Escorpião Negro
16 Capítulo 15
Notas iniciais
Minha linda Jak mandou muito bem!
Queremos agradecer pela paciência em nos esperar... Pelas palavras de conforto para Jak!
Gratas pelos carinhos e o cap vai todo para vcs.
Boa leitura!
— Milo, pare! — Kamus implorou, a vergonha o tomou de tal forma que queria sumir dali. O pirata não brincou quando disse que iria castigá-lo por desobediência, de uma forma dolorosamente prazerosa.
Milo brincou impiedosamente, sorrindo dos pequenos gemidos que escapavam da boca do príncipe.
— Você gosta... — Milo sussurrou, e quando Kamus virou o rosto tomado num vermelho brilhante sabia que ele estava certo. Kamus resmungou, sem palavras.
A língua do pirata deslizou facilmente entre os lábios e, depois de um segundo, Kamus beijou-o em resposta, impaciente, seus quadris se moveram contra o corpo duro de Milo, esfregando-se no comprimento de seu pênis duro.
Quando Milo sentiu o corpo do príncipe amolecer por carícias desesperadas e tremendo pelo desejo, de repente o soltou. – Levante-se.
Quando o jovem se pôs de pé, Milo voltou a deslizar e tocar cada pedacinho do corpo disposto ao seu alcance. O quarto era iluminado pela luz de velas. As sombras douradas fundiam a escuridão, e parecia acariciar a pele bronzeada do pirata, e a brancura e macies do príncipe.
Milo mostrava-se com uma fome inegável. Ele olhou para o mais jovem. Kamus encontrava-se corado, e sem se mover, apenas ficou olhando, atordoado, confuso e envergonhado. Seu pênis foi pressionado com força contra a virilha.
— Ensinarei de uma vez por todas que quando eu disser, fique em segurança, você obedece, é a segunda vez que se coloca em perigo.
— Milo... — Kamus olhou como se fosse discutir, mas algo no rosto do pirata fez as palavras morreram antes de saírem. Ele fez o que ele disse e segurou-o lá, suas bochechas queimaram ao se sentir nu e exposto.
Milo o forçou virar de bruscos, e veio atrás dele, e o sopro do pirata estava fresco na parte de trás do seu pescoço, balançando seus cabelos finos em sua coluna e enviar um calafrio por ele.
As mãos se fecharam em torno de seus pulsos novamente, e levou-as para a atrás de suas costas.
A adrenalina estava fluindo através dele e olhou rapidamente por cima do ombro, encontrando-se nos olhos azuis, enquanto algo estava deslizando em seus pulsos e pressionado.
Milo tomou uma tira de couro, e rodeou os pulsos do menor com a mesma.
Kamus lutou contra as deduções, mas Milo já tinha o amarrado e não podia escapar. Sua ereção pulsava quase dolorosamente inflamada pelo medo e pelos íntimos e pequenos toques de Milo. Desesperadamente olhou por cima do ombro e viu que o pirata estava sorrindo.
Kamus estremeceu.
— Você tem medo, Kamus? — O pirata indagou, deixando o calor da pele de seu peito pressionado contra as costas de Kamus se espalhar pelo corpo menor e esmagou as mãos na sua coluna. A pele pressionada contra a pele do príncipe estava elétrica, e Kamus soltou um grito quando os dedos frios apertaram um de seus mamilos. — Vê, você é barulhento! Fique aqui, não se mova em! — Milo casualmente bateu em sua bunda, fazendo-o gritar de novo, antes de sair para o andar de cima.
Kamus estava no quarto escuro com seu pau latejando dolorosamente contra a costura da calça e sentiu a respiração em seus pulmões. Esta experiência foi muito além de qualquer coisa que tinha imaginado, mas o zumbido de sangue de Kamus. Apenas o atrito do tecido contra seu membro dolorido era quase suficiente para fazê-lo vir. A mancha molhada se espalhando através do algodão de sua roupa de baixo.
Milo reapareceu acenando com um pedaço de pele escura na mão, agarrado a um pedaço de borracha preta.
