Notas iniciais
Oi amoressssssssssssssss.

Pedro Lucas on-

Depois de 20 minutos ao chegar em casa. Meu celular tocou, o numero era desconhecido.

Inicio da Ligação.

- Alô?

- Alô, o senhor Pedro Lucas esta ai?

Na hora pensei que fossem fãs.

- Não, mas quem fala?

- Aqui é do hospital das clinicas, você conhece Merion Schappo?

- Conheço, sim, o que houve?

- Então, o senhor poderia informar a algum familiar que ouve um acidente, o estado que ela chegou ao hospital é grave, mas não há risco de morte, houve um capotamento de carro, e ela estava em um deles.

- Como assim? Quando? A onde? Como ela ta? Me passa o endereço daí AGORA. – o desespero tomou conta de mim.

A atendente se prontificou de me passar o endereço, de lá, sai correndo do jeito que estava, tranquei o apartamento, e fui pegar o carro, no caminho tomei coragem para avisar aos pais dela o que havia acontecido. Logo depois liguei para a Mayara, que avisou as outras meninas, e marcamos de todos nos encontrarmos no hospital. O desespero, a preocupação, o medo, tudo começou a tomar conta de mim.

Minutos depois cheguei ao hospital, corri para a recepção e pedi todas as informações necessárias, Merion estava no meio de uma cirurgia, e ainda estava inconsciente. Não autorizaram minha entrada na sala de cirurgia, pra mim ainda não havia caído a fixa de tudo o que estava acontecendo, até os pais dela chegarem.

- Tia, oi tia. – Dei um abraço bem apertado na mãe da Merion.

- Pedro, o que aconteceu? – Ela me perguntou nervosa.

Respirei fundo, olhei para os lados, passei a mão sobre o rosto, tudo em questão de segundos.

- Eu não sei, não sei o que houve, chegamos aqui em São Paulo, e viemos de taxi até a minha casa, depois ela continuou no taxi e estava indo pra casa de vocês, eu não sei o que aconteceu. Uns 15 minutos depois me ligaram avisando que o carro em que ela tava capotou e foi isso que eu fiquei sabendo até agora. A moça da recepção disse que o celular dela ainda foi encontrado inteiro e ligaram para o ultimo contato, que no caso era eu, e foi isso, to confuso, desesperado.

- Meu Deus do céu, por que comigo? Por que senhor? Por quê? – Ela falou quase aos prantos.

- Se acalma querida, temos que ser fortes, não vamos nos desesperar, — seu marido á consolou. — Pedro Lucas, você sabe como esta a situação dela?

- Ainda não, estou sem informação alguma, à moça da recepção só pode me adiantar que o estado dela é grave, mas não há risco de morte, e que ela esta em uma cirurgia no momento, só sei disso.

O silêncio se propagou pela sala de espera, os pais dela foram levar alguns documentos que ainda estavam com eles na recepção, e o resto conseguiram recuperar no capotamento.

Minutos depois a Mayara e a Larissa chegaram e logo que me avistaram foram me abraçar. Claro que a primeira coisa que perguntaram foi o que tinha acontecido com a Merion, e novamente repeti o mesmo que tinha dito aos pais dela. Logo o hospital se “encheu” com algumas tias dela, e amigos, principalmente as meninas, a única que vi que não estava ali era a Amandinha.

- O que aconteceu com a Amanda, por que ela não esta aqui? – perguntei quebrando o silêncio.

- Ela não esta mais falando com a Merion.

- Mas, por quê?

- Primeiro por causa da –e abaixou o volume da voz- gravidez, porque ela foi a ultima, a saber, e tal, e sobre a viagem do México, ela também foi a ultima, a saber, ai ela ficou brava e não quer mais falar com a Merion, então nem contei o que aconteceu.

- Ei, espera você disse gravidez? Ai meu Deus, meu filho, eu esqueci totalmente disso, será que meu filho ta bem? – entrei em um desespero inigualável.

- Eu não sei, não tinha pensando nisso também. – A Mayara disse preocupada.

- Também né, se você tivesse pensado, eu acharia estranho. – Larissa respondeu séria.

- Trouxa, é sério, to preocupada com o meu sobrinho.

- Calma Mayara, ele vai ficar bem. – ouvi a Larissa responder.

