Eu Te Amo

10 Capítulo 10


Notas iniciais
Capitulo novinho. Meninas voltei. Desculpem mas como disse antes vários problemas se acumularam.

Mas estou de volta. O próximo capitulo pode demorar um pouquinho pra sair.

Beijinhos.

Capitulo 10

Acordei no dia seguinte, em um emaranhado de pernas e braços. Artur estava com os braços sobre mim, me segurando como se fosse para que eu não fugisse. Não pude evitar de sorrir, quando ele tinha ficado tão protetor assim? Ele ainda estava dormindo por que a sua respiração estava uniforme fazendo cosquinha na minha nuca. E eu precisava tanto ir ao banheiro mais sem a menor chance disso acontecer com ele me segurando, e eu não queria acorda-lo, mas não dava mais. Eu me mexi esfregando minha bunda em seu pau e automaticamente o senti endurecer.

— Bom dia meu amor! Esse sem duvida é o melhor jeito de acordar. — ele me aperta mais contra sua ereção e da uma leve mordidinha na minha orelha e um beijo gostoso no meu pescoço.

— Bom dia, pra vocês dois também. — eu disse levando minha mão até a sua ereção e dando uma leve apertadinha e ele geme. — Mas eu preciso muito ir ao banheiro, antes de qualquer coisa.

— Bebê não faz isso, se não você não vai conseguir levantar da cama tão cedo. — ele fala rindo, mas me solta.

— Já volto. — jogo os lençóis de cima de mim e levanto rápido da cama, mas eu fico tonta e paro.

— Iza, o que foi isso? — O Artur já está me segurando.

— Eu não sei, mas já está passando. Eu realmente preciso ir ao banheiro.

— Vamos eu te levo — antes que eu protestasse e falar que eu conseguia ir ele já tinha me pego no colo e já estava atravessando o quarto chegando no banheiro. Quando ele me colocou sentada ele olhou meu rosto e estremeceu e levou a mão na minha testa. — Iza, pelo amor de Deus, que isso na sua cabeça?

— Ai! — Eu gemi quando ele encostou — Deve ter sido ontem. Eu bati a cabeça no volante do carro, pouco antes de você chegar, eu tive que frear o carro pra desviar de um cachorro e bati a cabeça no volante. Não é nada e agora se você me der licença eu tenho que fazer xixi.

— Eu não vou sair daqui.

— Artur, por favor, eu não consigo com você me olhando. Eu estou bem.

— Ah é melhor você conseguir.

— Não dá, pelo menos vai lá na porta, deixa aberta. Que saco a tontura já passou.

— Meu Deus, você é a mulher mais teimosa que eu conheço. Eu vou mais anda logo e me chama quando terminar, eu não quero que você sinta outra tontura dessa e caia no banheiro.

— Está bem. — Mas ele continua me olhando — Por favor? — Ele saiu e finalmente e consegui fazer xixi. Terminei e levantei e fui até o espelho olhar o hematoma. Eu tinha realmente um galo feio na testa.

— Eu não disse pra me chamar? — ele falou suavemente chegando atrás de mim e beijando meu ombro. — Por que você não me disse ontem que você tinha batido forte a cabeça, esse hematoma ainda não era visível ontem.

— Eu não sei, eu queria falar muita coisa e a ultima era sobre um galo na minha cabeça.

— Vamos tomar um banho e ir a um hospital dar uma olhada nisso.

— Não, eu não vou pra hospital nenhum.

— Ah, você vai. Batida na cabeça é muito serio, você ficou tonta hoje e quase caiu. Vamos lá sim, dar uma olhada nessa sua cabeça dura.

— Mas...

— Sem essa de “mas”, hoje você não vai me passar pra trás. Vamos, banho, agora...

