Eu não devia estar aqui

31 Um pouco mais sobre o Jeff


Notas iniciais
ANGELS! MEU COMPUTADOR ESTA DE VOLTA *dancinha da vitoria* hehehehe! Ja apaguei os avisos que coloquei nas historias (e vcs me chamaram a atenção disso, heheh :P) Então! AQUI ESTÀ O CAP DIVOSO!

Pov´s Jane

A Claire acordou depois de três dias dormindo. Ela disse que odeia o Jeff. Eu não posso dizer que é errado.

E isso até me lembrou que eu precisava ter uma conversinha com ele... Desde que ele ganhou a briga contra a Claire, ficou toda hora trancado no quarto.

Não sei o porquê... Mas acho que no fundo ele só quer me evitar! E sim... É irritante...

Só tem uma maneira de entrar lá! E eu preciso da ajuda de alguém. Me despedi da Claire na enfermaria, e disse que iria visita-la mais tarde.

Procurei por Toby nos corredores, e o encontrei justamente indo em direção ao seu próprio quarto.

– Toby! – eu chamei. Ele se virou para me encarar.

– Oi Jane – Ele murmurou – O que foi?

– Eu preciso de uma ajuda sua para entrar na fortaleza “secreta do Jeff” – Falei fazendo sinais de aspas. Toby riu.

– Porque eu?

– Porque você é o colega de quarto dele! – Falou cruzando os braços.

– Há tá... – ele murmurou – Entendi! Me segue então! – Falou.

Ele chegou na porta do quarto, bateu duas vezes e falou:

– Jeff! Pode abrir, sou eu!

– Não tem ninguém com você? – Ouvi Jeff gritar do outro lado da porta. Toby riu me lançando um olhar de cumplice – Não! Eu preciso buscar uma coisa no quarto! – falou.

– Tá... Entra – murmurou Jeff. Ouvi o barulho da porta sendo destrancada.

Enfim... Assim que Jeff me viu, ele fez uma cara incrédula.

– Há... Puta que pariu! – disse tentando fechar rapidamente a porta, mas eu coloquei a mão na frente a empurrei, entrando no quarto.

– Não fuja de mim, Jeff! – falei cruzando os braços.

– Boa sorte Jane! – disse Toby acenando pela porta e em seguida fechando a mesma.

– VAI SE FODER! Filho da puta! – gritou Jeff para Toby – Foi golpe baixo Jane... Usando meu próprio colega de quarto! – Disse rapidamente.

Eu revirei os olhos. Olhei o quarto. Tinha duas camas (como todos os outros) alguns pôsteres, um armário, e estava bagunçando.

– Porque você ficou se trancando nesse quarto imundo? – perguntei a Jeff enquanto franzia a testa.

– Não é tão imundo – murmurou enquanto chutava sorrateiramente algumas “revistas” para debaixo da cama. Eu revirei os olhos.

– Mas o porquê se você se trancar aqui?

– Porque eu sabia que você iria vir para cima de mim com uma bronca! – falou me lançando um olhar venenoso.

– Claro que eu ia lhe dar uma bronca! Por Zalgo Jeff... O QUE FOI AQUILO? – eu sibilei estressada.

– Aquilo o que? Seja mais especifica – Falou com ironia.

– Você sabe muito bem do que estou falando! – falei em um rosnado.

– Tá! – Ele disse bufando enquanto se sentava de qualquer jeito na cama – O que tem de mais na minha luta contra a humana?

– O QUE TEM DE MAIS? – perguntei incrédula – Como assim, “O que tem de mais” em, Jeff? – Falei com raiva. Ele me encarou com tédio.

– Não grite no meu quarto! Isso é desnecessário! = Murmurou revirando os olhos. Eu suspirei, impaciente.

– Jeff... A Claire ficou três dias desacordada! Você machucou ela, emocionalmente, psicologicamente e fisicamente! – Falei com raiva.

– E também feri o orgulho dela – Acrescentou com um sorriso orgulhoso.

Eu lhe dei um tapa na cabeça.

– Ai! – ele murmurou – Porque isso?

– Às vezes eu ainda me surpreendo por me importar com você! – falei olhando para o teto.

– Eu também me surpreendo com isso – Disse com ironia. Lhe lancei um olhar venenoso.

– Você não devia ter feio o que fez com a Claire... – falei estreitando os olhos.

– O que? – Ele disse levantando uma sobrancelha – Queria que eu fizesse o que? Dissesse algo como “Olá Claire, eu te odeio, quero te matar e te ver sofrer, por isso vou te deixar ganhar essa luta sem nem tocar em você!” – Ele disse com uma voz enjoada – Sinceramente... – ele disse bufando e revirando os olhos.

– Não – Eu murmurei revirando os olhos – Mas pelo menos você podia ter terminado logo a luta... Jeff... – Eu murmurei em voz baixa – Se a professora Lia não tivesse separado vocês... Você teria perdido o controle e matado a Claire... – falei em um sussurro.

Ele me lançou um olhar surpreso.

– Então você notou que eu fiquei quase insano?