— Abra. — Milo moveu a mordaça na frente de seu rosto, brincando com as correias.
— Não! — Kamus olhou para ele com os olhos arregalados. — Não, eu vou ficar quieto, realmente, por favor...
Não pode continuar, pois Milo colocou dois dedos em sua boca e sua mandíbula estava arrombada. Kamus fez um protesto e apertou o couro segurando seus pulsos. O pirata oprimiu os dedos duros na sua língua escorregadia e caiu sobre seu pescoço até que ele era amordaçado. Antes que ele percebesse, a bola estava entre os dentes e Milo prendeu as tiras de trás da cabeça. Quando ele terminou, Milo acariciou seus cabelos e beijou o arco de seu pescoço, enquanto Kamus gemeu para a bola. A língua do príncipe sentindo seu exterior de borracha macia saboreando em sua boca.
— Olha, isso não é tão ruim. — Milo sorriu e observou-o por alguns segundos, admirando-o.
Os dedos do pirata foram abaixo da cintura, por dentro da calça e exploraram a cabeça lisa do pênis de Kamus. O príncipe, por sua vez, estremecia, gemendo em sua mordaça.
Milo ajoelhou-se, e seus dedos finalmente desfizeram-se do zíper e começou a puxar o inflamado órgão, que livre escorregou um pouco e fez seu dono suspirar de alívio.
Milo o lançou no ar fresco, sorrindo para Kamus que de desilusão gemeu e empurrou seus quadris enquanto tentava desesperadamente manter contato por tanto tempo quanto possível.
Mais uma vez, o pirata estava brincando com ele, lambeu o líquido salgado balançando a cabeça antes de mergulhar todo o caminho até o eixo em um único movimento e em êxtase, apenas a recuar novamente. Logo, Kamus grunhiu quando Milo bateu o vinco sob a cabeça sensível de seu pênis com a língua.
Os dedos frios separaram suaves os lados de seu traseiro, revelando o seu botão latejante. Kamus estremeceu diante da sensação que os dedos de Milo o causavam.
— Pare de se mexer. — Milo deslizou sua mão e deu um sonoro tapa nas nádegas empinadas.
Não tardou, e o pirata tomou o pote com a vaselina, o líquido que servia perfeitamente como lubrificante. Deixou a nota mental para que na próxima vez que fosse a terra firme, providenciasse um gel melhor, talvez perfumado.
Ele untou os dedos e lambuzou a entradinha do príncipe. Após deixar bem molhadinha, ele acariciou as pregas.
Kamus percebeu com clareza viva o que o pirata estava prestes a fazer e olhou para ele, com os olhos arregalados. Mas nada que fizesse poderia salvá-lo agora. Seu amante alisou a sua entrada enrugada entre suas nádegas, então, em um movimento repentino, forçou o seu dedo para a primeira articulação. O grito de Kamus foi abafado pela mordaça, ele tremeu. Dor e horror crescente passaram por ele.
— Muito bem, querido. — Ouviu Milo sussurrar. Kamus ainda tentou fugir um pouco para longe do dedo sondagem, mas Milo fortemente o atraiu novamente para si, puxando com força. Kamus bateu impotente sobre a cama. — Você tem alguns problemas de obediência, Kamus! Fique quieto. Empurre para fora, isso ajuda.
O dedo afundou mais, provocando arrepios estranhos no menor. Milo esfregou as paredes internas colocando mais pressão, e tudo que Kamus podia fazer era fechar os olhos e morder a mordaça.
Milo trabalhou seu dedo molhado dentro e fora da abertura e Kamus reclamou. Mas a dor diminuiu gradativa e gradualmente, misturado ao calor intenso que nascia e se espalhava em torno de seu corpo, fluindo quente como um rio até a sua coluna, girando em uma espiral em torno de seu sexo dolorido.
Milo deslizou um segundo dedo dentro dele facilmente, estendendo-se para além-horizontal. Ele continuou a explorar fazendo um prazer secreto surgir, e fez Kamus gemer incontrolavelmente.
