Eu e Você Para Sempre

11 Aceitando Novos Sentimentos


Notas iniciais
Hi Girls" então, eu exclui o capítulo oito, mas era só aquele capítulo tinha os nomes para votar. O capítulo antes desse é novo para quem ainda não leu. Como um foi excluído o capitulo novo ficou como dez, mas leiam garotas. Estou postando esses capítulos porque já tinha escrito, e espero que gostem. Boa Leitura ♥

O clima acaba totalmente quando meu celular começa a tocar, aperto meus olhos e sorrio e posso ouvir um riso abafado de Christian, ele se afasta e eu atendo meu celular.

—Mamãe. —Gabriella diz do outro lado.

—Oi filha.

—Mamãe. —Ouço o grito de Maysa.

—Oi filhas. —Me corrijo. —Vocês estão bem?

—Sim, mas nós estamos com saudades suas e do papai. Venham nos buscar. —Gabby diz.

—Tudo bem meu amor, nós já acabamos aqui e vamos pegar vocês.

—Ok mamãe. Até logo.

—Até meu bebê. Meus bebês.

Desligo o celular e sorrio sem graça para Christian, mas ele não diz nada. Nós nos levantamos e eu pego minha bolsa e minha pasta.

—Vamos? —Pergunto fingindo que nada aconteceu.

—Claro. —Ele caminha até o computador e coloca a senha de segurança.

Saímos da sala juntos e vemos apenas Angel e Ross na recepção. Damos boa noite para elas e seguimos para a casa de Grace.

O caminho inteiro é um silêncio ensurdecedor. Eu não consigo tirá-lo da minha cabeça, mas eu não sei o que sinto por ele, e isso é estranho. Quando eu fiquei longe dele sei que senti falta do irmão que eu tive quando criança, mas eu só não consigo mais enxergá-lo como um irmão. Eu o vejo, além disso.

Toda vez que sinto sua presença meu coração dispara. Ao ouvir sua voz borboletas voam no meu estomago. E quando seu olhar encontra o meu, minha mente vagueia... É tão estranho e intenso que chega a me deixa confuso. Malditos sentimentos que não sabemos nomear.

Christian para o carro em frente à casa de Grace e nós descemos, entramos juntos e ouvimos as gargalhadas de Gabby e Maysa vindas da sala. Sorrimos juntos e vamos até lá.

Surpreendo-me ao ver Carrick e Elliot no Just Dance, Maysa e Gabby gargalhando pela forma que eles estão dançando. Mia, Kate e Grace estão sentadas no sofá rindo bastante.

—Quem é esse homem que parece com meu pai? —Christian pergunta e todos se viram olhando-nos.

—Mamãe! —Gabby grita e vem me abraçar.

—Papai!—Maysa grita e vai abraçar Christian.

—Meu Deus! —Christian exclama enchendo Maysa de beijos. —Que bebê mais linda essa menina é.

—Mamãe. —Ela diz me estendendo os bracinhos e Christian troca a filha pela minha.

—Papai foi muito legal ficar aqui na casa da vovó Grace. —Gabby diz sorrindo.

—Vovó Grace? —Pergunto olhando para Grace.

—A sua filha é um amor Ana. —Grace diz sorrindo. —Eu não resisti em aceitá-la como neta.

—Obrigada por cuidar dela Grace. —Sorrio.

—O dia foi ótimo com essas meninas. —Mia diz rindo.

—Foi mesmo. —Kate fala. —Elas fizeram um concurso de dança com o Carrick e o Elliot.

—Eu queria ter visto isso. —Christian fala sorrindo e todos se espantam, mas não dizem nada.

—Mamãe o tio Elliot não dança bem. —Gabby fala rindo.

—Ei! —Elliot protesta e todos riem. —Eu sou um ótimo dançarino.

—Não meu filho, você não é. —Carrick fala e todos riem.

—Você também dança muito mau vovô. —Gabby fala e Carrick ri colocando a mão sobre o peito.

—É vovô. —Maysa fala rindo.

—A Maysa parece um papagaio. —Kate fala rindo. —Eu nunca a ouvi falar mais que eu “oi”, mas desde que conheceu a Gabby ela não para de falar.

