Eternal Love

9 Not About Angels


Notas iniciais
Olá, apareci com o penúltimo capitulo do ano! Eu quase exclui a fanfic por extinção de comentários, desculpe pelos mistérios nos últimos caps. Eles serão resolvidos neste, e assim irão criar mais mistérios ainda. Postando por consideração a alguns leitores que sempre se fizeram presente. Fanfic tem 40 leitores e só 20 por cento de vcs as vezes comentam. Recomendo reler a fanfic pois adicionei duas cenas novas muito importantes. O trailer saiu e ele que me deu inspiração pra escrever tb, hehe, Aqui ->https://www.youtube.com/watch?v=0iMSIvLsboQ&feature=youtu.be Ele está super bem editado (foi feito no Sony Vegas) Encomendei ele tem alguns meses, enfim, valeu apena. Se vcs assistirem terão noção do que está acontecendo e dos personagens. Bjs e leiam ouvindo Birdy Not About Angels, e chorem muito, de novo.

Pois quanto aos, quanto aos anjos
Eles vêm e vão
E nos fazem especiais
Não desista de mim– Birdy, NAA

Elena

Talvez você deva saber sobre algo. minha voz sai baixa.

Stefan continua parado na porta, tentando inutilmente manter seu rosto impassivo. Os braços estão cruzados sobre o seu peitoral, e a camisa bege está amassada.

A iluminação do quarto me irrita, está escuro demais. Limpo minhas mãos que á alguns segundos estava seca na toalha, e logo em seguida apertando ela entre meus dedos.

Talvez. Eu ainda tenho minhas duvidas. ele se move, indo até a janela, suas passadas são calculadas. Ele pega a cortina neutra lentamente, apenas abrindo um filete de luz. Parece que ele procura algo, mas logo deixa sua mão cair, fazendo a cortina voltar ao lugar e o filete de luz sumir do quarto.

Você poderia falar para mim. – sugiro.

Ainda tenho ânsia do que vi quando estava desacordada, não quero toca-lo e nem olhar em seus olhos. Mas eu preciso saber.

Você ficaria louca se soubesse. Com certeza não iria querer nem olhar em minha cara. — ele diz, ainda longe de mim, como se eu fosse um animal selvagem ao qual ele tem que manter distancia.

Bom, era o contrario.

Eu não o respondi. Eu deveria contar que já sei a verdade. Pelo menos metade dela. Voltei para o banheiro com uma muda de roupa para eu me trocar. Não era mais confortável ficar desse modo perto dele. Era estranho. Ele era estranho para mim agora.

Fecho a porta do banheiro e jogo a toalha encima da pia, colocando minhas roupas. Blusa de mangas, calça escura e um sapato que vai até o meio de minhas panturrilhas.

Volto para o quarto e ele ainda está lá, na mesma posição, imóvel, no canto do quarto. Prefiro assim. Meu peito ainda doí, são muitas coisas que eu tenho que processar, era para ele está do meu lado. Era pra mim está em contato com sua pele, era pra mim sentir seus lábios, entretanto ele estava longe, e pior, eu preferia assim.

— E agora? — pergunto — Como vai ser daqui pra frente Stefan?

E eu continuo fazendo as mesmas coisas. Procurando minhas respostas nele. Apostando nele. Quando isso vai mudar? É quase automático. Eu sou masoquista.

— Bonnie decidiu fazer um feitiço pra saber o que aconteceu quando você acordou, por que se parecia uma vampira sendo que você não morreu e meu sangue já saiu de seu organismo.

— Certo. — respondo ainda alheia com aquilo, de que tudo estava acontecendo.

— Ela também fara um para saber como está o bebê — ele se aproxima cauteloso, com uma de suas mãos levantadas — Posso? — Stefan pergunta esperançoso, olhando para minha barriga onde está o meu bebê.

— Não. — respondo segura.

Depois do que eu vi, a coisa que eu mais quero é ele longe do meu filho. Meu. Ele sim é um mostro. Se dependesse de mim, Stefan nunca irá por suas mãos no meu ventre, na minha barriga, no meu, meu bebê.

