Notas iniciais
Então minha gente, estou me aventurando em SNK.

Espero que vocês gostem. Essa ideia surgiu do nada e eu tive que escrevê-la.

É Universo Alternativo e se vocês acharem algo muito errado, não hesitem em me avisar.

Boa leitura

Eu estava muito estressado, mas finalmente a sexta-feira havia chegado. A bendita sexta-feira de uma semana infernal no trabalho. Era pressão de tudo o que é lado e quando se trabalha na Bolsa de Valores qualquer erro significa a perda de milhares de dólares e a sua cabeça também. Mas eu estava animado, estava na hora do fim do expediente.

Para piorar tudo, minutos antes de eu sair, meu chefe havia me dito que em quinze dias, no máximo, entraria um estagiário e que dessa vez não haveria escapatória, ele ficaria sob a minha tutela. Á merda que eu queria um estagiário, aquele bando de pivetes mal criados e ignorantes que acham que sabem muito quando não sabem porra nenhuma.

Eu havia sido incisivo:

_Não quero nenhum arrogantezinho que nem saiu da faculdade! — falei sério e sem humor nenhum para o meu superior mas o cara lançou um sorriso e riu da minha cara.

_Ah não! Fique tranquilo. Não está na faculdade não.

Respirei um pouco aliviado. Treinees são um pouco menos piores que estagiários.

_Ele está no colegial ainda. Colegial técnico — cuspiu as palavras e saiu do escritório pois sabia muito bem que se ficasse iria ouvir umas poucas e boas.

_Merda!!!

Talvez tenha falado um pouco mais alto do que seria prudente mas eu não estava com saco para isso. A Bolsa estava com essa nova política de estagiar colegiais e isso era o pior de tudo, quer dizer, não eram nem adultos jovens...eram adolescentes mesmo, com aqueles maus modos, sempre grudados nos seus celulares, seus fones de ouvidos sempre plugados, suas gírias.

E o que andou acontecendo com a adolescência? Por que tinham quer ser tão altos??? Eu odiava isso.

Saí furioso do prédio da Bolsa. Peguei meu carro no estacionamento e pensei em ir para um bar. Talvez uma ou duas doses de álcool fossem me fazer bem mas só de pensar em enfrentar esse trânsito todo e ainda achar um lugar para estacionar… Desanimei. Rumei para casa e em quarenta minutos eu estava entrando na garagem do meu apartamento. Quarenta minutos que poderiam ser quinze se não fosse o congestionamento.

Entrei e me encaminhei para o banheiro. Estava desesperado por um banho quente e relaxante. Tirei a roupa e a dobrei cuidadosamente antes de colocar no cesto de roupa suja. Ajustei o chuveiro para a temperatura mais quente e abri o registro.

A água quente escorrendo pelo meu corpo fez o seu papel, pelo menos em parte; quando terminei o banho ainda estava tenso. Me enrolei na toalha e fui pegar uma roupa no quarto. Vesti uma calça de moletom larga cinza clara e uma camiseta preta, mais justa no corpo.

Peguei um pedaço de queijo da geladeira e cortei em cubinhos, depois abri um vinho tinto e despejei na taça.

“Nada como beber numa sexta-feira à noite” — pensei tomando um longo gole do vinho, estava gelado e adstringente — delicioso. E minha língua estalou de prazer no céu da boca. Admirei a cor rubra na taça transparente por alguns minutos.

“Bem, sexo também é ótimo numa sexta-feira” — pensei.

O problema era que eu estava sem namorado há um bom tempo e ultimamente vinha preferindo pagar por sexo do que ter o trabalho de arranjar alguém fixo ou ter que ir flertar num desses barzinhos ou baladas.

Puxei o notebook do braço do sofá fofo de chamois preto e o liguei. O endereço eletrônico da agência de acompanhantes já estava salvo como uma das primeiras entradas.

“Patético!” — pensei — “Como se eu fosse um solteirão de trinta anos tão solitário que tivesse que pagar por sexo!”

Ok, talvez eu fosse isso mas era mais por preguiça e falta de interesse em mudar a minha vida. Estava bom do jeito que estava.

Fui rolando a tela, vendo os anúncios descrevendo os atributos físicos daqueles homens, engraçado como todos seguem a mesma linha: homens bonitos, sarados, sempre bem dotados com aquelas fotos exibindo rostos com expressões safadas e torsos bem trabalhados. Normalmente eu escolheria o loiro de sempre, ele já me conhecia, já sabia do que eu gostava e como eu gostava sem eu ter que ficar falando ou então escolheria algum outro loiro alto com expressão severa.