Não dava pra brigar com ele. Deus ele é exasperante. Ele me acompanhou até o box e me ajudou a entrar, mesmo eu estando muito bem. Mas ele não vai me dar trégua até que um médico me dê uma olhada. Então fiquei caladinha e fiz o que ele queria. Tomamos banho, dessa vez nem teve brincadeira, porque ele estava mesmo preocupado comigo. Nós tomamos café da manhã bem rápido e fomos para o hospital. O medico me atendeu bem rápido e fez alguns exames na hora e graças a Deus nada de grave. A tontura não está relacionada com a pancada que levei ontem na cabeça, o médico disse que pelo hematoma a pancada foi forte, mas nenhum dano mais grave, ou seja, minha cabeça realmente é dura, pude ver o alivio no rosto do Artur que estava mais serio desde que fiquei tonta. O médico disse que pelo fato de levantado rápido isso pode acontecer. Assim que saímos do hospital o meu celular tocou, olhei no visor e era o Pedro.

— Bom dia, maninho!

— Bom dia, Izabela, que palhaçada foi aquela ontem.

— Pedro, estou muito envergonhada, foi infantilidade minha. De verdade me desculpa.

— Desculpo se você prometer que nunca mais faz uma coisa dessas, nós quase ficamos loucos, eu pensei que o Artur fosse sofrer um derrame.

— Que vergonha! Mas eu prometo que nunca mais faço isso. Juro!

— Tudo bem. E liga pra Mari ela está muito preocupada com você.

— Está bom maninho, vou ligar pra ela em seguida, quando chegar na casa do Artur.

— Vocês já estão na rua?

— É tivemos que resolver umas coisinhas agora pela manha, mas tudo resolvido.

— Ok então. Vou deixar vocês aproveitarem o fim de semana romântico de vocês e vou resolver minhas coisas. Ah, e mana provavelmente estarei fora da cidade até domingo à noite ou segunda de manhã. Se cuida, e qualquer coisa que você precisar, eu estarei no celular.

— Você também se cuida, e cuidado com estrada e me liga assim que você chegar onde você estiver indo. — eu recomendo como se estivesse falando com um filho adolescente.

— Ok, ok mãe. Beijo. Te amo!

— Também te amo. — e desligo.

— Tudo bem com o Pedro? Ele vai viajar?

— Sim, parece que está saindo hoje e volta amanhã.

— Porque você não contou pra ele onde fomos?

— Por que não tem necessidade, eu não tenho nada. Só exagero seu e desnecessário deixar ele preocupado, já basta ontem. E falando nisso me desculpa por ontem. Eu não devia ter saído daquele jeito, me arriscando.

— Não devia mesmo, mas já passou e eu acredito que você está muito arrependida e que não vai mais fazer isso.

— Não vou mesmo. E eu preciso ligar pra Mari, ela vai estar tão brava comigo. — Não quis esperar chegar em casa, peguei meu telefone e disquei o numero dela, ela atendeu no primeiro toque.

Oi linda, bom dia! — eu disse em um tom despreocupado.

—Iza, Graças a Deus, você está bem mesmo? Eu sei que o Pedro e o Artur falaram que sim, mas nossa você me deu um maldito susto ontem. O que diabos aconteceu?

— Amiga, já passou, o que importa é que nada aconteceu e estou bem. Mas depois nos conversamos melhor.

— Que bom amiga, ontem quando eu escutei o barulho da derrapada do carro eu pensei tanta coisa.

— Desculpa.

— Desculpo. Mas você jura pra mim que nunca mais apronta uma dessa?

— Juro. — eu disse rindo.

— Estou de olho está bom Dona Izabela?

— Ok. Ah eu estou com o Artur esse fim de semana, papai e mamãe realmente foram para Sampa e o Pedro está ocupado com alguma coisa misteriosa esse fim de semana. — ela tossiu no telefone como se estivesse engasgando com alguma coisa. — Tudo bem amiga?

— Oh... s-sim... Desculpa eu estava tomando água e acho que desceu errado. — ela riu sem graça.

— Tudo bem. Amanha se você quiser almoçar com a gente, podemos programar algo.

— É... pois é... eu estou meio atarefada esse fim de semana. Mas podemos almoçar nós duas na segunda e você me conta como foi seu fim de semana com o priminho.

— Tudo bem. Combinado na segunda.

— Ah então esta bem. Tenho que ir amiga. Te amo e se cuida, qualquer coisa me liga.

