Erros do Passado
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Acho que ficou enorme, espero que gostem!!!
Isabella aproximou-se do espelho, olhando-se. Ajeitou o vestido e o penteado, fazendo questão de estar composta para o jantar. Inspirou fundo reunindo coragem para enfrentar a refeição em família. Já imaginando todos os olhares postos nela. Principalmente os de condenação do seu Pai. Edward provavelmente já teria contado sobre o acontecimento dessa tarde.
— Já vais descer? – Perguntou Alice, espreitando na porta. Assustando Isabella com a surpresa.
— Sim, desço contigo.
— O almoço foi bastante proveitoso – Informou-a a cunhada enquanto caminhavam até ao salão – Conversamos bastante. Dean abriu-se comigo de uma forma que nunca tinha feito.
— Fico feliz em sabe-lo.
Quando entraram no salão de refeições, o seu pai conversava animadamente com o tio Anthony. A sua Mãe, a tia e as gémeas estavam no sofá contemplando as compras que tinham feito na cidade durante a tarde. Edward e Dean conversavam a um canto.
Isabella estranhou toda a calmaria daquela situação. Aguardara uma recepção bem diferente. A sua apreensão devia-se principalmente á reacção que o seu Pai teria, uma vez que, ele já a havia terminantemente proibido de passear ou de ir até á lagoa sozinha. Observou Edward que sereno, continuava a conversa com Dean. Percebeu que provavelmente se tinha enganado quando conjecturou que ele falaria com o seu Pai sobre o ocorrido. Surpreendeu-se, pois pelo que supôs da reacção dele naquela tarde, Edward parecia partilhar com o seu Pai o gosto pela perseguição. Olhou-o novamente mas ele não a olhou de volta. Parecia ignorar a sua entrada no salão.
Até mesmo quando se sentaram á mesa, ele sentou-se ao seu lado, mas não lhe dirigiu a palavra e evitou sempre o seu olhar.
— Isabella, foi uma pena não teres vindo connosco hoje de tarde – Contou-lhe Adriel – Encontramos o Edward na cidade.
— Acho que ele estava á espera de encontrar-te – Completou Eval, daquela forma brincalhona e trocista com que ela sempre abordava os assuntos, o que por vezes irritava imenso a irmã mais velha.
— Esperava mesmo – Disse Edward, rindo cúmplice com Eval, divertindo-a – Afinal fui obrigado a ausentar-me da lua-de-mel devido a negócios profundamente entediantes. Quando pude escapar, tudo o que me apetecia era poder desfrutar de um passeio com a minha esposa pela cidade.
Edward depositou então, finalmente, seu olhar sobre Isabella. Ela engoliu em seco incomodada com a conversa e nada disse. Mirou as suas irmãs. Elas adoravam realmente Edward. Ele ria com elas e participava nas suas conversas, incentivando as suas tolices. Elas o idolatravam porque ele dava-lhes toda a atenção e nunca as repreendia como o pai e o Dean, habitualmente faziam.
— Sempre ficaste por casa Isabella? – Perguntou-lhe o Pai.
Ela engoliu novamente em seco, apanhada de surpresa pela pergunta. Não sabia ao certo o que responder pois não tinha certeza de que Edward não tinha de facto conversado com ele.
— Sim meu tio, foi onde a encontrei – Respondeu Edward por ela – Minha tia disse-me, quando a encontrei na cidade, que ela tinha ficado por casa e eu vim para cá.
Isabella respirou fundo aliviada. Só Alice e Edward tinham reparado na sua aflição. Esta última olhava-a curiosa.
— Edward, o teu pai contava-me que os negócios não correram bem – Disse Charlie, continuando a conversa.
— Infelizmente meu tio. Tinha em vista a compra de uma propriedade que pertencia ao duque. Mas ao que parece ele já fechou o negócio com outros interessados.
— Não chegaram a saber quem adquiriu a propriedade?
— Os Salvatore ao que parece.
Dean engasgou-se com a comida naquele mesmo instante. Tossindo aflito insistentemente. Isabella passou-lhe um copo de água e só ela se apercebeu que os olhos arregalados do irmão se deviam apenas ao simples prenunciar daquele nome. O rosto dele ficou subitamente branco, como se tivesse sido privado de toda a corrente sanguínea.
- Os Salvatore? – Perguntou Charlie admirado.
