Escrevendo Uma Nova Historia
18 Tudo sempre pode piorar
Notas iniciais
Quando amanheceu fui obrigada a acordar com Elizabeth andando pelo apartamento inteiro. Olhei seria pra ruiva e falei;
–Você por acaso sofre de distúrbio mental?
–Eu não sei como você consegue dormir com esse fuso horário idiota, são nove horas e me sinto como se tivesse dormido dezessete horas seguidas. – A ruiva se jogou na cama.
–Eu durmo o quanto eu quiser quando tenho sono, não importa o lugar e não importa se esta de noite ou de dia.
Levantei e fui ao banheiro fazer minha higiene pessoal, percebi que meu cabelo parecia ressecado demais e queria um palpite de alguém que entendesse de cabelo.
–Você acha que meu cabelo está ressecado? – Perguntei a Elizabeth voltando ao quarto.
–Você acha que eu reparo no seu cabelo?- Rebateu Elizabeth.
–Claro, eu esqueci que você me odeia e nossa relação nunca passará disso.
–Ainda bem que estou aqui para lembrar a você.
–Garotas, Cristian exige a presença de vocês no café da manhã que terá no nosso restaurante particular, se me permitir eu irei indicar o caminho para vocês não se perderem. – Uma japonesa bem bonita comunicou a nos duas esse recado. Depois de nós trocarmos descemos e encontramos já todas as garotas na mesa, Cristian e Alexander as acompanhando.
–Finalmente Sophie acordou para poder nos acompanhar!- Cristian abriu os braços convidado eu e Elizabeth a se ajudar a eles.
–Nós não vamos hoje pra fazer a missão? – Perguntou Elizabeth se sentando.
–Você quer que vamos para uma ilha sem nada no estomago? Que tipo de ser humano é você? – Perguntou Katerina passando geleia em três pães ao mesmo tempo.
–O ser humano não guloso como você. – Respondeu Ashley olhando a cena com certo nojo, para provocar, Katerina mostrou a língua dela que estava cheia de coisas mastigadas.
–Meu Deus! Isso é muito nojento. – Disse Ashley ao lado da morena.
–Antes que vocês comecem com o típico “bom-dia” de vocês, quero avisar como será essa missão; A ilha toda e cobrida por bombas que ativam na hora que você pisa os pés lá, então o trabalho de Isadora e Ashley e desativas as bombas que ficam ao redor da ilha, em arvores extremamente altas, se acham que é difícil desarmar essas bombas digo que estão enganadas, uma faca no centro de cada uma já possibilita de que o seu sensor de movimento quebre e ela fica incapacitada de sair, Juliet e Lou Ellen ficaram no avião para poderem atirar nas bombas que ficam no subsolo e olharam com os infravermelhos depois desceram e ajudaram as outras com a defesa. Rosylin e Grace ficaram na parte de praia da ilha, onde com certeza os reforços irão vir para impedir que o arquivo seja pego. Isabella, Katerina, Elizabeth e Sophie terão a obrigação de achar o arquivo no topo da ilha, em uma igreja. Eu digo que será difícil e perigoso, por mais que consigam destruir todas as bombas ainda á a bomba de defesa que mandara a ilha pro espaço depois de dez minutos que pegarem o arquivo. A dois carros reservas lá para que tenham a chance de escapar. Isso é tudo garotas agora vocês podem subir para se arrumarem do jeito que vocês escolherem.
Todas nos levantamos e já estávamos caminhando pro quarto quando escutei Rosylin dizer ao Alexander:
–Você não ira me dar boa sorte?
–Bo-bo-boa sorte, Rosylin. – Alexander piscava nervosamente quando encara Rosylin. Tentei salvar o pobrezinho empurrando Rosylin pelos ombros longe dele.
–Você precisa dar um espaço para o garoto, daqui a pouco ele tem um ataque cardíaco,sabia? – Brinquei com ela enquanto estávamos no elevador.