— Amo você também. — depois que eu desliguei eu fiquei olhando para o celular por algum tempo — Estranho!

— O que? — o Artur deu uma leve apertadinha na minha perna me tirando dos meus devaneios.

— Não sei, achei a Mari um pouco misteriosa, e eu tenho notado alguma coisa entre ela e o Pedro. E o Pedro disse que talvez vai sair da cidade e a Mari não vai estar disponível durante todo o fim de semana. Muita coincidência, não? — ficamos em silencio por um tempinho, enquanto eu penso no que pode estar acontecendo entre esses dois. — Ah, deve ser coisa da minha cabeça.

— E se tiver acontecendo alguma coisa seria um problema pra você?

— Não claro que não. Tudo bem, talvez só um pouquinho estranho, porque ela é como se fosse minha irmã e ele é meu irmão. Meus dois melhores amigos e nunca imaginei nada acontecendo entre eles. Mas, sei lá, acho que seria ótimo no final, porque os dois são tão bons que merecem um ao outro. E outra coisa, quer relacionamento mais estranho que esse nosso? Afinal fomos criados como irmãos e agora aqui estamos nós. Um casal. — Dei uma olhada nele pra estudar a reação — Por que você sabe alguma coisa que eu não sei?

— Não eu não. E por falar em nós. Um casal. Quais os planos para hoje e amanhã? — Ele perguntou quando estacionou na sua vaga dentro do prédio.

— Bom já que você está me perguntando e parece que eu tenho o poder de decisão. Pra começar eu quero que você me leve pra cama e me dê alguns orgamos.

Lins, isso você não precisa pedir. — Tiramos nossos cintos e descemos correndo para o elevador, graças a Deus ele estava no andar da garagem e não precisamos esperar, entramos e ele digitou o código para a cobertura. Assim que as portas se fecharam ele me empurrou contra a parede e me beijou com tanta força e desejo, suas mãos foram direto pra minha bunda e me levantou eu passei as pernas em volta da cintura dele e ele esfregou sua ereção em mim. Ele tirou uma mão da minha bunda e levou até a minha virilha por baixo da saia que eu estava usando procurando a calcinha.

— Santo, você estava sem calcinha esse tempo todo?

— Pra você.

— Iza, você vai ser minha morte. — ele passou os dedos dentro da minha buceta — Tão molhada, tão pronta pra mim.

O elevador parou no andar dele e ele saiu de dentro me carregando indo direto para o quarto. Uma mão na minha bunda servindo como apoio e a outra massageando meu clitóris.

— Ah Artur, isso é tão bom, eu estou quase... — Ele aumentou a pressão sobre aquele pontinho magico.

— Isso pequena, goza pra mim. Goza na minha mão. — Bastou essas palavras, como se fosse o comando pra que eu gozasse, eu tremi e me contorci no colo dele, que teve que aumentar o agarre na minha bunda pra eu não cair. Quando eu abri os olhos ele estava me olhando com um sorriso enorme no rosto. — Ver você gozar é quase melhor do que quando eu gozo. Mas agora eu preciso estar dentro de você.

Ele me colou no chão e começou a tirar a sua própria roupa, ficando nu em poucos segundos. Em seguida ele começou a me despir e cada peça de roupa que ele tirava ele me dava leve beijinhos onde ficava descoberto. Começou pelo pescoço e ombros, seios e barriga quando tirou minha blusa e sutiã, então ele me empurrou deitada e eu pude ver o tamanho da ereção que ele ostentava naquele momento. Eu dei um sorrisinho.

— Gosta do que vê? — ele perguntou.

— Mais do que você imagina. — eu respondi.

Ele colocou os dedos nas laterais da minha saia, e de uma só vez ele puxou tanto a saia quanto a calcinha. Eu fiquei completamente nua.

— Amor, eu juro que mais tarde eu vou fazer amor com você, mas agora eu preciso te foder duro, se você não quiser me fala agora e eu vou parar.

— Eu quero. Me fode.

— Oh garoto — Ele cuspiu na sua mão pra lubrificar seu pau, só que mal sabe ele o quanto eu estou molhada pra recebe-lo. Ele chegou a cabeça rosa do seu enorme membro na minha entrada — Amor se doer, você promete que me pede pra parar?

