Eu, Ela, Nosso Filho e o Outro
4 Omissões
Notas iniciais
O jantar com Mr. Johnson havia se prolongado mais do que eu esperava, e o pior, era que no meio da surpresinha de mau gosto que ele havia preparado “sem querer” para mim, a minha cabeça latejava igual a uma bomba prestes a explodir. Olhei para as horas no carro no regresso a casa e me recriminei por ter marcado esse maldito jantar. Faltavam quinze minutos para a meia-noite, e eu sei que assim que entrasse em casa seria recebida por uma Emma nada feliz.
Deixei o carro na garagem e entrei. Todas as luzes estavam apagadas em baixo, então apenas subi para o nosso quarto. Estranhei ver pela frincha da porta a luz também apagada no quarto, então deduzi que ela já estivesse dormindo. Acabei soltando um suspiro de alívio, o que era ridículo porque eu não tinha feito nada de errado, mas pensar em lidar com um novo ataque de ciúmes àquela hora com a minha cabeça explodindo daquele jeito era a última coisa que eu precisava.
Assim que entrei pude ver a silhueta dela na cama devido à fraca luz da noite que entrava pelas janelas, me dando a certeza que ela devia ter adormecido me esperando e por isso não ter baixado as persianas.
Decidi me trocar no banheiro para não incomodar, e por isso fui caminhando às escuras pelo quarto, mas acabei tropeçando em algo e caindo. Pronto, agora minha noite estava completa.
– Não acredito … — Murmurei com raiva, ao perceber em que havia tropeçado. Escutei Emma virando e chamando o meu nome com a voz ensonada. – Eu já te falei mil vezes para não deixar suas botas largadas por aí. – Repreendi, esquecendo qualquer intenção de passar despercebida.
– Que horas são? – Escutei ela perguntando, e logo depois, o quarto se iluminou com a luz do candeeiro da mesinha de cabeceira do lado de Emma. – Você só chegou agora? Já viu que horas são? – A vi olhando para o relógio despertador ao lado do candeeiro.
– Emma por favor, agora não. – Me levantei do chão, e entrei no banheiro sem lhe dizer mais nada.
Passei uma boa porção de água gelada no rosto, tentando me acalmar. Retirei toda a maquiagem rapidamente, e vesti uma camisola de noite azul de seda. Só queria dormir e esquecer aquele dia. Quando saí do banheiro, vi Emma novamente deitada, com o corpo virado para as janelas que já estavam com as persianas fechadas. A luz do candeeiro permanecia acesa.
Estava tão cansada … mas já sabia que não iria conseguir dormir uma noite de sono tranquilo com aquele clima. Me deitei ao lado dela, e ela estava com as costas voltadas para mim, então a abracei por trás, sentindo um leve arrepio dela com o toque gelado das minhas mãos na sua pele quente. Deixei uma das minhas mãos descansar sobre a lateral do seu quadril, sentindo o tecido da calcinha que ela usava.
– Querida. – Eu falei em tom baixinho na sua nuca, deixando que o aroma do seu shampoo preenchesse os meus sentidos. – Me desculpe, aconteceu um imprevist ..
– Shiuu. – Ela me interrompeu, se virando para ficar de frente para mim. – Chega de pedir desculpas. Eu sei que a culpa não foi sua e que é o seu trabalho. Eu que sou uma idiota às vezes. – Ela esboçou um pequeno sorriso arrependido, e aquilo em vez de me aliviar e me fazer sentir melhor, apenas me fez sentir um aperto no peito.
Ela se aproximou do meu rosto e me beijou a face com ternura, e eu pensei que contar o que havia sucedido naquela noite no restaurante fosse secundário. Mas assim que revi na minha mente aquele incidente, o aperto tornou a me incomodar.
“- Mr. Johnson, me desculpe, mas não esperava que viesse acompanhado. – E minha confusão havia sido real ao ver aquela mulher alta de grandes olhos verdes e cabelos vermelhos ao lado do senhor de meia-idade que era Mr. Johnson.
