Eu Te Amo
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Acordei na manha seguinte para encontrar a cama vazia, esperei alguns minutos pra que o Artur voltasse para a cama, pois ainda era cedo e hoje é sábado. Como ele não voltou me levantei e vesti uma camisa dele e fui procura-lo. Ainda no corredor escutei que ele tinha visita, mas quem seria a essa hora?
— Você não tem que vir ao meu apartamento quando quiser falar comigo, você tem meu telefone. — ele parecia irritado e eu imagino quem possa ser...
— E por que não? Afinal eu estou carregando um filho seu na minha barriga. — ela disse também irritada, e agora não me resta duvida de quem seja. Meu sangue ferve e meu instinto foi de entrar na sala e olhar bem cara dela e falar ‘dá o fora sua vadia louca’, mas me seguro e não faço minha entrada.
— Eu não quero saber. Eu já te disse vou dar todo apoio que você e o bebe precisarem, mas, porra nós dois não temos nada e nunca vamos ter. Eu não te amo. Eu não sinto nada por você. Só pena. — ele gritou pra ela e ela ficou muda e muito branca, talvez processando as palavras dele, mas o silêncio não durou muito.
— É por causa da puta da sua priminha, não é Artur? – Quando ela disse isso eu pude ver o nível de tensão no ambiente aumentar e eu não consegui me segurar. Quem essa lunática pensa que é pra falar assim de mim? Eu entrei na sala sem me importar com mais nada e com sangue nos olhos, e Deus me ajude, mas eu vou bater em uma mulher gravida. — Rá, não disse, olha só pra cena, a vadia saindo da cama de um homem prestes a se tornar um pai de família. – Eu fui direto pra cima dela, mas o Artur entrou na frente.
— Nunca... Nunca mais... Você entendeu? Você nunca mais pise no meu apartamento, e nunca mais ouse falar assim dela. Ela está comigo agora, ela é a minha mulher e eu vou fazer o que estiver ao meu alcance para protegê-la de você ou de quem for.
— Mas Artur, você não vê, que eu e o seu filho precisamos de você? Nós vamos ser uma família. — Meu Deus ela é louca! Com certeza aqui é um caso serio de gestante usuária de drogas. Será que ela não percebe que isso não existe? Que ele nunca vai ser mais que o pai do filho dela pra ela? Isso é ridículo.
— Caaai Fora... Fora daqui sua louca... — O Artur grita com ela e até eu estremeço com a fúria na sua voz.
— Artur, meu amor calma... — eu passo a mão nas suas costas e sinto o tremer sob o meu toque.
— Isso não vai ficar assim. Artur, Você vai se arrepender de me tratar assim na frente dela. — Ela grita na cara dele, vira as costas e sai batendo a porta. Ele puxa o celular aperta uma tecla e grita pra quem eu imagino ser da segurança do condomínio:
— A mulher que está descendo agora se chama Gabriela. E ela está terminantemente proibida de entrar no condomínio. Se ela chegar perto do prédio eu quero ser avisado imediatamente. Vocês entenderam?
Ele desliga o celular, mas permanece duro sem olhar pra mim. Eu passo os braços em volta da sua cintura, sabendo que o que ele precisa é do meu toque, e sinto-o soltar uma profunda respiração e relaxar, ele me vira e me abraça apertado, beijando o topo da minha cabeça.
— Me desculpe, amor. Eu nunca quis expor você a essa cena.
— Eu sei... Mas Artur.... — Eu tento falar com ele que a Gabriela está completamente desequilibrada e que é um risco que ela faça algo que prejudique o bebê.
— Shii.. Deixa só eu te segurar. Agora que só quero isso. – ele nos leva para o sofá e me abraça por um longo tempo. Quando eu percebo que a sua respiração está mais leve eu me afasto e olho pra ele.
— Mais calmo? — eu pergunto, olhando nos olhos dele.
— Você me acalma. — ele responde e me beijou suavemente.
