Escorpião Negro
10 Capítulo 9
Notas iniciais
O escorpião negro balançava calmamente no mar tranquilo de Arryn. Ele estava ancorado ali a espera da volta de seu capitão, porém, quem o via de longe não imaginava o que acontecia dentro dele. Ali, no convés daquele navio, longe dos olhos de Milo, alguns de seus homens, tramavam contra ele.
A tripulação daquele navio era grande, sendo composta de cinquenta homens, com a chegada de Mu e Kamus aumentaram mais dois. Todo navio pirata tinha seu código de conduta, eles estabeleciam suas normas a fim de por ordem em seus tesouros e tarefas. As do escorpião não eram nada gentis, mas a mais abominável era sobre traição, pois aquele que traísse seria morto pelas mãos do capitão.
Ignorando isso, Sorento — o líder daquele motim — havia reunido o pessoal e começava a falar:
— Marinheiros! O nosso capitão enlouqueceu, ele quer nos levar a morte, e por isso agora estamos aqui. Ele quer ficar com o tesouro só para ele! Não podemos deixar, peguemos o navio e vamos embora, vamos deixa-lo ai para morrer e vamos nós atrás de nosso próprio tesouro!
Os homens ficaram olhando para ele, e alguns concordava, a minoria discordavam, afinal, eles estavam com Milo há mais tempo.
— É isso mesmo! Vamos tomar o navio... — Um outro falou e diante daquelas palavras eles começaram a reagir.
— Ei... — Outro pirata começou. — Mas o Kanon e o Aioria estão aqui no navio, o que faremos com eles?!
Sorento sorriu, ele era um dos mais antigos, porém sempre teve inveja de Milo, por ele ser o capitão, por ele ser o preferido de seu antigo capitão. O ódio se apoderava daquele homem.
— Vamos matá-los também, principalmente Aioria, aquele cão sarnento que ficar abanando aquele rabo dele para Milo. — Tinha ódio em seu falar.
Mas alguém se pronunciou contra aquilo, e falou sem medo: — Ingrato! O escorpião tem um código de conduta e diferente dos outros nunca deixou de cumpri-lo, ele nunca abandonou ninguém em lugar algum, isso é motim e você irá pagar!
Sorento sorriu diante das palavras do outro pirata. Ser aproximou dele e o esfaqueou sem pena. — Seu velho idiota! O lugar de capitão deveria ser meu, mas ele veio e me roubou! Vou matá-lo, exatamente como estou fazendo com você! — Ele ditou e empurrou o homem no chão, sorriu ao vê-lo ali caído, e olhou para os demais. — Mas alguém quer se juntar a ele?!
Os outros deram um passo atrás e pareciam temerosos, porém, nem todos estavam realmente com medo, dentre eles, Jabu, um jovem pirata que estava ali a pouco mais de dois anos e confiava em Milo. Ele nada ditou, contudo foi mandado pegar jogar o corpo do homem ao mar, ele assentiu e arrastou o corpo do mais velho, mas não o jogou no mar.
— Tifon! O que faço? Preciso avisá-los!
O velho o olhou com certa calma:
— Escute Jabu, vá... Dê um jeito de avisar a Kanon e Aioria, tenho certeza que nem todos estão do lado daquele traidor, mas lute pelo escorpião e ele lhe será grato, e garanto que a gratidão do seu capitão lhe será melhor tesouro que qualquer ouro!
O jovem assentiu e assim o deixou escondido, na cozinha e saiu a fim de avisar os outros dois. Foi colocar pólvora nos canhões por ordem de Sorento, todavia a pólvora estava nos porões, passou por Kanon que estava terminando seu trabalho, e tropeçou de propósito, o de cabelos azuis o ajudou a levantar e ao olhar nos olhos do rapaz leu seus lábios e estreitou os olhos, pois, Jabu disse mexeu seus lábios e discretamente disse duas palavras Sorento e motim.
Kanon assentiu levemente e o deixou ir, de certa forma esperava algo assim dele, e não havia momento melhor, já que poucas vezes Milo se ausentava do navio e poucos tinham voragem de enfrenta-lo. Ele seguiu até onde estava Aioria e entrou onde estava o leme.
— Aioria! Temos um motim...
O pirata conhecido como leão olhou para o outro e ergueu uma sobrancelha — Sorento! — Ele já sabia que deveria ter partido dele aquilo. —Que faremos?! — Disse como quem não ligava.
Kanon sorriu e pegando sua arma falou a olhando. — Lutamos meu amigo!
