Notas iniciais
Hello Girls, and boys rs' preparadas para mais bomba? Rs' boa leitura ♥

ANASTÁSIA STEELE

Já passou das duas da manhã e eu ainda não consegui dormir, estou me revirando há horas na cama.

Olho para o lado e vejo Gabby e Maysa dormindo, elas resolveram me fazer companhia essa noite.

Levanto-me e visto meu pijama (lá blusa do Grey), saio do quarto e vou para o andar de baixo ver se Christian está bem. Como ele não veio me ver aposto que desmaiou.

Entro no quarto e minhas suspeitas são confirmadas. Ele está jogado na cama ainda de terno. Reviro os olhos e caminho até ele, sento-me na ponta da cama e com cuidado tiro seus sapatos e meias jogando pelo chão. Arrasto-me pela cama e monto em cima dele para poder desfazer a gravata e tentar tirar o blazer.

Depois de muito esforço consigo minha meta e o deixo sem blusa, desfaço o botão da sua calça e depois o cubro para que ele possa dormir melhor. Levanto-me e dou um beijo suave em sua testa, ele se mexe e resmunga algo, paro para ouvir melhor.

—Eu te amo Ana. —Ele sussurra arrancando-me um sorri.

Fecho os olhos por alguns segundos e me permito lembrar-me de tudo que já passamos.

Sento ao seu lado e seguro sua mão deitando a cabeça em seu peito, ele me envolve com a mãe livre e se aconchega, como fazíamos antes.

—Eu sinto tanto a sua falta... Me perdoa por não lutar pelo nosso amor. Eu só queria que as coisas fossem como antes. Eu sinto muito.

Lágrimas escorrem pelo meu rosto e logo me deparo com um par de olhos cinza. Tento me soltar, mas Christian me puxa.

—Me desculpe baby. —Ele diz e eu choro mais. —Eu queria que as coisas fossem diferentes, sinto tanto.

—Tudo bem. Só me deixe ir. —Digo tentando me soltar.

—Eu não posso.

—Por que não?

—Porque eu te amo.

Choro mais ainda com a sua declaração e me encolho em seus braços. Nós ficamos deitados de conchinha e eu vou parando de chorar mais pouquinhos, mas volto a chorar e Christian me aperta mais e começa a cantar baixinho no meu ouvido.

Meu amor,

Sei que está difícil suportar,

Mas se ficarmos juntos,

Nada pode nos parar...

Meu amor,

O que nos uniu

Me faz continuar

Eu sigo acreditando

Pois sempre

Encontro força em teu olhar

Se um cair

O outro pode o levantar

E um de pé

O outro pode ajudar

Nascemos um pro outro...

Um pro outro...

É no consolo de seus braços e ouvindo a música que fala por nós, que lentamente vou pegando no sono.

Essa tempestade não vai nos separar...

Vou dividir meu mundo ao seu lado...

NO DIA SEGUINTE...

Acordo sentindo um calor imenso e nem preciso abrir os olhos para dizer onde estou.

Christian ainda dorme serenamente, então me levanto e dou um beijo demorado em sua testa o deixando descansar em paz.

CHRISTIAN GREY

Vejo Ana deitada em uma cama, ela tem uma expressão de dor no rosto e está com os cabelos emaranhados, aproximo-me e sento ao seu lado acariciando seu rosto.

—Eu te amo tanto baby. —Sussurro beijando seus lábios.

Estou em um campo... Todos estão aqui.

Maysa e Gabby estão jogando bola enquanto nós estamos sentados olhando-as, levanto-me e passo por elas roubando a bola, Gabby protesta e eu devolvo a bola saindo do campo.

Ouço gritos e me viro vendo Gabriella ser atingida por um carro.

Estou em um aeroporto.

De longe avisto Gabriella, ela está com os cabelos mais curtos. Minha menina abraça Taylor e eu sinto uma pontada de ciúmes.

—Gabby! —Grito e ela se vira. —Filha!

—Papai! —Gabriella corre para os meus braços e eu a pego no colo.

Meu coração quase explode quando sinto aquele cheirinho igual o de Ana. Gabby me aperta como se quisesse provar que sou real.

—Paizinho. Paizinho. —Ela repete enquanto soluça.

—Eu estou aqui baby. Eu estou aqui filha. —Digo balançando-a.

