Eu e Você Para Sempre

14 Fractais Do Passado


Notas iniciais
Hi girls' olha eu aqui de novo :D , espero que gostem do capítulo, e boa leitura ♥

—Porra! Que brincadeira é essa? —Pergunto bravo. —Você está morta.

—Não. Não estou. Eu escondi a verdade por vinte anos, e não vou mais deixar ninguém fazer mal a você ou a Ana. Eu preciso que vocês dois me encontrem o mais rápido possível. A Gabriella não morreu.

—Você tem certeza disso?

—Absoluta. —Ela diz com convicção.

—E onde ela está?

—Com ele.

—Porra... —Sussurro.

—Vocês precisam fazer algo. Ele pretende vendê-la para um casal brasileiro. A menina está apavorada.

—Você está com ele?

—Claro que não! Mas ele veio atrás de mim e tentou em chantagear para ganhar dinheiro. Eu não cedi e então ele me contou que estava com ela. No começo eu duvidei, mas quando eu vi aqueles olhos azuis eu tive total certeza. Ela precisa de vocês Christian.

—Eu estou confuso. Como tudo isso aconteceu? Você viva.

—Olha só, eu sei que são muitas perguntas, mas a Gabriella precisa de vocês. Ela é o mais importante no momento. Depois que vocês salvá-la, se você ainda quiser me ver, nós falaremos sobre isso.

—Tudo bem. Diga-me onde?

—Hoje as nove, o casal vai embarcar com a menina no aeroporto central. Esteja lá com a policia e a Ana! É sério Christian! A Menina está desespera e não para de chamar a mãe.

—Tudo bem. Mas e você?

—Eu estarei lá.

—Promete?

—Prometo. Eu prometo meu merdinha. Agora trate de se arrumar, a viagem é longa. E leve gente de sua confiança.

—Tudo bem... Até logo.

—Até logo Christian.

Desligo o telefone muito atordoado com as notícias que recebi, mas eu preciso fazer algo. Chamo por Taylor e conto tudo para ele. Para a minha surpresa Taylor não diz nada, nem que tudo pode ser um trote, ele apenas pergunta quantos homens serão necessários. Depois que falo com ele eu levo Maysa para Gail e acordo Ana.

—Sair? Para onde? —Ela pergunta confusa.

—Olhe eu não quero que você tenha esperanças, ou até mesmo tenha um surto, mas eu quero que você confie em mim, e para isso não pergunte nada. —Explico.

—Ok, mas eu não tenho roupas. —Ela diz encolhendo os ombros.

—Esqueci-me disso. —Sussurro. —Mas acho que deve ter alguma calça sua por aqui, fique com a minha blusa mesmo.

—Ok. —Ela diz se levantando e eu lhe entrego sua calça. Ana veste a calça e dobra as mangas da blusa. Ela escova os cabelos diz já estar pronta.

—Vamos então?

—Claro. Mas e a May?

—Está dormindo com a Gail.

—Ok. Vamos.

Seguro a mão de Ana e nós vamos para a garagem.

Entro em um carro sozinho com Anastásia e Taylor e mais uns vinte seguranças vão com outros carros.

Ana pergunta o porquê de tantos seguranças, mas eu apenas peço que ela confie em mim.

Quando são 07h55min nós chegamos ao aeroporto. Mando Anastásia ficar no carro com Sawyer e entro no aeroporto com Taylor, os seguranças e os homens do Detetive Clarck. Nós corremos para a ala de embarque e conversamos com os seguranças e o responsável pelo aeroporto.

Clarck dá a ideia que nos misturemos com a multidão para ficarmos de olho. Estou aflito, mas aceito o que ele diz. Sento-me no meio das pessoas e fico lá olhando para os lados torcendo para que tudo isso seja realmente real. Ver Ana sorrir novamente seria a melhor coisa do mundo.

Algo chama a minha atenção no meio da multidão. Olho bem e parece um sonho, mas é Gabby. Ela está com os cabelos cortados nos ombros e está um pouco mais magra. Gabriella está usando um jeans surrado e uma jaqueta preta. Ela está chorando muito e soluçando, seus olhos estão tão vermelhos que estão inchados. Meu coração acelera e eu me levanto, dou um olhar para Taylor que dá sinal para os seus homens circularem.

