Erros de Sempre
12 Capítulo 11
Notas iniciais
Spencer fez uma careta ao empurrar o prato para longe.
— Eu não sei o que diabos estão fazendo com essa comida, mas tem algo de muito errado aqui — Ele se queixou, pelo que parecia ser a quinta vez desde que as refeições foram entregues — Desde quando as sopas são tão gordurosas?
Isabella deu de ombros, raspando a pequena tigela que antes, estava repleta de iogurte congelado de manga. Eles estavam reunidos novamente. Seu horário de almoço havia começado há quase quarenta minutos e ela achou que este seria um pedido seguro, uma vez que muitos na agência, estavam reclamando sobre esse restaurante em particular. Vendo agora a insatisfação do rosto dos colegas, teve certeza de que tinha feito a escolha certa.
— Esse macarrão está péssimo — Hope juntou-se aos que reclamavam e tomou o seu chá gelado tentando se livrar do gosto desagradável — Se eles não fossem tão gentis conosco, eu definitivamente estaria pedindo o meu dinheiro de volta.
— Eu sabia que seria assim no dia em que o Jimmy caísse fora desse lugar. Talvez se fôssemos...
— Está seriamente disposta a pegar o metrô só para obter um almoço?
— Talvez devêssemos apenas encontrar outro lugar próximo para comer — Isabella opinou antes de olhar para o garçom e fazer um gesto com as mãos, indicando que queriam a conta — Por que não vamos dar uma olhada no Sola amanhã? É apenas do outro lado da rua. — Sugeriu e todos balançaram a cabeça, murmurando "mhmms" ao concordar com ela, porque já não tinham o que perder.
— Ou... — Addison instigou, soando pensativa — Podemos pedir comida direto para o escritório, como fazíamos antes. Isso nos pouparia algum tempo — Ela sugeriu com entusiasmo — A Chelsea conhecia alguém que entregava rapidinho, vocês se lembram?
— Era isso mesmo! Como se chamava? Din... Dinno...
— Ah, não. Eu gosto de sair para comer. Já ficamos trancados tempo o suficiente naquele lugar. — Hope bufou, desgostosa com a ideia.
— Quem é Chelsea? — Isabella perguntou, reconhecendo o nome.
— A antiga secretaria do Jackson — Hope respondeu novamente, seus olhos não saíram de dentro da bolsa, enquanto a vasculhava em busca do dinheiro — Eu acho que ela saiu um mês ou dois antes de você chegar.
A morena enrijeceu na cadeira, lembrando da conversa que teve com Edward.
Ela conseguiu prendê-lo por mais algum tempo na noite passada, mesmo que ele estivesse constantemente insistindo sobre ir embora. Isabella nunca detestou tanto não possuir uma garagem antes. Entendia que Edward precisava devolver a moto, uma vez que não tinha como mantê-la segura enquanto estivesse na casa dela, mas depois de um encontro tão agradável com o que tiveram, a última coisa que tinha vontade, era de manda-lo embora.
Então, ele ficou.
O casal namorou por horas no sofá e na cama – com a porta do quarto aberta, para que Lola não surtasse –, para só se deixarem depois das três da manhã.
Enquanto Edward vestia a roupa, se preparando ir, o assunto que deram início no Taco Times veio novamente à tona. Desta vez, ele não parecia muito à vontade ou disposto para falar sobre aquilo e ficou firme, a ponto de se aborrecer com a insistência dela, mas não foi capaz de resistir quando Isabella fez drama por, graças a ele, não ter ideia sobre estar segura em seu local de trabalho.
— Você realmente acha que eu te deixaria lá, sem ter ideia de nada, caso a sua segurança estivesse comprometida? — Ele perguntou, incrédulo que ela pensasse isso ao seu respeito. Edward jamais arriscaria o bem-estar dela ou de qualquer pessoa em sua vida, por causa de dinheiro — Eu não deveria ter falado nada.
— Não foi isso que eu quis dizer! — Ela choramingou, agarrando o braço dele e o impedindo de sair do quarto. Isabella abraçou a sua cintura e beijou o peitoral firme através do tecido macio, olhando para seu rosto sério — Eu apenas quero saber com quem estou lidando. Sei que você não pode me envolver no caso, mas por favor, apenas me diga se há alguma chance do Jackson estar errado?
O advogado suspirou, levando as mãos até as costas dela e esfregando com certa aspereza, como se estivesse se controlando para não sacudi-la em sua teimosia.
— Ele não é nenhum santo, Bella. As aparências enganam e eu sei de muita coisa que o seu chefe fez, que ele irá querer manter por baixo dos panos, mas a verdade é que as chances dessa mulher são praticamente nulas — O ruivo afirmou — Ela não apresentou ou possui, qualquer exame que comprove que houve relação física entre os dois e segundo as testemunhas que consegui, eles nunca presenciaram nada estranho ou viram algo suspeito no comportamento de Jackson com Chelsea durante o trabalho.
— Isso quer dizer que ela está mentindo? Por que ela faria isso?
— Isso quer dizer que, se ele tiver feito alguma coisa impropria com a moça, foi esperto o suficiente para não demonstrar ou tentar nada em público — Edward corrigiu — Jackson pode não ser experiente como o irmão dele, mas conhece muitas pessoas importantes no estado e a realidade é que, se Chelsea não for realmente capaz de provar que o homem a assediou, ele vai revidar.
— O que? Mas...
— Isabella, babe, você realmente achou que o seu chefe vai relevar essa acusação, sendo falsa ou não? — Edward a olhou de uma maneira que a fez se sentir tola por um momento — Se Chelsea não retirar a denúncia, ela vai se tornar pública mais cedo ou mais tarde, então, o nome da agência estará envolvido e o casamento do Jackson também. Não há uma chance no inferno disso acabar bem para ele de qualquer forma. Você compreende o porquê de a moça estar em maus lençóis?
— Jesus... ele vai destrui-la.
A morena engoliu em seco quando todos se levantaram. Ela mal se deu conta de quando todos pagaram as suas partes e decidiram voltar para o escritório, mas se viu caminhando ao lado deles.
Hope estava – novamente animada – conversando com Addison sobre ter trocado números de telefone com o veterinário que tratou do seu cão, quando Isabella juntou-se a elas, fingindo prestar atenção e estar empolgada com a história. Quando surgiu o momento para mudar o tópico da conversa, ela voltou a trazer Chelsea à tona e diante de sua curiosidade, elas não resistiram e liberaram toda a informação que tinham sobre a antiga secretaria.
Segundo as duas mulheres, a moça chegou na agência em meados de agosto do ano passado, para se candidatar a uma vaga no setor de RH, mas por alguma razão, foi parar nas mãos de Jackson e permaneceu cuidando de seus assuntos até que passou a faltar por uma semana inteira, antes de perder o emprego. O boato que rondou os corredores, na época, dizia que ela estava pressionando o chefe para subir de cargo e estava tomando privilégios que não lhe cabiam, então farto de ser pressionado e tentar corrigir o seu comportamento, ele a mandou embora.
Ela cortou relações com todos e parou de dar notícias.
Isabella estava ainda mais confusa quando retornou à sua sala.
Ela se recriminava, por permitir que algo em seu íntimo, continuasse a buscar por saídas para as atitudes de Chelsea. Ela não conhecia a mulher e a cada vez que tinha uma nova informação sobre a história dela lá, tinha mais certeza de que se tratava apenas de alguém inconformada por ter sido prejudicada, tentando se vingar. A morena verdadeiramente esperava, que Chelsea voltasse atrás, antes que Jackson faça algo que ambos possam lamentar depois.
*********
Em algum momento depois das 14h, seu celular vibrou ao lado do mouse.
Maya, que estava sentada do outro lado da mesa, fez menção de levantar e Isabella agradeceu pela privacidade, afirmando que elas voltariam a trabalhar em alguns minutos. A mulher saiu, afirmando que aproveitaria a pausa.
Aproximando-se, ela atendeu.
— Do que você precisa?
— Nossa, Bella! Por que você acha que eu te liguei para pedir alguma coisa?
A voz de Alice fingindo magoa a fez revirar os olhos.
— Sei muito bem que você está chateada com Jasper e, consequentemente, me evitando. Se eu te conheço bem, não vejo como a sua raiva já possa ter passado.
