Escorpião Negro
1 Prologo
Notas iniciais
P.s... A continuação de Aliança sai esse final de semana.
Boa leitura
Prólogo
Um barulho alto vinha do salão de festa. Pessoas rindo e conversando. Mulheres em vestidos belos e homens em roupas de gala. Conversas e sussurros e olhares, todos esperavam pelo momento mais importante daquele baile e não era para menos, afinal, era uma festa de noivado.
O Lord Siegfried de Dubhe estava feliz, iria noivar e em breve casar com o filho mais novo do rei Hades. O lord era um homem belo, tinha os cabelos loiros e os olhos azuis, porém seu caráter era duvidoso. Um homem frio e calculista que almejava o poder e era capaz de qualquer coisa para conseguir o que queria.
Siegfried olhava o salão a fim de ver aquele com quem estabeleceria laços, todavia o jovem príncipe não se encontrava ali e isso estava deixando o rei muito irritado.
Todos esperavam para vê-lo. Muitos boatos e histórias sobre o jovem príncipe deixavam todos curiosos. Pouco se sabia sobre ele, e muitos queriam ter certeza de sua existência, já que ninguém ou quase ninguém, o tinha visto.
— Radamanthys! — O rei chamou o filho mais velho. Falava entre dentes e mostrava-se impaciente. — Vá chamar seu irmão! Traga-o, nem que seja a força!
O rapaz assentiu e saiu indo cumprir as ordens do rei.
Hades era um rei duro, de pulso firme e muito cruel. Tinha casado duas vezes, do primeiro casamento tivera um único filho, mas a rainha adoeceu e veio a falecer quando a menino tinha apenas dois anos de vida, então se casou novamente e tivera mais dois filhos.
O mais velho Radamanhtys, era um jovem loiro e de olhos azuis, lembrava muito sua mãe. Tão ou mais frio que o pai, vingativo e maldoso, era chefe da guarda e com certeza aquele que o rei desejava que assumisse o trono depois de si.
Dégel era o filho do meio, e tinha os cabelos verdes petróleos e de olhos azuis. Ele era mais calmo, porém um homem forte. Um ótimo espadachim e muito coerente. Gostava de leituras e mulheres, mas era muito mais centrado que o mais velho. Não concordava com certas atitudes se seu pai, mas também não ia contra, o obedecia, raramente batia de frente com ele, a não ser claro, para defender o irmão mais novo.
Kamus era o filho mais jovem do rei era a cópia fiel de sua mãe, os cabelos verdes petróleos e de olhos verdes, tinha traços finos e elegantes. Contava com a idade de dezessete anos, era ainda um menino, sua mãe tivera uma gravidez difícil, e infelizmente faleceu logo após seu nascimento. Seu pai não aceitou aquilo e por isso mesmo nunca teve com ele um momento que fosse de carinho.
Ele fora criado pelas babás e empregados do castelo, e teve sempre Dégel ao seu lado. Diferente dos outros dois, o mais jovem era frágil, doente... Mal saia de seus aposentos. Carregava consigo a culpa de ter matado a mãe. E essa dor o adoecia. Isso tudo o machucava.
Não tinha amigos, a não ser um único homem, Saga Caillet que o tratava como irmão, mas esse teve de seguir seu caminho indo estudar para ser padre. Kamus ficou sozinho, solitário.
O príncipe mais novo estava em seu quarto, olhava a lua pela janela e desejava sumir dali. Não queria casar, preferia ser mandado para a forca. Principalmente sendo seu noivo aquele homem asqueroso e nojento.
Logo pode ouvir as batidas fortes e a voz firme do irmão mais velho.
— Kamus! Abra esta porta! O rei o chama!
O mais novo respirou fundo e ficou ali fingindo não ouvir. O outro insistia batendo forte.
— O que foi?! Não quer noivar?! Olha Kamus, você já devia se dar por satisfeito, por que o rei ainda se importa em te dar um bom marido! O que você achava? Que ia herdar o trono? Huh? Seu assassino!