Ele havia me puxado discretamente para o lado, fazendo sinal à acompanhante para se sentar na mesa que eu tinha reservado para nós e sussurrou com um sorrisinho um tanto ou quanto estranho para mim:
– Não precisa agradecer querida. – Eu mostrei uma expressão completamente confusa. Cheguei a pensar que o velho tinha endoidecido, então ele simplesmente continuou falando como se nós estivéssemos compartilhando a mesma linha de pensamento. – Considere como meu presente de noivado para você. – E ao dizer isso ele me piscou o olho e me deu uma cotovelada cúmplice apontando para a ruiva sentada na nossa mesa.
Quando me dei conta do significado das palavras dele, já estávamos os três sentados em torno da mesa redonda do restaurante, eu tentando me esquivar da mão marota daquela mulher no meu joelho, e Mr. Johnson me pressionando para continuar as negociações, porque ele iria pegar um voo para Tóquio na manhã seguinte e teria de acertar os últimos detalhes comigo naquele jantar, obrigatoriamente.”
– Regina?
– Ah? – Eu estremeci, voltando à realidade com Emma me olhando com ar preocupado.
– Está tudo bem? Você deixou de estar aqui por alguns instantes. – E meu coração parecia até diminuir de tamanho com a carinha dela cheia de cuidados para mim.
Talvez devesse ter aproveitado para contar o sucedido, até porque havia sido um episódio bem caricato e ridículo, digno de filme. Talvez devesse ter-lhe contado como uma casualidade e pudéssemos ter soltado risadas divertidas com a imbecilidade do velho babão do Mr. Johnson … talvez. Mas em vez desse talvez, eu sorri para ela, e a beijei.
– Hein … — Ela interrompeu o beijo. – Você pode me dar a sobremesa amanhã. – Ela brincou, passando o dedo pelo meu queixo numa carícia leve. – Não está cansada amor?
– De você? – Indaguei. – Nunca. – E forcei a minha boca contra a dela novamente.
Senti ela sorrir contra os meus lábios, e aproveitei para concluir o assalto daquele beijo, adentrando com a minha língua na sua boca. Ela a recebeu e a massageou com a sua, iniciando um duelo molhado e prazeroso entre as nossas línguas, dentes e lábios.
Sem parar o beijo, ela se virou vagarosamente, ficando por cima do meu corpo, me aquecendo com a sua pele e com o seu desejo por mim. Minhas mãos percorreram a textura da camiseta branca que ela usava para dormir, descendo até chegar à calcinha já que ela não vestia mais nada para além dessas duas peças.
A dor que latejava na minha cabeça foi diminuindo de forma gradual à medida que a boca dela fazia coisas sobre a minha pele, umas perceptíveis por mim, outras que eu perdia o foco e não conseguia mais nem perceber o que eram. Eu só sei que ela me fazia sentir tão bem que eu não trocaria isso por nada, nem por ninguém.
Desci minha mão direita pela sua coxa empurrando-a ligeiramente para o lado, e pressionei uma das minhas coxas contra o sexo dela, e nos virei, ficando eu por cima.
– Você tem ideia do quanto é maravilhosa? – Sussurrei, observando as linhas do seu rosto iluminadas pela luz amena do candeeiro ao lado.
Ela não disse nada, apenas abriu aquele sorrisão que me deixava sempre com o coração alegre e tão mais leve, fazendo com que todo o peso dos problemas se reduzisse para metade.
– Você tem ideia … — Não sei se fora a emoção junto com o cansaço e stress do dia, mas a minha voz falhou, e senti meus olhos arder com a iminência de lágrimas. — … do quanto eu te amo? – Segurei a voz chorosa, e abanei de forma fraca a cabeça.
– Regina … — Ela colocou uma mecha teimosa do meu cabelo atrás da minha orelha, e me beijou a ponta do nariz e depois desceu, me beijando docemente os lábios. – Você é a mulher da minha vida.