— Tem razão, não passou — Ela confirmou, rindo — Ele me ligou ontem e tivemos uma conversa razoável, mas eu não estou totalmente convencida de aquele imbecil está me levando a sério.
— Vocês precisam ir devagar, Ali. Você não vai convencer ao Jasper de que é a garota certa, a que ele não vai se importar em largar tudo por ela, se continuar se comportando como se estivessem no colegial — Isabella avisou, temerosa sobre as consequências dessa distância que ela estava impondo aos dois — Mas eu não tiro a sua razão de querer castiga-lo um pouco, depois dessa história do caderno. Eu já tentei me livrar daqueles números há anos...
— O que é dele está guardado, não se preocupe — Ela respondeu, parecendo misteriosa — De qualquer forma, eu liguei apenas para confirmar se você tem o endereço para poder nos encontrar para o jantar desta noite.
— De que jantar você está falando? — Isabella perguntou, franzindo o cenho, então sentou-se ereta ao lembrar do vestido que ganhou dela — O do seu amigo?
Alice riu novamente, mas agora parecia um pouco culpada.
— Não há amigo nenhum. Nós vamos jantar no apartamento do Edward e como naquela época, eu não sabia como vocês estariam agora, pensei que leva-la de surpresa seria uma boa maneira de aproximar vocês.
— Alice!
— O que? Isso não importa mais. Você está vindo de qualquer maneira.
Maya empurrou a porta, com o rosto perdido dentro de uma caneca, mas quando recebeu acenos impacientes da morena para que voltasse, sorriu uma desculpa e saiu.
— Espere aí, por que o seu irmão está dando um jantar em plena quinta-feira?
— Porque é o aniversário dele.
Isabella sentiu o ar ficar preso no meio da garganta e engasgou, interrompendo Alice com um acesso de tosse. Se sentindo zonza, ela sentou de volta na cadeira e a voz da amiga – questionando-a sobre o que diabos estava errado – a deixava ainda mais nervosa. Tomando fôlego, ela acariciou o estômago plano, tentando acalma-lo para não espalhar o almoço no tapete da sala e aos poucos, foi recuperando a compostura. Ela olhou o pequeno calendário com uma foto do Museu do Louvre, em Paris e verificou a data.
14 de julho.
Como pôde esquecer?
Há muito tempo, esse dia em especial, era duro de enfrentar.
No início, tinha sido complicado até para levantar da cama, mas com o apoio das pessoas que estavam por perto, ela foi capaz de obter sucesso em enfrenta-lo e com o passar de cada ano, tornou-se mais fácil. Mas ela nunca esqueceria.
— ... se você não responder, eu estou indo buscar ajuda!
— Eu estou bem, Alice. A água desceu pelo caminho errado — Ela mentiu, encarando os números negros na folha. Catorze de julho. Hoje, faziam exatos 10 anos. Como não viu isso antes? — Você estava dizendo?
— Ah, bom. O Edward não comemora o aniversário dele há alguns anos, então como estamos todos tão próximos, achei que seria uma boa ideia reunir todo mundo para fazer alguma coisa — Isabella ouviu, elevando a cabeça para olhar o teto, tentando não fungar e se afogar nas memórias — Os meus pais chegarão em algumas horas e a mamãe vai preparar a comida. Devemos nos reunir às oito ou algo assim. Oh, e ela está animadíssima para te reencontrar! Será especial porque você estará dessa vez, Bella. Agora sobre o vestido...
— Esqueça o vestido, Ali! O que diabos eu vou dar a ele?
A ficha finalmente caiu. Esse era o primeiro aniversário que ela estaria com Edward após uma década e além de ter esquecido, não tinha absolutamente nada para lhe dar de presente. Estava presa na agência e o jantar é as 20h. O que faria?
— Eu não sei. Uma colônia? Talvez sexo anal? Ele totalm-
— Estou falando sério, Alice. Vamos, me ajude aqui — Ela pediu, quase gemendo de desespero — Eu tenho pouquíssimo tempo e não acho que posso sair para comprar alguma coisa. Mas que porra!
— Tenha calma...
— Eu não posso fazer nada à mão. Quero dizer... isso é tão clichê, certo?
— Sim, nada de colagens, álbuns com fotos ou caixas de bombons caros.
— Com certeza, nada de bombons. — Isabella riu, nervosa e então mordeu o lábio, a sua mente novamente correndo para as pouquíssimas possibilidades.
— Bem, nós não teremos um bolo, então que tal voc-
— O seu irmão não gosta de bolos.
— Você pode, por gentileza, me deixar falar? — Diante do silencio, Alice bufou e continuou — A mamãe não fará bolo, justamente porque o Edward é um saco, mas eu lembro de uma torta que um certo alguém preparava e o fazia fugir de casa.
— Puta merda, sim! — Ela disse, dando um salto da cadeira e gritou quando bateu o joelho na madeira da mesa. Depois de xingar dezenas de palavrões, ela riu e finalmente sentiu aquela insegurança se desfazer aos poucos — Você é incrível.
— Eu ouço muito isso — Alice se gabou, fazendo as duras riem. Isabella estava bem mais calma — Eu pretendo ir buscar o Jasper hoje à noite. Se ele precisar de mim para voltar para casa, não vai poder deixar o jantar antes da hora, não é? Então, será que você aceita uma carona? É mais prático para todos nós.
— Claro — Ela sorriu — Eu vou estar pronta quando vocês estiverem.
A tarde pareceu passar voando e Isabella não teve nenhuma oportunidade de sair, mesmo quando ouviu a voz de Edward em algum lugar do outro lado. Ele havia dito que tinha um encontro marcado com Jackson, mas obviamente, não pode lhe dizer do que se tratava. Ela batia com a lateral do sapato na mesa, repetidas vezes, ansiosa para terminar de preencher os últimos documentos e ser capaz de chegar até ele. Está certo que os dois estavam juntos de uma maneira oficial-sem-rótulos, mas ela estava se saindo uma péssima 'namorada' ao começar o relacionamento, esquecendo o aniversário dele. Mas talvez Edward não se importasse, certo? Alice comentou que há muito tempo ele não comemora e ele certamente não precisava ficar sabendo do seu deslize.
Era estranho que os dois tivessem razões semelhantes para não ficarem à vontade com essa data em particular, mas quando Edward prometeu que tudo mudaria, as celebrações também estavam inclusas. Eles deixariam o passado para trás e construiriam novas memórias. Lembranças que finalmente lhes fariam bem.
Ela quase gritou quando deu por encerrado o trabalho mais urgente e correu para fora da sala. A agitação tinha diminuído, bem como o número de pessoas ao redor, então ela caminhou até um dos novatos em seu cubículo e limpou a garganta.
— Ei, você viu para onde o Sr. Cullen foi? Ele esqueceu esses papeis com o Jackson e parecem pertencer a algo importante. — Isabella perguntou ao rapaz que parecia enrolado demais com seu próprio serviço para questiona-la sobre disso.
— O ruivo em quem a Nadia derrubou café? — Ele questionou de volta, fazendo-a piscar confusa. Ela o tinha feito? Ora, mas aquela cadela! Podia perfeitamente imagina-la inclinando em sua direção, tentando roçar os seios fartos em seu braço e então, sujando-o com a bebida, mostrando o quão estupida podia ser — Acredito que ele foi tentar se limpar no banheiro ou algo assim.
O sujeito mal respondeu e já voltou para a tela do computador, parecendo muito comprometido com o que fazia. Isabella sorriu, mesmo que ele não pudesse ver e agradeceu. Ela apressou o passo em direção ao corredor, passando despercebida tanto quanto possível e tentou não parecer suspeita quando um cara saiu do banheiro sacudindo as mãos.
Esperando que o homem estivesse fora da sua visão, espreitou pela minúscula brecha na porta. Ela não queria que alguém a pegasse checando o banheiro masculino, certo? Então, ela segurou um suspiro com a visão.
Edward estava de frente para a pia. O grande espelho mostrava que ele usava a camisa de botões totalmente aberta, expondo o seu peito bem definido e usava papel toalha para limpar uma mancha escurecida na área do abdômen. Seu cenho estava franzido e ele não parecia nada contente de estar naquela situação, mas isso mudaria muito em breve. Isabella teria certeza disso.