— Artur... — não sabia como falar, mas era preciso, nós não podíamos nos calar e fingir que tudo estava bem. — ... é a Grabiela, ela não está bem. Ela realmente pode fazer algo contra ela ou contra o bebê, pra te atingir.
— Baby, eu não posso... — ele me vira e me coloca de rente pra ele escarranchada em suas pernas e olha nos meus olhos com uma tremenda necessidade — Malditamente eu não posso abrir mão de você pra cuidar dela. Eu sei, é um tiro no escuro e talvez esperar uma tragédia acontecer, mas eu não consigo... Por que eu sei que a pressão de um filho já é grande o suficiente pra você aguentar e eu sou um sortudo filho da mãe por você ainda estar aqui comigo. Eu definitivamente não vou trazer o drama de uma mulher louca pra dentro de casa e correr o risco de te afastar de mim. Se eu te perder eu não vou viver.
— Oh! — era a única coisa que saiu da minha boca.
— Quando eu deito, eu fico pensando que tipo de pai eu vou ser? Iza, eu nem tive a chance de conhecer o nosso filho, meu Deus, e agora uma criança que eu não quis com uma mulher que eu não quero está chegando e isso não entra na minha cabeça — ele bate na própria cabeça como se isso colocasse sentido em alguma coisa lá dentro e uma lagrima escorre de seu rosto.
— Shii!! — dói a lembrança do nosso bebe perdido, mas eu não mostro pra ele, eu seguro suas mãos e beijo a cabeça linda que ele acabou de bater — Meu anjo, se eu pudesse eu pegaria toda a sua dor pra mim, por que me mata ver você sofrendo dessa forma. Meu amor, você é a pessoa mais bondosa, mais responsável, amável que eu conheço, e eu tenho certeza que você será um ótimo pai. Isso é tudo novidade pra você, mas com o tempo as coisas vão se ajeitar. Dê tempo ao tempo. — eu o abracei e ele enfiou o nariz nos meus cabelos e respirando fundo como se ele não pudesse ter o suficiente do meu cheiro.
— Deus, seu cheiro é maravilhoso. — ele fala enquanto da leves mordidinhas ao longo do meu pescoço e ombro. E sua mão passeia pelas minhas costas, quadril e pernas e bunda, eu sinto o calor irradiar delas, como se me queimasse com puro desejo. — Eu preciso de você, eu preciso, amor... agora!
Eu me estiquei para enfrentar seu rosto e eu vi paixão em seus olhos, e nos entregamos a um beijo, em que eu era a refém e ele me controlava, tinha tanto poder naquele beijo e tanta entrega. Eu me libertei do beijo e nós dois gememos com o afastamento, mas eu continuei distribuindo beijos enquanto eu descia pela sua mandíbula forte de homem, meu homem. Pelo pescoço e ao mesmo tempo trabalhava minhas mãos na sua camiseta pra tira-la, mas me atrapalhando completamente, ele precisou me ajudar enquanto eu tirava a minha, ou a dele que eu estava usando. Ele passou as mãos pela minha barriga e subiu para meus seios enquanto eu continuava minha viagem pelo seu corpo magnifico. Deus esse homem é gostoso e eu não acredito que ele é todo meu. Mordi seu mamilo direito e ele gemeu. Abri os botões e zíper de suas calças sem parar de beijar e consegui liberar sua ereção que pulou livre batendo no seu umbigo. Eu só quero morrer agora, por que eu já estou no céu com essa visão. Ela linda, gloriosa brilhando para mim. Eu a segurei a base com uma mão e passei a língua na ponta sugando uma gotinha de seu sêmen.