— Os conhece meu tio? – Indagou Edward.
— Não, só de nome. São desses novos-ricos que surgem por ai. Não gosto de me relacionar com esse tipo de gente. São como ratazanas que se aventuram a deixar os esgotos. Só porque tem posses acham-se ao mesmo nível que nós, os homens de honra e valor, que carregam um brasão, um nome que perdurou através de gerações. Pois eu digo que nunca serão como nós, por mais dinheiro que tenham. Sabe-se lá roubado de quem.
— Não são pessoas como nós meu Pai? – Intrometeu-se Isabella – O senhor não faz mais nada além de tirar conclusões precipitadas á cerca de toda a gente? Se são de origens humildes e conseguiram subiu na vida, devemos dar-lhes todo o valor. Muito esforço e sacrifícios devem ter feito para chegarem ao ponto de poderem competir financeiramente com o meu tio.
— Não metas onde não és chamada – Respondeu-lhe Charlie cruelmente.
Edward observou o tio escandalizado com as palavras rudes que ele dirigira a Isabella. Olhou-a de seguida e pôde perceber o seu incómodo devido á humilhação que o Pai a fizera passar.
- Meu tio, peço-lhe desculpa mas tenho que discordar. Isto é uma conversa em família, qualquer um de nós tem todo o direito de opinar – Declarou Edward — Isabella tem a sua razão, uma vez que o Duque parece tê-los em muito boa estima.
Charlie mirou Edward desagradado, claramente surpreendido com a atitude dele. Não estava habituado a ser contrariado e desautorizado na frente da sua família. Mas sentiu-se impotente para responder.
— Edward, o teu tio tem toda a razão. O Duque que não olhe para os próprios bolsos que os verá ficarem mais leves. Pode já muito bem ter sido ludibriado neste negócio – Comentou Anthony.
- Seria muito bem feito. Para ele apreender de uma vez que não se deve negociar com essas pessoas – Declarou Charlie furioso.
- Pois se queres saber meu cunhado, considerei esta como uma grave ofensa da parte do Duque.
- Ora não exagere meu Pai. Com certeza eles fizeram uma oferta melhor e o Duque aceitou. Sabe muito bem que ele é um homem superior a esses preconceitos sociais – Acrescentou Edward, pondo um fim á conversa sobre a propriedade vendida aos Salvatore.
No entanto, a discussão sobre negócios perdurou todo o jantar. Entediando todas as mulheres. Incluindo Isabella que, apesar da intervenção de Edward a seu favor, decidiu alhear-se da conversa por forma a evitar mais situação desagradáveis. Dean, tal como ela, permaneceu alheio durante o resto da refeição. Isabella o observava, ainda curiosa com a sua reacção ao pronunciar do nome dos Salvatore e com o esforço que fazia para se recompor evitando que notassem o seu desconforto.
No final todos se dirigiram á sala de estar. Enquanto Edward, Dean, o pai e o tio jogavam cartas, a mãe e a tia bordavam, as gémeas passarinham impacientes de um lado para o outro da sala.
— Isabella, Alice, vamos dançar – Pediu Adriel – Como costumávamos sempre fazer.
— Sim, por favor, a Mãe toca para nós – Pedinchou também Eval, apoiando como sempre a irmã.
— Hoje não meninas – Respondeu Renné.
— Edward dá-nos uma ajuda. Tenho a certeza que a Mãe não nega um pedido teu – Pediu Adriel.
— Sim, por favor. Não gostarias de dançar com Isabella? – Acrescentou Eval.
— Certamente que sim – Respondeu, olhando a esposa de soslaio – Mas ouviram a vossa Mãe. Ela disse que não e nós temos que respeitar.
— Sim, vocês ouviram a Mãe, ninguém está com disposição para os vossos bailes – Respondeu Isabella rudemente, irritada com as irmãs por estarem constantemente a tentar forçar a situação.
— Isabella não fales assim com as tuas irmãs – Ordenou Renné – Vá lá então meninas, uma dança apenas. Não tarda, seremos menos cá em casa e não haverão motivos para festejos. Elas tem toda a razão, se há altura para nos divertirmos é agora que estamos todos juntos.
Renné sentou-se então ao piano e começou a tocar.