Entrando, ela girou a chave e mexeu na maçaneta para ter certeza de que estavam trancados ali dentro. Umedeceu os lábios secos de nervosismo, puxou a saia lápis para baixo, ajustando-a nas coxas bem torneadas e caminhou em sua direção.
O advogado, ouvindo o click dos saltos batendo contra o chão, levantou a cabeça e a encarou através do espelho. Seus olhos se arregalaram quando seu reflexo a mostrou ao seu lado e então, a delicada mão de Isabella estava deslizando por sua barriga nua, indo em direção ao cós da sua calça. Ele parecia chocado demais com o seu atrevimento para para-la quando os dedos se livraram do botão e abaixaram o zíper. Puta merda.
Isabella o tocou com a mão livre, enquanto a direita agarrou o seu pau por cima do tecido da boxer. Os pelos macios ultrapassando a borda da cueca, acariciavam o seu pulso e com um gemido, ela o sentiu crescer, pressionando contra ela. Sem qualquer modéstia, puxou-o para fora e começou a manuseá-lo com firmeza, fazendo com que Edward ofegasse e segurasse no balcão.
Ele parecia assustado com o seu comportamento, mas excitado como o inferno.
— O que, porra, Bella... o que v-você está fazendo?
— Shhh.
Ela continuou bombeando até que o seu pau estivesse rígido e pronto, com a ponta soltando um pouco de pré-gozo. Sabendo que seu tempo era curto, ela o puxou para que estivesse encostado à pia e de frente para ela. Isabella roubou-lhe um beijo breve, mas profundo e quando ele estava prestes a agarrar a sua bunda, ela agachou-se na sua frente, ficando na altura das suas coxas e diante do suculento pau que parecia estar latejando para gozar.
Mais uma vez, umedeceu os lábios e os encaixou ao redor da cabecinha rosada. Um leve golpe de sua língua e Edward estava jogando a cabeça para trás, grunhindo. Animada por tê-lo entregue tão rápido, forçou o seu cumprimento para dentro e centímetro por centímetro, ele foi se encaixando na boca quente e úmida. Edward havia passado da fase de fazer perguntas no momento em que ela brincou com o pequeno buraquinho do seu pau. Ele agarrou um punhado do seu cabelo e se perdeu completamente quando ela o engoliu até ser capaz de tocar sua garganta.
Isabella colocou a mão direita entre as pernas e afastou a calcinha para o lado, expondo o seu sexo escorregadio. Os seus dedos ansiosos logo encontraram o caminho para o seu interior e enquanto o chupava, eles a penetraram por três vezes, antes de ela usa-los para esfregar ao redor.
A morena gemeu e fechou os olhos quando pressionou contra o seu clitóris.
— Isabella — Ele rosnou, soando agoniado. Ela o olhou através dos cílios e ele apertou os lábios com força — Você está mesmo se masturbando enquanto me chupa? Puta que pariu, babe, isso é tão quente...
Ele amaldiçoou novamente quando a morena respondeu ao redor do seu pau, vibrando e fazendo-o se contorcer contra língua macia e experiente. Edward segurou a sua cabeça e tentando não machuca-la, empurrou para dentro muito mais rápido, sentindo o seu orgasmo praticamente queimando as suas bolas.
— Vamos, babe, olhe para mim. Assim mesmo. Agora esfregue mais rápido e goze comigo. — Ele pediu, sabendo que não aguentaria por mais tempo.
Isabella não precisou pensar. Seus dedos se moveram mais ágeis contra o pequeno botão de nervos e a cada vez que seus olhos tremiam para se fechar, Edward soltava os mais bonitos ruídos que a deixavam em êxtase e foi assim que ela alcançou o seu orgasmo. Estava gemendo contra o seu pau, sentindo suas pernas quererem desabafar, quando ele começou a alimenta-la com o seu próprio prazer. Ele puxou o seu pau de volta, tirando-a de sua boca com o 'pop' que fizeram ambos rirem e a ajudou a ficar de pé.
Antes que a morena tivesse a chance de se ajeitar, a boca de Edward estava sobre a dela, completamente faminta. Adorando que ele não se importasse em sentir o seu próprio gosto, ela correspondeu ao beijo com entusiasmo e só foram capazes de se separarem, quando estavam sem fôlego algum.
— Feliz aniversário.
O sorriso que Edward abriu para ela, teria feito valer a pena o que diabos estivesse disposta a fazer por ele nessa tarde.
— Uau. Você sabe como deixar um cara empolgado — Ele riu, descontraído e soando feliz — Obrigado, babe. Eu não achei que você fosse lembrar.
Ela apenas sorriu enquanto fechava a camisa dele. A verdade é que não seria capaz de esquecer o dia de hoje nem se recebesse uma pancada na cabeça, mas estava aliviada que pela primeira vez em um longo tempo, este havia vindo livre de magoas e ressentimentos. Pelo contrário, estava animada por estar encarando tudo com tanta normalidade e ainda tendo a chance de comemora-lo ao lado do homem que sempre amou.
— Você não comentou que teríamos um jantar. Isso quer dizer que eu não seria convidada, Sr. Cullen?
Ele riu do seu beicinho e segurou em seus lados, antes de puxa-la e beija-la.
— Eu sinto muito. Estava indo te falar sobre isso, até que sua colega me confundiu com uma pia e despejou café em cima de mim — Ele resmungou, roçando a ponta do nariz na bochecha macia e acariciando os cabelos da nuca, onde seus dedos estavam massageando — Mas eu prendia busca-la pessoalmente, mais tarde.
Ela gemeu com o carinho e segurou em seus ombros.
— Alice vai me levar — Ela deu de ombros, roubando um selinho — Os seus pais estarão lá. Será que eles sabem sobre nós?
— Eles sempre suspeitaram e a sua presença lá mais tarde, apenas vai selar as coisas. Você está bem com isso?
— Eu estou mais do que bem. Estou ansiosa.
*********
Com a bolsa pendurada em seu ombro, Isabella lutava contra ela, tentando encontrar as chaves do carro sem precisar retira-la e enquanto isso, Maya se aproximou para deixa-la saber que Dominic havia ligado e pedido para que ela retornasse quando possível. A morena balançou a cabeça e agradeceu pelo recado, mas não tinha a menor intenção de contata-lo nesse momento, mesmo que imaginasse que ele estava apenas querendo conversar, já que desde alguns dias antes de embarcar para Paris, os dois não haviam se falado.
— Obrigada, Maya, eu ligarei. Olhe, eu estou saindo mais cedo, então sinta-se livre para ir assim que terminar o que combinamos — Ela disse e a moça assentiu, parecendo aliviada por ir embora em breve — Ótimo. Até amanhã.
Dando uma última olhada para a sala de Jackson, onde possivelmente, Edward ainda estava, ela correu para o elevador. Era realmente uma coisa boa que ele não estivesse ao seu lado quando Maya disse aquilo. Tinha certeza que o homem iria pirar em ter notícias novamente de Dominic, em um período de tempo tão curto.
Ela teria que conversar com ele sobre isso, porém.
De maneira alguma, ela estava disposta a se afastar dos seus amigos por causa do temperamento explosivo de Edward, mas é claro que também não estava procurando problemas. Principalmente hoje. Era o seu aniversário. Um dia, que por várias razões, tinha tudo para ser um completo desastre, mas como se recusava a reviver tais momentos, estava indo se manter tão ocupada quanto possível para tornar a noite de hoje, especial para ele.
Há dez anos, no início de outubro, Edward elaborou uma festa surpresa no aniversário, com direito a balões e os famosos hambúrguer do Rick no churrasco.
Ela ficou surpresa e feliz quando encarou seus convidados aplaudindo a sua chegada. Todos estavam reunidos próximos a uma grande mesa de madeira, estabelecida no quintal dos Swan. Seus poucos amigos da escola, correram para abraça-la e felicita-la, todos comentando sobre como foi doce, o seu namorado ter dedicado todo o seu tempo livre para elaborar algo assim. Isabella estava certa de que, com exceção de quando ele revelou seus sentimentos, aquele era o dia mais feliz de sua vida. Estava em volta de todos que amava, sendo mimada e tendo a completa atenção de todos, em especial, a do garoto de olhos verdes por quem ela não podia estar mais apaixonada e acabara de lhe pedir em namoro.
