Escrevendo O Destino
3 2. Sexo em chamas
Notas iniciais
O capítulo não demorou tanto a sair como o primeiro, mas em compensação tá menorzinho!
Mas algo me diz que, mesmo assim, vocês vão gostar desse capítulo *_*
Pelo título dá pra ter uma ideia de que ele vai ser animado, né não? :3
Boa leitura!
Capítulo 2
Sexo em chamas
Droga. Eu não queria que a Mônica me pegasse no flagra com outra menina. Eu sabia que não estava fazendo nada de errado, mas mesmo assim... Aliás, mudei de ideia. Era bom que ela visse mesmo. Eu tenho meu fã-clube também, tá pensando o quê?
A propósito, o que ela tava fazendo aqui mesmo?! Ela não tinha um encontro com o Cebola dali a pouco?!
Mônica, sem esconder o ódio, se aproximou de nós e levantou a Amanda do meu colo, puxando-a pela gola.
– Some daqui, sua fubanga!!!
Choque era pouco pra descrever o que eu senti. Fiquei paralisado. Amanda percebeu.
– Achei que essa dentuça era página virada, gato. Quando você resolver sua cabecinha, me liga.
E ela foi embora, me deixando ali sozinho com a fera.
Olhei pra Mônica, que estava bufando de raiva.
Ela começou a me dar socos no peito e a gritar:
– O que você pensa que tá fazendo, seu idiota?!?! Você não pode fazer isso comigo!! Você pensa que eu sou o quê?!?
A visão dela zangada daquele jeito, me batendo e gritando comigo, me deixou... excitado.
Merda. Eu não podia deixar que ela percebesse. Abaixei a cabeça pra não olhar mais pra ela. Comecei a pensar em coisas nojentas, tentando me acalmar.
Ela ficou mais furiosa ainda. Com uma mão só, me levantou pela gola e me empurrou contra a parede.
– Olha pra mim quando eu estiver brigando com você!! Você tá prestando atenção em mim??
Ela aproximou o corpo do meu, e se encostou em mim. Merda ao cubo. Agora ela percebeu, tenho certeza. Tô mais frito que bife à milanesa.
Ela olhou pra baixo, e desviou o olhar rápido, fechando os olhos. Quando ela me olhou de volta, estava séria. Mas, antes disso, eu posso jurar que vi um sorrisinho, que durou só uma fração de segundo. Eu devo estar imaginando coisas.
– Você não acha muito rude da sua parte ficar nessa situação, pensando besteira, enquanto eu tô conversando sério com você?! Seu safado.
Rá! Como se eu tivesse culpa! A culpada era ela, que me deixava louco.
– A culpa é sua. E se você continuar brigando comigo e me segurando pela camiseta desse jeito, eu não vou melhorar tão cedo. E ficar colada em mim assim também não ajuda.
Ela ficou vermelha e me soltou finalmente, dando um passo pra trás. Ficou pensativa por poucos segundos e falou com um tom de voz normal:
– Eu estou esperando uma explicação sua.
Dei risada.
– Você tá esperando uma explicação minha?
– Você tava se agarrando com aquela piriguete! Pensa que eu não vi?
– Eu discordo.
– Não adianta negar, seu sem-vergonha. Eu vi aquela bruaca sentada no seu colo.
– Eu não tava me agarrando com ela. Eu tava quase. Mas aí você interrompeu.
– Ainda bem! E você ainda fala como se isso fosse normal? Você ia me trair, Do Contra? – sua expressão ficou triste de repente.
Essa garota estava louca?!
– Ok, Mônica, você quer uma explicação minha? Seguinte: eu estava na minha casa, recebendo a visita de uma garota que tá a fim de mim, e eu também tava a fim de tentar alguma coisa com ela, porque até onde eu sei, eu sou livre e desimpedido. Ao contrário de você, que vai aceitar um pedido de namoro daqui a pouco, não é? Portanto, eu não tava fazendo nada de errado. Já me expliquei. E você, Mônica, pode explicar o que você tá fazendo?
Ela abriu a boca, surpresa, como se eu tivesse dito algo que ela não soubesse.
– Você tem razão. Nada a ver essa minha crise de ciúmes. Afinal, nós não estamos noivos nem nada parecido.
Não estamos noivos? Que estranha a escolha de palavras dela pra admitir que a gente não é nada um do outro.
– DC, me desculpa. Eu não devia ter expulsado a Amanda da sua casa daquele jeito, nem feito essa cena toda. Mas é que eu perdi a cabeça quando vi ela ocupando meu lugar.
