Notas iniciais
Obrigada pelos reviews no capitulo anterior galera ")

O horário de visita já estava no final, me despedi do Pedro com um beijo longo e quente. Logo depois fui arrumar minhas coisas que ainda estavam no hospital, meu celular que mesmo com o vidro trincado ainda estava pegando, graças a Deus a capinha o protegeu, mesmo assim eu estava decidida em comprar outro (sim, sou chata). Entrei no twitter depois de um tempo, comuniquei que já estava bem, já que vi muita gente preocupada comigo.

Já eram quase 18h00, tomei um banho não muito á vontade no hospital, me arrumei, eu estava um caco, horrível, com olheiras, tentei fazer o máximo para melhor aquela afeição cansada.

Enquanto arrumava minha bolsa, meu celular tocou.

Inicio da Ligação:

- Oi. – atendi fria, pois já sabia quem era.

- É oi, você ta bem? – Era Amanda.

- Na medida do possível, sim.

- Fiquei sabendo o que aconteceu, sinto muito. – Ela lamentou.

- É triste, mas é a vida.

- Infelizmente. Você precisa de algo? – Perguntou um pouco mais espontânea.

- Preciso da sua amizade de volta, tem como?

- Lembra a promessa de não te abandonar nunca?

- Lembro sim. – Respondi sorridente ao lembrar.

- Ainda ta de pé, não vou te largar em um momento desses.

- Ai, eu te amo tanto, tenho tanto medo de te perder, preciso te ver o mais rápido possível, preciso do seu abraço.

- Vou ai te visitar, tudo bem?

- Eu já estou saindo do hospital amiga. Vamos fazer assim, chama a galera pra uma noite de filmes lá em casa, o que acha? – Sugeri animada.

- Adorei a idéia, faz tempo que não ficamos juntos assim, posso chamar os meninos também?

- Deve! Então ta 23h00 horas na minha casa, ai quem puder dorme lá.

- Tudo bem, vou falar com a galera, fala com o Pedro Lucas.

- Pode deixar, até mais tarde animal. Te amo.

- Também te amo animalzinho. Beijos.

Fim da ligação.

Incrível como até quando não há mais motivos para haver perdão, as amigas encontraram razões para isso, o tamanho da minha alegria ao saber que a Amanda voltou a ser minha amiga não era escrito, fiquei muito alegre.

Minutos depois enquanto eu cantarolava pelo quarto, Marina entrou com uma agulha e um soro.

- Ah não Marina. Não faz isso comigo, por favor, vai. – Resmunguei emburrada.

- Merion, você ainda não esta completamente bem, o doutor só me deu a autorização de te liberar depois de aplicar esse soro na sua veia. – ela respondeu com um ar doce.

- Má (Marina), finge que já injetou esse negócio, não custa nada. To cansada de ser furada, dói muito.

- Que drama, não dói nada. Anda logo vai, deita ai é rapidinho, se não você não sai desse hospital hoje. – disse autoritária.

- Então eu não saio! – Fiz birra.

Cruzei os braços e fechei a cara, Marina só ria da minha teimosia.

- O que esta acontecendo aqui hein? – Disse Pedro ao abrir a porta cuidadosamente.

- Amor! – e corri para seus braços- Ela quer me furar DE NOVO, assim não dá, eu gosto de você Marina, mas assim fica difícil.

- Ah não xodó, ta brincando né? Pode ir parando de gracinha vai, deita ai, deixa a Mari fazer o trabalho dela e vamos logo sair daqui.

Fechei a cara novamente.

- Ouviu seu namorado né? Vamos logo mocinha, eu também gosto muito de você, por isso quero ver você livre desse hospital, é só uma picadinha, e 20 minutos tomando soro, só isso. – Marina dizia em tom convincente.

- Ta bom. Ta bom, vocês venceram.

Voltei para a cama (desconfortável) do quarto, até que Pedro disse que iria trazer a surpresa. Enquanto isso Marina não perdeu tempo e logo furou meu braço, ela foi cuidadosa mesmo assim pra mim DOEU!

Fiquei uns 5 minutos tomando soro até que o Pedro entrou no quarto com João no colo, aquela criança maravilhosa trazia flores nas pequenas mãos para mim! Logo abri um sorriso.

- Mémé, eu trouxe flores ó... – Disse Joãozinho á me entregar um buquê de rosas brancas.

- Ai meu príncipe, muito obrigada anjo, cadê sua mãe? – Perguntei sorridente.

- Eu não sei. – Ele respondeu confuso enquanto olhava para os lados.

- A mãe dele voltou pro interior e deixou ele aqui, ele vai passar 3 dias com a gente. – Pedro respondeu animado.

- Ah, então essa era a surpresa! Ai que maravilha, to tão feliz.

- Era sim, a gente vai se divertir MUITO começando quando sairmos daqui, você deixa suas coisas em casa e depois vamos jantar fora.

- Hum, gostei. O que você acha João? – Questionei o pequeno que parecia ocupado demais observando o "trailer" de uma peça infantil que estava em cartaz no teatro.

- João? — Pedro tirou sua atenção da TV.

- O que tio? – João perguntou me fazendo rir com o “tio”.

- O que você acha da gente ir jantar fora hoje? – Pedro disse enquanto pegava ele no colo.

- Acho legal, eu gosto de comer fora, meus amiguinhos da escola dizem que é bom.

