Escorpião Negro
20 Capítulo 19
Notas iniciais
Espero que curtam o capítulo e não deixem de comentar. Mesmo que nem sempre respondendo, tenham certeza que lemos todos com muito carinho.
Boa leitura!
Os dois príncipes entraram no simples quarto da estalagem. Dégel fechou a porta atrás dele e puxou o menor até a cama de casal. Os dois sentaram no meio dela com as pernas cruzadas e um de frente para o outro. Eles se encararam.
— Como está? Eles têm sido cruéis contigo? O feriu? — Dégel fez uma série de perguntas. Ele ainda não podia acreditar que havia encontrado seu pequeno irmão e que ambos estivessem interligados pelos irmãos piratas e ferreiro. — Como foi parar com eles?
— Eu... Quando fugi do castelo fui ao porto e acabei parando em uma taberna... Onde... Eles estavam... O Capitão sabia quem eu era e me sequestrou, desde então estou com eles. — Kamus disse sem jeito. Ele temia falar para seu irmão o que realmente havia acontecido com eles nos últimos meses, que havia se tornado literalmente a “mulher” do capitão.
— Mas... Eles nunca pediram resgate. — Dégel disse.
Kamus desviou a face. — Ele nunca pretendeu pedi. Digamos que era uma carta As para ele...
— Era? O que mudou? — Dégel perguntou desconfiado. — Não me venha falar que é um bom homem... Ele é um pitara. Bandido! — Disse alterando a voz.
— E Nosso irmão é um príncipe, e ainda é um canalha e tirano. Não devermos julgar o título que a pessoa tem, mas suas ações. — Kamus disse altivo. Ele estava pronto para proteger o pirata. — Não digo que sejam santos... Eles são piratas que matam, roubam e abusam... Mas tem valores maiores que muitos nobres. — Ao se dar conta que se alterou, ele corou fortemente e desviou a face.
Dégel ficou abismado. Ele jamais esperou tal atitude de seu irmão. Kamus sempre foi alguém apático; que não se envolvia em disputas, e mantinha-se longe de brigas. Normalmente não se interessava por nada.
— Tudo bem... E o que tem feito nos últimos meses? — Dégel perguntou tentando quebrar o tema crítico.
Kamus remexeu onde estava sentado. — Como disse... Fui sequestrado na taberna junto com Mu. Vivemos no navio desde então... Conheci vários lugares, passamos por tempestades, ataques, sereias e até vi uma quimera.
— Pelo visto teve altas aventuras! — Dégel disse com um sorriso. Kamus cresceu trancado no quarto e no máximo ia ao jardim do castelo, longe do mundo. Ao olhar para ele, via um jovem alegre, saudável e cheio de vida, tão diferente de antes.
— E você? O que aconteceu? — Kamus perguntou preocupado.
Dégel suspirou fundo. — Tudo foi um caos. Papai mandou encontrá-lo, ele realmente sentiu por seu sumiço... Ficou desatento, Radamanthys aproveitou-se disso. Mandou me matar, e trancou papai no calabouço assumindo como rei...
— Aquele desgraçado! — Kamus grunhiu. Nunca foi próximo de seu pai e até tinha seu ressentimento contra ele, mas nunca desejou o seu mal.
— Fui salvo por Shina, a filha de Kárdia... Que pelo visto é o irmão mais velho do ‘seu’ capitão. Quando os soldados de Radamanthys ameaçaram, nos fugimos... — Dégel disse. Ele sempre se lamentaria por trazer confusão a vida de pai e filha.
Kamus se ajeitou na cama, deitando a cabeça contra o travesseiro. De repente o cansaço montou em si. — Uhhh... Ele tem olhos para você.
— Tem nada. — Dégel disse corado. Ele moveu deitando-se ao lado do irmão. — Ele é um grosseiro, arrogante e asno.
— Deve ser mal de família, mas sabem ser gentis e protetores. — Kamus disse deitando de lado.
Dégel arqueou uma das sobrancelhas. — Acaso... Kamus, ele por acaso o tocou indevidamente? — O medo assolou sua alma com a possibilidade de seu irmão ter sido manchado pelas mãos dos piratas.
Kamus corou fortemente. — Ele... Eu...
— Aquele maldito pirata. Vou matá-lo por isso! Como ousa tocar em um nobre? Usá-lo como sua vadia?! — Dégel disse irado sentando-se na cama.
