Eternal Love
6 Danger on the road
Notas iniciais

Capitulo
Tia Jenna iria ficar chateada.
Como dar a notícia para uma tia como ela que eu irei me mudar? Que eu iria me mudar para morar com meu namorado? Ela provavelmente iria ficar louca!
Stefan havia decidido, ele disse que era melhor eu ir morar com ele e o Damon, e somente falar com minha tia quando for necessário, por telefone, e Alaric iria ajudar. Bonnie estava pesquisando feitiços no grimório de sua família, ela tentava se conectar com as bruxas para entender o que estava acontecendo, o real motivo.
Eu tive um pesadelo novamente. Enquanto dormia nos braços de Stefan, ele veio, e eu tinha pensado que estaria segura, que nos braços dele nada podia acontecer, mas eu estava enganada. O mal que está atrás de mim é capaz de tudo, e foi o mesmo sonho. A mulher, o sorriso diabólico dela, o quarto, meus gritos, muito pavor, muito sangue e... Medo. E agora, neste sonho tinha a frase “Está é minha vingança, meu pequeno presente, e pode ficar pior...” e o pesadelo acabava. Não contei a Stefan, e isso o deixou um pouco possesso, mas não me importei, contudo fiquei acordada o resto da noite.
Estou tentando não pensar um motivo de isso tudo acontecer, em pensar no bebê, Stefan está certo. Realmente é um problema, mas não um problema ruim, um problema ao qual nós dois iríamos lutar, estávamos decididos sobre isso.
O carro de tia Jenna estava na garagem, senti um tremor no meu corpo, eu realmente não queria sair de casa, mas era preciso, eu não poderia mais contrariar o Stefan, agora, com esse bebê, qualquer decisão que eu tomasse ele teria que saber, afinal o filho não é apenas meu.
Tia Jenna estava na cozinha fazendo o almoço, seu cabelo estava preso, e os ingredientes estavam espalhados por todo canto. Ela mexia a panela e sua outra mão estava em sua cintura, sua testa franzida.
— Oi tia — anunciei minha presença. Me escorei na mesa de madeira que tinha no meio da cozinha. Nunca gostei dessa mesa, ela atrapalhava a movimentação pela cozinha, e para mim só servia quando eu ia comer pela madrugada.
— Elena! Pensei que iria voltar ontem mesmo. — ela se virou para olhar para mim sorrindo, seus olhos castanhos como sempre brilhavam, transmitindo vida.
— Jerr não avisou que eu deixaria o celular ligado?
— Avisou, e eu liguei, mas só dava caixa.
Na verdade eu deveria estar dormindo ou deixado o celular no carro.
— Provavelmente eu deixei o celular no carro. Desculpe tia Jenna, não foi minha intenção te deixar preocupada. — digo.
— Está tudo bem querida, agora venha aqui, experimente para ver se está bom — eu hesitei. Tia Jenna sabia cozinhar, contudo não era boa em cozidos, ela sempre perdia o ponto ou faltava algo.
Tia Jenna pegou um pouco do caldo grosso e quente, depositando-o na minha mão, ignorei a quentura e botei na minha boca rapidamente e no mesmo instante me arrependi. Tinha muito sal, minha pressão iria subir. Fiz um careta e peguei um copo de água o bebendo, para tirar o gosto salgado da minha boca.
— Está ruim né? — perguntou tia Jenna, logo desligando o fogo.
— Acho que a senhora exagerou no sal desta vez. O que vamos comer agora?
— Vou pedir comida. — diz tia Jenna, limpando a mão no pano branco que se encontrava em seu ombro. — Jeremy! Você ainda tem o número do Java Jonne? – grita minha tia, ouço Jerr responder um ‘sim’ — Ótimo, traga o número, o cozido não deu certo. — ela começa a pegar a panela jogando o conteúdo no lixo — Nunca mais faço cozido na minha vida. — sussurra.
Deus ouviu minhas preces.
Após ligarmos para o restaurante, e a comida chegar, fomos todos para sala comer; um ensopado com purê de batata, que estava muito gostoso. Meu apetite estava enorme.