Acordo com um solavanco e me sento vendo que já é manhã.

A cama está vazia e acho que Ana já saiu, pois são dez horas.

Que sonho estranho... Na verdade, eu não sinto como se fosse um sonho, mas sim lembranças. É com um déjà vu. Eu sinto que tudo isso já aconteceu, mas não consigo me lembrar de quando. Meu celular começa a tocar distraindo-me. Vejo a foto de Ana aparecer e atendo.

—Chris, oi. Te acordei? —Ela pergunta de forma doce.

—Não, eu já tinha acordado.

—Hã... —Ana diz e sei que ela está mordendo o lábio agora.

—Você está mordendo o lábio.

—Como sabe? —Ela diz depois de segundos em silêncio.

—Desculpe, mas eu te conheço. E eu só sei.

—Ok. —Anastásia diz e sinto um pouco de alegria em sua voz. —Então... Você vai demorar a vir para a empresa?

—Não. Só vou tomar um banho.

—Ok. As meninas vão sair mais cedo, você pode pegá-las e trazê-las para cá? Eu não quero que elas fiquem em casam, dei folga para a Sra. Jones, e a sua mãe saiu com o namorado dela.

—Namorado dela?

—Sim. —Ana diz rindo. —Sua mãe tem um namorado, lembre? O August?

—Não. Acho que ela não me contou sobre isso. Mas depois eu terei uma conversinha com a dona Ella.

—Ok. Então te vejo depois. Beijo.

—Beijo.

Desligo o telefone e não sei por que, mas tenho um sorriso muito idiota no rosto.

Levanto-me e vou tomar um banho.

Assim que me troco e pego minha pasta saio de casa e sigo para o colégio das meninas. Vejo as duas sentadas juntas no parquinho com uma mulher que eu acho ser a diretora.

Gabby me dá um olhar sapeca o que eu particularmente estranho, e cochicha algo no ouvido de Maysa que gargalha.

—Papai atrasado. —Maysa diz rindo.

—Sr Grey, está atrasado. —Diz a mulher estendendo-me a mão.

—Me desculpe. —Aperto sua mão e ela dá um sorriso suave.

—Ele não se lembra de que teria que nos pegar. —Gabriella diz balançando a cabeça e eu semicerro os olhos.

Que menina danada!

—É verdade, minha perda de memória afetou tudo. —Retruco e ele semicerra os olhos.

—Ok. —A diretora diz rindo. —Eu tenho que ir crianças... E adulto... Eu acho. Até logo.

—Até. Obrigada. —Digo.

Pego as mochilas das duas criaturinhas e as guio até o carro.

Abro a porta e coloco Maysa na cadeirinha prendendo-a.

—Entra. —Digo para Gabriella.

—Eu posso sentar na frente? —Ela pergunta sorrindo e um flash passa pela minha cabeça.

Caminho com Gabby até a moto e lhe entrego o capacete depois coloco o meu.

—Posso sentar na frente? —Ela pergunta sorrindo.

—Claro. —Digo calmamente. —É até mais seguro.

Subo na moto e coloco Gabby sentada na minha frente, dou partida e nós seguimos para casa.

A moto está indo em direção ao lago e tudo que penso é tirar Gabby daqui. Perco o controle, mas já não importa apenas abraço Gabby e pulo da moto antes que a mesma caia no lago.

Gabriella grita, mas não se machuca pelo fato de eu estar protegendo-a.

Assim que paramos no chão bato com a cabeça no meio fio e mesmo estando de capacete vejo tudo ficar e escuro e logo se apagar.

—Eu... —Sussurro confuso e dou um passo para trás. —É mais seguro ir atrás.

—Você lembrou... —Ela sussurra e seus olhos marejam. —Se lembrou do dia do acidente não foi?

—Eu não sei o que são, são imagens distorcidas, mas eu vejo toda vez. Você caindo de uma moto comigo, e eu não pude fazer nada.

—Você fez. —Gabby diz e lágrimas escorrem pelo seu rosto. —Você me salvou.

Abaixo em sua frente e ela me abraça apertado.

—Me desculpe Daddy. —Gabby sussurra e meu coração se aperta. —Eu te amo tanto. Só queria que você lembrasse-se disso.