–Mais essa e minha vontade. – Rimos juntas até se separamos para nos arrumar. Agora seria uma nova missão, e sentia cada vez mais medo; algo muito ruim aconteceria lá e esse sentimento não parava de me apavorar.
Estávamos perto da ilha que Darkness havia nos enviado. Já avistamos a pequena capela que havia ali, e todas já estavam de prontidão no pequeno avião.
–Lembrando a vocês, essa ilha tem armamentos mais pesados do que vocês imaginam. Não há relatos de guardas, mais o armamento e ativo só com um passo que vocês dão. Portanto Isadora ira de arvore em árvore para ver onde ficam localizados o reator que alimenta as armas. Ashley ira descer junto com você, para garantir que chegara em segurança no reator e o desligara desativando as maquinas. Juliet e Lou Ellen irão ficar aqui no avião para atirar nos canhões que estão instalados no subsolo. Fazendo com que não atirem em vocês. Katerina e Isabella irão ficar no teto da mansão cuidando para que qualquer coisa não atinja e nem chegue perto de Sophie e Elizabeth por um tempo. Vocês duas precisam ir buscar o arquivo o mais rápido possível antes que a mansão ative o modo de segurança e exploda antes de vocês conseguirem tocar na pasta.
–Tudo bem. Até porque é super divertido entrar numa ilha cheia de bomba por uma pasta idiota. – Comentou Katerina ironicamente, dessa vez confesso que concordava com ela.
–Tudo bem meninas, estão prontas? – A pergunta de Cristian não teve resposta. Porque nenhuma dali estava realmente pronta.
Pov.Autora
O avião de pequeno porte famoso por ser a principal arma das meninas, se abaixou um pouco e deixou todas as garotas, exceto por Juliet e Lou Ellen que atirariam nas bombas que ficavam guardadas no subsolo. Assim que estavam numa altura razoável, todas as garotas não hesitarão em dar um salto gracioso e acabam caindo nas areias brancas das ilhas Kaiway.
–Meu Deus, como aqui é quente. – Reclamou Ashley assim que pisou na ilha.
–Você nunca enfrentou o verão no Brasil, não sabe o que é te cozinharem viva. – Isadora comentou enquanto admirava a bela paisagem da ilha.
–Se tivermos uma missão no Brasil farei questão de ficarmos bem no rio de janeiro, só pra você sentir o calor. – Sophie Ashley ao lado de Isadora.
–Isso é até que gentil se comparamos que no Nordeste faz muito mais calor. – Respondeu Isadora com um sorriso cúmplice.
–Meu sangue inglês não foi preparado para enfrentar esse calor infernal que estão falando. – Ashley nos olhava com uma cara assustada fazendo eu e Isadora gargalhar.
–VOCÊS QUEREM PARAR DE PALHAÇADA E COMEÇAR LOGO A MISSÃO!- Lou Ellen não griatava dês da ultima missão e as garotas não poderam impedir de fazer uma careta ao ter que escutar o grito de novo.
–Calma Lou, não fique estressadinha. Estamos numa ilha deserta cheia de bombas em cada canto, o que pode dar errado? – Rosylin segurava sua espada fortemente e gargalhava com a ideia de que podia dar algo errado. Mais será que ela não percebeu que no emprego delas tudo pode dar errado?
–Vamos Ash, vamos desativar algumas bombas por ai. – Isadora começou a escalar uma palmeira enquanto dizia isso.
–Claro porque é um bom modo de diversão, coisas que as melhores amigas devem fazer.
–No Brasil a nossa melhor brincadeira era subir em arvores, sabia? – Tava na cara que Isadora estava sendo irônica, só que Ashley não percebeu isso e não evitou de fazer uma careta.
–Vocês por acaso são ensinados com os macacos? – Ashley acompanhou Isadora e as duas chegaram ao topo facilmente. Quando as bombas que estavam guardadas foram destruídas podemos perceber que se déssemos mais um passo iríamos ser mortas.