Mas então meus olhos se prenderam num outro tipo bem diferente do meu padrão. Nunca tinha visto o anúncio dele: cabelos castanho escuro, um rosto jovem — bem jovem na verdade — lábios rosados e carnudos e o que me chamou mais a atenção: aqueles olhos grandes e verdes me olhando através da foto.

Não tinha aquela expressão de “vou te foder até você perder os sentidos” que os outros tinham; mas sim, eram olhos sedutores. O corpo também não era escultural, mas era definido, pelo menos era o que a foto mostrava.

“Carne nova” — pensei arqueando uma sobrancelha.

Gostei do que vi. Talvez fosse bom mudar um pouco a rotina. Peguei o celular e liguei, o agenciador já me conhecia e estranhou um pouco eu ter saído da dieta de loiro alto e forte.

_Quero algo novo, falei — depois de um tempo usando o serviços deles, acabei meio que criando uma amizade com os atendentes.

_Você vai gostar dele. É novo no meio.

_Ele é maior de idade, não é? — perguntei . O cara parecia muito novo. Abri o site novamente, clicando duas vezes em cima da foto dele para ver melhor seus atributos.

Não mostrava muito, apenas um cara sem camisa. A foto terminava no cós da calça baixa.

_Claro, senhor Rivaille. Nós só agenciamos maiores de idade. Às vinte horas está bom para o senhor?

_Sim, claro.

Tinha terminado de tomar a primeira taça e despejei mais da garrafa.

Eram dezoito e quarenta, ainda teria um tempo até ele chegar e eu esperava mesmo não me arrepender da escolha feita. Era diferente do que eu estava acostumado. Mas estava afim de ser o ativo dessa vez.

Fiquei navegando na internet até a campainha tocar, eu havia avisado previamente a portaria sobre a visita de um sobrinho.

Impressionante como meus parentes me visitavam: primos e sobrinhos em sua totalidade… O porteiro nunca desconfiou, ou se desconfiou foi muito esperto em disfarçar.

Olhei o relógio: dez para as oito. Estava adiantado. Gostei da pontualidade. Uma vez contratei um que me fez esperar por vinte minutos.

Abri a porta e do outro lado estava o rapaz. Olhei bem para ele: era bonito mesmo, e parecia jovem, Os olhos eram tudo aquilo que pareciam na foto e muito mais, eram intensos e pareciam um pouco envergonhados.

_Boa noite — cumprimentou — Sou o Eren.

“Hunf, nome de guerra esquisito” — pensei e dei um passo para o lado, deixando o rapaz entrar,

Ele deu alguns passos para dentro da minha sala. Vestia uma calça jeans justa na bunda arredondada e empinada e uma blusa de manga curta branca e colada no corpo, trazia a jaqueta de sarja marrom na mão.

_E você é o ...?

_Você não precisa saber o meu nome — falei ríspido, era uma regra minha, nunca falava o meu nome para os meus acompanhantes. Parecia íntimo demais.

Indiquei o sofá e ele se sentou na ponta. Parecia desconfortável.

Fui até a bancada e me servi de mais uma taça da segunda garrafa.

_Quer vinho? — ofereci.

_Ah não. Eu não bebo.

Era regra deles também. Nunca bebiam nos programas.

_Um suco então?

Ele olhou para os lados.

_Hmm. Pode ser.

“Caralho. O cara parecia mais nervoso do que eu. Devia ser novato mesmo.”

Fui até a cozinha e enchi um copo alto do suco de caixinha da geladeira.

_Só tem de maçã.

_Tudo bem — me respondeu pegando o copo e tomando um gole.

Eu fiquei em pé, na frente dele e rolei o pedestal da taça nos meus dedos, tomando um pequeno gole por fim. Observava ele atentamente. Eren depositou o copo na mesinha de centro e limpou a boca com a mão.

“Podia ter pedido um guardanapo” — pensei.

_Então, como quer? — perguntou e eu percebi que corou um pouco.

_Eu serei o ativo — declarei e ele assentiu levemente com a cabeça.

Eren levantou-se, ficando muito próximo à mim.

Droga, ele era bem mais alto do que eu. Se bem que isso não é nenhuma novidade.

Colocou as mãos na minha cintura e apertou um pouco; gostei do jeito que me segurou. Então me puxou para ele e se inclinou para a frente, abaixando a cabeça e aproximando a boca da minha.

_O que você pensa que vai fazer? — perguntei incisivo.