— Claro, agora mete forte em mim, Artur, por favor, eu não consigo mais esperar — eu choraminguei e arqueei as costa levantando minha entrada para que ele me penetrasse. Ele enfiou de uma só vez e duro, ele começou a se mover rápido e forte, me levando pra longe, eu já estava quase gozando quando ele tirou completamente seu pau de dentro de mim.

— Artur, por favor... — em resposta ele tornou a me penetrar, sempre duro e forte, até que eu gozei muito, tremendo e gemendo incoerentemente. Logo em seguida ele veio dentro de mim me enchendo com o seu sêmen.

— Iza, eu nunca vou me cansar de você.

— Hmm... — é o máximo que consigo falar, ainda estou na nevoa-pós-melhor-orgasmo. Cada dia ele me surpreende. Ele sai de dentro de mim, mas me abraça apertado e ambos caímos no sono. O dia passa rápido sempre alternamos em sexo e sonecas. Decidimos sair pra jantar, eu estou me arrumando enquanto o Artur termina seu banho. Quando o celular dele começa a tocar.

— Amor, o telefone está tocando. — eu chamo ele mas, ele não me ouve. Como continua tocando eu corro até ele e meu coração gela quando eu leio no visor o nome de quem está ligando.

— Gabi... — eu não atendo, mas começa a tocar novamente em seguida. Eu luto contra toda a vontade de atender. Por que se eu atender o que eu vou falar? Vou ter que mentir, sendo que minha vontade é falar pra ela que ele é meu e que ela pare de tentar fazer contato. Mas com a insistência dela eu não resisto, meu lado diplomático perde feio para o monstro namorada ciumento. Oops NAMORADA??

— Oi Artuurr, demorou a atender gato.

— Oi Gabriela não é o Artur, é a Iza.

— Iza? Porque que você está atendendo o celular do Artur? — ela pergunta irritada e eu perco totalmente a classe.

— Não é da sua conta. Eu posso te ajudar?

— Não você não pode, eu liguei para o Artur, ele pode me ajudar.

— Amor meu telefone estava tocando, você atendeu? — Eu só olho pra ele, e ele percebe que eu estou muito brava. Sem dizer nada eu entrego o telefone pra ele e saio do quarto. Mas eu fico no corredor escutando o que ele fala.

— Quem? ... Estava tudo ótimo até alguns minutos atrás... Isso não é da sua conta. Entende de uma vez por todas que nós não existimos , isso nunca aconteceu. Não me liga, nunca mais. — ele desliga o telefone e me chama. — Izaaaa??

Eu corri para a sala, pra disfarçar e já estava me servindo de uma dose de whisky, não gosto dessa bebida mas eu preciso de uma dose forte pra queimar essa sensação que está roendo meu estomago.

— Iza, amor me desculpe. — ele se aproxima e eu dou um passo pra traz e ele me olha confuso — Não foge de mim, nunca faça isso.

— Eu não consigo Artur, não agora. Por favor vá terminar de se arrumar.

— Você ainda quer sair? — ele pergunta com uma pontada de esperança no olhar.

— Sim, eu estou com fome.

— Amor, não fica brava comigo. Eu não tive culpa, mas eu fui claro com ela para que não me ligue mais.

— Artur, eu sei que não é sua culpa, mas esse sentimento é muito ruim. Eu nunca senti isso antes. Eu sinto tanto ciúme, que é errado eu não quero ser uma louca ciumenta, isso faz mal, mas essa garota me tira do sério, Eu não consigo ficar próxima dela, ouvir a voz dela e principalmente eu odeio quando você está próximo a ela ou que ela te ligue.

— Iza, você só precisa colocar na sua cabeça linda que eu Te amo, que você é a única e sempre foi, e que mesmo que eu tenha me relacionado com outras mulheres, era em você que eu pensava todas as vezes. E eu só fiz amor com uma pessoa e foi com você. As outras, todas não significaram nada. Por favor, você precisa acreditar em mim quando falo que é só você.