Ouvir aquilo o ferira profundamente, e sentiu os olhos arderem. Mas manteve-se firme e não abriu à porta, se Dégel e Radamanthys faziam tudo que o pai queria sem questionar, ele não... Batia de frente com ele.
— Se falar assim com ele novamente, vai sentir o sabor da minha espada nesse seu rostinho impecável. — Dégel tinha ido ao encontro do irmão menor, já que ele demorava a ir ao salão, e foi em boa hora. Agora tinha sua espada apontada para o pescoço do loiro.
Radamanthys olhou para ele e sarcasticamente sorriu. Empurrou a espada devagar. Não costumava brincar com ele, sabia que quando se irritava cumpria suas ameaças.
— Papai mandou chamá-lo! Sabe que ele tem que ir... Ou isso, ou o próprio rei vem!
O outro assentiu e bateu a porta do quarto. Mas com mais suavidade.
— Kamus! Temos que ir... Sabe disso não?! Vamos meu irmão... Não há de ser tão ruim!
Antes que os dois ali dissessem mais alguma coisa, a porta se abriu e um belo jovem saiu por ela. Estava bem trajado e tinha um olhar frio e sério. Dégel ficou aliviado. O menor seguiu com os dois a seu lado até o salão.
Quando ele entrou, todos olharam para ele. Odiava se sentir exposto daquela forma, mas precisava estar ali. Seu olhar cruzou com o do pai, e este era frio e mostrava-se possesso. Kamus ao contrário dos outros dois não abaixou o olhar.
— Estou aqui meu senhor! — Falou fazendo uma reverência exagerada e deixando o rei ainda mais indignado. Hades aproximou-se do filho e pegou no braço dele o apertando.
— Quem pensa que é?! Mando trancá-lo nas masmorras Kamus, e talvez assim aprenda a me respeitar!
O jovem olhou para ele com a mesma expressão de antes, fria, impassível. Siegfried se aproximou e tocou a face dele, o fazendo olhar para si.
— Não se preocupe meu senhor, eu o ensinarei o que é respeito!
O homem tinha o olhar malvado e um meio sorriso que lhe dava um aspecto maquiavélico. Segurou a mão do principezinho e o fez ficar ao seu lado. Kamus tentou sair, mas não conseguia.
A partir daí a festa decorreu como planejada pelo rei. O noivado foi anunciado e Kamus fora obrigado a desfilar por entre aquelas pessoas, junto a Siegfried e agradecer cordialmente a presença de todos ali. Fora parabenizado, mas não via motivo algum para comemorar.
Quando os convivas saiam, a festa chegava ao fim. O lord de Dubhe arrastou o noivo consigo. E com certa grosseria o jogou contra a parede. Kamus sentiu as costas doerem, mas não gemeu, segurava-se para não mostrar fraqueza diante daquele homem.
— Quem pensa que é?! Huh?! Um moleque... Você não passa de negócio para mim, entendeu?! Então acho bom começar a me respeitar, por que não sou paciente e não gosto de ser contrariado.
Kamus estava com medo. Era apenas um garoto. Tentou sair dali, mas ele o segurou pelos cabelos e como ele ainda se debatesse, o mais velho desferiu um tapa em seu rosto.
O príncipe olhou com ódio e apesar de sua fraqueza, ele empurrou o homem de um modo que ele foi quase arremessado.
— Não me toque! — Falou entre dentes e com certo nojo. Em seguida saiu dali correndo. Estava nervoso e assustado. Dessa vez não conseguiu conter as lágrimas e sentiu quando elas escorriam por seu rosto. Voltou a seu quarto por entre caminhos secretos, e trancou-se lá.
Siegfried não acreditava naquilo. Como aquele garoto franzino o havia arremessado daquele jeito?! Sorriu de canto.
— Isso mesmo Kamus, corra agora, mas você será meu... — Voltou para perto de Hades e despediu-se do rei saindo dali. Voltaria no dia seguinte para discutirem o que ainda faltava.
