Eu Te Amo
6 Capítulo 6
Notas iniciais
O capítulo está pequenininho, mas ja estou terminando o próximo...
Um beijoo...
— Artur... eu... eu não consigo. Definitivamente preciso de um tempo pra entender tudo que está acontecendo. Há poucos minutos, lá na rua você se afastou de novo, as coisas acontecem muito rápidas com você, uma hora me quer, na outra não pode, depois vira um louco querendo atacar as pessoas que se aproximam de mim. Você está perdido e eu não consigo fazer isso se você não tem certeza.
— Eu te entendo, me desculpa. Eu estou maluco esses dias, minha cabeça está cheia de problemas da empresa e eu não tenho dormido muito bem porque você não sai da minha cabeça.
— Eu só preciso dormir. O dia hoje foi demais pra mim.
Ele me conduziu até um dos quartos e me mostrou onde tinha toalhas limpas e disse que iria tomar um banho também e se retirou para seu quarto e eu tirei minha roupa e fui para o banheiro, liguei o chuveiro na agua mais quente, entrei e fechei os olhos. O que estava acontecendo? Ele tinha se declarado? Mas ele não disse que me amava e também não consegue se decidir se é certo ou errado. Eu não posso arriscar me envolver e sofrer tudo isso outra vez. Ele tem essas garotas que não largam do pé dele. E a questão da minha gravidez e do aborto, que eu não eu não sei como contar, por que se ele acha que me fez mal por ter dormido comigo aquela noite, saber que isso trouxe consequências graves pra mim vai fazer com que se culpe pelo resto da vida dele, mas não é uma história que pode ficar escondida, principalmente se resolvermos ficar juntos. Saí do banho, me enxuguei enrolei no roupão, já estava deitando quando me lembrei do meu celular. Droga ficou na sala! Saí do quarto para resgatar minhas coisas, fui devagar sem fazer barulho pra não acordar o Artur. Finalmente consegui encontrar minha bolsa e quando virei no corredor indo em direção ao meu quarto, trombei nele, meu corpo reagiu instantaneamente com o calor e a proximidade do corpo dele colado ao meu. Eu me afastei e olhei boquiaberta para a imagem na minha frente, o homem mais lindo do mundo só de calça de pijama sem camisa, exibindo uma barriga impecável, braços longos e torneados, ele era perfeito.
— Eu... Eu... — engasguei sem conseguir tirar os olhos do peito nu dele na minha frente — É, me desculpe eu não quis te acordar, vim só pegar minha bolsa que tinha ficado na sala e já estava voltando pro quarto.
— Não me acordou, desculpe se eu te assustei, mas é que estou sem sono, vim pegar uma bebida. Você aceita?
— Não, acho melhor eu ir pra cama. Já está tarde e amanha você precisa ir trabalhar cedo.
— Eu não tenho que ir trabalhar cedo, tirei o dia amanha pra ficar com você.
— Oh! Não precisava, você é tão ocupado agora, eu não quero atrapalhar.
— Você nunca atrapalha.
— Obrigada! E sendo assim eu aceito uma bebida.
— O que você vai querer?
— O mesmo que você.
— Whisky? Ele perguntou surpreso
— Claro.
— Venha senta aqui comigo então — ele disse me apontando para o sofá.
Meu Deus, estou só de roupão sem nada por baixo, isso não vai dar certo.
— Não é melhor eu ficar aqui.
— Em pé no meio da sala, Iza? - Ele perguntou com um traço de irritação em sua voz.
— É que eu estou só de roupão. — Vi um brilho no olhar dele e um pequeno sorriso em seu rosto. CRETINO!
— Eu não vou te morder e nem fazer nada que você não queira.
— Eu sei que você não vai me morder — eu disse me sentando.
— É bom ter você aqui. E me desculpa de novo por ser um idiota. Eu só não sei como fazer as coisas se acertarem. Eu sinto falta de você na minha vida, mas tanta coisa mudou, minha vida é tão diferente de antes.
— Ah Artur, a gente cresceu, eu pela distancia da minha família e das pessoas que eu amava e você pela responsabilidade da empresa. Mas as coisas vão se acertar você vai ver.
— E a gente como fica enquanto isso? — ele disse se aproximando mais de mim.
— O que você quer de mim Artur? — eu levantei a cabeça olhando dentro dos olhos dele, esperando por uma resposta, mas ele só me olhava em silêncio. Eu levantei para voltar pra o meu quarto, mas ele se levantou também e me segurou pelo braço.
— Iza, eu quero sentir você nos meus braços, não da pra negar essa atração que sentimos um pelo outro. Eu confesso que eu não sei como será depois, por que eu penso e penso e não chego a lugar nenhum, mas a única coisa que eu sei é que eu não consigo parar de pensar em você e o quanto eu fui um idiota em te afastar daquela vez. — ele passava um dedo suavemente contornando o meu maxilar, pelo meu pescoço e descendo contornando a gola do meu roupão.