Aioria assentiu e assim os dois se prepararam para enfrentar aqueles homens, não tinham certeza se eram só eles dois, no entanto de certa forma sabiam que não. Temiam por suas vidas, mas eram leais e corajosos demais para se acovardar, o Escorpião Negro era seu lar.
Ouviram uma batida à porta e a voz de Sorento os chamar, sorriram ao se olharem e despediram-se. — Não importa o que haja, foi navegar a seu lado esses anos todos. — Aioria disse.
Kanon assentiu, mas em resposta disse calmo. — Não vamos morrer hoje! Estou há dias sem trepar, e me recuso a morrer na seca!
Aioria o olhou e não conseguiu não rir, aquele ali nunca teria jeito mesmo. Ser aproximaram da porta e o leão a abriu devagar, tendo o cuidado de não ficar na frente dela, e foi bom fazer isso, pois assim que a porta deu espaço para que eles saíssem um tiro foi ouvido, e a luta começou. Os dois investiram contra os homens, e logo viram que não estavam sós. Pelo contrário, quem se surpreendeu foram os amotinados, pois os melhores deles não estavam ao seu lado.
Fora uma luta onde todos se machucaram, os amotinados perderam, não de forma fácil, ou sem baixas para o lado de Milo. Afinal, dos quase cinquenta homens, restavam agora uns quinze. Mas esses podiam se dizer, que eram fieis ao capitão. Os inimigos que sobraram vivos foram amarrados um ao outro e foram colocados no convés.
Kanon ou Aioria não ditaram nada, entretanto esperariam Milo voltar, ele decidiria o que fazer, se bem que o código de conduta deles deixava claro que podiam mata-los. Sorento estava irado e ferido, custava a crer que eles em menor quantidade ainda os venceram. Sabia que seu destino era a morte, mas ainda planejava lutar com o capitão quando ele voltasse, o venceria e assumiria o comando.
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Andavam com os olhos atentos, buscavam por algo que nem mesmo tinham ideia de como era, em meio à multidão de pessoas e raças estranhas. Mascara e Shura buscavam pela bússola, se bem que o moreno nem tinha ideia do que procurar.
— O que estamos procurando exatamente?! —Shura perguntou.
Mascará da morte sentiu certa ira. Ele tinha sido obrigado a ir com o moreno a frente de seu capitão, mas não queria dizer que tinha que gostar. De bom grado mataria aquele homem, porém sabia que isso não o ajudaria naquele momento, não gostava dele, não confiava. Em seu entende, ele estava ali para logo trair Milo e entregá-lo nas mãos de algum rival, contudo da pergunta dele e da importância do que fariam, respondeu a pergunta.
— Uma bússola! Dizem que ela pode levar a um grande tesouro, e o capitão a deseja!
Shura olhou para ele perguntou descrente. — Está brincando? Está falando da bússola de Arryn? Mas isso é apenas uma lenda?! Não é?!
Mascara da morte o olhou, ao que ergueu uma sobrancelha. — Nessa vida no mar, se há uma coisa que aprendi, é que nada é o que parece. Principalmente lendas!
O moreno arregalou os olhos e um tanto surpreso perguntou. — Mas como vamos encontrá-la, digo, uma pista, sabe? Um lugar... Alguém!
O outro então explicou que ela se encontrava em poder de um mercador de escravos, e pelo jeito não haveria de ser qualquer um! O mais jovem então o olhou um pouco pensativo e teve uma ideia, chegou a uma barraca e comprou uma corda e puxando o outro para um canto disse sério:
— Então escute! — Começou Mascara. — Finja que sou um escravo e me amarre. Procure por aquele deve pagar mais caro... Acho que o pior de todos. Aquele que for mais recomendado e cruel deve tê-la. Não deve estar nas mãos de qualquer um, não objeto tão valioso.
O de cabelos azuis espetados estranhou aquilo, mas era uma boa ideia, e assim o fez, amarrou o rapaz e levou pelo caminho. O novato olhava de alguns para ele, sabia que ele era forte, e seria um ótimo escravo. Mas então alguém se aproximou e perguntou se ele gostaria de vender aquele escravo, ele seria uma aquisição e tanto para seu mestre e ele pagava bem.
Mascara da morte ergueu uma sobrancelha e acompanhou o jovem que o falara. Chegaram a um pequeno galpão e logo um homem alto e moreno se aproximou, seus olhos brilharam ao ver Shura e ele olhou para o de cabelos espetados e falou frio. — Sou Iwan e gostaria de comprar esse escravo.
