Eu Te Amo

9 Capítulo 9


Notas iniciais
Novinhooo... Esse está lindo... modéstia a parte... hehehe

O jantar transcorreu normal. Tudo bem alguns olhares curiosos dos meus pais entre eu e o Artur. Acho que realmente é bobeira minha em querer esconder o meu sentimento deles, pois está na cara que eles já sacaram ha muito tempo, só não falam nada acredito que para não nos deixar sem graça. Mas eu também não vou falar nada porque o Artur ainda não tomou nenhuma iniciativa. Eu sei que eu o amo, que o meu desejo por ele é quase maior que o meu desejo por ar. Também sei que ele tem sentimento por mim, mas ainda não tivemos uma conversa pra definir o que nós somos. E em que essa relação vai se transformar.

— Filha, você já falou com o Artur sobre o fim de semana? — Minha mãe me tirou dos meus pensamentos.

— Não mãe, ainda não tive a oportunidade. — ela estava com aquele sorrisinho travesso nos lábios. Minha mãe é uma peça, rara.

— Agora eu fiquei curioso, do que se trata?

— É que o papai e a Mamãe estão indo pra São Paulo amanha, e parece que o Pedro tem algum compromisso no fim de semana. Como eu vou ficar sozinha...

— Será um prazer tomar conta dela, pra vocês tia. — ele me interrompeu falando em um tom brincalhão e me irritando como sempre e fazendo todos na mesa rirem menos eu.

— Eu não sou nenhuma criança que precisam tomar conta de mim. Não sei se vocês se recordam, mas passei um bom tempo sozinha nos EUA. — falei cruzando os braços e fazendo beicinho, realmente brava.

— Realmente mana, você é uma adulta, olha o tamanho da sua tromba. — todos riram inclusive eu. Realmente tenho alguns problemas com o meu temperamento.

— Mas, é serio Artur, eu não quero incomodar, se você já tiver outros planos eu fico em casa, não tem problema nenhum.

— Iza, eu não tenho outros planos e mesmo que eu tivesse seriam desmarcados. Afinal, jamais deixaria você sozinha em casa um fim de semana inteiro. Quem iria te alimentar? Todos riram novamente e percebi quem era a piada da noite.

Depois do jantar teve um pequeno show com voz e violão de MPB, o papai e a mamãe foram embora mais cedo e ficamos eu o Artur e o Pedro no restaurante do clube. Eu tinha vindo com o meu carro para o Pedro voltar nele e já tinha trago algumas coisas pra passar a noite na casa do Artur, e amanhã se precisasse a gente poderia ir até a minha casa buscar mais algumas coisas.

Estava muito legal conversamos, bebemos e rimos bastante, senti falta da Mari. Já era quase meia noite quando pedi licença para ir ao banheiro, tinha bebido um pouco mais que o costume e já estava precisando me refrescar e retocar a maquiagem. O Artur se ofereceu para me acompanhar, mas eu disse que não precisava. Quando eu voltei para mesa, os meninos não estavam mais sozinhos. Vi que quem estava ao lado do meu irmão era a Vanessa e noto uma loira oxigenada sentada ao lado do Artur, mesmo não vendo o rosto dela eu sei que é a Gabriela, e o pior não foi isso. Foi ver que ela estava com a mão no braço dele e todos estavam rindo descontraidamente. O meu sangue ferveu, eu não sabia se ia até lá e tirava ela de perto dele pelos cabelos ou se ia embora, fiquei mais algum tempo observando a cena e vi que eu não tinha estomago para aquilo, eu precisava sair daqui o mais rápido possível. Virei-me e saí o mais discretamente possível, antes que eu desmoronasse e começasse a chorar no meio de um lugar publico, eles nem se deram conta da minha ausência, nem mesmo o meu irmão, quem esses dois pensam que são. Eu saí por uma porta lateral, diferente de onde entrei, e com toda a bebida da noite eu fiquei perdida dentro do estacionamento do clube não conseguia encontrar meu carro. “Que merda! Como eu não sei onde eu deixei o maldito carro? Grande Iza.” Dei mais algumas voltas e finalmente encontrei, corri até ele e entrei. Engatei a ré e sai cantando pneus. Hoje estava anormalmente escuro, eu estava dirigindo sem rumo me perguntando se eles já sentiram a minha falta. Nesse momento o meu telefone começou a tocar, era o Artur, e eu não vou atender. As chamadas se alternavam entre o Artur e o Pedro, incessantemente. Decidi atender a ligação do Pedro, pra evitar que alarmassem o papai e a mamãe.

— Iza, pelo amor de Deus, onde você está? — Meu irmão estava desesperado.

