma risada.
– Então vai ser massa. – Ela desceu as escadas e ele colocou os fones no ouvido.
(...)
Já no primeiro andar, Zoey pegou o macarrão, massa de tomate e a panela, ela não conseguia parar de pensar em Maison, sentia algo forte por ele, diferente do que já sentiu por outros meninos. Ela preparou o macarrão colocou no prato, deu a volta pela mesa e subiu as escadas. Ao entrar no quarto olhou para Maison que estava com o rosto enfiado no travesseiro dela, ela colocou os pratos na escrivaninha e chamou o nome dele, mas ele não acordou então ela sentou na cama ao lado dele e começou a alisar os cabelos loiros dele. Ele se mexeu um pouco na cama e ela logo retirou a mão, mas assim que ele parou ela continuou, olhou para o rosto dele. – “Ele é lindo dormindo”. Ela pensou. – Retirou a mão do cabelo dele e cutucou a sua costela.
– Acorda dorminhoco. – Ela pegou os pratos na escrivaninha.
– Nossa já? Desculpa – Ele deu uma risadinha. – Eu estava morrendo de sono.
– Tudo bem. Pega. – Ela entregou o prato na mão dele. – Escolheu o filme?
– Há. – Ele pegou o meu bloco de notas. – Você já viu O iluminado?
– Já – Ela deu uma garfada no seu macarrão. – Tem outro?
– Tem. – Ele colocou a caneta na boca de um jeito que Zoey ficou admirando-o. – Já viu o exorcista?
– Não e nem nunca vou ver. – Ela o encarou. – Esse filme é tenso. Outro?
– Já viu O chamado?
– Não. Só tem filme de terror na sua lista?
– Claro – Ele deu uma risadinha. – Quero te deixar com medo.
– Então você vai ter que fazer melhor que isso queridinho. — Ela jogou o cabelo para o lado, inclinou a cabeça e mandou um beijo. — Então vamos ver O chamado.
Os primeiros 15 minutos do filme os dois devoraram o macarrão que Zoey tinha feito, nos outros 15 Zoey desceu para lavar os pratos deixando Maison sozinho vendo o filme e quando parou para assistir o final do filme fechava os olhos à maior parte do tempo.
– Sério que você está com medo? — Perguntou Maison com uma cara de desgosto.
– Claro! Imagina alguém te ligar e falar que você vai morrer em sete dias. — Na TV começou a passar os créditos do filme. — Graças a Deus isso acabou.
– Ta eu vou ao banheiro. — Disse ele se levantando e deixando ela sozinha no quarto. — Onde é mesmo.
– Sério que vai me deixar aqui sozinha? — Ela ficou com cara de espanto.
– Se quiser entrar no banheiro comigo é só falar.
– É no final do corredor. — Ela se sentou na cama. Ela ouviu a porta do banheiro trancar e o celular dela começou a tocar. — "Número restrito.” Dizia na tela do celular. Ela se levantou e olhou pela janela — Alo.
– Eu estou na casa. — Afirmou uma voz grossa no celular.
– Ta ok. — Ela soltou uma gargalhada e desligou o celular. — Pode parar de fazer gracinha Maison. — Ela gritou.
– Fazer o que. — Ele estava sentado na cama. Ela virou e ficou espantada. — Fazer o que Zoey?
– Quando você chegou aqui? — Ela perguntou curiosa.
– Assim que você desligou o telefone.
Ela ficou parada por alguns minutos encarando o corredor, Maison logo se levantou e foi ate ela, chamou pelo nome dela, sacudiu-a, mas ela ficava parada, logo em seguida ela correu até a porta, jogou o celular na escrivaninha, fechou-a e a trancou na chave.
– O que houve?
– Tem alguém aqui. — Ela encostou-se na porta e levemente foi deslizando até o chão. — O telefone tocou o numero era restrito, eu atendi e uma voz estranha falou "Eu estou na casa.", eu pensei que era você, mas você.. — Maison a interrompeu.
– Zoey, Zoey para, respira, fica calma. — Ela parou de falar e os dois ficaram em silêncio. Podia se escutar passos no andar de baixo. Zoey se levantou e saiu de perto da porta, Maison ficou na frente dela.
