Notas iniciais
Olá pessoas, Quero agradecer à todo mundo que comentou, favoritou e está acompanhando a fic. Fico muito feliz, mesmo! Essa será uma fanfic curta. Acredito que vai ter mais um ou dois capítulos, no máximo. Espero que gostem.

Cerca de vinte minutos depois que desliguei o telefonema, começou a cair uma tempestade furiosa, as árvores eram açoitadas pelo vento que zunia passando pelos vãos dos prédios e o céu estalava com os trovões, os raios iluminando a noite escura.

Fiquei deitado: a cabeça apoiada no braço do sofá e uma perna erguida e apoiada no encosto, olhava displicente para o celular, rolando preguiçosamente a página de notícias.

Era uma noite de terça-feira, quase meio da semana e eu lá, esperando um garoto de programa para um sexo casual.

Bufei nervoso. Eu não era assim. Nunca fui.

Fiquei me perguntando o que poderia estar acontecendo.

Tudo bem que eu tivesse gostado do rapaz e talvez ele se tornasse uma das minhas opções preferidas mas eu nunca contratava no meio da semana. Nunca!

“É só o estresse do trabalho. É por isso que eu estou assim! Só pode!!” — pensei, tentando achar uma explicação sensata.

Peguei o controle da TV e apertei o botão vermelho, o aparelho ligou imediatamente, sintonizado no canal de seriados.

Acho que acabei pegando no sono porque acordei com o som da campainha, olhei para o relógio: eram dez e vinte da noite. A chuva continuava inclemente lá fora. A campainha tocou mais uma vez e eu me levantei.

“Deve ser o garoto. Está atrasado!” — pensei.

Abri a porta e Eren estava lá. Completamente ensopado. Tinha uma expressão infeliz e parecia meio congelado. Estranhei ele estar tão molhado assim, provavelmente o carro deve ter quebrado ou algo assim e então ele se molhou tentando consertar.

_O que aconteceu com você? — perguntei, a água escorria do cabelo dele, até os cílios fartos que circundavam aqueles impressionantes olhos verdes estavam molhados e colados uns nos outros.

_Me desculpe. Foi essa chuva… — ele ficou vermelho de vergonha e deu um passo para trás, como se fosse embora.

_Entre logo — falei e dei espaço para ele entrar. Eren trazia uma mochila nas costas, tão molhada como o resto.

_Vá para o banheiro tomar um banho — mandei enquanto fechava a porta.

_Não precisa. Estou bem — comentou ainda envergonhado.

_Lógico que precisa — toquei a manga da blusa dele — Você está gelado. Vai pegar um resfriado se ficar assim.

_Mas…

Eu o virei pelos ombros e comecei a empurrá-lo em direção ao banheiro. O que foi meio esquisito já eu sou bem mais baixo que ele.

_Fora que você está molhando todo o meu apartamento — falei meio bravo.

Eren estava deixando um rastro molhado pelo chão. O piso era de cerâmica, então era só secar com um pano mas o tapete estava ficando molhado também e isso sim me daria trabalho. Assim que eu falei isso, Eren se apressou e entrou no banheiro. Fechei a porta e deixei ele lá. Minutos depois ouvi o som do chuveiro sendo ligado.

Fui até o armário e peguei uma toalha limpa.

Entrei no banheiro que ele não tinha trancado e pus a toalha do puxador.

_Aqui está uma toalha. Pode usar o roupão também.

Meu roupão era grande o suficiente para servir no Eren, aliás ele era grande demais para mim e eu o usava pouco, mas estava limpo pois havia sido lavado no domingo. Peguei a roupa molhada e pus na lavadora que também era secadora, programei ciclo completo de lavagem e secagem.

Dez minutos depois Eren saiu do banheiro, estava rosado por causa da água quente e parecia mais vivo. Chegou na sala amarrando a faixa do roupão.

Eu estava no sofá, esperando.

_Você quer alguma roupa? Não sei se tenho algo que sirva em você mas posso procurar.

_Ah não. Não é necessário — ele falou sorrindo — Quer dizer… o senhor vai me despir logo, não vai?

Então Eren corou e eu achei muito sexy o jeitinho dele.

Devia ser o tipo de profissional que ele era. Alguns faziam tipos: tinha o safado, o executivo, o nerd… Eren devia fazer o tipo jovem tímido.

Sorri diante da pergunta dele e me levantei.