Eu sorri com a declaração, e me recriminei mentalmente por deixar uma lágrima silenciosa escapar pela minha face. Geralmente não era tão emotiva assim, tão vulnerável, mas Emma tinha esse poder sobre mim. Ela me arrebatava, ela me roubava a orientação, me deixando sem norte. Completamente, inebriantemente, perdida nas esmeraldas dos seus olhos, como se estivesse me afundando num cálice de licor de absinto.
Novas lágrimas se juntaram aquela primeira, me banhando o rosto rubro de emoção. Senti descerem para o pescoço, que ela beijou, as fazendo desaparecer com a sua saliva à medida que distribuía beijos molhados por toda a minha pele com a sua língua. Senti uma inundação incontrolável de mais lágrimas dentro de mim, fazendo meu peito reagir numa explosão de sensações que me asfixiava, me levando a abrir a boca e a puxar o ar para dentro, tentando respirar. Soltei um gemido mesclado com um soluço quando ela me massageou um dos seios, e passou a língua sobre o mamilo ereto do outro.
– Hein .. – Ela parou, levantando o rosto, e me deitando no colchão, invertendo de novo as nossas posições na cama. Se colocou um pouco de lado, e passou a palma da mão sobre o meu rosto molhado. – O que está acontecendo amor? Você não está bem.
Fechei os olhos, sem conseguir encará-la. O que estava acontecendo comigo?
– Regina …
– Me desculpe. – Murmurei, sentindo todo meu corpo preso em tensão.
– Pare de pedir desculpas. – Ela disse com a voz calma. – Eu só estou preocupada com você. Olha para mim. – Senti os seus dedos passeando pela lateral da minha testa, ao lado do canto do olho. Abri os olhos para olhar para ela como ela havia pedido. – Quer conversar?
Inspirei fundo, deixando logo depois o ar sair para fora, tentando relaxar. Fechei os olhos um pouco, e voltei a abri-los para olhar para Emma de novo.
– Eu acho que é stress. – Respondi simplesmente. Ela não disse nada, limitando-se a me acariciar com um dos dedos o rosto, desenhando círculos invisíveis pela minha pele.
– Você quer adiar o casamento? – Ela parou o dedo sobre a cicatriz acima do meu lábio superior.
– Não! – Estremeci, quase gritando a resposta. – Eu quero casar com você.
– Tudo bem. – Ela sorriu, e recomeçou os desenhos em círculos pela minha face. – Eu só não quero que esse casamento estrague o que a gente tem … — Ela ficou séria, enquanto me encarava com atenção. — … eu não gosto de te ver assim. Você não é assim. – Ela suspirou a última parte.
Senti um novo aperto com aquela confissão. Será que ela estava desapontada comigo? Será que estava se desinteressando, será que …
– Dá pra desligar esse seu cérebro chato? – A escutei perguntar, antes dela segurar o meu queixo, me endireitando o rosto para me fazer encará-la diretamente nos olhos. – Porque anda tão insegura ultimamente? É você que caminha por esse mundo chique dos negócios como se desfilasse numa passerelle e você que fica com medo de me perder?
Fiquei surpreendida com a habilidade que ela tinha para me ler. Abanei a cabeça, acabando por esboçar um sorriso culpado.
– Eu não sei Emma … — Beijei-lhe a mão que ela mantinha sobre o meu rosto, logo a recolhendo com uma das minhas, a trazendo para cima do meu peito. – Eu só ... eu não consigo mais imaginar a minha vida sem vocês. – Confessei, sem deixar de a olhar.
– Ótimo que não consegue. – Ela me respondeu, me fazendo ficar confusa, então ela continuou. – É tempo que você poupa na sua agenda tão preenchida, e assim, ganha para gastar com outras tarefas mais produtivas. – Ela levantou a sobrancelha sugestivamente, disfarçando um sorriso malicioso. – Certo?