— Tia Jenna, tenho que falar algo pra senhora. — ela fez um gesto afirmativo para que eu prosseguisse — Então, a senhora sabe que eu já sou maior de idade, tenho dezoito anos e eu realmente acho que está na hora de sair daqui, ficar mais independente.
— O quê? Por que isso agora? Tem algo de errado aqui? Morar com quem? – ela faz as perguntas muito rápidas, seus olhos estão arregalados e está com a feição incrédula no rosto, o que me fez sentir pior ainda.
— Quero sair tia, quero viver sozinha. Não tem nada de errado, está tudo perfeito, é apenas eu que não me encaixo mais aqui. E eu irei morar com Stefan. – os olhos de tia Jenna estão lacrimejando, e ela não fala nada. Eu estou tão quebrada, mas era preciso, e nada vai me impedir. — Eu só queria avisar, vou hoje mesmo.
Tia Jenna não fala nada, apenas sobe correndo as escadas e com uma mão no rosto tentando limpar as lágrimas. Eu não me movimento, nem me mexo, nem tento ir atrás dela para conforta-la. Sinto os braços de Jerr em torno do meu corpo, ele me puxa para ele e da um beijo rápido em meus cabelos.
— Vai ficar tudo bem, ela vai entender. — Jerr não sabe de nada, mas mesmo assim me apoia. Permito-me a chorar em seus braços.
— Me ajuda a arrumar minhas malas?
***
Jeremy tentou ajudar, mas ele é desorganizado, então ele somente ficou sentado na cama mexendo no celular, mas depois me ajudou com as malas.
Eu tinha que falar com Tia Jenna, ela não podia ficar chateada comigo, ela tinha que entender, mesmo que fosse tudo muito confuso e repentino ela teria de entender, não podia ficar sem minha tia. Ela me acolheu junto com meu irmão. Tia Jenna poderia muito bem nos mandar para um orfanato e aproveitar o dinheiro dos meus pais, mas ela não fez isso, ela cuidou da gente, nos deu amor e eu a machuquei.
— Não fica com essa cara Lena, ela vai entender. — Jeremy me consola.
— Eu sei, mas saber que eu fiz a Tia Jenna chorar é horrível, Jerr — digo. Fecho a porta do meu carro, jogando minha bolsa no banco de passageiro.
— O Ric vai ajudar, e além de tudo ela não consegue ficar muito tempo sem falar com você , vou visitar você amanhã, ver como está e saber o porquê de você estar indo tão rápido — diz, batendo no teto do carro e logo em seguida entrando em casa.
Pego a chave do carro e eu estou quase o ligando quando meu celular toca, eu o pego, vendo no visor a foto de Stefan dando língua.
— Você já está vindo? – diz, assim que atendo o telefone.
— Seu comportamento obsessivo me assusta.
— Ah, engraçadinha. — eu já podia o imaginar sorrindo, ouço o som da TV e Damon gritando algo como “idiota, não sabe nem jogar bola sai do time”.
— Vou desligar o telefone porque eu estou na estrada Stefen! Beijos.
***
Já estava anoitecendo, e a estrada para a casa dos Salvatores estava escura, apenas com a iluminação do farol de meu carro, as florestas estavam mais sombrias que o normal. Apenas agora percebo a névoa sobrenatural que se ergue de repente. Em um momento não vejo mais nada está tudo coberto, sem visão suficiente, sigo as cegas pela estrada. Estou apavorada. Sinto um calafrio na minha nuca.
De uma hora para outra vejo um pessoa na estrada, e ela olha diretamente para mim, é a mesma mulher dos meus pesadelos, ela está pálida e sorrindo.
Paro o carro imediatamente, sinto o impacto da minha cabeça no volante, sinto o sangue quente escorrendo pela minha cabeça, levo a mão para o ferimento. Forço meus olhos para frente, com o objetivo de ver se ela foi embora, sinto muito medo, ela está vindo para cá, para o carro, está caminhando lentamente para perto de mim.
Sinto minha cabeça tonta e sem permissão eu apago.
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