Shura e Mask olharam para o homem, e para sua surpresa, presa ao pescoço dele, havia um objeto que mesmo que ambos não quisessem lhe chamava a atenção, toda em ouro, era pareceu brilhar e chamar sua atenção. Parecia mexer com seus os desejos mais profundos e naquele momento, ambos sabiam que era o que procuravam.
Antes, porém, de Mask se pronunciar, um jovem entrou puxando outro pelos cabelos. Ele era menor, mas era impecavelmente lindo. Seus cabelos e orbes eram azuis, a pele alva e seu olhar era desafiador, seu jeito era selvagem e um tanto corajoso.
— Desculpe meu senhor... Ele não faz o que mando.
Irado, Iwan virou-se para o jovem e deu-lhe um tapa tão forte que ele foi parar longe.
— Seu idiota? Quem pensa que é vadio?! Lixo! Já disse que se continuar a me desafiar vou acabar com esse seu rostinho, e quero ver quem vai te querer!
Os olhos do jovem não demonstravam medo, ele levantou e olhou para o homem com ódio. — Já disse que não faço! Não sou puto e não trepo com cliente seu... — Ele falou e cuspiu.
Enfurecido, o mercador de escravo, partiu com uma faca para cima do jovem.
Enquanto o homem falava, Shura soltou Mascara, e ambos se entreolharam. Não gostavam daquelas atitudes e por isso mesmo. Queriam matar aquele traste e salvar aquele rapaz. E nesse momento munido de suas armas, partiram para cima dele.
Iwan estranhou e gritou irado, mas não podia fazer mais nada. Os piratas eram fortes e espertos. Shura com uma sutileza impar, retirou tão rápido a bússola. Mask o empurrou e voltou se para o jovem, seus olhos azuis encararam os dele e momentaneamente ambos, perderam-se no olhar um do outro.
Iwan voltou-se para Mask. Ninguém pegava o que era seu. Ele levantou para atacar, porém foi interceptado antes, pois uma espada atravessou-lhe o corpo. Nesse momento, o de cabelos espetados pareceu acordar e ao olha para trás viu o corpo agoira inerte cair e Shura puxar a espada.
— É bonita não... Ele não vai mais usar! Vamos!
Mask então olhou para o jovem. Sem tentar entende-se ao certo, o puxou pelo braço, jogando-o sem seus ombros e o levou, por mais que o outro esperneasse, e batesse em suas costas, ele não o soltou.
— Me solte... Largue-me! — Gritou. Seus cabelos azuis claros e ondulados balançavam por causa de seu espernear. Sua voz melodiosa implorava para ser deixado em paz, mas ao que tudo indicava isso não iria acontecer.
— Vai levá-lo? — Shura indagou.
— Vai levar a espada? — O outro rebateu com outra pergunta.
Shura enrugou a testa, mas depois deu os ombros. — Ok... Despojo de vitória, ele é belo, parece uma mulher... Bom gosto! — Disse adiantando os passos e seguindo mais a frente de Máscara. Shura realmente começava a ver naqueles piratas mais que ferramentas para sua vingança, quem sabe poderia confiar novamente e ter amigos?
Os dois seguiram pelo mercado, porém quando viram que alguns homens os seguiam — possivelmente empregados do mercador de escravo morto — em buscar de vingança, os dois piratas se esconderam atrás de uma tenda, e Máscara tampou a boca do prostituto. — Shii... Calado, se não o jogarei aos tubarões.
— E agora?
— Vamos esperar eles se afastarem, e depois encontramos com o capitão. — Mascara disse.
— Ok! Essa coisa levará a tesouros? — Shura comentou avaliando a bússola feita de ouro e decorada com pequenas pedras safiras. O hilário era que seu ponteiro parecia quebrado.
— Apenas tínhamos que pegar. Milo que descubra como usar. — Disse. De alguma forma Mascara sentia-se atordoado. Com seu rosto rente àquela bela e exótica criatura, sentia algo nunca experimentado antes. Queria o fazer seu, assim como proteger. O corpo menor que o seu, delicado e até feminino, que os trapos que vestia não faziam questão de esconder, a pele alva e de aparência macia. Quem sabe, assim como seu capitão, não elegeria o ser a sua frente como seu... A vida no mar poderia ser solitária para um homem.
Enquanto os dois se escondiam, quatros figuras andavam pelo mercado. Shaka e Milo haviam colocando duas capaz negras, que permitia disfarçar seus rostos, afinal, não queriam chamar a atenção desnecessária para eles. Pelos murmúrios, Milo sabia que Shura e Mask haviam encontrado a bússola, e pelo visto, matado o mercador de escravo.