_É, não vai demorar muito para isso acontecer. Venha aqui.

Eren veio na minha direção e me abraçou pela cintura. Apoiei as mãos no seu peito e acariciei o tecido atoalhado do roupão. Havia servido direitinho nele, tinha até ficado um pouco curto, mas nada de demais.

_Quer comer alguma coisa? Beber algo? — ofereci.

_Não. Só quero você — Eren respondeu e desceu o rosto na minha direção, virei o meu para o lado e o beijo atingiu o meu pescoço.

Eren se demorou lá, beijando e mordiscando, deslizando a língua na minha pele. Abracei-o mais apertando, colando nossos tórax. Eren apertava a minha cintura e começou a me empurrar para o sofá. Ele agora mordiscava a minha orelha e aquilo estava me arrepiando, suas mãos subiram pelas minhas costas, acariciando-as.

A parte de trás dos meus joelhos bateram no sofá então eu virei Eren e o empurrei, ele caiu sentado, me soltando por alguns segundos. Então eu coloquei uma perna de cada lado do seu corpo e sentei no seu colo.

Pelo jeito ele já estava excitado pois senti a sua ereção pressionar o meu traseiro. Estava tudo tão fácil, era só abrir o roupão e Eren estaria nu mas eu ainda não estava pronto.

Nossos olhos se encontraram, aqueles lindos olhos verdes olhando para mim, realmente eram o ponto forte dele, quer dizer, ele era um rapaz bonito por inteiro mas o que chamava mais a atenção eram aqueles olhos e, no momento, eles estavam mais escuros e brilhantes, fixos em mim.

_Queria poder te beijar… — falou baixo e aquilo me arrepiou.

_Não — respondi antes que minha boca me traísse.

Eren não gostou da resposta mas disfarçou. Começou a acariciar meu tórax, primeiro por cima da roupa, depois deslizou as mãos por baixo da minha camiseta e tocou a minha pele, seus dedos eram quentes. Fechei meus olhos e inclinei um pouco a cabeça para o lado, curtindo a sensação. Eren então puxou a minha camiseta para cima e a tirou. Voltou a acariciar e beijar o meu peito.

Então Eren me trouxe mais para si, me puxando pela cintura e dando um pequeno golpe com o quadril para cima; sua ereção bateu contra as minhas nádegas e eu soltei um gemido baixo. Minha excitação estava começando a ser despertada.

Beijou o outro lado do meu pescoço e acariciou minha nuca com uma das mãos, senti a ponta dos dedos massageando o couro cabeludo. Estava bom.

Enrolei meus braços no seu pescoço e beijei o local também, a pele era macia e tinha um gosto e cheiro bom. Comecei a mover o meu quadril contra o seu, pressionando e esfregando meu traseiro contra o seu membro duro. Eren gemeu também.

As carícias começaram a ficar mais quentes, as mordiscadas se transformaram em mordidas, as apalpadas viraram pegadas firmes e as línguas deslizavam na pele nua de modo que ambos estávamos arrepiados e ofegantes. Nossos quadris não paravam de se roçar, cada vez mais intensos e na verdade eu já rebolava sobre o membro do Eren.

Seu roupão já estava aberto e eu explorava o seu tórax. Deslizei a língua da sua jugular até o peito, tomando um mamilo entre os lábios. Eren gemeu mais e arqueou um pouco a coluna, minhas mãos passeavam pelo seu abdome, cintura e costas.

Esse garoto é muito sensível. Apenas algumas carícias e ele já estava excitado. Seu quadril se movia inconsciente, golpeando para cima lentamente, ao mesmo tempo que suas mãos empurravam a minha cintura para baixo.

Mordisquei com mais força seu mamilo e ele se contorceu.

_Aaahhh — Eren gemeu com uma voz meio desafinada.

Voltei a beijar o seu pescoço, deslizando a língua caminho acima, pontuando o seu peito com beijos.

Eren apalpou o meu traseiro, apertando cada nádega minha, elas cabiam direitinho nas suas mãos grandes e quentes. Rebolei e gememos juntos.

_Senhor — Eren murmurou rouco — O senhor vai me comer hoje também? Eu quero tanto…

“Aahhhh Céus!!!!” — pensei, me excitando ainda mais. O que fazer com aquele rapaz ali, me pedindo para comê-lo? Era demais para qualquer um.