— Oh! — é a única coisa que eu consigo pronunciar, as lagrimas estão brotando nos meus olhos. Ele me abraça, ainda só com uma toalha e eu não resisto. Nos beijamos intensamente. Ele se afasta do beijo e me abraça.

— Me perdoa? — ele pergunta.

— Artur, não precisa pedir desculpas. Eu sei que você não tem culpa. Vamos esquecer isso e vamos sair.

— Tudo bem, espera só um segundo enquanto eu me visto, vou ser rápido.

Ele da um beijinho na ponta do meu nariz e corre para o quarto. Eu já estava pronta então fico ali na sala pensando em como as coisas mudaram em tão pouco tempo. À um mês atrás, eu morava em um país diferente, meu amor por esse homem era apenas platônico e agora eu estou aqui vivendo um sonho e morrendo de medo de acordar. Ele voltou pra sala algum tempo depois e como ele estava lindo, em um jeans escuro, uma camiseta branca um sapatenis branco, a barba cerrada do jeito que eu gosto e o cabelo bagunçado, eu fiquei olhando e com certeza com a boca aberta, por que eu notei que encheu de agua.

— Oi — ele disse com um sorriso sexy estampado no rosto.

— Oi — eu respondi.

— Vamos? — Ele colocou a mão nas minhas costa me acompanhando até o elevador. O jantar foi maravilhoso, em um lugar muito romântico. Conversamos bastante e decidimos que vamos contar para os nossos pais amanhã, assim que todos voltarem para o Rio. Vamos fazer um jantar na casa do Artur e anunciar que estamos juntos e que nos amamos. Meu coração bate acelerado só de pensar na reação deles. Mas não da pra esconder mais. Assim que entramos no apartamento meu celular começa a tocar. É minha mãe.

— Oi mamãe. — eu atendo enquanto caminhamos para o quarto.

— Oi filha, como está o fim de semana?

— Bem mãe e o seu.

— Bem também querida. Vamos chegar amanha no fim da tarde.

— Ah o Artur chamou a tia Deli e o tio Afonso pra jantar aqui amanhã, ele ia ligar hoje pra convidar vocês. — falei ansiosa esperando a resposta.

— Claro filha, que horas?

— Às 8 horas.

— Combinado.

— Ok e já falei com o Pedro.

— Ok querida. Manda um beijo pro Artur por mim e até amanha. Te amo minha filha e seu pai está te mandando um beijo.

— Obrigada mãe, manda outro pro papai. — Desligamos.

Escuto o barulho de agua e vou para o banheiro e encontro meu homem mergulhado dentro da enorme banheira, velas acesas e um champanhe. Da onde veio isso?

— Me acompanha? — ele pergunta todo sedutor.

— Seria uma honra. — Eu começo a tirar minha roupa lenta e sensualmente, sem tirar os olhos dele.

— Iza, Iza... — ele me fala em um tom de aviso?

Eu rio e acabo de tirar toda a minha roupa, é impressionante mas não tenho pudor nenhum perto dele. Ele me ajuda a entrar na banheira, eu me sento na sua frente e ele me entrega uma taça.

— Humm! Delicioso. O que estamos comemorando que merece champanhe?

— Você na minha vida.

— Lindo, você é tão doce, eu fico me perguntando de onde você tira essas coisas que você me fala.

— Iza, eu guardei o que eu sentia por muito tempo, quando eu achei que estraguei tudo eu quase enlouqueci. Eu demorei muito pra aceitar esse sentimento e ver que ele não é errado e que eu não tinha culpa de sentir o que eu sentia. Entao eu prometi pra mim mesmo que se um dia eu tivesse a chance eu seria o melhor namorado do mundo pra você.

— Oh Artur, eu te amo tanto. — eu falo chegando perto dele com a intenção de beija-lo, mas eu escorreguei e joguei um monte de agua no chão molhando todo o banheiro.

— Cuidado. — ele me ajuda e me senta de costas para ele apoiada eu seu peito. Ficamos ali por muito tempo, conversando e programando o jantar de amanhã. Nem notamos a agua esfriar até que eu comecei a espirrar.