— Eu não quero falar com vocês. Eu estou bem.

— Pedro, deixa eu falar com ela? — Escutei a voz do Artur ao fundo, gritando com o Pedro.

— Não passa pra ele, eu não vou falar com ele.

— Cara ela não quer falar com você. — Eu escutei o Artur praguejando ao fundo. — Izabela, onde você está, você está dirigindo e falando no celular? Você bebeu. Para o carro e me fala onde você está que eu vou te buscar.

— Eu não quero falar com vocês hoje. Eu atendi pra te dizer que eu estou bem e que amanhã eu falo com vocês. Tchau Pedro.

— Izabela não desliga esse....

Eu não vou pra casa, por que eu vou ter que explicar pra mamãe e para o papai. O que eu vou fazer? Será que eu não exagerei. Acho que a primeira opção teria sido melhor, tirar aquela vadia da mesa pelos cabelos, acho que seria menos dramático. Esse meu temperamento vai me colocar em apuros uma hora. Peguei meu telefone e liguei pra única pessoa que me entende.

— Atende... Atende... Mari, amiga onde você está? — chamou até cair na caixa de mensagem. Dirigi mais algumas quadras e o Artur me ligou e eu rejeitei a chamada. Por mais que agora eu queria ter feito diferente eu não vou falar com ele. O maldito telefone começou a tocar novamente e olhei no visor e era a Mari.

— A-amiga. — Eu atendi chorando e coloquei no viva voz.

— Iza, o que aconteceu, você está bem? — ela estava com uma voz sonolenta, droga eu a acordei.

— N-não. Você está em casa? Eu posso ir pra ai? — nesse momento um cachorro atravessou a rua e para não bater nele eu joguei o carro pra o outro lado rodei na pista e eu bati minha cabeça no volante. Foi tudo tão rápido. Eu estava um pouco tonta, mas conseguia escutar a Mari me chamando.

— Iza, Iza, pelo amor de Deus, fala comigo. O que aconteceu? Iza, você está ai? Que barulho foi esse? Você machucou?

— Mari... Mari...

— Iza graças a Deus, você está machucada, bateu o carro, me fala onde você está, você está sozinha?

— Eu estou bem, o carro só girou na pista quando eu fui desviar de um cachorro, e não, eu não estou machucada.

— Onde você esta? Estou indo te buscar.

Dei as coordenadas pra ela, liguei o pisca alerta travei a porta do carro e esperei. Eu estava um horror, minha maquiagem estava toda borrada, meu nariz vermelho, meus olhos inchados. As vezes eu fico me perguntando por que eu sou tão dramática? Eu devia ter ido até a mesa, com toda a elegância e mostrado que eu era a mulher daqueles dois homens e colocados as piranhas pra correrem. Mas escolhi o caminho mais difícil, sair correndo dirigindo como uma louca colocando a minha vida em risco e o pior colocando a vida de outras pessoas em risco. Eu sou uma idiota. Agora eu estou sozinha no meio do nada em plena madrugada carioca. Agora que a adrenalina passou eu estou tremendo e não consigo parar de chorar, o susto foi muito grande. Vi o reflexo de faróis parando atrás do meu carro e rezei pra ser a Mari e não nenhum bandido pra me assaltar, mas não era nenhum nem outro era um Taxi e de repente o Artur, bateu na minha janela, eu pude ver o pânico nos olhos dele, e eu tive medo de abrir, mas eu precisava de proteção e não podia pensar em nenhum lugar melhor que os braços dele. Abri o carro e ele me puxou pra um abraço tão apertado que estava difícil respirar.

— E-eu estou bem Artur, foi só um susto, j-aá passou. — eu disse em meio a soluços e com dificuldade, pelo tanto que ele me apertava.

— Fica quieta.

Ele ficou ali me segurando por vários minutos, não dissemos nenhuma palavra, parecia uma eternidade enquanto ele me segurava, ele tremia e eu pude sentir meu ombro molhado, eram lagrimas. Ele estava chorando. Quando por fim ele se afastou de mim, ele me olhou de cima abaixo procurando alguma coisa, talvez machucados, sangue.

— Pelo amor de Deus, Izabela o que você fez hoje? Você tem alguma noção do medo, medo não pavor, pânico que você fez eu e seu irmão passar?

— Desculpa. Mas...

— Desculpa? Só isso que você tem pra falar? Você sabe o risco que você correu ficando aqui sozinha com o carro parado até eu chegar?

— Eu... – fui interrompida pelo toque do celular dele.

