Escorpião Negro
18 Capítulo 17
Notas iniciais
Espero que curtam o capítulo e tenham certeza que agora entraremos nos eixos.
Boa leitura!
— Não podemos parar um pouco? Os meus pés estão doloridos. — Dégel resmungou pela milésima vez, mas considerando que eles estavam na estrada há quase uma semana, e todo o percurso fora feito a pé, era natural... Ainda mais para alguém costumado com tudo do bom e melhor.
— Nem Shina que é mulher reclama tanto. — Kárdia grunhiu, mas recebeu um tapa da filha. — Ei, sou seu pai! Respeito.
— E eu estou bem aqui, tome cuidado quando for falar. Eu estou igualmente cansada. Não podemos parar um pouco? — Shina pediu.
Kárdia suspirou. Mesmo que não admitisse em alta voz, ele também carregava o cansaço daquela viagem, mas para a sobrevivência deles deviam seguir uma viagem constante. — É melhor não, logo vai escurecer! Estamos perto, ao chegar ao porto tomaremos um quarto para tomar um bom banho e descansar.
— Espero que esteja certo! — Dégel murmurou. Ele praticamente ser arrastava sobre os pés. Aquilo tudo ainda era loucura, e a única centelha de esperança que o fazia continuar e não entregar-se a maldade de seu irmão mais velho, era encontrar Kamus e dar uma vida decente e feliz a ele, como nunca fez.
O trio caminhou mais alguns metros, cansados demais, não foram nem mesmo capazes de conversarem. O sol escondia-se no horizonte quando eles chegaram ao final do caminho. A estrada que seguiram os levara para um local sem saída. Era um paredão de rocha.
— Grande! E agora? Vamos ter que escalar? Pois duvido que algum de nos sejam capaz. — Dégel murmurou.
— Mas você reclama demais! Quer tudo fácil na vida príncipe? — Kárdia disse. Ele há muito estava perdendo a paciência com Dégel, que apenas sabia reclamar.
— Larga de ser ranzinza, prefiro ser um príncipe mimado a um velho chato! — O Príncipe disse. Os dois se colocaram frente a frente e estavam prontos a sair em uma quebra de braço.
— Isso é tensão, então vão logo transar. — Shina disse suspirando. Ela virou de costas para os dois homens em choque e seguiu até o paredão de pedra e passou a mão por ela. — Achei! — Ela gritou quando encontrou a roncha falsa, e ao afundar a mesma, uma pedra se moveu dando espaço para um caminho certo.
— Uau! Eu nunca saberia que isso existia! — Ele murmurou. O mesmo detinha a face rubra e o coração acelerado. Ainda não podia acreditar no que aquela menina disse. Ela devia ter a idade de seu irmão, e isso fez lembrar-se de Kamus, sozinho e desamparado.
— Vamos logo! — Kárdia disse entre dentes. O trio seguiu pelo caminho formado no meio da rocha. Eles ficaram perto, pois a escuridão tomava o recinto e o perigo se escondia.
Não levaram mais de 10 minutos para percorrer o caminho, e quando chegaram ao seu final, os olhos do príncipe se arregalaram. Ele jamais imaginaria que atrás de um paredão de rocha, escondido em um vale, daria acesso ao mar e mais ainda a um porto repleto de navios com madeiras de caveiras ou sem e vários casas... Praticamente uma cidade.
— O que...?
— Essa é Altroz, a cidade dos Piratas e todas as Corjas de Ladrões. Tome cuidado em quem esbarra e não encare alguém demais. Seja invisível e ficaremos bem.
— E por que estamos aqui? — Dégel perguntou. Sentia-se mal por se encontrar em meio aquela corja.
— Vamos encontrar alguém. — Kárdia disse sério. — Confio nele a minha vida, e sei que com ele ficaremos seguros. Quem sabe até o ajude encontrar o seu irmão. — Ele disse firme. O grupo saiu rumo à cidade. Alcançado o porto, seguiram por entre toda espécie de homens e cargas... Vendo os navios. Era como um mercador grande e sombrio. Todo tipo de mercadoria era vendido ou trocado.