A dor e a magoa tocaram o coração de Kamus. Ele foi ferido pela forma que seu irmão falou. Sentou na cama e fechou a expressão. — Não me trate como um qualquer! Não sou vadia de ninguém. Posso ser o amante do pirata... Mas ele nunca me machucou ou tratou como prostituta.
— Por favor, não seja ingênuo irmão... Ele apenas o usa como convêm, quando não for valioso o venderá para outro ou matará. — Dégel ficou irritado por que Kamus defendia o criminoso.
— Ele pode ser duro, bastardo e egoísta, mas se importa comigo, por mim e não por título. — Kamus levantou arfando. De repente uma náusea embrulhou seu estômago e tudo pareceu girar a seu redor. — Eu... — Sentiu suas pernas falharem, mas antes que fosse de encontro ao chão, braços fortes o seguraram.
— Cuidado! — Milo disse com a voz grave. Ele tomou o príncipe nos braços – como uma donzela – e levou para cama. Ergueu a face encarando duramente Dégel. — Por que não vai ao seu quarto?
— Eu quero cuidar de meu irmão! — Dégel disse tentando se aproximar de Kamus, mas a expressão cruel de Milo o fez recusar.
— Vá Dégel! Por favor... — Kamus pediu. Ele sabia que Milo não teria piedade dele somente por que era seu irmão. Milo não era homem para ser contrariado ou enfrentado. Ele até tolerava Kamus, mas não faria com outro, nem com seus próprios homens.
— Eu... Venho vê-lo depois! — Dégel disse. Ele saiu do quarto com o coração nas mãos, deixando o casal sozinho.
— Pensei que estivesse ocupado bebendo e olhando as vadias. — Kamus disse com um bico nos lábios.
Milo olhou para o príncipe e não pode conter um sorriso malicioso surgisse em seus lábios. — Com ciúme? — Provocou. — Que dizer que o príncipe gosta do cara mal?
Kamus deu um tapa no ombro de Milo, nada que fosse realmente machucar. — Idiota! Não tenho ciúme de ninguém... Apenas não serei mais um em sua cama. — Disse envergonhado e com raiva. Ele fez esforço para sentar na cama, mas a forte mão de Milo o fez deitar novamente.
— Que tal um banho? Não disse que estava cansado e precisando de um banho? — Milo trocou de assunto. Não podia deixar de recorda que o menor tinha acabado de ficar tonto e com isso que carregava um filho seu. Devia cuidar melhor dele.
Kamus amoleceu a expressão. Com as falas do outro, parecia que o cansaço realmente grudou em si. — Eu gostaria!
Milo tomou Kamus pela mão, levando-o para o banheiro.
— Acho que é hora de aprender o quanto divertido é a limpeza em conjunto. — Milo havia pedido para que um dos empregados da estalagem enchesse a banheira do quarto. Delicadamente tomando Kamus em seus braços o fez entrar na banheira feita de madeira. Tomou um vidro marrom abrindo e despejou uma boa quantidade do líquido aromatizando na mão, começou a massagem no couro cabeludo de Kamus, lavando os cabelos verde petróleo. Se Kamus fosse um gato, teria ronronado quando se inclinou para a lateral de Milo. — Lavar o cabelo, príncipe. — Kamus relaxou de costas para Milo e deixou que esse ensaboasse as mãos, lavando toda a pele lisa.
— Isso é muito bom. — Kamus murmurou.
— Não é? Coloque os braços para cima. — Milo lavou os braços de Kamus e para baixo de seus lados, inclinando-se para um beijo quando as mãos com sabão acariciaram lentamente.
Milo gastou tempo extra sobre o seu traseiro e pernas, deslizando seus dedos, até a base de suas bolas.
— Milo... — Kamus virou, mostrando a sua ereção apontando para o seu amante. Milo sorriu e moveu colocando-se de joelhos na banheira ao que fez Kamus sentar na borda da mesma. Ele inclinou-se para frente e sugou Kamus suavemente. Logo as pernas de Kamus estavam tremendo, e ele estava gemendo, empurrando-se na boca de Milo. — Milo, não posso... Vou...
Milo pressionou, chupou mais, querendo provar o seu amante. Com um grito suave, Kamus gozou, derramando-se na boca de Milo.
Milo o puxou em seus braços e segurou Kamus apertado, beijando seu amante, doce saciado. — Você é tão bonito, você sabe disso? O homem mais bonito que conheço.
Kamus deu um tapa no ombro de Milo suavemente. — Eu não sou... As mulheres são bonitas.