Mordi seu pescoço, arrancando mais um gemido e mais um apertão no traseiro, deslizei a língua para a parte da frente, obrigando-o a inclinar a cabeça para trás, mordisquei a elevação do seu pomo.

_Tinha pensado em algo diferente — sussurrei — Que tal você me foder?

Eren ergueu a cabeça. Vi seus olhos brilharem.

_Sério? É isso que o senhor quer?

Assenti com a cabeça, num movimento curto e breve.

Eren sorriu e algo se retorceu em mim. Fiz questão de ignorar a sensação.

_Vamos para o quarto — falei e me preparei para levantar.

Mas Eren não me deixou, me segurou pelo traseiro e se levantou comigo no colo, acabei tendo que enrolar as pernas no seu quadril. Eren atacou o meu pescoço, às vezes, os beijos chegavam na linha da mandíbula mas ele respeitava fielmente a proibição de beijos na boca.

Fui carregado no colo até o meu quarto, não paramos de nos esfregar nem por um minuto, nem mesmo enquanto Eren me depositava no colchão. Se antes as coisas já estavam gostosas, agora que eu o tinha deitado sobre mim é que tudo ficou mais gostoso ainda.

Os lábios de Eren beijaram meu pescoço e desceram para o peito e desceram mais, beijando o meu abdome; então ele puxou o meu shorts, tirando-o junto com a minha boxer. As mãos subiram deslizando e apalpando as minhas pernas, minhas coxas, até rodearem o meu membro. Ele começou então a me masturbar com uma mão enquanto a outra massageava os meus testículos, suas mãos eram fortes e eu adorei o ritmo tomado por elas.

_Hhmmmm ngghhhh — tentei controlar os meus gemidos para que não parecessem que eu estava perdendo o controle.

Segurei nos seus braços, apalpando-os também — ele não era musculoso mas via-se que era um rapaz que devia praticar algum esporte ou fazer academia, sua musculatura era definida na medida certa , pelo menos para mim.

Eren sorriu e desceu os lábios até o meu pênis. Beijou a glande e depois rolou a língua nela.

_Aaaah — gemi mais e ele começou a lamber toda a extensão do meu membro, como se fosse um sorvete.

_Chupa — falei baixinho e a voz saiu tremida.

Então Eren envolveu o meu pênis com aquela boca macia e molhada, começando logo a sugá-lo com volúpia, como se estivesse sentindo o maior prazer do mundo.

Meu ventre se repuxou de tesão, aquele garoto era muito gostoso mesmo. Eu estava adorando.

Ele tinha alguma coisa que eu não sei exatamente o que é, mas que me deixava meio louco, meio sem razão.

Fechei meus olhos e afundei meus dedos nos seus cabelos macios, eles ainda estavam molhados por causa do banho. Eren gemeu em resposta quando eu dei um puxão de leve, resultado de uma sugada especialmente forte que quase me fez gozar.

Então ele me tirou da boca e voltou beijando meu corpo. Deslizei minhas mãos para as suas costas quando ele se deitou sobre mim.

_Não posso mesmo te beijar? — sussurrou no meu ouvido.

“Garoto insistente”

_Não.

_Que pena — depositou um beijo perto da minha orelha e aquilo me fez arrepiar completamente.

_Como o senhor quer ? — sussurrou de novo, parecia que ele sabia o quanto aquela voz jovem e baixa mexia comigo, porque eu percebia a diversão e a provocação no seu tom — Quer que eu seja mais violento? Mais safado? Ou posso ser do meu jeito natural?

“Oh, dúvida cruel” — pensei.

Se fosse o loiro que eu estava acostumado, nem faria essa pergunta mais, já estaria enterrado em mim, me fodendo violentamente.

Mas aqui estava o rapaz de cara inocente e olhos verdes…

Me surpreendi comigo mesmo, pois sem nem pensar direito, minha boca disse:

_Faça do seu jeito.

Eren se afastou alguns centímetros e nos encaramos por segundos, então ele sorriu e me pareceu feliz de verdade.

Começou a beijar meu rosto, beijos doces e cálidos depositados suavemente na minha testa, nariz, maçãs do rosto, bochechas, queixo e, mesmo assim, ele obedeceu à proibição. Proibição essa que eu quase voltei atrás.

Eren acariciou meu corpo todo, deslizando as mãos suavemente mas com desejo. Me apertando nos locais corretos, aqueles mais sensíveis que me faziam ofegar e me contorcer levemente.