Maysa sorri e me abraça.

—Obrigado por cuidarem das meninas. —Christian fala vendo Gabby bocejar e deitar a cabeça na curva do seu pescoço. —E deixarem elas bem cansadas.

—Realmente. —Sorrio. —O dia foi cheio.

—Sentem-se crianças. —Grace fala e nós dois sentamos. —Como foi na empresa?

—Bem. —Sorrio. —Ainda bem que eu tenho um Christian Grey para me ajudar com meus problemas na empresa.

Christian sorri e segura minha mão.

—O problema foi muito grave? —Carrick pergunta.

—Um Hacker. —Diz Christian. —Ele invadiu o sistema de segurança, mas nós já resolvemos tudo. Inclusive contratamos novos funcionários.

—Literalmente. —Falo dando um sorriso falso. —Ele contratou até novos seguranças para mim.

—Aleluia! —Elliot e Kate dizem juntos.

—Você não tinha segurança? —Grace pergunta.

—Nenhum. —Elliot fala. —Essa mulher não tem nem empregada. Ela vive à mercê de comida pronta.

—Você é doida Ana? —Mia pergunta. —você é uma CEO famosa, sem segurança qualquer um poderia te atacar. Ou sei lá. Tentar fazer algo para te prejudicar.

—A Mia tem razão. —Carrick fala. —Segurança vem acima de tudo.

—Está vendo Ana. —Christian fala e eu ruborizo. —Mas fiquem tranquilos. Tudo já foi resolvido.

—Que bom, mas vocês descobriram quem era o Hacker? —Grace pergunta.

—Não... Ainda não. —Sussurro. —A única coisa que sabemos é que ele é de Detroit.

—Detroit? —Carrick pergunta e Christian balança a cabeça.

—Bom. —Christian fala olhando as meninas que já estão dormindo. —É melhor levarmos as meninas para casa.

—Tragam elas amanhã de novo. —Grace fala sorrindo. —Eu vou adorar ficar com elas novamente.

—Tudo bem. —Sorrio. —Obrigada mais uma vez Grace.

—De nada querida. E tomem cuidado.

Sorrio e me levanto com Maysa. Despeço-me de todos e espero Christian fazer o mesmo, depois que saímos nós colocamos as meninas no carro, Maysa na cadeirinha e Gabby presa ao cinto de segurança. Christian abre a porta e eu entro depois ele dá a volta e entra.

Estou tão cansada que lentamente meus olhos vão se fechando e eu vou pegando no sono.

CHRISTIAN GREY

Vou o caminho inteiro pesando em tudo que aconteceu na empresa. Eu não acredito que quase beijei Ana. Sei que talvez ela nem me veja assim, mas isso está ficando mais forte e maior do que eu. Chega a me assustar e eu não sei o que fazer, está sendo maior do que eu posso imaginar.

Entro no edifício Lambert (que é onde Ana mora) e estaciono o carro. Vejo Taylor já me esperando com mais um homem ao seu lado. Desço do carro e deixo as meninas dormindo.

—Taylor. —Digo me aproximando.

—Sr. Grey. —Ele diz formalmente. —Esse é Sawyer.

—Muito prazer Sr. Grey. —Sawyer diz.

—Ele tem uma ótima ficha senhor. Nós trabalhamos juntos.

Só de Taylor falar isso eu sei que Sawyer é de confiança.

—Ótimo! —Exclamo. —Taylor, Sawyer, peguem as meninas, por favor, eu não quero acordar a Ana, o dia foi cansativo.

—Tudo bem Sr. Grey. —Taylor diz abrindo a porta do carro e pega Gabby.

Sawyer pega Maysa e os dois seguem para o elevador com as meninas.

Abro a porta e desafivelo o cinto de Ana, com cuidado pego-a em meus braços e fecho a porta.

Paro por alguns segundos e me permito olhá-la. É tão diferente a sensação de ter seu mundo inteiro nos seus braços.

Ana solta um gemido baixinho e se encolhe nos meu braços por causa do frio, sorrio e aperto-a um pouco. Caminho até o elevador entro e logo ele começa a subir.