– Eu te conheço – murmurei lhe encarando.

– Jane – ele murmurou – Eu simplesmente odeio ela, a presença dela me dá nervos e ódio! Sede por sangue e morte! E tudo isso fica ainda mais apurado com ela! Principalmente por causa daquilo – Disse a última parte meio hesitante. Eu lhe encarei, não precisei nem de um segundo para sabe do que ele queria dizer.

– Se você tivesse terminado a luta mais rápido, não teria ficado quase insano, nem chamado tanta atenção.

– Sabe... – Ele murmurou se levantando da cama – Eu até terminaria mais rápido. Zalgo estava lá, e eu queria levar as coisas sério. Mas aí chegou ela, toma metidinha com aquela historinha “de que via ser corajosa” e que “eu vivo perturbando ela” – Disse imitando uma voz extremamente enjoada – ARGH! Aquilo me irrita!

– Mas ela só age assim porque você a trata mal – Falei lhe encarando – Tenho certeza que se fosse o contrário... Ela não agiria assim perto de você – Falei – Inclusiva agora ela finalmente está odiando você de verdade.

– Foda-se Jane – Ele disse com uma risada seca – Eu não ligo para opinião dela... Sinceramente...

– Mas...

– Nada de “mas”! – Falou – Ops! Acabou o horário de visita! – Falou me empurrando para fora do quarto e trancando a porta.

– Jeff! – eu gritei fora tentando abrir a porta. Mas ele já tinha trancado.

– Há! E avisa para a Nina que eu não preciso! – Falou do outro lado da porta.

– Como assim? – perguntei confusa. Eu me virei para trás e vi, Nina, com um pequeno pacote nas mão. – O que é isso? – perguntei.

– É o almoço que fiz para o Jeff! – Disse com um ar apaixonado.

– Como você sabia que... – Eu perguntei olhando para a porta do quarto de Jeff; Ele abriu uma pequena fresta, mas sem destrancar a correntinha que tinha na porta e falou:

– Ela vem todos os dias no mesmo horário, com o almoço – Falou com um ar monótono.

– JEFF! – Nina gritou me empurrando para o lado e pulando em direção a Jeff. Ele rapidamente fechou a porta, e a Nina deu de cara na mesma.

Eu tentei segurar meu riso, em vão.

Jeff... Você é um garoto muito complicado!

Pov´s Claire

Quando Jane voltou (ela não me especificou o porquê da saída dela) o pessoal ainda estava aqui.

Estávamos conversando, sobre coisas banais, mas mesmo assim eu gostei de passar esse tempo com meus amigos.

– Estou com fome – murmurou Clockwork

– Vá comer! – falei – Está tudo bem! Eu espero vocês.

– Claire... – murmurou Kat.

– Vão! – Falei – Eu vou ficar bem.

Depois de muito insistir, eles finalmente foram. Mas Jane ficou.

– Jane – murmurou Luck para ela antes de sair – Er... Você vem com a gente?

– Eu já vou! – Falou – Preciso conversar com a Claire – Eu fiquei surpresa pelo fato que ela precisava conversar comigo. Enfim...

Luck assentiu, deu um sorriso tímido para Jane e então saiu. Não precisava ser um gênio para saber que rolou alguma coisa. Até eu que sou trouxa percebi.

Enfim...

Jane se sentou na cadeira o meu lado. E por um segundo permanecemos caladas.

– Você está saindo com o Luck? – perguntei curiosa. Jane me encarou corada e murmurou.

– Não... – Ela disse corada – Enfim... Eu queria falar com você.

– O que? – murmurei curiosa.

– Sobre o Jeff – falou. Eu comprimi os lábios.

– Jane... Eu não... – Murmurei me mexendo desconfortável.

– Sabe, eu não vou tentar lhe convencer a parar de odiá-lo ...Mas eu acho que esse seu ódio não vai durar muito. – Falou.

– Porque você acha isso? – Perguntei cruzando os braços; Jane riu de minha reação.

– Bem... Porque, eu também já odiei o Jeff um dia... E agora eu o considero como um irmão. Um irmão que faz muita merda que eu tenho que consertar! – falou rindo. Eu comprimi os lábios sem achar graça.

– Eu não acho que eu consiga parar de odiá-lo.... Depois de tudo que ele fez para mim – murmurei fitando o teto.

– Sabe... – Ela disse comprimindo os lábios – Umas vezes eu tento compreender os atos do Jeff mas não consigo... Eu o conheço mesmo antes dele se tornar um Creepy... E mesmo assim ele as vezes ainda se mostra um mistério para mim.

– Você disse que já o odiou – murmurou – Porque o perdoou? – perguntei.

– Por pena – Falou. Eu fiquei surpresa. Lhe encarei levantando uma sobrancelha.

– Por pena? – perguntei.

– Sim... – Ela disse em um suspiro – É uma longa história...

– Estou disposta a ouvir! – Falei rapidamente. Um dia essa curiosidade ainda vai me matar, sério!

Jane riu da minha reação.

– Tudo bem... Deixe-me lembrar...

