Eu Talvez (Não) Te Odeie Tanto - 2ª Temporada
1 Marlene quer Manga Verde.
Notas iniciais
Hoje seria a partida de James e amanhã o inicio das aulas. Dorea achou que deveríamos fazer uma festa de despedida para ele. Eu particularmente não iria se isso fosse há uma semana, mas nestas novas circunstâncias, acho melhor eu ir.
Você se lembra não é? Ele prometeu que lutaria por mim, mas só precisaria de um tempo para se reestabelecer e voltar por e para mim.
Mas meu corpo todo está tremendo de ciúmes, era horrível ver o James se beijando e se agarrando com a Agatha e o pior é que ela ficava me olhando e sorrindo cinicamente. Vadia.
Marlene chegou ao meu lado e tomou a taça de vinho da minha mão. Eu a encarei interrogativamente.
–Você vai quebrar esta taça e Dorea não vai ficar muito feliz. –Ela disse se recostando em uma pilastra.
Marlene já estava com três meses de gravidez –se contarmos a partir de novembro, já que ela ficou gravida em outubro- ela estava vestida com uma calça jeans cintura baixa, uma blusa social azul piscina e a jaqueta do Acapella, calçava um coturno de saltos e tinha os cabelos soltos.
Eu estava vestida com uma calça jeans cintura alta, um cropped do Super Man e um cortuno alto preto. Eu prendi meu cabelo em um rabo de cavalo bagunçado, passei lápis de olho, rímel e delineador bem fortes deixando meus olhos verdes bem marcados.
–Eu só quero ir embora. –Disse e joguei a cabeça para trás.
–Para ir comer o Sam? –Ela perguntou rindo.
–Haha, engraçado. –Disse ironicamente e depois fiz careta.
–Fica de boa amiga, logo ele vai embora e você vai poder se comer com o Sam em qualquer lugar.
Sai de perto dela e a deixei gargalhando. Essa convivência dela com o Sirius não está fazendo muito bem não. Resolvi ir embora. Falei com a minha mãe que eu estava indo, ela deu de ombros. Mas ai eu me lembrei que não sei dirigir. Mas que droga! Eu preciso aprender ainda esse ano.
Suspirei e chamei um táxi, quando o mesmo parou de frente a minha antiga casa eu sai da mesma. Quando eu estava entrando no carro ouvi o James me chamar da porta. Eu me virei e ele estava lá, todo lindo com uma calça jeans –que por mais que fosse folgada, dava para ver bastante suas coxas e sua bunda grande- uma blusa branca com a gola v, calçado com um all-star cano alto e seus cabelos bagunçados.
Ele caminhou até a mim e meu coração deu um salto. Oh eu estava tão confusa. Não sei mais o que é amor, se é o que eu sinto pelo James ou o que eu sinto pelo Sam.
–Você ia embora sem se despedir? –Ele perguntou e eu fiquei meia envergonhada.
Ele caminhou até a mim e me envolveu com seus braços em um abraço apertado. Eu retribui e inalei o seu cheiro. Um cheiro tão gostoso. Um cheio de amêndoas, perfume masculino e livro novo. Um cheiro tão diferente do cheiro do Sam. O James tinha um cheiro másculo e viciante o Sam tinha um cheiro excitante e igualmente viciante.
Quando nós nos soltamos ele sorriu para mim e minhas pernas viraram gelatina. Meu Deus como ele podia ser tão perfeito? Ele passou os dedos em meu rosto e eu fechei os olhos com o carinho.
Logo ele depositou um beijo em minha bochecha e eu fiz o mesmo. Girei meus calcanhares e entrei no táxi seguindo para casa.
[...]
Eu estava girando na cama e não conseguia dormir. Então eu resolvi me levantar. Putz, eram cinco horas da manhã e minha aula só começaria as 8. Andei até o banheiro e enchi a banheira, entrei na mesma e deixei meu corpo relaxar. Fechei os olhos, prendi minha respiração e me enfiei dentro da água, fiquei ali tempo o suficiente para minha cabeça melhorar um pouco da dor. Subi quando me faltou ar.
Sai do banheiro quase uma hora depois, me enrolei na toalha e voltei para o meu quarto. Pensei em ir ao apartamento do Sam, mas desisti. Ele devia estar dormindo e ontem ele trabalhou até de madrugada, seria muito egoísmo meu ir até lá.
Abri meu guarda roupa e peguei a minha farda, eu a vesti e fui procurar algum sapato. Por fim resolvi ir com o mesmo cortuno que fui ontem. O amarrei até a metade e deixei o reto dele sem amarrar. Meu cabelo estava molhado por causa do banho, eu o deixei assim e passei uma maquiagem bem pesada e um batom vermelho.