Eren suspendeu o movimento e abriu os olhos.

_Ah...nada!

_Você ia me beijar???

_Bem… sim...quer dizer...não — Ele ficou vermelho de vergonha — Alguns clientes gostam… Pensei que você…

_Sem beijos — declarei.

_Tudo bem — concordou desconcertado — O que quer que eu faça, então?

Sorri provocante para ele. O garoto parecia um virgenzinho, estava todo sem jeito, envergonhado e atrapalhado. Pelo jeito eu teria que orientar tudo mas ia ser gostoso foder aquela bunda.

_Me mostre o que sabe fazer — Eren voltou a me segurar na cintura — Mas — avisei — sem beijo na boca.

Dessa vez ele se inclinou para o meu pescoço e começou a beijar a pele, dando algumas lambidas. Comecei a arrepiar e pousei minhas mãos no seus braços. Lentamente começou a erguer a minha camiseta e terminou por tirá-la, jogando-a no sofá. Os dedos quentes tocaram o meu peito, descendo para o meu abdome, pressionando, contornando meus músculos…

Eren mordeu o meu pescoço e eu comecei a ficar excitado. Foi descendo, beijando e mordiscando, sugou meu mamilo enquanto beliscava o outro, enviando descargas elétricas diretamente para o meu membro semi-ereto. Abracei ele, segurando-o com uma mão pela nuca enquanto a outra se infiltrava nos seus cabelos castanhos e macios.

Ele trocou, sugando e mordiscando o outro. Inclinei minha cabeça para trás e fechei os olhos, aproveitando a sensação prazerosa. Acariciei seus cabelos e ele desceu mais beijando meu abdome, deixando um rastro de saliva no caminho, as mãos desceram da minha cintura para o meu quadril, segurando com força, infiltrou a língua no meu umbigo e eu joguei o quadril para frente.

_Humnnn — gemi baixo.

Percebi que ele sorriu contra a minha pele e desceu mais. Os dedos se enroscaram no elástico da minha calça e puxou-a para baixo.

Meu pênis estava semi-ereto. Eren o massageou por cima da boxer preta que eu usava, roçou os lábios no volume e mordiscou, me olhando de baixo. Eu o encarava e estava muito excitante ver aquele garoto corado de grandes olhos verdes ali, sentado no sofá, massageando meu membro.

Enganchei meus polegares no elástico da boxer e a puxei um pouco. Estava louco para ele me chupar. Eren começou a tirar a peça e eu empurrei levemente a cabeça dele para baixo.

Ele segurou meu membro e começou a masturbar na tentativa de me deixar duro de vez. Bobagem… eu demoro para me excitar completamente.

_Chupa! — mandei empurrando mais uma vez a cabeça do rapaz ao mesmo tempo que jogava o quadril para frente.

Eren lambeu a extensão do meu pênis e o abocanhou. A boca dele era úmida e quente e a língua dançava na minha glande. Começou então a sugar, fazendo movimentos de vai e vem com a cabeça.

O cara parecia novinho mas chupava muito bem. Gemi mais alto e comecei a mover o quadril também, estocando de leve a boca de Eren.

Eren gemeu também e o tirou da boca.

_É gostoso, senhor — falou e voltou a pôr na boca, concentrando as sugadas na glande e masturbando ao mesmo tempo.

Gostei de ser chamado de senhor. Me dava uma autoridade boa.

_Isso. Chupa, direito — estoquei com mais força, segurando uma mecha do topo da cabeça e o fiz se engasgar mas não parei — Engole tudo.

Eren então parou de se mover, deixando eu estocar na sua boca. Segurou meu quadril com força. Relaxou e eu forcei na sua garganta, indo até o fundo e segurando sua cabeça.

Ficamos nisso por um tempo e finalmente eu estava completamente duro.

Tirei meu membro da sua boca.

_Vamos para o quarto — falei puxando-o pela mão.

Ele se levantou prontamente e eu o encaminhei para o quarto mas no meio do corredor me agarrou e jogou na parede me prensando, voltou a atacar o meu pescoço com mais ímpeto, sua mão estava espalmada com força nas minhas costas e a outra me masturbava rapidamente. Seu corpo me pressionava e se esfregava em mim num amasso gostoso que fez eu ofegar.

Agora sim ele tinha pego o jeito. Gemi alto e o abracei, enlaçando seu pescoço e o trazendo mais para mim. Um dos seus joelhos estava encaixado entre as minhas pernas e massageava meus testículos de uma forma enlouquecedora.