– Se precisarem de ajuda pode chamar. – Isabella falou num tom autoritária pegando sua arma que estava guardada na coxa. Todas as garotas pegaram suas armas que guardavam nos lugares mais estranhos; Katerina guardava sua arma em suas costas; Elizabeth em sua barriga; Rosylin usava espada então não podia esconder em lugares do seu corpo e Sophie guardou em sua bota. Armas pequenas fáceis de levar em qualquer lugar e de usar em qualquer hora.
–Vamos garotas, precisamos começar. – Isabella dito isso avisou de que agora era hora de elas não fracassarem.
Ashley e Isadora pulavam de arvores em arvores cortando os fios que ligavam as bombas para desativa-las, facilitando o trabalho das quatro que teriam que pegar o arquivo. O fato interessante era que a ilha era cobrida por água doce ao seu redor e facilitava se as garotas sentissem cede. A igreja era longe do inicio da ilha mais a caminhada estava tranquila, até Lou Ellen gritar;
–Vão para trás!
As garotas automaticamente foram e o tiro chegou e explodiu o lugar que elas iriam pisar.
–Você quer nós matar?! – Gritou Katerina furiosa porque a bala quase as pegou.
–Para de ser chorona, se eu quisesse matar vocês provalvemente já estariam mortas. – Respondeu Lou Ellen examinando tudo do seu computador enquanto sobrevoava a ilha. Quem maleava a arma era Juliet que riu da expressão zangada que Katerina fez.
–Não esquenta, se Katerina não ficar brava por alguma coisa, algo esta totalmente errada. – Disse Lou Ellen pela primeira vez sem ser grossa com uma das meninas, a verdade era que ela estava curiosa sobre a chegada de Juliet e seu estranho jeito de ser tão quieta.
–Eu não me importo com ela, mais acho incrível a maneira como ela não pensa no que fala. – A resposta que Juliet deu surpreendeu Lou Ellen, “ela e mais fria do que eu!” pensou Lou Ellen consigo mesma.
–Lou Ellen? Tem mais uma bomba pra localizar? – Perguntou Juliet tirando Lou Ellen de seus devaneios.
–Sim, a cinco metros das garotas. – E assim que Lou Ellen falou, Juliet atirou tirando mais um grito de Katerina.
–Que merda, somos as únicas que não estão fazendo nada. – Exclamou Rosylin irritada, já sentada na areia da praia.
–Pra melhorar nossa situação essa areia fica entrando na minha bota toda hora. – Reclamou Grace também.
As duas continuaram em silencio do jeito que estava até Rosylin tentar puxar assunto;
–Por que você e Katerina são tão unidas? Quer dizer, ela irrita todas nós, e a mais egoísta do grupo e ainda sim, você se importa com ela.
–Katerina foi à única que se importou comigo quando ninguém mais fez isso, eu devo minha vida a ela.
–Então e um sentimento de divida que você sente por ela?
–Não, e um sentimento de amizade. Katerina e a única pessoa que tenho mais próxima de uma família, mesmo que ela me irrite algumas vezes, eu sei que sou a única que ela realmente se importa.
Rosylin abaixou a cabeça pensando nas pessoas que poderiam dizer isso dela, chegou a conclusão que não tinha mais ninguém para se importar. A loira ficou pensando de como era sua vida quando não estava envolvida em toda essa confusão, e ficou em conflito com ela mesma se perguntando se gostava dela quando não era o que ela é hoje. Só percebeu que algo estava acontecendo quando Grace gritou seu nome.
–O que foi? – Perguntou preocupada, se tinha uma pessoa que não gritava era Grace.
–Tem barcos chegando, Rosy. Vários deles e parecem que não estão tentando apenas descobrir essa ilha.
Enquanto se aproximavam, perceberam que os homens estavam usando típicas roupas de espião, mesmo fazendo calor naquela ilha eles ainda usavam o tão famoso paletó preto.
–Lou Ellen, nós temos um problema! – Gritou Rosylin desesperada.
–Que merda de bombas que não acabam! – Ashley estava irritada com aquelas arvores que contém mais e mais bombas.