Ele ia calmo, sem pressa alguma. Era quase como se estivéssemos fazendo amor, mas não estávamos, éramos apenas cliente e prestador de serviços ali. Não havia amor, não podia e não devia haver.

“Por que merda ele está fazendo desse jeito????”

Me peguei correspondendo aos carinhos. Ele também soltava alguns gemidos baixos e suspiros. Segurei seu pênis — estava muito duro — e eu o manipulei com movimentos rápidos, Eren me abraçou forte e escondeu o rosto no meu pescoço, gemendo ofegante. Mas antes que ele chegasse no seu limite, se afastou.

Então Eren me virou de bruços, sentou-se sobre as minhas coxas e começou a massagear as minhas costas, os dedos pressionando os pontos tensos, dissolvendo os nós de tensão.

_O senhor está muito tenso, senhor Levi — era a primeira vez que ele chamava o meu nome e eu gostei do som dele na sua boca — Muito estresse no trabalho?

_Está bastante estressante sim. Muita correria e pressão — falei.

_Pode deixar que eu vou te desestressar — falou e continuou a massagem.

Estava uma delícia aquilo, só não estava mais relaxado porque do jeito que Eren estava sentado sobre mim, sua ereção se esfregava na minha bunda, me lembrando que mais hora menos hora eu o teria.

Comecei a erguer o traseiro toda vez que o pênis dele se esfregava, até que chegou o ponto que Eren parou a massagem e apenas se esfregava em mim e eu nele. Ambos excitados e duros demais.

Ele então se inclinou sobre mim e falou baixinho, perto do meu ouvido.

_O senhor tem uma bunda muito gostosa, sabia?

Sorri em resposta.

Beijos foram depositados na minha nuca e eu gemi mais excitado ainda. Eren trilhou minhas costas, beijando a linha da coluna descendo até o meu traseiro, segurou o meu quadril e ergueu-o. Mordeu as minhas nádegas e as separou, então lambeu a minha entrada.

Gemi alto, incapaz de controlar a descarga de prazer que irradiou pelo meu corpo. E Eren continuou lambendo e pressionando a língua dentro de mim com maestria e cada vez eu gemia mais, apertei os lençóis com força tentando controlar a excitação para não gozar tão cedo, minhas pernas começaram a tremer.

_Ahha aha aaahhh — gemi mais alto e rebolei quando ele inseriu o primeiro dedo, então ele inseriu o segundo e rolou-os dentro, massageando minhas paredes internas, procurando a minha próstata.

Prendi a respiração quando ele a encontrou e quando a pressionou soltei um gemido alto e longo, meu pênis pulsou.

Eren continuava a beijar e morder minhas nádegas. Aquilo estava me deixando louco — era prazer demais. O garoto realmente era bom.

Ele ficou ali, tocando, pressionando a minha próstata até que eu estivesse perigosamente perto do meu limite. Eu estava completamente fora de mim, rebolava e gemia e contraía minha musculatura em torno dos seus dedos.

_Eren — minha voz saiu trôpega.

_Hum? — ele não parou o que estava fazendo e eu tive que respirar fundo para conseguir falar.

_Me fode logo!

Joguei o preservativo para ele. Eren rasgou a embalagem e o colocou, depois passou lubrificante em todo o membro, embora eu nem precisasse de mais lubrificação, estava mais do que pronto.

Então ele se posicionou e eu me lembrei do tamanho dele, prendi a respiração aguardando a fisgada de dor mas ela não veio. Eren me penetrou suavemente, com calma e carinho. Toda hora ele parava, acariciava minhas costas, beijava e então recomeçava a penetração. Nem na minha primeira vez foi tão carinhoso assim. Senti de novo aquela sensação se espalhar pelo meu peito.

Comecei a jogar meu quadril contra o dele, mostrando que ele podia ir mais rápido então ele entendeu a minha intenção e na última estocada se enterrou por completo.

_Hmmmm ahahhhhh — gemi, sentindo-o profundamente. Ele gemeu também e deu uma rebolada dentro de mim.

Eren era grande e grosso e me preenchia completamente.

Era ótimo.

Ele me segurou firmemente pela cintura e começou a estocar.

Nossos corpos começaram a se chocar cada vez mais rápido, cada vez mais intenso. Então Eren se deitou sobre as minhas costas e eu escorreguei, deitando completamente, minha nuca e ombros foram beijados. E as estocadas tomaram um ritmo insano, Eren gemia nas minhas costas, o garoto era incansável e seu quadril batia incessante contra o meu.