“Sabe... Acho que foram há uns quatro ou três anos atrás... Não lembro... Enfim... Depois de um ano procurando por Jeff a fim de me vingar dele, eu finalmente o encontrei... Mas ele estava sob a guarda de Slender, aqui na escola, e eu não pude fazer nada para detê-lo. Tive que declarar uma espécie de trégua. Mas é claro, eu só estava planejando alguma maneira de matar Jeff...

Bem... Continuando... Com o tempo, eu percebi que Jeff era perturbado... Até demais, na minha opinião. Acho que de todos os Creepypastas que conheci, Jeff foi o mais problemático...”

– Como assim problemático? – Perguntei interrompendo a história. Jane me encarou.

– Você vai entender quando eu falar – Disse com um sorriso fraco. Eu assenti, e então ela continuou a falar.

“Ele ficava insano por qualquer coisa Claire... Por qualquer coisa mesmo! E principalmente por causa do irmão dele. Somente em ouvi a palavra “mano” ele se lembrava automaticamente de Liu, e ficava insano.”

– Quem era Liu? – perguntei.

– Bem... Liu era um irmão de Jeff – Ela disse pensativa – E Jeff o matou. Eu nunca perguntei muito. Sempre fora um assunto muito sensível para ele – Ela falou com um longo suspiro.

“Continuando... Sabe, eu vi ele ter vários ataques de insanidade, muitos! Tinha tantos, que eu não conseguia contar! Se ele passasse um dia sem ficar insano, era um grande feito! Ele não ficava insano somente com Liu, mas também se levasse um susto, se ficasse com raiva, triste, por qualquer coisa! Todos eram extremamente cautelosos e tinham até receio de falar com ele, com medo que ele tivesse um ataque.

Mas nem por isso eu abaixei minhas defesas. Eu ainda odiava ele, quando ele não estava tendo os ataques de insanidade dele, ele coninuava sendo extremamente arrogante. Até que um dia... Até que um dia... “Ela suspirou, parecendo meio perdida na explicação.

– Hm... – Ela coçou a garganta – enfim...

“Um dia eu lhe encontrei, sozinho em um canto escuro e escondido. Estava encolhido em posição fetal, com lágrimas da sangue escorrendo pelos olhos. Seus olhos... Não estavam vidrados em nada, encaravam o vazio. Parecia até... Até que sua alma tinha deixado seu corpo! E ele ficava murmurando bem baixinho um “Liu... Minha culpa... Liu”.

Eu mexi nele, toquei seu ombro, e então ele levou deu um salto. Começou a soluçar, dessa vez com lágrimas normais. Assim que ele se acalmou eu perguntei o que tinha acontecido e... Ele disse que isso acontecia todo o dia. Era normal para ele... Dessa vez eu não consegui odiá-lo. Ele fez coisas horríveis comigo! Mas a pena foi tanta... Que eu tentei lhe dar uma segunda chance”

– Então... – eu murmurei – Tudo isso é por causa do irmão? – murmurei. Jane me encarou comprimindo os lábios.

– Sabe Claire... Para nós Creepypastas, existe um tipo de termo, que muitas vezes é considerada um doença que é “A vítima da destruição”

– “Vítima da destruição”? – Perguntei – O que é isso?

– É um ato extremamente raro entre os Creepypastas, que é quando um Creepy mata um humano, e em vez de sentir prazer com a morte, sente extremamente o contrário. Sente arrependimento, pena, tristeza... Mas de uma forma extrema!

– Mas porque “Vítima da destruição”? – perguntei.

– Porque é a vítima que levará a destruição do Creepypastas que a matou. – Falou sombriamente – Os casos são muito raros. Acho que o único Creepy que conheci que tem uma vítima da destruição... É o Jeff...

– O Jeff? – murmurei.

– Sim! – Ela afirmou olhando o teto – Os casos são tão ruins, que já ouve vários relatos de Creepypastas que cometeram suicídio por causa disso.

– O QUE? – perguntei surpresa. Sabe, eu nunca imaginei que Creepypastas cometessem tal ato.

– Sabe, uma semana depois que eu tinha encontrado o Jeff, digamos que “em choque”, eu o vi segurando uma faca e apontado para o pulso. Eu o impedi, é claro. Desde aquele dia eu tento conversar com ele, sempre tentando entende-lo, compreender seus atos, e ajuda-lo. Com o passar dos anos ele fez um grande progresso. Nunca mais o vi ficar em “estado de choque”. – Disse dando ombros.

Eu assenti. Claro que, o que Jane acabou de falar, não vai me fazer mudar de ideia. Dessa vez não vou pagar de trouxa e simplesmente parar de odiá-lo... Mas eu admito que é uma história realmente de dar pena.

Encarei o teto pensando:

Jeff... Que tipo de rapaz você é?

Notas finais
Então pessoas? Gostaram? Odiara? Ficaram com pena do Jeff, ou ainda acham que ele é um fresco? >.< (para mim não acho nenhum dos dois... Para mim eu acho ele um gostoso filho da puta cujo eu quero agarrar!)