No quarto Kamus andava de um lado para o outro. Queria sair dali, não queria casar, ouviu uma batida na porta e a conhecia bem, abriu a porta e Dégel entrou.
Dégel estava preocupado com irmão, e quando se aproximou e viu seu rosto vermelho se enfureceu.
— O que foi isso?! Me diga... Não minta para mim irmão!
Kamus suspirou e olhando para ele começou a chorar.
— Preciso ir embora... Eu não quero casar com ele, Dégel... Se tiver de fazê-lo, eu vou me matar! Mas não vou deixar ele me tocar!
Dégel sentiu o peito doer. Precisava ajudá-lo, mas como? Se ele não morresse nas mãos daquele homem, morreria nas ruas.
— Estás louco?! Achas que deixarei que vá?! Kamus ter esqueceu-se de tua saúde é frágil?! Que mal vais até os jardins do palácio, como sobreviverias na rua irmão!? Não sabes o que tem por ai... Não vai resistir...
O príncipe mais novo mordeu os lábios.
— E prefere que eu morra aqui?! Não Dégel! Eu não sou ninguém... Não vê?! O papai me odeia por que nossa mãe morreu quando eu nasci! Ele nem me olha! Quando chega perto de mim é para me castigar por algo que nem sei que fiz! Chega! Eu vou embora... E será essa noite ainda!
O mais velho suspirou e se aproximou dele.
— E como pretendes sair? Como? Kamus vos esqueceu dos guardas?! Achar que eles não vão te reconhecer?! — Falou. Ele mostrava-se preocupado. Tinha receio de que algo o acontecesse, se bem que viver ali para ele não estava sendo nada bom.
— Sei como sair Dégel... Quando mais novo andava por esses corredores e conheço uma saída, Saga me ensinou... E creia você ou não, eu já estive do lado de fora! — Kamus revelou deixando o irmão sem palavras. Havia saído para despedir-se de Saga, para pedir que ele não fosse que não o deixasse só.
— É isso mesmo que quer?! Tens certeza?! — Dégel perguntou o vendo assentir e respirando fundo falou vencido. — Quando todos dormirem, me encontre em meus aposentos! Vou pensar numa forma de te ajudar a sair!
Ele saiu do quarto de Kamus seguiu até o seu próprio quarto. Entrou e trancou-se indo mexer em um baú. Retirou dele várias coisas, até achar o que procurava. Sorriu ao ver a capa e o vestido, esperava que servisse para o que agora planejava.
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Sua respiração era afoita e seu coração seguia a galopes acelerados, mas de alguma forma nunca se sentiu tão vivo antes em sua vida. Suas delicadas mãos seguravam a barra do vestido preto.
O vestido era todo preto, seu corpete era justo ao corpo e a gola vinha até o pescoço, mostrando bastante recortado. A saia era bem rodada e cheia de anáguas redadas. Era um vestido propício a funerais ou viúvas, mas para a função que exercia aquela noite caia muito bem.
Seus olhos verdes estavam úmidos, talvez pelo medo e dor, por ser forçado a fugir da família que deveria protegê-lo, amá-lo e respeita-lo. Mas aquela delicada criatura sabia que naquelas paredes apenas encontraria seu fim, e se desejasse experimentar a menor felicidade que fosse, deveria escapar.
Não teve tanta dificuldade de fugir da proteção do castelo de Loutrec, a questão era agora para onde seguir. Sem rumo ou destino, com apenas algumas moedas, ele correu o mais rápido possível da sua prisão.
A noite era sua companheira, e com o auxílio dela, seguia pelas ruas desertas da cidade que ladeava os muros do castelo.
Por descuido, o bico das botas brancas, agarrou contra a quina dos tijolos da calçada e sua queda foi inevitável. O delicado ser, dono de longos e lisos cabelos caiu a chão.