Puxei sua camiseta para cima e a arranquei. Comecei beijando seu ombro e senti ele gemendo. Não fiquei me preocupando se eram gemidos sinceros ou ensaiados para agradar os clientes, mas a pele dele tinha um gosto bom e estava arrepiada igual à minha, percorri a clavícula com a língua e mordi o ombro, apertando as costas dele com as mãos espalmadas. Eren desceu as mãos e apertou a minha bunda, massageando.

_Ahhh — não consegui conter o gemido, as mãos dele eram grandes e quentes e conseguiam segurar com firmeza minhas nádegas.

Pressionamos nossos membros em riste, esfregando-os; eu nu e ele ainda vestido, manchei a calça dele com o meu pré-gozo. Eu estava com muito tesão e o garoto era muito bom em fingir que estava gostando, seus olhos até brilhavam.

Arrastei ele para o meu quarto e o joguei na cama. Beijei o corpo definido de Eren, sentindo ele tremer e se arquear.

_Hhhhmmm senhor, isso é muito bom… — gemeu com a voz arrastada.

Arranquei as calças e a boxer branca dele. O membro pulou para fora da boxer e eu o segurei nas mãos: estava muito duro e quente e bem… era bem grande. Quase mudei de ideia sobre ser o ativo. Devia ser bom sentir todo aquele volume dentro…

Mas não, hoje não.

Masturbei-o com movimentos rápidos e firmes e ele se contorceu na cama, agarrando os lençóis.

_Huuunnmmmm ah aahhh. Me diz o seu nome, sennnhor — falou entre os gemidos.

_Por que quer saber o meu nome? — perguntei — Isso não é importante.

Eren ficou mais corado ainda e permaneceu em silêncio, me olhando com aqueles olhos verdes e brilhantes.

Parei de masturbá-lo e engatinhei até a mesinha de cabeceira, alcançando o tubo de lubrificante e o pacote de camisinha que eu deixava estrategicamente de prontidão ali.

Despejei um pouco do líquido levemente rosado na mão e ele abriu as pernas, entendendo o que eu ia fazer. Passei o indicador e o dedo médio na sua entrada e ele se contraiu. Abri mais as suas pernas, empurrando seus joelhos para os lados e o expondo mais. Minhas suspeitas foram confirmadas: o garoto era bem fechado. Devia estar acostumado a ser o ativo e estava pouco rodado aqui atrás.

Sorri diante da promessa de um traseiro apertado se contraindo no meu membro mas não ia ter jeito, teria que preparar direito. A última coisa que eu queria era uma reclamação da agência sobre maus-tratos e bem, o garoto não merecia sofrer mesmo.

Inseri o indicador e Eren gemeu.

_Senhor… — suspirou quando inseri o outro dedo e comecei a movê-los no seu interior. Realmente era apertado.

Preparei-o rapidamente, vesti o preservativo e me posicionei.

Por um momento nossos olhos se encontraram. O rapaz não estava fingindo não, realmente estava excitado.

_Preparado? Vou te comer até cansar — anunciei.

Eren assentiu levemente, fechou os olhos e mordeu o lábio inferior.

Tive vontade de beijar aquela boca e estranhei imensamente esse meu desejo. Fazia dois anos que eu não beijava ninguém, e nem tinha tido vontade disso.

Empurrei meu quadril para frente e o penetrei lentamente vendo como ele apertava os olhos e mordia com mais força o lábio, tentando controlar o desconforto.

“Puta que pariu! Era muito apertado” — pensei empurrando com mais força até entrar tudo e eu sentir as nádegas de Eren contra o meu quadril

Era tão apertado que meu pênis doía e eu pensei por um momento se o menino não era virgem.

“Mas que bobagem...Desde quando um garoto de programa era virgem?”

Comecei a me mover, estocando fraco.

_HHGGaahh — Eren deu um gemido que na verdade era mais um grito baixo e eu comecei a me mover mais rápido arrancando gemidos do rapaz, algumas lágrimas escorriam dos cantos dos olhos dele.

Acariciei seu abdome, pressionando meus dedos nos músculos contraídos.

_Você é gostoso, garoto — apalpei seu peitoral aproveitando para beliscar os mamilos, girando-os entre o indicadores e polegares.

Eren gemeu mais uma vez e arqueou as costas.

Gemi também, metendo com mais força e o segurando pelos ombros.

Estava sendo uma transa fantástica. Fazia tempo que eu não fodia assim.

Eren deslizou as mãos pelos meus braços, subindo e pousando-as nos meus ombros.