— Então, você, é um anjo. Meu lindo anjo. — Milo fez cócegas no ombro de Kamus com a língua.
— Pare com isso. — Kamus riu e tentou debilmente se afastar, contorcendo-se e rindo. Milo lambeu o pescoço doce. — É a sua vez de ficar limpo. Cheira a charuto e perfume barato daquelas mulheres! — Murmurou apertando a mandíbula.
Milo concordou com Kamus e deixou-se afundar um pouco na banheira, ficando sob a água quando Kamus começou a lavar seus cabelos. Aquelas mãos acariciando sua nuca, sentia-se tão bem, e entregou-se à sensação. Em seguida, as mãos deslizaram longe, só para voltar novamente, desta vez esfregando e acariciando seu peito com espuma de sabão. — Se sou bonito, então você é... —Kamus parou a sua limpeza das mãos, pensando e então abriu um sorriso. — Um garanhão. — A mão de Kamus deslizou sobre sua dureza, os dedos fazendo-o pulsar.
— Um garanhão, hein?
Kamus assentiu com a cabeça, deslizando uma das mãos após a outra, para baixo em seu comprimento.
— Sim. — Os dedos apertaram. — Um grande, garanhão, forte. Meu garanhão. — Ele admitiu envergonhado. Ainda era estranho para ele admitir que indiretamente sentisse algo pelo Pirata, que seu coração pulsava mais forte por ele.
Kamusgirou em torno deles, o pressionando contra a parede de trás do chuveiro, acariciando sua coxa, dizendo-lhe para espalhar suas pernas. Dedos agarraram seu comprimento, e Milo gemia baixinho. Então sentiu um deslizar ao longo de seu membro, de uma língua quente provocando, aumentando antes de sua entrada, e ele começou a choramingar, um gemido, alto de necessidade.
— Kamus... — O prazer requintado estava dirigindo-o para fora de sua mente.
— Me deixar apreciar... — Kamus murmurou. Normalmente não era ousado, mas aquele dia sentia vontade de marca seu território, fazer com que todos soubessem que o feroz pirata fosse dele.
Milo foi levado às alturas magníficas pelos dedos e a língua tão quente, língua escaldante. De todos os parceiros que tivera, poucos tinham feito isso por ele, e estava dirigindo o selvagem. Ele começou a mover seus quadris para cima e para trás um pouco, e cada vez que fez, Kamus agarrou seu comprimento e a língua mágica empurrou para ele.
— Kamus... — Ele mal conseguia recuperar o fôlego com a pressão contribuindo, Kamus puxava os dedos, a sua língua girando. — Quente... Muito bom. — Luzes piscaram nos olhos por trás de Milo, quando atirou com força sobre os dedos de Kamus e a parede do chuveiro. Kamus passou por trás dele, as mãos acariciando as costas, enquanto recuperava o fôlego.
A água fria sinalizou que era hora de sair. Milo saiu da banheira, tomou uma toalha e abriu estendendo para Kamus. O príncipe saiu da banheira e deixou que Milo enrolasse a toalha em volta da sua cintura, e ainda se levantando nos braços fortes e colocando sobre o leito.
Milo inclinou-se, para um beijo. — Como foi se limpar?
Sem perder o ritmo, Kamus, brincou. — Incentivo suficiente para ficar sujo de novo.
— Isso é bom! Se enxugue e vista a camisola... — Milo disse entendendo a peça branca ao menor. Foi quando um toque na porta interrompeu o momento do casal. — Ande logo, Shaka veio vê-lo!
— Por quê? — Kamus perguntou sem entender enquanto fazia o que o outro ordenou.
Milo não respondeu. Ele seguiu até a porta abrindo e dando espaço para o loiro entrar. Shaka não era um homem de falar muito e certamente era confiável. Ele cumprimentou o Capitão e seguiu até o príncipe quando garantiu que se encontrava vestido.
Ele fez Kamus deitar na cama e levantou a camisola branca. As suas mãos geladas tocaram o ventre de Kamus, apertando e perguntando se sentia algum desconforto. Depois seguiu a verificar batimentos cardíacos, respiração e entre outros detalhes.
— Para que isso? Não estou doente! — Kamus disse irritado. Estava odiando que outro homem o tocasse, e Milo olhava sem dizer nada. Sabia que Shaka apenas agia de modo clínico, mas isso não deixava de ser incômodo.
— Não... — Shaka murmurou.