Dégel manteve-se medrosamente ao lado do ferreiro. Para quem crescerá no castelo, aquele lugar era um verdadeiro pesadelo, mas ele deixou o seu julgamento para si mesmo.
Em dando momento quando um homem sujo, de roupas rasgada e uma barba horrenda ao encarou, Dégel aproximou-se mais de Kárdia e segurou a barra de sua blusa.
— Tudo bem? — Kárdia perguntou sem grosseira, realmente mostrava preocupado com o príncipe.
— Sim, apenas... Isso é novo e assustador para mim! — Disse em tom baixo.
— Vamos arrumar uma hospedaria para que possamos tomar um banho, comer e descansar... Depois irei atrás de informação para saber se o Escorpião está ou esteve aqui. — Kárdia disse indicando para o outro homem e a filha o caminho.
— Quem procuramos é esse navio? Mas ouvi que eles são os piores, como irão nos ajudar? — O príncipe perguntou.
— Nunca se deixe levar pelas fofocas ou histórias. Sempre existe mais em tudo. — Kárdia ditou. Ele guiou os dois para uma taverna já conhecida, que sabia que era lugar que seu irmão iria se estivesse ali.
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O calor crescia no quarto, palco da plena expressão de amor e luxúria. O mais jovem achava-se na cama e deixava se levado pelos toques alucinantes.
Os cabelos azuis-escuros púbicos da virilha de Mascara formavam uma cama para o seu pênis duro e gotejante. Os seus grandes olhos azuis achavam famintos e contemplavam toda beleza daquele ser do mar.
Mascara viu os mamilos e abaixou tomando um. Ele lambia e chupava o mamilo de Afrodite, e o pirata fez um som pedindo, murmurando quando seu corpo estremeceu em pequenos tremores de emoções. Aparentemente, seus mamilos eram sensíveis.
O rústico homem deu a mesma atenção amorosa ao outro, até ouvir sua respiração se tornar ofegante. Mascara parou, descendo beijos molhados desleixados pelo ventre liso.
Afrodite se moveu saindo dos toques do outro, e empurrou sutilmente o pirata de forma que o deitasse na cama. Lambendo os lábios, o Tritão se moveu encarando o pau do outro.
Afrodite suspirou, e olhou obscenamente corado para o pênis do mais velho, quando deixou o animal livre. Ok, se Michelangelo tivesse esculpido Mascara como ele tinha feito com a estátua de Davi, ele teria conseguido o tamanho de seu pênis errado. Mascara foi enforcado. O jovem segurou a respiração num detalhe. Ao que se encontrou sentindo um estranho o prazer ao descobrir que ele era bem-dotado.
O pênis de Mascara era tão lindo como o resto do corpo, carne, suave como envolto em cetim pálido. Os pelos púbicos dele eram da mesma cor que o cabelo em sua cabeça, e surpreendentemente suave ao toque.
Afrodite agarrou o seu eixo de espessura e lambeu a sua coroa enorme. O líquido perolado floresceu a partir de sua fenda. Seu creme sabor salgado, e ousou dizer, muito cremoso. O mais jovem ficou surpreso ao descobrir que Mascara tinha gosto de mar.
Afrodite deixou o queixo largo de forma que tomou o duro mastro e sugou do jeito que ele gostava de ser sugado.
Mascara ofegou. — Ah, foda-se! Você é tão bom no que faz. Mais difícil. Não se preocupe, você não vai me machucar.
Então, o delicado jovem chupou mais difícil.
Mascara mexia como um peixe fora d'água. — Porra, Dite! Assim, sim é foda. — A reação prazerosa que fez o outro homem orgulhoso. – Afrodite, Eu aprecio sua boca, depois dessa chupada, longa e profunda. — Mascara amaldiçoado. Um bom tipo de maldição.
Mascara arrastou-se para uma posição vertical e agarrou os cabelos azuis-claros. Ele esmagou sua boca na do Tritão, em resposta.
Mascara inclinou e o puxou, o suficiente para beijar os seus lábios duramente. A sua língua mergulhou na boca de Afrodite, varrendo o céu de sua boca com uma fome que ele não se preocupou em esconder. Ele estava faminto.