—Ei. —Seguro seu queixo, e ela me encara. —Eu posso ter perdido a memória, mas meu coração ainda lembra desse amor que sinto por você.

—Lembra?

—Sim. —Sorrio. —Quando você me encara e eu vejo essa imensidão azul. Quando você sorri ou canta. Eu tenho a certeza de já ter vivido isso antes, mas sabe o que me faz ter a certeza desse amor?

—Não...

—Quando você me abraça e me chama de papai. São esses momentos que me fazem sentir que eu já fui especial para você.

—Você não foi... Você é papai. —Gabby me abraça e eu aperto-a.

—Olha mãe, a Maysa também chama você de mamãe. —Gabby fala. —Isso significa que eu posso chamar o tio Christian de pai?

—Você pode me chamar do que quiser Gabby. —Falo sorrindo. —Eu não me importo de ter mais uma filha.

—Obrigada tio Christian! —Gabby corre e me abraça o que faz Maysa ir fazer a mesma coisa.

—Pensei que você fosse me chamar de pai. —Digo arqueando uma sobrancelha.

—Obrigada papai. —Gabby diz e eu sinto meu coração se aquecer.

Olho para Gabby sentindo meu coração se aquecer.

—O que foi? —Ela pergunta sorrindo.

—Nada pretinha. —Sussurro.

—Do que me chamou?

—Desculpe...

—Não. —Gabby sorri. —Você me chamava assim antes.

Ela sorri amplamente e me solta entrando no carro. Levanto-me e fecho a porta do carro, depois dou a volta e sigo para a empresa ouvindo minhas duas meninas cantando.

ANASTÁSIA STEELE

Saio de uma reunião onde quase fui engolida por um maldito importador Japonês, só porque o outro maldito chamado Christian Grey não estava aqui.

Cumprimento Ross, Angel, Mical e Andrea e vou para a minha sala, sento-me na minha cadeira e jogo a cabeça para trás vencida pelo cansaço. O telefone toca e eu confesso que tenho vontade de chorar, mas atendo com o que restou da minha dignidade.

—Oi Andre, ou Mical. Sei lá. —Digo confusa.

—Andrea. —Ela diz rindo. —A Mical e a Ross foram almoçar, mas enfim. Seu pai está aqui Srta. Steele.

—Meu pai? —Sento-me na cadeira engolindo em seco.

—Sim, e ele disse que não sai daqui enquanto não falar com você.

—Merda. Ok mande-o entrar. E mande o Taylor ficar na porta. Eu posso precisar de uma arma.

—Ok. —Andrea diz rindo.

Desligo o telefone e vejo a porta se abrir.

Levanto-me assim que papai entra e o encaro.

—Eu não esperava por você. Que surpresa. Sente-se.

—Me desculpe. —Papai diz e eu o encaro ainda mais surpresa.

—Desculpe... O que?

—Eu fui o pior pai do mundo para você. Te fiz sofrer, deixei você nas mãos daquela louca da Sthella, e quando você precisou de mim eu te deixei sozinha. Eu me culpei por tudo que aconteceu, não vi que você estava feliz com a Ella e o Christian, então eu os tirei de você. Tirei de vocês as pessoas que foram capazes de cuidar de você e te amar de uma forma que eu nunca consegui. Eu vi você crescer com todo aquele sofrimento e acreditei ser o melhor para você, mas eu estava muito enganado. Aquele só foi o melhor para mim. Porque no fundo eu só queria esconder a merda de pai que eu era, aquele que não sabia como fazer a filha sorrir. Aquele que não sabia como dar colo e fazer a dor passar. Aquele pai desgraçado que só se importou com a dor de si próprio e esqueceu que te uma filha linda, carinhosa, e que essa filha estava se tornando uma mulher forte, decidida, e que não foi por causa dele que ela se tornou assim. Porque ele nunca conseguiu ensinar mais que a dor. Mas esse pai de merda percebeu o quanto foi um desgraçado. Ele olhou para o passado e viu que tinha medo de perder aquela bonequinha. A mesma que ele não soube proteger. Ele teve tanto medo que a perdeu da mesma forma. Mas esse pai está aqui na sua frente pra dizer que sente muito. E saber se você pode perdoá-lo e dar à ele uma chance de entrar na sua vida de fazer as coisas direito.