O casal que está com Gabby seguram suas mãos em vão em direção à escada rolante, mas antes que subam os policias e meus seguranças os cercam e dão voz de prisão. Gabriella para confusa e começa a chorar, eu ainda não cheguei até ela, mas antes que eu chegue Taylor se aproxima e ela o abraça. Confesso que sinto um pouco de ciúmes, mas foda-se a merda dos ciúmes! Ela está de volta.

—Gabby! —Grito e ela se vira. Ela fica séria como se tudo fosse um sonho, depois coloca o rosto entre as mãos e começa chorar. —Filha!

—Papai! —Gabriella corre para os meus braços e eu a pego no colo.

Meu coração quase explode quando sinto aquele cheirinho igual o de Ana. Gabby me aperta como se quisesse provar que sou real.

—Paizinho. Paizinho. —Ela repete enquanto soluça.

—Eu estou aqui baby. Eu estou aqui filha. —Digo balançando-a.

—Minha mãe. —Gabby me olha nos olhos e é como se todo seu ser implorasse por aquilo. —Por favor. Eu preciso da minha mãe.

Olho para Taylor e ele se aproxima.

—Cuida da Gabby. Eu vou trazer a Ana.

—Sim Sr. Grey. —Taylor diz pegando Gabby no colo.

Caminho para fora do aeroporto e vejo que a imprensa já está na porta, mas os seguranças barram sua entrada.

Abro a porta do carro e Ana sai me olhando confusa.

—O que eles fazem aqui? O que é tudo isso Christian? —Ela pergunta sem paciência.

—Olha só. Eu poderia falar, mas é melhor que você veja. —Digo e seguro sua mão. —Vem comigo.

—Aonde nós vamos? —Ana pergunta enquanto andamos pelo aeroporto.

—Fica calma. Você vai ver.

A muito custo ela fica em silêncio e nós andamos pelo aeroporto. Quando avisto Gabby, Ana começa a falar de novo, ela não viu a filha ainda. Gabriella desce do colo de Taylor e fica parada olhando como se a visão da mãe fosse um sonho.

—Mamãe! —Gabby grita e Ana para de falar. Ela se arrepia e me encara.

—Me diz que isso não foi a Gabby. —Anastásia diz com os olhos marejados. —Por favor. Só fala que é um sonho.

—Mãezinha! —Gabby grita outra vez e Ana chora.

Seguro Ana pelos ombros e a viro para ver a filha, ela dá um grito e cobre a boca com a mão. Gabriella abre um sorriso e grita dando pulinhos e batendo palmas e acho que acabo sorrindo com isso. Anastásia começa a andar em direção a filha que corre para os seus braços e pula em seu colo de forma desajeitada.

Fico olhando as duas até que sinto o olhar de alguém sobre mim, e é quando me lembro de Ella. Procuro pela multidão, mas não tenho certeza. Há uma mulher me olhando, ela se parece, mas está com traços mais maduros e está muito bem cuidada. Seus cabelos são longos e acobreados, mas são quando encontro aquele par de olhos cinza que tenho certeza que é ela.

A mulher sorri e aquilo aquece meu coração. Ela ainda tem o mesmo sorriso. Lentamente a mulher se vira e começa a ir embora.

Por que ela está indo?

Vou atrás dela e consigo alcançá-la. Seguro seu braço e a paro. Ela me encara sorrindo.

—Você a salvou seu merdinha.

—Mãe! —Sorrio ao ouvir sua voz e a puxo para um abraço apertado.

—Senti sua falta. —Mamãe fala ainda me abraçando.

—Você estava morta... Eu vi.

—Tentas aconteceram naquele dia... Mas eu não morri. Isso é óbvio.

—Mas e então? —Peço.

—Olha lá. —Mamãe aponta e eu viro vendo Ana sorrindo e conversando com Gabby. —Vai ficar com elas, as duas precisam de você.

—Mas você também precisa de mim. E eu preciso de você. Preciso saber de tudo.

—Eu sei, e você vai saber. Nós podemos conversar outra hora.

—E como eu vou te encontrar?

—Eu te encontrarei. —Ela diz soltando minhas mãos.

—Você promete?

—Sim meu merdinha. —Mamãe diz sorrindo. —Eu te amo Christian.

Fico em silêncio e ela sorri de forma fraca e logo some no meio da multidão. Continuo parado, mas logo me viro vendo Ana abraçar Gabby.