— Já Pedro, já estou com ela. Não ela não está machucada, ela está assustada. Não ela não bateu o carro. Estou levando ela para o meu apartamento. Acho melhor vocês irem amanhã, a noite foi longa e já tivemos um monte de estresse por hoje. Isso, amanhã você fala com ela. Fala pra Mari ficar calma que eu tenho certeza que ela não bateu o carro que aparentemente está tudo bem. Um abraço e um beijo na Mari, fala pra ela se acalmar. — Ele desligou o telefone e me olhou com um olhar frio.

— Vamos pra casa. — Ele me colocou no banco do passageiro e me prendeu com o cinto como se eu fosse uma criança, afinal de contas eu agi como uma hoje. Sem dizer uma palavra comigo, ele entrou no banco do motorista e deu partida no carro e se dirigiu para o seu apartamento.

— Artur, por favor...

— Izabela, não. — Ele me interrompeu e continuamos em silencio, ele entrou no seu prédio estacionou em uma de suas vagas, desligou o carro e continuou imóvel, segurando o volante com muita força como se ali fosse sua tábua de salvação.

— Artur, fala comigo? — Mas ele continuou em silencio. Eu não ia ficar dentro do carro com alguém que nem sequer quer conversar comigo. Abri a porta e sai, comecei a correr para o elevador. Puxa vida, ele estava me machucando, tudo bem que eu agi como uma criança mal criada, mas ele nem quer saber os meus motivos? Ele desceu do carro também e veio tão rápido atrás de mim e segurou o meu braço.

— Izabela, eu serei amaldiçoado se você fugir de mim de novo. Vamos subir e você vai tomar um banho, colocar uma roupa confortável, dormir e amanhã nós vamos conversar. — ele segurou minha mão e nós entramos no elevador. Aquele silêncio estava me matando. Quando entramos no seu apartamento ele ainda estava segurando minha mão, mas seu olhar não chegava até a mim e ele insistia no silencio. Eu puxei minha mão da dele.

— Artur, eu não estou brincando. Ou nós conversamos hoje ou eu estou saindo por aquela porta agora. Nem que eu tenha que ir a pé pra minha casa.

— Maldição Iza, você quer conversar? Então vamos falar. O que diabo aconteceu hoje? Você simplesmente decide sair assim do nada? Você não ter consideração por mim tudo bem, mas porra o seu irmão?

— Vocês estavam muito bem acompanhados. Não imaginei que sentiriam a minha falta.

— Inferno... do que você está falando?

— Quando eu voltei para a mesa as vadias da Gabriela e da Vanessa estavam muito à vontade na mesa com vocês. Merda Arthur, ela estava com a mão em você. Como você acha que eu me senti? E o pior você não a evitou você estava rindo, se divertindo com ela.

— Iza, não é nada disso, elas se sentaram com a gente por menos de três minutos, quando elas chegaram eu e o Pedro estávamos rindo de alguma piada, assim que ela chegou ela me encostou mas eu retirei o meu braço e pedi para que elas se retirassem o Pedro fez a mesma coisa, provavelmente foi nessa hora que você olhou e imaginou coisas. — não sei se fazia sentido ou não, mas eu acreditava nele. E também estava tão cansada pra não acreditar.

— Arthur, eu... sinto muito. As coisas aconteceram tão rápido, eu agi por impulso e quase transformei isso em uma tragédia. Mas é que pra mim, é muito difícil ver outra mulher te encostar, ainda mais uma que já teve um passado com você. — Ele chegou até mim e segurou meu rosto com as duas mãos.

— Sua tonta, você não percebeu ainda, que eu te amo, que você é a única, sempre foi e sempre será. Que no meu passado, no meu presente e no meu futuro só existe você. Você é tudo, é meu chão, é meu céu, as estrelas pra enfeitar minha vida, a lua que ilumina as minhas noites escuras, o sol que me esquenta. Iza, esse tempo que você ficou longe de mim, eu não vivia, eu sobrevivi. — tinha tanto amor, tanta paixão nessas palavras. Era desejo cru.

— Oh, Artur!

— Iza, hoje eu morri mil vezes, sem saber o que aconteceu com você. Quando a Mari me ligou desesperada eu não conseguia entender o que ela falava eu entrei em choque, seu irmão teve que pegar o telefone da minha mão e entender o que ela estava falando, por que na hora eu imaginei o pior. Por favor, nunca mais faça isso. Eu prometo que eu nunca vou te dar motivos pra você ficar com raiva de mim, mas se algum dia acontecer algo que você não goste. Fale comigo, grite, me bata, mas nunca mais coloque sua vida em risco. Eu não posso viver em um mundo que você não viva nele. Entendeu? Eu preciso de você pra viver.

— Eu te amo tanto meu amor, eu prometo que nunca mais vou te deixar preocupado.

