Notas iniciais
Primeiro Capítulo, voltei, Bem vindos e Boa leitura!!!!

Vila Abobrinha, fevereiro de 2010.

A grande área verde era ocupada por um enorme trator que estava parado há algumas horas. O condutor cochilava no comando enquanto uma grande discussão se desenrolava em volta do veículo.Dois jovens de 18 anos. Um loirinho de olhos claros e pele alva. Vestia-se como um “mauricinho country”, com direito a chapéu de cowboy e botas, tinha uma postura empertigada. O outro era bem mais humilde. Uma calça jeans velha, uma regata tão velha quanto à calça e uma blusa de botão aberta, esgarçada. Um boné vermelho desbotado e chinelo de dedo arrematavam seu visual. Os cabelos eram negros, assim como os olhos a pele queimada de sol e as mãos cheias de calos denunciavam que era um trabalhador da roça. Mesmo sofrido não deixava de ser bonito. Encaravam-se com verdadeiro ódio.

Próximo deles uma equipe de TV registrava a batalha entre Genésinho, filho de um dos maiores fazendeiros da região, contra um jovem trabalhador rural, muito conhecido. Vários roceiros e moradores locais acompanhavam a disputa.

-Então você não sai de jeito nenhum rapaz, é uma ameaça? – Perguntou o repórter ao trabalhador.

-Ameaça não! É justiça! Eu só saio daqui quando o Genésim assinar os papér comprovando que vai repranta as arvore dirrubada e paga os trabaiador que tem família pra sustenta! Do contrário só saio daqui morto!!!! – Olha para a câmera, decidido. – E quem afirma isso é Francisco Bento!!!

Uma salva de palmas e assovios explode entre a multidão que torce claramente para o roceiro.

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No bar do Nhô Zico, um garoto de idade semelhante a de Chico assiste a reportagem na TV. O violão essencial esta em seu colo. E as três garotas, também inseparáveis estão ao seu lado. Comenta em voz alta, após o fim da matéria.

-Ará que o Chico tá ficando é famoso...

-Mas eu prefiro ainda ocê, Zé da Roça... – Diz uma das meninas enquanto alisa seu ombro e conquista um sorriso do menino.

- Eu também Zé... – Disse a garota ruivinha, cheia de sardas...

-E eu então... – Completa a loirinha.

Zé da Roça tinha virado um jovem bem apanhado. Os cabelos castanho escuro, ondulados que batiam na altura de seu nariz estava escondido no chapéu. A barba por fazer contrariava com um sorriso bem moleque, que merecia suspiro das garotas.

Zé da Roça – O Zé, tá me iscutando? – Perguntou a um menino que estava em um canto. O rosto era coberto pelo monitor do computador, um dos poucos da Vila Abobrinha. Como não obteve nenhuma resposta arrancou o chapéu da cabeça e atacou em sua direção. O menino toma um susto tão grande que cai da cadeira, arrancando risada das garotas. Uma expressão nada amigável surge no rosto do rapaz que é tomado por sardas e espinhas. Os cabelos loiros como sempre estão despenteados.

- Qui é diacho?! – Perguntou irritado enquanto ajeitava uma das alças de seu inseparável macacão jeans. – Num se pode navegar em paz?

Zé da Roça – Acorda Zé Lelê!!! – Irritado. -Eu falando com ocê e ocê com a cara enfiada nesse troço!!! Desliga logo essa porqueira e vamo insaia!!!

Zé Lelê – Arranca então as maritaca daí que eu insaio!!!

As três garotas se levantaram irritadas.

- Ará, num vim até aqui pra ser ofendida!!! – Empurra Zé que cai sentado novamente e levanta como se tivesse uma mola. A garota sai.

- Indá mais pra um casca grossa feito esse aí – Diz a segunda garota repetindo o gesto da primeira, sai, Zé Lelê levanta mais uma vez.

- A próxima vez que percura parceiro de dupla Zé da Roça vê se saí do currar!!! – Empurra e também toma o caminho da rua deixando o garoto loirinho confuso.

Zé Lelê – Currar?! – Olha para Zé da Roça. – Ela chamo minha pessoa de jumento?

- Tamém não precisa ofende né?!! – Grita em direção a rua, percebe a chateação do outro. Nunca fazia sucesso com as garotas. – Esquece elas Zé, vamo vortá a insaia!!!! – Passa o violão para as mãos do outro e começam a dedilhar os primeiros acordes de alguma moda de viola.