–Nós temos o dia inteiro Ash, não precisa ficar nervosinha. Eu achava que quem ficava assim era Lou Ellen.
Ashley riu da garota enquanto cortava mais um fio que ligava as bombas.
–Ashley, Isadora, nós temos problemas! – Gritou Lou no comunicador, fazendo Isadora dizer;
–Eu não disse!
–A ilha não está abandonada como Darkness pensou. Grace e Rosylin viram a chegada de barcos vindo do leste e parecem que não estão muito felizes por estamos aqui.
–Lou não trouxemos armas o suficiente para enfrentar agentes da CIA. – Ashley se esforçou para não cair da arvore com o choque.
–Eu sei por isso mesmo vocês precisam desarmar essas bombas o mais rápido possível. Precisamos dar tempo para que as garotas cheguem a igreja a tempo, mais não conseguiram continuar se essas bombas continuarem ativas. – Lou Ellen estava irritada por não ter saber do elemento surpresa que as aguardavam.
–Se são muitos agentes como disse duas garotas não terão chance de segurar todos eles. – Isadora raciocinou rápido para evitar que o medo a abastece.
–Tem dois carros reservas na igreja, vocês estão perto de lá. Esperem no carro que eu mandarei as duas subirem até a igreja e todas vocês viram juntas até o inicio da ilha. Eu não consegui desativar a bomba que esta na igreja então a ilha vai ser destruída depois de dez minutos que as meninas pegarem o arquivo.
–Elas conseguiram dar conta de tantos agentes assim? – Perguntou Ashley preocupada. A intuição dela dizia que algo iria sair muito errado dali.
–Eu e a Juliet teremos que descer para ajuda-las, apenas se concentre em desativar as bombas logo.
–Perai, vocês não enfrentaram um grupo nazista na ultima missão? Por que estão tão nervosas agora? – Perguntou Isadora não entendo o motivo do desespero.
–Da ultima vez estávamos enfrentando um bando de caipira que mal sabia atirar. Mais agora estamos dentro de uma ilha, cercada por água, com agentes que sabem lutar muito bem e quase sem munição nenhuma; você acha que não é motivo de ficarmos preocupadas? – Ashley pulou para a arvore da frente sem se preocupar em escutar a resposta da Isadora.
–Meu Deus. – Sussurrou Isadora agora sentindo o desespero.
–Eu só acho que arrancarei a cabeça das duas se continuarem a fazer essas bombas explodirem na minha cara! – Katerina já não se controlava de raiva das duas que estavam no avião. Elizabeth revirou os olhos ignorando o surto de Katerina. Ela estava achando muito suspeito o fato de que as bombas não eram tão explosivas e de que a ilha não estava se auto-protegendo. “Algo está errado” pensou a loira de mechas pretas.
–Eu juro que se continuar a gritar eu irei cortar sua língua fora. – Elizabeth, ao contrario de Isabella, já não aguentava mais o piti que Katerina dava toda vez que as meninas atiravam em uma bomba.
–Gente eu tenho duas noticias pra dar pra vocês, qual querem receber primeiro; a ruim ou a muito ruim? – Perguntou Juliet.
–Se for pior do que esse cheiro de pólvora daqui então eu prefiro me matar. – Comentou Katerina revirando os olhos nervosa.
–A ilha esta sendo atacada. – Sem rodeios Juliet avisou a todas que ficaram paralisadas.
–Kane, nós não temos armamento o suficiente para nós defendermos. – Isabella falou raivosa ao saber que os planos se complicaram.
–E tem uma noticia ainda pior que essa? – Perguntou Sophie com medo do que a garota iria informar.
–Sim, vocês irão ter que correr para chegar à igreja mais rápido se não quer falhar na missão.
–E as bombas já foram desativadas? – Elizabeth queria que a garota dissesse sim.
–Não, vocês irão ter que correr enquanto desarmo uma por uma.
–Isso tem como ficar pior?! – Katerina prendeu o cabelo revoltada, agora o negocio estava começando a ficar pior, muito pior.