Costumavam fazer isso em família inúmeras vezes. Para ajudar a passar o tempo e conviverem entre todos. Isabella costumava adorar aqueles serões, tão bem passados. O pai costumava ser o seu par habitual. Divertida rodopiava nos seus braços aprendendo pela sua mão todos os passos de dança. Mas agora não se sentia com a disposição apropriada para bailaricos e acertou as irmãs com um olhar reprovador. Alice pareceu feliz com a oportunidade de dançar com Dean e apressou-se a puxá-lo para o centro do salão. A eles juntaram-se animados os pais de Edward. Isabella caminhou contrariada até Edward vendo que o Pai a mirava e que todos iriam estranhar se ela não tirasse o marido para uma dança.
— Vens dançar? – Perguntou-lhe a contragosto.
— Não, o teu pai faz-te companhia – Respondeu Edward com uma certa brusquidão – Por favor meu tio, acompanhe Isabella. Sei que por certo sentirá muitas vezes falta da companhia dela.
— Tens toca a razão Edward – Respondeu Charlie, que levantando-se, estendeu a mão à filha.
Isabella sentia imensas saudades de dançar com Pai. De rir e divertir-se na sua companhia. Mas ela já não o via da mesma forma. Era um herói transformado em tirano. Então, o seu modo de agir com ele também mudara. A relação entre eles jamais voltaria a ser igual. Não depois dele a ter magoado tanto.
— Edward tem razão, vou sentir imenso a tua falta – Murmurou Charlie ao ouvido dela.
— Tal como eu o senhor sentirá falta de um tempo que já passou. Tinha um pai que amava e admirava a filha pelo que ela verdadeiramente era. Agora tenho um que constantemente me critica e controla, impondo-me as suas soberanas vontades.
— As tuas palavras entristecem-me o coração. Mas só o tempo te mostrará o quanto estás enganada a respeito do teu Pai, que tudo faz para que sejas feliz – Disse-lhe Charlie – Edward dança agora tu com Isabella. O seu velho pai já não tem nenhum novo passo para lhe ensinar.
Edward aproximou-se então da esposa e tomou-a nos seus braços. Encostando o seu corpo ao dela. Isabella sentiu-se inundada pelo cheiro dele. O mesmo que sentira no seu corpo nessa mesma manhã. Arrepiou-se com o seu toque. Observou-o de esguelha esperando alguma reacção ou palavra da sua parte. Contudo, ele manteve-se sereno, conduzindo a dança e não lhe falou.
— Vou-me retirar-lhe, estou cansado – Sussurrou-lhe ele ao ouvido, algum tempo depois.
— Eu vou contigo.
— Não é necessário. Fica e aproveita a companhia deles. Estão todos animados.
— Não me parece bem. Vão por certo estranhar que eu queira ficar.
— Faz como entenderes então.
Edward despediu-se então e Isabella seguiu-o. Quando chegaram ao quarto, ele abriu a porta e afastou-se para que ela entrasse.
- Entra. Eu dou-te um momento a sós – Disse Edward friamente.
Isabella entrou no quarto e foi envolvida por um silêncio avassalador. Ainda olhou para trás confusa. Edward já havia fechado a porta e permaneceu do lado fora. Ela não conseguia entender aquela atitude. Na verdade não conseguia entender nenhum dos actos dele desde do ocorrido naquela tarde. Despiu-se e enfiou-se na cama. Sentia-se completamente indignada e triste. Entregue a um pesadelo. Lágrimas soltaram-se dos seus olhos. Aparentemente nada seria fácil de resolver na sua vida e naquele casamento. Tal como inicialmente tinha previsto. Daria tudo para estar sozinha no seu quarto. No entanto ali estava. Obrigada àquela situação.
Edward entrou pouco depois. Despiu-se e Isabella sentiu-o entrar na cama. Posicionando-se de modo a ficar de costas voltadas para ela. O peso daquele silêncio era uma enorme tortura e tudo o que queria era adormecer. Contudo, o sono teimava em não surgir. Apercebeu-se que o mesmo acontecia com ele. Permaneceram assim durante um tempo que lhe pareceu infinito até que, o cansaço finalmente venceu e se deixou adormecer por fim.
