Notas iniciais
Comecei a introdução de novos personagens no enredo. Espero que gostem desse crossover de histórias. Fico agradecido a todos os comentários, e me comprometo a terminar esta história para vocês!

Att
Toshi

Nos limites da cidade, dois novos personagens adentravam na história. Um deles era alto e musculoso, com o rosto jovial e meio anti-social. Suas vestes eram simples, com uma camiseta preta estampada por um enorme “S”, e Jeans velho. O outro rapaz usava um moletom cinza, nada havia de diferente em suas roupas, exceto por seu rosto. Uma máscara escondia seus olhos, e ocultava sua identidade.

-Chegamos, Super Boy, acho que é daqui que vem os rumores.

-Se estiverem certo, provavelmente existe 2 super-heróis disputando espaço por aqui. Não sei qual a intenção real deles, mas é bom investigarmos, Robin.

Ambos os rapazes eram heróis em treinamento. Robin destacava-se como um menino prodígio, com inúmeros talentos e ótimas habilidades em artes marciais, sua inteligência encontrava-se acima da média. Já fora assistente e aprendiz no passado, porém agora procurava agir de maneira mais independente, não sendo tão vinculado de seu antigo parceiro.

Super-boy nascera de um experimento genético, sendo concebido partindo do DNA de Super-man, porém visando ser apenas uma arma biológica. Suas habilidades ainda não se equiparavam com as do outro herói, mesmo assim sua força física e resistência são inacreditáveis.

-Não faço ideia de como encontra-los, desconhecemos suas identidades verdadeiras. O que vamos fazer agora?

-Sem problemas, Super-boy! Claro que eu já tenho um plano em mente, e isto ajudará bastante.

Robin tirava de uma mochila, um pequeno computador portátil. Ele ligava e rapidamente começava a mexer no aparelho. Super-boy não entendia direito o que o outro garoto fazia, resolvendo espiar um pouco. Quanto mais olhava, menos compreendia.

-No que? Não vejo como seus vídeo-games possam ser úteis agora.

-Não são vídeo-games, estou usando meu computador para ter acesso a todo o circuito de monitoramento da cidade. Cruzando as datas e os locais dos aparecimentos desses heróis... Bingo!

-O que você fez?

Sorrindo de maneira marota, como se acabasse de fazer uma travessura, Robin exibia a tela do seu aparelho. O menino percebera que sempre que Hulkling vinha à público, um jovem de cabelos loiros aparecia nas redondezas, sempre filmado pouco antes aos incidentes. Com isso, se tornava fácil deduzir a identidade de um dos procurados.

-O outro cara eu não encontrei, mas pelo menos tenho uma pista de quem possa ser o grandalhão verde. Sempre que ele aparece, um garoto loiro é visto aos arredores dos ataques, tenho quase certeza que deve ser ele.

-Muito bem!

Super-boy ficava impressionado com a inteligência de seu parceiro. Menos de cinco minutos em uma cidade desconhecida, e Robin já conseguia reunir pistas e possibilitar ações de buscas. O menino prodígio era abraçado por seu colega, que repousava carinhosamente o queixo em seu ombro.

-Muito bem, Poppet*. Estou muito impressionado, que sorte de vir com você e não com Kid Flash.

As faces de Robin ficavam extremamente vermelhas, fora pego de surpresa pelo abraço, instintivamente tentava se afastar. A força descomunal de Super-boy, garantia que seu refém( que não tinha poder algum, apesar de todos os talentos), não conseguisse se soltar.

-Ah... Para com isso, para... Me solta!

-Nem pensar, você é a coisa mais fofa desse mundo.

Um beijo delicado, porém firme, fora cravado no rosto do menino mascarado. Isso fazia com que seu pescoço se eriçasse e seu sangue corresse frio. Rapidamente ele era liberado do abraço de pedra que o prendia, e saia andando com raiva.

-Quando vai parar com essas brincadeiras bobas?

-Quando admitir que gosta de mim.

Robin saia bufando e com raiva, sem ao menos saber onde se dirigir. Super-boy ria muito daquilo, ele mantinha sentimentos para com o parceiro, e notara que tinha chances com seu colega. De uns tempos para cá, ele insistia nas investidas, e tinha certeza que seus sentimentos eram recíprocos.

-Um dia você vai admitir isso, um dia vai.

_____________________________________________________________________________


Distante dos fatos relatados acima, nos braços de seu namorado, Billy repousava tão calmamente que tinha pena de acordar. Aos poucos a consciência voltava em seu corpo e o fazia se levantar. Teddy percebia o despertar de seu parceiro, permitindo-o mover-se.


-Acordado, Rock Star? Dormiu bem?

Teddy se espreguiçava preguiçosamente na cama, levantava-se aos poucos, sentindo um leve desconforto nas juntas. As marcas dos ataques em seu corpo não desapareceriam com apenas uma soneca. Mesmo assim o menino se sentia revigorado, sentando-se na beira da cama e sorrindo.

-Pensei que eu fosse o seu lindinho, ou só vou escutar isso quando me machucar novamente?

-Ora, seu...

Era um pouco cruel para Teddy, ser relembrado do que fez em um momento de fúria. Seu rosto ficava um pouco cabisbaixo e suas faces se contorciam. Billy notara a mudança no humor do namorado, e tratou de beija-lo suavemente nos lábios, depois acariciar seus cabelos dourados .

-Tudo bem, estou só brincando.

-Seu bobo.

Teddy olhava pra Billy, seu rosto ficara vermelho e ele bufava, fazendo bico com os lábios. Por mais que quisesse ficar irritado com o parceiro, não conseguia parar de rir. A barriga de ambos os garotos começava a roncar, o relógio denunciava a hora do almoço.

