Notas iniciais
Oieee pessoas lindas do meu core Muito ansiosos? Eu sei, eu sei, terminei o capítulo anterior numa parte tensa. Foi proposital! Hihihihi. Mas foi só um pouquinho de tensão, só pra acelerar um pouco o coração. Às vezes é bom! :3 Bom, chega de demorar né? Boa leitura.

_Não acho isso — respondi murmurando.

_Não acho o senhor velho…. — falou em tom de desculpa.

_Uhum… — tentei achar algo para falar mas minha mente estava em branco.

_Então isso — abri os braços mostrando a situação que estávamos discutindo em motivo — É o que ocorre num programa? — perguntei. Aquilo realmente estava me incomodando.

Eren fungou e passou a mão pelo nariz.

_O senhor quase não me liga, e quando liga só pergunta quando podemos nos ver, não pergunta como eu estou nem nada do tipo. Para mim estava claro que éramos apenas isso. E quanto ao dinheiro — Eren parou, respirou fundo — Eu não iria cobrar do cara que… ah, deixa pra lá... — os lábios tremeram e eu percebi que estava segurando o choro.

Meu coração se apertou.

_Mas eu perguntava como você estava — argumentei.

_Apenas por educação, o senhor não se aprofundava para saber como tinha sido o meu dia. Não entrava em contato comigo apenas para conversar, sempre , sempre, sempre queria se encontrar.

Eu fazia exatamente isso, mas não pelos motivos que ele achava.

_Você entendeu errado — falei.

_Então me explique — me olhou ansioso.

Suspirei.

_Para quê? Você não vai acreditar. Se não conseguiu ver até hoje o real motivo de porquê eu estar atrás de você, não será eu falando para você que vai mudar algo — falei numa tentativa de fugir do assunto espinhoso que nem mesmo eu gostava de ficar pensando.

Sim, Eren era uma companhia agradável, nós conversávamos bem, ríamos um pouco, pois mesmo eu tentando ser sério ele sempre conseguia arrancar algum riso de mim, nos entendíamos bem até demais, até a minha profissão e a que ele havia escolhido seguir eram iguais. Isso sem falar que pegávamos fogo na cama, éramos amantes insaciáveis e muito versáteis. Sim… nos saciávamos e sim, eu sentia falta dele nos dias em que não nos víamos. Aquilo não era amor, disso eu tinha certeza, mas pensei que talvez houvesse algo ali, talvez um gostar diferenciado, claro que nada relacionado a estar apaixonado.

E ainda bem que não era amor ou paixão, do contrario eu poderia estar sofrendo agora que Eren havia colocado tudo em pratos limpos e me esclarecido que tudo o que tínhamos era uma relação comercial. Fiz uma nota mental sobre fazer as contas das vezes que saímos para que pudesse tirar dinheiro do banco e pagar por todas as vezes que tive Eren na minha cama, não queria ficar devendo nada a ninguém.

Me levantei da cama e Eren acompanhou o meu movimento com o olhar, ergueu os olhos para mim, olhos ansiosos e verdes brilhantes pela lágrimas represadas.

_Às vezes a gente acha que nossas ações estão bem claras para a outra pessoa quando na verdade não estão . Eu não sei exatamente o que o senhor acha de mim, porque quando estamos juntos, nos entendemos muito bem e eu chego a achar que há paixão rolando, mas quando vou embora eu fico esperando alguma mensagem e no dia seguinte não tem nenhuma ligação. Só depois de mais ou menos dois dias o senhor entra em contato comigo e bem, já falei como eu me sinto. Então, senhor Levi, se eu estou enganado e estou deixando passar algo, por favor me diga, porque isso está me enlouquecendo.

Respirei fundo e voltei a sentar na cama, apoiei os braços nas pernas e deixei as mãos penderem.

_Eren… não é tão fácil explicar. Eu gosto de estar com você, você não se enganou, nos entendemos muito bem, tão bem que isso ás vezes me assusta. Entenda, eu não sou uma pessoa melosa ou daquelas que fica ligando apenas para ouvir a voz do outro, já sou mais velho e não sou ligados nessas coisas, mas quando eu ligo para você é porque eu estou preocupado, estou sentindo falta de falar com você, ouvir sobre o seu dia . Sim eu sei que não pergunto, mas esse é o meu jeito. Não é como eu estivesse apenas querendo sexo. Se fosse isso eu poderia contratar qualquer outra pessoa da agência.

Encarei Eren e ele sustentou o olhar, eu quase podia ver na expressão dele a informação sendo processada no cérebro.

_Pensei que nossa relação não fosse apenas comercial…. — falei por fim, sentindo a dor me apertar no peito.