À medida que os piratas avaliavam as rotas de fugas, as possíveis despojos a serem tomados para si e o fato de ainda ter que encontrar os outros dois amigos para irem embora, os dois menores iam mais a frente. Como crianças, olhavam tudo com imensa curiosidade.
— Veja... — Mu puxou o príncipe até uma barraca que vendia tecidos, roupas e enfeites. — O tecido é lindo!
— Sim, verdade... Daria um belo lençol para cama. — Kamus disse avaliando a seda vermelha. Não poder evitar que sua mente imaginasse o capitão nu sobre aquele tecido, e acabou corando fortemente.
— Querem algo? — Milo indagou quando se colocou ao lado do príncipe. Pode ver o príncipe estremecer, e ficou curioso para saber o motivo dele corar.
— Não tenho dinheiro! — Disse desviando os olhos para o chão.
Milo ergueu a face de Kamus o forçando a encará-lo. — Apenas não se preocupe com isso. Compre o que precisar! Sei que além dessa roupa, não tem mais... Então escolha roupas, enfeites e tudo mais que precisar, sim? Encare isso como um presente.
— O que vai querer em troca? — Kamus indagou. Queria tomar de voltas às palavras quando viu o lampejo de tristeza nos olhos do pirata. — Desculpa!
— Posso presentear sem querer nada em troca! Apenas escolha. — Falou soltando o queixo do príncipe.
— Por que os dois não olham as barracas e escolhem o que mais gostarem? Você também Mu... Sim? — Shaka disse acariciando os cabelos do esposo. — Eu vou ver algumas ervas para remédio... Mas estou de olho! Não se afastem muito.
Milo entendeu a intenção do loiro. Pois afastando-se um pouco, deixaria os menores mais a vontade. — Sim, obrigado Shaka! — Mu disse com belo sorriso.
Quando os dois piratas se afastaram, mas não muito, apenas alguns passos, os dois jovens viraram para a barraca.
— Será que faço tudo errado? Quero dizer, meu pai e meu irmão eram meio distantes enquanto crescia... O que mais ou menos tinha contato era Dégel, mas ainda pouco... Não sei lidar com atenção, carinho ou gentiliza sem nada em troca. Seus... Ele me sequestrou, e agora age...
— Gentil? Não pode odiá-lo? — Mu completou as falas do príncipe.
— Não... Acho que não, porém não sei o que sinto. Estou confuso! — Falou encarando o amigo. Era bom ter Mu como amigo, para conversar.
— Não precisa descobrir agora! Não se force. Apenas aceite o que ele tem dado, e seja cuidadoso para não o irritar. No tempo certo, seus sentimentos se tornarão claros. Agora vamos escolher? Por que convenhamos, não temos roupas, essas são grandes e estão quase caindo do corpo.
Kamus riu discretamente das últimas palavras do amigo. — Sim, verdade! — Os dois passaram a olhar as mercadorias oferecidas na barraca... Escolheram algumas blusas, calças, meias, sapatos, e claro, tecidos para toalha, lençol de cama, escova, espelho e até presentes para os outros dois. Claro, acanhados, foram cautelosos e não escolheram nada caro.
— Ele tem amolecido você. — Shaka disse ao lado de Milo.
— Não diga besteira! — Milo disse áspero. — Faço isso apenas por interesse, sou gentil agora, e depois ganho no quarto. Nada demais. — Resmungou desviando os olhos do príncipe. Ele não podia admitir cair de amor por ninguém, e afirmava para si mesmo que era puro interesse físico.
— Sim! — Shaka disse sem retirar os olhos de Mu
— Não insista. — Bradou olhando duramente para o médico do navio.
— Não disse nada! — Shaka deu de ombros, e escondeu o sorrisinho, mas esse morreu ao ver um grupo de homens apontados para eles. — Temos problemas! — Disse indicando os homens para Milo.
— Merda! Vamos sair daqui... Ou melhor, leve os dois... Cuidarei desses babacas. — Disse. Recordou de Kamus e Mu, eles não poderiam sair correndo ou lutar, precisava garantir s segurança deles.
— Tem certeza?
— Sim... E se encontrar Mask e Shura, mande um deles para me ajudar na festa. — Disse com sorriso perverso. Quem sabe lutar com alguns inúteis ajudaria a tirar aquelas besteiras de sua mente.
— Tome cuidado! — Shaka disse. Ele seguiu até Mu e Kamus que pegavam pacotes do dono da barraca. O loiro jogou algumas moedas para o mercador, e tomou o pacote dos menores. — Vamos!