A última coisa que ele fez foi trazer uma fita métrica e medir o estômago de Kamus do seu umbigo até a borda do seu osso púbico.
— Prontinho! Recomendo que descanse... E quando acordar, coma. —Shaka disse guardando algumas coisas na bolsa que tinha levado e levantou. — Se precisar de mim, bastar chamar. — Disse saindo do quarto.
Kamus se ajeitou na cama, cobrindo-se com o grosso cobertor. — O que foi isso? — Perguntou desconfiado.
— Nada demais! Durma um pouco. Vou apenas dar algumas ordens aos homens e voltarei. — Milo disse dando a entender que não ia discutir tal assunto agora com o príncipe, que se Kamus desejasse saber, teria que esperar.
— Ok! — Disse birrento, mas tratou de se acomodar na cama, não demorou em que sua respiração regulasse e adormecesse profundamente, denunciando o quanto estava cansado.
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Shaka entrou no quarto que dividiria com seu esposo. Ele estava saindo do banho e adorava ver como ele se vestia, era leve, bonito, delicado e elegante. Aproximou-se sorrateiro e o abraçou por trás. O mais jovem tomou um susto, mas logo se acalmou pela suavidade do abraço e carinho que receberá.
— Shaka, assim me mata do coração!
O médico sorriu e o fez virar para si dentro de seu abraço, tomou os lábios dele nos seus e o beijou com carinho e amor. Os braços de Shaka apertavam o mais novo e tirou a toalha na qual ele estava enrolado, o deixando nu para si. Apartou o beijo e o olhou, fazendo-o corar.
— Pare com isso Shaka! Fico... Com vergonha... — Ditou virando o rosto vermelho.
O médico riu com vontade e pegou o queixo dele o fazendo olhar para si. — Você é lindo, é meu marido e eu tenho direitos sobre esse corpo perfeito. — Falava com certa autoridade, se sentia “dono” do marido. Mas nunca o desrespeitaria ou o forçaria. O pegou em seus braços e o colocou na cama. Ficou por cima dele e o olhou com desejo, os orbes azuis estavam nublados, sua ereção já despontava dentro da calça, só em olhá-lo sentia o coração disparar, o desejo lhe tomar o corpo e os sentidos.
Beijou novamente o lilás e desceu seus beijos pelo corpo do outro, o desejo lhe tomava e fazia ter certa urgência, mas ainda era cuidadoso. Shaka experimentou a pele do pescoço de Mu e mordicava com carinho o deixando vermelho em alguns pontos.
Mu gemia diante dos toques do marido. A sua pele estava arrepiada e os seus fios lilases espalhavam-se pela cama tingindo de roxo os lençóis claros. Arqueou o corpo quando o marido encontrou os seus mamilos e passou a brincar com eles, enquanto sua boca se ocupava de um os chupando e mordiscando, a mão suave apertava e brincava com o outro.
Ficou acariciando ali um pouco, e quando se deu por satisfeito, Shaka desceu os lábios pelo abdômen perfeito de Mu. Foi deixando um rastro de saliva e logo alcançou o baixo-ventre do rapaz, mordeu o lábio contendo a ansiedade e ouviu um gemido rouco quando lambeu a virilha dele.
— Hnnn... Aaahh... Shaka... — Mu gemeu rouco e chamou por ele, o rosto corado e a boca aberta ofegante era a visão mais linda. Os grandes orbes verdes dele estavam semicerrados e a boca entreaberta em busca de ar, o lilás arfava inebriado pelo prazer daquelas carícias.
Shaka continuava as carícias com um sorriso satisfeito de ver o amado tão entregue. Levou uma mão ao pênis do marido e o masturbou, enquanto abocanhava os testículos dele, brincou as bolas. A mão livre o loiro a usava para arranhar a parte interna da coxa do rapaz.
Mu ofegava cada vez mais. — Ahhh... Hnnn... Shaka... Quero, aahhh... Você! — Ditou sentindo o corpo pedir por ele. O loiro, porém fingiu não ouvir, logo ele abandonou o brinquedo e olhou para o marido ficando ereto.
— Lindo! Você é lindo meu amor!
Levantou deixando Mu sem entender e dando um muxoxo de decepção, sua ereção doía carente, e o médico simplesmente saiu o deixando ali. Apoiou-se nos cotovelos erguendo um pouco o tronco, ia dizer algo quando o viu voltar com um frasco. Ficou ainda mais rubro e o médico riu:
— Eu te quero!