Ele abaixou a cabeça.

_Eu também não penso que seja, mas achei que o senhor pensasse assim.

_Pois é… enganou-se, eu não acho que seja.

Os olhos verdes voltaram a se fixar nos meus.

_Então o que temos? Como nos classificar?

“ Porra!! “ — pensei, engoli em seco antes de responder:

_Não tenho a mínima ideia. -respondi.

Eren ficou decepcionado, eu vi isso quando o brilho nos seus olhos diminuiu de intensidade e isso me doeu.

_É importante pra você definir a nossa relação? Não basta continuarmos do jeito que estamos? — pousei a mão no joelho de Eren, percebi que ele estava frio, uma camada de suor frio cobrindo a pele e dando uma sensação pegajosa, provavelmente por causa da adrenalina da discussão.

_Você está bem? — perguntei meio preocupado.

_Sim… — ele ficou em silêncio, depois olhou de volta pra mim — Podemos continuar do jeito que estamos, então?

Sorri para ele e fiz um carinho no seu rosto.

_Claro. Eu não quero mudar isso.

Eren então se jogou nos meus braços, enrolando-os no meu pescoço e me beijou intensamente, de modo até mesmo desesperado, como se não me beijasse há muito tempo.

Caímos para trás na cama e Eren subiu em mim, beijando o meu pescoço, gemendo bem baixinho com se fosse um gato, se esfregando no meu tórax e quadril. Meu corpo esquentou imediatamente, minha ereção foi quase imediata e ele percebeu isso, sentando em mim,e rebolando sobre o meu membro, sem no entanto se penetrar, até porque ainda estávamos vestidos.

Gemi, puxando seus cabelos conforme sentia os dentes de Eren morder, prensando a pele do meu pescoço. Ele movia o quadril em cima de mim e meu membro estava tão duro que era difícil pensar em qualquer outra coisa que não fosse a bunda redonda e empinada de Eren e no quanto ele gemia quando eu o fodia.

_Levi… eu o quero dentro de mim. Me faça seu — Eren murmurou gemendo, e isso foi o suficiente para me enlouquecer, o beijei de forma possessiva, tomando conta da sua boca, segurando os cabelos da região da nuca, o abracei pela cintura e dei um impulso, nos virando na cama, ficando por cima. Aprofundei o beijo e o forcei até Eren bater no meu ombro de leve sinalizando que estava sem fôlego. Não era por maldade ou qualquer sentimento sádico, eu simplesmente precisava daquele garoto, esse maldito garoto que sabia me desmontar como ninguém.

Livrei seus lábios e passei a maltratar a garganta, mordiscando o pomo de adão, meus dedos explorando o seu corpo, o livrando rapidamente das peças. Alisei a pele nuca, pressionando meus dedos com desejo nos músculos rijos, desci a mão até o membro úmido e ereto de Eren e ganhei um ofego em resposta.

_Levi… rápido...estou queimando… — se contorceu, arranhando as laterais do meu corpo até me abraçar, subindo arrastando as unhas pelas minhas costas, enroscando as pernas em torno do meu quadril.

Segurei as coxas dele e me encaixei, forçando a entrada e deslizando meu membro por ela, sentindo Eren contraí-la em torno do meu pênis que latejou de prazer.

_Aaahh… -gemeu perto do meu ouvido, fazendo me arrepiar.

Comecei a estocar, aumentando a força progressivamente até fazer Eren gritar e me arranhar com força, ele mesmo movendo o quadril de encontro ao meu, rebolando e fazendo eu ir cada vez mais fundo.

Apertei-o contra mim e ganhei novo ritmo, estocando-o com força e mais rápido ainda, e era tão quente e apertado e gostoso que eu não queria mais saber de nada do que ter Eren nos meus braços.

Ele me abraçou apertado, os lábios encostando na minha orelha.

_Quero ser seu… -murmurou e eu não entendi exatamente o que ele queria dizer, quer dizer, dizer isso durante o sexo podia querer significar um pedido para você ser mais possessivo, me preparei para segurá-lo mais firme, então Eren soluçou e se contraiu.

_Eu o amo, Levi. — murmurou novamente, soluçando, não me dando chance de ver se ele estava realmente chorando antes de se declarar.

Parei de me mover, ainda dentro dele e o encarei. Olhos úmidos e avermelhados contrastando com o verde da íris me encaram de volta.

_Desculpa… -murmurou agora envergonhado.

Aquilo acabou comigo por dentro. Se ainda havia algo dentro de mim que teimava em resistir àquele moleque, foi completamente destruído por esse garoto se declarando choroso para mim. Me inclinei para frente e o beijei lentamente, me movendo de modo tão calmo que era quase como se estivéssemos fazendo amor.