_Aahhh aha aah Levi — gemeu e eu, excitado, rebolei mais.

Aquele garoto gemendo o meu nome daquele jeito e me estocando fundo ia me levar à loucura. E me levou mesmo. Na primeira estocada que ele atingiu a minha próstata, eu gozei fartamente.

Senti meu corpo amolecer, cansado. Mas Eren não parou, mais beijos e mordidas foram distribuídas pela minha nuca e surpreendentemente eu comecei a me excitar de novo.

“Como assim de novo? Como ele está conseguindo isso?” — pensei.

Eu já era difícil de me excitar normalmente, como raios aquele garoto estava conseguindo que meu corpo reagisse assim tão rápido? Ainda mais depois de um orgasmo?

Mas isso estava acontecendo. Eren continuava estocando em mim, atingindo o meu ponto, enviando espasmos de prazer pelo meu corpo que estremecia à cada vez que seu pênis me atingia.

Em poucos minutos eu estava duro novamente e agora ele tinha se levantado e me posto de quatro.

_Aahahaaaa Eren — gemi, louco de prazer.

Eren parou de estocar e eu olhei brevemente para trás. Ele estava com uma expressão surpresa.

_O que foi? — perguntei.

Eu queria que ele continuasse logo. Estava muito bom e eu não queria que a coisa esfriasse.

_O senhor gemeu o meu nome — falou com um sorriso meio bobo no rosto.

_Gemi? — perguntei — É, acho que foi.

_Ahhh, Levi.

Então Eren me virou e nós ficamos frente a frente. Ele voltou a me penetrar e eu voltei a gemer.

Nos abraçamos e a respiração dele batia contra o meu rosto.

As estocadas voltaram com força total.

Meu ventre começou a se retorcer e eu percebi que o segundo orgasmo se aproximava rapidamente.

Eren acertava minha próstata sem cessar e quando ele começou a beijar e lamber o meu pescoço eu achei que fosse entrar em combustão. Suas mãos exploravam o meu corpo, era beliscando meus mamilos, era apertando o meu pênis.

Ele gemia cada vez mais rápido, a respiração curta demais para que conseguisse recuperar o fôlego.

_Ereennn — gemi longamente e me derramei sobre o meu estômago.

Então aquele filho da puta daquele garoto gostoso me beijou.

ELE ME BEIJOU!!!!!!!

Simplesmente me beijou. Assim que ouviu eu gemer o nome dele, tomou minha boca na sua, capturando meus lábios e já infiltrando sua língua na minha boca.

Eu devia ter batido nele e terminado o programa na hora mas… caralho…. eu queria isso também. Sua boca era deliciosa, e eu comecei a corresponder ao beijo. Movemos nossos lábios em sincronia, nossas línguas se enroscavam de um jeito sensual e quente e eu infiltrei meus dedos nos seus cabelos, puxando as mechas. Interrompi o beijo e mordisquei seu lábio inferior.

Voltamos a nos beijar e ele ainda investia contra o meu traseiro. Suguei a sua língua e ele me apertou mais, então imprimiu um ritmo rápido o suficiente para que eu quase gritasse na sua boca e gozou.

O beijo ainda durou mais alguns minutos depois do orgasmo. Como se ambos estivéssemos sedentos um pela boca do outro. Certo, eu estava sem beijar ninguém há dois anos mas não era como se eu estivesse desesperado por isso, tanto que eu o tinha proibido de me beijar. Mas o Eren devia beijar todo dia, então porque estava me beijando daquela forma? Como se fosse algo especial???

Acho que eu estava imaginando coisas. Era apenas um programa, só isso.

Eren encerrou o beijo com vários selinhos, então saiu de mim e caiu ao meu lado.

Suspirei satisfeito.

O rapaz era gostoso dos dois jeitos. Com certeza ele se tornaria um dos meus preferidos.

_Desculpe — murmurou.

Eu ainda estava no êxtase do orgasmo e demorei um pouco para conseguir raciocinar e responder.

_Pelo quê?

_Eu te beijei. Você me desculpa?

_Por que fez isso? — o sono começava a tomar conta de mim.

_Eu não consegui me controlar com o senhor gemendo o meu nome.

Tentei controlar o sorriso.

_Vou te desculpar só dessa vez.

