Espelho
4 Eu gosto de você...
Notas iniciais
Deive on
—Tchau
—Tchau, até mais ver.
Quase todo dia eu venho aqui andar de skate e jogar com uns amigos. Gosto bastante de esportes.
Estava indo pra casa e de longe vi uma garota ruiva aparentemente da minha idade.
Ele tava parada no meio da rua, de longe da pra ver que ela não tá bem.
Avistei um carro vindo em sua direção. Ela parece não está vendo.
Corri em sua direção e segundos antes do carro atingir ela eu a puxei pela cintura.
Cai no chão segurando ela, eu machuquei meu braço, mas ela não se machucou.
Alguns segundos depois ela abriu os olhos e olhou pra mim, bem no fundo dos meus olhos.
Nunca vi olhos tão lindos como aqueles, um castanho claro de um tom que eu nunca tinha visto antes. Pena que em seus olhos havia uma tristeza indescritível, senti uma dor no coração.
Naquele instante eu percebi que havia me apaixonado.
Nunca liguei muito pra essas coisas, mesmo já tendo 15 anos.
A ajudei se levantar, falei com ela, pra ver se ela estava bem, mas a mesma pareceu não me ouvir.
Segundos antes dela apagar e cair novamente em meus braços eu falei meu nome.
—Eu me chamo Deivid Yuri. *por favor lembre-se de mim*
O homem saiu do carro assustado e nos levou até o hospital, no caminho o celular dela tocou e eu atendi, era a mãe dela.
Assim que a mãe dela chegou no hospital eu tive que ir embora, tinha aula de música e não podia faltar.
Queria ter esperado ela acordar.
Os anos se passaram e eu nunca mais vi ela de novo, até que o destino resolveu nos unir novamente.
Droga acordei atrasado de novo.
Entrei no banheiro, tomei banho, sai e vesti a primeira roupa que apareceu, uma calça preta e uma camisa branca, vesti meu sapato e sai, nem tomei café da manhã.
Cheguei na escola alguns minutos depois.
Quando estava indo pra minha sala uma garota esbarrou em mim.
Ela ficou me olhando.
Não acredito, é ela, depois de dois anos eu finalmente a encontrei.
—Ah oi, desculpe. * falei sorrindo*
Ela não disse nada, só sorriu como resposta.
Aquele sorriso lindo que fez meu coração bater ainda mais forte.
Tentei falar com ela, mas antes que eu conseguisse pensar em algo ela foi embora.
Dessa vez eu não vou perder ela.
Passei dois anos procurando aquela garota e eu farei o que for preciso pra faze-lá feliz.
Na hora do intervalo eu encontrei a garota que tava com ela mais cedo e fui falar com ela.
—Oi
—Oi
—É...sobre aquela garota que tava com você mais cedo. * falei sem geito e ela pareceu entender o recado*
—Ela é minha irmã, o que você quer saber.
—Bom vou direto ao ponto, eu gosto dela.
Contei pra ela como a havia conhecido.
—Ah então foi você que salvou ela...
—Olha minha irmã já sofreu muito nessa vida e eu não quero mais ver ela machucada, mas como você parece sincero eu vou te ajudar.
—Toma
—Uma pulseira?
—É dela, ela sempre anda com ela, hoje ela esqueceu de por porque tava nervosa com o primeiro dia de aula, diz que achou no chão.
—Cuida bem dela, ela é bem ingênua e as vezes não enxerga o perigo.
A pulseira era bem bonita, tinha um pingente de coelho, e um de panda.
Isso me deu uma idéia.
Andei pela escola inteira procurando ela e finalmente a achei.
Entreguei a pulseira e no fim da aula fiz ela me acompanhar até um lugar perto da minha casa que eu sempre ia.
Era um Pet Shop.
Acabamos adotando um coelho.
Fiquei bem feliz, sinto que isso vai nos aproximar.
Deive off mayc on
Desde a primeira vez que eu vi aquela garotinha chorando encolhida num canto eu me apaixonei, mas nunca tive coragem de falar com ela.
Ela estava muito machucada por causa da vida e eu precisava cuidar dela.
Passei anos ao lado dela tentando agir como um irmão mais velho, mas cada dia que passava esse sentimento ia ficando mais forte.
Ela nunca se apaixonou e nem ficou com ninguém, ela era tão doce e ingênua, tinha medo de amar e eu entendia isso perfeitamente.
Hoje eu sai mais cedo da faculdade, cheguei em casa e fiquei esperando a let me ligar.
Ela sempre me liga pra contar como foi o dia.
Esperei e ela não me ligou, comecei a ficar preocupado e resolvi ir na casa dela.
Chegando lá toquei a campainha.
Quem apareceu foi a irmã dela.
—A let tá em casa?
—Não, hoje ela saiu com um garoto. * ela falou sorrindo*
—O-oque? Como assim? que eu saiba ela só tem eu de amigo
—Lembra de quando ela tinha 14 anos e quase foi atropelada?
—Lembro...
—É ele, o garoto que salvou ela, o destino resolveu uni-los novamente.
Fui pra casa pensando naquilo, desde aquele dia ela volta e meia fala daquele garoto, diz que queria vê-lo novamente.
Isso mexeu comigo, senti pela primeira vez medo de perde-lá.
Ela sempre foi ligada só a mim, sempre teve olhos só pra mim.
Mas eu nunca tive coragem de arriscar e dizer que a amo, não só como amiga...
Esperei ela chegar e fui novamente a sua casa.
Quando cheguei lá ela tava dormindo, fiquei olhando pra ela com dó de acorda-lá.
—Let? let?!
—Pandinha.* ela disse acordando assustada*
Ela tinha tido pesadelo de novo, faz um tempo que ela vem tendo eles.
Ela mudou de assunto e perguntou o que eu tava fazendo lá aquela hora.
Eu disse que tinha ido vê-lá.
Ela disse que tinha saído com o tal garoto.
Pelo visto ela não reconheceu ele.
Fiz ela ir jantar porque sabia que ela tava com fome
Depois do jantar levei ela pra caminhar um pouco, perguntei se ele gostava dele, mas ela não respondeu.
Resolvi leva-lá pra casa porque já tava tarde e eu tava morrendo de vontade de falar pra ela o que ela significava pra mim.
Chegando lá senti vontade de beija-lá, mas tive medo, então me despedi só com um beijo na bochecha.
No outro dia aconteceu a mesma coisa ela passou o dia com aquele garoto e nem me deu bola.
Impulsionado pelo ciúmes e medo de perde-lá fui até a casa dela e a chamei pro parque.
Chegando lá, eu resolvi ariscar.
Sentei do ao seu lado e falei que gostava dela.
Ela ficou me olhando surpresa e eu agi por impulso, acabei a beijando.
Fale com o autor