Afrodite ofegava paro ar quando ele lhe deu a chance de respirar. Mascara terminou de se despir. Ele fugiu para o meio da cama. O jovem sentiu-se tonto quando Mascara deu um tapinha na cama o lado dele.
— Venha aqui. De quatro. Vou pegar pronto. — Disse ele.
Afrodite sentiu o seu coração pular uma batida. Será que isso significava...
— Não se preocupe, bonito. Eu vou fazer com que não sinta nenhuma dor.
Afrodite se sentiu como se estivesse sonhando. Mascara o colocou na posição desejada. Cabeça para baixo e a bela bunda empurrada para cima. Pronto para se tomado.
Ele fechou os olhos, esperando o que ia acontecer a seguir. Seu coração batia de forma irregular. Ele não esperou que visse as carícias suaves... O áspero Pirata acariciou com as palmas das mãos suaves...
Dos ombros seguindo pelas costas e apertou a sua bunda linda, as costas até as coxas e morreu nos seus calcanhares.
— Esta é a primeira vez, né? — Mascara perguntou.
O Tritão balançou a cabeça abrindo os olhos.
— Vamos fazer devagar. — Disse escovando os dedos no vinco da bunda de Dite. — Relaxe, Dite. Você está apertado e eu não quero te machucar. — Ele retirou o dedo, e tomou o pequeno vidro deitado na cabeceira da cama, abriu e despejou um liquido transparente em seus dedos.
Afrodite assobiou através dos seus dentes. A pressão. Era desconfortável no início, mas quando Mascara deslizou dentro e fora, um prazer estranho penetrou a partir da base da espinha de Dite. Ele não tinha certeza se gostava no começo, mas depois, Mascara entrou em um ritmo único, e a única coisa que podia concentrar-se era o prazer prima que lhe martelou delicioso.
Inconscientemente, deixou escapar um gemido, e tentou relaxar, focado apenas nos dedos de Mascara.
Mascara riu rígido. — Relaxe, Dite. Se você fizer isso, eu posso facilmente encontrar o seu... — Ele ia completar, mas preferiu mostrar e empurrou o dedo de novo e começou a explorar.
Afrodite arranhou o lençol e enterrou o seu rosto no linho com aroma. Mascara esfregou seu interior, em busca de algo, até que ele atingiu um ponto que fez o corpo de Dite derreter até os ossos. Uma emoção ímpar surgiu através do seu sistema. O seu coração batia forte em sua garganta. — Merda! — Afrodite disse em voz alta. — Oh, Deus. Foda-se!
— Lá vai você! — Mascara exclamou.
O Jargão foi expelido da boca de Afrodite ao que ele ofegava pesadamente. O mais difícil foi quando Mascara esfregou a sua próstata, e a vontade de vim foi grande. O seu pau foi tão duro como uma rocha. Ele teria jorrado se Mascara não tivesse parado abruptamente e tirou o dedo.
— Por quê? — Afrodite chorou. — Eu quase!
— Você não pode vir antes de eu levá-lo! — Mascara cruelmente me cortou.
— Você é tão mal. — O mais jovem murmurou.
— E você é bonito! — O pirata disse ao que riu.
Mascara espancou a sua bunda de leve. — Eu acho que você está pronto.
Dite rolou em suas costas. O seu pau balançava muito. Mascara percebeu e desceu sobre ele como um abutre. Ele agarrou a base de seu pau e chupou a ponta. Afrodite gemeu.
— Você diz que não quer que eu vá muito rápido. Eu sou um caso perdido, se você fizer isso.
Mascara liberou-o de sua boca. — Desculpe... Não poderia ajudá-lo. — Ele apenas sorriu e acariciou seu pênis com uma quantidade generosa de lubrificação. — Bonito. — Mascara posicionou seu pênis contra a bunda de seu amante.
Ao sentir a coroa cutucar a entrada de Dite, os anéis do ânus do menor imediatamente se contraíram.
— Relaxe! — Mascara me disse. — Lembre-se de como era bom?