Grace e Rosylin foram rendidas por mais de 100 homens de uma vez. As duas se olhavam desesperadas e se perguntavam se davam conta de todos eles. Um deles começou a gritar com elas em japonês e Rosylin não se aguentou e comentou;
–Desculpa mais se não tem um tradutor no seu grupo, acho que teremos que encontrar um novo meio de conversar.
Com um só golpe, Rosylin rasgou a garganta do japonês com sua faca fazendo todos ao redor dele paralisarem.
–Eu acho que você não queria ter uma conversa amigável. – Disse Grace em um tom nervoso.
–Eles querem nos matar mesmo, então porque dificultar as coisas não é?
Os agentes avançaram para as garotas rapidamente as fazendo entrar na luta. Era mais complicado lutar com eles do que com os nazistas, porque o nível de experiência deles era o mesmo do que os delas. Três de uma vez seguravam Rosylin com força, mais a loira cortava suas pernas com facilidade antes de cravar a espada em seus corações. Grace tinha um fácil controle enquanto atirava para todos que tentavam impedi-la e as vezes era obrigada a usar seu corpo para se defender.
–Lou, não sei se você percebeu mais não estamos com uma vantagem muito boa. – Comentou Rosylin quebrando o pescoço de um e já começando a bater no outro agente que puxava seu cabelo.
–Vocês precisam ir em direção a igreja agora! – Lou Ellen gritava enquanto percebia que mais chegavam.
–A até porque esta muito fácil sair daqui. – Gritou Grace sendo atacada por cinco homens, eles seguraram seu cabelo e suas mãos a impossibilitando de se mexer. Rosylin matou dois com apenas um golpe bem na nuca deles e Grace se livrou dos outros dando um chute na cara de cada um. A garota recuperou sua arma e atirou na cara de cada um, nervosa porque fizeram seu nariz sangrar com a pancada.
Rosylin avistou que mais barcos chegavam e sussurrou para Grace;
–Eu acho melhor corrermos para a igreja, bem rapidinho.
–Eu concordo com você colega. – Grace também viu que mais companheiros chegavam e percebeu que não poderiam dar conta de todos, e o pior, muito deles já iam em direção a igreja.
Faltavam poucas arvores para Ashley e Isadora acabarem e de longe avistaram Sophie, Katerina, Isabella e Elizabeth correndo. As bombas viam de todo os lados e as quatros pareciam machucadas.
–Precisamos nós apresar aqui. – Cantarolou Ashley.
–Eu não sabia que os ingleses gostavam de cantar. – Para aliviar a tensão que sua colega estava Isadora teve a brilhante ideia de fazer piada com o país de Ashley.
–Assim como todo brasileiro precisa sambar, querida. – Ashley sabia que se tinha uma coisa que Isadora detestava era samba e se eram pra se provocar e melhor que se provoquem.
–PAREM DE PALHAÇADA VOCÊS DUAS! – Gritou Lou Ellen no comunicador assustando as garotas. – Vocês já terminaram com as bombas, mais agora precisam voltar e não permitir que os invasores cheguem a igreja.
–Meu Deus, porque você não desce aqui e faz isso! – Gritou Ashely se sentindo exausta. Não era fácil ficar pulando em arvores do jeito que elas estavam fazendo.
–Eu já estou descendo para proteger a igreja. Eu sei que vocês não tem munição o suficiente e precisarei ganhar tempo para as garotas.
–Vamos, Ash. Vai ser divertido te ver ficar mais irritada do que já é, acho que é culpa do seu humor britânico.
–Eu acho que os brasileiros pedem pra morrer. – Ashley fuzilou sua colega com um sorriso. Aquelas duas sempre viveriam em rivalidade.
–Eu já disse o quanto eu te odeio, Lou Ellen Ellukabeth Di Métis! – Gritava Katerina enquanto tinha que correr em meio as explosões que acontecia ao seu lado.