Shaka tinha suavidade e firmeza em seus toques e palavras. O loiro se aproximou do amado e percebeu os olhos nublados. Sorriu. Tocou o membro dele com a ponta do dedo e Mu gemeu ofegando.
— Aaahhh... Shaka... Não faça isso, não seja malvado!
Shaka o olhou com malícia. — Malvado? Tsc, tsc... Vamos ver o que posso fazer por meu amado marido! — Disse safado e rouco, abriu mais as pernas do lilás se inclinado sobre o baixo ventre dele segurando o membro com a mão masturbando-o levemente. Abriu a boca e antes que Mu pensasse o médico lambeu a glande babada.
O toque daquela língua fez o mais jovem gemer alto e jogar a cabeça para trás, já que ainda estava apoiado nos cotovelos. Shaka brincou com o membro do amado, lambendo-o da base a glande como de fosse um picolé, brincou com a língua na virilha do outro, lambeu os testículos.
Mu deixou-se cair na cama e gemeu tapando a boca para não ser ouvido, aquilo era bom demais, a sensação que lhe passava era de extremo prazer. O corpo do rapaz estava quente, seu rosto estava rubro e sua pele arrepiada. Shaka vendo aquela cena sentiu seu falo latejar, queria ele, estar dentro dele, sentir a maceis e o calor que só seu marido tinha.
Abocanhou o membro de Mu aproveitando-se da distração dele para abrir o frasco do lubrificante e derramar em sua mão, e começar a prepará-lo, o lilás às vezes ficava sem jeito quando o loiro fazia aquilo. Procurou a entrada dele e passou a enfiar um dedo, o viu contorcer-se e abrir a boca tentando respirar melhor, já que ofegava muito, foi então que um fio de saliva escorreu pelo canto da boca do amado o deixando ainda mais lindo e perfeito.
O médico o preparava para recebê-lo, quando já tinha três dígitos, os dedos do loiro acertavam aquele lugarzinho mágico que fazia o prazer parecer infinito. Mu mal conseguia pensar, apenas gemia e pedia por ele.
— Shaka... Ahhh... Quero... Hnnn... Você... Agora! — O lilás ditou rouco, e um tanto autoritário e necessitado.
Shaka não ousou desobedecer e retirando os dedos, tirou o membro dele de sua boca e colocou-se entre as pernas do amado, puxando-o mais para si, o fazendo rodear a sua cintura com as pernas, guiando seu falo até a entrada do outro. Antes de penetrá-lo, porém, pegou o lubrificante passando no seu membro, não demorou muito nisso, porém, tinha vontade e necessidade do seu marido.
Encostou o seu pênis na entrada do lilás e empurrou-se para dentro dele devagar, o penetrando, sentindo o corpo dele lhe acolheu tão quente e macio. O loiro amava estar ali. Uma vez dentro dele, o médico não demorou a estocá-lo, firme, forte, fundo! O desejo o tomava, e por mais que sempre pudessem fazê-lo, cada vez parecia à primeira.
Mu gemia, seu corpo estava coberto por uma fina camada de suor, seu corpo seguia o ritmo ditado pelo marido. Jogou a cabeça para trás enterrando-a no travesseiro quando sentiu os lábios dele no pescoço, e seu falo lhe atingir a próstata tantas vezes que sua mente estava branca, não conseguia pensar, apenas entregava-se ao loiro com amor.
Seus corpos moviam-se numa dança frenética, mas ritmada. O medicou sentia que logo alcançaria seu clímax, sentia o falo dele entre seus abdômen sento estimulado pelo movimento dos dois. Parou um pouco de estocá-lo e sem sair de dentro dele o fez erguer uma perna ficando com ela em seu peito, assim conseguia ir ainda mais fundo e como já não estava deitado levou a mão ao pênis dele masturbando.
Mu contorceu-se ainda mais, seus gemidos eram abafados pelas mãos que usava para cobrir a boca. — Shaka... Ahnn... Eu vou... Não... Aguen... — Tentou avisar que gozaria, mas nem precisava o loiro sabia, sentia.
— Juntos... Hnnn... Juntos, meu amor! — Shaka ditou inclinando se um pouco mais, a perna do amado escorregou para sua cintura novamente e ele o beijou, atritando seus corpos, movendo-se intensamente. Gemeu contra os lábios do amado quando o sentiu lhe apertar, derramando-se dentro dele quase no mesmo instante em que ele se derramava melando seus abdomens com seu sêmem.