Aquilo acabou me fazendo rir, e deixar o ambiente mais leve.
– Hmm … ai é Miss Swan? – Eu ironizei em jeito de brincadeira, deslizando minhas mãos até atrás do seu pescoço. – E que tarefas seriam essas?
Ela fingiu pensar durante alguns segundos, perdendo o olhar no decote da minha camisola de seda azul.
– Administração de massagens? – Ela sugeriu com um ar falso de inocência.
– Isso é alguma forma indireta de me pedir uma massagem?
– Não. – Ela retirou um pouco do seu peso de cima de mim, e delicadamente me fez girar o corpo de modo a que eu ficasse com a barriga para baixo. – Isso é minha forma de te oferecer uma massagem relaxante. – E senti ela se ajeitando atrás de mim, fazendo com que a minha camisola subisse pelo meu tronco. – Vamos, tira isso. – Ela estava de joelhos e fazendo menção de me ajudar a tirar a camisola.
– Você está querendo se aproveitar de mim isso sim! – Eu exclamei divertida, enquanto sentia o calor do seu corpo nas minhas costas, e as suas mãos subindo pelo meu abdómen e levando consigo o tecido da camisola.
Suas mãos pararam na lateral dos meus seios por breves momentos, e ela me puxou mais para trás me fazendo sentir o seu corpo prensado nas minhas costas. Mordi o lábio reprimindo um gemido quando uma das suas mãos se moveu da curva de um dos seios para o meio, o apertando um pouco, apenas para beliscar depois o bico enrijecido.
– Quem vai aproveitar … esta massagem…- Sua voz retornou, desta vez esbarrando com seu hálito quente no meu ouvido, me causando arrepios. — … é você meu amor.
Nem sei se ela se deu conta, mas eu assenti com a cabeça, mas provavelmente o que pareceu foi que eu abria espaço para que ela tivesse melhor acesso ao meu pescoço, porque senti logo depois sua boca me chupando a pele por baixo da orelha.
– Você agora .. – Ela mordiscou o lóbulo, e desceu novamente, agora com a língua na direção da garganta. — … vai deitar e depois … — Sua voz estava embebida numa rouquidão que me tirava do sério, e ela sabia muito bem disso.
Depois de cumprir com aquelas indicações e deitar, já livre da camisola, senti ela sentar sobre os meus glúteos e apertar um pouco os meus ombros e começar massageando o local, parando às vezes em alguns pontos onde aplicava uma maior força.
– Você vai relaxar. – Ela disse, ao que eu apenas respondi com um gemido de aprovação. – E vai aproveitar. – Senti a sua boca de novo na minha pele, e imediatamente conclui que ela havia se livrado da camiseta porque senti seus seios descobertos nas minhas costas quando ela começou distribuindo beijos por toda a minha coluna como se estivesse em cada beijo contando mais uma vértebra. – Você é deliciosa. Cada pedacinho de você é … — Eu não aguentei e tentei me virar, mas ela colocou mais peso sobre mim, colocando todo o seu corpo por cima. — … completamente delicioso.
Uma das suas mãos desceu tão rapidamente que quando dei conta já senti seus dedos se infiltrando por dentro da minha calcinha por trás, me tocando levemente, como se estivessem apalpando terreno e o reconhecendo numa nova viagem.
Sua boca se silenciou enquanto escorregava pelas minhas costas num beijo tão macio e gostoso, e como cumprindo milagres da multiplicação, eles dobravam, triplicavam, quadruplicavam por cada vértebra, músculo, osso, curva e contorno do meu tronco. Sua boca multifacetada, ágil, e doce, me amava em cada pedaço que encontrava ao seu alcance, me fazendo delirar, arfar, e suspirar por mais. Seus dedos mexiam comigo, me afagando, me estimulando, me provocando na entrada da minha vagina cada vez mais ansiosa. Ela deixou a mão toda entrar para dentro da calcinha e me apertou mais contra ela, e eu a senti se balançando levemente contra os meus glúteos, ao mesmo tempo que a sua mão continuava esfregando todo o meu sexo.