Elizabeth com seu senso mais apurado do que as outras percebeu que algo vinha na direção de Sophie que corria atrapalhadamente, então a ruiva agarrou Sophie e a se jogaram no chão caindo.
–O que diabos... – Antes de Sophie terminar uma bala de bazuca passou pelas cabeças delas.
–Obrigada. – Sussurrou Sophie em choque.
–Não me agradeça por isso, eu só o fiz porque não quero que você morra... Não agora...
As duas se deram um sorriso cúmplice e voltaram a correr. Finalmente chegaram à igreja, que parecia até muito grande para uma.
–Você quer que nós procuramos dentro de tudo isso ai? – Perguntou Sophie assustada.
–E por isso que as quatro irão entrar. – Juliet apareceu atrás delas acompanhada de Lou Ellen.
As quatro se viraram e tomaram um susto tremendo. Elizabeth percebeu que havia deixado sua arma cair ao pegar Sophie e correu indo busca-la.
–Aonde você vai? – Gritou Bella desesperada.
–Deixei minha arma cair. – Gritou de volta e não olhando para trás.
Sem pensar duas vezes Bella seguiu a ruiva sem se preocupar com o risco. Katerina olhou com horror para sua parceira que se virou e disse;
–Nós somos um grupo, e um grupo não pode dar as costas quando uma fica pra trás.
Sophie concordou com Bella e a seguiu sem pensar. Katerina ficou estática no lugar dela e foi recebeu os olhares nervoso de Juliet e Lou.
–Isabella e sua parceira, goste disso ou não. Vá com ela e não a abandone. – Mandou Lou Ellen com suas sobrancelhas arqueadas.
–Se eu morrer eu voltarei pra assombrar vocês duas. – Katerina correu até onde as garotas estavam.
Elizabeth agarrou sua arma e começou a correr de volta para a igreja. Sophie e Isabella encontraram no meio do caminho e perceberam que a ruiva estava bem. Quando olharam outra arma de bazuca tinha sido atirada na direção delas, Katerina que vinha mais atrás não percebeu com rapidez e Isabella teve que gritar;
–Katerina, se abaixe.
A morena obedeceu com medo e viu a bola sobrevoar por cima dela. Katerina estava em estado de pânico ao ficar no fogo cruzado e Sophie foi obrigada a puxar ela para ela voltar a correr.
Grace e Rosylin estavam no meio do caminho e sendo perseguidas por varios homens.
–Eu gosto de ter vários homens me segundo, porém não desse jeito. – Rosylin se virou para cortar o pescoço do agente que estava mais próximo a ela e o sangue respingou todo em seu corpo.
–Mesmo quase morrendo você nunca para de ser engraçadinha, não é? – Perguntou Grace atirando em três agentes quando parou de correr.
–O único problema e que não somos de ferro, Grace. Se não chegarmos a igreja rápido não sei o que será da gente.
–E por isso que nós somos suas salvadoras. – Depois de ter escutado a voz de Ashley no comunicador os tiros vieram no alto das cabeças delas e acertavam os agentes.
–Pode ir, nós iremos cobrir vocês. – Isadora atirava varias facas bem nas veias artérias os fazendo sangrar até a morte.
–Obrigada. – Gritaram as duas antes de voltarem a correr.
–A questão é o quando poderemos nos cobrir. – Ashley respondeu receosa.
Katerina, Elizabeth, Sophie e Isabella estavam já dentro na igreja procurando a pasta de arquivos que era o principal motivo da missão. A igreja era maior por dentro e o edifício caia aos pedaços a cada tiro que recebia. As quatro pararam no centro e Isabella falou;
–Eu acho melhor nós mantermos todas juntas para o podermos sair daqui assim que... – Não deu tempo de Elizabeth terminar porque a igreja foi repartida com uma bomba.
As garotas se separarão involuntariamente, o impacto da bomba as fez voar pelo edifício e causou um grande buraco no meio. Isabella foi a primeira a ficar consciente depois de ter batido a cabeça fortemente e percebeu que aquela missão não tinha como ser completada, ela deveria admitir o fracasso.