Peguei minha bolsa e coloquei meus materiais, quando olhei no relógio ainda eram sete horas. E minha aula só começaria daqui a 1 hora.
Fui para a cozinha encontrando minha mãe já arrumada para o trabalho.
–Caiu da cama Lily?
–To sem sono. –Respondi pegando minha garrafa térmica e colocando café. –Me deixa na escola?
–Essa hora? –Ela perguntou e eu assenti.
Nós descemos até o seu carro, assim que ele parou de frente ao colégio, eu saltei do mesmo, dei um beijo na bochecha da minha mãe e andei até a frente do colégio, me sentando em um banquinho. Não sei se foram horas ou apenas minutos, mas alguém se sentou do meu lado. Quando eu me virei, Emmeline Vance estava ali.
Seus longos cabelos negros estavam cacheados, estavam presos em um rabo de cavalo e sua pela morena clara entrava em contraste com seus olhos verdes.
Ela me olhou e sorriu. Então ela desviou o olhar e fixou-o em um prédio distante.
–Às vezes Lily, talvez tenha sido melhor assim. –Ela disse e eu entendi na hora que ela estava falando do James.
–Como você sabe?
–Olha Lily, eu o amava, apesar de tudo eu o amei.
–Você o amou? –Perguntei segurando o riso.
–Você acha que eu não seria capaz de ama-lo? –Ela perguntou me olhando novamente.
–Me desculpe.
–Tudo bem. Eu acho que foi melhor ele ter ido, será melhor para você, sabe ele não estar aqui... Você pode o esquecer mais rápido.
–Não sei. Quando vocês terminaram...
–Se eu sofri? –Ela me interrompeu. –Sofri muito Lily. Eu errei feio. O James era um cara legal, romântico e amigo. Mas ele falava tanto de você que eu quis dar o troco e o trai. Eu não podia aguentar amar alguém e esse alguém amar outra pessoa. Para mim foi mais difícil.
–Mas você podia vê-lo todo dia. Eu não posso me dar a esse luxo.
–Isso é o mais difícil Lily. Vê ele todo dia, olhar para o sorriso dele, o ver treinando, o ver cantando, ver ele te abraçando e não poder fazer nada. Não poder o tocar, não poder o abraçar, não poder beija-lo. Você entende? –Ela perguntou e eu assenti. Passei bem por isso quando ele estava com a Agatha. –Já você, não vai vê-lo e ele não vai passar de um simples sonho.
Depois que ele terminou de falar nós ficamos em silêncio, apenas curtindo uma a companhia da outra. Até que ela tinha razão. Sério mais fácil para mim.
–Nós podíamos ter sido amigas. –Sussurrei.
–Concordo. Mas cada uma tem a sua confidente. Você tem a Alice, Dorcas e Marlene e eu a invejo por isso. –Ela soltou e eu a encarei.
–Por quê?
–Porque eu não posso me dar ao luxo de ter uma confidente. Héstia e Gwen são muito fofoqueiras.
–Sempre que quiser eu estarei aqui. –Disse e ela sorriu agradecendo.
–E por falar nisso, quer voltar para as líderes? –Ela perguntou e meus olhos brilharam. –Precisamos de você contra o jogo com a Dumstrang.
Só ai que eu me toquei que eu continuaria a ver o James, porque com certeza ele iria jogar no time da Dumstrang. Eu sorri e aceitei.
–Quem sabe você não queira voltar, sabe para as Bellas.
–Será ótimo.
Ela sorriu e se afastou. Foi ai que eu percebi que entre Emmeline e eu poderia nascer uma grande amizade.
Sirius P.O.V
Onde é que eu vou achar manga verde às duas e meia da manhã? E ainda por cima, ela quer comer manga verde com pizza de mussarela! Ela odeia mussarela. Depois que a festinha do James acabou só ficou o Ezra, a Dorea, O James, a Dorcas, o Remus, os pais da Marlene, a Marlene e eu. Ela estava em seu quarto com a Dorcas e logo ela desceu as escadas gritando que o nosso filho ia nascer com cara de Manga Verde com Pizza de Mussarela. E neste exato momento estamos, o Remus, James e eu andando pelas ruas frias de Londres as duas da manhã atrás de manga verde por que a Marlene está com desejo de comer a mesma. Oh senhor!
–Porque eu tinha também de vim? Eu vou embora amanhã! –James exclamou irritado.
–Porque você é o meu irmão e o padrinho do meu bebê. –Respondi simplesmente.
–E porque eu tive de vim? –Remus perguntou.
–Porque você é o meu melhor amigo e também o da Marlene. –Expliquei e depois ficamos um tempo em silêncio.
–É cara, a Marlene te laçou mesmo. –James comentou e eu sorri.
Fale com o autor