O telefone tocou novamente, Zoey olhou para a escrivaninha onde tinha deixado-o, encarou Maison por um minuto e ele entendeu que ela não iria atendê-lo, então ele caminhou até a mesinha pegou o telefone olhou o número. — "Número restrito." – Olho para o rosto de Zoey que estava olhando para o celular.
– Quem é você e o que você quer?
– Eu estou dentro do seu armário. – Assustado Maison olhou para Zoey e desligou o telefone.
– Maison o que foi? – Ela caminhou até ele. – Maison?
– Era a voz do meu irmão. – Ele correu em direção ao guarda roupa de Zoey, olhou tudo por lá, mas não encontrou nada. – Zoey tem outro guarda roupa por aqui?
– O do meu pai. Por quê? – Ele não esperou ela terminar e saiu correndo em direção ao quarto do Sr. Perkins. – O que foi Maison. – Ela corria atrás dele.
Maison entrou no quarto do pai de Zoey, abriu o guarda roupa e não viu ninguém. Zoey estava parada na porta olhando para Maison com uma cara assustada, ele se virou e seu rosto ficou pálido como uma folha em branco. Ele encarava o corredor como quem estivesse vendo um fantasma.
– O que você está fazendo aqui? – Ele perguntou.
– Maison eu moro aqui. – Ela ficou confusa. – O que está acontecendo com você.
– Eu não estou falando com você Zoey e sim com ele. – Ele apontou para o corredor e a cabeça de Zoey virou na mesma velocidade em que Maison estendeu a mão. Zoey encarou o corredor vazio e ficou mais assustada. – Você estava morto.
– Maison não tem ninguém aqui. – Ela caminhou até ele segurou em seu rosto e olhou nos olhos dele. – Você está bem?
– Porque ela não consegue te ver? – Ele virou Zoey de frente para o corredor. – Porque você sumiu? Apareça. Anda Calvin apareça.
– Quem é Calvin? – Zoey perguntou.
– Eu sou Calvin.
Um homem com cerca de 25 anos apareceu atrás do jovem casal, Zoey deu um pulo e correu em direção a porta, mas ele apareceu em frente a porta e com uma mão a fechou e com a outra empurrou Zoey para o chão. Maison correu para cima do Irmão, mas ele o pegou pelo pescoço e o jogou em direção ao guarda roupa, levantou Zoey, jogou-a contra a porta e com a mão no pescoço dela, ele a levantou, fazendo seus pés não tocarem o chão.
– Escuta, é melhor você e seu pai saírem dessa casa o mais rápido possível, pois eu não conseguirei trancá-los por muito tempo. – Ele se virou para Maison que estava desacordado no chão. — Você sempre foi um fraco. — E logo depois ele desapareceu, fazendo Zoey cair.
Ela engatinhou em direção a Maison o virou e chamou pelo seu nome. — Ele estava consciente, apenas um pouco tonto. — Tentou o levantar mais foi uma tentativa falha, então ficou sentada ao lado dele até ele se sentir melhor. Logo eles se levantaram e foram para o quarto de Zoey novamente. Ela sentou na cama e pediu para que ele fizesse o mesmo, e assim ele fez.
– Minha costa está doendo. – Ele fez uma cara de dor.
– Quer massagem? – Ela esfregou as mãos. – Eu sei fazer é só você tirar a camisa. – Ele retirou a camisa e deitou na cama de bruços. Logo em seguida ela começou a fazer massagem, lenta e calmamente.
(Yayo — Lana Del Rey)
– Maison, o que você acha que ele quis dizer com “Eu não vou conseguir trancá-los por muito tempo.” – Ela passava as mãos levemente pelas costas dele. Suas mãos pararam nas laterais do corpo dele e ela pela primeira vez reparou que ele tinha uma cobra tatuada na costela. – Que linda a sua tatuagem.
– Obrigado. – Ele disse se virando e deitando de frente para ela, ele abriu os braços. – Deita aqui comigo. – E assim ela fez.