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-Dez para as cinco, garoto insuportável!!! – Marina responde enquanto confere pela milésima vez o horário no relógio. Passava um pano nas mesas do Bardoka. Cebola na mesa ao lado estava impaciente.

- A Mônica sabe que a biblioteca fecha ás 16h30... Ela semple foi lesponsavél com essa coisa de holálio. Tinha que pegar os livlos pla pesquisa e ela que tá com os nomes... Tem celteza que são dez pla cinco?

Marina – Se me perguntar mais uma vez te jogo no forno!!!!

Cebola (Irritado) — Ê esquentadinha... Vou leclamar com o Quinzo... – Marina joga o olhar para o teto e conta até quinhentos para não partir pra ignorância. Olha para a entrada do bar.– E a Mônica que não chega... Eu malquei com ela...

Marina – Ás 16h e você já esta esperando aí há quase uma hora e ela ainda não chegou... Você já falou isso... – Quase enforcando Cebola. Solta um sorriso bem falso. – Fofinho... Liga para o celular dela...

Cebola – Pela nona vez?

Marina – Quem sabe você dá sorte!!! – Mesmo contrariado Cebola começa a discar o número da dentuça e reconhece o toque do celular dela. Mônica entrava no bar, acompanhada de um menino que desconheciam.

Mônica (Tranquila) – E aí povo, belê?!

Cebola (Puto) – Belê? Isso são holas?! Esqueceu que a gente tem um tlabalho mostlo de ciências pla fazer e que você malcou de me ajudar á pesquisa na biblioteca e...

Mônica – Calma, pra sua informação queridinho eu já pesquisei tudo. Junto com o Flavinho.

Cebola encara o desconhecido.

Mônica – Esse é o Flavinho, ele é lá do grupo de teatro que eu to fazendo.

Flavinho estende a mão ao garoto que não corresponde.

Flavinho- Você deve ser o Cebolinha...

Cebola – Cebola... – A Mônica. – Vem cá, já que você alanjou um amiguinho e lesolveu pesquisar tudo sozinha polque não desmalcou?! Eu to a uma hola aqui...

Marina – É verdade... Quase rego esse menino pensando que ele fosse uma arvore...

Mônica — Aí foi mal Cebola... É que a gente pesquisou junto, ficamos conversando e perdemos a hora...

- Você anda peldendo a hola demais... – Joga uma nota de cinco na mesa. – Pode fica com o tloco, Malina... – Sai do Bardoka explodindo de raiva. Flavinho fica claramente constrangido. Mônica não perde a pose e se acomoda em uma das mesas com o menino.

- Deixa ele pra lá... Você tem que tomar um dos sucos daqui... – Em direção ao balcão. – Marina, trás o cardápio!!!

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Contra sua vontade, Genésinho, puxou a caneta da mão do repórter. Fez um rabisco embaixo das cláusulas do contrato. Ainda emburrado entregou o papel nas mãos de Chico Bento que conferiu a assinatura, logo abriu um largo sorriso.

- Satisfeito?

Chico – Satisfeitíssimo!!!! – Vira-se ao multidão de trabalhadores e avisa. — OCÊS FIQUEM SOSSEGADO QUE VAI SAIR O ORDENADO DE TODO MUNDO E NENHUMA ARVORE VAI SER DIRRUBADA!!!!!!

- ÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! – A multidão explode em um grito de alegria o câmera da TV não perde. Chico logo é carregado nos ombros de alguns trabalhadores e jogado para o alto.

- Ê VIVA!!!!!!! – Puxa um dos roceiros.

-VIVAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!! – Acompanham os outros. – CHICO BENTO, CHICO BENTO!!!

Genésinho é esquecido pela TV que acompanha a “carreata” que leva Chico em direção ao centro da cidade no ombros. O fazendeiro de braços cruzados comenta com um de seus capatazes.

- Deixa estar... Tenho que arrumar umjeito de tirar logo esse molambo do meu caminho...

Capataz – Se quiser eu dou meu jeito patrão... – Disse insinuando o revolver que sempre andava preso em sua cintura.

Genésinho – Não... Sem violência nesse caso... Deixa que eu mesmo dou meu jeito...

Notas finais
E então gostaram? Comentem se puder!!! ( Sim, a autora pentelha voltou) Bjjjjjjjoooooooooooooooooooooooos!!!!