Era para ser apenas um programa
7 Primeiro dia de trabalho
Notas iniciais
Fechei as persianas do vidro que separava minha sala do resto das outras enquanto ouvia a porta ser aberta. Olhei para o novato, Eren estava irresistivelmente atacável: os enormes olhos verdes arregalados, acho que ele não esperava que eu fosse ser o responsável por ele.
—Com licença, senhor — disse ao entrar.
—Feche a porta.
Ele saiu e ia fechando a porta.
—Entre e feche a porta — expliquei bufando e ele voltou a entrar, confuso, fechando a porta, lutando um pouco contra o emperramento dela, andou até o meio da sala. Me olhava um pouco envergonhado e um pouco ansioso. Quis muito jogar com ele.
Caminhei até o Eren, dando a volta pelas costas dele.
—Então será meu estagiário? — falei sério.
—S-sim — ele gaguejou tentando conter o sorriso.
“Entre no jogo, garoto” — mandei em pensamento.
—E você sabe trabalhar? Tem experiência? — passei a mão pelo ombro dele, quase dando a volta.
—Não muita. Mas o senhor pode me mostrar como fazer — deu um sorriso mínimo e me encarou, mas eu dei um olhar duro como resposta e ele abaixou os olhos.
—Tsc, ter que ensinar… nem sei o que você sabe fazer. Por onde começar? — fiquei de frente à ele e deslizei a mão pelo peito do garoto fazendo questão de arranhar o mamilo sob a camisa. Eren contraiu o abdome e eu sorri pervertidamente.
—Sei algumas coisas, senhor. — me encarou e eu arqueei a sobrancelha.
—Me mostre o que sabe fazer, senhor Jaegger. — desci a mão até o membro dele e apertei. Eren me olhou desesperado e constrangido, desviou os olhos para a janela e voltou a olhar para mim.
—Estão fechadas — o tranquilizei e abri o zíper da calça dele, infiltrando a mão dentro e massageando o membro ainda não de todo duro.
—Levi… — Eren ofegou e eu o senti endurecer na minha mão.
—Shh! Aqui sou seu chefe! — falei e apertei com força arrancando um gemido do mais novo.
—Faz isso com todos os seus estagiários? — perguntou ofegante.
Meneei a cabeça.
—Nunca tive um. Vamos! Não ia me mostrar o que sabia fazer? — falei num tom autoritário e escorreguei os dedos para dentro da box, segurando o pênis duro, quente e úmido de pré-gozo. Movi a mão, acariciando com certa força e Eren gemeu, se apoiando em mim, a cabeça encostada no meu ombro.
—Senhor… -murmurou.
—Isso. Me chame assim… — minha voz saiu mais suave, quase uma carícia para um bom menino. O masturbei mais rápido e ele se contraiu, tentando não fazer muito barulho. Passou as mãos pelo meu tronco, me agarrando, segurando firme na minha camisa, gemendo baixinho. Aumentei o ritmo e senti as pernas dele fraquejarem.
—Esqueça. Você não sabe fazer nada! — falei, falsamente sem paciência, estava adorando aquele jogo arriscado e excitante. Na verdade, não sabia exatamente onde estava com a cabeça, afinal, por que raios eu estava fazendo isso com Eren no primeiro dia de trabalho dele? Podia muito bem esperar até chegar em casa.
—Senhor Levi… — Eren murmurou mais uma vez, inclinado, escondendo o rosto no meu peito. Apertei e acelerei os movimentos e então ele apalpou o meu membro também. Ergueu o rosto para mim e eu vi o quanto estava corado, os lábios entreabertos e um fio mínimo de saliva escorrendo pelo canto.
—Está tão bom assim? É um fetiche seu ser assediado pelo chefe? — passei o polegar pela glande espalhando o líquido viscoso. Eu mesmo estava mais do que excitado e não sabia exatamente onde isso ia terminar. Abri a calça dele e a deixei cair até os pés.
—Não pare… por favor — murmurou.
Mas foi exatamente isso que eu fiz. Segurei Eren pelo cotovelo e o virei contra a minha mesa, empurrando o peito dele contra os papéis que estavam espalhados por ali. Ele ofegou e eu chutei os calcanhares dele para que abrisse as pernas o que ele fez rápido, empinando o traseiro. Apertei uma nádega, afastando-a, olhando a entrada apertada e rosada, Eren a contraiu como se estivesse me chamando e eu levei o polegar até ela, rodeando e pressionando, ouvi o gemido contido dele. Com a mão livre abri a minha calça e tirei minha ereção esfregando entre as nádegas redondas e firmes.
—Quer?