Beijaram-se apesar de sentirem dificuldade em respirar devido ao prazer que sentiram. Shaka saiu lentamente de cima dele ao apartar o beijo e deitou-se o trazendo para si. Mu escorou a cabeça no peito dele e sentia a pele se arrepiar pelo que ainda sentia.
— Hmmm... Eu te amo! — O lilás declarou fazendo o outro rir.
— Também o amo meu anjo lilás.
O rapaz passou a brincar com os dedos no peito do amado, queria perguntar algo, mas sentia duvida se deveria, era o trabalho dele e não era certo se meter, mas estava preocupado, e não conseguia esconder. — O que foi fazer no quarto do capitão?! Ele não se sentia bem? Vi que levou sua maleta...
Shaka sorriu de canto, tinha os olhos fechados agora, e sentia a carícia dos dedos do outro em seu peito. — Não fui examinar Milo... Fui ver Kamus! A condição do príncipe torna as coisas um tanto diferentes... Mas acredito que seja devido a sua ori...
Mu levantou a cabeça, tinha os olhos verdes arregalados e uma genuína preocupação ali. — Como assim? Condição? O que quer dizer? Ele está doente? É algo grave?! — Os olhos dele estavam marejados e Shaka sentiu certo ciúme, mas procurou conter-se.
— Calma... Não é nada disso... Kamus não está doente... Pelo contrário, talvez nunca tenha gozado de tanta saúde, Mu... É incrível e inexplicavelmente, seu amigo está grávido, ele espera um bebê!
O lilás abriu a boca e depois a fechou tentando segurar o riso, mas vendo a seriedade do loiro foi se controlando:
— Isso... — Mordeu o lábio inferior em dúvida. — Isso é serio?! — O viu assentir e levou à mão à boca a tapando numa expressão de surpresa e preocupação.
Shaka o puxou para si. — Não sei explicar o porquê, mas creio que seja devida a sua origem, então meu querido, apenas precisamos cuidar dele, protegê-lo, e ajudá-lo nas horas que precisar.
Mu assentiu e deitou a cabeça no peito do marido novamente, agora pensava em Kamus, não sabia como ele estava se sentindo, será que estava feliz? Bem, falaria com ele logo cedo e o parabenizaria e ficaria sempre com ele.
Enquanto os dois estavam ali, no salão, Afrodite estava no colo de Mask e os dois namoravam. O Tritão estava sempre observando tudo, era desconfiado, ainda mais depois de tudo que passou. Viu Kanon observar uma mulher, bonita, a mesma que logo cedo o capitão Milo parecia de olho. Mordeu o lábio inferior e olhou para o amado.
— O que Kanon está fazendo?! Com tantas mulheres... Por que ele parece só querer aquela? — Falou apontando discretamente para a jovem que agora se aproximava do pirata, havia percebido o olhar dele. Ela passou pelo de cabelos azuis e sorriu, passou por ele dando algumas olhadelas e o homem deu um tapa na bunda dela e ficando logo atrás da mulher, falou rente a seu ouvido.
— Já tem programa para hoje? — Perguntou educadamente e a jovem sorriu o olhando, não respondeu com palavras, apenas um movimento negativo com a cabeça. — Então... Tem agora! — Ele disse e ela gargalhou o chamando com o dedo fazendo-o segui-la.
Kanon a seguiu, mas seu intuito era outro, Milo o havia instruído para ficar com aquela mulher em específico e pegar a pedra, Kanon gostava tanto de homens quanto de mulheres, então não era sacrifício transar com ela, no entanto sentia algo estranho, não em relação a ela, mas a si mesmo, algo estava para acontecer, ele só não sabia o que, tinha tido uns sonhos estranhos, com seu próprio rosto, era como se existissem dois dele, e aquilo claro, era uma loucura, ele era único.
Depois que ele saiu Afrodite quase gargalhou:
— Ele tem um jeito estranho... Quer dizer... Ele brinca, mas ao mesmo tempo, no fundo parece sério demais. — Kanon era brincalhão, mas seus olhos mostravam seriedade, em algum ponto de suas palavras de diversão, estava uma verdade que às vezes os outros, ou não viam, ou fingiam não escutar.
Mask ficou enciumado: — Vamos! Está olhando demais para os outros! — Disse enciumado e o levou consigo para o quarto no qual ficariam. O levou para um banho e o de cabelos escuros falou sério. — Vou te dar motivos para pensar só em mim!