Olhei para ele, parecia tão cansado e satisfeito quanto eu.

Eren foi até o banheiro e na volta olhou o meu relógio de cabeceira.

_Caralho!!! — exclamou e eu acompanhei o seu olhar.

O relógio marcava meia noite e quarenta minutos. Estouramos o horário do programa.

_Tudo bem, eu pago um extra para você.

_Não é esse o problema — Eren respondeu e começou a procurar as roupas.

_Cadê minhas roupas?? — ele estava meio alvoroçado agora e eu não entendi o motivo.

_Estão na secadora.

Me levantei e fui até a lavanderia, peguei a roupa e a entreguei para ele. Estavam limpas, cheirosas e secas.

_Obrigado.

Eren se vestiu rapidamente e eu coloquei o roupão. Só Deus sabe onde tinha ido parar as minhas roupas…

Ele foi até a mochila que jazia numa poça de água também na lavanderia e pegou o celular.

_Droga!!! Quebrou! Preciso de um táxi. Posso usar o seu telefone?

Entreguei meu celular para ele. Eren parecia apreensivo, nervoso com alguma coisa.

_O que houve com o seu carro?

_Eu não tenho carro — falou e começou a digitar um número.

Entendi o por quê dele não trabalhar a noite inteira.

_Devia ter — falei.

_Acho que vou comprar um no ano que vem.

A atendente pelo jeito atendeu a ligação. Eren pediu um táxi e deu o endereço, então fez uma cara feia, agradeceu e desligou.

_O que foi?

Ele parecia perdido.

_Nada não.

_Por que está com essa cara se não foi nada?

Eren respondeu, derrotado.

_ Não tem nenhum táxi rodando. Tá tudo parado por causa da tempestade.

Arqueei minhas sobrancelhas, surpreso. Se bem que essa cidade vive parada por causa do trânsito, com uma tempestade dessas então...

_E agora? — perguntei.

_Vou a pé.

Eren calçou os sapatos, ainda molhados e pegou a mochila se preparando para ir embora.

Dei o dinheiro para ele.

_Obrigado — falei

Então olhei pela janela: ainda estava chovendo.

Olhei para o rapaz. Ele estava meio confuso.

_Você mora longe?

_Uns quatro, cinco quilômetros.

“Cinco quilômetros, andando no meio de uma noite escura e chuvosa, ainda a essa hora…”

Eu tinha certeza que ia me arrepender mas não havia outro jeito.

_Sabe… — falei — Você pode ficar aqui, se quiser…

O olhar de Eren se alegrou.

_Está meio tarde, e está chovendo. Pode ficar aqui na sala.

_Posso mesmo???

_Claro. É o que eu estou falando.

Eren me abraçou.

_Obrigado!

_Não precisa agradecer. Não tem condições de você sair andando no meio dessa chuva.

_Só preciso fazer mais uma ligação. Posso? — perguntou me lançando um olhar pidão. Devolvi o celular para ele que o pegou e se afastou para a cozinha.

Fiquei muito curioso e como quem não quer nada, me aproximei um pouco para ouvir a conversa.

_Então… eu vou dormir fora hoje.

_…

_Não, não tem problema. Eu estou bem.

_…

_Tá, tá bom. Se cuida, tchau.

Voltei para a sala rapidamente para que ele não percebesse que eu estava xeretando a sua conversa com sabe-se lá quem.

Eren me devolveu o aparelho.

_Tudo bem? — perguntei.

_Tudo. Só estava avisando o meu amigo que eu não ia voltar hoje. Nós dividimos o apartamento e ele fica preocupado se eu demoro muito.

_Amigo preocupado — comentei.

Eren sorriu.

_Armin e eu somo amigos desde criança, crescemos juntos.

Eu via pelo olhar dele que era uma amizade verdadeira.

Sorri de volta.

_Está com fome?

_Um pouco, mas não se preocupe.

É claro que estávamos com fome, então eu fui até a cozinha e tirei comida congelada do freezer e a coloquei no microondas.

A chuva aumentou lá fora e agora batia com força nas janelas.

Eren tirou os sapatos molhados e se manteve sentado no sofá quase sem se mexer, era como se estivesse numa visita. Não que eu quisesse que ele agisse como se fosse a sua casa mas também não precisava ficar tão travado.

O microondas apitou e eu servi a comida em dois pratos, levei e entreguei um na sua mão.