- Então vai ser bem legal também, você vai ver.

Empolguei-me com aquela conversa toda. Ficamos ouvindo as histórias do João, ele era hilário. Logo o tempo passou rápido, terminei de tomar o soro na veia. Peguei minhas coisas e fui confirmar algumas coisas com o doutor Robert. Minutos depois já fui liberada. Senti um alivio a sair daquele hospital, claro que antes me despedi com um abraço apertado em Marina, que o tempo que fiquei aqui foi um anjo comigo, e acompanhou meus choros repentinos, me ouviu quando não havia mais ninguém naquele quarto, fez as minhas vontades (as vezes), enfim foi uma mãe/irmã, e me tratou com muito carinho nesse momento difícil, será uma pessoa que não irei esquecer.

Saímos do hospital e fui direto para a minha casa, meus pais aguardavam minha chegada ansiosos, logo que entrei no apartamento dei um abraço apertado nos dois, batemos um bato descontraído para tentar esquecer essa fase ruim da minha vida. Após muitas risadas fui colocar minhas coisas no quarto, Pedro e João me acompanharam aqueles dois não saiam do meu pé!

Quando entrei em meu quarto a primeira coisa que vi em cima da cama foi o presente que Pedro Lucas me deu no México, tanto eu quanto Pedro ficamos surpresos, me deu um aperto no coração, ver aquele sapatinho tão pequeno, tão delicado. Parei intacta onde estava, fiquei sem reação, minha pupila se dilatou rapidamente, e logo meus olhos estavam cheios de lagrimas. Pedro percebeu a minha necessidade de desabar em lagrimas.

- O que foi gente? Por que paramos? – João perguntou inocente na porta do quarto.

- Joãozinho, vamos lá pra fora, que a sua prima precisa ficar sozinha.

Pedro se retirou do quarto com o pequeno, antes me deu um beijo na testa e pediu para que eu fosse forte. Sentei ao lado da caixinha já bem amassada pelo impacto da batida, mas ainda inteira. Fiquei ali por bastante tempo, desabafei tudo o que precisava, e acho que ficaria por mais longo minutos se Pedro não batesse na porta me chamando para sairmos, pois João estava com fome. Recuperei-me da maneira que pude, coloquei a roupa mais bonita do meu armário, fiz uma maquiagem adequada para um jantar. Modéstia a parte fiquei belíssima!

-Uau. – Pedro Lucas disse a me ver sair do quarto.

- Que bonita. – João disse correndo pra me abraçar.

- Gostaram?

Dei uma leve volta.

- Eu amei. – Pedro disse com um sorriso maravilhoso.

- Gostei muito. – João enrolou as palavras, mas conseguiu falar haha.

Acabo-me de rir com o jeito que ele se enrola para falar. Um verdadeiro príncipe mirim. “Bom vamos” ouvi Pedro Lucas basicamente gritar da sala enquanto eu me olhava no espelho do banheiro. Sai rapidamente de lá, e logo descemos. Ao chegar no carro estávamos decidindo o restaurante onde jantar.

- Ah vamos a um rodízio de carne. – Pedro sugeriu animado.

- Não, um japa é melhor. – Retruquei calmamente.

- Não! Eu quero é McDonald’s. – João contestou bravo.

- Ah João, a gente come MC direto, vamos diferenciar vai! Vamos comer comida de verdade, arroz, feijão, bife e batata frita o que acha? – Tentei convencê-lo.

- Ah tia (ele me chamava assim mesmo sendo primos). Quero MC, se não for lá não vou comer. – Ele respondeu enquanto cruzava os pequenos bracinhos.

Olhei para ele que estava no banco de trás e comecei a rir. João é hilário. Pedro Lucas fez o mesmo.

- Tudo bem. Você venceu meninão, eu também gosto de comer lá. – Pedro Lucas dizia animado.

- Ah que isso? Vocês estão contra mim é? – Fiz bico.

- Para com isso vai, vamos jantar lá no McDonald’s, por mim e pelo João vai, por favor.

Pedro sabia como me convencer.

- É Mé, por favor, (que saiu mais como “pu favô”).

- Está bem, vocês me convenceram. Mas, só dessa vez ta.

Seguimos com o carro para um MC, que tinha ali próximo. O lugar era tranqüilo, principalmente naquela noite, estava quase vazio. João já pediu logo seu “Mc Lanche Feliz” e ficou impressionado com o brinquedo que ganhou, vi a alegria nos olhos dele que brilhavam fissurados no brinquedo. Fomos para a mesa mais agradável dali e rimos conversamos, até que João mais uma vez se manifestou.

- Tia, você já viu a peça da turma da Monica? – Ele perguntou alegre.

- Ainda não, por que, é legal?

- Não sei, eu ainda não assisti, minha mãe disse que não ia me trazer até a capital pra me levar no teatro. – E abaixou a cabecinha.

Nesse instante Pedro olhou pra mim, já me dando certeza do que fazer.

- Então vamos hoje! – Respondi animada.

- Sério?

- Sim, aliás termina logo de comer e vamos JÁ!

Notas finais
Estou encantado pelo João, beijos de luz hahahahahahaha.
Nem preciso falar né? DEIXEM REVIEWS! hahaha ah, e eu já comecei a postar a fic com o Thomas, quem quiser ler... http://fanfiction.com.br/historia/295072/Eu_Mudei_Por_Voce./
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.