Eles ficaram deitados juntos por um longo tempo. Zoey passava os dedos sobre a tatuagem de Maison e seguia por toda a extensão da lateral do seu corpo, ele começou a ficar arrepiado e deu um beijo na testa de Zoey. Ela levantou a cabeça e olhou em seus olhos, se encararam por um minuto e ele deu um leve beijo nos lábios macios de Zoey.
Maison começou a alisar o braço dela, os beijos começaram a aparecer com mais freqüência, ele puxou Zoey para cima de seu corpo, e logo as roupas começaram a sumir. Eles estavam apenas de roupas intimas quando Zoey sentiu algo duro em sua virilha e soltou um risinho.
– Maison. – Ele a encarou. – Já?
– Não posso fazer nada se eu sinto atração por você. – Ela olhou no fundo dos olhos dele e o beijou.
– Só que eu acho que não estou pronta. – Ela se deitou ao lado dele.
– Tudo bem, eu respeito você, quando você estiver pronta.
– Tudo bem. – Ela pousou a mão na barriga dele, e a desceu levemente.
– Tem certeza?
– Eu estou curiosa. – Ela soltou um risinho e deslizou a mão até a cueca dele. – Mais gente. – Ela ficou impressionada.
– Já viu algum? – Ele perguntou com um sorriso sínico.
– Não. – Ela falou com um ar de curiosidade.
– Olha aqui. – Ele levantou a barra da cueca.
– Ai meu Deus. – Ela tapou os olhos, e por entre os dedos espiou. Ele soltou a barra da cueca. – Bobo.
(...)
Ela pousou a cabeça novamente no peito de Maison e após um tempo percebeu que ele havia dormido. – “Grr dorminhoco”. Ela pensou. – Ela deslizou a mão levemente pelo peito de Maison, desceu para a barriga dele. – Ele se mexeu. – E parou na barra da sunga. — “ O que você está pensando Zoey, se aproveitando do menino enquanto ele dorme.” Ela pensou. – Mais a sua mão não parava de passear pelo corpo dele. — Ela estava curiosa para ver o corpo de Maison de novo, mas sabia que era errado. – Sua mão estava na barra da sunga e os pensamentos não paravam na mente dela, mais ela recuou.
– Chega Zoey, vai tomar um banho que é o melhor que você faz. – Ela falou consigo mesma.
Saiu do quarto, fechou a porta para que o ar condicionado gelasse apenas o quarto e foi para o banheiro, fechou a porta e começou a tomar banho. Já estava escurecendo lá fora quando Zoey percebeu que não tinha toalha no banheiro e ela não havia levado suas roupas. — “Lerda, lerda, lerda.” – Desligou o chuveiro, abriu o box, destrancou a porta e abriu-a um pouco.
– Maison. – Ela gritou, mas não teve retorno. – Maison. – Gritou mais alto, mas foi uma tentativa falha. – Calvin? – Ela perguntou com um tom de esperança. “Sua idiota, o que você está fazendo esse Calvin não existe. Será se realmente não existia?”
– Me chamou lindinha? – Uma voz suou no fim do corredor.
– Maison? – Ela tinha esperanças.
– Eu ouvi você chamar Calvin, então eu vim.
– Você não existe. – Ela gritou e fechou a porta.
– Você quer a toalha não é? – Ele disse do outro lado da porta.
– Você estava me espiando? – Ela perguntou, indignada. – O que eu estou fazendo? Estou conversando com um fantasma. Eu sou maluca.
– Relaxa lindinha, você acostuma. — Ele parou por um minuto. – Há, e eu só consigo observar você, se você permitir que eu entre.
– Como assim? – Ela abriu um pouco a porta, e escondeu o corpo atrás fazendo aparecer apenas seu rosto.
– Simples. Se você estiver no seu quarto eu só vou poder entra se você me permitir. E você me permite entrar se pensar em mim.
– Eu não pensei em você para você aparecer aqui. – Ela deu de ombros e fechou a porta.
– Há não? Tudo bem então. Vai querer a toalha ou não?
– Vou. –Finalmente ela aceitou.
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