Eu sempre vou estar aqui.
5 Capitulo 5
Notas iniciais
Zoey pegou a toalha se enrolou e saiu correndo para o quarto, trancou a porta e pulou em cima da cama.
– Maison, Maison, — Ela gritava e sacudia-o. – Maison acorda.
– Ham, eu. – Ele estava meio tonto. – Que foi Zoey. O que aconteceu?
– Calvin. Foi o que aconteceu. – Ela virou o rosto para a porta para ver se ele havia entrado no quarto. – Maison ele está entre agente. Eu acho que estou ficando doida, espíritos não existe.
– Ei, eu sei que você está confusa, mas existe. – Ele segurou as mãos dela. – Mas o que houve agora?
– Eu estava no banheiro tomando banho só que eu não tinha levado a toalha e nem minhas roupas. – Ela encarava a porta. – Daí eu chamei você, mas você não acordou e eu chamei pelo nome dele pq sei lá né e eu pensei que ele não ia aparece. – Ela voltou-se para Maison. – Mais ele apareceu e agora eu estou assustada.
– Ele é um babaca. – Olho para a porta. – O Calvin sempre gostou de fazer brincadeiras de mal gosto. – A maçaneta da porta começou a girar.
– Maison. – A porta tremia. – Maison. – Ela falava baixinho.
– Calvin. – Maison disse e logo em seguida Calvin atravessou porta adentro. – Vai embora.
– Eu sempre gostei de entradas chocantes. – Ela abriu as mãos. – Mas já irmãozinho, eu mal cheguei.
– E agora voz vai embora. – O tom de raiva na voz de Maison era quase ameaçador.
– É vai embora Calvin. – Ela gritou logo em seguida.
– Olha aqui lindinha. – Ele se virou para Zoey. – Você não tem moral nenhuma quando se está apenas de toalha. – Zoey olhou para si mesma e foi quando percebeu que ainda estava de toalha, ela saiu correndo em direção ao guarda roupa, pegou a primeira roupa que viu e foi para o banheiro. – Ah, e que bela bundinha você tem.
– Idiota. – Ela gritou do corredor.
Maison e Calvin continuaram a discutir enquanto Zoey estava no banheiro.
Zoey trocou de roupa, molhou o rosto na pia do banheiro. – “Você está ficando maluca, Zoey.” – Ela destrancou a porta e voltou para o quarto. Zoey tinha esperanças de que aquilo tudo era um sonho e que quando voltasse para o quarto iria acordar e perceberia que o filme ainda estaria passando e ela e Maison estariam abraçados, mas isso não aconteceu.
– Há que felicidade. – Ela falou com um tom de desanimo. – Você ainda está aqui.
– Fala assim não lindinha. Eu sei que você gosta da minha companhia.
– Olha só se você me chamar de lindinha de novo, vai ser a ultima vez que você vai usar a sua língua.
– Ui, serio, quase fiquei com medo.
– Você é idiota assim mesmo ou você força? – Ela perguntou.
– Você é gostosa assim mesmo, ou você malha? – Ele retrucou.
– Idiooooooota. – Ela xingou. – E natural. – disse ela sussurrando.
– Zoey. – Maison ficou surpreendido e balançou a cabeça.
– Ué o que foi ele perguntou. – Calvin caiu na gargalhada.
– Bom pombinhos eu só passei aqui para dizer que como o pateta – Ele se voltou para Maison. – Não vai estar aqui hoje à noite. Pode deixar que eu a protejo enquanto dorme.
– Protegê-la de quem? – Perguntou Maison, dando um passo para frente.
– Dos outros.
– Outros? – Zoey ficou confusa. – Espera tem mais espíritos como você aqui?
– Hum aqui não porque eu os tranquei – O tom dele ela cômico. – Mais dentro da casa tem sim.
– Ai meu Deus. – Zoey se desesperou.
Pode-se escutar a porta do andar de baixo abrir, e Zoey escutou a voz de seu pai avisando que ele havia chego. Maison se despediu de Zoey deu mais um aviso para que Calvin sumisse e desceu pela janela. Zoey passou por Calvin como se ele não existisse e desceu as escadas para falar com seu pai, ele havia comprado comida chinesa para o jantar.
– Hum comida chinesa. Como adivinhou? – Ela caminhou até ele e deu um beijo e um abraço. – Boa noite pai.
– Boa noite filha.
– Vamos comer?
– Agora
(...)