— Bom menino. — Milo disse novamente.
Uma gota de pré-sêmen emergiu do pênis carente de Kamus, e dela flutuou como uma aranha até o tapete e pressionou seu corpo. Ele sabia que estava na borda com os dedos invadindo e com a aprovação de Milo, sem tocar seu sexo. Seu corpo balançou para trás contra a mão Milo com um crescente desespero, sentindo uma onda quente de prazer de profundidade.
Mas, sem aviso prévio, os dedos de Milo se retiraram. Kamus gemeu em desespero e, novamente, o calor radiante de seu orgasmo quase diminuiu, e frustrado quando seu pênis era pura agonia. Seu buraco sentia-se estranhamente vazio e frio, se sentia diferente do que antes. Ele percebeu que queria fazer amor com Milo, olhou por cima do ombro com olhos suplicantes.
O pirata soltou um rosnado baixo de luxúria, acariciando algumas vezes seu pau antes de chegar em torno de um Kamus trêmulo e suado. Uma mão deslizou por seu longo eixo, Kamus quase chegou e gozou perante o prazer insuportavelmente quente para o seu pênis.
Sem qualquer delicadeza, Milo puxou o cabelo Kamus, e o colocou de joelhos na cama, pressionado contra a cabeceira do móvel. A cabeça dura de seu pênis empurrou-se dolorosamente na entrada do príncipe por uma fração de segundos, toda a sua extensão enorme de percorreu todo o caminho dentro dele, o fazendo rosnar. Milo bateu de novo e de novo e de novo, Kamus estava chorando de dor, no entanto, enquanto isso, o líquido branco quente escorria de seu pau por suas coxas.
Seu sêmen quente manchou a madeira da cabeceira da cama, ao que seu corpo inteiro estava em chamas e sabia que ele estava chorando e não se importava.
Milo continuou batendo impiedosamente.
Kamus sentiu um novo tipo de prazer. O mundo estava se tornando confuso e escuro em torno dele, ele não se importava, seu prazer era enorme.
“Pelo menos, eu poderia morrer feliz.” O príncipe pensou consigo.
Depois do que pareceram ondas intermináveis de prazer do orgasmo, Kamus caiu em uma névoa quente e caiu sobre a cama. Milo tinha abrandado, mas não tinha parado e, com cada impulso lento e difícil, enviando um tremor através de seu corpo exaustão delicioso.
O calor rapidamente se levantou novamente nele, torceu a língua ao redor da mordaça ainda estava em sua boca e saiu balançando para frente e para trás com o ritmo da invasão do Milo. Ele sentiu que sua pele estava se pondo extremamente sensível onde às palmas quentes de Milo esfregava, contra seus quadris, seu pênis em naufrágio de novo e de novo foi o sentimento mais forte de sua vida, tremendo e mexendo alguma coisa dentro de seu coração. Antes mesmo que pudesse entender o que estava acontecendo, ele estava à beira do orgasmo novamente, e a dor de sua violação tinha subido a uma febre tão irresistível e tinha uma vibração requintada dentro, como se uma corda se rasgou em profundidade.
Milo moveu a cabeça para trás, enterrando-se ao máximo. Mais rápido. De repente, ele estava martelando em cima da mesa com uma força incrível, Kamus engasgou indefeso nas garras do predador.
Milo transou com ele com tanta força que ele sentiu como se fosse quebrar em dois.
O pirata soltou um rugido gutural e, inclinando-se sobre ele, respirando com dificuldade em seu ouvido.
— Venha para mim. — Milo disse batendo contra o príncipe mais e mais.
Kamus veio em um esforço desesperado. Seu pênis latejava dolorosamente, um respingo grande de chuva caiu, e uma gota escorreu por sua coxa. Ele estava gritando abafado. Seu ânus estremeceu quando Milo deu uma estocada profunda e forte.
O pirata estava gemendo triunfante quando o próprio prazer veio ao que seu pau jorrou em golfadas potentes o próprio prazer.