—Papai. —Corro para os seus braços sem ter o que dizer e começo a chorar.

Deus!

Só o Senhor sabe o quanto eu almejei por esse abraço.

Sinto a calma invadir meu ser com esse abraço. Toda aquela barreira que foi erguida com a dor do passado vai quebrando aos pouquinhos, e é no seu abraço que eu sinto o amor nascer novamente.

—Me desculpe Annie. Eu te amo e você é e sempre foi à coisa mais importante da minha vida. Diga que me perdoa.

—É claro que eu te perdoo papai. Nenhuma mágoa vale o preço de te ter aqui do meu lado. Eu te amo e sempre vou ser sua garotinha.

—Ah Annie, eu também te amo. Eu prometo que a partir de agora serei um bom pai para você.

—Obrigada. —Sussurro encarando-o. —Eu senti tanto sua falta.

—Eu também querida.

—Mamãe! —Gabby entra correndo na sala e para ao nos ver abraçados. Ela sorri e cruza os braços. —Vocês fizeram as pazes?

—Sim. —Sorrio.

—Ah! —Ela bate palmas e dá pulinhos comemorando.

—Gabby venha aqui. —Papai diz abaixando e Gabby vai até ele. —A sua mãe e a Granny já me perdoaram, mas e você? Você me perdoa?

—Mas é claro que sim vovô. —Ela diz acariciando seu nariz. —Eu não tenho que te perdoar, você é meu vovô e eu te amo.

Papai sorri e abraça Gabby.

Christian chega a sala com Maysa e ela vai correndo abraçar meu pai.

—Ola menininha. —Papai diz sorrindo. Ele se levanta e encara Christian. —Christian, como vai?

—Bem Ray. E você? —Christian diz calmamente.

—Muito bem.

—Ei, e eu? Não ganho abraço? —Falo para aliviar o clima tenso.

—Sim! —Maysa e Gabby falam em uníssono e vem me abraçar.

—Eu vou indo Annie, sua mãe está me esperando. Nós vamos ver uma casa por aqui.

—Sério? —Digo animada.

—Sim querida, nós vamos ficar mais próximos.

—Que bom papai, eu fico muito feliz. Manda um beijo para a mamãe. E diga para ela vir me visitar.

—Ok querida, até logo. Meninas até logo.

Papai se despede de Christian com um aceno de cabeça e sai da sala.

—Como foi à reunião com os japoneses? —Christian pergunta e eu faço uma careta. —Já vi que foi ruim.

—Foi sim.

—Mamãe eu posso fazer meu trabalho no seu computador? —Gabby pergunta.

—Claro. —Digo sorrindo e ela vai até a minha cadeira e se senta.

—Qual a senha?

—192602. —Christian diz.

—Como você sabe? —Pergunto boquiaberta.

—Não sei. —Ele diz confuso. —Esse número apenas veio a minha cabeça.

—Ok... —Sussurro.

Maysa pede para ir ao chão e sai correndo para fora da sala, vejo Andrea pegá-la e levá-la para sua mesa.

Christian vai para sua sala e eu fico ajudando Gabby com o dever de casa.

O dia passa entre segurar as meninas com a ajuda de Ross, Andre, Mical e Angel, para que as duas não destruam a empresa. E foi uma missão bem difícil. As duas correram pela empresa inteira. Maysa rasgou dois contratos importantes. Gabby entrou na sala de segurança onde encontrou os seguranças dormindo (e eles foram demitidos por isso). Ela passou tinta de colorir em todos os seguranças o que fez todos da empresa rir muito. Nem Christian conseguiu ficar sério na hora de demiti-los.

Realmente essas meninas aprontaram.

As nossas funcionárias tiveram que praticamente tirar os saltos para poder correr atrás das duas, mas agora elas estão dormindo tranquilamente no sofá da minha sala.

Christian entra na sala e fica olhando as duas dormirem.

—Você quer ir agora? —Ele pergunta baixinho.

—Hã... —Mordo o lábio. —Ainda não. Eu tenho uns papéis para assinar.

—Mas esta tarde.

—Eu sei, mas é rápido.

—Eu posso te esperar então?

—Sim, mas você pode fazer um favor antes.

—Que favor?