– S-s-seu lugar? – do que ela tava falando, afinal?
Ela se aproximou de mim de novo.
– Isso. Meu lugar, de fato e de direito.
Ela então segurou meu rosto e me beijou.
Isso estava acontecendo mesmo?
Provavelmente não. Eu devia estar sonhando. Sonhar com a Mônica não era novidade pra mim. Só que meus sonhos costumam ser mais lógicos que este aqui.
Mônica interrompeu o beijo, buscando fôlego, e sussurrou no meu ouvido:
– Eu preciso de você. Agora.
Ela começou a me arrastar até meu quarto.
Chegando lá, ela trancou a porta e me empurrou na cama. Meu choque era tão grande diante de tal cena, que eu não conseguia fazer nada além de olhar.
Ela se sentou no computador e começou a montar uma playlist com músicas.
– Vou colocar uma musiquinha, pra disfarçar o barulho que a gente vai fazer. Eu sou escandalosa, sabe – ela deu uma piscadinha.
Começou a tocar minha música favorita do Kings of Leon, Sex On Fire.
Quente como uma febre, ossos agitados
Eu podia sentir o gosto
Se não é para sempre
Se é só por esta noite
Ainda assim será a melhor noite
Seu sexo está em chamas
Consumido pelo que está transpirando
Quando ela falou que precisava de mim, ela estava falando de sexo!?
Ela se sentou no meu colo, e me beijava em todas as partes, e mordia minha orelha, e puxava meu cabelo. Quando ela arrancou minha camiseta, eu recuperei a capacidade da fala:
– Mônica, por favor não entenda mal a minha pergunta. Não é que eu esteja me queixando, muito pelo contrário. Mas… o que raios você tá fazendo?!
– DC, eu finalmente entendi tudo. Acordei pra realidade. É você quem eu quero.
– Você percebeu isso assim, de repente?
– Do Contra, não corta o clima. Você fala demais.
– Eu só tô querendo entender…
Ela me interrompeu com um beijo.
– A gente conversa muito melhor quando não usa palavras. Eu vou te mostrar.
Ela tirou a jaqueta, ficando só de vestido, e começou a tortura de novo, me beijando o pescoço e arranhando minhas costas. Ela estava me tratando como se eu tivesse muita experiência naquilo. Ela com certeza tinha. Senti ciúmes do passado dela.
– Mônica, eu nunca fiz isso antes…
– Tecnicamente, nem eu.
– Pois parece que você sabe muito bem o que tá fazendo.
– É que você é minha inspiração.
Ela ficou em pé, levantou um pouco o vestido, tirou a calcinha e a chutou pra debaixo da cama.
Minha nossa.
Por pouco, muito pouco, eu não tive um orgasmo.
A partir daí, eu já não era capaz de formular nenhum pensamento coerente, nem de falar nada, nem de fechar a boca. Era provável, inclusive, que eu estivesse babando.
Ela pulou em cima de mim de novo, e as carícias ficaram cada vez mais intensas. Pra quem nunca tinha feito isso, ela agia com naturalidade demais. Mas eu é que não vou questionar isso agora. Penso nisso depois. Vou aproveitar o momento, por menos sentido que ele faça, antes que eu acorde deste sonho louco.
Quando ela estava desabotoando minha bermuda, uma voz masculina invadiu o quarto:
– Sua tola. Você achou que ia escapar de mim por muito tempo?
Abri os olhos. Ângelo estava ali, parado, nos observando.
Você tá de brincadeira comigo.
Eu sei que você, leitor, pensou isso. Imagine eu, então! Achei melhor falar em voz alta, pra que ficasse bem claro:
– Ângelo, você só pode estar de brincadeira comigo. Sai daqui, rapaz!
A expressão no rosto de Mônica era desolada. Como se tivesse recebido a notícia da morte de alguém. Ela me abraçou e sussurrou:
– Me perdoa, meu amor. Eu não consegui.
Ângelo colocou a mão no meu rosto, e eu apaguei.
Notas finais
Mas fala aí, foi um capítulo bem animadinho, não é? :3
O que vcs acham que vai acontecer? O que o Ângelo vai fazer? Como vcs acham que deve continuar?
Gritem comigo nos reviews!! Adoro quando vcs ficam bravos comigo ou com algum personagem, pois é sinal de que estão envolvidos com a história #prontofalei
Beijos a todos que estão acompanhando! =*
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