Quando entro no apartamento Taylor me informa que as meninas estão dormindo no quarto de Gabby, então eu sigo para o quarto de Ana e a coloco deitada sobre a cama, cubro-a e quando vou sair de perto dela, ela segura minha mão.

—Não vai. —Ana sussurra abrindo um sorriso. —Fica comigo... Como quando éramos pequenos.

Sorrio para ela e dou um beijo em seu testa.

Tiro meu blazer, meus sapatos, minhas meias e depois minha camisa e por fim deito atrás de Ana puxando-a pela barriga contra meu peito, ela se aconchega e pega no sono novamente, o que me permite observá-la por um longo tempo até pegar no sono.

NA MANHÃ SEGUINTE...

Acordo primeiro que Ana, então eu fico apenas observando-a dormir em meus braços. Ela suspira baixinho e se encolhe. Hoje é sábado e está muito frio. Não consigo parar de olhar para Ana, ela é tão pequena e delicada, cadê detalhe dela chama atenção. Cada esboço, cada sorriso. É como se ela fosse a obra perfeita de um grande artista. Isso. Deus foi o grande artista e Ana foi a grande obra.

—Ei. —Sussurro e passo meu nariz atrás de seu ouvido fazendo com que ela se arrepie. —Acorde.

—Hum... —Ana sussurra se encolhendo mais. —Que tal mais cinco minutos?

—Acho que não Srta. Steele. —Digo beijando seu ombro.

—Onde estão as meninas? —Ana pergunta abrindo os seus lindos olhos azuis.

—Com a Gail.

—Quem é Gail?

—Minha governanta. Que agora é meio sua. Há, e devo te informar que ela adorou sua cozinha.

—Ok. —Ana diz rindo. —Acho que estou sequestrando seus funcionários Sr. Grey.

—Não é sequestro seu eu oferecer os serviços deles.

—Claro. —Ela sorri e se encolhe deitando a cabeça no meu peito. Enrijeço, mas não me movo. —Eu não vou te machucar seu medroso.

—Eu não estou com medo.

—Não? —Ela se levanta rapidamente e monta em cima de mim fazendo-me enrijecer mais. —você está com medo.

—Ana. Para. —Digo meio sem paciência.

—Está com medo Sr. Grey? —Ela dá um sorrisinho e morde o lábio.

—Não! —Digo bravo.

—Prova!

—Como? —Pergunto confuso.

—Me deixa te tocar. —Ela levanta a mão, mas eu seguro seu pulso. —Tem medo de mim Sr. Grey?

Fico em silêncio por alguns segundos.

Essa mulher que me enlouquecer só pode.

Eu sei que não tenho medo dela, mas eu nunca fui tocado... Bem, por ela sim, mas faz vinte anos.

Ana olha em meus olhos e parece envergonhada, mas antes que ela saia de cima de mim eu solto sua mão e seguro sua cintura.

—Fique à vontade Srta. Steele. —Digo tentando manter a calma.

—Sério? —Ela arqueia a sobrancelha.

—Sim. E vá logo antes que eu mude de ideia.

Ana dá um maldito sorrisinho e começa a passear a unha pelo meu peito.

Diferente do que eu pensei não sinto medo. Minha respiração acelera e tudo que ela está conseguindo é me excitar, mas tento me segurar ao máximo. Ela aperta mais as unhas e começa a deixar pequenas marcas vermelhas. Minha respiração acelera, e não é por medo, é porque agora eu realmente quero agarrá-la e fodê-la de cinquenta formas diferentes.

Anastásia começa a morder o lábio e eu começo a ficar mais tenso. Ela apoia as duas mãos no meu peito e se abaixa lentamente aproximando os lábios do meu ouvido.

—Parabéns Sr. Grey. Você provou. —Ela sussurra e morde o lóbulo da minha orelha.

Puta que pariu!

Ela quer acabar comigo, só pode!

Ana se move para sair de cima de mim, mas sou mais rápido e viro-a na cama ficando em cima dela, ataco seus lábios e começa a beijá-la de forma dura, mas logo vou acalmando-me quando percebo o carinho e a calma de seu beijo.