—Quando nós ficamos até tarde na empresa você sempre comprava um bolo de chocolate pra mim. Você também nunca me falou onde era, mas eu estou com muita vontade de comer.

—Ok. —Ele diz rindo. —Eu imagino onde seja. Eu vou, mas qualquer coisa me ligue.

—Ok. —Digo sorrindo. —Obrigada.

Christian sorri e sai da sala.

Continuo resolvendo a papelada e vejo o tempo passar.

Ouço o barulho do elevador e penso ser Christian, mas quando a porta se abre eu me deparo com quem eu nunca mais imaginei que veria.

—Olá Anastásia. —Diz o maldito cafetão e eu me levanto.

—Não se mexe! —Jack entra na sala apontando uma arma para mim.

—Jack... —Sussurro confusa. —Você está com ele?

—Não Ana, nós estamos com ela. —Diz Jack e eu vejo Sthella entrar na sala.

—Olá filha.

Meu coração dispara e eu sinto como se não existe chão para pisar.

—O que vocês querem? —Digo olhando para as meninas.

—Ah, olha só. —Sthella se aproxima das meninas e meu couro cabeludo pinica.

—Fica longe delas. —Digo sentindo meus olhos marejarem.

—Ah Ana. Você realmente acha que vamos fazer isso? —Diz o cafetão. —Nós vamos conseguir um bom dinheiro com essas meninas.

—Não! —Grito e corro em direção à elas, mas Jack aponta a arma em minha direção. —Deixe-as em paz.

—Nós tentamos, mas você nos tirou tudo Ana. —Diz Sthella.

—O que? Eu nunca tirei nada de vocês.

—Tirou! —O cafetão grita. —Você e a aquele maldito bastardo tiraram tudo de nós. De cada um de nós. E assim como nós tiramos tudo dele, vamos fazer com você.

—Foram vocês... —Sussurro. —Vocês que estavam naqueles carros.

—Mas é claro que fomos nós. Vocês nos causaram muito estragos. —Diz Sthella. —Você me fez perder o homem que eu amava, e quando eu precisei de ajuda você não quis me ajudar.

—Você só queria dinheiro.

—Foda-se! Você tem sobrando, e poderia me dar.

—Você é louca! Você é minha mãe, sabia?

—Sim, e eu te odeio por isso. Primeiro você estragou meu corpo, eu fiquei gorda e com estrias horríveis por sua causa. Depois você fez o Ray ir embora. Você me tirou tudo. E aquele bastardo. Ele tomou o lugar do Jack e acabou com a vida do Maison.

—Vocês estão loucos.

—Não. Não estamos, mas vamos ficar assim que acabarmos como você. Peguem as meninas.

—Não! —Grito vendo Jack e o cafetão pegar as meninas. —Deixe-as em paz.

—Não se preocupe querida, você também vem. —Sthella diz segurando meu braço e me empurrando para fora da sala.

Eles nos levam para o elevador de funcionários e chegamos a dois carros.

Sthella abre a porta e os homens colocam minhas filhas dentro de um, ela me empurra logo em seguida para dentro do carro e entra junto com Jack enquanto o cafetão entre no outro carro e nós saímos.

—O que vocês vão fazer? —Pergunto entre lágrimas.

—Você lembra quando tinha três aninhos? —Sthella diz virando-se para mim. —Nós tínhamos ido passar o natal naquela cabana com lago congelado?

—E o lago se quebrou... —Sussurro sentindo o medo me invadir.

—Sim, e ai você quase morreu afogada. Mas infelizmente o maldito do seu pai conseguiu te salvar.

—O que? —Digo confusa.

—Fui eu quem quebrou o gelo Ana. Eu sempre quis que você morresse.

—Você é louca. —Grito e vejo Gabby acordar e olhar assustada para nós.

—Mamãe, o que está havendo? —Ela diz e começa a chorar a me ver chorando.

—Nós vamos dar um passeio Gabby. —Sthella diz dando uma gargalhada. —Hoje sua mãe vai viver o maior pesadelo da vida dela.

—Você é louca Sthella, eu sou sua filha.

—Não! —Ela grita. —Você é a porra de uma vadia que estragou minha vida. Eu tenho ódio de você. E agora você vai pagar por tudo que nos fez.

Notas finais
Então? gostaram da nova explosão? kkk, #AguentaCoração ♥