— Vamos sair linda, a agua já está gelada e não queremos você doente.

— Nem você garotão. Ou você é de ferro e não adoece.

— Claro que sim, mas eu estou mais preocupado com a senhorita. Vamos rápido e sem discutir, vou te secar e colocar na caminha. — ele fala como se eu fosse um bebe.

— Artur, eu não sou bebe. — eu espirro de novo.

— Ah é sim. E parece que o meu bebe esta resfriado. — e rio. E não discuto mais, deixo ele me secar e me colocar na cama. Ele volta no banheiro pra apagar as velas e quando volta eu já estou quase dormindo, só consigo ver ele se deitando do meu lado e me puxando pro seus braços.

— Acordo algum tempo depois, sentindo um mal estar, a cabeça doendo, e muito frio.

— Artur? Amor? — Outro espirro.

— Hmm??

— Amor, eu estou morrendo de frio, o ar esta ligado?

— Não, eu vou pegar mais cobertor pra você. Ele volta com mais um cobertor me embrulha e me da um beijo na testa. — Iza, você está um pouco quente, acho que é febre.

— Será? — Eu espirro de novo. — Droga!

— Sim provavelmente foi o banho de banheira que demoramos mais que deveria. Espera um pouco vou pegar um antitérmico pra você. — Ele volta algum tempo depois com dois comprimidos e uma xicara de chá. — Bebe isso, você vai melhorar.

— Obrigada! — eu tomo o remédio que ele me deu e volto pra cama muito bem coberta, mas o frio continua. Eu pego no sono algum tempo depois e tenho sonhos ruins a noite toda. Sonho que o Artur está desfilando de mão dada com a Gabriela, que ri de mim enquanto eu choro.

— Iza, meu amor, acorda. Não chora. Amor. — eu estava chorando de verdade. Eu acordo desorientada, até que me lembro que eu estou com o Artur. O dia já clareou.

— Graças a Deus foi só um sonho ruim. — eu falo baixinho.

— Iza, sua febre não passa, só está aumentando.

— Minha cabeça está doendo...

— Toma esses comprimidos e vamos pro banheiro, banho frio pra baixar a febre.

Eu tomo o remédio e ele me ajuda ir para o banheiro. Ele me da um banho quase frio e me leva de volta pra cama e eu durmo. Acordo um tempo depois ele não está na cama comigo. Levanto, ainda sinto frio, olho o relógio marcando quase meio dia. Meu Deus isso tudo? Puxo a manta e me embrulho nela e saio procurando o Artur, o encontro no escritório.

— Você me deixou dormir muito. — Me sinto cansada e com as pernas fracas.

— Oi linda. Melhor?

— Não, ainda estou com frio, onde está o termômetro?

— Venha aqui, deixa eu ver. — ele coloca à mão em mim e me olha assustado. — Iza você está muito mais quente que antes, sua febre não cede, vamos voltar pro quarto.

Ele me carrega e coloca o termômetro em mim, três minutos depois apita. 39 graus.

— Iza vamos para o hospital agora. Você se lembra quando você era criança, suas febres altas te davam convulsões. Eu estou realmente preocupado.

Não vou discutir com ele, eu também estou preocupada. Ele me ajuda a me vestir e rapidamente estamos chegando no hospital.

A médica me atende eu estou com um forte resfriado. Ela faz uma medicação de antibiótico e me receita alguns remédios e vitaminas e me libera.

— Iza, sobre o jantar se você preferir podemos remarcar.

— Artur, não. Eu já estou melhor. Minha febre já passou e hoje é muito importante pra nós dois. Vamos manter o jantar.

— Tudo bem. Só não vamos estender até tarde por que você precisa descansar.

— Amor, eu vou embora hoje também. A mamãe já disse que vai me levar.

— Não, não. Você fica.

— Eu quero até ver minha mãe ir embora e me deixar pra trás, depois de saber que estamos juntos e que eu estou doente.

— Vamos ver. — ele diz em um tom ameaçador. Não posso deixar de sorrir em pensar o quanto esse homem lindo sentado do meu lado me quer perto dele.