Kamus sentiu o líquido quente enchendo-o até que não poderia ter mais, o pirata veio em tão grande escalada, que o líquido vazou atrás do pau, através dos lados de seu buraco uma vez virgem e fazendo-a brilhar na fenda de sua bunda. Levou um longo tempo para parar seus impulsos.
Parecia uma eternidade e estavam exaustos, queimando seus corpos um contra o outro.
Os dedos do pirata acariciaram os cabelos lisos de Kamus, a cama rangeu quando o criminoso se moveu, e fez ambos caírem deitados no leito, amontoados, envolto em um abraço um ao outro com uma necessidade lenta e relaxada.
O calor glorioso de seu amor foi preservado no espaço onde seus corpos foram amontoados. Milo desfez da mordaça da boca de Kamus, mas o príncipe não conseguia pensar em nada para dizer. Ele simplesmente estava lá, cansado e com os músculos de sua mandíbula cansada.
Depois de um tempo eles se encontravam um de frente para o outro. Kamus estava exausto e delirante, nadando em uma névoa quente. Milo estava sem fôlego também, mas uma surpresa vagou em seus olhos.
Ele estreitou os olhos em descrença. Depois de um tempo, Kamus começou a olhar com curiosidade, depois com nervosismo, assumindo que algo estava errado.
— Kamus! — Milo disse, finalmente. — Não se coloque mais em perigoso. Sei que sua intenção foi nobre, e fico feliz que se preocupe comigo, mas não quero vê-lo correr risco. É meu dever protegê-lo. — Disse firme.
Kamus se sentiu aquecido. Mesmo que houvesse sido castigado, e levado a prazeres únicos, seu coração aqueceu ao saber que o outro se importava consigo, que queria seu melhor.
— Sim, sim. — Kamus afirmou ao que recebeu o sorriso de Milo. — Não fique arrogante. — Falou com um jeito só dele e ficaram ali. Consumidos pelo cansaço entorpecente, ambos caíram no sono. Aquele dia havia sido cheio.
Kamus se achava mergulhado em um sono profundo quando um estrondo o despertou. Ainda sonolento, o príncipe sentou na cama, fazendo uma careta de dor. Somente assim reparou que encontrava vestindo um pijama de tecido leve e branco, e que Milo não se encontrava no quarto. Sentiu a falta dele, gostava de acordar envolta dos braços dele. E antes que se aventurasse a encontra-lo, uma voz se fez presente.
— Até que enfim acordou! Como consegue dormir com o céu desabando? — Dite Perguntou.
Então Kamus reparou que Mu e Afrodite achavam-se em seu quarto, os dois encontravam-se sentado nas cadeiras em frente a mesa com tabuleiro de damas, mas a muito desistiram de jogar. Não dava com o navio se movendo tanto.
— O quê?
— Tempestade! Temos ordem de ficarmos aqui até passar. — Mu disse. Ele olhou para seu esposo que entrava no quarto. Shaka trancou a porta e escondeu a chave. Ele se desdobrou para fechá-la e ainda carrega a bandeja com alimento para os menores.
— Nem pensar, não irá sair daqui! — Shaka disse quando viu Kamus se mover na cama. — O capitão ordenou, e ficará aqui!
Kamus bufou e voltou a sentar-se. Talvez devesse obedecer dessa vez. Apesar do prazer, seu corpo sofria pelo recente ‘castigo’.
Enquanto eles se achavam na segurança da cabine, lá fora uma guerra parecia acontece... O céu parecia duelar com os ventos e chuva... O mar era a vítima de tal inimizade, e quem encontrasse naquela imensidão, não tinha como fugir.
A escuridão cobria tudo, mesmo que ainda fosse às primeiras horas do dia, e a madeira da embarcação chorava diante de tais maus-tratos.
Os piratas encontravam-se a todo vapor. Sem ligar para as gotas da chuva, que mais pareciam agulhas afiadas, ou os ventos que projetava para jogá-los no castigado mar, eles dava tudo de si pelo amado navio e a sobrevivência de todos.