Algum tempo depois, era a sua vez de estar fazendo planos de levar Edward para passar boa parte do dia fora da cidade para celebrar, mas eles se separaram quase três meses antes. No dia em questão, o rapaz já estava vivendo em San Francisco e então, Isabella experimentava o mais profundo vazio que pensou ser capaz de existir.
A morena saltou para fora do veículo, assim que parou no estacionamento do Safeway mais próximo. Esse tinha sido o seu destino ao deixar a agência para trás, pois sabia que não tinha todos os mantimentos certos para preparar o suposto presente de Edward. Isabella se sentia estupida por estar indo para um jantar e presenteá-lo com comida, mas quando a alternativa que Alice lhe deu, passou pela cabeça, suas bochechas queimaram de vergonha e ela convenceu a si mesma de que, era melhor levar a torta caseira do que chegar lá de mãos vazias.
Os familiares corredores tentaram confundi-la diante de sua pressa, mas em apenas quinze minutos, ela se viu com a pequena cesta cheia com: dois pacotes de Hobnobs, uma manteiga da grande e sem sal, um frasco de double cream com 600 ml, duas barras de chocolate escuro e duas bandejas de framboesas vermelhas, uma vez que as amarelas estavam indisponíveis. Isabella gostava do contraste das cores vivas em cima do marrom, mas teria que ficar para a próxima.
Uma vez que as compras foram pagas, ela fez o seu caminho para casa e após verificar se Lola tinha tudo o que precisava, colocou, literalmente, a mão na massa.
Isabella estava esmagando as framboesas sobre a base de biscoito quando alguém bateu em sua porta. Roubando uma olhada no relógio da parede, ela soube que não tinha tempo a perder e apenas gritou um 'entre' para quem quer que fosse. Renée chutaria sua bunda se a visse fazendo algo assim, mas ela tinha certeza que se alguém estivesse tentando rouba-la, não iria anunciar a sua chegada antes.
Levantando a cabeça, foi capaz de ver Jasper se aproximando, ainda usando a roupa perfeitamente branca do hospital e precisou ser ágil ao retirar a tigela com o chocolate de perto dele ou o loiro teria enfiado o seu estúpido dedo sem qualquer remorso.
— Você está cozinhando — Ele constatou — Estamos levando a sobremesa?
Caramba. Ela tinha mesmo sido a última a saber sobre aquilo?
— Eu estou levando — Ela disse, dando-lhe um sorriso cansado antes de terminar a torta e leva-la, ainda na forma, para a geladeira. Isabella, propositalmente, retirou alguns dos itens – que não estragariam durante a noite – de dentro para que o doce resfriasse mais rápido, entre das poucas horas que tinham — Alice veio com a ideia, o que foi ótimo, porque eu já estava pirando sobre isso.
— Sim, ela é cheia de ideias. — Ele resmungou, retorcendo os lábios em aborrecimento.
— Vejo que vocês ainda não resolveram as coisas.
— Eu a conheço há menos de uma semana e ela já está me levando para conhecer os seus pais. O que diabos você acha? — Ele perguntou com uma carranca e ela não pode segurar a risada. Alice era tão vingativa — De qualquer forma, eu vim saber como você está, mas... parece tudo bem.
Isabella sorriu por ele ter lembrado.
Sua blusa estava manchada, mas já havia secado e não sujaria a roupa de trabalho, então o puxou para um abraço e ali, encaixada ao seu melhor amigo, ela soltou o longo e tremulo suspiro que vinha prendendo ao longo do dia. Jasper acariciou seu cabelo, apoiando sem palavras e era exatamente disso que ela precisava. Não queria conversar como fez tantas vezes antes. Era passado. Se fosse honesta consigo mesma, aquela sensação ruim que vinha antes, já não existia e isso, às vezes, a assustava. Seu coração apertava um pouco com a ideia de ela estar se tornando insensível sobre o assunto, mas algo em seu interior afirmava que era apenas o seu cérebro se desligando das memórias ruins e seguindo em frente.
Como ela deveria fazer.
Jasper se despediu alguns minutos depois, afirmando que ainda precisava sair para comprar o maldito vinho que, segundo Alice, combinaria com qualquer coisa que a mãe preparasse. Ele estava totalmente tentado a ir até o mercado mais barato e pegar um de qualquer marca, apenas para irrita-la, mas além de não querer exatamente arrumar mais briga com a moça, não queria começar com o pé direito com Edward. Eles não voltaram a se encontrar depois da discussão que tiveram do lado de fora do Sam's Tavern e agora estaria no território dele, em sua casa e ao redor de sua família. Jasper não estava disposto a cavar sua cova esta noite.
Mais tarde, quando Isabella tinha acabado de entrar em uma Clarita branca do Alexandre Birman e estava embrulhando a torta no papel manteiga, o furacão Alice invadiu o seu espaço sem se dar ao trabalho de parecer constrangida. Ela começou a falar sobre como seu dia tinha sido uma correria, entre o trabalho e acomodar os pais, mas a morena não estava prestando atenção em nada, exceto no quanto ela estava maravilhosa em um vestido rosa com uma tonalidade de pêssego. Os cabelos da moça foram presos em um coque baixo com vários fios soltos e a maquiagem era sutil e feminina. Até para um jantar em família, a mulher se ficava digna da capa da revista para qual trabalhava. Isabella sorriu quando a amiga elogiou o quão bem o vestido havia se encaixado e como sua pele ficava bonita com aquela cor azul-escuro, mas antes mesmo que pudesse agradecer ou retribuir o elogio, ela estava sendo empurrada para fora, com Alice afirmando que já estavam atrasados e todos os esperavam.
Franzindo o cenho, ela se perguntou quem eram todos.
A dúvida fugiu de sua mente quanto avisou Jasper encostado em um Mercedes CLA vermelho. Quando ela começou a caminhar em sua direção, depois de trancar a casa, viu Alice revirar os olhos e deixar um beijo rápido em sua boca, antes de correr com graciosidade até o outro lado do carro e abrir a porta do motorista.
— Gostei dessa roupa, Jasper, ficou muito bem.
Ela alfinetou, fazendo o amigo se mexer no banco do carona desconfortavelmente. Jasper estava totalmente social esta noite, vestindo o tipo de roupa que ele guardava no fundo do armário para ocasiões de emergência, como palestras, funerais e reuniões. Nunca encontros e com certeza, nunca um jantar. O loiro era um grande fã de jeans, camisetas e jaquetas quentes, mas hoje ele estava, sem dúvidas, vestido para impressionar.
— Huh, obrigada, bebê. Você está linda.
A ida não foi quieta como ela esperava, Alice realmente tinha a língua solta e estava constantemente alfinetando o seu acompanhante. Jasper tinha a paciência de Jó e não retrucava nenhuma vez, mas a sua respiração pesada a deixou saber o que ele faria para cala-la se estivessem a sós. Por experiência própria, Isabella sabia reconhecer quando a frustração sexual estava falando mais alto e ela quase sentiu inveja de como os dois estariam quando fossem embora mais tarde, mas quando lembrou do olhar faminto de Edward no banheiro da agência, estremeceu.
— Oh, graças a Deus! Chegamos bem na hora. — Ali comemorou.
O bairro em que Edward morava ficava há cerca de 15 minutos de distância de sua casa, mas com o senso absurdo de direção de Alice, eles só chegaram ao endereço, quase meia hora depois. Eles pararam em frente a um grande edifício de arquitetura moderna, muito bonito e sem sair de dentro, Isabella deu uma boa olhada na vizinhança ao redor, percebendo o caro estilo de vida que o advogado estava mantendo em Seattle. Quando saíram, ela assoviou baixinho, impressionada com a limpeza da rua, a boa iluminação e os lindos carros que estavam na frente de algumas garagens. Um pouco intimidada, ela os acompanhou até o lobby.
