Eternal Love

12 Ev'ry Time We Say Goodbye


Hehe, 50 leitores ♥
Ultimo capitulo do dia. Eu amei escrever ele, serio, além de ser o incio da PARTE II vcs vão amar, eu amei, eu amo esse demais. Obrigada pelos comentários.
FS será atualizada sim, eu não abandonei ela, eu juro de dedinho
Certo, esse capitulo tem duas musicas e todas são da Ella Fitzgerald, que é bem antigo, vcs vão entender o porque da escolha.
A primeira musicas vcs tem que ouvir até a parte da Elena: http://letras.mus.br/ella-fitzgerald/359450/#radio Ev'ry Time We Say Goodbye Ella Fitzgerald.
E quando acabar a parte da Elena coloquem essa -> Let's Do It (Let's Fall In Love http://letras.mus.br/ella-fitzgerald/249648/traducao.html.
Leiam!

Toda vez que nos despedimos, eu morro um pouquinho
Todo vez que nos despedimos, eu me pergunto porquê um pouquinho
Por que os deuses do céu, que devem estar a par de tudo,
Pensam tão pouco em mim e permitem que você vá embora
Quando você está por perto, há um ar de primavera ao redor
Eu consigo ouvir uma cotovia em algum lugar, começa a cantar sobre isso
Não há canção de amor mais linda, mas que estranha a mudança de (acorde) maior para
menor,
Toda vez que nos despedimos.Ev'ry Time We Say Goodbye– Ella Fitzgerald

***

PARTE II

Capitulo

Stefan

Elena estava adormecida em meus braços, sua respiração lenta e suave contra meu pescoço. Dormindo ela parecia um anjo e tudo ao redor dela ficava iluminado e eu gostava.

Ela era iluminada e eu a queria para mim para sempre. Eu a tinha para mim para sempre. Ela afastava tudo de ruim que existia em mim e isso era esplendido.

Vejo-a resmungar quando tento me afastar dela. Elena enrosca mais contra mim e eu libero um sorriso mudo, observando seu rosto.

Normalmente ela que me observava dormindo. Mas agora tudo está diferente, todo segundo é valioso e cada momento que passei longe dela foi uma tortura que prometi não sentir mais. Eu cuidarei para que isso aconteça, entretanto eu não posso mandar em Elena, nem no que ela sente.

Consigo sair da cama e começo arrumar minha mala. Depois do que Bonnie nos comunicou eu não poderei fazer isso sozinho, colocar em risco todos os meus companheiros. Em risco a vida do meu filho. Eu preciso de alguém mais velho, mais experiente e com um ódio mortal por bruxas.

― Você vai embora de novo? ― ouço a voz sonolenta atrás de mim.

Me viro, vendo Elena sentada na cama pretendo os seus cabelos. Ainda não estou acostumado com ela se movimentando em silencio. Ela esfrega sua mão esquerda nos olhos e depois foca o olhar em mim.

Largo minha mala com algumas vestimentas no banco estofado vermelho.

― Você sabia que eu tinha que ir, Elena. ― falo, dando alguns passos até a cama.

― Você não me deu uma data para isso. ― ela rebate.

Eu sei que quando nos despedimos ela sempre morre um pouco, qualquer despedida. Mas ela tem que saber que é necessário.

― Sua barriga está crescendo, não sabemos quando o bebê vai nasce, ele pode fazer isso à hora que quiser. ― observo seu ventre avantajado. ― Precisamos está seguros. Bonnie não sabe tantos feitiços, ela pode ser forte, mas é nova.

― Eu acho que Bonnie é suficiente. ― ela insiste. Sei que Elena não que me ver partir, mesmo que por pouco tempo, ela tem medo de que qualquer um se afaste. Eu a entendo.

― Bonnie não sabe o tamanho poder que está se metendo, que está se submetendo. Elena, você viu o que aconteceu da ultima vez? Bonnie desmaiou. ― ela assentiu. Levo minha mão até seu rosto, acariciando sua bochecha.

― Eu entendo Stefan. Apenas não quero você longe. Não quero ninguém longe, você pode compreender isso também? ― ela pede, sua voz está calma e ela se aproxima mais de mim.

― Pode ter certeza que sim. Qualquer um de nós faria qualquer coisa. Estamos explorando todos limites. Mas eu sei quem pode ajudar.

Tiro minha mão de seu rosto, deixando de sentir sua pele macia e deposito um beijo carinhoso em seus lábios.

― Tyler já falou alguma coisa? Já disse se a alcateia encontrou algo? Algum registro de bruxaria negra?

― Não, ele ainda não veio aqui. Eu temo que não encontre. Caroline e Bonnie estão atrás de algum caso igual ao meu. Sei que é bem impossível, mas queremos tentar. Bonnie ainda está fraca para feitiços mais fortes. ― mesmo fazendo um mês desde a morte de Jenna sei que é difícil para ela ainda. Elena não mudou muito, ela continua a mesma, contudo agora ela tem muitos motivos para querer parar a Rachel de algum modo.

Mas como matar alguém que já está morta?