(Katy Perry — Legendary Lovers)
Logo após o jantar Zoey estava no seu quarto deitada olhando pela janela, a única luminosidade que havia era a linda lua que fazia lá fora, ela ficou a observando por um minuto, se levantou e abriu a janela a temperatura estava tropical, puxou a respiração bem fundo e voltou a se deitar. O relógio marcava uma da manhã e Zoey foi quando Zoey percebeu que já se passaram uma hora e doze minutos do seu aniversário de 16 anos. — "Feliz aniversário para mim".– Mais tudo que ela queria era dormir, mas não conseguia, seu pai havia dormido por volta das onze da noite, mas Zoey não conseguia parar de pensar em Calvin. O que ele havia dito sobre ter outros no local era realmente verdade? Zoey estava confusa, era muita informação para um dia só, ontem ela não acreditava que espíritos existiam e agora nada fazia mais sentido em sua cabeça. – “Cadê ele? Ele disse que viria me proteger durante a noite.” – Ela pode ouvir passos no corredor, chegando próximo ao seu quarto. Ela se sentou na cama e olhou para a porta. A luz do corredor estava acesa e pelo vão em baixo da porta ela podia ver uma sombra, logo ela se deitou novamente e cobriu a cabeça, mas a curiosidade não saia de sua mente, ela olhou novamente para a porta e a sombra havia sumido. Ela ouviu um barulho vindo do guarda roupa. Ela se levantou e caminhou para o outro lado do quarto.
– Quem está ai?
– Olá lindinha. – Ele disse em tom de alegria. (Como sempre). – Sentiu saudade?
– Não faça mais isso, por favor. – Ela voltou a se sentar na cama.
– Se esqueceu que eu gosto de uma entrada assustadora? – Ele caminhou até a cama de Zoey e sentou ao seu lado.
–Abusado, eu não te convidei para sentar. – Ela deu de ombros.
– Mais eu já sabia que iria me convidar. – Ele se gabou.
– Você pode ler a mente também? – Ela ficou curiosa.
– Claro que não, eu sou um espírito e não o Edward. – Calvin olhou nos olhos dela. – Viu como iria me convidar para sentar. – Ele se vangloriou.
– Idiota. – Ela sussurrou baixinho.
O silêncio tomou conta do quarto por alguns instantes, Zoey encarava o cenário através da janela e Calvin fazia o mesmo.
– Calvin. – A voz de Zoey era doce. Ela começou a brincar com o lençol. – O que você quis dizer com “Eu não vou conseguir trancá-los por muito tempo?”
– Tem outros como eu nessa casa, mas eles não são bonzinhos. – Pela primeira vez ele estava falando sem ironia. – E eu estou aqui para te protegê-la.
– Você é o meu anjo? – Zoey parecia uma criança de cinco anos perguntando coisas ao pai. Zoey levantou os olhos de relance e seus olhos se encontraram num choque de sentimentos. – “Ele é lindo.” Ela pensou.
– Não, não. – ele soltou uns risos. – Eu não sou um anjo.
– Mais anjos são bons e você está sendo bom comigo o tempo todo. – Ela parou por um instante. – Tirando a primeira vez que me viu. Você me pendurou pelo pescoço.
– Então.. – Ele parou e pensou. – Então eu sou o seu anjo. – A voz de Calvin também era doce. – Ah e me desculpe por ontem mais cedo eu pensava que você era fútil como as outras meninas que passaram por aqui, mas você é diferente. – Ele se levantou da cama e caminhou de volta para a porta.
– Ei, não vai embora não. – A voz dela ainda era doce. – Fica aqui comigo? – Calvin virou o rosto e Zoey abriu um espaço na cama. Ela caminhou até lá e deitou ao lado de Zoey. – Mais sem gracinhas e só para me proteger. — Ela suspirou. — Idiota.
– Eu sei que você gosta de mim. — Ele a abraçou.
– Fique achando. — Ela bufou. — E pode tratando de tirar a mão de mim.
Ele continuou a abraçando e assim eles continuaram pela noite inteira, Zoey logo adormeceu. Calvin ficava observando a respiração de Zoey e pensava o quanto ela era incrível, mas não era para ele. Ele era 7 anos mais velho que Zoey (Ele não tinha 25 e sim 22 os cálculos de Zoey estavam errados.) ela era para o seu irmão mais novo. Calvin começou a fazer carinho no cabelo de Zoey e ela começou a se sacudir na cama. Zoey começou a ficar agitada e Calvin logo a acordou.