Meu quadril batia com força nas nádegas de Eren e ele começou a rebolar e a gemer cada vez mais. Os vizinhos iriam ouvir com toda certeza mas ninguém tinha nada a ver com a minha vida.

O som daquela voz gemendo alto e o rebolado me excitou mais e eu investi com mais força gemendo junto com ele.

_AAhhhh hummmm .

Eren gemia e gemia e em dado momento balbuciou choramingando:

_Me diz o seu nome, senhor.

Insistência chata. Ele mal conseguia respirar direito e ainda ficava tentando falar.

_Para quê quer saber o meu nome? — perguntei sem parar de meter.

_Ahhh haa hmmm eu...quero...ggemer o...seu nome — respondeu aos trancos, no ritmo das estocadas, puxando o ar entre as palavras.

“Caralho!!!!” — senti o gozo vindo e me controlei.

_É Levi — falei sem pensar e me arrependi no mesmo momento.

Eren sorriu e apertou as mãos nos meus ombros.

_Ahhh Levi — ele gemeu meu nome de um jeito muito sexy.

Ele não parecia um garoto de programa e eu senti uma coisa esquisita se retorcer no meu peito quando vi o jeito que ele gemia e sussurrava o meu nome enquanto eu metia com força nele.

Então tudo piorou, Eren me segurou com mais força e me puxou. Deitei sobre seu corpo e ele me abraçou, enrolando os braços no meu pescoço. Não pude evitar abraçá-lo também, embora eu sempre tenha evitado isso.

Passei meus braços por baixo dos seus e o abracei apertado, ele enrolou as pernas em torno do meu quadril e travou os pés nas minhas costas. Continuei no ritmo rápido e Eren encostou os lábios no meu ouvido:

_Levi — sussurrou — Você mete tão gostoso… Eu vou gozar.

Realmente aquela era uma foda fantástica. Eren se contorcia embaixo de mim, tocando o meu peito com o dele, roçando… rebolando no meu pênis. Os gemidos batiam diretamente no meu ouvido junto com a respiração acelerada dele.

Levei minha mão entre nossos corpos e segurei seu membro, começando a masturbá-lo rapidamente.

E num gemido mais longo, mordeu meu pescoço e gozou na minha mão. Sua entrada apertou ainda mais o meu pênis, estrangulando-o naquela entrada super apertada.

Gemi também e gozei afundando os dedos com força naquelas coxas roliças.

Ainda estoquei alguns minutos. Eren passeava com as mãos pelo meu tórax.

Saí dele e retirei o preservativo, dando um nó e colocando-o cuidadosamente sobre a embalagem vazia e colocando-os sobre a mesinha de cabeceira.

Deitei ao lado de Eren. Ambos estávamos suados e ofegantes. Passei a mão sobre a minha testa, limpando o suor e afastando os cabelos.

Eren se virou de lado, colocando as mãos sob a bochecha e olhando para mim.

_Gostou? — perguntou.

Sorri para ele e dei um tapinha na sua coxa, perto do joelho.

_Você é bom, garoto.

Ele sorriu mais e corou um pouco.

“Não. Definitivamente ele não parecia um garoto de programa”,

Olhei a hora no relógio do celular: faltava vinte minuto para o fim do programa. Eren também percebeu a hora.

_Posso tomar um banho? — pediu.

_Claro.

Me levantei , peguei uma toalha limpa no armário e joguei para ele que a pegou no ar.

Enquanto Eren tomava a ducha, vesti minha boxer e puxei os lençóis da cama, jogando-os na lavadora e ligando-a no ciclo rápido. Não por nojo nem nada, apenas essa minha maldita obsessão por limpeza. Eu trocava a roupa de cama dia sim dia não. Joguei a embalagem com o preservativo usado na lixeira da lavanderia já que o banheiro estava ocupado e aproveitei para passar um pano na mesinha.

Quando o garoto saiu do banheiro, meu quarto estava impecável novamente. Saiu com a toalha enrolada no quadril, percebi que tinha deixado algumas marcas no seu peito quando suguei a pele com força.

_Desculpa aí — falei apontando as três marcas perto dos mamilos.

Ele acompanhou com os olhos e viu as marcas, passou os dedos de leve sobre elas

_Ah, tudo bem. Acho que não vão me causar problemas — depois olhou para mim e fez uma expressão espantanda — Desculpe, também.