Comemos sentados no sofá, assistindo televisão.

_Então… esse seu amigo, ele trabalha com você?

Eren terminou de mastigar a garfada antes de responder.

_O Armin? Ah não, ele é muito tímido para isso. Nunca ia conseguir.

_Mais tímido que você? Impossível!

Vi que Eren ficou muito vermelho e sem jeito e me apressei em emendar.

_Isso não é uma crítica. Você combina com esse jeito tímido.

Sorri para ele, mostrando que o que eu falei era verdade e então ele se acalmou um pouco.

Terminamos de comer e assim que eu voltei da cozinha onde tinha acabado de lavar a louça, Eren me abraçou, afundando o nariz no meu pescoço e inalando profundamente. Me arrepiei.

Suas mãos começaram a deslizar pelas minhas costas, indo para a frente e puxando a faixa do meu roupão.

Afastei-o segurando pelos ombros.

_Eren, o convite é só para passar a noite. Não é para um novo programa.

_Eu sei. Só pensei na gente curtir mais um pouco. Já que temos a noite inteira.

_Mas…

_Não é um programa. Dessa vez seria apenas pelo prazer mesmo. O senhor não quer?

“Mas que pergunta mais idiota. Quem não iria querer?”

Mesmo se ele me cobrasse, eu com certeza pagaria. Até porque eu desejava esse garoto.

Em segundos estávamos novamente no quarto, em cima da cama ainda desarrumada, nos agarrando num amasso quente. Nos apalpando, gemendo roucos, mordendo e beijando um o corpo do outro.

Mas alguns segundos e ambos estávamos nus.

_Posso te beijar? — Eren murmurou.

O garoto estava duro novamente, mas eu também estava.

_Pode — respondi e meus lábios foram tomados imediatamente num beijo afoito e profundo.

O beijo dele era muito bom.

Eu me sentia mais e mais excitado, meu membro pulsava e eu sentia seu pênis, tão duro quanto o meu, se esfregando contra o meu, nossos pré-gozo se misturavam e lubrificavam as superfícies, ajudando no roçar gostoso.

Então Eren interrompeu o beijo e de novo sussurrou no meu ouvido.

_Eu queria que o senhor me comesse. Estou louco por isso.

Aquilo me tirou do sério. Agarrei ele e troquei as nossas posições.

Ataquei os seus lábios e pescoço com fúria.

Eren gemeu e me apertou gostoso quando o penetrei. Ao contrário dele, eu nunca consegui ir com muita calma, mas ele não parecia se importar com isso, muito pelo contrário, gemia alto e soluçava como se fosse chorar. Mas um não um choro, estava mais para um choramingo de prazer.

Ele era muito gostoso.

_Rebola — mandei e dei um tapinha na lateral da sua coxa.

Eren me obedeceu e sua entrada apertava o meu membro.

Estoquei com força por muitos minutos e cada vez mais eu queria que aquilo demorasse para acabar porque eu estava amando transar com aquele garoto.

Ele me beijava, me apertava, me arranhava.

E quando eu gozei, quase ao mesmo tempo que ele, senti a mordida forte no meu ombro novamente.

Saí dele e me deitei ao seu lado, tentando recuperar o fôlego. Eren se virou para mim, assim como fez da outra vez, apoiou a mão sob a bochecha e sorriu.

Dei um meio sorriso para ele e passei a mão no meu pênis para retirar o preservativo antes que começasse a escorrer.

Então me desesperei.

Olhei para o meu membro.

Estava nu.

Cadê a camisinha?

Olhei para o Eren. Ele também tinha reparado e me encarava.

Caralho!!! Como eu fui esquecer de usar o preservativo?????

Maldito garoto!

Maldito tesão!

Eu falei que esse garoto estava tirando a minha razão!!

Não consegui falar nada. Mas Eren pousou a mão no meu antebraço.

_Olha, eu sou limpo. Se for por mim, não precisa se preocupar. Faço todos os exames a cada três meses.

Não queria deixar transparecer o quanto eu estava preocupado e o quanto eu fiquei aliviado ao ouvir isso.

Eren estava tão constrangido quanto eu. Aquilo era um risco para ele também.

_Eu também sou limpo — falei e o rapaz sorriu.

_Então está tudo bem.

Eren então me puxou de volta para a cama, me fazendo deitar. Deitou-se ao meu lado, se aconchegando em mim e apoiando a cabeça no meu peito.