Me sentia cada vez mais excitada, e não fiz mais intenção de o reprimir, até porque ela estava me deixando tão húmida que os sons que se escutavam provocados pela fricção da sua mão no meu sexo eram o bastante como prova de crime. Levei uma mão à sua nuca, prendendo seu pescoço a mim por entre o emaranhado dos nossos cabelos. A puxei mais, empinei mais a bunda como reflexo contra a sua calcinha molhada, e larguei um gemido. Um suspiro, um grito, um rugido.
– Emma.
Um aviso.
– Agora! – Uma ordem.
Ela entrou em mim com extrema facilidade, e nossos corpos se adaptaram à nova ligação, fazendo com que ela deixasse o corpo girar para o lado me levando com ela e nos ajustássemos à nova posição para facilitar os movimentos que se impunham naquele ato. Ela me penetrava em simultâneo ao movimento que os seus quadris faziam contra mim nas minhas costas, e isso me deixava ainda mais endoidecida de tesão. A outra mão, ela a tinha num dos meus seios, o amassando a cada nova estocada, e a cada novo gemido que ela soltava no meu ouvido.
O meu nome saía aos empurrões da sua garganta, quase um suplício pelo modo como ela se contorcia contra mim, e isso me fazia ficar com tanta, mas tanta vontade de a foder como ela estava fazendo comigo que eu estiquei o braço para trás, tocando a sua coxa, seguindo o rasto da humidade pela sua pele que levava ao seu ponto de prazer, coberto pelo tecido molhado da peça íntima.
Fui dedilhando como pude, sem parar de me mover contra os dedos dela, até chegar à sua vagina que pareceu quase engolir a ponta dos meus dedos. Devido à posição em que estávamos não conseguia aprofundar como queria aquele contato, e isso ao mesmo tempo que me excitava mais, me deixava com um sorriso maldoso nos lábios ao ver a reação desnorteada que isso desencadeara nela.
Ela me mordeu o ombro e eu senti as primeiras ondas do meu orgasmo se alastrando, no mesmo momento em que ela já não sabia se empurrava o seu corpo para a frente de encontro à minha bunda ou para trás onde estava a minha não, tal era o desespero por gozar que ela devia estar sentindo.
Fui abrandando o movimento dos meus quadris e expirei o ar de uma vez para fora dos meus pulmões, retirando por breves instantes a mão do sexo dela.
– Adorei a massagem. – Disse ao me virar para encará-la. Ela sorriu, mas a frustração era visível no seu rosto enrubescido. – Obrigada. – E a beijei na boca, procurando rapidamente pela sua língua morna.
Empurrei, cheia de pressa, as suas costas contra o colchão e abandonei a sua boca, me atirando sem reservas à sua barriga definida, descendo para o umbigo que logo o contornei com a língua, apenas para a deslizar rapidamente para baixo até esbarrar no tecido da calcinha preta. Senti suas mãos nos meus cabelos, depois a pressão mais forte na minha cabeça, me indicando silenciosamente sobre o que ela tinha urgência em pedir.
Olhei para ela e sorri, observando seu lábio tremer levemente em ansiedade, e baixei novamente a cabeça beijando seu sexo através do pano molhado da calcinha. Ela soltou um som, uma súplica, um gemido.
– Regina. – Um pedido.
Eu a chupei com vigor, molhando ainda mais com a minha saliva a peça íntima. Subi uma mão até ao seu tronco, massageando um seio provavelmente dolorido em tesão, e com a outra mão a segurei pela coxa, já que seus movimentos estavam se descontrolando contra o meu rosto.
Suas pernas tentavam me prender através da minha clavícula, enquanto senti uma das suas mãos abandonar a minha cabeça para se dirigir à lateral do seu quadril agarrando no tecido da calcinha. Sorri ainda com o rosto enterrado no pano, e dei um tapa naquela mão boba.