Dite queria gritar, mas nenhum som saiu. Ele arranhou a cama e jogou a cabeça para trás. Doeu como o inferno. No entanto, sentia-se estranhamente bem. Ele engoliu em seco uma golfada de ar quando Mascara puxou e arrastou, trabalhando o seu caminho para a sua bunda.
Mascara acalmou-me e com suavidade pediu. — Só um pouco mais...
Afrodite atirou o um olhar sujo. Foi fácil para o pirata dizer. Ele não foi o único a ser sodomizado com um pau de cavalo enorme.
Mascara embainhou-se todo o caminho, fazendo o mais jovem senti-lo pulsando dentro dele. A pressão era alarmante, mas estranhamente viciante. A dor persistia, mas foi logo substituído por um emocionante êxtase que varreu a sua mente e tirou o seu fôlego. E ele finalmente se moveu, fodendo com estocadas rasas fazendo o prazer percorre as terminações nervosas de Afrodite. O prazer varreu seu corpo e tudo em volta deixou de existir, quando o pirata veio em correntes quentes dentro dele, o seu gozo expeliu nos lençóis.
O mesmo estava deitado na cama, de olhos arregalados. Um grande mistério da vida havia sido revelado diante dele. Achava-se maravilhado com a sensação emocionante que o invadiu quando Mascara o fodeu.
— Você está bem? — Mascara perguntou.
Afrodite estava zonzo demais para produzir algo inteligível para dizer. Ouviu a risada de Mascara. Ele fugiu para baixo e atingiu o seu pau. — Sim... Nunca pensei... Que sexo... Pensava que era...
— Ninguém mais! — O Pirata disse possessivo.
— Nunca houve alguém, e agora tem, mas somente você. — O Tristão disse sonolento.
— Durma, poderemos descansar até chegarmos ao porto. — Mascara disse. Ele seguiu a fim de recuperar uma toalhinha e limpa o seu amante, e após fazer tal gentileza, deitou ao lado dele.
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O mar estava calmo, o que garantiu que a partida de Led fosse segura. Mostrando que as sereias cumpriram sua palavra. O navio balançava no ritmo das ondas, o balanço do mar embalava o sono tranquilo daqueles que tinham ido à expedição. Os demais procuravam cumprir suas obrigações.
Logo o capitão acordou e sentou-se na cama, olhou para o príncipe que dormia tranquilo. O pirata levou a mão aos fios verdes e sorriu com os olhos. — Pai... Quem diria... Nunca imaginei tal coisa! Você mudou a minha vida Alteza... — Depois de ditar tais palavras, o homem de cabelos azuis levantou e foi lavar seu rosto, precisava despertar e assumir seu posto.
Quando pegou a água na tina, sentiu seu navio sacudir violentamente, o pirata foi lançado contra a parede e teve um corte na testa. Isso o deixou irritado. Pelo barulho entendeu que aquilo era um ataque. Seu navio já estava necessitando reparos e seu cuidado, e mais um ataque não seria algo bem-vindo.
Milo virou-se para sair dali, e perturbou-se ainda mais quando viu Kamus de pé com uma expressão de medo e perturbação no rosto. Aproximou-se do jovem príncipe e falou calmo:
— Dessa vez eu lhe peço que não saia daqui! Vou resolver isso, e não estarei sozinho! Me prometa!
O rapaz olhou para o mais velho e assentiu, não soube explicar, mas ao olhar naqueles orbes azuis, percebia um cuidado e um carinho que antes não tinha visto. Sentou-se em sua cama, e o navio voltou à balança forte.
O pirata trincou os dentes e se encaminhou para a porta, mas olhou mais uma vez para o jovem príncipe antes de sair da cabine.
Fechou a porta e não trancou, demonstrando que confiaria nele, e esperava que o outro não jogasse isso fora. Ao sair deparou-se com Máscara da morte, Shaka, Aioria, Kanon e Shura, que levava Mu e Afrodite para o quarto do Capitão. Os deixou lá com Kamus e seguiram para linha de frente, cada um para um posto, e só então entenderam que eram atacados por navios da esquadra real.