Na manhã seguinte quando Isabella acordou, percebeu que estava sozinha no quarto, remexeu-se na cama à-vontade e abriu os olhos com dificuldade. Logo instantaneamente afloraram á sua mente as memorias dos eventos ocorridos no dia anterior e o seu estômago contraiu-se com o desconforto. Puxou o lençol para cima da sua cabeça, cobrindo-se completamente. Foi envolta numa completa letargia e falta de vontade de encarar o mundo. Permaneceu assim tentando reunir a coragem necessária para se levantar.
De repente a porta do quarto abriu-se, sobressaltando-a. Descobriu a cabeça, voltou-se para a porta e viu Edward entrar.
- Bom dia – Cumprimentou-a.
- Bom dia – murmurou a custo.
- Temos que conversar sobre o que se passou ontem.
- Não te preocupes, já deixaste bem clara a tua posição. Se quiseres que fique trancada em casa é isso que farei. Já estou demasiado habituada à opressão do meu Pai para me importar com a tua.
Edward sentou-se junto dela e passou a mão, suavemente pelo seu rosto.
- Realmente é isso que pensas de mim? – Perguntou-lhe magoado — Sinceramente achei que me conhecias melhor que isso. Ao que parece, enganei-me.
- Não é o que eu penso. Foi o que a tua atitude demonstrou.
- A minha atitude? Mas será que tu não tens noção do perigo Isabella? Nós não podemos fazer tudo o que queremos sem pensar nas consequências. Estavas sozinha, num sítio completamente isolado. Como eu te alcancei qualquer um poderia faze-lo. E tu queres que fique contente por te encontrar assim?
- Eu não estava em perigo.
- Mas poderias muito bem estar. A minha atitude foi apenas devida à surpresa de te encontrar assim e à minha preocupação com a mulher que amo. Magoam-me as conclusões precipitadas que tiras a meu respeito.
Isabella baixou o olhar, pensativa.
- Afinal porque é que tu achas que o meu olhar caiu sempre sobre ti? Desde que te conheço, durante anos. Eu admiro-te. Nunca conheci outra mulher como tu. Não gostaria de ti de outra qualquer forma.
- Pensei que irias contar ao meu Pai.
- Novamente pensas-te mal. A nossa vida daqui para a frente diz respeito apenas a nós os dois. Mas por favor não me peças que compreenda a tua atitude. Não foi essa a educação que nós dois tivemos. Não nos ensinaram a agir à revelia, menosprezando os perigos, deixando as pessoas que se preocupam connosco aflitas. Bastava teres dito para onde ias, teres levado alguém contigo, será que isso te custaria tanto assim?
- Tu não entendes porque és e sempre foste livre para ir onde quisesses. Achas que quando pedia ao meu Pai para ir passear pelos campos ou refrescar-me na lagoa ele me deixava ir? Era sempre o mesmo discurso sobre não ser um local apropriado para uma menina de família. Que deveria interessar-me pelas coisas comuns de mulheres da minha posição social. Pelas reuniões das senhoras nas casas de chã, pelas aulas de piano e por tantas outras coisas que não despertam o meu interesse.
Edward escutava-a atento, sem saber o que dizer.
- Eu gosto de sentir os pés na terra. De estar sozinha, longe de todas a formalidades e obrigações que me rodeiam. Longe de tudo. Sem ter ninguém ao meu lado pronto a condenar alguma das minhas atitudes. Como tiveste oportunidade de comprovar hoje ao jantar, dentro de casa eu não passo de mais um adorno. Sou apenas mais uma peça de mobília. Não posso nem dar a minha opinião, falar sobre o que penso. Porque aquilo que eu acho, simplesmente não conta. Tu dizes que gostas de mim pelo que eu sou. Mas receio bem que gostes de mim apenas pelo que idealizas que eu seja.
- Isso não é verdade.
- No entanto achas que para dar um simples passeio tenho que avisar para onde vou ou levar alguém comigo?
- Verdade. Porque nenhum humano pode ser totalmente livre. Nós não somos como os animais. Temos responsabilidades com o próximo. Vivemos inseridos numa sociedade, numa família. Em nosso redor estão pessoas a quem nós devemos e sem as quais não nunca poderíamos ser felizes. Não podemos simplesmente agir pensando unicamente em nós, levados apenas pelos nossos sentidos e desejos. Isso seria demasiado egoísta não te parece?
— De certo modo — Respondeu, pensando na palavras dele. Mas preferindo não se alongar mais.
- De qualquer forma eu realmente não gostaria que esta situação criasse mais uma barreira entre nós.
