Notas iniciais
Olá, quanto tempo. Espero que ainda estejam ai. Vamos ler o/

Capitulo

AVISO: Os capítulos agora serão narrados em terceira pessoa. Eu me sinto mais confortável dessa forma.

Os Salvatores ainda esperavam em frente ao portão da mansão. Aguardavam ansiosamente pelo momento em que o portão de ferro se abriria para permitir a entrada deles.

Os instintos deles estavam à flor da pele, todos os poros de seus corpos conservados pelo tempo estavam abertos. Se tivessem um cheiro real naquele momento ― além do perfume que usavam por pura vaidade ― esse cheiro seria medo. Afinal, não era todo dia que visitavam a família original de vampiros e, também, eles não estavam acostumados a compartilhar esse tipo de “coisa” com pessoas que não se podia ter total confiança.

Stefan ficou intrigado por não ter nenhum vampiro segurança rondando a área. Ele não tinha ouvido nenhum som fora da casa no local que eles estavam. Stefan poderia ser novo para um vampiro, mas ele era bom em escutar as coisas, e além do mais tinha Damon ali. Damon Salvatore era conhecido por ser esperto e muito silencioso. Então, se tivesse qualquer sinal de perigo ― além da família lá dentro―, eles já teriam notado.

― Isso é estranho. ― comentou Damon, ainda olhando ao redor com suas sobrancelhas apertadas em uma expressão seria.

― Eu esperava algo diferente.

Stefan deu um passo para trás, olhando para as janelas da grande casa perguntando-se a família Mikaelson e seus seguidores já tinham ido embora. Pelas ultimas noticias que correu no mundo dos seres que andam na sombra, a família estava em New Orleans tratando de negócios.

― Damon, acho melhor voltarmos, não tem ninguém aqui. ― diz. ― O que você está fazendo? ― perguntou Stefan quando viu o seu irmão escalar o portão de ferro.

― Poderíamos quebrar o portão, mas acho que isso não seria uma boa imagem para meu primeiro encontro com a realeza. ― disse, perto do seu objetivo que era o topo. ― Então vamos invadir.

― Isso não parece uma boa ideia para mim.

Damon já estava lá encima, pronto para pular invadindo a propriedade de vampiros. Stefan gostaria de impedir, mas sabia que não era tão veloz quanto seu irmão. Provavelmente eles teriam problemas, como sempre.

Se virando para mansão, com olhos felinos e brincalhões, Damon pulou.

***

Caroline apertava a bainha do seu vestido. Seus lábios vermelhos estavam apertados de ansiedade e sua testa estava franzida. A loira suspirou mais uma vez olhando para os lados da floresta.

― Caroline, dá para parar com essa coisa? ― pediu Tyler, virando-se para trás encarando a loira com a expressão um pouco irritada. ― Você está fazendo isso desde que entramos nesta floresta.

― Não consigo Tyler. ― disse, fazendo o mesmo movimento de anteriormente: olhando para os lados. ― Como você quer que eu fique calma visitando sua matilha?

Caroline viu Tyler se virar totalmente para ela, seu corpo largo encostou na árvore próxima e ele cruzou os braços sobre o peito fazendo a jaqueta marrom ficar ainda mais apertada.

― Se você quiser voltar, tudo bem para mim.

― Argh, uft! Não é isso Tyler, é que... é que..., não é normal uma vampira ir á uma reunião onde está cheio de lobisomens. Se você não se lembra, irei refrescar sua memoria. ― Caroline fez um movimento com as mãos indicando ela e o moreno a sua frente. ― Somos rivais por natureza!

Tyler se desencostou da parede, suas sobrancelhas grossas não mais relaxadas como antes, os braços, anteriormente cruzados estavam soltos a cada lado de seu corpo. Ele deu um passo para trás e outro para frente, como se tivesse se decidindo onde ficar.

― Isso não nós impediu de ficar juntos.

― É diferente. É completamente diferente. ― Caroline diz com a voz um pouco mais baixa.

― Caroline. ― Forbes percebeu a voz de Tyler ganhar potencia e autoridade. Ela esperava que ele não usasse sua voz de alfa com ela, por que, com certeza, Tyler teria problemas em casa mais tarde. ― Ninguém irá fazer nada com você enquanto eu estiver aqui.

Foi apenas o que ele disse antes de se virar e continuar seu caminho. Demorou um pouco antes de Caroline perceber que continuava parada ali, sem reação. Então ela seguiu Tyler e sem olhar para os lados.

***

Bonnie estava em seu quarto, ela ainda estava cansada do último trabalho que fez. Seu corpo fraco estava repousando na cama que ela tinha na casa de sua avó.

Apesar de ser uma boa curandeira, a avó de Bonnie estava cuidando de sua neta com um processo lento para logo a deixar boa novamente e muito mais forte, para assim, quando um feitiço desta grandeza for feito sua neta ser forte o suficiente para aguentar sem correr risco de morte.

Ela a tratava com poções que ela fazia com produtos naturais. Bonnie estava ficando melhor e a cor voltando para seu rosto circular.