Afasto-me, pondo a mão no meu ventre protetora. Seu olhar é incrédulo e logo se torna louco, como se eu o tivesse negando algo mais importante na vida dele. Acredito que esteja fazendo isso. Ele leva suas duas mãos a cabeça puxando seus fios loiros.

— O que? Você está louca! — berra, seus olhos parecem soltar faísca de fúria misturado com uma das coisas que eu anteriormente morreria por causar isso nele. Mágoa. — Você acorda como se estivesse com repulsa de mim, não me deixa te tocar e agora não me deixar tocar meu filho.

— Não. Meu. Meu filho.

— Você está ficando louca mesmo, Elena. Por que me trata assim?

Não sei o que deu nele pra fazer aquilo. Sei que foi minha culpa, mas quando ele caminha até mim, me empurrando até a parede fazendo minhas costas baterem na parede, fazendo com que minhas costelas fiquem doloridas, me faltando ar por alguns segundos, eu ainda continuo com a cabeça erguida. Meu nariz toca o dele. Sua respiração se mistura com minha. Sua mão bate na parede ao lado do meu ouvido, me deixando ouvir um som oco. Sinto uma rachadura se formando de tão forte que ele bate.

Meus olhos queimam. Não me permito que chore na frente dele. Sou forte. Sim, eu sou. Eu consigo suportar.

— Você não tem essa direito, Elena. — seu tom está controlado agora. Sua voz está fraca, como se estivesse cansado de lutar. Seu corpo é quente ainda, sei disso por que ele está colado no meu. Imprensando-me contra a parede.

Não sinto nada até o momento. Na verdade, não quero sentir nada. Respiro mais forte prendendo o choro no peito. Controlando-me.

— Posso. — digo em tom vacilante.

Isso foi o suficiente.

Ele me olhou ainda mais penetrante. Os verdes estão magoados, confusos, derrotados. Eu os sustento. Então ele saiu, como um vulto veloz pela porta á direita, me deixando sustentada na parede.

A parede não me sustenta por muito tempo, por que, logo em seguida eu caio.

E tenho certeza, eu não suportarei isso sem Stefan.

***

Meu sangue borbulhava no castiçal encima da mesa. Bonnie estava em sua frente, falando respetivamente o feitiço para saber o que ocorria comigo.

A sala estava mais escura. Bonnie havia comentado que iria absorver poder do fogo, por conta disse deixamos a lareira ligada, entretanto o frio não dissipava, continuava insuportável. Os pelos dos meus braços subiram, se arrepiando.

— Demonstra secreta ostende arcana, hunc sanguinem. Ostende mihi veritatem.

Damon estava ao meu lado serio, olhando para Bonnie preocupado. Todos naquela sala não se atreviam a mover um músculo. Stefan estava longe de mim. Caroline estava ao meu lado, segurando a mão de Tyler que tinha seu rosto frio indecifrável, em espera de ataque igual um lobo.

Então tudo pareceu parar, como se tivéssemos congelado. A lareira havia se apagado. E ouvimos um grito estridente.

O grito de Bonnie.

A sala dos Salvatores parecia piscar. Damon correu até Bonnie, assim como todos. Ele apoiou sua cabeça em seu colo. Bonnie tremia muito.

Ela fazia isso por mim. Pela egoísta Elena Gilbert.

Ela estava desacordada tremendo no chão, prendi a respiração. Não prestei muito atenção nas pessoas ao meu redor. Mas então, as luzes da sala se estabilizaram, os olhos de Bonnie se abriram alarmados.

— Você não é vampira, Elena. — foi à primeira coisa que ela disse.

***

Todos ficaram felizes com a noticia, em principal, eu. O alivio foi sentindo em meu peito e face. A mandíbula dura foi amolecendo.

Os vampiros que estavam aqui havia saído e Tyler teve que voltar para sua casa e contatar sua matilha. Restou apenas eu e Bonnie.