Imediatamente, ela se sentiu em um hotel. O chão era todo branco e brilhava sob as luzes fortes, sem uma mancha sequer. No fundo, ela não fazia ideia de como conseguiam manter dessa forma quando chovia na cidade praticamente o tempo inteiro, mas quando um dos dois elevadores no fundo, abriu, essa questão foi deixada de lado. Antes que pudesse estudar melhor o lugar, foi impacientemente guiada para dentro da caixa com espaço suficiente para 8 ou 10 pessoas e colocada para subir. Alice parecia uma criança, saltando para cima e para baixo entre os braços de Jasper, se certificando de que não houvesse um momento de quietude.
Isabella apenas ria e comentava pouco, uma vez que seu estômago estava gelado de nervosismo.
Ela estava prestes a se encontrar com os Cullen.
O 'plim' soou alto e então, eles estavam fora dali, de frente para a porta escura com os números em prata brilhando um pouco acima do olho mágico. Isabella aproximou-se da campainha, mas antes que pudesse fazer qualquer movimento, a porta foi escancarada. Era óbvio que se sua amiga não tinha se importado em invadir a sua sala sem qualquer aviso, ela não se conteria na casa do irmão. Jasper pigarreou, escondendo uma risada e estendeu o braço, indicando que a morena deveria segui-la. Ela o fez, pisando quase timidamente sobre o piso de madeira requintado e foi bombardeada por cheiros, músicas, vozes e risos.
— ... certeza. Como não me preocupar?
— Ora, querida, você está apenas sendo exagerada como sempre.
— Relaxe, Alice. Não será assim.
— Bem, então, ótimo. Venham vê-la.
Nervosa, ela olhou para trás, buscando reforço de Jasper a olhou firme para lhe passar alguma confiança enquanto agarrava os seus ombros e a empurrava para frente, tendo certeza de que ela simplesmente não viraria e correria de volta para o elevador. Ela deu uma olhada em volta e seus olhos brilharam com o interior do apartamento. No canto, havia uma escada que levava ao andar superior, a deixando saber que Edward possuía um duplex. A sala era bem espaçosa, mas ricamente decorada nos lugares certos. A TV gigante de 55" a fez querer rir, pois sabia que o ruivo não dava uma hora do seu dia ao aparelho. O sofá azul no formato L parecia tão confortável que ela jurou a si mesma colocar a bunda ali o quanto antes, principalmente por causa da vista que as grandes janelas ao lado lhe proporcionariam. Atrás do sofá, havia um moderno aparador com um suporte para livros e acima, na parede branca, estavam três pequenos quadros que juntos, completavam uma pintura abstrata em preto e branco. Seus olhos alcançaram a mesa à sua esquerda, com lugar para 8 pessoas e ocupada com um belo aparelho de jantar e então, as vozes se tornaram mais altas, assim como os passos se aproximando.
Quando seu olhar caiu nas pessoas que surgiram da cozinha, seu coração ficou pequeno e ela tinha certeza de que se não estivesse carregando algo, teria corrido em sua direção e se jogado em seus braços delicados.
— Ai, meu Deus, Bella! — Esme chorou, apressando-se para encontrá-la.
Isabella abriu um largo sorriso, tentando tirar a torta do caminho quando a Sra. Cullen a agarrou sem cerimônia. O cheiro suave e materno apossou-se do nariz da morena e ela sentiu aquela dor gostosa no peito. Abrindo os olhos, ela viu Carlisle se aproximar com um sorriso cauteloso, pronto para pegar a sobremesa que estava começando a ficar pesada demais para segurar com uma só mão, então ela o deixou ir, sorrindo de volta para cumprimenta-lo. O homem não estava vestido muito diferente de Jasper, a surpreendendo. El tinha, provavelmente, um ar de anos amais que Charlie, mas conseguia ser tão atraente quanto seus filhos.
— Eu senti sua falta, Esme. — Ela admitiu, apertando-a uma última vez antes de solta-la. Alice estava atrás delas, segurando no braço do pai e sorrindo como alguém só faria em um comercial de creme dental.
— Eu estou tão feliz que esteja aqui, Bella. Você está tão bonita. Vejam só esse corpo! Vamos, deixe-me olhar direito — Esme pediu, fiscalizando-a de cima à baixo, fazendo todos rirem — Edward quase me deu um ataque cardíaco quando me contou que você estava vindo celebrar conosco.
— Ele sabe que sou cardiologista, querida, eu cuidaria bem de você — Carlisle disse, piscando para a esposa que teve a ousadia de lhe enviar um olhar malicioso que fez os dois convidados corarem, mas Alice só bufou — É um prazer tê-la conosco hoje, Isabella. Você parece muito bem.
— Obrigada, Dr. Cullen — A morena respondeu, timidamente — O tempo realmente não passa para vocês. Esme, você está realmente ótima. — Ela insistiu.
Eles riram, adorando o elogio, mas era verdade.
A Sra. Cullen dentro de uma calça flare preta e uma blusa nude de chiffon com mangas longas, podia facilmente competir com ela a qualquer momento. Seu cabelo um pouco mais escuro que o de Edward, estava mais curto do que ela se lembrava e ligeiramente cacheado nas pontas.
— Você é um doce, menina. E o chame de Carlisle, já lhe disse isso — Ela rolou os olhos. De repente, seu olhar foi para trás de Isabella e sua sobrancelha levantou, demonstrando o seu interesse — E quem é o rapaz?
— Eu sou Jasper, madame — Ele se apresentou, sorrindo encantadoramente para ela. Agora ao lado de Isabella, ele tomou a mão da Sra. Cullen na sua e levou-a até seus lábios, colocando um beijo educado nas costas — Encantado em conhece-la.
— Oh... eu também.
Todos riram, inclusive Carlisle, quando a mulher se derreteu no sotaque e cavalheirismo do rapaz, mas Alice logo se voltou a eles e ela possuía um brilho quase maligno no olhar quando apoiou-se no ombro da mãe.
— Sim, este é Jasper Whitlock — Ela apresentou novamente — Ele é o melhor amigo da Bella e também, o meu namorado. Jaspy, este são os meus pais.
— Cacete... — O loiro murmurou baixinho diante da exclamação de Esme sobre a nova informação.
— Namorado, é? Me fale mais sobre isso. — Uma voz trovejou na sala, fazendo todos colocarem as mãos no peito, por causa do susto.
Isabella olhou para frente e assistiu Emmett vir em sua direção. Ele estava sério e parecia querer saltar sobre Jasper, mas ela sabia que ele não o faria por causa da criança sentada em suas costas, com as pernas passadas pelo pescoço, assimilando todas as novidades com seus grandes olhos castanhos.
— Isso não é bem... — Jasper começou a negar, mas parou quando a amiga pisou suavemente em seu pé, sussurrando um 'seja homem' por baixo da respiração. Ele endireitou a postura e encarou o sujeito que, com o garotinho em sua nuca, parecia ter bem mais de 2 metros de altura — Sim, bem, eu estou vendo a sua irmã.
— "Eu estou vendo sua irmã" — Emmett repetiu, debochando da voz insegura de Jasper — Vocês acreditam nesse cara? Alice, você é capaz de arranjar algo muito melhor que isso, francamente, o que você tem na cabeça?
— Eu poderia, se você não fosse uma dor na bunda!
— Eu estou indo deixar isso na cozinha. — Carlisle avisou, erguendo a torta em suas mãos antes de dar as costas. Ele claramente estava farto de presenciar a mesma discussão inúmeras vezes. Não era segredo para ninguém o quanto seu filho mais velho era superprotetor com a caçula.
— Meninos...
— Desculpe? — Jasper perguntou, incrédulo.
— Oh, não, Jaspy. Eu quis dizer de modo geral. Você é ótimo, querido. — Alice choramingou com uma voz infantil enquanto passou por entre todos para alcança-lo e, abraçando o seu corpo tenso, ela o afastou do brutamontes que tinha como irmão.
— "Jaspy" — Emmett riu do apelido que a irmã pôs no loiro e virou-se para Isabella que observava o casal tentando fazer as pazes — Agora você é algo bom de se ver! — Ele disse para a morena e inclinou-se o suficiente para acertar um beijo estalado em sua bochecha, pegando-a de surpresa.
— Oi, Emmett. Como tem passado?
