Notas iniciais
Este capitulo é mais pequenino, mas esclarecedor... Espero que gostem :)

Quando iam a entrar em casa, Isabella teve uma nova tontura. Damon apercebeu-se, agarrou-a pela cintura e olhou-a directamente nos olhos, preocupado.

- Tu não estás bem. Diz-me o que sentes…

- Nada, deve ser apenas fraqueza. Ainda não consegui comer nada hoje.

- Porque?

- Não sei. Sinto fome mas quando vejo a comida fico logo agoniada.

- Eu vou mandar chamar uma curandeira da vila para te ver. Não podes continuar assim. Se for preciso chamo um médico.

- Tudo bem – Proferiu, sentia-se agora também realmente preocupada. Sempre tivera uma saúde de ferro, nunca se sentira tão mal como agora e isso deixava-a muito insegura — Eu vou subir, sinto-me cansada.

- Eu vou contigo…

- Não Damon, por favor! Eu preciso ficar sozinha.

- Como queiras – Respondeu tristemente.

O seu coração estava apertado. Tinha lutado com todas as forças para combater o que sentia por Isabella mas tinha sido em vão. Nunca conhecera alguém tão especial. A amava imenso e não suportava a culpa no olhar dela e a maneira como ela o tentava afastar. Agora a preocupação com ela superava tudo. E a angústia só aumentava dentro de si. Era uma sensação demasiado amarga, como se algo ruim estivesse para acontecer.

Isabella estava no quarto, deitada sobre a cama, a tentar descansar quando Marion bateu á porta.

- Senhora, está aqui a curandeira que o Senhor Salvatore mandou chamar para a ver.

- Pode deixar entrar.

A mulher que entrou no seu quarto era uma pessoa já de idade avançada, a sua face era coberta com as marcas inevitáveis do tempo e envergava roupas modestas. A senhora sorriu calorosamente para Isabella, deixando-a mais confortável.

- Boa tarde Senhora…

- Isabella… – Informou.

A velhota pegou então numa cadeira, que colocou junto da cama de Isabella, e sentou-se, de modo a ficar próximo dela.

- O senhor Salvatore está muito preocupado consigo, quer contar-me o que sente minha filha? – Questionou.

- Eu não sei explicar bem. Tenho andado um pouco indisposta, agoniada, mais cansada, sem vontade de comer… Hoje sinto-me um pouco pior, enjoada!

- Quando foi a ultima vez que vieram as suas regras?

Isabella olhou a mulher, chocada. A pergunta atingiu-a dolorosamente. Ergueu-se na cama, de maneira a ficar sentada mas não foi capaz de proferir nem uma palavra. A sua cabeça girou violentamente de tão assustada que ficou.

- Sente-se bem? – Perguntou a mulher aflita com a reacção dela.

— Não me lembro… — Respondeu num murmúrio quase imperceptível.

— Como disse?

— Eu não me lembro… — Repetiu a custo.

— Não se lembra da última vez que lhe vieram as regras?

— Não... – Murmurou.

Os seus olhos encheram-se rapidamente de água e as lágrimas precipitaram-se pelo seu rosto. Nem era preciso a curandeira dizer mais nada. Isabella já sabia o que se passava na perfeição. Mas tremeu de medo porque não queria ouvir o que aquela mulher tinha para lhe dizer, o prenunciar das palavras de confirmação. O seu coração batia descontrolado. Tanta coisa tinha ocorrido na sua vida nos últimos tempos que ela simplesmente não se apercebera de nada. Mas agora tinha a certeza, desde que chegara àquela casa não havia tido nenhuma regra.

- A senhora espera um filho, estou certa disso. Logo a sua barriga vai começar a crescer.

Isabella lançou-lhe um olhar desconcertado mas não se sentia capaz de dizer nada. Não entendia como até ali não fora capaz de perceber o que estava a acontecer. Os peitos doridos, o cansaço, os enjoos, tudo sinais bem claros da evidencia que ela não queria encarar.

- Pelo que vejo é casada – Proferir olhando para a aliança na mão de Isabella – Algum problema? Porque está assim tão triste? É uma boa notícia...