-Fique aqui, lindinho, vou buscar uma coisa pra comermos.

-Eu posso descer para a cozinha, não estou invalidado ainda.

-Nem pense nisso.

O tornozelo de Billy continuava inchado, uma bolsa de gelo, que fora deixado sobre a região, ajudou a diminuir significativamente a lesão, mas ainda se encontrava dolorida. Teddy sabia de tudo isso e insistia para que o outro menino permanecesse na cama.

-Será rápido, fique ai meu lindinho.

-Tá, tá...

-E não fique emburrado!

Saindo do cômodo e descendo as escadas, Teddy corria até a cozinha, vasculhava algumas guloseimas para levar ao quarto de cima. Ajeitava uns pães doces em uma bandeja e deixava tudo em cima da mesa. Suspirava pesadamente e se dirigia para a porta da frente, saindo para o quintal.

-Seja lá quem for, saia já dai, minha paciência não é um ponto forte.

Saltado de uma árvore crescida em uma casa vizinha, um pequeno garoto, de corpo esguio e atlético, se voltava até Billy. Seu uniforme consistia em uma malha preta e vermelha, com um “R” gravado em seu peito. O menino não possuía qualquer super-poder, mas tinha habilidades de combate notáveis.

-Notou minha presença, mesmo eu me esgueirando feito um ninja?! Legal!

-Não tenho tempo para suas brincadeiras, diga logo o que deseja.

Dentro da casa, Billy se encontrava ferido e cansado, provavelmente não teria condições para um embate. Teddy se sentia na obrigação de não provocar confusões, mas com certeza ter alguém xeretando sua casa, traria alguma complicação. O loiro alto suspirava, contava até dez, e olhava nos olhos do intruso inesperado.

-Rumores me trouxeram a essa cidade, a princípio você a guardava como bem feitor, mas recentemente foi testemunhada uma briga sua com outro super-herói.

-E o que você tem haver com isso?

O coração e sangue de Hulkling gelaram, não tinha medo do garoto que se mostrava em sua frente, mas receio que aquilo acabasse envolvendo seu namorado. Os punhos de sua mão se fecharam e ele mordiscava o lábio inferior, estava pronto para fazer alguém voar, se necessário.

-Eu represento a Liga da Justiça Jr, e estamos com receio que suas ações descontroladas machuquem pessoas inocentes. Queremos que venha conosco para prestar esclarecimentos.

-Só pode estar de brincadeira... Esclarecimentos aonde e para quem? E o que acontece se não gostarem do que digo?

-Bom... Isso não é do meu departamento, mas acredito que você vai ser colocado sobre vigia, ou algo assim. No pior dos casos, será detido caso pareça uma ameaça.

A sobrancelha de Teddy se erguia um pouco, de maneira cética e nem um pouco assustada, achava graça da situação atual. Estava sendo ameaçado por um nanico fantasiado, aparentemente sem poder nem um. O loiro suspirava de novo e dava as costas, voltando para casa e dizendo:

-Não vou a lugar algum, nem tenho a menor intenção de provar nada a alguém. Tenho outras prioridades agora, então se me dá licença...

Rápido como um lince, o pequeno Robin tirava de seu cinto de utilidades uma porção de discos. Aqueles objetos continham explosivos poderosos, e estavam empunhados em posição de ataque.

-Escuta, não tenho nada contra você, mas infelizmente minhas ordens são claras. Ou vai comigo por bem...

Percebendo que agora havia uma ameaça no campo, Teddy ficava mais alerta e ativo. Notava os objetos ameaçadores nas mãos de Robin, e olhou de relance para sua casa. Havia alguém que a todo custo merecia ser protegido,

-Agora venha comigo, muito devag...

Antes que Robin terminasse a frase, fora acertado por um soco no estômago que o fez voar. Teddy ainda não assumira sua forma de herói, mas correra e golpeara seu inimigo com força e agilidade surpreendentes. Estava disposto a ferir se necessário.

-Não vou ser tão bonzinho da próxima vez, então sugiro que se retire pacificamente.

Próximo ao local, Super Boy estava a espreita, esperando para ver se aconteceria algo errado na abordagem da missão. Viu Robin ser arremessado feito papel, e irritou-se por ver o companheiro golpeado. Respirando bem fundo pelo nariz, saiu correndo de seu esconderijo e acertava um golpe de ombro em Teddy.

-O que pensa que está fazendo, seu imbecil.

Era a vez de Teddy ser arremessado aos ares, com o impacto de uma batida de caminhão, o loiro fora acertada e se levantava lentamente. O ódio inflava em seu peito, fazendo-o grunhir de fúria. Não sabia quem eram seus inimigos, mas os faria sofrer dolorosamente.

-Desista idiota, são dois contra um, talvez sua força seja páreo para minha, mas a balança pesa para o nosso lado.

Super-boy estava convencido que havia vencido em números, mas algo o fez mudar de opinião. Rapidamente o vento começava a soprar correntes agressivas, o tempo se fechava como em uma tempestade, e os sons de trovões ecoavam no céu. Um raio caia certeiramente em sua direção, conseguindo desviar por poucos centímetros.

Todos ficaram surpresos com o ato, mas Teddy sabia quem era o único ser que conseguiria fazer tal feito, no momento. Seus olhos se voltavam para a residência, e na porta de entrada, escorado pelo batente, jazia Billy. O novo lutador tinha o rosto sério, porém suave, se mostrando racional e perigoso.

-Comigo, agora está 2 contra 2, se bem que... Algo me diz que isso nem vai ser um embate.

Notas finais
*Poppet- Super boy usa um termo carinhoso, usado para crianças e animais de estimação - Boneco, lindinho, bonitinho ...