- Isso não está em causa. Já não és apenas o primo que eu via de longe a longe. És o meu marido. Isso muda tudo. Um casamento é um laço demasiado forte para poder ser abalado por um desentendimento ou uma divergência de opinião.
- Mas o facto é que desde o inicio do noivado te sinto completamente distante de mim.
- Não é essa a minha intenção. Não o faço propositadamente.
- Então porque o fazes? Porque o teu Pai te obrigou a casar comigo?
- Edward… — Exclamou estupefacta, tentando dizer alguma coisa. Mas as palavras não se soltavam com a surpresa.
Isabella não esperava que ele tocasse no assunto, muito menos que tivesse sequer conhecimento do que se passara.
- Tudo o que te peço é uma oportunidade para te mostrar que posso fazer-te feliz. Que não sou igual ao teu Pai.
- Eu sei que não és.
- Pois não é o que parece. Às vezes sinto-te a olhar para mim como se esperasses que eu tenha as mesmas atitudes. Como se quisesses descontar em mim a raiva que sentes dele.
- Isso não é verdade. Eu não sou como o Dean. Estou tão empenhada neste casamento quanto tu.
Edward beijou-a, fez-lhe um carinho no rosto e passou-lhe a mão pelos cabelos macios, olhando-a carinhosamente.
- Só queria que gostasse de mim um pouco. Só um pouco do que eu gosto de ti.
- Sabes bem que gosto de ti. Sempre me foste muito querido.
- Mas não me amas…
- Aprenderei a amar-te com toda a certeza. Só preciso de um tempo.
Por mais que aquelas palavras o ferissem, preferia ouvi-las do que ser privado da verdade. Admirava-a por não o tentar iludir, por ser sincera. Jamais seria capaz de perdoar a mentira e a falsidade.
- Desejo é diferente de amor. Tu desejas-me? – Murmurou-lhe, encostando o seu corpo ao dela – Ontem foi uma tortura adormecer ao teu lado e não te tocar.
Aproximou-se dela e beijou-lhe o pescoço, arrepiando-a. Depois olhou-a novamente esperando receoso, uma resposta da parte dela. Era para ele tortura suficiente saber que ela não conseguia ama-lo. Sentir que ela o rejeitaria na cama seria ainda pior. Ele precisava saber o que ela sentia. Não suportaria a ideia da repudia dela.
Para seu contentamento a resposta não chegou em palavras mas num gesto que para significou tudo para ele.
Isabella inclinou-se na sua direcção e beijou-o, fazendo-o delirar. Pela primeira vez ela tinha tomado a iniciativa. Ela aprendera na noite anterior o verdadeiro sentido da afirmação dele. Desejo era sim, bem diferente de amor. Podia não amar o seu marido mas sabia que o queria muito. O desejo que sentia por ele bastava para alegrar-lhe o coração. Estava ansiosa por cair-lhe nos braços e fazer amor com ele novamente. Não havia mais nenhuma barreira imposta entre eles. Já não existia o medo do desconhecido ou a vergonha da primeira exposição. Sentia-se invadida apenas a vontade de satisfação. Por isso, não afastou os lábios dele, explorando sensualmente a sua boca. Deixaram-se levar juntos pela excitação do momento e em pouco tempo os seus corpos estavam completamente nus, em contacto directo. Isso só aumentou a urgência que Isabella tinha em senti-lo novamente. Passou a mão por entre os cabelos dele, puxando-o para próximo de si e soltou um gemido de prazer intenso. Subitamente afastou a perna permitindo que Edward entrasse dentro dela.
Quando chegaram ao fim ela estava ofegante. Desta vez tinha sido muito diferente da primeira. Mais rápido e mais intenso, mas igualmente fantástico.
Edward abraçou-a e ela repousou a cabeça no seu ombro.
- És muito bonito – Murmurou-lhe ela sobre o pescoço.
- O quê? – Não conseguindo disfarçar a surpresa.
- Ontem disseste que eu era linda. Pareceu-me justo saberes que penso o mesmo de ti.
Isabella sentiu então o peito dele estremecer enquanto ele ria baixinho.
Notas finais
Espero que tenham gostado deste capitulo! Não deixem de comentar por favor, porque fico imensamente feliz com os comentários que me deixam. Digam-me tudo o que pensam do desenrolar da história.
Bjs, Ana
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