Seus olhos foram para o garotinho que puxava os fios de cabelo dele para cima, observando-a de volta e então, ele enviou um sorriso tímido em sua direção, mostrando um furinho na bochecha esquerda. Isabella adorava esse erro genético.
— Estou melhor agora que vocês chegaram. Mamãe não iria me deixar comer nada até que todos estivessem aqui. — Ele resmungou, passando uma mão sobre o estômago largo, mas liso e ela sorriu em compreensão.
Lembrava muito bem de como o apetite de Emmett era voraz. Sempre que eles iam comemorar alguma vitória dos jogos na única lanchonete decente de Forks, os seus colegas sempre tentavam escapar de sua vez de pagar a conta, em compensação, a dona do lugar simplesmente o adorava.
— Se eu lhe desse ouvidos, só teríamos a torta de Bella para servir quando eles chegassem — Esme alfinetou, piscando para ela — Você também está com fome, meu querido? — Ela perguntou, agora, voltada ao rapazinho lá no alto que apenas balançou a cabeça, afirmando.
— Bem, então desça aqui, campeão.
O loirinho foi erguido das costas de Emmett e colocado no chão, ao seu lado. Seus olhos ainda estavam em Isabella, enquanto ele tinha sua roupa ajustada com perfeição até que não houvesse mais marcas de amassado. Ele colocou o polegar na boca e levantou a pequena mão, para acenar com um "olá".
— Este é o meu garoto — Emmett apresentou, soando orgulhoso e a fazendo arregalar os olhos de surpresa. Ele era pai? O homem sorriu em compreensão e voltou a sua atenção para o garotinho, agarrado no tecido da calça de sua avó — Mason, aquela moça bonita ali, é a Isabella. Uma amiga do papai. Você pode chama-la de tia Isabella, eu suponho, uma vez que ela está com o seu tio Edward.
— Tia? — Ele perguntou, com inocência, tirando a mão da boca para jogar os cabelos dourados para fora do seu rosto branquinho. Ele era lindo.
Isabella, sentindo sua barriga mais gelada do que nunca, tinha retirado o sobretudo e estava se abaixando para ficar na mesma altura que ele, quando uma nova presença na sala a fez congelar.
— Mas só por cima do meu corpo morto! — Alguém gritou não muito distante deles. Todos viraram para encarar a mulher furiosa que vinha pisando duro, mas antes que pudesse alcança-los, Emmett envolveu-a em seus braços, afastando-a quase um metro para longe — Tire-a de perto dele agora!
— Rose, se acalme. — Isabella ouviu um pedido, mas pela forma como os ombros da mulher abaixaram, ela soube que era uma ordem. Emmett continuou segurando-a, pois apesar de quieta, a mulher ainda lhe atirava punhais com os olhos.
— Está tudo bem aqui, Bella?
Ela sentiu a mão de Jasper segurando o seu pulso e não demorou a ver Alice ao seu lado, encarando Rosalie com o rosto vermelho de raiva.
— O que você pensa que está fazendo? Você não está na sua casa e não pode trata-la como se ela fosse uma leprosa, só porque estava conhecendo o seu filho!
— Ele estava chamando-a de tia! Você sabe o quão insultante é isso? — Ela tentou dar um passo para frente, mas Emmett não se mexeu um centímetro do lugar, fazendo-a se sacudir, irritada.
— Não é grande coisa, Rosalie, então pare ou você vai assusta-lo — Esme mandou e pegou Mason no colo, que realmente parecia tenso com a explosão desnecessária da sua mãe. Isabella sentiu-se mal por estar causando isso — Alice, você pode segura-lo por um instante? Vou avisar a Carlisle que vamos servir a comida e então, teremos um bom momento juntos — Ela balançou o garoto algumas vezes antes de colocá-lo nos braços da filha, que sussurrou algo no ouvido dele. Vendo Alice e Mason próximos à Isabella, Rosalie começou a discutir outra vez, mas foi silenciada pela voz ríspida da sogra — E você vem comigo. Agora mesmo.
— Talvez isso tenha sido uma má ideia. Eu deveria ir.
Isabella falou quando a loira parecia começar a ceder a ordem de Esme, mas quando a ouviu, toda a sua raiva retornou com força total e ela abriu um sorriso cruel em sua direção, empurrando os braços de Emmett para longe.
— Agora sim, você está sendo sensata. Que tremenda cara de pau, a sua! Como você se atreve a aparecer para dividir a mesa comigo e o meu marido?
Isabella engoliu em seco, ciente de que Rosalie sabia muito bem que ela havia se deitado com Emmett no passado. Ela roubou uma olhada para ele, que tinha os olhos apertados de irritação. Emmett sabia que as coisas não tinham sido assim, mas além de não ser o momento certo para conversar sobre isso, se a defendesse ou tentasse explicar, a fúria de sua esposa se voltaria totalmente para ele.
— Eu não sabia que vocês estariam aqui.
— Besteira! Claro que sabia. Nós estaríamos, porque essa é a minha família também e você não tem um lugar aqui. Então apenas saia, caramba — Ela gritou — Por que ninguém me disse que essa mulher estava vindo?
— Porque não é da porra da sua conta — Uma nova voz rosnou, fazendo os pelos da nuca de Isabella se arrepiarem com intensidade da raiva nela. Ela virou o rosto e viu Edward descendo as escadas. Suas mãos estavam fechadas com força e ela estava certa como 1+1 são 2, que não queria ser alvo daquele olhar que era direcionado a cunhada dele — Ela é minha convidada e vai ser tratada com respeito por todos aqui. E eu quero dizer todos! Você entendeu?
— Edward, mas... — Ela engasgou e se aproximou do marido quando o ruivo deu mais um passo para frente. Ela não estava com medo dele, mas não estava feliz em deixa-lo tão irritado.
— Mas nada. Você tem ideia de quanto tempo faz que eu comemorei um aniversário? Se recorda da última vez que nos reunimos assim? Então por que diabos está tentando estragar isso para mim? — Ele perguntou, mas a boca dela apenas abria e fechava, sem nada a dizer. Rosalie sabia o quanto tinha sido duro para ele, ficar longe de todos por tanto tempo. A última coisa que queria era priva-lo disso — Se você não acha que eu devo ter o meu punho no rosto do seu marido agora, também não deve, por hipótese alguma, levantar a voz para a minha menina. Esqueça essa merda por pelo menos uma noite e fique na sua, ou eu vou me certificar de que você seja levada para fora.
Rose ofegou, agora parecendo profundamente magoada.
— Você faria isso? Por causa dessa mulher? — E lá estava ela, gritando novamente, ignorando os apelos do marido que só tinha controle sobre ela, quando usava a força — Muito bem! Deixe a nossa amizade de lado pela 'menina' que esteve fodendo pelas suas costas, seu grande imbecil.
— Rosalie, linguagem! — Esme brigou, a olhando feio e Alice se afastou, levando Mason para longe do pequeno tumulto, após enviar um sorriso de desculpas para Isabella que sequer percebeu.
— Sinto muito, Emmett, eu avisei. — Edward disse, antes de agarrar o braço da mulher e puxa-la para longe dele. Rose, completamente chocada, se deixou ser arrastada até o centro da sala, mas então começou a bater nele para solta-la.
— Eu não estive fodendo nas costas dele, Rosalie. Eu cometi um erro! Apenas um, e eu certamente não preciso de mais alguém usando isso contra mim — Isabella respondeu, com a voz falhando em algumas palavras. Os cunhados pararam próximos à porta do apartamento. Edward parecia frustrado, mas a expressão de desdém na loira, ainda estava lá — Nada do que aconteceu envolve você, então por que está sendo uma cadela sobre isso? Se você preza a amizade de vocês, como aparenta, não arruíne a noite dele trazendo isso à tona.
— Oh, então eu sou a cadela por ser a única com bolas para falar o que todo mundo está pensando — Ela afirmou, irônica — O que achou que se passaria na cabeça de todos no exato momento em que você dividisse um cômodo com Edward e Emmett? Você é a única que transou com os dois irmãos, idiota. Poxa, graças a Deus, que você saiu da cidade ou Esme teria que vigiar Carlisle de perto, huh?
— Rosalie! — Todos gritaram ao mesmo tempo e ela colocou as mãos sobre os lábios, quando percebeu o que tinha dito.