— Esses vadios, filhos da mãe! Por que porra estão nos atacando com esse barquinho!? ATIREM!
Logo os canhões do Escorpião estavam cuspindo balas e acertando seus inimigos. Mas eles responderam a altura e logo uma bala de canhão acertou de raspão o leme quebrando de um lado. O capitão desviou, mas foi ferido ainda no braço, e isso fez sua ira chegar ao extremo. Não podia enfrentá-los a altura. Seu navio não estava tão bem, mas eles o tinham o provocado, agora iria afundá-los.
A esquadra real estava li representada por três navios, mas Shura conseguiu com uma bala de canhão, acertar um deles bem no meio e logo os homens jogavam-se ao mar. Os botes salva-vidas foram preenchidos por alguns, outros, porém afundaram em meio aos destroços que ficaram. Os dois navios que ficaram passaram a atirar contra o Escorpião Negro e com isso abateram alguns homens de Milo e deixaram outros feridos.
Logo bombas foram lançadas contra o Escorpião, e atingiram algumas velas e um dos mastros, alguns piratas correram para apagar o mais rápido que puderam o fogo que começara depois do ataque. Irado, Milo, sabia que não conseguiria enfrentá-los, o seu navio já estava muito avariado, e tinha escassez de armamento para enfrentar aqueles à altura, por isso o Capitão deu uma girada no leme fazendo o navio virar bruscamente para longe dos soldados e seguir para outro destino.
Enquanto Milo se esforçava para tirar o navio da mira daqueles homens, os piratas também atacavam com o que ainda tinham, Mask e Aioria se armaram e atiraram contra aqueles homens, mas logo Kanon trouxe algo para ajudar. Ele trazia garrafas de querosene, com panos na boca e pegando fogo.
Com uma espécie de catapulta, Shaka e Kanon jogaram as bombas contra os navios reais e um deles pegou fogo. Sobrando apenas um navio, e justamente esse navio estava sob o comando do General Aioros. Ele e Saga estavam tentando resgatar o príncipe Kamus. Mas não achavam que seria tão difícil.
Milo conseguiu sair dali, mas era seguido de perto pela guarda real, ele queria escapar, não podia se dar ao luxo de ser pego, ainda mais agora que Kamus estava esperando um filho seu, e posto ainda que nem tivera tempo de pedir a Shaka que o examinar.
O General da guarda real mandou parar os ataques, se aquele navio afundasse não poderiam salvar o príncipe. Saga ficou dentro da cabine, ele não sabia lutar e por isso mesmo ficara a salvo ali dentro. Aioros apenas ordenava, o capitão do navio era quem o levava.
O Escorpião estava bem mais avariado agora, e Milo queria escapar, se esconder daqueles homens. Lembrou-se de algo e gritou para que Shaka tomasse o leme e ele o fez. O capitão correu ao encontro dos rapazes no quarto. Ele olhou para Kamus e o jovem levantou vendo o sangue escorrer pelo braço e testa do homem.
— Milo! Mas...
O de cabelos azuis-escuros estendeu a mão e o olhou sério. — Agora não Kamus, confie em mim! — Disse olhou para Afrodite. — Preciso de sua ajuda Tritão? Me diga... Será que podia mexer com águas e deter ou atrasar o navio que nos segue?
Afrodite avaliou aquela pergunta e falou em seguida: — Posso, mas não acho boa ideia! Entenda capitão, seu navio pode sofrer também... Mas há algo que posso fazer! — Ditou com os olhos brilhando e um jeito mais altivo.
Ele foi até o convés e erguendo seus braços, pronunciou algo em uma língua que nenhum deles conhecia, para eles nada parecia mudar, mas para o navio da guarda real, as coisas ficaram bem confusas, já que diante de seus olhos, o negreiro foi sumindo, parecendo que do nada misturara-se ao azul do horizonte.
Aioros coçou os olhos algumas vezes: — Mas como?! Onde eles estão?! Que bruxaria é essa?! — O moreno perguntava irado e andando de um lado para o outro.