Eu fiquei sem palavras, encarei o chão com os olhos fitados no piso, até que um médico saiu da sala mais próxima dali.

- Quem é os responsáveis pela Merion Schappo?

- Eu. – levantei rapidamente.

- Você? – o médico respondeu me olhando dos pés á cabeça.

- Quer dizer, não sou eu, são os pais dela, mas posso entrar junto?

- E você é o que?

- Pai do bebê que ela esta esperando.

O medico respirou fundo e me olhou seriamente.

- É, acho que você tem e deve entrar, precisamos conversar.

- Tudo bem, os pais dela precisam ir junto?

- Eu recomendo que sim.

Logo corri para o outro lado da sala de espera onde estavam seus pais. Os chamei para que pudessemos conversar com o doutor Robert. Caminhamos todos em silêncio até a porta de sua sala, ele nos esperava lá enquanto olhava alguns papéis.

- Aqui estão os pais dela doutor. — disse enquanto caminhava em direção a porta.

- Prazer, podem se sentar, eu sou o doutor Robert, estou cuidando da Merion, e vocês são? – Perguntou o doutor estendendo a mão, e fechando a porta do consultório.

- Eu sou a mãe dela, prazer Ana Lucia Schappo.

- E eu, o pai Daniel Royal Schappo.

- Ah, eu você já sabe né doutor? – exclamei.

- E eu deveria saber quem você é? Com todo respeito.

- Deixa pra lá. Sou o namorado dela Pedro Lucas.

- Prazer conhecer todos vocês, pena que seja em um momento tão difícil assim... – ô cortei.

- E a Merion doutor, como está?

- Então, o caso dela não era tão grave quanto os passageiros do outro carro, porém a Merion era especial, pois estava esperando um neném.

-Neném? – seus pais “gritaram” surpresos.

- Estava? Como assim ESTAVA? O senhor ta querendo dizer que...? – perguntei angustiado.

- Sim um nenê, e sim, infelizmente sinto muito em dar essa triste noticia, mas ela perdeu o bebê.

Meu mundo acabou ali.

Merion On.

Depois de horas em sono –quase- profundo, acordei, não conseguia mexer meu corpo, é como se estivesse paralisado, a enfermeira que estava ali próximo me convenceu que era por conta da anestesia. Enfermeira Marina, um amor de pessoa. Ela insistiu em me deixar sozinha, e foi ai que comecei a pensar no que tinha acontecido, tentei levantar meus braços e passá-los por todo o meu corpo para conferir se estava tudo bem, não satisfeita com o que constatei passei a mão levemente pela minha barriga, ela parecia tão... Vazia.

Acho que consegui adormecer mais um pouco depois de minutos de orações, pedidos e súplicas para Deus, para que ele abençoasse meu pequeno filho. Eu estava horrível, em uma cama nada aconchegante, meu corpo doía por inteiro, meus cabelos estavam embutidos em uma pequena touca, não sei como ainda estavam lá, meus cabelos são tão enormes, lisos e pesados. Estava literalmente um caco, o que me aliviava naquele momento era dormir.

“Ela vai ficar bem, acalmes-se” ouvi uma voz embargada repetindo isso inúmeras vezes bem sorrateiramente. Depois de criar muita coragem abri meus olhos, e estavam ali ao meu redor Pedro Lucas, minha mãe, meu pai, Mayara, Larissa, Pedro Lanza, Thomas, Tia Marcela (mãe do Rodrigo) e meu primo João de 4 anos, a coisa mais linda.

- Oi gente. – disse baixo por conta da minha debilitação até para falar, isso para mim era uma prova difícil, envolvia muita força, que era o que me faltava naquele momento.

- Xodó. – Pedro Lucas respondeu deixando uma lagrima escorrer pelo seu rosto.

Meus pais nem conseguiam falar, só suspiravam em meio a soluços de choro. A Mayara, pela 2ª vez na vida á vi calada, encarando o chão e pelo visto triste, Larissa no mesmo estado, Pedro Lanza falava no celular preocupado, Thomas estava sentado no chão encarando a porta com um olhar cansado e triste, Tia Marcela consolava meus pais, o único que parecia feliz e entretido com o barulho da chuva que batia na janela era o pequeno João, loirinho de olhos azuis brilhantes.

- Por que estão chorando? Eu estou bem, não estou? – contestei inconformada com o clima que aquele quarto estava.