Lagrimas corriam livremente pelo meu rosto. Ele me abraçou e me beijou com tanta urgência que eu pude sentir o gosto de sangue, mas isso não importava. Eu precisava dele. Ele desceu as alças do meu vestido, eu estava sem sutiã por que meu vestido era totalmente transparente nas costas, e estava usando apenas uma calcinha de renda preta fio-dental. Quando meu vestido caiu aos meus pés, ele levou suas duas grandes mãos até os meus seios os massageando e me levando a loucura, nesse momento minha calcinha já estava encharcada.

— Deus, você é maravilhosa, é a mulher mais linda do mundo. E é minha. Só minha. — Ele desceu suas mãos acariciando a lateral do meu corpo até parar com os dedos nas alças da minha calcinha.

— Sim só sua. Agora, por favor...

— Eu espero que você não goste tanto assim dessas. — e com um movimento ele rasgou em dois pedaços. Aquilo foi tão primitivo e tão sexy. Imediatamente ele correu os dedos pela minha buceta molhada diretamente sobre meu monte, me fazendo sentir as pernas fracas.

— Ahhh — eu gemi e ele levou os dedos molhados ah sua boca.

— E seu gosto é maravilhoso, é o melhor doce do mundo. Vamos para o meu quarto, eu preciso de mais de você. — Ele me pegou no colo e me carregou e me deitou em sua cama eu abri minhas pernas e fiquei escancarada de frente pra ele.

— Você está muito vestido pro meu gosto. — ele começou lentamente desabotoando sua camisa e como uma forma de estimulo para que ele andasse mais rápido eu comecei a me tocar, e funcionou por que em um único movimento ele abriu a camisa, fazendo com que os botões voassem pelo quarto, desabotoou a calça e desceu juntamente com sua cueca boxer, ficando completamente nu. Com a visão dele eu não conseguia me mexer e sem perceber parei de me tocar. — Deus você é lindo.

— Você que é linda princesa. — ele começou a beijar meus pés, e foi subindo pelas minhas pernas até chegar ao topo das minhas coxas. Ele respirou fundo no meio das minhas pernas — Seu cheiro é o melhor dos perfumes. — Passou sua língua na minha fenda completamente encharcada, ele meu lambeu, chupou e me comeu com a sua língua. Me levando ao limite e parava. — Eu amo seu sabor. Eu amo você.

— Arthur, por favor... eu preciso de você....

— Querida, eu estou aqui. Me diz o que você precisa.

— Dentro..... agora....

Ele subiu sem tirar a boca do meu corpo, sempre me beijando chegou aos meus seios e com a mão em um e a boca no outro ele me levou a loucura, sem enorme pau estava provocando minha buceta, se esfregando nela de cima abaixo, espalhando meu mel.

— Arthur... — Eu não precisei dizer mais nada, ele empurrou duro dentro de mim e eu gritei. — Aaaahhh...

Ele endureceu e me olhou dentro dos meu olhos — Eu te machuquei amor?

— Não, está ótimo, estou bem. Não para, me fode, duro, rápido como se não houvesse amanhã. — Então ele começou com suas estocadas duras e constantes dentro de mim. Na terceira vez que ele me preencheu eu cheguei ao meu orgasmo, gritando seu nome.

— Arthur, meu amor... — mas ele continuou dessa vez ele aumentou o ritmo e eu podia o sentir endurecer mais dentro de mim, se é que era possível. Eu podia sentir tanto o seu quanto o meu clímax se aproximando.

— Goza pra mim meu amor. Goza comigo.

— Estou quase Artur.

— Agora... Ahhhhhh amor... Eu te amo....

— Ahhhh... Artur.... Artur.... Eu te amo...

Lágrimas pingaram no meu rosto enquanto ele me beijava. Eram suas lagrimas, lagrimas de amor dele por mim. Eu não duvidava nem um segundo que esse homem lindo e maravilho era meu e seria pra sempre. Automaticamente as minhas lagrimas começaram a escorrer. Ficamos ali recuperando o folego com ele ainda dentro de mim.

— Isso foi intenso. Eu nunca senti nada parecido. — eu disse enquanto ele depositava beijinhos no meu peito e seios.

— Isso foi amor. Colocamos a nossa alma nesse momento. Nos marcamos como sendo um do outro essa noite. Eu te amo tanto pequena.

— Eu também te amo tanto, que dói.

Ficamos em silencio, na mesma posição com ele ainda dentro de mim. Algum tempo depois pude sentir a respiração dele ficar uniforme quando ele caiu no sono. Esse homem é meu, depois de tanto tempo, eu posso dizer pra ele tudo o que guardei durante anos. Com um sorriso no rosto eu caí no sono.