Kanon que comandava a parte da proa ordenando para que todos os homens amarrarem cordas em volta de suas cinturas e coloca-las contra algo firme, a fim de não serem lançados no revoltado mar.
Mask que cuidava das partes internas do navio comandava a preservação dos alimentos, agua potáveis e armamento. Não poderia correr o risco de ter alguma rachadura no porão do navio, do contrário seria naufrágio na certa, e fora que perder os alimentos seria morrer de fome. Não dava para irem a qualquer loja para comprar mais quando se achavam a milhas de distancia do próximo monte de terra.
Aioria e Shura lidavam com as velas no ar, junto com outros homens, e finalmente Milo tentava manter seu amado e valente Escorpião nos eixos. A pior parte de uma tempestade era controlar o leme, garantir que não perderiam o prumo, que virariam ou bateriam em rochedos.
Shaka, novamente, a pedido do Capitão, ficou cuidando dos menores, porém dessa vez trancou a porta, para garantir que o príncipe não saísse em ato heroico.
Kamus estava irritado, queria ir ajudar Milo, todo castigo que passara não o ensinara nada. O príncipe estava em completo desespero, mas sem muita saída, apenas sentou-se emburrado junto a Mu e Afrodite. Ambos estavam nervosos, afinal, se os piratas não conseguissem segurar o navio, todos morreriam.
No lado de fora, Milo e os outros faziam um esforço tremendo para manter o Escorpião em seu prumo. Contudo então para seu desespero, a chuva parecia criar vida, logo a água parecia lapear os piratas, e Aioria somente não foi jogado longe, por que Shura o segurou. As cordas não tinham forças suficientes para segurá-los.
Logo uma onda enorme começou a se formar, e os homens do negreiro arregalaram seus olhos. Milo em um misto de medo e ira moveu o leme e jogou como poder o navio para o lado escapando por pouco daquele turbilhão de água. Logo outra onda se formou e parecia que ela tinha vida própria. Claro que o mar tinha sua vida própria, mas aquelas águas estavam... ‘atacando’.
O escorpião olhou para os lados e não havia ninguém perto suficiente. Milo fazia o que podia para desviar das ondas, mas era um navio e não um cavalo. Lembrou-se do ouro que tinha que ofertas, pois a névoa não havia os deixado ver, e o tempo se fechara rápido, podiam estar no mar das serias. Viu um pirata passar por perto de si e gritou:
— Chame Shaka, preciso dele aqui!
O rapaz assentiu e correu como pode até a cabine onde o loiro estava bateu e o médico abriu, foi para o lado de fora e trancou a porta deixando os pequenos lá dentro. Seguiu o rapaz e ao chegar a Milo já se encontrava encharcado. O capitão o olhou e ordenou:
— O ouro... Penso que seja hora de jogar na água!
Milo segurou forte o leme quando o navio fora sacudido fortemente, Shaka segurou-se onde podia para não cair. Ao chegar ao local arrastou o que tinha sido separado para isso e se aproximou da borda do navio. E devagar, como num ritual religioso, ele atirou ao mar uma peça de cada vez.
Mas quando tinha atirado à terceira, uma tiara muito bem trabalhada e cheia de perolas. Algo inesperado aconteceu, a tempestade agitou-se ainda mais. E o mar agora parecia que ia engoli-los, o médico olhou para Milo e ambos ficaram perturbados, estava indo bem... Ao menos achavam que sim!
Logo uma onde imensa emergiu e todos ficaram apavorados, não havia o que fazer, no que a onda transformou-se em uma mão e essa desceu de encontro ao médico e o atirou longe. Shaka bateu fortemente de encontro a um mastro e desmaiou:
— Shakaaaa! — Milo gritou enfurecido e preocupado. Seu sangue fervia de raiva. Aioria pediu que Shura pegasse o loiro, mas nenhum deles pode descer. Os ventos tornaram-se extremamente fortes e logo partes das velas se rasgaram, e ver seu navio ser destruído não era algo que fosse agradável, nem a seus piratas e muito menos a seu capitão.