- Esta sim meu amor, graças a Deus. – Pedro abriu um sorriso entre lagrimas.

- Então por que ainda esta chorando? – Perguntei desapontada.

- Filha, promete ser forte? – Meu pai se aproximou.

- Eu sempre fui. Conta logo o que houve, por favor.

Supliquei deixando minha voz embargar. Pedro Lucas segurou em minha mão e deu um beijo em minha testa, Mayara criou forças e levou o rosto e me lançou um sorriso de longe, Larissa chegou á beirada da cama e se debruçou sobre ela me encarando com um sorriso meio torto. Minha mãe continuou sentada na poltrona ali perto. Thomas levantou e me mandou um beijo de longe, e logo me lançou aquele olhar que queria dizer "tô com você", o Pedrinho me deu um beijo no rosto e logo abriu um sorriso para mim e não deixou de segurar a outra mão me deixando confiante. Joãozinho fez questão de pular em cima na cama e ficar ao meu lado fazendo milhares de perguntas e mexendo na minha touca, doidinho para tirar meus cabelos dali de dentro, ele adorava meus cabelos! E logo isso foi feito, quando dei a ordem para que tirasse, ele ficou tão alegre. Todos conseguiram me entreter, até que chegou a hora que não dava mais, e pedi para que me contassem logo o que havia acontecido.

- Olha, primeiro de tudo, todos nós estamos com você, eu sei que vai ser difícil, aliás, vai ser horrível arrisco á dizer, meu mundo caiu, já desmoronei em lagrimas, já quis sumir daqui, mas lembrei que tenho você! E quero que mesmo depois da noticia, você lembre que tem eu, que tem todos nós aqui, por você, pra você e com você... – cansei de ouvir aquelas palavras dolorosas, eu já havia sacado tudo.

- Chega –cortei as palavras de Pedro Lucas- Eu já entendi, meu filho, eu perdi ele, não é? – Lagrimas rolavam no meu rosto descontroladamente.

Ninguém teve a coragem de me confirmar, todos abaixaram a cabeça e ficaram em silencio.

- Me respondam! Eu perdi, não perdi? – aumentei o tom de voz deixando á altura da dor que estava em meu coração nesse momento.

- Calma querida, calma. – meu pai me consolava com suas mãos sobre meu rosto.

- Calma? Como posso ficar calma? Tudo o que eu tinha de mais precioso se foi, antes mesmo de eu poder olhá-lo, de sentir sua pele, de amamentar, de abraçar, de beijar, de dar carinho. – respondi já aos prantos.

- Mé, não chora não. – João falou passando as mãos em meu cabelo. – eu te amo sabia?

- Eu também pequeno. – e finalmente consegui dar um sorriso verdadeiro, mesmo em meio á tudo aquilo.

Depois de milhões de conselhos, mimos, carinhos de minha família consegui ficar mais calma, mesmo assim vez ou outra me pegava chorando naquele quarto. Passaram-se dois dias, eu já estava mais recuperada, já conseguia levantar, me alimentar sem ajuda da enfermeira mais maravilhosa do mundo a Marina. Esse era o meu ultimo dia no hospital, fiquei sabendo que o motorista do taxi, tinha saído um dia antes de mim, ele apenas quebrou um braço. E os homens que ocupavam o outro carro estranho e misterioso ficaram em um estado muito grave, um infelizmente chegou à morte, pois o carro explodiu, o outro ainda estava em coma, e eu estava decidida que não queria mais saber dessa história. Quarta feira 12h49, o Pedro Lucas apareceu no hospital me prometendo uma surpresa muito boa, que iria me alegrar muito.

- Conta vaaaaaaai! – implorei com cara de cachorro.

- Não, mais tarde eu conto e já trago a surpresa comigo. – ele respondeu birrento.

- É um presente? Me da uma dica. – pedi.

- Presente não é exatamente. Mas, é uma coisa, ou melhor, uma pessoa que você gosta muito que vai me ajudar com tudo isso.

- Ai você ta me deixando curiosa.

- Calma, mais tarde quando você receber alta, nós viremos aqui te buscar, ta?

- Mesmo eu achando que você devia contar agora, tudo bem.

Notas finais
Sem comentários ):
Deixem reviews POR FAVOR gente, só vou continuar com 5, ou mais. Beijooooooooos.