ANASTÁSIA STEELE

Meu coração para completamente quando ouço a voz de Gabby, um arrepio percorre meu corpo e eu encaro Christian. Ele sorri e apenas vira meus ombros fazendo-me virar, mais adiante há uma menina. Lágrimas enchem meus olhos.

Por favor, não deixe isso ser um sonho.

—Gabriella! —Grito e coloco a mão sobre a boca começando a chorar.

Gabby sorri e começa a dar pulinhos e bater palma, quando ela faz isso tenho a certeza de que isso não é um sonho. Ainda sem ter certeza se isso é ou não um sonho, eu começo a andar em sua direção, Gabriella corre em minha direção e me abraça de forma desajeitada. Caio de joelhos no chão com ela ainda no meu colo. Gabby envolve as pernas na minha cintura e me aperta.

—Por favor, me diga que isso é real. —Imploro apertando-a.

—Eu estou tão irreconhecível assim? —Ela diz e sei que está sorrindo.

Solto-a um pouco e a olho nos olhos.

—Eu vi você morta... No legista. —Sussurro. —Você não respirava, estava fria.

—Eu não morri! —Ela diz e parece magoada. —Eu não sei o que aconteceu. Eu só lembro-me de acordar no quarto escuro com aquele monstro.

—Calma meu bebê. —Sussurro abraçando-a outra vê. Coloco Gabby de pé e seguro em suas mãos. —Não importa. Nós estamos juntas agora.

—Não me deixa sozinha mamãe. Eu tive muito, muito medo. Pensei que nunca mais ia te ver.

—Tudo bem amor. Nós nunca vamos nos separar. —Digo e abraço-a.

—Eu te amo mamãe. —Ela diz me apertando.

—Eu também te amo pretinha.

—Papai! —Gabby grita e eu a solta vendo Christian se aproximar. Ele pega Gabby no colo e a abraça. Levanto-me e sorrio vendo os dois juntos. —Eu senti sua falta, sabia?

—Eu também senti sua falta. —Christian diz balançando.

—Ei, onde está a Maysa? —Gabriella pergunta e Christian ri.

—Nós já vamos vê-la.

—Sr. Grey, Srta. Steele. —Taylor diz se aproximando. —Vocês já podem ir se quiser, eu vou resolver tudo com o Detetive Clarck.

—Obrigado Taylor. —Christian diz apertando sua mão.

—Eu só fiz o meu trabalho Sr. Grey. —Taylor diz calmamente.

—Obrigada tio Taylor. —Gabby diz sorrindo. —Nós vamos para a casa?

—Sim. —Sorrio pegando-a de Christian. —Ver as duas vovós, o vovô Carrick, os seus tios e a Maysa. —Digo enquanto vamos andando.

—Eu senti tanta a falta deles.

—E nós sentimos sua falta. —Sussurro, mas sorrio mesmo cansada.

—Eu percebi, aposto que você nem comeu. Você está horrível mocinha. —Gabby diz me olhando e eu dou risada. —Aposto que eu estou muito pesada agora, não é?

—Um pouco. —Confesso. —Mas eu recuso-me a te soltar. Você é minha vida sabia?

—Ei, e eu? —Christian diz fazendo beicinho.

—Hã... Você tem uma pequena parte Sr. Grey. —Digo mordendo o lábio e ele sorri.

Gabby fica muito alegre ao ver Sawyer e lhe dá um abraço apertado, depois nós entramos nos carro e Christian liga para a nossa família pedindo que eles nos encontrem no apartamento. Não avisamos sobre Gabby, queremos que seja surpresa. Bem. Aposto que vai ser uma grande surpresa.

Quando chegamos ao Escala consigo ver a aglomeração da imprensa na porta. Sawyer entra na garagem e logo estaciona o carro, Christian desce primeiro e me ajuda a descer com Gabby que estava quase dormindo, ele a pega no colo e nós vamos para o elevador.

As portas duplas se abrem e nós entramos. Vejo todos de costas parados e apenas Maysa nos olha, seus olhinhos brilham quando ela vê Gabby. Christian coloca Gabby no chão, mas ninguém além de Maysa nos nota.

—Babby! —Maysa grita e todos se viram.

Maysa vem correndo e Gabby ajoelha e a abraça.

Todos ficam parados, talvez incrédulos, olhando para Gabby. Eles não se mexem, só ficam parados olhando feitas estátuas.