—Muito… venha logo… — gemeu, rebolando.
Dei um tapa no traseiro que saiu mais alto que o esperado. Eren contraiu as nádegas e deu um gemido que não podia ser de outra coisa senão prazer.
—É você quem manda aqui? — perguntei ríspido.
—Não… é o senhor. Por favor, senhor Levi, me foda! — falou ousadamente.
Aquilo foi demais para mim, ele nunca havia usado esses termos, achei erótico demais e meu membro pulsou de desejo para estar dentro desse garoto. Umedeci com saliva a entrada e me posicionei, pressionando com certa força. Gememos juntos, tentando sermos discretos.
—Levi… — Eren olhou para mim, por cima do ombro e eu sorri, empurrando mais, tentando penetrá-lo, o que não estava fácil, o garoto era apertado demais. Então ouvi o trinco da porta se mexendo e batidas na madeira
—Levi? Por que trancou a porta? — era a voz do Erwin.
—Me diga que trancou a porta — murmurei para o rapaz em cima da mesa. Que me respondeu com um aceno negativo da cabeça.
—Está sem chave — explicou e eu lá, com os olhos colados na porta que agora se abria aos trancos por estar emperrada.
Não ia dar tempo para nos vestirmos, íamos ser pegos no flagra então a única saída foi o que eu fiz. Empurrei Eren para debaixo da minha mesa e me sentei na minha cadeira executiva puxando o meu blazer para cobrir meu quadril, aproximei a cadeira da mesa no exato momento que Erwin entrava na sala.
—Por que não abriu a porta?
Olhei para ele, disfarçando ao máximo.
—Você já o estava fazendo, não?
—O que está fazendo? — me perguntou desconfiado.
—O que acha que estou fazendo aqui, Erwin? Trabalhando, oras.
—Hum… — Erwin entrou na sala — Onde está o Eren?
—Não sei. Aqui é que não está — respondi sentindo Eren se remexer debaixo da mesa, provavelmente tentando achar uma posição mais cômoda, as mãos dele se apoiaram nos meus joelhos.
—Ele foi orientado a vir se apresentar à você — me explicou Erwin, segurando alguns papéis na mão.
Abri meus braços.
—Aqui ele não está. Deve ter ido ao banheiro ou está perdido por aí.
Erwin fez um meneio com a cabeça.
—Que seja! Vim discutir a situação das ações daquela indústria de peças automotivas — se sentou na cadeira à minha frente.
Definitivamente agora não era uma boa hora. Talvez pelo fato de estar sem calças com um garoto também semi nu debaixo da mesa e esse pirralho desgramado devia ter algum tipo de problema pois ao invés de ficar quieto, estava passando as mãos nas minhas coxas, o que não contribuía em nada para a diminuição da minha ereção.
—Tem realmente que ser agora, Erwin? — perguntei, fazendo força para ignorar aquelas mãos quentes apalpando minhas pernas.
—Oh… me desculpe, senhor — Erwin falou irônico — Será que eu tenho que marcar horário para falar com o meu subordinado?
Passei a mão no rosto, tirando um pouco dos cabelos que ameaçavam cair nos meus olhos.
—Não é isso. Apenas estou ocupado, estou trabalhando numas planilhas — inventei, eu tinha que tirar o Erwin da sala, rápido.
Erwin me olhou com cara de poucos amigos. O que não era uma mentira, ele quase não tinha amigos.
—Seu computador está desligado — falou e a minha mentira foi por água à baixo.
—Certo, o que quer falar? — desisti.
O loiro sorriu torto e pousou os papéis na mesa, puxou uma das folhas me mostrando.
—As ações do dia vinte caíram muito. O que está havendo?
—Ah sim. Isso foi por conta da mudança da diretoria e ahh… — Maldito moleque, ele beijou minha coxa e eu me remexi na cadeira.
—Está tudo bem? — Erwin perguntou me encarando com a sobrancelha erguida.
—Estou, claro. — respondi sério.
Erwin ficou me olhando e eu o encarando.
—Continue … — me falou depois de alguns minutos de contemplação mútua.
—O quê? — falei.
—Você tinha parado de falar de repente… — franziu o cenho.
—Ah sim.. então… a mudança na diretoria afetou as ações. Os acionistas ficaram um pouco receosos.
—Entendo… mas a já é quase dia trinta e elas ainda não começaram a subir. Temos que intervir…
—Aahn… — “Merda” pensei ao morder os meus lábios tentando não gemer e me contorcer quando o moleque atrevido debaixo da mesa começou a chupar o meu membro.
—Levi? Você está bem? — Erwin olhou para mim, ele sabia o que aquele gemido queria dizer.