— Mas... E... O capitão? — Kamus indagou olhando ao redor e viu Milo seguir em direção ao grupo de homens. — Ele não pode ficar sozinho...
— Menino, o capitão é o homem mais feroz e perigoso que já vi. Aqueles homens não nada para ele... Mas se ficar aqui irá distraí-lo. Vamos para o navio! — Shaka disse frio e áspero. Para segurança de seu esposo e do príncipe precisava ser firme.
— ... — Kamus afirmou com a cabeça, e antes de seguir o médico olhou última vez para Milo. Cortando caminho pela multidão e pelas tendas, eles saíram do campo de visão da luta que deixaram para trás.
Shaka captou que eles eram seguidos por outros três sujeitos. Precisava agilizar e colocar os menores em segurança. Olhou em volta, e quando viu um dos atacantes vim para cima de si, antes que reagisse, viu o cara ir ao chão, depois de ser apunhalado com uma espada.
— Shura! — Shaka disse. O novato veio o ajudar.
— Com problemas? — Mascara indagou aparecendo, e ao lado dele, um jovem desconhecido.
— E esse? — Shaka indagou olhando o jovem, realmente bonito.
— Não sou eu que me casei... — Mascara falou.
Mu e Kamus encararam os três piratas que conversavam como se Milo não tivesse sozinho lidando com um batalhão, e outros atrás deles. — Da para deixar para fofocar depois? O capitão está sozinho... Ele precisa de ajuda, e temos que sair daqui.
— Eita... Só por que se tornou mulher do capitão acha que pode mandar? — Mascara disse furioso e moveu-se para cima do príncipe, mas Shura o impediu. Ciente que se um deles tocasse no príncipe, Milo mataria sem piedade.
— Ele não mente... Milo está lidando com muitos sozinhos! Shura? – Shaka ditou em seguida.
— Pode deixar! Vou ajudá-lo. — Disse, mas antes entregou a bússola ao loiro. — É melhor cuidar disso – Ele rapidamente saiu, porém primeiro lidou com os dois homens que ainda os espreitava, e depois foi ao socorro do capitão.
— Vamos! — Mascara disse, ele puxou o prostituto pelo braço, mas nem carecia tanto, por que agora ele não apresentava tanta resistência. Mu e Kamus seguiram ao lado de Shaka, e o mais rápido que puderam, seguiram o caminho para longe dali, por uma rota segura para o navio.
Os cincos seguiram por um caminho diferente que haviam feito para chegar ali, assim, evitavam surpresas. Shaka e Mascara ficaram atentos todo percurso, e quando finalmente chegaram à bacia que o Escorpião negro encontrava ancorado, tomaram o barco até ele.
Quando eles subiram no navio, Mask e Shaka ficaram alerta ao repousarem seus olhos sobre mais da metade da tripulação amarrada, e os demais com armas em vigia.
— O quê?
— Aparentemente tivermos um motim... Os que não matamos, encontram-se presos, e na espera das ordens do capitão. — Kanon explicou. Seus olhos caíram sobre o jovem que se achava ao lado de Mascara. — E quem é esse? Alguém para diversão?
O jovem escondeu-se atrás de Mascara, quando o outro avançou para si. — Tire os olhos traste, pertence a mim, e mais ninguém toca. — Mascara disse feroz.
— Oi... Desculpa... — Kanon disse com um sorriso. — Pelo visto, todos se amarrando por aqui!.
— Cadê Milo? — Aioria indagou. — E Shura?
— Tivemos problemas! Eles ficaram para resolver, mas logo estarão de volta. — Shaka disse firme. — preparem tudo para a partida, temos que estar prontos quando Milo retornar. Mu e Kamus vão para as cabines, e não saiam até que eu ordene. — Disse virando-se para esposo e par o príncipe. Com o motim, ainda achavam-se em campo de risco e todo cuidado era pouco. — Mask! Recomendo colocar ‘ele’ em segurança também, talvez com os outros dois.
— Farei! Os três andem... Os acompanharei até seus aposentos. — Disse indicando o caminho para os três menores, e os mesmos seguiram sem reclamar. A tensão não permitia brechas para algo mais, qualquer risco, seria perda lastimável.
Os piratas esperavam o retorno do capitão e Shura, para que desse seu veredito sobre o motim, e para poderem darem o fora logo dali, pois o perigo era constante, Sendo foras da lei, sabiam o perigo que aquele lugar representava, visto que achavam-se no meio de bandidos de todos os tipos, e muitos não tinham respeito ou código de honra.
Continua...
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