Enfurecido Milo soltou o leme e todos sentiram o barco perder o prumo. No quarto os pequenos foram jogados de um lado para o outro. Kamus estava muito perturbado e falou apavorado:
— Não posso mais, ele precisa de mim! — Falou e tentou abrir a porta, mas era difícil, não tinha forças para aquilo, mas Mu e Afrodite também sentiam seus corações apertados.
Enfurecido Kamus sentiu seu sangue ferver, e uma rajada de energia tomou conta de si, e com espanto, os dois amigos, viram a porta voar longe. E o os olhos do príncipe adquiriram uma cor diferente, onde ele passava as coisas saiam de sua frente, não precisou se segurar em nada.
Mu e Afrodite seguiram com ele, e ao chegarem à proa, puderam ver o caos. O leme girava desordenado, e os piratas tentavam conter as coisas, os olhos do príncipe estavam se arregalaram novamente ao ver o capitão com sua espada em punho indo em direção a grande onda em forma de mão.
Mu sentiu o coração partido ao ver Shaka desacordado e correu até ele, era como se os três pequenos não pudessem sentir os ventos, ou o balanço do mar.
Kamus correu e segurou o leme, fora forte mais uma vez, mas seus olhos ainda eram um brilho diferente.
Mu chegou ao loiro e tocou em seu rosto: — Shaka... Acorda amor! Shaka não... Não me deixe...
O médico estava desacordado por causa da grande pancada, mas ouvir distante a voz de seu amado esposo o fez abrir os olhos lentamente. Desfocados num primeiro momentos, seus orbes azuis estavam distantes, mas só vê-lo abrir os olhos, fez o coração do lilás bater aliviado, ele abraçou o médico e assim que ele conseguisse, o levantaria.
Afrodite correu até Milo e falou perturbado e apavorado:
— O que está fazendo capitão?! Está louco?! Não pode lutar...
Milo o olhou, e seus olhos eram tão cruéis que o rapaz teve medo, e dera um passo atrás, o escorpião olhou enfurecido ao vê-lo ali, e seus olhos correram em busca de alguém e estreitou seus orbes azuis ao encontrá-lo, diabos, ele era mesmo teimoso! Mas ao mesmo tempo, estava orgulhoso, Kamus era seu homem, afinal, tinha corrido em seu auxílio, e em socorro ao navio.
Olhou novamente para Afrodite e falou entre dentes:
— E o que queria? Que eu deixasse isso ai acabar com meu navio sem lutar? Nunca... Eu não perco nada sem lutar! E não vou perder meu navio... — O pirata voltou a lutar quando a aquela ‘mão’ veio em sua direção, ele passava a espada, mas nada acontecia apenas à via passar por dentro daquela água, mas nada a fazia parar. — Eu já joguei as malditas joias e nada! O que quer monstro?! O que deseja?! Por que me ataca?!
Um sorriso foi ouvido em seguida às perguntas de Milo, a mão de água parou seu ataque e desceu com tudo em direção a Afrodite, mas não conseguiu tocá-lo, e isso a enfureceu, o jovem estava intocável. Milo sorriu de canto, estava sem palavras, nem ele mesmo entendia como, mas isso o deixava mais tranquilo.
— Saia daqui Afrodite, ajude Mu a levar Shaka para outro lugar.
Mascara da morte foi ajudar, mas chegou ao momento em que a grande mão de água tentava pegar Afrodite e tentou alcançá-lo, mas não conseguia sair do canto, suas pernas estavam presas ao nada, como que coladas ao chão do navio.
Afrodite se afastou depois das ordens de Milo e foi mesmo ajudar o lilás. Milo continuaria a lutar, mas a mão desceu com tudo e agarrou o capitão, apertando-o entre seus dedos de água. Milo gritou de ódio ao sentir sua espada cair e a mão abaixar o levando para o mar. Morreria agora... Mas ainda lutaria quanto desse.
Kamus gritou em desespero:
— Miloooo... — O príncipe tinha seus fios verdes petróleo esvoaçando ao vento forte, e pareciam bater contra seu rosto deixando marcas como se levasse uma surra. Soltou o leme e correu em direção ao capitão, mas dessa vez Mask o segurou.