Eren retribuiu ao beijo, misturando o gosto das lágrimas com as nossas salivas, rebolou de leve e quando eu atingi o seu ponto, jogou a cabeça para trás, arqueando o corpo e gemendo.

Continuei no mesmo ritmo, dando alguns beijos nos ombros e pescoço.

_Eren… — murmurei.

_Levi… você me ama? — sussurrou de volta.

Pareceu que demorou muito, mas passaram-se apenas alguns segundos até que eu conseguisse falar.

_Amo. Eu te amo, Eren. Você já é meu, ninguém mais vai tocar em você. — murmurei de volta, sentindo meu coração disparar, nos olhamos novamente e ele sorriu.

Dessa vez foi ele quem selou nossos lábios, e continuamos a nos mover, nos tocando intensamente, nos movendo em busca de prazer, de um jeito calmo e intenso.

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O despertador tocou estridente, eu resmunguei e passei a mão no rosto, puxando o cabelo para trás e tentando criar coragem para levantar e ir trabalhar. Olhei para o lado vendo a elevação do corpo deitado ao lado de mim, toquei no quadril dele.

_Eren. — chamei.

Ele acabou dormindo em casa, depois de horas e horas na cama e depois termos ido para a cozinha, esfomeados de tanto nos amar.

Eren levantou-se num pulo, olhando a hora.

_Hoje é o meu primeiro dia, não posso me atrasar. — saiu pegando a roupa na mochila, se enfiando num jeans meio amassado.

_Você vai assim no seu primeiro dia? — perguntei

_Não. Eu tenho que ir correndo em casa, tenho que me vestir socialmente. — falou rapidamente, puxando a camiseta verde escuro pela cabeça e enfiando os braços nas mangas.

Eu havia me levantado também e ia em direção ao banheiro.

_Vai se atrasar. Eu o levo.

_Não! Não precisa, dá tempo, hoje eu tenho que me apresentar às 10 horas. Fora que meu amigo também foi selecionado, nós vamos juntos.

Dei de ombros e tomei um banho rápido, saí do banheiro já vestido numa camisa azul escura e calças sociais pretas. Eren tinha ligado a cafeteira e tinha deixado um bilhete para mim, se despedindo e dizendo que me amava, tinha um coração meio torto desenhado no papel amarelinho e eu sorri um pouco.

Peguei uma xícara do café pela borda e a tomei sem adoçar mesmo, acabei guardando o bilhete na carteira e saindo do apartamento, senão eu é que ia acabar me atrasando.

Cheguei na empresa depois de enfrentar um trânsito anormal para uma segunda-feira. Mal sentei na minha cadeira, Erwin surgiu na porta.

_Não se esqueça! — falou sério e eu arqueei a sobrancelha para ele.

_Do quê? — minha voz saiu um pouco mais fria do que o normal.

_Estagiários — respondeu no mesmo tom que eu.

_Aff — rolei meus olhos nas órbitas e bufei. É claro que tinha esquecido.

_Aff nada. Esteja às nove e meia no salão principal, todos os gerentes e diretores irão ficar responsáveis por um deles.

_Não preciso de estagiário, Erwin — tentei argumentar uma última vez.

_Não perguntei se precisava, falei que vai cuidar de um estagiário e ponto final. E onde está aquele relatório que eu solicitei semana passada???

_Ah, aquele que você pediu faltando vinte minutos para terminar o expediente na sexta-feira? Te entrego daqui a pouco — eu tinha ficado com muita raiva, quem é idiota o suficiente para pedir um relatório de gerenciamento, faltando tão pouco numa sexta-feira??? Só o Erwin mesmo.

_Não demore — falou e saiu. Eu teria uma hora para fazer o tal relatório antes de subir para ver os estagiários. Me sentei e liguei o computador, já havia deixado os dados separados, agora era apenas lançá-los e montar o documento, trabalhoso, mas nada tão extraordinário assim. Me concentrei na escrita e análise parcial dos dados e não levantei nem para ir ao banheiro.

Estava tão concentrado que me sobressaltei quando Erwin bateu na porta aberta, chamando a minha atenção.

_Vamos?

Dei uma olhada de relance e salvei o documento, fechando a janela.

_Estou indo — respondi e me levantei.

Erwin me esperou e caminhamos lado a lado, pegamos o elevador e eu olhei para ele de soslaio, ainda andava meio desconfiado para ficar junto dele em um lugar fechado como um elevador. Se bem que Erwin não seria nem louco de me agarrar dentro de um elevador em plena manhã de expediente, ainda mais com o grande fluxo de pessoas por conta da chegada dos nossos estagiários.

