Notas iniciais
Hi' Girl's, mais um capitulo para vocês ♥ Boa Leitura meninas da minha vida ♥

CHRISTIAN GREY

Anastásia ainda está deitada entre minhas pernas, nós ainda estamos na banheira e a água ainda está morna, mas agora ela está dormindo tranquilamente. Os últimos dias foram muito cansativos para ela. Para todos eu acho, mas tudo que eu quero é descansar e saber que minha família está segura.

Solto um suspiro baixinho e acaricio o rosto de Ana, ela solta um pequeno gemido e se mexe desconfortável. Por mais que eu esteja amando tê-la em meus braços é melhor tirá-la da água.

—Baby. —Sussurro em seu ouvido.

—Hum...? —Ela geme baixinho.

—Acorde. Vamos sair da banheira.

—Ok... —Ela sussurra rouca e sonolenta.

Ajudo-a se levantar e depois me levanto. Quando saímos da banheira Ana fica para olhando para o nada e eu acho que é o efeito do sono. Enrolo uma toalha na minha cintura, e eu depois pego outra enrolando em Ana. Não resisto e pego-a em meus braços, e feito criança ela dorme em segundos. Sorrio e beija sua cabeça, depois saio do banheiro e vejo que Gail já arrumou as roupas como pedi. Coloco Anastásia deitada sobre a cama e a cubro, depois visto uma cueca e uma calça de moletom e deito ao seu lado. Puxo-a para os meus braços e sinto seu cheirinho inconfundível.

Acabo pegando no sono e quando acordo Ana ainda está dormindo tranquilamente, olho no relógio e vejo que é uma da tarde. Levanto-me e deixo Anastásia dormindo, vou para a sala e vejo mamãe, Carla, Maysa e Gabby brincando com bonecas.

—Olá garotas. —Digo.

—Papai. —Maysa e Gabby dizem juntas e eu fico todo bobo.

—Olá meu filho. —Mamãe diz sorrindo enquanto eu lhe dou um beijo na testa.

—A Ana ainda está dormindo? —Carla pergunta.

—Tranquilamente. —Digo com alívio. —Ela está mais tranquila e isso me deixa muito aliviado.

—Sr. Grey. —Taylor diz entrando na sala. —Podemos falar?

—Claro. —Digo me levantando. —Com licença.

Sigo para o escritório com Taylor e assim que entramos ele fecha a porta. Apoio-me na mesa e encaro Taylor.

—O que descobriu? —Pergunto.

—A Dra. Trevelyan, saiu da sala de cirurgia, ela não poderia fazer a cirurgia da menina por ser próxima da garota.

—Sim. Eu sei disso.

—Depois que ela saiu o médico que ficou responsável terminou a cirurgia, que foi só uma fratura na costela. Um homem chamado Bryan Madison teve acesso à sala de cirurgia, eu fui informado que ele pagou o médico para dar a notícia da menina. O Dr. Mac que fez a cirurgia deu a menina como morta, no IML ele aplicou um remédio que fez o coração dela parar de bater por alguns segundos.

—Tempo necessário para acreditarmos que ela estava morta. —Digo exasperado.

—Exatamente. Depois disso ele trocou a Gabriella pelo corpo de uma menina parecida e da mesma ideia. A menina morreu um dia antes em um acidente de carro, ela não teve ninguém que reconheceu o corpo, então foi dada com indigente. Como foi um acidente o Dr. Mac conseguiu convencer a Srta. Steele que era melhor manter o caixão lacrado.

—Assim ninguém notaria a troca.

—Isso. Depois a menina Gabriella foi entregue ao Sr. Madison.

—E quem é esse homem?

—O Walch puxou os dados dele e descobriu que o nome era falso, mas tínhamos uma foto das imagens de segurança e a Gabriella o reconheceu como o tal sequestrador.

—Eu posso ver essa foto?

—Aqui. —Taylor me entrega a foto.

O mundo para por um segundo. É ele. O maldito cafetão.

—Você o conhece Sr. Grey?

—Sim. É o maldito cafetão. Aquele que tentou vender Ana quando éramos mais novos. O mesmo que matou minha mãe... Na verdade pensou ter matado. Taylor, eu quero que você o encontre. Não chame a policia, apenas o encontre e me avise. E vá atrás desse maldito médico. Dê uma lição nele e depois o mande para o Clarck.

—Eu vou colocar o Walch e os meus homens atrás dele. E quanto ao médico, deixe comigo.

—Obrigado Taylor. Eu preciso que você aumente a segurança. De todos os Grey e Steele.

—Agora mesmo Sr. Grey.