Olhei surpreso para ele e ele apontou o meu ombro. Tive que ir até o espelho para ver as marcas de dentes perto da curva do ombro. Uma marca bem visível. Primeira vez que um deles me marcava assim, e eu sabia a hora que ele a tinha feito: foi na hora que gozou.

Fiz um movimento com a mão sinalizando um “deixe para lá”.

Eren resgatou sua boxer e sua calça de cima da minha cama onde eu tinha dobrado, vestiu-as e eu o segui até a sala onde ele pegou a camiseta do sofá.

Eren olhou o celular.

As duas horas do programa tinham se esgotado.

_Já vou indo — anunciou e pegou a jaqueta.

_Você tem outro programa hoje? — nem sei porque perguntei isso. Não era da minha conta.

_Ah, não. Pelo menos não me avisaram — ele vestiu a jaqueta e ajeitou a gola em torno do pescoço.

Peguei a minha carteira e saquei as duas notas de cem dólares, acrescentei mais uma de cinquenta — o garoto era gostoso, merecia um acréscimo. Entreguei e Eren contou as notas arqueando um pouco as sobrancelhas quando viu o valor à mais.

_Mas…

_É um presente. Gostei de você — falei meio constrangido. Ele tinha sido o segundo em toda a minha vida que eu dei dinheiro à mais.

_Obrigado, Levi — agradeceu.

Nos encaminhamos para a porta e eu a abri.

_Boa noite, Eren — me despedi.

_Boa noite, Levi.

Eren me abraçou brevemente e eu retribuí.

Depois que ele foi embora eu finalmente tomei um banho e assisti à uns programas na TV.

Tinha sido um ótimo programa. O garoto era inexperiente mas era gostoso e eu me sentia muito satisfeito.

“Vai demorar para eu sentir vontade de transar novamente” .

Foi o que eu pensei antes de adormecer mas três dias depois eu tive que ligar novamente para a agência.

_Lovin’ boys, boa noite — o atendente de voz afetada me cumprimentou do outro lado da linha.

_Boa noite. Quero marcar um programa.

_Pois não, senhori. Qual o acompanhante?

_Quero o Eren. Pode ser às vinte e uma horas.

Ouvi o som das teclas sendo digitadas.

_Hummm, Ele não estará disponível nesse horário…

_Pode ser no seguinte — propus.

_Ele só trabalha até às vinte e três.

“Só até as vinte e três? Que tipo de profissional ele era?”

_Sério??! Por quê??

É claro que o atendente não sabia, ou não podia falar. E ficou em silêncio.

Mas eu realmente queria o garoto. Não tinha conseguido tirar ele da cabeça nesses dias. Queria testar ser o passivo dele.

_Não tem como falar com ele? Eu pago um acréscimo — eu parecia um pervertido mas valia a pena insistir.

_É contra as nossas regras, senhor. Não quer escolher outro? Temos muitos tão bonitos quanto ele.

_Não. Quero o Eren. Só ligue para ele, ou me dê o número, por favor.

O atendente ficou um tempo em silêncio, provavelmente pensando na decisão.

_Ok, vou ligar, depois retorno para o senhor. Qual o seu nome?

_Levi Rivaille — respondi e passei o número do meu celular. E fui indagado novamente sobre eu querer um moreno e não um loiro como de costume.

“Eu sou tão óbvio assim?” — pensei irritado, encerrando a ligação.

Dez minutos depois o celular voltou a tocar.

_Alô?

_Alô. Levi?

Era a voz do Eren e parecia ainda mais jovem pelo telefone.

_Ah, oi, Eren. Então… eu liguei para a agência.

_Sim, eu sei.

Me senti um idiota, é claro que ele sabia disso. Foi a própria agência que ligou para ele.

_Tem como me atender? — tentei controlar a ansiedade.

“Era apenas negócios”.

_É que… é complicado para mim depois das onze da noite…

_Você está trabalhando agora? — perguntei curioso.

_Não.

_Então por que não vem agora?

Eram sete e quarenta da noite.

_Agora não dá.

_Então venha depois.

Não sei porque eu estava fazendo isso. Seria muito mais fácil escolher outro, havia dezenas na agência.

Eren ficou em silêncio.

_Está bem — respondeu por fim — Mas só posso às vinte e duas, tudo bem?

_Está ótimo. Até daqui a pouco.

_Até — ele respondeu e desligou.

Meu membro pulsou ante o pensamente de estar novamente com aquele garoto.



Notas finais
O que vocês acharam?

Como eu disse, é a minha primeira de SNK e não estou muito segura.

Talvez tenha continuação.

Não deixe de comentar.

Beijos