—Oi vovó Grace. —Gabby fala e Grace coloca a mão sobre a boca começando a chorar. Gabby chora também e corre para os braços de Grace que a pega no colo. E eu choro com a cena. Claro. —Não chora vovó.

—Porra, me diz que isso não é um sonho. —Elliot fala passando as mãos pelos cabelos enquanto se controla para não chorar. Por favor.

—Não tio Elliot, não é um sonho. —Gabby diz estendendo os braços para ele que a pega abraçando-a.

—Como isso? —Kate pergunta chorando.

—Nós ainda não sabemos. —Christian diz me abraçando. —Mas queremos descobrir. O Taylor está investigando com o Detetive Clarck e o Walch.

—Gabby. —Todos viram e olham para Carla que acabou de entrar pelas portas duplas.

—Granny! —Gabriella grita e pula do colo de Elliot correndo para os braços de Carla.

—Meu bebê. —Carla fala abraçando Gabby que volta a chorar. —Como isso é possível?

—Ainda não sabemos. —Sussurro.

Maysa fica olhando para Gabby no colo de Carla e começa a fazer careta.

—Minha Babby! —Ela diz brava e Gabby dá risada.

Gabriella desce do colo de Carla e vai até Maysa abraçando-a.

—Minha Mama. —Gabby fala e Maysa sorri.

Depois de conversarmos um pouco, e todos, inclusive eu, aceitar que isso não é um sonho, eu levo Gabby para tomar um banho enquanto Kate e Mia vão com Elliot e Ethan comprar roupas para ela.

Tiro a roupa de Gabby e vejo algumas marcas roxas no seu corpo. Ajudo-o a entrar na banheira e começo a lavá-la com uma esponja de peixinho.

—Você quer saber? —Ela pergunta enquanto brinca com a espuma. Encaro-o e franzo o lábio. —Quando eu acordei, eu estava com muita dor... Era um quarto escuro, todo sujo. Um homem mau apareceu. Ele tinha barba e cheiro de cigarro.

Meu coração dispara com a declaração.

—Ele disse que conhecia você e o papai... Também disse que via vocês... Ele ficava em um carro com vidros escuros. Eu já o vi algumas vezes antes do acidente.

—Aonde? —Pergunto tentando não demonstrar minha tensão.

—Na sua casa. Na casa da Granny Grace... Hum... E no campo. Ele ia atropelar a Maysa.

—Tem certeza que era ele? —Pergunto.

—Sim. Ele disse.

—O que mais ele disse?

—Hum... Não muito. Mas ele me deu alguns remédios para dor. Depois aquele casal brasileiro chegou lá.

—Eles iam te levar?

—Sim. Eles disseram que seriam meus novos. —Gabby faz um biquinho de choro e meu coração se parte. —Eu disse que não queria novos papais. Mas o homem mau disse que eu não tinha mais vocês, porque vocês achavam que eu tinha morrido. Então ele disse que eu teria que ir com eles. Ai ele cortou meus cabelos. —Ela solta um soluços e começa a chorar. —Eu não queria ir mamãe. E-eu, e-eu fiquei com muito medo. Eu queria você, mas vo-você.

—Me desculpa. —Digo puxando-a para um abraço. —Por favor, me perdoa. Eu não queria ter deixado você sozinha.

—Eu tive muito medo mamãe.

—Me perdoa. Por favor.

Depois que nos acalmamos, eu continuo dando seu banho.

—Fora de bater... Ele fez mais alguma coisa? —Pergunto com um tremor no queixo.

—Não... —Gabby diz. —Ele não me tocou... —Sinto um alívio enorme com a sua declaração.

—Ainda bem, mas nós teremos que ir ao médico mesmo assim. Você pode estar com algum osso trincado ou quebrado pelo acidente.

—Não. Não estou. Ele levou um médico para me ver. O médico disse que eu estava bem, mas eu tive que tomar mais remédios.

—Sinto muito. —Sussurro molhando seus cabelos. —Eu nunca mais vou deixar ninguém encostar em você. E nós nunca, nunca mais, vamos ficar longe uma da outra.

—Promete?

—Prometo.

—Mamãe, eu fiquei feia com o cabelo assim?

—Não. —Sorrio. —Você continua linda.

—Hum... E será que eu poderia fazer uma franja? Para ficar com você?

—Sim, se você quiser.

—Então você corta para mim?

—Claro. Vamos terminar aqui e eu faço isso.

—Obrigada.