—Obrigado.

Saio do escritório e quando chego à sala vejo Ana com Maysa no colo, uma música baixinha está tocando no fundo e ela está dançando com Maysa enquanto Gabby canta. Anastásia está usando um vestido longo de seda e está incrivelmente linda com os cabelos presos em um coque.

Sorrio com a visão dessa mulher linda, das minhas filhas, minha mãe e minha sogra. Acho que foi isso que eu senti falta. A ideia de uma família. Da minha família.

—Papai, dança comigo? —Gabby diz sorrindo e por um momento os problemas somem.

Ana nota minha presença só agora e sorri.

Caminho até Gabby e seguro em sua mão, ela abraça minha cintura com a outra mão e pisa os pés em cima dos meus. Sorrio e começo a conduzi-la pela sala enquanto mamãe e Carla se emocionam com a visão.

Depois de umas duas músicas, Maysa dorme e Ana senta com ela no sofá e eu continuo minha dança com Gabby que parece adorar a ideia, mas ela logo se cansa e vai para perto das avós. Sento-me ao lado de Ana e a abraço, ela apoia a cabeça no meu ombro e sorri.

—Vamos levar as meninas para a cama? —Carla fala olhando para mamãe.

—Claro. —Ela sorri e pega Gabby no colo levantando-se.

Carla levanta e pega Maysa do colo de Ana e as duas saem da sala levando nossas pequenas.

Ana sorri para mim e deita no meu colo.

—Quer me contar como descobriu que a Gabby estava viva? —Ela pergunta se aconchegando em meus braços.

—Se você me prometer que não vai pirar, eu conto.

—Ok. Eu prometo tentar não pirar.

—Hã... —Suspiro. —A minha mãe me contou.

—A Grace? —Ana se senta e me olha confusa.

—Não Anastásia. Não foi a Grace.

—Ela não é sua mãe...?

—Eu estou falando da minha mãe... Minha mãe biológica.

—A Ella? —Anastásia quase grita. —Que brincadeira idiota é essa, Christian? A Ella está morta.

—Não Ana, ela não morreu.

Anastásia se levanta e começa a andar de um lado para o outro. Levanto-me e abro a boca para falar, mas ela quase me esfola com um olhar e eu prefiro ficar quieto.

—Como assim ela está viva?

—Eu não sei ainda, mas foi ela que me ligou e disse que a Gabby estava viva, e estava com ele.

—Com ele? —Ana diz e vejo o medo passar por seus olhos. —Desculpa, mas isso tudo está muito confuso. Você tem certeza que essa mulher era sua mãe?

—Sim. Porque eu a vi. No aeroporto...

—E você só me falou isso agora?

—Desculpa, mas eu estava confuso também. Eu ainda estou. Eu passei vinte anos pensando que minha mãe estava morta. E agora descubro que ela está viva. Isso é confuso para mim também.

—Eu sei... —Ana diz e seu olhar se suaviza. Ela caminha em minha direção e me abraça. —Desculpe-me. Eu só fiquei assustada. Eu me sentia mal por saber que ela morreu por minha culpa, mas agora saber que ela está viva me enche de alívio.

—Eu também fico aliviado, mas nós temos que descobrir onde ela está. Ela disse que me procuraria, mas eu não tenho certeza se ela realmente vá fazer isso.

—Nós podemos procurá-la... Mas antes precisamos resolver as coisas com a Gabby. Como ela foi parar nas mãos do cafetão?

—O maldito medicou foi comprado.

—Mas e a Grace? Ela não estava na sala de cirurgia?

—Não. Ela não participou da cirurgia porque quando deram a entrada da Gabby no hospital registraram ela como neta da Grace.

—E pelo grau de parentesco ela não poderia operar a Gabby.

—Não. E foi ai que esse maldito médico se deixou ser comprado.

—Mas eu vi a Gabby morta.

—Ele deu uma injeção nela. Algo que faz com que o coração pare por alguns segundos.

—Filho da puta! —Anastásia diz brava e volta a andar de um lado para o outro.

—Eu já mandei o Taylor ir atrás dele. Ele terá o que merece.

—Eu sei... Eu sabia que você faria isso... Mas eu estou preocupada com a Ella. Se ela teve coragem para denunciar o cafetão, ele com certeza irá atrás dele.

—Eu não tinha pensado nisso. Mas fique tranquila. Nós vamos achá-la. —Puxo Ana para um abraço e ela envolve os braços na minha cintura apertando-me.

—Obrigada por cuidar de mim e da Gabby.

—Eu disse que cuidaria de você. E eu sempre vou fazer isso.

—Eu te amo.