Saga saiu da cabine e olhou ao redor. — Onde eles estão!? — Perguntou perturbado, um navio do tamanho do Escorpião não podia simplesmente desaparecer.
O Capitão suspirou: — Não sabemos meu senhor! O que faremos General? — O homem perguntou perdido, aquilo nunca lhe tinha acontecido antes.
— Vamos seguir em frente, vamos para Altroz... A lendária cidade dos piratas! — Viu o olhar incrédulo do homem a sua frente. — Siga a rota que lhe dei... E chegaremos lá! — Ordenou e seguiu para dentro da cabine junto com Saga.
Ambos sentiam-se cansados e desesperançados, como poderiam achar o príncipe, já haviam percorrido distâncias por terra, e agora por mar e não encontravam o príncipe. O Lord Shion dissera que Kamus estava naquele navio, mas não viram nada, e isso os fazia ficar preocupados de estarem seguindo pelo caminho errado.
No escorpião, Milo respirou aliviado, agora ao menos podia socorrer os seus e seguir o mais rápido possível para Altroz. Lembrou-se de Kamus e sorriu, ele não saíra do quarto, nem mesmo quando Afrodite saiu com ele, voltou e o viu sentado na cama. Claro que ele não era submisso nem nada, mas cumpriria sua palavra.
Kamus viu Milo entrar e foi até tocando onde estava machucado. — Vou ficar bem! Agora... — Falou e o puxou o beijando, Mu se retirou indo ajudar Shaka com os feridos. Milo apartou o beijo e acariciou o rosto do mais novo. — Obrigado!
Era a primeira vez que agradecia algo assim, mas Kamus merecia aquilo. O príncipe suspirou, não sorria, mas seus olhos brilhavam como nunca. — Aonde vamos Milo? O que faremos?
Milo sorriu: — Vamos para Altroz, e não estamos longe! Lá nos hospedaremos e faremos reparos no Escorpião, e compraremos mantimentos e munições, acredito que daqui para frente precisaremos muito dela. Só depois seguiremos viagem!
Kamus assentiu e fez o pirata sentar-se na cama, foi pegar água e um pano e limpar os ferimentos para fazer curativos. Milo apenas o olhava, mas no fundo estava gostando de ser cuidado por ele. Ficaram ali e foi o príncipe que iniciou uma conversa, perguntando sobre o lugar para onde iam, dissera que achava ser uma lenda apenas... E assim Milo foi lhe contando mais sobre o local e algumas coisas que já passara ali. O que chamava a atenção do rapaz que mostrava se surpreso e até assustado às vezes, fazendo Milo rir consideravelmente.
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Alheio a tudo isso, um homem de cabelos e orbes azuis, estava sentado em um banco de frente para o jardim, recheados de flores diversas, mas a maioria delas brancas.
Apesar de belo, o homem carregava uma tristeza tão grande, expressa em seus belos olhos. Olhou para o céu e suspirou. Onde ele estaria?! Desde que mandou embora, ele não tinha ido mais ali, sentia sua falta, mas apesar disso, era melhor assim. Ele precisava viver, ter alguém que pudesse estar com ele por muito tempo, sem trazê-lo preocupações com doenças e o receio da morte.
Sentiu os olhos queimarem e fechou os olhos. Foi quando um cheiro amadeirado invadiu o ar, levantou surpreso e olhou para trás, não podia acreditar em seus olhos, tentou franzir o cenho, mostrar-se irritado, mas não conseguia, sentia um alívio, e ao mesmo tempo uma alegria por ter ele ali.
— O que faz aqui Shion!? Não o mandei embora?!
O mais velho sorriu e se aproximou. — Mil vezes pode mandar ir embora, e mil vezes meu amor, eu retornarei! Eu o amo Albáfica, não ficarei sem ti, perdão se demorei, mas estava procurando a cura para ti, e a achei, mas vim aqui dizer que precisarei me ausentar, demorarei um pouco mais para voltar, mas virei.
Olhou nos olhos azuis e quando ele ia abrir a boca a cobriu com seus dedos: — Não... Não diga nada! Eu só lhe faço um pedido... Me espere! Não vá sem mim! — Ditou e o retirou sua mão segurando o queixo dele e colando seus lábios. Tão atitude aqueceu o coração do Albáfica, mas ele o afastou.