Por mais que eu esteja necessitada de cuidados mentalmente e fisicamente, no momento Bonnie era a urgência.

Eu tinha colocado um cobertor quente sobre ela, ela não estava tremendo mais, mas seus olhos estavam alarmados. Bonnie estava escondendo algo, temendo. Ela olhava para a lareira perdida. Assim como eu estava.

Entreguei o chá quente que fiz para ela com algumas ervas que tinha na cozinha que apenas eu cuidava nesta casa.

Acomodei-me ao lado de Bonnie, encostando meu ombro no dela e sorrindo fraco.

— Não tinha só isso pra dizer, né? — ela virou seu rosto ainda um pouco pálido. As sobrancelhas se levantaram devagar, a face estava exausta e desgastada.

— Não. — ela afirma, devaneando novamente.

— Ei, Bonnie. Pode me contar. Não tenha medo.

Ela me olha, ponderando se contava ou não. Abrindo e fechando sua boca varias vezes. Fechou os olhos e suspirou.

— Você não é vampira, Elena. Aquele sua reação quando acordou foi por conta do bebê, que é um descendente de uma mistura de humano com vampiro. Ele está alterando seu DNA, às vezes suas reações podem mudar, você pode sofrer mais, ficar alegre demais, sentir mais raiva e mais culpa do que um humano, igual um vampiro, mas você não é. Você continua humana, e isso só vai acontecer algumas vezes quando seu filho se manifestar, quando ele quiser.

— Tem algo mais, Bonnie? Não me esconda. — respondi, aliviada por saber de tal informação e preocupada. Agora eu entendo toda minha raiva com ele pela manhã. Mas a magoa ainda não passou.

— Eu descobrir também quem está fazendo isso com você e Stefan — ela suspira, se encolhendo e apertando a xícara entre as mãos. — Uma ancestral minha me ajudou, contando algumas coisas sobre o outro lado.

— Prossiga.

— Eu consegui o nome e algumas informações. Ela se chama Rachel. Ela está morta, Elena. Ela quer matar você e Stefan, e ela sabe que para realmente matar Stefan, para fazer ele morrer sofrendo muito teria que matar você. E o que melhor de colocar um fruto dele em sua barriga e te matar gravida?

Engasguei-me. Meus olhos arregalaram-se.

— Então ela que possibilitou a gravidez?

— Sim, Rachel criou um feitiço muito forte com uma bruxa poderosa e conhecida no nosso mundo, mas ainda não sei quem é ela. Ela pode falar com alguns seres sobrenaturais desse mundo, principalmente suas irmãs, as bruxas que praticam magia negra por prazer.

— Bonnie isso é, é... loucura.

— Com certeza.

— Você acha que quem eu vi na estrada foi ela? Que quem me mostrou aquelas cenas de 1920 foi ela?

— Provavelmente, Elena. Uma bruxa com raiva e atrás de vingança, isso deixa os poderes descontrolados, e com a ajuda dessa nova parceira dela...

— Por que ela me mostraria isso? Já não basta o que fez. — sentia o ódio e a raiva começar a borbulhar em mim. Raiva por meu filho só existi para ser um objeto de vingança.

— Por que ela quer que você sinta raiva que Stefan, repulsa, ódio, vergonha... E é isso que ela está conseguindo né? Depois que você me contou o que viu, do jeito que falou...

— Sim. Deus, sim.

Minhas lagrimas começaram a cair, assim como as de Bonnie. Permiti-me chorar em seu colo. O peso da verdade que eu tanto queria caindo sobre mim, me arruinando.

Percebi que tinha presença na sala quando ouvi Caroline pigarreando.

— Todo isso é verdade? — perguntou, com Damon ao seu lado.

Afirmei com a cabeça e ela veio se juntar a nos. E meu olhar foi para porta, onde eu poderia ver a face de Stefan que logo se tornou um borrão, pois ele saiu correndo pela porta.

Ele sabia o por que agora.

Notas finais
Bonnie falou latim gente, foi uma frase que eu criei e coloquei no tradutor, hehe.