Termino de dar banho em Gabby e a enrolo em uma toalha, coloco-a sentada sobre a pia e pego uma tesoura na gaveta do gabinete. Com um pente separo a parte para cortar e seguro entre o indicador e o médio.

—Pronta? —Pergunto sorrindo.

—Sim. —Ela diz fechando os olhos e sorri.

Com cuidado extremo, começo a cortar seus cabelos, depois de cortar a franja decido arrumar as pontas de seus cabelos que estão todas tortas. Corto-o em camadas e depois seco com o secador.

—Já terminou? —Gabby pergunta impaciente.

—Quase. —Digo fazendo a divisória de seu cabelo.

—E agora?

—Calma bichinha impaciente. —Digo sorrindo. —Pronto.

—Ah. Eu quero ver. —Ela diz e se vira olhando no espelho. Gabby sorri e seus olhinhos brilhantes encontram os meus através do espelho. —Nós estamos parecidas, não é?

—Sim. —Sorrio.

—Obrigada mamãe. —Ela diz sorrindo e meu coração se aquece.

—Aninha, já chegamos. —Ouço a voz da Kate vinda do quarto.

—Vamos ver o que suas tias acham do seu cabelo. —Digo ajudando minha filha a descer da pia.

—Ok. —Gabby sorri e arruma a toalha que está caindo um pouco.

Nós saímos do quarto e vemos Mia e Kate na cama.

—Uau. —Kate diz nos olhando. —Vocês estão muito parecidas agora, e Gabby seu cabelo está lindo.

—Obrigada tia Kate. —Gabby diz dando um beijinho na ponta de seu nariz.

—Você está linda Gabby. —Mia fala puxando-a para seu colo. —Muito linda.

—Vocês compraram tudo? —Pergunto vendo as sacolas no chão.

—Sim. —Mia sorri. —Nós compramos coisas para vocês também.

—É, porque usar as roupas do Christian para sempre não vai ser legal. —Kate fala e nós rimos.

Elas começam a mostrar as coisas que compraram e vamos deixando em cima da cama.

Gabby escolhe uma calça de moletom cinza e uma regatinha branca. Como hoje está um dia frio, ela calça pantufas e veste uma blusa também de moletom.

Ouvimos uma batidinha na porta e Christian entra no quarto.

—Uau, olha só que menina linda. —Ele diz para Gabby que ruboriza. —As suas avós estão fazendo um bolo para você, a Maysa está ajudando. Por que não vai lá?

—Hum... —Gabby morde o lábio e me olha.

—Eu vou estar bem aqui querida. —Digo para tranquilizá-la.

—Está bem. —Ela se levanta e me dá um beijinho nos lábios, depois vai com Kate e Mia atrás das avós.

Christian me olha e dá um sorriso de canto, ele segura minha mão e eu levanto indo para os seus braços.

—Que tal um banho?

—Hã... —Mordo o lábio. —Isso me parece uma ótima ideia. —Sorrio.

Ele sorri e segura minha mão, nós entramos no banheiro e Christian liga a banheira. Lentamente ele se aproxima de mim e começa a abrir os botões da camisa que estou usando. Minha pele se arrepia com o contato da sua. Ele apenas me olha fixo nos olhos enquanto percorre o dedo pela parte exposta, depois continua a desabotoar até o último botão.

Christian ajoelha na minha frente e começa a escorregar minha calça pelas minhas pernas. Sinto outro arrepio tomar conta do meu corpo e solto um gemido baixinho. Ele beija minha barriga e se levanta segurando minha mão para que eu saia da calça, e é o que faço.

Sorrio para ele e começo a desfazer os botões de sua camisa.

Em momento algum trocamos palavras. Apenas ficamos ali sentindo a presença um do outro. O contato da pele, os olhares apaixonados. Isso faz com que tudo parece mágico.

Christian entra na banheira e eu entro logo sem seguida sentando no meio de suas pernas, ele me abraça e beija meu ombro suavemente enquanto sua mão passeio pelo meu corpo.

—Eu te amo tanto. —Ele sussurra no meu ouvido e eu fecho os olhos sorrindo. —Promete que nunca vai me deixar? Que sempre vai estar ao meu lado?

—Sim. —Sussurro. —Eu sempre vou estar aqui. Porque eu te amo Sr. Grey.

Notas finais
O que acharam meninas? Gostaram do Reencontro? Digo... Dois dois reencontros?