De qualquer modo, ele não fez nada e segundos depois o elevador abriu as portas no penúltimo andar, havia alguns jovens ali, todos com as expressões nervosas e ansiosas. Erwin cumprimentou alguns com acenos de cabeça, sempre mostrando o quão educado ele era, ao passo que eu, bem eu olhei para a cara de alguns e ignorei outros. Não tinha a obrigação de ser simpático com ninguém.

Entramos no salão onde tinha uma longa mesa com os diretores e gerentes de todos os setores da empresa, cada candidato iria ser entrevistado em grupo, assim delimitava-se qual o perfil do funcionário e para qual setor ele iria. Me sentei entediado na última cadeira, a mais distante da porta. Erwin se sentou entre mim e o gerente de um outro setor.

Suspirei quando o primeiro estagiário entrou, aquilo seria uma longa, longa tarefa. Os entrevistadores iam fazendo as perguntas como no que ele gostaria de trabalhar, qual matéria no curso técnico ele tinha maior facilidade, qual ele tinha menor, experiências trabalhistas anteriores.

Por sorte logo o garoto foi colocado num dos outros setores e o próximo entrou. Foi assim por horas à fio, já devia estar acabando, mas ainda demorava muito. A Bolsa de Valores era uma empresa grande com muitos setores. Horas depois eu já tinha tentado fugir várias vezes; todas elas frustradas pelo aperto firme da mão do Erwin no meu braço.

Voltei a soltar meu corpo na cadeira e cruzei as pernas.

_Ainda falta muito? — perguntei.

_Apenas quatro que chegaram meio atrasados — respondeu o colega.

_Vou embora — anunciei.

_Você fica e escolha o estagiário.

_Escolha você! — falei.

_Já escolhi — o loiro falou e apertou o meu braço, me mantendo na cadeira. Bufei.

Era verdade, Erwin já tinha escolhido o estagiário, um tal de Jean que tinha muita cara de ser bom de papo e ruim de trabalho.

O colega lá na outra extremidade da mesa falou para o funcionário que estava na porta.

_O próximo, por favor! — falou baixo e logo um rapaz entrou na sala, nem olhei pro moleque, afinal era um como qualquer um dos dezenas que já tinham passado por ali.

_Nome? — meu colega perguntou.

_Eren Jaegger.

Mesmo que não tivesse ouvido o nome, eu teria reconhecido o tom de voz, ergui os meus olhos e vi Eren ali, engessado de tanto nervosismo, olhava fixo para o cara que o havia chamado.

Fiquei em choque, como eu não liguei uma informação com a outra????

Eren… aqui…. trabalhando no mesmo prédio que eu…

Era uma chance como poucas, poderia ficar de olho em tudo o que fizesse, não deixando ninguém aproximar-se.

Me ajeitei na cadeira e prestei atenção nas perguntas feitas à ele e principalmente nas respostas.

Certo, ele não tinha experiência anterior, tinha notas razoáveis para baixas na escola, mas era bem interessado em comércio exterior.

Alguns gerentes começaram a falar entre si, decidindo-se. Ergui a mão e falei.

_Ele virá para o meu setor — anunciei e todos na mesa olharam para mim, surpresos.

_Quero esse estagiário — afirmei e olhei para Eren que estava pálido e paralisado me olhando com os lábios entreabertos.

Erwin não me olhava menos espantado, depois deu um sorriso disfarçado.

_Não pode ser. Ele será o meu estagiário — Erwin falou, cruzando as mãos embaixo do queixo.

_Não. Ele será meu, eu o escolhi — rebati.

_É o mesmo setor, Levi, não tem tanta diferença. Eren será o meu estagiário e você pode ficar com o próximo, eu li os currículos de todos, parece que ele é bem inteligente.

_Isso não me importa. Eu escolhi ele, é ele que será o meu estagiário.

_Não concordo com isso. Você é o meu subordinado, tem que me acatar as minhas ordens.

Todos na sala, incluindo um Eren embasbacado acompanhavam a discussão entre a gente, sem no entanto interferirem.

_Tanto acato que estou aqui. Agora quando finalmente escolho um estagiário, você quer tirar ele? Fique com o outro. Aliás você já tem um estagiário, para quê quer mais um?

Erwin ficou vermelho de raiva, os lábios apertados numa linha fina. É claro que ele queria continuar a discussão, só não o fazia porque queria evitar se expôr no meio de todos. Sempre as aparência falavam mais alto no final das contas.

_Certo. Ele será seu — deu o braço a torcer.