— Que diabos? Bella...
A voz de Jasper era baixa. Toda a discussão em volta, começou a soar distante enquanto ela fechava os olhos e engolia um soluço. Isabella, ao invés de corar, perdeu totalmente a cor.
Foi exatamente por coisas assim que ela deixou Forks.
As pessoas eram cruéis com as suas palavras e nunca se preocuparam sobre ela estar ausente ou não, antes de começarem a expelir o seu veneno. Ela tinha ouvido de tudo – mentiras e absurdos –, mas depois de algum tempo, os comentários já não lhe faziam perder uma noite de sono sequer; porém, esta era a primeira vez que ela era insultada na frente deles e isso tornava tudo muito mais humilhante.
Ela sentiu mãos a tocando e alguém a abraçando, mas no minuto seguinte era outra pessoa a segura-la, erguendo sua cabeça e a sacudindo até que seus olhos se abriram. Isabella sorriu pequeno quando encarou um Edward com o cenho franzido de preocupação, mas logo sua imagem ficou borrada por causa das lágrimas não derramadas. Ele disse algo que ela não assimilou e a abraçou forte, mantendo seu rosto contra a cashmere do seu suéter cinza.
— ... falando sério!
— Emmett, acompanhe a sua esposa até lá embaixo e certifique-se que ela vá para casa em segurança, por favor.
A voz de Carlisle soou fria e firme em seus ouvidos e isso a fez agarrar-se a Edward com mais vontade. Era muito bom tê-lo ao seu lado dessa vez. Era melhor ainda, que ele não estivesse contra ela e sim, a aparando e protegendo. Seu peito estava doendo por inúmeros motivos, mas principalmente de amor. Ela o amava com tudo que tinha e não suportaria perdê-lo outra vez. Por ninguém e para ninguém.
— Com todo o respeito, Rosalie, eu não me importo com o que você precisa.
— Pegue a sua bolsa.
— Não, Emmett, vamos falar sobre isso.
— Você já falou o suficiente por hoje — Ele respondeu, alto e claro, e por cima do ombro de Edward, ela foi capaz de ver a tristeza no rosto da mulher. Estavam enxotando-a do apartamento, mas não parecia certo. Podia verdadeiramente culpa-la por ter ciúmes ao vê-la se esgueirando de volta aos Cullen, tomando um espaço que talvez, ela julgasse ser o dela? — Mason ficará conosco, assim você tem um tempo a sós para pensar nas suas ações aqui. Vamos, eu pedi um táxi.
Isabella fechou os olhos novamente, não vendo a partida da loira e aos poucos, ela foi amolecendo nos braços de Edward, por ter seu cabelo beijado e as costas massageadas. Ela sentia as pessoas se movimentando ao redor deles, fazendo perguntas, mas ela permaneceu imóvel dentro do abraço que a mantinha segura do ódio de pessoas como Rose.
— Babe, você gostaria de se sentar um pouco? — A voz calorosa de Edward a fez suspirar e ela assentiu, deixando que ele a levasse para o sofá.
Não era assim que ela queria experimenta-lo.
— Eu sinto muito, Edward, se eu soubesse que ela estaria aqui, jam-
— Jamais teria vindo? — Ele a interrompeu, puxando pelo queixo para fazê-la encara-lo — Eu te queria aqui, Bella. Se você quer saber a verdade, você é a única razão para eu deixar Alice continuar com essa estupida ideia de jantar. Queria que você fizesse parte do meu novo recomeço, como minha....
— Sua o que?
— Minha companheira — Ele sorriu de um jeito bonito, que colocou algum ânimo dentro dela — Você é a minha menina e eu queria mostrar para a minha família que estamos bem assim, juntos — Edward admitiu, olhando para além dela e encarando Jasper que estava se contendo para não ir até lá — Você não vai se afastar de mim por causa da Rose, certo? Ela ultrapassou todos os limites quando disse aquelas coisas e eu posso muito bem faz-
— Não, deixe ela em paz. Eu não quero piorar as coisas. Shh, Edward, apenas deixe para lá. — Pediu, quando ele insistiu em discutir. Ela levou a mão até o seu rosto recém barbeado e acariciou a pele macia, arrancando um novo sorriso dele.
— Está bem, mas agora, traga essa boca até aqui e dê ao aniversariante, algum carinho, por favor. — Ele pediu, arrancando uma risada linda dela. Ele não parecia perturbado com nada do que aconteceu e isso já ajudava. Bella saltou um pouco para frente no sofá, até ter uma das pernas em cima do joelho de Edward e o segurou no pescoço antes de beija-lo com doçura.
Edward segurou a cintura dela, controlando a si mesmo para não puxa-la para o seu colo e dar a sua família, um verdadeiro show. Ele sabia que eles não se importariam, mas sua menina ainda não estava totalmente recuperada da discussão de mais cedo, então iria com calma. Quando ela permitiu, ele invadiu sua boca com a língua e a provocou por alguns instantes, fazendo-a suspirar e gemer baixinho. Os dois pegavam ar nos breves segundos em que se separavam, mas logo estavam conectados um ao outro novamente, beijando, tocando, apertando. Ele estava ficando duro apenas com a sua mãozinha descansando em sua coxa, quando Jasper os interrompeu com uma limpada de garganta.
— Você parece melhor. — Ele observou, fazendo-a corar de propósito — Muito bem, agora temos alguma cor nesse rosto. Mas falando sério, bebê, está tudo bem? Eu posso leva-la para casa, se quiser.
— Pare de chama-la disso — Edward rosnou, sentindo uma pontada de ciúme com o termo carinhoso — Ela não está indo a qualquer lugar também. Certo, Bella?
— Certo — Ela confirmou, sorrindo um pouco — Eu estou bem, Jasper, apenas não sei como encarar todo mundo depois daquilo.
— Da mesma forma que antes. Esme parecia estar no céu por tê-la por perto e isso não deve ter mudado por causa do descontrole daquela maluca — Jasper afirmou — A Isabella que eu conheço, não ficaria chateada por causa do que uma cadela ciumenta tem a dizer e se ficar, eu vou coloca-la no meu joelho e fazê-la se arrepender disso. — Ele ameaçou e ela viu Edward com o canto do olho, ele balançou a cabeça e apertou a ponta do nariz.
— Agora você está me provocando.
— Sim, eu estou — Jasper riu, dando de ombros — Enfim, Carlisle pediu para avisar que sua mãe já vai nos servir, então vamos pegar um lugar?
Ele se afastou, sendo atraindo pelo cheiro do salmão que Esme trazia em uma travessa de cerâmica branca. Todos se aproximaram da mesa. Carlisle ajudava com os acompanhamentos e também trouxe o vinho, enquanto isso, Alice retirava a camisa de Mason para que ele não se sujasse durante a refeição.
Edward foi o primeiro a levantar e insegura, ela o seguiu para junto dos demais. Esme abriu um largo sorriso ao vê-los chegando abraçados e indicou aos dois: a cadeira da cabeceira para o filho e a da direita à dele, para Bella.
Emmett entrou batendo a porta assim que todos estavam servidos e apesar do cansaço em sua postura, ele chegou fazendo piada e brincando com seu filho, que sonolento, bocejou uma resposta. Alice aproveitou a chance para encher sua pequena boca de comida e Esme comandou toda a conversa, lhes contando sobre os últimos acontecimentos em Forks.
Toda a mesa explodiu em gargalhadas quando ela mencionou sobre o garoto Wyatt ter sido flagrado, descendo seminu através da varanda da Sra. Green. A vizinha, que regava suas plantas, viu a cena e por causa da ausência dos seus óculos, ela gritou, imaginando ser assalto. O marido chamou a polícia e obrigou a Renée a leva-lo para delegacia, por cometer atos obscenos na frente de sua mulher, mesmo que a senhora sequer tivesse visto que o rapaz estava usando quase nada.
— Eu daria tudo para ver a cara da minha mãe, tendo que manter um adolescente preso e usando apenas uma tanga no seu banco de trás — Isabella riu e Mason a imitou, mesmo que não soubesse o porquê de todos estarem se divertindo — Ele não é filho do seu treinador?