—Iza... — ele disse com dificuldade quando envolvi meus lábios e chupei forte e depois dei suaves beijos descendo e acariciei suas bolas com a ponta da língua antes de envolver meus lábios sobre cada um de seus testículos e chupar. — Deus, você vai me matar! — ele exclamou quando eu voltei para seu gigantesco pau e abocanhei levando o máximo que eu conseguia, relaxando minha garganta para que ele pudesse ir mais profundo. Ele me segurou com as duas mãos pelos cabelos e me guiava enquanto eu sugava e sugava, engolia tudo o que ele tinha para me dar e gemeu e ficou mais duro se é que era possível — Iza.. Iza.. se você não parar agora... porra... eu... eu... não vou... — eu reclamei contra seu pau enviando uma vibração que o fez gozar tão intensamente e jorrar seu leite quente dentro da minha garganta, eu engoli tudo do meu homem. Ele me puxou para cima e beijou a minha boca ainda com o gosto dele. — Eu te amo mulher. Você é minha, fodidamente minha, pra sempre. Eu te amo... Eu te amo... Minha. Vida...
Deus eu amo esse homem, eu sou a mulher mais feliz do mundo agora só pelo prazer de sua reação ao seu orgasmo. Ele nos virou, ficando em cima de mim agora e continuou me beijando ele abandonou o beijo e desceu, sua boca agarrando um mamilo enquanto beliscava o outro com uma de suas mãos e massageava entre as minhas pernas com a outra mão. De repente ele me penetrou com um dedo e eu senti um choque correndo pelo meu corpo. Meu orgasmo estava perto, então ele colocou dois dedos dentro de mim e continuou massageando meu clitóris. Ele deixou de beliscar meu mamilo, mas em seguida para amenizar a dor levou sua boca e sugou. E eu me perdi em um orgasmo alucinante. Eu sentia meu corpo pulando debaixo dele, eu não conseguia me controlar.
— Venha, amor, goze pra mim.
— Ahhhhhh Arturrr... Deus.... — ele continuou esfregando e eu não achei que fosse possível, mas veio outra onda e eu não conseguia respirar. Era tão bom, eu ia morrer, mas era bom... quando os tremores pararam, eu fiquei imóvel.
— Amor? Iza? Meu anjo? — escutei ele me chamando, eu abri o olho e ele estava me olhando deitado ao meu lado apoiando a cabeça no braço dobrado, com um sorriso travesso nos lábios.
— Oh, Artur! Isso foi... foi... — eu chorei, porque não tinha palavras pra expressar o que eu vivi agora.
— Eu sei linda, eu senti também — ele pegou minha mão, beijou e levou ao coração. — aqui.
Nós ficamos o resto da manhã assim. Nus, no sofá nos amando. Esse apartamento era a nossa bolha, então optamos por uma almoço aqui mesmo. Não tivemos noticias da Gabriela o resto do dia, não sei se agradeço ou se me preocupo. No fim da tarde, resolvemos descer para o calçadão, pra dar uma volta, era revigorante olha o por do sol caminhando beira mar com meu amor. Eu liguei para a minha mãe e combinamos de almoçar no clube amanhã. Todos nós. Seria o primeiro almoço de família com todos sabendo sobre o Artur e eu. Ele ligou para os pais e fez o convite. Estava combinado. Caminhamos de mãos dadas, nos beijando e brincando como dois adolescentes que não conseguiam manter as mãos longe, um do outro. Voltamos para o apartamento e começamos ali no elevador mesmo, as vantagens de se ter um elevador privativo. Ele me puxou para ele, eu pulei envolvendo as pernas na sua cintura, eu estava usando um vestidinho branco de algodão curtinho e eu pude sentir sua ereção, ele me segurou com as mão na minha bunda.
— Já amor? — eu perguntei divertida.
— Sempre pra você, minha querida. — seus lábios enrolam para o sorriso mais lindo da minha vida.
Eu abro seu zíper e bum, seu pênis duro pula pra fora. — cadê a cueca desse homem? Eu olho pra ele surpresa e ele joga a cabeça pra traz e ri alto, mas para e me olha com os olhos escuros quando eu pego a sua ereção e bombeio com uma mão e ele morde o lábio inferior.
— Minha boca — eu puxo o lábio com a mão livre tirando-o do aperto de seus dentes e mordo de leve com os meus dentes.
— Sua. – ele diz e afasta minha calcinha para o lado, abrindo caminho para que eu guie seu pênis dentro de mim e eu monto nele. Não precisamos falar para saber qual o próximo movimento um do outro, parece que é química, simplesmente tem que acontecer por que estamos juntos.