— Ai! — O príncipe resmungou olhando para suas mãos agora arranhadas e seu latente joelho, que não deveria estar em estado muito diferente. Tentando normalizar sua respiração, ele levantou do chão e ajeitou o vestido.
Por Kamus possuir o corpo pequeno e magro, os traços delicados e finos, pode trajar sem problemas o vestido, na verdade, quem não soubesse da verdade, o confundiria muito bem com uma jovem donzela. Tirando a ausência dos seios, nada nele diria ao contrário.
— Não vale desistir agora! — Disse para si mesmo. Ele precisava agilizar os passos antes do sol nascer precisava está o mais longe possível dali, pois quando seu pai descobrisse sua fuga, teria um tempo de distância e chances.
Ele voltou a andar, e sem muitas escapatórias da cidade, acabou indo ao porto. O reino de Loutrec era conhecido devido seu rico comércio, ele exportava diversos produtos, tal como: especiarias, tecidos, vinhos e madeiras, logo, seu porto sempre recebiam visitantes de fora diariamente e alguns turistas. Kamus torcia para que encontrasse um navio de passageiros e pudesse comprar sua passagem para longe dali.
O frio da noite fez seus pelos eriçarem, e por instinto de proteção cruzou seus finos braços na buscar de proteção. O jovem seguiu sem rumo definido. Olhou para alguns navios, e pode ouvir alguns gritos, possivelmente marinheiros que trabalhavam ou bebiam em suas embarcações.
Ele ouviu alguns risos e gemidos. Assustado, Kamus apressou seus passos. Teve a sensação que era seguido e tremendo agilizou seus passos ao ponto que estava correndo.
— Espere belezinha!
Ao ouvir aquela voz embriagada o chamando, o príncipe Kamus temeu por si, e sem pensar, entrou na primeira porta que encontrou. Desceu as escadas internas, e somente quando se achava no meio do lugar, sua mente pareceu estalar para a realidade.
Seus olhos verdes arregalaram e girando sobre seus pés observou o recinto. O lugar era razoavelmente amplo, e detinha mesas e cadeiras de madeira degastada. O cheio de álcool, suor e carniça exalava pelo recinto, e isso causou enjoo ao ponto que quase vomitou o que não tinha em seu estômago.
O lugar era uma verdadeira zona. Era o odor, as risadas, gritos e palavreados. Nunca se imaginou naquele tipo de lugar, na verdade, Kamus não sabia ao certo o que era.
Olhando curioso para os lados. Pode ver homens fortes, bronzeados, sujos, e desgrenhados, alguns acompanhados por mulheres em roupas vulgares, outros em conversas em grupo e obviamente, todos bebendo muito.
Kamus se moveu querendo sair dali, mas por descuido acabou esbarrando em alguém, e se desesperou ao ver a jarra cair no chão quebrando em diversos pedaços.
— Desculpa... Eu... — Tentou concertar seu erro. Sua face corou de vergonha e ergueu os olhos para encarar quem o acusaria ou quem sabe espancaria por seu erro.
— Tudo bem, acontece! — A voz era doce, e as feições encantadoras. Kamus diria que era jovem mais bela que já tinha visto.
— Sinto muito! — O príncipe disse abaixando e tentando recolher os cacos da jarra.
— Ei, não se preocupe! Posso dizer ao meu padrasto que um dos clientes quebrou. Acuso qualquer um dele, e vai ser cobrando sem saber. — A jovem disse abaixando. — E nova por aqui? — Indagou curioso.
— Ah? Não... Eu acho que estava sendo seguido e acabei entrando aqui. Que lugar é esse? — Perguntou.
A jovem, de cabelos lisos na cor lilás e os olhos verdes, o encarou meio atordoada. — E uma taverna! Não sabe?
— Eu, nunca estive em uma... Na verdade, nunca vim a essa parte da cidade ou qualquer outra. — Disse a última parte em murmurou.
— E uma espécie de bar... Onde os piratas, soldados... Homens vêm para bebê e ter sexo barato! Essa pertence ao meu padrasto.