– Deixa que eu faço. – Respondi a ela com ar autoritário, mas sem deixar de sorrir. Ela mordeu o lábio e assentiu com a cabeça, retirando a mão da calcinha, dando lugar aos meus dentes que puxaram o pano com o auxílio das minhas mãos.
Ela me ajudou a fazer a peça descer pelas suas longas pernas, e sem qualquer pudor se abriu para mim, me permitindo observar o estado de excitação em que ela se encontrava.
Espiei brevemente a sua face, e se fosse possível perder todo o oxigénio dentro do peito com a contemplação de tanta beleza, eu certamente morreria ali, entre suas pernas. Mas como não era fisicamente possível isso, em vez disso, eu mergulhei meu rosto no seu sexo e o lambi com vontade. Ela arqueou no mesmo instante o quadril contra a minha boca, ávida por mais contacto, por maior intensidade, por maior prazer e satisfação. E curioso como era impossível não deixar de me sentir poderosa e imponente quase estando aos seus pés, de cabeça baixa, com suas pernas por cima dos meus ombros. Estar ali, abrindo a minha boca e fechando-a para toda a sua intimidade, a chupando no ponto em que mais latejava, e me esforçando o máximo para a fazer se sentir bem era o cargo que eu mais desejava ocupar por toda a minha vida. E bem … quem me conhece, sabe como eu sou perfecionista e competente. E como não poderia ser diferente ali, eu desempenharia meu cargo com maestria, usando todas as ferramentas ao meu alcance para atingir o objetivo pretendido. Minhas mãos habilidosas seriam as ferramentas, deslizando pela parte interna das suas coxas até à sua entrada, a abrindo mais, me mostrando o caminho a seguir pela minha língua que a penetrou o mais profundo que conseguiu.
– Oh meu … — Ela gemeu, mas sua voz enrodilhou nas cordas vocais, ela arfou profundamente e agarrou o lençol com força entre os dedos. – Bem aí … não para.
Eu não parei. Eu continuei entrando e saindo com a minha língua, até um dos meus dedos prestar assistência e se intrometer por entre o caminho e continuar a partir dali a tarefa. Até outro dedo se juntar ao vizinho e entrar também junto nela, e ela erguer bruscamente o quadril contra mim, me dificultando a penetração, me fazendo segurá-la com o outro braço, apertando-a pela virilha, a mantendo no lugar.
E ela estava cada vez mais melada, mais molhada com a minha saliva também, e seu descontrolo mais inebriante, me inundando todos os sentidos, me embebedando na taça de licor que eu sempre achava que estava tomando cada vez que bebia dela. Eu vibrei com sua excitação, sorri, esfregando meus dentes em seu sexo, o que deve ter causado alguma sensação diferente porque ela se contorceu ainda mais por baixo de mim, buscou pelo meu pulso o forçando mais, e eu afundei nela o máximo que pude, girando os dedos até sentir as paredes internas da sua vagina contraindo.
Ela tentava respirar ao mesmo tempo que era atingida pelo orgasmo que eu havia lhe proporcionado, emitindo nos entretantos sons que me fizeram subir como uma leoa faminta pela presa e atacar-lhe o pescoço e o colo dos seios ainda com a mão dentro dela, rodando, digerindo com ela cada onda intensa do gozo que estava acabando com ela. Virei por breves momentos o rosto para baixo e vi que até seus dedos dos pés se contorciam só para se esticar e relaxar logo depois. Ela suspirou, ofegante.
– Regina. – Chamou, me abraçando levemente pelas costas. – Eu te amo e não vejo a hora de começarmos nossa lua-de-mel. – Ela confessou cansada, e eu soltei uma risada abafada na sua garganta, levantando o rosto para estalar um beijo grudento nos seus lábios ressequidos.
– Agora eu descobri porque você aceitou casar comigo. – Eu ri, e ela me beijou carinhosamente a testa, me fazendo encostar sobre o seu peito transpirado.
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