Me encostei na cadeira novamente, cruzando as pernas e ajeitando uma mecha de cabelo.

_Ele já é! — falei num sorriso torto e dei uma piscadinha para o meu novo estagiário.

Eren sorriu nervoso, profundamente corado, quase deixando a pasta plástica que provavelmente continha os documentos para o contrato cair no chão tossiu nervoso e o colega falou

_Muito bem, Eren. Seu setor será o de comércio exterior, ações de multinacionais. Pode ir para o departamento de recursos humanos que eles irão terminar os últimos detalhes sobre o contrato.

_Muito obrigado, senhor. Farei o meu melhor! — falou muito sério e saiu da sala.

Acompanhei o caminhar do garoto até a porta se fechar nas suas costas para então perceber que Erwin me olhava de sobrancelha erguida e uma cara desconfiada. Me ajeitei e fechei a cara para ele.

Agora eu estava sossegado, até que não seria tão ruim ter um estagiário como Eren. Nem prestei muita atenção quando o meu colega chamou o próximo, então entrou um baixinho de cabelo loiro e expressão séria, embora um tanto infantil. Olhei apenas de relance para ele e dei um cutucão no Erwin.

_Era esse que você queria para meu estagiário? Parece inteligente mesmo — comentei distraído e Erwin me ignorou.

Começaram as perguntas e o rapaz as respondia e completava os raciocínios de modo inteligente e eloquente, não do jeito do Eren, meio gaguejando. Parecia inteligente mesmo e logo Erwin o assumia como estagiário. Percebi bem que ele havia lançado um olhar estranho para o garoto como se estivesse interessado e bem, não ponho minha mão no fogo pelo Erwin. Era muito provável que ele tentasse seduzir Armin Arlert, esse era o nome do garoto.

_Não vá seduzir o pobre rapaz — falei mais para irritá-lo do que por qualquer outro motivo.

_Posso dizer o mesmo para você, Levi. Vi bem como você olhou para o Eren. Já o conhece de antes, não? — falou sério.

_Do que está falando? Claro que não — menti.

_Mesmo?

_Claro — falei num tom calmo e sério.

Então Erwin olhou para mim com aquele olhar que eu conhecia muito bem e que significava todas as coisas safadas que ele queria fazer com a outra pessoa.

_Pois eu o conheço, conheço Eren do outro emprego dele — sorriu pervertidamente, me fazendo gelar a coluna.

Olhei com ódio mortal para o loiro e xinguei-o mentalmente de todos os nomes possíveis e imagináveis. Pensar que ele contratou Eren… que ele fez sexo com Eren, foi terrível.

_Não sei do que está falando — disfarcei — Mas as experiências anteriores ão deveria influenciar o emprego atual dele.

_Ahh mas é difícil abandonar as manias dos trabalhos anteriores — falou malicioso, sorrindo.

Fiquei em silêncio para não correr o risco de socar a cara do Erwin. Respirei fundo e me preparei para um conturbado período de trabalho. Porque se de um lado eu poderia ficar mais tempo com o Eren, agora tinha um “inimigo” declarado. Erwin havia deixado claro que iria cercar o Eren, que continuaria querendo fazer sexo com ele. Isso sim seria um problema, um problemão. Mas eu estava disposto a enfrentar.

Me levantei da cadeira e sem dizer palavra alguma, saí do local, voltando rapidamente para a minha mesa.

“Eren vinha trabalhar na mesma empresa que eu… ia ser meu estagiário”- pensei, ainda tentando controlar os sentimentos conflitantes.

“Ele dormiu com Erwin…. “ — o pensamento veio rápido, mas foi o suficiente para me deixar com um sentimento ruim.

Ouvi batidas na porta me virei vendo o vulto da pessoa atrás da persiana plastica que cobria o vidro da porta.

Reconheci imediatamente o cabelo meio rebelde do meu novo estagiário

Sorri involuntariamente, mal podendo esperar para ver como aqueles olhos verdes iriam me encarar.

_Entre — falei com certa malícia na voz.

Notas finais
Alguém ainda tinha dúvidas de que o estagiário do Levi seria o Eren? Alguém? Alguém? Bem, eu sou muito lerda então não garanto que se eu fosse leitora talvez eu ainda tivesse alguma dúvida. Espero que tenham gostado. E aguardo seus preciosos comentários, não sejam preguiçosos. Onegai ;-; Ou então, venham falar comigo, eu não mordo XD MEU PERFIL >>> https://www.facebook.com/profile.php?id=100009909871101 MINHA PAGE>>> https://www.facebook.com/Black.rose.fanfic/?ref=tn_tnmn