Passeio uma mão por seu corpo enquanto a outra segura sua nunca. Ana geme na minha boca e isso me deixa em êxtase. Começo a subir a mão pela sua coxa por dentro da camisola e ela se remexe embaixo de mim fazendo-me enlouquecer.

Anastásia passa as unhas pelas minhas costas e tudo vai esquentando mais.

Quando dou por mim já arranquei sua camisola e ela está apenas de calcinha. Aproveito ao máximo cada detalhe de seu corpo. Tê-la em meus braços é como ter o mundo só para mim. Ela é linda e desejável em cada movimento, cada gemido de prazer faz-me enlouquecer e querer mais dela.

Estar ao seu lado é como estar em um paraíso pessoal. Ela é calma e gentil em cada olhar, cada beijo é um desejo, cada sorriso é um sonho. Estar ao lado dela é como viver realmente.

Ah Ana, só agora percebo que tudo que faltava em mim, eu encontro em você.

Ainda recuperando o fôlego, Ana deita a cabeça no meu peito e eu a cubro com o lençol. Ela abre um sorriso lindo que derrete meu coração.

—Como vai ser daqui para frente? —Ana apoia o queixo no meu peito e bate os cílios.

—Eu não faço a menor ideia. Tudo que sei é que quero ficar do seu lado. —Digo beijando sua testa.

Ana sorri e deita novamente caindo no sono.

Meu Deus! Que mulher dorminhoca.

Olho no relógio e vejo que ainda são seis e meia. Aconchego-me mais em Ana e fico acariciando suas costas nuas. Fico assim por horas. Só tendo-a em meus braços, sentindo-a aqui pertinho de mim, e cai entre nós, essa é a melhor coisa do mundo.

Enquanto Ana dorme, eu me visto e vou ver as meninas, mas encontro-as muito ocupadas fazendo biscoitos com a Sra. Jones, então elas me expulsam da cozinha e eu derrotado, volto para cama. Quando é mais ou menos oito horas Ana acorda realmente, ela sorri para mim e me aperta em um abraço quente.

—Bom dia! —Ela exclama dando-me um beijo casto nos lábios. —Onde estão nossas filhas?

—Fazendo biscoitos. —Sorrio. —Elas me expulsaram da cozinha.

—Sério? —Ana pergunta rindo.

—Sim, mas eu acho que se for você, elas duas não vão te expulsar.

—A Gabby me expulsaria. Ela sabe que eu não sei fazer nem macarrão instantâneo.

—Sério? —Pergunto achando graça.

—Muito sério Sr. Grey e não ouse rir de mim.

—Jamais. —Digo rindo e ela me dá um tapa.

—Sabe. —Ana diz passando a unha no meu peito e eu em arrepio. —Nós poderíamos ficar o dia todo aqui. E amanhã também.

—A é? E as nossas filhas?

—Nós podemos mandá-las para a Grace. Podemos até embrulhá-las.

—Bem. Eu posso pensar nisso.

—Eu posso te convencer. —Ana senta em cima de mim. —Sabia?

—Já me convenceu. —Digo puxando ela para um beijo.

Depois que saímos da cama nós dois tomamos um banho rápido e vamos avisar para as meninas que elas vão para a casa da avó, o que as deixa muito feliz. Ana arruma as duas enquanto eu preparo a mochila delas, mas é obvio que a Ana me ajuda nisso também, porque eu não faço a mínima ideia do que colocar na mochila de duas meninas.

Depois que elas estão prontas nós nos despedimos e Taylor e Sawyer as levam. Assim que eles saem eu agarro Ana e ela começa a rir pelo susto.

—O que você quer fazer baby? —Pergunto levando-a para o sofá.

—Que tal te abraçar e nunca mais soltar? —Ela pergunta dengosa e eu acabo rindo.

—Isso me parece uma ótima ideia, mas... Que tal assistirmos uns filmes?

—Tudo bem, mas que tal... Se você fizesse brigadeiro de panela?

—Você ainda lembra-se disso?

—Claro que sim! Você fazia para mim quando éramos pequenos.

—Bons tempos... Bom. Então vamos fazer brigadeiro de panela, mas eu faço questão que você me ajude.

—Com prazer Sr. Grey.