— Estás louco!? Sabes que não podemos... Eu estou doente Shion, meu sangue é um veneno... Foi isso que o médico falou... Não podemos...
Ele ia dizer beijar, mas o mais velho segurou seu rosto em suas mãos e ditou calmo — Não de preocupe meu amor! Não me importo de dividir contigo esse peso!
Tornou a beijá-lo e dessa vez mais intensamente, e quando apartou o beijo pela necessidade de respirar, Shion o olhou intenso.
— Me espere!
O soltou e seguiu para fora dali, passou por Alone, um jovem rapaz que colocara para servir seu amado. Parou e ditou baixo:
— Cuide dele... Precisarei viajar, mas voltarei!
Saiu dali e entrou na carruagem, seguiu calmamente para sua casa. Albáfica tornara a sentar-se seu coração era um misto de alegria e dor, sabia que breve sua doença o levaria, e isso o deixava mais dolorido, amava Shion, conhecera-o no templo de Nojor, onde estudava, ele era seu professor.
Sempre achou que ele tinha interesse em um outro jovem, Saga Caillet, mas surpreendeu-se quando o mais velho mostrou sentimento por si, vivia doente ali, sem ter contato com ninguém, seu pai o havia colocado lá, para separá-lo de todos.
Albáfica Persson ficara doente quando fora trabalhar com o pai, um boticário, que misturando umas substâncias, dizia ter criado o remédio perfeito, usou o filho que era franzino e pequeno como cobaia, acreditava que o tal medicamento o faria bem, mas enganou-se, o remédio mostrara-se um veneno, e agora seu filho estava cada vez pior, crescera, ficara mais forte, mas sem saúde.
Shion se apaixonara e conquistara o jovem rapaz, mas fora expulso da escola e o levou consigo, agora corria contra o tempo a fim de encontrar a cura para o seu amado. Por isso negociara com Milo, pois a pedra filosofal era sua ultima esperança.
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Chegando a sua casa Shion seguiu para sua biblioteca. Sentou-se e pegou um livro voltando a ler de onde havia parado. Era justamente sobre sua única esperança, a pedra filosofal.
Logo ouviu uma batida na porta e ela ser empurrada e aberta. Do outro lado, Siegfried o olhava frio, cercado por soldados o noivo de Kamus olhava para Shion com certo desdém.
O mais velho o olhou calmo e retirando os óculos, o saudou. — Boa tarde Lord De Dubhe! A que devo a honra de sua vista...
O lord De Dubhe sentiu raiva daquela impertinência. — Shion Arryn, o senhor está preso por ocultar informações importantes ao rei. E por alta traição, escondendo o inimigo!
Shion permaneceu impassível. Mas logo sorriu: — Alta traição?! Mas pelo...
Não terminou, Siegfried se aproximou e esmurrou Shion, o homem curvou-se e este segurou seus cabelos e ditou rente a seu rosto: — Não brinque comigo velho, pode se arrepender! Mas não se preocupe, o rei Radamanthys saberá lidar com você, prepare-se para dizer onde está o príncipe Kamus e por que de ter o escondido!
Empurrou Shion para o chão e os soldados o prenderam colocando um capuz negro em seu rosto e o levando dali. O homem não sabia o que iria lhe acontecer, mas lutaria para se manter vivo e voltar para Albafica, e nunca entregaria Kamus, não depois de suas runas lhe dizerem que ele era a salvação do reino de Loutrec e que Milo o traria a cura para seu amado.
Os homens jogaram Shion dentro uma carruagem que parecia uma jaula, ele era exposto pela rua e Siegfried dizia que ele estava sendo preso por alta traição ao rei e que todos que se voltasse contra Radamanthys teria o mesmo destino.
O povo estava com medo e raiva. Estavam acostumados a ver o pobres sofrerem, mas se até um Lord estava sendo punido, não havia mais esperanças. As coisas estavam cada vez mais complicadas, cada vez mais perdidas.
Continua...
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