— Antigo treinador — Edward a corrigiu, antes de levantar um dedo para limpar o canto da sua boca, onde um grão de arroz vermelho estava grudado. Ele aproximou-se e beijou o lugar, deixando toda a mesa em silencio — O filho mais novo. Agora, ele é receptor no time do colégio e pelo visto, tem algo por mulheres mais velhas. Eu não posso culpa-lo, porém. Ele não foi o primeiro e nem será o último a cair nas garras da Sra. Green. — Ele riu e olhou para Emmett, que tomou um longo gole de vinho e pigarreou.
— Por que você olhou para o seu irmão assim? — Carlisle perguntou, confuso.
— Assim como? Eu não olhei.
— Sim, você fez. — Esme insistiu.
— Yep, cuspa. — Jasper mandou, piscando para a senhora. Ele borrava as suas calças com medo de Emmett, mas a mãe dos rapazes era incrível e ele já a adorava.
— Ah, papai! Pelo amor de Deus, não seja tão ingênuo — Alice disse, revirando os olhos em divertimento e riu para os irmãos, antes de continuar — Você realmente acha que havia necessidade de a mulher mudar os moveis de lugar duas vezes por mês? E que Emmett era o único rapaz na rua capaz de ajuda-la?
Isabella engasgou-se com a água e cuspiu o resto do liquido em seu copo. Todos começaram a rir, enquanto Edward batia levemente em suas costas, apreciando o rosto vermelho do irmão que não sabia onde se enfiar no momento. Ele não se orgulhava de ter cedido às investidas da viúva e muito menos, ter voltado por mais.
— Eu não posso acreditar que ela aliciou o meu menininho! — Esme gritou, dividida sobre como se sentia sobre a informação. Como ela deixou isso passar?
— Ela não me aliciou, mamãe — Emmett resmungou, cutucando o prato como um garotinho pego na mentira — Foram só algumas vezes e se querem saber, foi uma experiência muito válida. Ela é... difícil de conter. — O seu primeiro sorriso desde que o assunto surgiu, apareceu com as lembranças da mulher afoita tentando tirar as suas roupas desde o momento em que ele passava pela porta.
— Sim, mas agora ela é velha. É nojento. — Alice comentou, fazendo careta.
— Se o Wyatt está indo vê-la, ao invés de curtir com as garotas de sua turma, eu acredito que ela deva estar no auge do seu apetite — Ele retrucou, malicioso — Acredite em mim, mana, algumas mulheres só melhoram com o tempo.
— Eu que o diga. — Seu pai concordou.
— Nojento! — Mason repetiu, girando o prato vazio.
— O que foi que você falou aí, Carlisle? — Esme bateu com o punho na mesa. Seus dedos apertando a faca entre si e ele engoliu o pedaço de cogumelo com dificuldade.
— Eu estava me referindo a você, amor — Ele se apressou em dizer, segurando sua mão e fazendo-a soltar a arma aos poucos. Vendo que ela não estava convencida, ele continuou — A cada ano, você só fica mais bonita e cheia de novidades. Eu não poderia pedir por mais em qualquer área do nosso casamento.
— Oun, isso é tão doce! — Isabella gracejou, assistindo Esme amolecer diante do olhar quente do marido — Por que é que você não me diz coisas assim? — Ela brigou com Edward, batendo suas mãos para fora dela, fingindo estar chateada e sorrindo, ele cutucou seus lados, até que ela pulasse e risse também.
— Quando chegarmos lá em cima, eu vou lhe dizer algumas coisas que não tem nada de doce nelas e você vai adorar cada uma. — Ele prometeu e ao se inclinar, colocou a mão em sua coxa, por baixo do vestido e deu-lhe um forte aperto.
— Oh, não, parem! Informação demais! — Jasper gemeu, cobrindo os ouvidos.
— Muito demais! — Mason gritou e imitou o namorado da tia, cobrindo as pequenas orelhas. Pares de olhos se voltaram para ele, todos admirando o quanto o garoto era bonito, antes de voltarem a se provocarem.
Isabella estava se sentindo bem quando a sobremesa foi servida. Ninguém mencionou Rose na mesa e todos agiram com normalidade sobre o fato de ela não estar participando da refeição. Todos os assuntos que mencionavam o passado, eram leves e cuidadosamente selecionados. Edward, às vezes, apertava a perna dela com força demais, quando Emmett e ela estavam presos em alguma conversa que o deixava de fora. Em certo momento, o homem realmente puxou a sua cadeira para mais perto, até que ele pudesse toca-la com mais facilidade e beija-la sempre que achava estar sendo ignorado, mas ela não reclamaria sobre isso.
Porém, quanto mais taças de vinho ele tomava, mais solto ficava e em algum momento, parou de se incomodar em vê-la com o irmão. Ele percebia o quanto Isabella estava satisfeita em falar sobre e com Mason, então ele a deixou ter aquele momento. Sua menina sempre gostou de crianças e se o seu sobrinho estava fazendo-a ter um bom momento, ele ficaria quieto e apreciaria junto com ela.
Ele a bombardeou com beijos quando viu a torta de chocolate e framboesas. Seu doce favorito desde que ficou para comer pela primeira vez na casa dela em Forks e como era de se esperar, estava divino. Todos comeram entre gemidos, mas não foram capazes de repetir, porque o ultimo pedaço foi motivo de guerra entre os irmãos, mas Bella teve a palavra final e cedeu a fatia ao aniversariante, que passou o resto da noite com um sorriso convencido e satisfeito nos lábios.
— Babe, por favor, hoje é o meu dia — Edward pediu, enfiando o rosto no pescoço da morena e beijando ali. Depois que eles comeram, foram para sala de estar, onde ele recebeu seus presentes, conversaram por mais um tempo, assistiram um filme do Ridley Scott e Mason dormiu na metade, sobre o peito do pai. Agora todos estavam se despedindo e ele se recusava a deixa-la ir — Vamos, fique.
— Já passou da meia-noite, é o dia de outra pessoa e eu não posso — Ela gemeu a resposta, sabendo que se não fosse embora agora, cederia — Tenho que trabalhar amanhã cedo, você esqueceu?
— E então, pombinhos, o que vai ser? — Alice apareceu, balançando as chaves do carro.
— Eu vou...
— Ficar — Ele respondeu em seu lugar e virou para a irmã — Você deixou algumas roupas suas na lavanderia, certo? — Quando ela conformou com a cabeça, ele voltou-se para Isabella, pronto para argumentar, mas ela foi mais rápida.
— Tudo bem, você venceu! Eu fico, apenas porque amanhã é sexta-feira e alguns minutos de atraso não vão me matar.
Ele riu, agarrando-a e a verdade é que estava morrendo para passar a noite com ele. Na casa dele. Como sua.
Ela se despediu do pequeno Mason com um beijo em sua testa. Socou o ombro de Emmett de brincadeira e beijou Ali e Jasper antes de fechar a porta. Esme e Carlisle tinham sido os primeiros a se retirarem, afirmando estarem cansados da viagem e um pouco lentos por causa da bebida. Edward teve alguma dificuldade em tirar a sua mãe de cima dela, mas conseguiu que seu pai a levasse para o quarto de hospedes e tomando a morena nos braços, ele a levou direto para cama.
Risonha, Isabella passou a mão no topo da coxa e subiu o vestido, mostrando a pequena calcinha preta que vestia. Edward sibilou.
— Mhmm. É hora de desembrulhar o meu presente especial.
Ajoelhando no colchão, seus olhos foram direto para o decote tentador que o provocou pelas últimas quatro horas. Ele estava prestes a tocar a pele alva com os lábios quando três palavrinhas, o fizeram parar.
— Eu te amo.
Porra.
Ele puxou algumas respirações, como se estivesse em pânico e ela não o ajudava, esperando enquanto o olhava com ternura. Ele engoliu quando sentiu a pequena mão cobrindo a dele e assistiu Isabella coloca-la sobre o seu coração. As batidas o acalmaram com o passar do tempo e ela repetiu:
— Eu te amo.
Edward não era capaz de retribuir e sabia que nunca seria.
As palavras e os sentimentos, mas ele continuaria compensando e agradecendo-a por isso. Começando por uma longa madrugada a qual ela não seria capaz de esquecer enquanto vivesse.
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