— Artur, eu estou com medo. — ele me abraçou apertado, mantendo minha cabeça junto ao seu peito e deu um beijo na minha cabeça.
— Eu sei, por que eu também tenho tanto medo. Medo de não ser o que você precisa que eu seja. Medo de estragar tudo e perder você pra sempre. Medo de te machucar.
Eu não conseguia mais resistir, eu já estava completamente rendida ao momento. Levantei minha cabeça para olhar nos seus olhos e pude ver que ele estava me desejando do fundo de sua alma. E nos entregamos ao desejo que estava pairando sobre nós. Ele bateu seus lábios contra os meus e nos beijamos, um beijo longo e reconfortante.
— Ah Iza, eu esperei tanto por isso. Por que você sumiu de mim dessa forma? Assim que fiquei sabendo que você antecipou sua viagem eu tentei fazer contato com você várias vezes, eu cheguei a comprar minha passagem pra ir te encontrar e te pedir perdão, mas não conseguia falar com você, eu não sabia o que eu iria encontrar e fui fraco mais uma vez quando desisti. Por que você não quis falar comigo durante todo esse tempo?
Eu preciso explicar pra ele e espero que ele me perdoe por não ter contado antes.
— Artur me desculpe, eu sei que eu te evitei por tanto tempo. Não foi a coisa certa a fazer, mas, eu me sentia uma tola por ter te forçado a dormir comigo e aconteceu algumas coisas logo que eu cheguei em Nova York...
— Se você tivesse me dado a oportunidade a gente não teria sofrido por tanto tempo...
— Artur eu engravidei...
— Como assim? Eu não entendo...
— Aproximadamente um mês depois que eu estava em Nova York, durante a noite eu acordei sentindo muita dor e com sangramento, como não parava eu fui pra um hospital.
— Iza?
— O medico que me atendeu disse que tive um aborto espontâneo. Eu juro que não sabia que estava gravida. Nunca tinha imaginado que logo na minha primeira vez eu engravidaria.
— Meu Deus você perdeu um filho? Nosso filho? – ele disse enquanto andava pela sala passado as mãos pelo cabelo.
— Eu sei que deveria ter ligado pra você, mas eu fiquei arrasada. Me perdoa por não ter contado, eu entendo que você fique louco agora, só tenta se colocar no meu lugar.
— Louco? Iza, eu fiquei sabendo dois anos depois que eu perdi um filho.
— Artur, eu sinto muito.
— Iza, você deveria ter me ligado.
— Eu sei, hoje eu sei disso, mas na época eu fiquei tão mal que eu te culpei pelo que aconteceu, mas depois eu percebi que ninguém teve culpa, foi uma fatalidade e não era pra ser.
— Eu sinto muito que você estava sozinha. Desculpe-me, por ter sido um imbecil e não ser o que você precisava. – ele me puxou em seu braços e me abraçou apertado eu podia sentir as lagrimas caindo de seu rosto.
— Não diga isso! Você era o que eu precisava, mas eu preferi te manter longe por puro orgulho. — eu me forcei para soltar de seu abraço e olhar em seu rosto e pude ver a dor em seu rosto, era como ver uma montanha desmoronar. — Artur perdoa-me, por favor, eu não consigo te ver assim.
— Você estava tentando se proteger e esse foi o meio que você encontrou, eu imagino como foi duro pra você passar por isso sozinha. Meu Deus seus pais sabem?
— Não claro que não. Só a Mari sabe e ela só soube ontem, por que eu estava sufocada com essa história, ela que me incentivou te contar.
— Ela fez bem. Vamos pra cama, você precisa dormir. — ele levantou e me puxou pro seu colo, me carregando em seus braços. — Caramba, me desculpa Iza, se eu tivesse ao menos imaginado o que estava acontecendo com você, eu jamais teria permitido o seu afastamento, eu teria cuidado de você, eu teria ido ficar com você, mesmo você não me querendo por perto.
— Já passou Artur, já passou, nós precisamos seguir daqui pra frente — ele me carregou pelo corredor e passou pelo quarto em que eu estava diretamente para o quarto dele.
— Dorme aqui comigo? Preciso de você perto de mim, você me acalma.
Eu beijei a sua boca concordando com ele, porque eu também precisava dele perto de mim, principalmente hoje. Eu estava morrendo de medo do que iria acontecer amanhã quando ele acordasse mas eu me rendi essa noite, e seja feita a vontade de Deus. Ele me colocou na cama e se deitou ao meu lado. Puxou-me de encontro ao seu corpo, de conchinha, ele acariciava meu braço e eu podia sentir a respiração dele nos meus cabelos. Ficamos em silencio por muito tempo, até que a respiração dele ficou uniforme, ele dormiu. Eu ainda fiquei acordada mais um tempo curtindo esse momento, até que cai no sono.
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