Afrodite arregalou os olhos e o encarou sem entender, mas o pirata se aproximou dele e ergueu seus braços, e o levou até a cama, o fez passar eles pelo espelho da cama que era uma espécie de grade, e amarrou os pulsos dele com uma tira de couro que usava amarrada em seu punho.
Afrodite estava nu e ficou de costas para o pirata, não conseguia se mover.
— O que está fazendo!? — Perguntou apreensivo e ficou surpreso quando sentiu uma ardência nas nádegas causada pela mão do mais velho. — Ai! — Gemeu reclamando, mas logo outro tapa foi dado, sua bunda branquinha estava ficando vermelha e ardida.
Mask estava o castigando, ele era seu... Como podia ficar falando de outro homem assim?! Inclinou e ditou rouco no ouvido do rapaz. — Você é meu! E não o quero observando outro homem que não seja eu. — Lambeu a orelha causando um misto de sentimentos no Tritão. Voltou a descer a mão sobre o bumbum redondo do mais novo, mas parava e alisava, e depois mordia, lambia sentindo o calor causado por suas tapas.
O de cabelos azuis ofegava perdido, entre a dor e o prazer que aquilo estava lhe causando. Mask ergueu um quadril dele o fazendo ficar com os joelhos na cama e o bumbum erguido para si, exposto. Viu o falo dele vibrar e sorriu malvado. — Hnnn... Então está gostando... Muito bem! — Disse e passou a alisar o membro do mais novo, e voltou a dar tapas na bundinha do mesmo.
— Hnn... Aaahh... — Afrodite gemeu, dor e prazer unidos na mesma intensidade, causando arrepios e confusão. O de cabelos não sabia entender, mas não queria pensar, a mão dele em seu falo o fazia esquecer o mundo, mas aqueles tapas o traziam a realidade. O que seria aquilo que ele fazia consegue? como podia sentir prazer daquele jeito?
Mask ficou ali, mas turbando, o ouvindo gemer. Mas não parou, o ouviu ofegar e o sentiu estremecer e gozar na sua mão a deixando melada, o pirata levou à mão a boca e sorveu um pouco do néctar que ele lhe deu, sentindo o sabor sem igual dele.
Afrodite sentiu o corpo amolecer e teve o queixo sustento pelo moreno que tomou seus lábios repartindo com ele o próprio sabor. Sua língua explorou aquela boca e só a soltou pela necessidade de respirar. Sorriu ao ver aquele rostinho suado e ofegante. Levantou posicionando-se atrás dele e o lambeu os lábios vendo as nádegas vermelhinhas, a abriu e lambeu fazendo o tritão quase gritar.
— Shhiii... — Levou o dedo a boca pedindo silêncio. — Não quero ouvir gritos... — Ordenou autoritário causando um arrepio na pele alva do rapaz. Tornou a lamber e depois, pouco de sêmem que tinha nas mãos, usou para lubrificá-lo. Enfiou os dedos fundos dentro dele, um, dois, três dígitos e o rapazinho ofegava e rebolava nos dedos dele, a mão livre do pirata desceu novamente sobre as nádegas dele enquanto ela estimulada. O falo do mais jovem reagiu ficando duro novamente.
— Hnn... Aaahhh... Mask... Eu quero você! Aaahh... Não faz assim... Hnn...
O pirata sorriu e o olhou sério. — Não... Tsc, tsc, tsc... Não me terá... E não me tocará! — Por isso mesmo o tinha prendido, sabia como ele ficava louco quando ele o provocava. Mask continuou seu trabalho com os dedos e Afrodite gemia rouco e baixo, embora fosse difícil e por isso mesmo às vezes escondia o rosto no travesseiro.
Afrodite não conseguia mais se controlar e quando sentiu que o rapaz ia gozar, intensificou mais as investidas dentro de si, ouviu o gemido do mais velho, e olhou de lado para tentar ver um pouco, e se surpreendeu ao vê-lo masturbar-se enquanto o fodia com os dedos. O jovem remexia-se louco, seu coração a mil, sua ereção carente, mas não conseguia mais controlar-se. Num urro de prazer derramo-se pela segunda vez aquela noite, mas o pirata também gozou fartamente melando as nádegas vermelhas do tritão com seu líquido viscoso e morno, sua semente.
Ambos sentiram-se amolecer, Afrodite escorregou deitando no colchão. Mask o soltou e o pegou em seus braços, o beijou e sentiu quando se pescoço foi rodeado pelos braços do amado.