—Eu também te amo baby... Por isso, quero te pedir algo.

—O que? —Ela levanta cabeça para me encarar.

—Eu quero que você e a Gabby venham morar comigo e a May.

—Sério?

—Sim. Eu não quero ficar longe de nenhuma de vocês... E com vocês aqui eu saberei que as duas estão seguras.

—Eu te amo, sabia? Mais que tudo. Será um grande prazer morar com você.

—Sério? —Pergunto surpreso.

—Muito sério Sr. Grey, mas vou logo avisando que a partir de hoje você terá que lidar com três mulheres na sua vida. Na sua casa. Uma com TPM constate e outras duas que conseguem tudo o que quer com aquelas olhinhos de gato.

—Acho que consigo sobreviver a isso. —Digo rindo e a beijo. —Eu te amo Srta. Steele. Nós seremos uma família agora.

—Sim. Como antes... Bem. Não tão como antes, mas o que importa é que estamos juntos... Nossos corações estão completos e cumprimos a promessa de Ella.

—Sim. E sempre estaremos juntos.

—Sempre. —Ana sorri e me aperta.

—Anastásia Steele. —Viramos juntos e vemos Kate entrar na sala feito um furacão.

—O que houve? —Ana pergunta.

—Olha isso! —Kate joga um jornal na mão de Ana.

Ana dá uma olha no jornal e eu vejo o medo tomar conta de seus olhos.

—O que é isso? —Pergunto e tomo o jornal de suas mãos.

PRIMEIRA PÁGINA:

“O fotógrafo José Rodriguez, conhecido por sue grande potencial, declara ser o pai BIÓLOGICO da pequena Gabriella Steele. Ele declarou para os jornais que depois de tudo que aconteceu com sua filha, ele sem sombra de dúvidas entrará em uma briga com a famosa CEO, Anastásia Steele para ter a guarda da filha.”

—Filho da puta! —Exclamo sentindo o ódio tomar conta de mim. —Taylor!

Depois de conseguir acalmar Anastásia pelo baque da notícia, eu ligo para o meu pai e peço que ele venha me ver.

Anastásia está sentada no sofá e Kate está ao seu lado enquanto eu ando de um lado para o outro.

Quem aquele filho da puta pensa que é? Ele acha que pode chegar assim e fazer o que quiser? Minha vontade é de ir atrás do desgraçado e matá-lo. A Ana já sofreu o suficiente. Ela não precisa de mais um idiota atrapalhando sua vida. E com certeza eu vou chutar a bunda dessa infeliz, ele vai se arrepender de ter cruzado nossos caminhos.

—Meu filho, eu vim o mais rápido que pude. —Papai diz entrando na sala. —O que aconteceu?

—Isso aconteceu! —Digo entregando o jornal em suas mãos e ele analisa.

—Eu vou fazer umas ligações e acabar com esse idiota. Quem ele pensa que é para se meter com a minha netinha?

Anastásia e Kate olham para o meu pai, boquiabertas.

—O que foi? —Ele diz. —Quem esse babaca acha que é? Ele não vai tirar a Gabby de nós, não mesmo. Você não está sozinha nessa Anastásia, e se prepare para os tribunais. Nós vamos acabar com ele.

—Obrigada Carrick. —Ana diz chorando e dá um abraço em meu pai.

—Tudo bem querida, nós somos uma família, não é mesmo? —Carrick diz. Mamãe entra na sala com Carla e no mesmo momento, Elliot, Mia e Ethan chegam. —Olhe só, todos estamos aqui por vocês, nós não vamos te abandonar.

Anastásia me olha e sorri com os olhos marejados.

Caminho até ela e a puxo para um abraço apertado.

—Olha. Eu não sei o que aconteceu, mas concordo plenamente com meu pai. —Diz Elliot envolvendo o braço no ombro de Kate. —Pode contar conosco Aninha.

—É amiga. —Kate fala sorrindo. —Nós estamos aqui com você. E vamos te dar forças sempre.

—Vamos mesmo. —Mia fala sorrindo. —Não te deixamos sozinha antes, e não vamos te deixar agora. Não importa o que aconteça.

—Nós somos uma família agora. —Ethan completa.

—Somos mesmo. —Grace fala sorrindo enquanto abraça Carla. —Não importa os problemas ou o que aconteça. Você e a Gabby não estão mais sozinhas.

—Não mesmo. Estamos todos juntos nessa. —Carrick fala e Ana desaba em lágrimas.

—Nós estamos com você baby. —Sussurro beijando o topo de sua cabeça.

Notas finais
Então Girls? O que acharam da surpresa?