Achei que depois da situação embaraçosa, ele merecia algum carinho. Essa era uma vida difícil.

Acariciei seus cabelos por vários minutos.

Depois eu mandaria ele para o sofá mas então dali a alguns minutos, Eren ressonava profundamente adormecido.

Fazia mais de dez anos que eu não dividia a cama com ninguém.

Fazia mais de dois anos que eu não beijava ninguém.

Eu nunca tinha esquecido de usar preservativo com ninguém.



***

Acordei na manhã seguinte com o som do despertador, olhei para o lado e a cama estava vazia.

Um barulho na cozinha denunciou onde Eren estava. Me levantei e tomei um banho rápido.

O encontrei só de boxer fazendo café.

_Bom dia — falei.

_Bom dia. Espero que não se importe, eu precisava de café para acordar.

Abanei a mão como se dissesse “OK, eu não me importo”.

Me sentei no banquinho do balcão americano que separava a sala da cozinha e Eren me serviu uma xícara de café, tomei um gole e coloquei algumas fatias de pão na torradeira.

Eren parecia tão feliz e satisfeito quanto eu. Estava bem mais à vontade.

No meio da noite nós acordamos novamente e ficamos nos beijando no mais completo escuro, apenas beijos e carícias no escuro. O que foi mais íntimo do que se a gente tivesse apenas transado.

Comemos as torradas e nos vestimos.

_Eu já vou — Eren falou pegando a mochila e a carregando pela alça. Ainda estava úmida.

_Ok — de repente eu estava constrangido também — Tenha um bom dia.

Abri a porta e Eren saiu.

_Para você também.

Ficamos naquele impasse: nos despedíamos com um abraço? Um beijo? Um simples tchau?

Eren se adiantou e depositou um beijo rápido nos meus lábios.

_Tchau — falou baixinho, ainda perto demais da minha boca.

_Tchau — respondi também baixo.

Então Eren começou a descer as escadas.

_Eren! — chamei e ele voltou alguns degraus.

Fiquei envergonhado eu não sabia porque o havia chamado. Então algo passou pela minha cabeça.

_Hhum… Você está livre no sábado?

“Seu pervertido!!!” — minha mente gritou e eu senti meu rosto ficar quente.

Eren subiu os degraus de volta.

_Sábado?? Bem… não, mas eu não ia trabalhar no sábado…

_Ah… — agora eu deveria estar roxo.

_É que é o meu aniversário. Eu tinha pensado em ficar em casa.

_Ah sei — respondi rápido — Vai comemorar com os amigos, família. Entendo.

_Não é isso. Não vai ter comemoração nem nada. Pensei apenas em descansar um pouco. Não pensei em trabalhar…

Minha boca foi mais rápida que o meu raciocínio.

_Mas não seria trabalho. Pensei na gente ir comer alguma coisa...sei lá, num restaurante legal…

Eren me olhou confuso e corou.

_Tipo… tipo um encontro?

_É, tipo isso — então me dei conta do que eu estava fazendo — Não, não é um encontro, é só sei lá. Ficar sozinho no dia do aniversário é meio solitário não?

Eren assentiu.

_Um pouco.

_Então? O que acha?

_Acho ótimo — o sorriso que ele abriu foi enorme e seus olhos se iluminaram.

_Que bom — respondei e anotei o número do celular dele para que marcássemos a hora e o local.

Então Eren me deu mais um selinho e saiu pulando os degraus como uma criança feliz.

Fechei a porta nas minhas costas e a ficha caiu.

Eu tinha marcado um encontro com o Eren.

***

Quando cheguei no serviço, minha mesa estava afundada no meio de tantos papéis. Eu teria que ver a cotação do dólar e do euro, verificar a taxa das ações e aplicar corretamente as ações das empresas sob minha responsabilidade, isso me levaria o dia inteiro e eu tinha que correr para fazer tudo corretamente e não perder o dinheiro dos outros.

Mas qual foi a primeira coisa que eu fiz assim que me sentei na cadeira e liguei o computador?

Fui verificar os endereços dos restaurantes da cidade e fazer reservas para a noite de sábado.

Fazia mais de treze anos que eu não fazia isso.

“Eren… o que você está fazendo comigo?” — pensei.

Notas finais
É isso gente. O Levi não tá conseguindo resistir à gostosura e fofice do Eren. Espero que tenham gostado do capítulo e não deixem de comentar. Beijos