— Eu te amo! — O rapaz declarou dentro do beijo e o pirata sentiu o coração disparar, intensificou o beijo em resposta e o levou para um banho.
Depois do banho Mask deitou com ele na cama e o fez ficar em seu peito, fazia carinhos nos fios azulados e ditou carinhoso. — Eu também te amo! — Afrodite sorriu e ambos dormiram pouco depois.
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Em outro quarto, Kanon estava com a tal dama da noite, a acariciava, e a tocava de um jeito até carinhoso para um pirata, ainda mais com a fama deles, no entanto, o homem de cabelos azuis, era carinhoso e tinha “os dedos leves”. Fora fácil tomar posso da joia que a mulher trazia consigo, e ele nem percebera, estive com ela quase que toda a noite, saiu deixando um gordo pagamento, e uma pedra nova.
Foi para seu quarto e tomou um banho e deitou-se, pensava no que fariam dali em diante, em como seria com a guarda real os seguindo. Suspirou e acabou dormindo, mas teve um sonho estranho de novo. Estava em uma casa e encontrava um homem muito parecido consigo. Tentou tocá-lo, mas ele sumiu como fumaça. Acordou sobressaltado, suado, mas voltou a dormir. Ele nem imaginava o que estava por vir.
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O dia amanheceu quente ali em Altroz, os piratas do escorpião levantaram cedo para concertar o navio. Outros foram comprar mantimentos. Milo ficou dessa vez responsável pelos que ficaram.
Sairá de seu quarto, fora buscar algo para Kamus comer. O príncipe acordara, mas sentiu-se indisposto e não saiu do quarto logo. Quando bateram a porta ele sorriu de canto, devia ser Mu ou o irmão, deu permissão para entrar, e quando a porta abriu, Mu, Afrodite e Dégel entraram.
O lilás se aproximou do amigo e sorriu:
— Bom dia! Como está?! Vou ver umas coisas com Shaka, mas eu queria te ver primeiro e te dar os parabéns! Eu sei que deve ser estranho, mas vai dar tudo certo! — Ditou o abraçando. — Não é todo dia que se conhece um homem engravida não é?!
Kamus ergueu uma sobrancelha e o olhou, queria dizer algo, mas sua voz não saia. Afrodite abriu a boca e disse calmo:
— Nossa Kamus, parabéns! Eu não sabia, nem me contou né?! — Perguntou com falso aborrecimento, Kamus ficou pálido e Dégel não conseguia exprimir nada, estava tão sem fala quanto o irmão.
Milo entrou com uma bandeja na mão e ao olhar para todos percebera o clima tenso. Kamus levantou e o olhou sério:
— Você sabia?! Em?! Sobre... É verdade Milo?! Eu estou... — Não conseguia falar e o escorpião olhou para os presentes
— Saiam! Quero ficar só com ele!
Não era um pedido, e foi obedecido em seguida. Entrou no quarto e fechou a porta atrás de si. Colocou a bandeja em cima do criado mudo e foi até o príncipe e o fez sentar.
— Sim... Eu sabia, mas deixe-me explicar antes de um julgar alteza! — Kamus assentiu e o olhou, queria entender aquela loucura. Mas o ouviria. Milo então começou a explicar. — Kamus, quando fomos à ilha das serias, você lembra que foi levando para um sacrifício? — Ele negou, e o pirata voltou a explicar. — Fomos presos, e eles te lançaram uma espécie de encantamento, e você ficou como um escravo, não pensava, só obedecia, fomos levados a um oráculo, e eu lutei por você, não deixaria ninguém lhe tocar. O oraculo, me ofereceu muitas coisas, mas eu neguei, e ele queria você... Eu lutei com um monstro e foi então que ela me disse que você tinha um fruto ai dentro. — Tocou a barriga do rapaz. — Ontem quando tivemos mesmo paz, eu pedi que Shaka o examinasse, e ele confirmou... Você carrega um filho meu.
O príncipe o olhou e levou a mão a própria barriga. — Mas... Como? Não entendo!
Milo fez sinal que não sabia: — Não sei... Não sei alteza, mas eu prometo que vou cuidar dos dois! Para sempre! Não deixarei ninguém machucá-los. Não tem ideia de como me sinto pleno, feliz e completo com em saber que teria uma família!
Kamus não disse nada, não ainda. Mas sorriu ao saber que fez Milo feliz. O pirata o puxou para si e o beijou carinhosamente. Não sabiam o que viria, mas uma coisa era certa, Milo cuidaria do que era seu.
Continua...
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