–Lou, nós não podemos terminar essa missão. – Falou Isabella conferindo se Katerina estava bem.
–Não diga isso! Não estamos lutando para sair daqui de mão abanando, nós NUNCA não completamos uma missão.
–Todas estão quase morrendo e você está pensando na missão?
–Se não terminarmos poderemos nos considerar mortas.
Rosylin e Grace se uniram a Juliet e Lou que já tinham deixado o carro perto para poderem subir e dirigir o mais depressa possível.
–Vamos nós não podemos continuar aqui... – Juliet já começou a entrar no carro mais Rosylin a parou.
–Nós não iremos entrar nesse carro enquanto todas não estiverem aqui.
–Podemos morrer se continuamos aqui. A cada vez mais homens se aproximando e se não reparou nosso armamento está acabando.
–Não me importa! Você nunca pode abandonar uma parceira pra trás, não importa o preço que tenha que pagar por isso. – Rosylin se lembrou da própria experiência que teve com Ashley e não poderia fazer isso de novo, ela não queria ser tratada como um lixo, porque os traidores eram tratados assim.
–Sophie, Elizabeth! Estão bem? – Perguntou Isabella depois de ajudar Katerina a se levantar. A loira estava jogada no chão mais consciente o suficiente para gritar;
– Sim, estou. Agora eu não sei Elizabeth! – Ela se levantou e procurou sua parceira por todos os lugares. De repente a porta se abre do lado de Sophie e sai uma Elizabeth toda suja com a testa coberta por sangue.
–O arquivo está aqui, eu os achei. – Ela sorria contente por ter completado a missão.
Isabella sorriu orgulhosa e gritou feliz para Lou Ellen;
–Ela achou! Elizabeth achou os arquivos!
–Isso não é bom, ela já os retirou do lugar?
–Sim, está com eles ainda na mão. – Isabella não tinha percebido o grau do perigo que estavam.
–Essa não é a hora em que só temos dez minutos para sair da ilha? – Perguntou Katerina.
Todas entraram em choque ao se lembrar do detalhe. Sophie analisou o estado da igreja e concluiu que não daria para Elizabeth e ela pularem para o lado das garotas e Isabella seguiu a mesma linha de raciocínio de Sophie e suspirou fundo.
–Vão na frente, eu e Elizabeth vamos depois. – Disse Sophie tentando mentir de forma convincente.
–Não podemos deixa-las ai, vocês irão morrer. – Falou Katerina percebendo o perigo que Sophie as colocava.
–Nos encontramos lá em baixo, fiquem tranquilas daremos um jeito de sair daqui. – Sophie encarava as duas com aqueles olhos verdes escuros. Isabella confiou na garota e apenas sussurrou;
–Cuide da Elizabeth, prometa-me que fará de tudo para salvá-la se precisar.
–Eu prometo. – Sophie percebeu o olhar desesperado de Isabella e ficou curiosa sobre o porquê da preocupação de Isabella, mais não questionou na hora.
Katerina puxou Isabella e as duas desceram para se encontrarem com as outras garotas. Sophie puxou Elizabeth para dentro do quarto e pegou o arquivo.
–Não tem como sairmos daqui. – Sussurrou enquanto passava os olhos nas folhas.
–O que? – Perguntou Elizabeth confusa.
Não deu tempo de responderem porque outra bombas as atingiu e dessa vez alguns escombros caiu em cima de Elizabeth a deixando inconsciente.
Sophie não tinha saída, não tinha como sair viva dali. Mais enquanto tentava tirar Elizabeth debaixo de todas aquelas pedras ela percebeu que tinha uma janela no cômodo já quase todo destruído. Não tinha tempo para pensar, quando conseguiu tirar Elizabeth debaixo das pedras, Sophie colocou a pasta debaixo do braço, pegou Elizabeth no colo e pulou naquela janela como se sua vida dependesse disso.
Tudo que sentiu foi as águas frias a dominarem, e por um momento achou que estava no paraíso.
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