—Claro. Continue — falei neutralizando a voz e chutando disfarçadamente o rapaz. Ele parou de me chupar e eu respirei aliviado.
—Bem — Erwin pigarreou, limpando a garganta — Acho que podermos intervir junto à diretoria da empresa, solicitar um maior investimento para que os acionistas não fiquem tão inseguros.
—Uhum — respondi, sentindo novamente uma língua atrevida lamber desde a base até a glande do meu membro.
—Acha que temos que falar com a nossa gerência geral? — me perguntou e eu lá, fazendo cara de paisagem, sentindo o Eren engolir meu membro inteiro.
—Uhum — respondi sem nem prestar atenção.
—Certo… — Erwin anotava algo no papel — E essa nova empresa? O que acha dela no mercado? — me mostrou o papel.
Eu olhei o papel, olhei mas não vi. Não dava para me concentrar em nada que não fosse a boca do Eren me chupando deliciosamente. Apertei minhas mãos, fincando as unhas nas palmas, tentando não gemer.
—Ela está um pouco ruim — respondi sem pensar.
Erwin me olhou descrente.
—Mas o gráfico dela mostra alta nas ações…
Eren empurrou meu membro até o fundo da garganta dele, movendo a língua pela extensão, senti a garganta dele apertar a minha glande e me contorci minimamente na cadeira. Eren estava me enlouquecendo, sua boca subia e descia pelo meu membro, sugando e lambendo. Eu não ia conseguir ficar calado por muito tempo mais.
—Erwin, eu não estou me sentindo bem. Vamos conversar sobre isso depois ? — fiz uma expressão de sofrimento, na verdade eu estava realmente sofrendo, era uma tortura tentar conter os gemidos que a boca do Eren me causava. Agora o filho da puta estava arranhando minha coxa com um mão e enquanto a outra estimulava meus testículos. Suei frio.
—O que você tem? Quer ajuda? — Erwin se levantou, querendo vir para o meu lado, uma certa preocupação no semblante.
Me desesperei, se ele desse a volta na mesa, todo o disfarce iria por água à baixo. Pensei rápido.
—Vou vomitar!! Me traz água — pedi com urgência na voz. Devo ter sido bem convincente pois até o Eren parou de me chupar. Erwin paralisou à meio caminho da minha mesa, eu sabia que uma das poucas coisas que ele não suportava era vômito e eu precisava tirar esse homem da sala rápido.
—Rápido! Uuugghh — coloquei a mão na boca, fingindo um engulho. Erwin saiu quase correndo da minha sala , batendo a porta.
Empurrei minha cadeira rápido, me afastando da mesa e me levantando. Nem quis olhar para o Eren, fui até a porta e a tranquei com a chave que havia pego sobre a mesa.
—Levi? — Eren perguntou, um pouco receoso, saindo de debaixo da mesa. Olhei para ele com cara de bravo, tudo fingimento.
—Está… bravo? — perguntou engolindo em seco.
—É claro que estou… veja o estado em que me deixou — disse desligando a luz — agora venha aqui — chamei com os dedos.
Eren levantou-se e eu o interrompi.
—Engatinhando! — mandei.
—Mas.. Lev…
—Tschh! O que eu sou? — perguntei arrogante, jogando novamente.
—S-Senhor! Sim, senhor! — Eren sorriu um pouco e abaixou a cabeça, ficando de quatro no chão. Ergueu o rosto com uma expressão sexy e vindo engatinhando até mim, onde ficou sentado sobre os calcanhares e segurou nos meus joelhos.
Virou aquelas duas grandes esmeraldas para mim e pediu manhoso.
—Posso voltar a te chupar, senhor? — entreabriu os lábios vermelhos e inchados pelo árduo trabalho anterior e passou a língua por eles.
Segurei meu membro pela base e golpeei a língua estendida para fora, fazendo um ruído molhado, Eren tentou me abocanhar mas eu tirei meu membro antes que ele tivesse êxito. Golpeei as bochechas dele com minha ereção várias vezes, adorando a cara de safado que ele fazia e o modo como tentava capturar meu pênis com a boca.
—Por favor, senhor. É tão bom… — pediu mais uma vez e agora eu deixei ele engolir, começando a me chupar rápido, gemendo manhoso enquanto me olhava de baixo, os olhos nublados de prazer. Passei os dedos pelos cabelos dele, no que seria um carinho leve se ele não tivesse mordiscado a minha glande.
—… Eren…. — puxei o ar entre os dentes e gemi, apertando os cabelos dele entre os dedos — Vai, me faz gozar… — pedi e Eren atendeu ao meu pedido.