O monstro de água levou Milo para as profundezas e quando entrou na água a surpresa do capitão fora grande, uma bela mulher o olhava, tinha um rosto impecavelmente belo, seus seios eram cobertos pelos fios que boiavam bem a frente deles e a parte de baixo era um peixe. Ela tinha um ar superior e parecia muito, mas muito irritada, a tiara que Shaka havia jogado ao mar, estava em sua cabeça.
— Onde ele está?! Por que o levou?!
Milo não entendeu bem, mas então perguntou. — Não sei do que está falando?! Quem!? Eu não levei ninguém... — Ele em pensamento, visto que estava submerso no mar, mas de alguma forma sabia que ela ouvia. ditou sem abaixar sua cabeça, ou demonstrar medo.
A mulher sorriu: — Mentiroso! Eu o vi... Ele está em seu navio... E essa tiara pertence a ele... O jovem de fios azuis... Eu o quero! — A voz saia imperiosa, e autoritária.
Milo arregalou os olhos, agora lembrou-se que Afrodite dissera que era dali, mas de forma alguma o deixaria. — Não! Fala de Afrodite... Mas eu não o peguei, um de meus homens salvou a vida dele, o tirou das mãos do homem que o aprisionava, ele é livre... Se ele quiser ficar, ele fica... Mas se não... Ele vai comigo... Não o deixarei, dentro daquele navio, todos confiam a mim suas vidas, e não traí-los!
A sereia o olhou enfurecido: — Então... Deixe-me vê-lo! — Fora uma ordem, mas ao mesmo tempo um pedido, ela se aproximou do Escorpião e tocou-lhe o rosto. Levou sua boca até a dele e o beijou... Muitos caiam em sua sedução, mas Milo, o escorpião, esse não caiu, por que ele não sentia atração por mulheres.
Sentiu seus lábios serem tomados e como estava preso nada pode fazer. Quando a sereia soltou seus lábios ele a olhou e falou sem paciência:
— Eu já tenho alguém, não estou interessado em outra pessoa, e se quer falar com ele, suba... Fale com ele dentro do meu navio. Mas aqui embaixo, onde pode fugir com ele, nem pensar.
A mulher ficou enfurecida, e ao mesmo tempo perplexa, ele não foi enfeitiçado com seu beijo, não se sentiu seduzido. — Mas como!? — Ela perguntou baixo, mas o olhar de Milo era intenso e falou: — Eu vou... Em seu navio!
Milo assentiu e ambos subiram a superfície.
Kamus estava inconsolável e era sustento pelos braços fortes de Mask. Todos lamentavam, mas nenhum dele ainda puderam se mexer, estavam presos em seus lugares, impotentes.
Mas seus olhos se arregalaram quando uma nova onde surgiu e com ela, Milo e uma bela mulher foram trazidos. Colocados no navio, a loira procurou Afrodite com os olhos:
O jovem estava sem palavras, respirou fundo e foi até ela. Ajoelhou-se diante dela:
— Minha rainha...
A mulher sorriu de canto e seus olhos brilharam, se aproximou dele e o fez levantar e o abraçou:
— Meu filho... Achei que houvesse morrido, até vê-lo ao lado desse humano. Por quê?! O que aconteceu!? Esse homem diz que está nesse navio por vontade, que um desses piratas salvou sua vida... Isso é verdade?
Afrodite suspirou e olhou para Milo: — Capitão... Posso... Conversar a sós?!
Milo assentiu, não negaria aquilo a uma mãe e um filho, ouvira bem ela o chamar de filho. Afrodite levou a mulher consigo e ao passar por Mask o olhou com intensidade e seguiu até a cabine que o pirata dissera ser sua, eles entraram e ele a fez sentar ali.
— Mãe... O capitão fala a verdade... Fui levado sim, mas por seu irmão... Ele não queria que eu assumisse o trono... E me vendeu a um comerciante de escravos... E um deles me salvou sim... E eu sou livre... Posso escolher o que quero fazer e não quero voltar, não agora... Eu não estou pronto...