— Sexo? Prostitutas? — Kamus disse quase em um grito, o que rendeu algumas atenções e o fez corar. — Desculpa!
— Algo do tipo! — A jovem disse levantando.
— Você é?
— Ah, não... Sou pura, quero dizer... Até conseguir me proteger desses vermes, mas após a morte de minha mãe, meu padrasto me obriga a trabalhar aqui. Diz que tenho que trabalhar por meu sustento.
— Sei como é ruim ser obrigado a fazer algo que não deseja!
— Mu, pare de conversar com essa vadia e vai trabalhar. — Alguém gritou de trás do balcão e sem nunca parar de atender alguns clientes.
— Não ligue a forma que ele falou! Meu padrasto. Tenho que voltar ao trabalho. — Disse a jovem de pele alva, olhos verdes e cabelos lilases dando os ombros.
— Espere, não me deixe sozinho! — O príncipe se desesperou. Aquela doce menina parecia à única pessoa decente ali, e ficar sozinho, parecia aterrorizante.
— Preciso trabalhar! Já sei, quer me ajudar? Não posso pagar, mas prometer um prato de comida e chá quente da. — Falou com os olhos brilhando como se tivesse tido uma ideia brilhante.
— Aceito! — Kamus disse. Parecia impensado, mas pelo menos ficaria longe do assombroso porto, e quem sabe, descobriria uma embarcação de passageiros para sair do reino.
Em comum acordo, os dois foram ao balcão. Mu pegou duas jarras de rum e entregou uma delas a “sua” nova amiga, como pensava. Conversando casualmente passaram a servi aqueles fedidos e bêbedos homens.
Algumas horas ali, e Kamus sentia seus pés, braços e ombros pesar. Ele sempre teve uma saúde frágil e sempre assolada por doenças, logo, mal saia de seu quarto ou fazia qualquer atividade ou exercício. Toda aquela correia da noite era mais do que estava acostumado.
— Esses homens...
— Fede! Eu sei, bêbedos idiotas. — Mu disse dando sorriso confiante.
— Não gostaria de sair desse lugar? — Kamus indagou. Até então não havia falado seu nome para a jovem por medo.
— Não tenho para onde ir! Após a morte de minha mãe, tudo que me sobrou foi um padrasto arrogante e bêbedo, sem ser isso aqui, não tenho outro lugar. — Falou com pesar. Dava para ver em seu olhar a tristeza e angustia. Não precisava ser adivinha para saber que odiava aquela vida.
— Eu... — Kamus não terminou de falar, pois no meio da taverna uma gritaria começou. O que parecia dois grupos distintos, que outrora jogava cartas, começou a discutir e não precisou de muito para que sacassem suas armas. — Deus! Que bárbaros.
— Vamos ficar longe, às vezes rola morte! — Mu disse puxando o jovem vestido de preto. Eles acompanhavam abismados a cena. O que era um caso de um grupo a parte, virou uma briga generalidade. Socos, pontas pés, garrafadas ou brigas de espadas aconteciam.
— Isso é loucura! — O príncipe não sabia se deveria ter ficado no castelo ou não. Pois ao que tudo indicava, ele não conhecia nada do mundo. E este, parecia extremamente perigoso.
Afastaram mais quando um sujeito caiu desacordado perto. O inferno havia pousado ali, e o caos sem medida. Mas assim como começou, tudo parou, justo quando alguém gritou:
— Capitão do Escorpião Negro!
Curioso, Kamus olhou para onde todos encaravam, e seu coração falhou uma batida. Os cinco homens na entrada da taverna exalavam auras poderosas e dominantes, e um ar de crueldade sem medida.
— Quem são? — Indagou baixinho para a jovem ao seu lado.
— São os piratas! Dizem que são os reis dos nove (ou sete?) mares e os mais cruéis. — Mu disse em estado espantado.
— Que merda é essa! — Um dos piratas disse tomando, a dianteira ao que tudo indicava era o líder do bando vil de piratas.
Continua...
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