Vamos para a cozinha e com a ajuda de Ana, separo as coisas para fazer o brigadeiro, deixo-a mexendo à panela enquanto fico observando-a apoiado ao balcão.

—Como eu vou saber que esta bom? —Ela pergunta e eu gargalho. —É sério.

—Quando começar a soltar da panela. —Digo calmamente.

—Sério? Então eu acho que já está bom.

Reviro os olhos e me aproximando, mas ela realmente tem razão. Desligo o fogão e pego a panela despejando o brigadeiro em um recipiente, deixo esfriando enquanto lavo a panela.

—Christian Grey, o CEO famoso também sabe lavar louça. —Anda diz gesticulando no ar e eu reviro os olhos e dou risada. —Acho que essa seria uma ótima foto para um jornal, não acha?

—Claro! E eles diriam: o que o CEO famoso faz só de cueca na cozinha da CEO famosa? —Debocho rindo e ela faz uma careta.

—Séria uma ótima matéria. —Ana diz rindo e eu tenho vontade de beijá-la.

Ela é tão linda quando sorri.

Abro a boca para falar, mas desisto assim que ouço a voz de Kate.

ANASTÁSIA STEELE

Kate entra na cozinha e fica estática ao ver Christian só de cueca na frente da pia. Ela bufa e cruza os braços arqueando uma sobrancelha.

—Irmãos é? —Kate fala e nós começamos a rir. —Cunhadinho a menos que queria que todos te vejam assim, sugiro que coloque uma roupa.

—Todos? —Christian pergunta confuso.

—Seus irmãos estão chegando.

—Merda!

Christian sai da cozinha e eu começo a rir com a maior cara de culpada.

—Você acha isso bonito? Um homem praticamente nu na sua cozinha?

—Amiga eu acho ele muito mais que bonito. —Digo fingindo-me de desentendida.

—Cretina! —Kate exclama e eu dou risada. —Vocês estão juntos?

—Sabe que eu não sei... —Semicerros os olhos e caminho até o balcão pegando um pouco e brigadeiro com a colher.

—Não sabe? É o que então? Amizade colorida?

—Não sei. —Dou de ombros.

Meu CEO gostoso volta à cozinha agora com roupas, ele me abraça por trás e pega a colher da minha mão comendo um pouco de brigadeiro.

—Eu não acredito que vocês estão se pegando. —Elliot diz entrando na cozinha.

—Qual o problema? —Christian fala beijando meu ombro e eu arqueio as sobrancelhas.

—Sério? —Kate debocha. —Tudo que eu e o Elliot ouvíamos eram vocês dois falando mal um do outro, agora vocês estão ai se agarrando, como se fosse normal.

—Quem está se agarran... —Mia para no meio de sua frase e nos olha boquiaberta. —E aquele papo de irmão?

—Estou querendo saber também. —Elliot fala e eu começo a rir.

—Ah gente, vamos parar de drama. —Digo calmamente. —Nós não estamos cometendo nenhum crime.

—Vocês juntos é tão estranho quanto cometer um crime. —Elliot fala olhando para o nada.

—Muito estranho? —Christian fala começando a beijar meu pescoço. E vai subindo até meus lábios. —Estranho assim.

—Arg! Para! —Mia grita e nós nos separamos rindo.

—Vocês tem algum plano para hoje? —Kate pergunta se debruçando contra o balcão. —Fora se pegar.

—Não. —Sussurro comendo mais um pouco de brigadeiro.

—Que tal se todos nós formos para uma balada? —Mia pergunta animada.

—Claro, vai ficar lindo chegar à balada com os dois maiores CEOs da América. —Arqueio a sobrancelha e Kate faz uma careta.

—E que tal irmos para aquela casa de campo? —Elliot sugere. —Seria legal.

—Não. —Faço uma careta.

—E que tal uma partida de futebol? —Christian pergunta e todos o olham. —A Gabby gosta de futebol.

—É verdade. —Kate fala. —Ela manda muito bem.

—Sério? —Mia pergunta.

—Por que não? —Diz Elliot. —Tem um campo perto do lago aonde nós íamos quando éramos criança. Poderia ser legal, sem contar que eu adoraria ver minha sobrinha jogando bola.

