"Assim como uma gota de veneno compromete um balde inteiro, também a mentira, por menor que seja, estraga toda a nossa vida." Mahatma Gandhi

Capitulo

Meus olhos estão doloridos. Parece que eu tinha tomado uma grande pancada na cabeça. E realmente tinha. Meu corpo está dolorido demais como se uma manada estivesse passado por cima de mim. Solto um gemido, com os olhos ainda fechados.

Sinto pessoas se aproximando. O calor do corpo delas é fácil de ser sentindo. Ao menos agora eu consigo sentir.

Elena? a voz que me chama é de Bonnie, aquele tom agradável de passarinho quando canta. Não consigo respondê-la.

Elena, por favor, dá mais um sinal de que você está acordada! e esse é Tyler com a voz grossa e pesada, que ecoa por todo o local. Não consigo respondê-la.

Por mais que eu tente, meu subconsciente não quer ficar consciente, provavelmente eu, nem ele, queremos acorda para o mundo neste momento. Não depois do que vimos.

Faço um esforço, quero avisar a eles que estou viva e consciente ao que está em meu redor. Aperto o tecido que está abaixo de minha mão, que identifico ser um lençol, por seu felpudo, liso e com um grande alongamento.

Ela está aqui! Consegui nos ouvir, chame-o Tyler! essa é a voz risonha de Damon. — Finalmente Gilbert! Você não tem ideia o quanto ficamos preocupados quando encontramos você naquela estrada desmaiada.

Ouço muito apuradamente as passadas rápidas de Tyler, o lobisomem, sumindo rapidamente e voltando com mais pessoas. Consigo ouvir suas passadas e isso é estranho por que até a respiração de alguns é clara agora.

— Ela esta bem? Demostrou algo? Bonnie, você fez o feitiço? Eles estão bem? — por mais que as palavras saiam apressadas da boca dele, sei que é Stefan com a voz melancólica. Noto apenas agora que o feitiço que ele fala com Bonnie não é apenas para mim e sim para o bebê.

Sim. Eles estão bem. A pancada na cabeça não foi tão séria. Ela só ficou inconsciente por um dia.— a voz de Bonnie soa seria.

Ouço um suspiro de alivio e passos apressados até a cama ao qual estou.

Lena! Consegue me ouvir? a voz aguda e aveludada de Caroline soa como alivio para mim.

Então, quando a mão grande e dedos longos se envolvem com os meus, tento removê-lo. É Stefan, e parte de mim não quer vê-lo nem toca-lo. E a outra parte quer está no conforto de seus braços. Não consigo me movimentar, mas uma raiva tão grande surgiu no meu peito que afasto minha mão da dele. Um sufocamento de raiva e repulsa se apossou de mim.

Abro os olhos e um grito agudo e sofrido sai de minha garganta, a luz me cega. E quando olho para todos na sala vejo o quanto assustado eles estão. Eles me olham curiosamente. Quando me acalmo, respirando ofegante, sinto a umidade no meu rosto; lagrimas.

O quarto que estou é de hospedes, da mansão Salvatore. O toque italiano, as madeiras antigas e clássicas, a cama grande e os moveis nobres me trazem sensação de casa. E quando me viro para o espelho que fica encostado na parede, ao lado da cama, pulo assustada, colocando a mão na boca. Veias escuras crescem de meus olhos até as bochechas. Meus olhos estão manchados de vermelho sangue, e minha boca feriu e uma gota de sangue surgiu, quando levo minha mão até ela sinto as presas.

Espero que alguém venha até mim e explique tudo. Mas estão todos tão chocados que o único que vem é Stefan.

— Está tudo bem, Elena. Você sabe o que é isso? estou ofegante e com raiva — Se acalme. Olhe em meus olhos. não quero olha-lo, então fecho os olhos, e quando ele me toca eu me afasto. Surpreendendo todos na sala. — O que ouve? Por que está me tratando assim?

Bonnie vem em minha direção, seguida de Caroline que me acolhe em seus braços, me afastando de Stefan.

— Vamos descobrir o que aconteceu, prometo. diz Bonnie decidida.

O que está acontecendo? Bonnie, eu não sei... eu quero parar, Bonnie faz parar. Carr? – elas negam, estão mais perdidas do que a mim.

Elena, fique calma. Vamos, eu e Bonnie te ajudamos a tomar um banho. eu não protesto.

Espere. Você ainda tem que falar comigo. — diz Stefan, tentando se aproximar de mim. Quero bater nele. Damon o segura pelo ombro, contudo Stefan lhe empurra. E quando, em uma velocidade sobre-humana, ele chega perto de mim, me puxando pelo braço eu o surpreendo novamente.

— Não me toque! grito, jogando toda a raiva que sinto sobre ele. Observo seus olhos magoados, mas não me arrependo no momento.

***

Bonnie e Caroline tinham me colocado na banheira quente. Elas estavam do lado de fora, me ajudando.

— Então foi isso que você viu? Por isso ficou com tanta raiva de Stefan? aceno com a cabeça. Caroline pega um líquido verde muito cheiroso e coloca na banheira.

— Ele é um monstro Carr. Ele não é igual a você ou o Tyler.

Elena, eu mal sei como você conseguiu ver esse momento do passado de Stefan. Pode ser uma alucinação, sei lá. Vou tentar descobrir. diz Bonnie. Se agachando do lado esquerdo do banheiro.

Como está indo? Já sabe como eu fiquei gravida?

Ela suspira. Endireita-se um pouco e pigarreia. Percebo os ombros de Bonnie se abaixarem.

— Bonnie vem tentando se conectar com as outras bruxas. — Caroline parece moderar suas palavras, medindo-as. Ela passa a mão pelos cabelos loiros os colocando para traz. — Bonnie teve algumas mensagens em seus sonhos, Elena.

— Algumas de minhas antepassadas, as Bennet, estão me informando como está o outro lado. ela inclina sua cabeça para mais perto de mim. Elas estão divididas Elena. Parece que uma bruxa fez um feitiço muito forte, com a ajuda de outra bruxa, a mais poderosa, você entende o que estou falando?

Levanto. Pego a toalha que estava na mão de Caroline e me cubro. Sinto-me pesada com as informações que Bonnie tinha acabado de me contar.

Não, Bonnie. Estou preocupada. Eu não tenho nenhum poder, quero dizer até agora. O que você acha que está acontecendo comigo? E essas informações. cominho até o quarto, deixando pegadas molhadas por onde passo.

Caroline se joga na cama. Bonnie fica em pé, com a mão na cintura.

Sobre você Elena, aquela demonstração lá no quarto, quando acordou deixou bem claro que você era uma vampira, mas isso não pode ser possível. Você não bebeu sangue de vampiro nem morreu, ao...

Ela se cala. Estupefata, paro em frente ao guarda-roupa.

— Isso...

Isto é para outro momento. O que eu queria dizer Elena, era que as bruxas estão divididas. O outro lado está bagunçado, turbulento. Talvez estejamos caminhando para uma guerra sobrenatural. E, pela as informações que tenho, acho que você está diretamente ligada a isso.

Ouço o ranger da porta, Caroline e Bonnie se viram. Seguro desajeitadamente a toalha. O cheiro é fácil de ser identificado por mim, pois é o cheiro que me deixa em êxtase.

Temos de conversar. — eu não nego. Olho pra Caroline e Bonnie e elas entendem rapidamente o que eu quero logo em seguida as duas saem pela porta.

Entre Stefan.