— Duro... Eu quero forte... Eu preciso forte. — nesse momento a porta do elevador abre e já estamos dentro do seu apartamento, mas ele não sai do elevador ele nos vira me apoiando na parece.
— Você quer que eu te foda duro, querida? É isso que você quer?
— Sim.. Por favor sim. — eu imploro
— Então é isso que você tem. — ele começa a bombear duro, a sair e a meter novamente tão rápido que não dava pra contar.
— Mais duro... eu pedi novamente.
— Tome, amor.. Tome tudo — quando ele me conduzia pra cima e eu gritei quando ele tocou o colo do meu útero. Ele me empurrou com suas mãos e continuou a trabalhar louco e selvagem. Sempre me puxando para mais perto dele e me levando mais perto de um precipício. Seus olhos estavam presos nos meus, me olhando intensamente. Mais uma vez ele meteu forte dentro de mim e eu pulei, e voei. Eu flutuava com esse orgasmo, forte, intenso, cru e gritei, ele engoliu meu grito com a sua boca em um beijo quente, quando senti que ele ficou mais intenso, senti seu pau engrossar duro quando ele se libertar dentro de mim.
— Obrigada! — eu sussurrei. Ele só me olhou... Ficamos ali enterrados um no outro, recuperando a nossa respiração. Ele beijou minha testa e me levou para o seu quarto e closet, quando saiu de mim eu gemi com saudade, ele deu uma risadinha e me colocou em pé em frente ao espelho gigantesco e ficou atrás de mim me apoiando, por que eu não tinha certeza se conseguiria parar em pé em minhas próprias pernas, acho que ele também percebeu isso.
— Amor, olha como você é linda. — eu estava uma bagunça, boca inchada, cabelo revirado, meu vestido amassado, eu podia ver a porra dele escorrendo pelas minhas penas, eu tinha perdido uma das minhas sapatilhas. Mas inferno, eu me achava sexy. — E você acha que tem que agradecer? Eu é que preciso agradecer todos os dias por ter a mulher mais linda e perfeita e que me ama do meu lado. Eu te amo.
—Artur... — eu consegui falar, mas as lágrimas inundaram meu rosto e ele carinhosamente enxugou todas elas com beijos.
— Shh!! — não chore.
— É... é.. dde ffelic-cidade!
— Banho? — ele me pegou no colo nos levando para o banheiro.
— Não.
— Não? Porquinha? — ele riu.
— Não seu bobo. Eu quero ter você grudado em mim a noite toda.
— Mas não precisa meu anjo, eu vou ficar grudado em você para o resto da vida. — Nós rimos e ele foi para o banheiro, nós já tínhamos programado a banheira para encher, então ele só verificou a temperatura colocou alguns sais e óleos, tirou a minha roupa e a dele e entrou e me ajudou a entrar e sentar de costas para ele. Ele me lavou, pernas, barriga, meus seios e eu já sentia a ereção dele pressionando meu traseiro. Ele é uma máquina, eu tenho certeza. Ele deu uma mordidinha na minha nuca e um sorrisinho safado brincou em seus lábios. Ele levou a mão até a minha boceta e eu apoiei as mãos em suas pernas me suspendendo e montando nele novamente. Mas dessa vez fizemos amor, lentamente, sentindo tudo cada centímetro, tanto quando ele entrava ou saia de mim. Mais uma vez essa noite, chegamos juntos ao orgasmo e eu estava exausta. Ele nos tirou da banheira me enxugou me conduziu para a cama. Nunca abandonando seu toque em mim. Desde cedo, após a partida da Gabriela, ele não deixou de me tocar ou me olhar. Ele nos deitou na cama, puxou o edredom sobre nós e nos abraçamos.
— Eu te amo meu amor, dorme com Deus. — ele beijou minha testa e minha boca.
— Eu também te amo, tanto, tanto. Dorme com ele também.
Caímos em um sono bom, tranquilo.
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