—É, e vai ser incrível ver uma menina de oito anos dar uma surra e vocês. —Falo rindo. —Se bem que todos nós poderíamos jogar. Inclusive a Grace e o Carrick.

—Fechado então. —Christian diz apertando em seus braços. —Vamos nos arrumar. E cunhada, você poderia chamar seu irmão.

—É mesmo, ele adora futebol. —Kate fala e da um olhar que faz Mia ficar rubra. —E a Mia adora meu irmão.

—Não começa. —Ela diz fuzilando Kate. —Vamos logo!

—Então vamos nos arrumar e seguir para a casa dos seus pais para pegar as meninas. —Digo. —Ainda bem que está saindo sol.

Depois de combinarmos tudo, eu vou para o meu quarto com Christian e os outros vão para a casa de Grace.

Escolho um short preto de lycra que fica bem abaixo da minha bunda, uma regata cinza e um casaquinho. Coloco um tênis e prendo meu cabelo em um rabo de cavalo. Christian me olha de cima a baixo e seu queixo cai formando um ‘o’.

—Você vai ir assim? —Ele pergunta e eu dou risada.

—Sim. —Digo finalizando o laço no meu tênis.

Ele está vestindo um short branco, camisa preta e chuteiras, está até parecendo um jogador, só que mais bonito.

—Você está louca? —Ele diz com ciúme palpável em sua voz e eu dou risada.

—Baby, é só uma roupa.

—Que roupa? Esse pedaço de pano?

—Christian Grey, não ouse querer controlar as minhas roupas. —Aproximo-me dele e lhe dou um beijo provocativo no pescoço. —Pensa bem. Qualquer um pode me ver assim, mas só você me tem nessas roupas, e até sem elas.

—Você é terrível. —Ele diz me beijando. —Mas até que tem razão. Agora vamos logo, e trate te levar uma blusa de frio.

—Não precisa, está calor.

—Anastásia.

—Pare de agir como se fosse meu pai, e nem pense em usar a desculpa de que é como um irmão mais velho, nem você mesmo acredita nisso.

—Ok. —Ele levanta as mãos em sinal de rendição. —Vamos então.

—Vamos.

Depois de pegar as coisas das nossas filhas nós saímos e Taylor e Sawyer nos escoltam.

Quando chegamos à casa de Grace, Gabby vem correndo nos abraçar seguida pela pequena Maysa.

—Nós vamos mesmo jogar bola? —Ela diz eufórica.

—Sim. —Christian diz pegando-a no colo.

—Christian. —Grace diz entrando na sala e nos cumprimenta com um beijo.

Ela está com o cabelo preso em um rabo de cavalo, está usando uma regata laranja, legging preta e tênis com molas.

—Mãe? —Christian diz confuso. —O que houve com a Dama Da Alta Sociedade?

—Ela resolver passar um tempo com os filhos e os netos. —Grace diz pegando Maysa no colo.

—Olá crianças. —Carrick entra na sala vestindo uma calça de moletom cinza, tênis e blusa vermelha. —Como estão?

—Bem. —Digo. —E ai meninas, vamos trocar de roupa?

—Você trouxe meu uniforme, mamãe? —Gabby diz pedindo meu colo.

—Mas é claro que sim. —Pego-a no colo e lhe dou um beijo nos lábios. —Vamos nos trocar. Você também May.

—Eba! —May fala batendo palma e nós sorrimos.

Vou para um dos quartos com as meninas e ajudo-as a se trocar.

Coloco um macaquinho violeta em Maysa com o numero “10” estampado no peito e calço seu tênis branco de mola. Prendo seu cabelo em um coque e ela me agradece com um beijo. Olho para Gabby e me encho de orgulho, como sempre.

Ela está usando o uniforme que dei para ela em seu aniversário. O que ela julga como seu favorito.

Um short de lycra branco, uma camisa rosa com o nome de seu time e um “10” estampado, meias brancas nas canelas e uma chuteira também rosa.

—Como estou? —Ela pergunta sorrindo.

—Linda como sempre! —Exclamo sorrindo.

Puxo ela e Maysa e lhes dou um beijo.

Meu Deus! Como eu amo essas garotas.

Notas finais
O que acharam meninas? Comentem ♥