A rainha das sereias, Maena era mãe de Afrodite, e há muito tempo seu filho sumira. Seu irmão dissera que ele fora levado, mas desde então se tornara seu braço direito. Ela levou à mão a boca e mostrava-se enfurecida. E a tempestade recomeçou. Afrodite ao ouvir o som dos trovões a abraçou: — Não... Por favor... Vamos afundar! Não faça isso!
Ela o olhou e tocando seu queixo o fez olhar para si, encarou os orbes azuis do filho e perguntou firme:
— Está... Apaixonado!?
Afrodite corou na hora e abaixou o olhar. Seu povo costumava seduzir e nunca, ou quase nunca se apaixonar. — S-si-sim...
Ela o afastou de si e sorriu: — Por um humano?! Assim como eu... É Afrodite seu pai é um humano... Mas isso é uma longa história... O que faz voltando aqui, se não deseja ficar?! — Ela perguntou firme e tomando uma postura mais enérgica.
O jovem lhe contou o que sabia, não era muito. Mas a Sereia entendeu, tirou a tiara e a transformou em uma pulseira e colocou no braço do filho:
— Então lhe desejo a felicidade e seja leal ao povo que escolheu viver... Essa joia servira de comunicação, então... Se precisar de mim, ou se quiser me ver... Basta pensar e desejar e me chamar... E nos encontraremos... Seja feliz meu filho! — Ela saiu dali e passou por Milo: — Tem minha permissão para passar escorpião! Quando voltar... Apenas jogue ao mar uma joia, algo que lhe seja caro! Saberei reconhecer!
Após suas palavras a bela mulher jogou-se ao mar, e imediatamente, as águas se acalmaram, a chuva sessou e os céus ficaram límpidos novamente, e puderam avistar terras muito próximas deles, os piratas sentiram-se finalmente livres e assim um urro de alegria percorreu o navio. Milo se aproximou de Kamus e o príncipe jogou-se em seus braços sem proferir nada, apenas o apertou firme.
Aioria, Shura e Kanon se aproximaram, mas nada era preciso falar, alegria o e alívio estava estampado no rosto deles. Shaka se aproximou, estava zonzo, mas nada demais.
— Mas o que foi aquilo!? E como saiu?! O deixei trancado!? — Ele perguntou olhando para Mu e Kamus, Afrodite ficara no quarto.
Kamus o olhou e falou calmo: — Não sei... A porta foi arremessada longe e nem me pergunte como... Eu não sei! — O príncipe ditou.
Milo não entendeu bem aquilo. E olhando para Shaka o viu machucado: — Muito bem, sigamos para terra firme... O Escorpião precisa de reparos... E não vamos nos demorar aqui! — Falou sério e levou Kamus consigo: — Me desobedeceu novamente... O que terei de fazer para que me obedeça?! — Perguntou um tanto irritado, mas o beijou, tivera medo que algo acontecesse a ele.
Na cabine Afrodite estava sentado e olhava a pulseira em seu pulso e logo sentiu a presença do outro, mordeu os lábios, não sabia como explicaria nada a ele, não que devesse, mas sentia necessidade de falar e medo que ele o rejeitasse. O pirata durão se aproximou e o puxou para si, o abraçando forte, tocou o queixo o fazendo olhar para si e o beijou do seu jeito, mas dessa vez não o loirinho não fugiu, e passou os braços pelo pescoço dele e deixou-se ser beijado.
As terras de Led estavam à frente, mas o coração de Milo ainda não estava seguro, por algum motivo algo lhe dizia que não seria fácil. Mas agora... Pelo menos até chegar a terra, o de cabelos azuis não podia nem dar um “corretivo” em seu príncipe teimoso, o navio precisava dele! Mas não o deixou só... Foi até o leme e o segurou, deixou que Kamus sentasse a seu lado e seguia em frente a todo vapor. O que ao aguardava em Led?! Logo saberiam...
Continua...
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