Sua avó entrou no quarto com mais uma dose de remédio e Bennet, que encarava a janela, logo se virou, dando um sorriso fraco e verdadeiro.

― Quando eu poderei parar de tomar essas poções amargas? ― perguntou Bonnie com desconforto.

― Quando ficar forte o suficiente para fazer um feitiço grandioso sem passar mal. ― respondeu a senhora sentando na borda da cama de Bonnie com o frasco de poção em mãos.

― Vovó, não foi apenas o feitiço que me fez ficar mal, você sabe. ― insistiu.

― Bonnie, uma bruxa Bennet não pode fraquejar. A utilização de magia negra pode mudar a personalidade de alguém. Não é apenas seu corpo que tem que ficar forte, aqui. ― A senhora apontou para a cabeça. ― Tem que ser forte mentalmente também querida.

― Mas eu sou forte, vovó.

― Ah, os jovens de hoje. ― sussurrou.

― Eu não posso mais ficar parada aqui, nesta cama, esperando. Tenho que ajudar meus amigos.

A velha senhora sorriu com a determinação da jovem.

― Paciência, minha querida. Paciência. ― disse, indicando a poção para Bonnie.

Com a boca franzida de frustração, Bonnie pegou o frasco e virou todo o liquido para logo em seguida sentir o gosto amargo e seco da poção.

***

Perdida nos livros. Elena se encontrava perdida nós livros. A vastidão de livros e grimórios que tinha na mansão dos Salvatores foi o suficiente para ocupar a mente de Elena. Ela espera que em algum deles fosse capaz de achar algo útil além de poções e ferramentas de como matar vampiros.

Sentada no sofá com as pernas cruzadas, Elena lia o terceiro livro que escolherá. Este livro falava sobre poções de curas. Sim, era um pouco útil para no caso de alguém se machucar, era melhor que alguém beber o sangue de vampiro enquanto ferido e correr o risco de morrer.

― Olha o que eu achei!

Ela se virou para ver Matt vindo da cozinha com um pote de biscoitos doces em mãos. Ele se jogou ao lado de Elena abrindo o pote e a oferecendo um, fazendo a Gilbert sorrir.

― Ótimo! Eu estava morrendo de fome. ― comentou.

― Achou algo? ― pergunta Matt curioso, dando uma olhada na pagina aberta do livro no colo de Elena.

― Nada do normal, poções de curas, ferramentas bruxas para vampiros e algumas para lobisomem.

― Mas isso é útil, talvez precisemos disso para no caso de vampiros que querem algo com o meu afilhado.

Elena sorriu, pegando mais um biscoito no pote.

― Você já está se nomeando padrinho? Sabe que tem competição, certo?

Matt deu uma gargalhada com seus olhos azuis calmos brilhando. Ele se acalmou um pouco, pegando o travesseiro vinho e limpando sua boca.

― Damon vai te matar por isso. ― disse Elena voltando para livro e vendo Matt se levantar.

Ela virou a folha do livro, para ver mais uma pagina de poções entediantes, mas parou, largando o livro e se virando assim que ouviu Matt falar:

― “Introdução a Magia Negra” parece um titulo interessante, não?

***

― Damon!

Stefan gritou assim que viu seu irmão ser jogada para traz. Ele correu até Damon que estava desacordado. Sua cabeça sangrava manchando seu rosto rosto pálido.

― Damon, acorde! Acorde! ― pede Stefan. Ele teve um sentimento que algo de ruim iria acontecer, mas não imaginava que seu irmão iria fica naquele estado.

E que porra era aquela? Uma parede invisível? Provavelmente uma barreira feita por bruxas ou então aquela casa estava no nome de um humano. Ele deveria imaginar. Não seria tão fácil. Não com seres como esses.

― Acorde Damon. Acorde!

Stefan balançava os ombros de Damon. Ele estava do lado do corpo Damon, ajoelhado no chão. O rosto de Damon estava deitado. Stefan não sabia mais o que fazer.

Caminhou até o portão, ficando de frente a ele com as mãos sujas de sangue.

― Klaus! ― gritou. ― Nicklaus!

Stefan percebeu a densidade do ar. Mirou as janelas e observou na terceira dela um ser branco e loiro. Era tudo o que ele podia ver. Logo, a cortina caiu.

O rangido do portão foi ouvido e logo todos os sentidos de Stefan reagiram. Sua feição, não tanto usada, era de fúria e raiva. Olhou mais uma vez para o corpo inerte de seu irmão na calçada e a adrenalina aumentou.

O portão continuou a se abrir, e uma sombra que não estava ali há segundos atrás apareceu. Uma sombra alta arrodeada pela névoa que provavelmente o ser controlou.

― Salvatores.

Notas finais
Então? O que acharam? Foi até uma surpresa eu postar, achei que iria ficar em hiatos eterno, rs. Por favor, não se esqueçam de comentar e mandar presentinho >< Motiva muito! PS- Músicas para mim ouvir?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.