Nunca ele havia me chupado daquele jeito, o menino era um demônio. Que boca era aquela e por que ele nunca havia se empenhado daquele jeito nas outras vezes? Mas eu estaria mentindo se dissesse que das vezes anteriores em que ele me chupou tinha sido ruim ou mais ou menos, mas é que dessa vez ele parecia estar completamente enlouquecido.
Em menos de um minuto eu me derramei naquela boca quente e úmida, gemi longamente soltando os cabelos do moreno. Minhas pernas tremiam um pouco por conta do orgasmo. Eren sorriu para mim, lambendo o canto do lábio e passando a mão no queixo, limpando-o da saliva e sêmen. Ofeguei e dei dois passos para trás.
—E então senhor? Será que eu mostrei o que sei fazer? — sorriu pervertido, se levantando e procurando nossas calças que na pressa tinham sido enfiadas embaixo da mesa.
Peguei a peça de roupa que me era estendida.
—Acho que posso considerar satisfatório — sorrio e dou um olhar guloso para ele.
Eren volta para o jogo.
—Ah.. chefe… preciso que o senhor me ajude. Estou com uma dificuldade… — fez a expressão mais erótica impossível e se debruçou na mesa, olhando para mim por cima do ombro e abriu as pernas, afastando uma nádega, expondo a entrada.
—Me oriente chefe… o que eu posso fazer? O que o senhor quer fazer com isso aqui? — rebolou lentamente e quase passei mal com a rapidez com que meu membro ficou duro novamente.
—Eren… — murmurei me masturbando um pouco, ouvi mexerem no trinco da porta, mas a luz estava apagada e a porta, desta vez, trancada. Como eu falei que estava passando mal, provavelmente Erwin iria achar que eu tinha ido até o banheiro pôr para fora o que tinha no estômago ou teria ido direto para a enfermaria.
Caminhei até Eren e me encaixei.
—É isso o que quer? — falei pressionando.
—Uhum — miou manhoso — Mete tudo, de uma vez, senhor.
Grunhi baixo e o segurei pelo quadril, dando um golpe com certa força, o penetrando com pressa. Eren gemeu, se contraindo, levou a mão à boca e mordeu o indicador.
Me inclinei e beijei o ombro dele, diminuindo a força e a pressão do meu quadril, óbvio que eu não queria machucá-lo. Mas Eren gemeu insatisfeito, rebolou um pouco, como se me acomodasse no seu interior e então jogou o quadril para trás, me fazendo penetrá-lo por completo.
Eren voltou a me olhar por cima do ombro, podia ver algumas lágrimas descerem pelo rosto do rapaz mas ele mantinha um sorriso safado nos lábios.
—Agora me mostra como gosta de fazer, senhor Levi. — falou rebolando e eu me perdi no prazer daquele corpo, no modo como se movia, naqueles olhos verdes lacrimosos, escuros de prazer que olhavam para mim, como se me pedissem para ir mais rápido, mais fundo, mesmo que eu já estivesse indo ao máximo que um sexo num local de trabalho permitia. E aquela boca? Aqueles lábios meio inchados, que murmuravam coisas que eu não entendia nitidamente mas suspeitava que eram palavras desconexas como às vezes ele fazia quando tudo estava intenso demais.
Estoquei rápido e intensamente e quando Eren não conseguiu controlar os gemidos eu tampei a boca dele com a minha mão a qual ele lambeu e beijou a palma, me provocando ainda mais.
Não demorou muito para eu atingir o meu limite novamente, e quando aconteceu, foi no exato momento que eu sentia Eren contrair várias vezes a entrada, apertando o meu membro deliciosamente, indicando que ele também se derramava.
Ficamos muitos minutos parados, ofegantes, ainda enroscados até conseguirmos nos erguer. Saí dele e Eren se levantou da mesa.
—Espero que possa imprimir novas planilhas, Levi. — disse me mostrando os papéis amassados e melados com o sêmen dele. — Desculpe — falou tímido, corando.
Sorri, abraçando-o. Era por isso que ele me encantava, podia ser um garoto safado e quente num minuto e no seguinte um adolescente tímido e doce.
—É claro que eu posso. Não se preocupe — o acalmei e dei um selinho nos lábios avermelhados.
Ele retribuiu, tanto o beijo quanto o abraço.
—Será todas as vezes assim? — perguntou com um pequeno sorriso nos lábios.
—Não, seu safado. Precisamos trabalhar — respondi brincando e começamos a nos vestir. Tentando limpar e arrumar tudo no seu devido lugar
Esse só foi o primeiro dia de trabalho dele….
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