Isabella continuava sem falar, completamente atónita, o seu olhar era vago e confuso.

- Se é por causa do seu marido tenho a certeza que ele ficará muito feliz com a notícia.

- A senhora pode ir agora por favor? Eu preciso ficar sozinha – Pediu quase bruscamente.

- Sim, claro. Caso precise dos meus préstimos não hesite em chamar.

Isabella afundou-se na cama, após a saída da senhora. Cobriu-se toda com os lençóis e encolheu o corpo numa concha, como sempre fazia quando se sentia mais perdia. Deixou as emoções tomarem conta de si e simplesmente chorou. Nunca antes na sua vida se sentira tão frágil, tão confusa, insegura e sem rumo. Não esperava esta notícia, não nesta altura com tudo o que estava a acontecer. Não depois do que tinha acontecido naquela tarde com Damon. A culpa que dantes a incomodava era agora devastadora demais. Levou a mão ao seu ventre. Só não tinha percebido até ali porque provavelmente, inconscientemente, tinha procurado afastar aquele cenário. Ela era magra e o seu ventre sempre fora muito liso, agora não era mais. Dentro de si havia uma vida. Uma vida que não pertencia só a ela mas a Edward também.

Damon andava de um lado para o outro do hall, completamente impaciente. Esperava aflito que a curandeira descesse dando-lhe noticias de Isabella. Quando se apercebeu da velha senhora a descer as escadas, precipitou-se até ela angustiado.

- Está tudo bem com a Senhora? Que tem ela?

- Não se apoquente Senhor Salvatore, está tudo bem com ela.

- Como está tudo bem? Ela tem estado muito indisposta…

- A senhora Isabella é sua esposa?

- Não… Porquê a pergunta? – Indagou admirado com a questão dela.

- Porque se fosse o marido talvez a senhora gostasse ela mesma de lhe dar a notícia. Como não é o caso, cálculo que possa ser eu… Ela está á espera de um filho…

Damon não poderia em nenhum momento ser preparado para aquele choque. Foi invadido por um assombro inexplicável, pior do que aquele que sentia nos seus piores pesadelos. Preferia ter sido espancado a ter que ouvir aquelas palavras sem sentido que o esmagavam por completo e lhe retiravam o ar dos pulmões. A mulher olhava-o admirada com a reacção dele. Mas Damon perdera momentaneamente a noção perfeita da realidade. Só sabia que queria sair dali, fugir daquele local, refugiar-se num sítio em que ninguém o visse. O seu corpo parecia movimentar-se sozinho, deu por si caminhando vagarosamente para fora da li, em direcção ao escritório. A mulher vendo o seu estado perdido nem ousou falar-lhe e deixou-o ir. Ele entrou no escritório silencioso e bateu violentamente a porta atrás de si. Caminhou até á secretária, apoiou sobre ela as duas mãos e deixou pender a cabeça. Lágrimas brotaram dos seus olhos trazendo com elas uma tristeza há muito adormecida dentro de si, quase desconhecida, quase já esquecida…. E com essa tristeza uma dor e uma raiva imensas. Num impulso de fúria arrastou rápida e violentamente as mãos sobre a secretária arremessando tudo o que estava sobre ela. Os objectos embateram bruscamente no chão causando um enorme estrondo. Deixou-se depois cair de joelhos no chão. Aquele notícia arruinava as suas esperanças.

- Porquê? – Gritou desesperado. E o seu grito violento ecoou pela casa…

No fundo de si ele sabia que aquele era o fim da sua história com Isabella. Ali naquele instante ele tinha-a verdadeiramente perdido. Embora também tivesse a consciência que nunca a tinha realmente tido.

Notas finais
Este capitulo foi mais pequenino, mas feito com muito gosto... prometido é devido e como eu amei os comentários de todas e quis postar logo logo... Para confirmar as vossas suspeitas :)

A nossa Bella está mesmo grávida do Edward? E agora como vai ser? O que vai acontecer de seguida? Alguém tem palpites?

Quero muitos reviews :) eheheheh

Obrigada e beijinho a todas

Ana