– Zoey. — Ela a sacudiu. — Zoey. — Ela deu um pulo da cama.
– Eu tive um pesadelo. — Ela estava ofegante.
– Quer me contar? — Ela se virou para ele e olhou no fundo dos seus olhos.
– Promete que vai passar a noite aqui comigo? — Os olhos de Zoey estavam brilhando.
– Prometo. — Ele passou a mão nos cabelos dela. — Mas me conta, por favor.
– Eu sonhei que você tinha saído da minha cama e os "outros" que você disse vieram atrás de mim, começaram a sair de baixo da minha cama e eu sonhei com uma mulher que eu acho que era sua esposa ela queria me possuir. Eu estou com medo Calvin. — Ela parou e respirou por um minuto. — Promete que vai ficar aqui comigo todas as noites. — Espera. — Ela prosseguiu. — O que aconteceu com a sua esposa? Espera, quantos anos você tem? Você é muito novo para ter se casado. É um jeito horrível de completar 16 anos.
– Calma eu te conto tudo. — Ele respirou. — Feliz Aniversário Zoey. — Zoey reparou algo de diferente em Calvin, foi a primeira vez que ele a chamou de Zoey e não de lindinha e ela ficou surpresa mais preferiu não interromper. — Eu tenho 22 anos, e.. — Ele parou, respirou fundo e prosseguiu.
– Minha ex-esposa também está trancada dentro de uma sala no seu porão. — Ele parou por um minuto. — Depois do nascimento dos gêmeos ela começou a surtar, não me dava atenção, me culpava se um de nossos filhos ficasse resfriado, ela gritava por qualquer motivo, estava enlouquecendo. Um dia eu cheguei da faculdade precisando conversar com ela, sentamos a mesa e eu perguntei onde estavam os bebês e ela me disse que na casa da mãe dela, eu logo estranhei, disse a ela que o modo como nosso casamento estava, não estava legal para mim e que eu queria me divorcia. Ela simplesmente colocou apenas o meu prato na mesa e se sentou ao meu lado. Eu levantei e disse que iria colocar um pouco mais de carne, ela concordou e ficou me esperando na mesa. Tinha três panelas no fogão duas de arroz e uma de carne, eu fiquei confuso, ela nunca tinha feito o arroz separado. Percebi que uma estava com a quantidade de arroz menor logo pensei que ela fez meu arroz separado. Meu prato tinha uma quantidade enorme de arroz eu não comia aquilo tudo, despejei metade do arroz na panela que tinha a maior quantidade e coloquei mais carne, ela entrou na cozinha, pegou um prato e colocou o arroz da panela que tinha maior quantidade, eu fingi que não vi e voltei para a mesa, assim que ela chegou nos voltamos a conversar e ela me disse que tudo bem se divorciar pois ela não precisava mais de mim, foi quando eu dei a primeira garfada no meu arroz e senti algo diferente, o gosto não era o mesmo, minha garganta começou a travar, minhas respiração vinha em menor quantidade e eu sussurrei "socorro" mais ela soltou apenas uma quantidade e deu uma garfada no arroz, após ela engolir a feição do rosto dela não era mais a mesma ela olhou para mim e tentou gritar "filho da puta" pude ver que ela também estava envenenada mais logo em seguida eu morri.
– Ela te envenenou. — Zoey ficou mexida, percebeu que ele estava magoado e deu um abraço nele.
– E eu sem querer a matei quando despejei o meu arroz batizado na panela de arroz puro.
– E vocês dois ficaram presos aqui dentro depois disso? — Ela estava curiosa.
– Sim, brigamos muito durante esses três anos e quando soube que outra família estava vindo para cá eu tentei fazer diferente das outras três que ou morreram ou se mudaram enquanto pode, eu os prendi no porão.
– Obrigado. Por estar aqui e por ser sincero.
– Eu sempre vou estar aqui, Zoey. — Ela deitou e ele a abraçou por trás de conchinha, e assim eles dormiram.
Quando Zoey acordou Calvin estava acordado ainda a abraçando e cheirava os cabelos dela.
– Você não dormiu não? — Ela perguntou com voz de sono.
– Já disse não sou o Edward lindinha.
– Mais são sete da manhã. e você não esta com cara de sono. — A porta do quarto de Zoey abriu e seu pai apareceu com uma cara confusa.
– Está falando com quem Zoey? -Disse o Sr. Perkins.
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