― Certo. ― fecho a mala e coloco uma blusa azul.

― E Damon? Vai com você?

― Se eu disser que ele vai irá se sentir melhor?

Elena faz um pequeno bico só para entortá-lo. Ela caminha até mim com uma blusa larga que sei que roubou de mim pela noite, coloca seus braços ao redor do meu pescoço.

― Hum, talvez não.

Eu sorriu, grudando meus lábios ao dela, sentindo o gosto viciante e por um momento considero ficar mais alguns minutos aqui.

― Eu me sinto ofendido, Elena. ― ouço a voz do Damon atrás de nós e quebro o beijo, ouvindo um som frustrado sair da boa de Elena.

― Porque você sempre aparece nas horas erradas?

Damon para por um momento parecendo pensar.

― Eu moro aqui. ― responde.

Ela sai dos meus braços e caminha de volta a cama. Ouço Damon soltar uma risada de contentamento e prendo o pequeno sorriso que quer se formar em meu rosto.

― Certo, vamos.

***

As ruas tão conhecidas e frequentadas por mim passavam por meus olhos como um filme antigo bem dirigido, as danças, as roupas, tudo tão nostálgico e algumas partes tenebrosas.

Mas agora não tinha mais nada igual a não ser á musica tocada e a estrutura preservada. Ah, e claro, o sobrenatural que eu poderia muito bem ver. Apenas os humanos não enxergam isso, mas era tão claro.

“Birds do it, bees do it. Even educated fleas do it. Let's do it, let's fall in love.(Pássaros fazem, abelhas fazem. Até pulgas educadas fazem. Vamos fazer, vamos nos apaixonar.)

A musica lenta e dançante, as pessoas na pista com seus devidos pares. Mulheres exuberantes jogavam sorrisinhos para qualquer cara boa pinta que elas verem.

Pobres mulheres, não fazem ideia que algum deles poderia roubar a vida delas. Poderia destruir. E eu adoraria fazer isso.

Pego um bebida quando o garçom passa por mim, lhe dando um tapinha camarada, e sorrindo eu me vou para pista.

Um lobo. Um caçador. É assim que eu vou em direção as mulheres, as mais belas, elas possuem o sangue doce. Essas são as melhores. O sangue de mulher é delicado e suave e quando a mesma é virgem é deliciosamente puro e esse é um dos motivos por eu nunca parar de provar.

Controle não é meu forte, definitivamente.

O meu cabelo está um pouco bagunçado, culpa da ultima vitima histérica, não tenho mais meu lenço branco porque ele está sujo, mas tenho um reserva no carro.

Todas são tão belas em seus vestidos chamativos e lindos, alguns presentes de seus maridos.

Mulheres são tão impressionantes.

Onde. Você. Estava. ― a figura loira na minha frente me impede de continuar minha caçada, seu rosto com raiva tão conhecido, a boca vermelha chamativa e o vestido bege desenhando seu corpo.

Rebekah, menos, por favor. peço, vejo ela rolar os olhos.

Rebekah às vezes é tão infantil e tão apaixonada. Eu realmente gosto dela, gosto muito dela, contudo tenho vontade de pedir a Klaus pra enfiar logo uma adaga e a deixar dormindo por um bom tempo.

― O que? Eu não acredito. Eu não posso lhe deixar por um minuto e você some atrás de suas vadias Stefan. ― ela diz, ainda baixo, mantendo sua classe que quase ninguém ao redor percebe.

― Onde está seu irmão?

― Eu não me importo. Você é meu namorado, certo? Não pode ficar saindo assim. Eu te dou tudo.

Começo a caminhar e Rebekah coloca uma de suas mãos entre meus meu braço, e eu a sustento. Tão bela, mas tão possessiva.

― Querida, você tem algo que não pode me fornecer. ― ela fica surpresa com a resposta, mas logo seu olhar triste se desfaz quando eu termino. ― Sangue humano.

Ela me beija, seus lábios sabem deixar qualquer um louco, e sua mão guia por todos os lugares certos.

― Oh, ai estão os pombinhos. ― ouço a voz de Klaus as nossas costas. Rebekah se afasta de mim, mas eu a mantenho em meus braços. ― Conhecem o prefeito?

Eu sorrio quando vejo o homem ao seu lado, Niklaus sempre pensando muito alto. Mesmo a família dele tendo uma longa historia na cidade de New Orleans. Mesmo ele sendo o fundador do lugar Klaus sempre quer mais poder, e eu sei exatamente o que ele vai fazer com o prefeito. Ou eu.

Essa década é ótima para burlar leis.

― Meu nome é Stefan.

***

― Ei, Stefan. Volta para o século 21. ― Damon pede, encostando o carro em uma bela mansão.

É uma moradia digna deles, carros clássicos e atuais, esculturas por todos os cantos, um belo jardim. Tinha um alto portão com a letra M no meio dele.

Ainda era tarde e fazia muito sol.

Damon e eu saímos do carro e encaramos a casa.

― Preparado? ― ele pergunta.

Eu sorriu e toco a campainha, mesmo não sabendo a resposta para sua pergunta.